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dos dirigentes;
III – a remuneração do pessoal."
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de 
provimento efetivo em virtude de concurso público. (Após o Estágio Probatório)
[...] 
§ 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (Estágio Probatório)
Lei nº 8.987/95 – Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequa-
do ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes 
e no respectivo contrato.
§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiên-
cia, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.
 
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ALGUNS PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS NA CF/88
PRINCÍPIO DA FINALIDADE: Toda atuação do administrador se destina a atender o interesse 
público e garantir a observância das finalidades institucionais por parte das entidades da 
Administração Indireta. A finalidade pública objetivada pela lei é a única que deve ser perseguida 
pelo administrador. A Lei, ao atribuir competência ao Administrador, tem uma finalidade 
pública específica. O administrador, praticando o ato fora dos fins, expressa ou implicitamente 
contidos na norma, pratica DESVIO DE FINALIDADE. 
PRINCÍPIO DA AUTOTUTELA: A Administração tem o dever de zelar pela legalidade e eficiência 
dos seus próprios atos. É por isso que se reconhece à Administração o poder e dever de anular 
ou declarar a nulidade dos seus próprios atos praticados com infração à Lei. 
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS: O serviço público destina-se a atender 
necessidades sociais. É com fundamento nesse princípio que nos contratos administrativos não 
se permite de forma absoluta que seja invocada, pelo particular, a exceção do contrato não 
cumprido, pois nossa legislação já permite que o particular invoque a exceção de contrato não 
cumprido na Lei 8.666/93, apenas no caso de atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos 
pela Administração. 
PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE e PROPORCIONALIDADE: Os poderes concedidos à 
Administração devem ser exercidos na medida necessária ao atendimento do interesse 
coletivo, sem exageros. O Direito Administrativo consagra a supremacia do interesse público 
sobre o particular, mas essa supremacia só é legítima na medida em que os interesses públicos 
são atendidos. Exige proporcionalidade entre os meios de que se utilize a Administração e os 
fins que ela tem que alcançar.
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ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO
Com a transferência da corte de volta a Portugal, em 1821, o príncipe regente Dom Pedro I 
centralizou em si muitas atribuições. A estrutura administrativa montada durante as guerras 
napoleônicas foi aproveitada com a declaração de Independência, em 1822. Tínhamos um 
governo Central nessa época.
Progressivamente, com Dom Pedro II no trono, foi desenhado o arranjo institucional clássico 
do Estado brasileiro, com o Poder Moderador de atribuição exclusiva do imperador. Porém, no 
período regencial houve uma descentralização do poder governamental, com a instituição das 
assembleias provinciais. A instituição do presidente do conselho de ministros, em 1847, foi outra 
reforma importante, conforme afirma Frederico Lustosa da Costa (Revista de Administração 
Pública, RJ, 2008). O caráter da administração, contudo, permanecia patrimonialista, com o 
Estado a serviço das oligarquias locais.
A situação permaneceu semelhante após a proclamação da República e somente com o fim 
da chamada República Velha, em 1930, o Estado brasileiro passou a se comprometer com o 
mínimo de modernização. 
A criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), em 1938, por Getúlio 
Vargas, foi considerada como a primeira grande reforma na administração pública brasileira. Foi 
o primeiro passo em direção à burocratização da administração pública brasileira, na tentativa 
de superar o patrimonialismo.
A reforma seguinte aconteceu com o Decreto-lei 200/67, que estabelecia como princípios da 
administração pública federal o planejamento, a coordenação, a descentralização, a delegação 
de competência e o controle. Estabelecia também a divisão entre administração pública direta 
e indireta. Posteriormente, temos as reformas promovidas pela constituição de 1988, que 
descentralizou ainda mais a administração pública. Veja a redação inicial do texto normativo:
DECRETO-LEI Nº 200, DE 25 DE FEVEREIRO DE 1967.
Dispõe sobre a organização da Administração Federal, estabelece diretrizes para a 
Reforma Administrativa e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o art. 9º, § 2º, 
do Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966, decreta: 
 
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TÍTULO I
Da Administração Federal
Art. 1º O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República auxiliado pelos 
Ministros de Estado. 
Art. 2º O Presidente da República e os Ministros de Estado exercem as atribuições de 
sua competência constitucional, legal e regulamentar com o auxílio dos órgãos que 
compõem a Administração Federal. 
Art. 3º Respeitada a competência constitucional do Poder Legislativo estabelecida no 
artigo 46, inciso II e IV, da Constituição, o Poder Executivo regulará a estruturação, as 
atribuições e funcionamento do órgãos da Administração Federal. 
Art. 4º A Administração Federal compreende:
I – A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura 
administrativa da Presidência da República e dos Ministérios.
II – A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de 
entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas. 
Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta VINCULAM-
SE ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal 
atividade.
CENTRALIZAÇÃO, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO
Centralização é a técnica de execução de competência administrativa por uma única pessoa 
jurídica governamental. Exemplo são as atribuições exercidas diretamente pela União, Estados, 
DF e Municípios.
Descentralização é a distribuição de competência de uma para outra pessoa. Então, é o 
exercício de atividades administrativas por pessoas jurídicas autônomas, criadas pelo Estado 
para tal finalidade. Exemplo são as autarquias, fundações públicas, empresas públicas e as 
sociedades de economia mista.
Espécies de Descentralização: a doutrina divide em dois pontos, vejamos:
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a) Descentralização Política: decorre quando um ente descentralizado exerce suas atribuições 
sem vinculação com o ente central, pois suas competências estão na Constituição Federal. 
Sendo assim, as atividades que exercem não constituem delegação ou concessão do 
governo central, pois são delas titulares de direitos originários. Exemplo do Estados e 
Municípios que não estão subordinados ao ente central (União), pois encontram seus 
fundamentos legais no próprio texto constitucional.
b) Descentralização Administrativa: ocorre quando as atribuições dos entes descentralizados 
têm origem no ente central, pois carece de fundamento originário na Constituição Federal, 
já que deriva do poder do ente central de editar suas próprias normas e regras.
Por sua vez, a Descentralização Administrativa pode ser dividida nas seguintes espécies:
a) Descentralização Administrativa territorial ou geográfica: esse tipo de descentralização é 
o que ocorre