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Administração Pública Federal).
DA MOTIVAÇÃO
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos 
fundamentos jurídicos, quando:
I – neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
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II – imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III – decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV – dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V – decidam recursos administrativos;
VI – decorram de reexame de ofício;
VII – deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de 
pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;
VIII – importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato 
administrativo.
§ 1º A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir 
em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, 
informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do 
ato.
§ 2º Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio 
mecânico que reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique 
direito ou garantia dos interessados.
§ 3º A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões 
orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.
5. OBJETO/CONTEÚDO
Segundo Hely Lopes Meirelles, “todo ato administrativo tem por objeto a criação, modificação 
ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas ou atividades sujeitas à 
ação do Poder Público”.
Di Pietro, “objeto ou conteúdo é o efeito jurídico imediato que o ato produz”. Conclui ainda, 
que ato administrativo é uma espécie de ato jurídico, desta forma, o objeto deve ser lícito, 
possível, certo e por fim moral.
Conclusão: o objeto é aquilo sobre o que o conteúdo dispõe.
ATENÇÃO: 
O MÉRITO do ato administrativo está nos elementos MOTIVO e OBJETO, pois são 
discricionário.
Os elementos da Competência, Forma e Finalidade são sempre VINCULADOS.
 
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ATO DISCRICIONÁRIO E ATO VINCULADO
Administração Pública ora atua com certa margem de liberdade ora atua sem liberdade 
alguma, pois a lei não deixa ao administrador qualquer possibilidade de apreciação subjetiva 
na edição do ato administrativo, regulando integralmente todos os elementos ou requisitos do 
ato administrativo: sujeito, objeto, forma, motivo e finalidade. Nessa situação, o ato praticado 
é vinculado ou regrado. 
Por outro lado, algumas vezes a lei concede ao administrador liberdade de atuação, 
conferindo-lhe o poder-dever de analisar a situação concreta e de escolher, segundo critério 
de conveniência e oportunidade, uma dentre as opções legais. Nesse caso, ocorrerá a atuação 
discricionária da Administração. Mas a discricionariedade é limitada ao elemento motivo e 
objeto, já que com referência à competência, à forma e à finalidade, a lei impõe limitações.
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
A classificação dos atos administrativos não é pacífica entre os doutrinadores. Porém, vamos 
apresentar uma classificação mais usual e aceita em concursos, vejamos: 
QUANTO A SEUS DESTINATÁRIOS:
ATOS GERAIS São os atos normativos, que se destinam a todas as pessoas numa mesma 
situação.
ATOS INDIVIDUAIS São os destinados a pessoa ou pessoas determinadas. Ex: nomeação de 
servidor.
QUANTO AO SEU ALCANCE
INTERNOS
Os atos que só produzem efeitos no interior das repartições administrativas. 
Nesse caso, tanto os atos internos, quanto os atos externos, podem ser gerais 
ou individuais. 
Os atos de efeitos internos dispensam a publicação em órgão oficial para que 
tenham vigência, sendo suficiente a cientificação dos destinatários.
EXTERNOS
São os atos que produzem efeitos para além do interior das repartições 
administrativas. Os atos de efeitos externos dependem de publicação em 
órgão oficial para que tenham vigência e efeito contra todos.
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QUANTO AO SEU OBJETO
ATOS DE IMPÉRIO
Caracterizam-se por sua imposição coativa aos administrados, sendo 
informado por prerrogativas concedidas à Administração Pública em relação 
aos administrados, sob um regime jurídico derrogatório do direito comum.
ATOS DE GESTÃO
São os praticados pela Administração Pública sem as prerrogativas de 
autoridade, visando gerir seus bens e serviços. Alguns autores ainda incluem 
nesta categoria os atos negociais com os administrados. 
ATOS DE 
EXPEDIENTE
São os destinados a conferir andamento aos processos e papéis nas repartições 
públicas, sem qualquer conteúdo decisório.
QUANTO AO SEU REGRAMENTO
VINCULADOS
Possuem todos seus elementos determinados em lei, não existindo 
possibilidade de apreciação por parte do administrador quanto à oportunidade 
ou à conveniência. Cabe ao administrador apenas a verificação da existência 
de todos os elementos expressos em lei para a prática do ato. Caso todos 
os elementos estejam presentes, o administrador é obrigado a praticar o ato 
administrativo; caso contrário, ele estará proibido da prática do ato.
DISCRICIONÁRIOS
 O administrador pode decidir sobre o motivo e sobre o objeto do ato, 
devendo pautar suas escolhas de acordo com as razões de oportunidade e 
conveniência. A discricionariedade é sempre concedida por lei e deve sempre 
estar em acordo com o princípio da finalidade pública. O poder judiciário não 
pode avaliar as razões de conveniência e oportunidade (mérito), apenas a 
legalidade, a competência e a forma (exteriorização) do ato.
QUANTO À FORMAÇÃO DOS ATOS
SIMPLES
São os atos que decorrem da manifestação de um só órgão, seja unitário 
ou colegiado. Exemplo: desapropriação de bem imóvel pelo Presidente da 
República; deliberação do Tribunal de Impostos e Taxas.
COMPLEXOS
São os atos que decorrem da manifestação de pelo menos dois órgãos, 
unitários ou colegiados, cujas vontades formam um ato único. Exemplo: 
decreto do Presidente da República referendado pelo Ministro de Estado.
COMPOSTOS
São os atos que resultam da vontade de um órgão, mas dependente da 
manifestação prévia ou posterior por parte de outro órgão. Exemplo: a 
concessão de aposentadoria ao servidor em razão de invalidez depende de 
laudo técnico que ateste dita invalidez. Os atos que dependem de aprovação, 
visto, homologação, laudo técnico são atos compostos.
 
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CLASSIFICAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO EM ESPÉCIES
Maria Sylvia Zanella Di Pietro aponta a seguinte divisão: atos administrativos quanto ao 
conteúdo e quanto à forma de que se revestem. Quanto ao conteúdo, os atos administrativos 
podem ser negociais (autorização, licença, permissão e admissão), de controle (aprovação e 
homologação) e enunciativos (parecer e visto). Quanto à forma, destacam-se os seguintes atos: 
decreto, portaria, resolução, circular, despacho e alvará.
ATOS ADMINISTRATIVOS QUANTO AO CONTEÚDO
AUTORIZAÇÃO
É ato unilateral, de cunho discricionário, mediante o qual a Administração 
Pública faculta ao administrado a prática de ato material ou o uso privativo 
de bem público, sendo, de regra, precário. Atende a um interesse do 
administrado. Ex: autorização para porte de arma.
LICENÇA
É ato unilateral, de cunho vinculado, mediante o qual a Administração 
Pública faculta ao administrado o exercício de uma atividade, desde que 
preenchidos os requisitos legais. Atende a um direito do administrado. Ex: 
licença para construir.
PERMISSÃO
Alguns doutrinadores ensinavam que o ato administrativo discricionário 
e precário, gratuito ou oneroso, mediante o qual a Administração Pública 
outorgava ao particular a execução de um serviço público ou a utilização 
privativa de bem público. Ex.: permissão de