A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
343 pág.
Apostila do inss

Pré-visualização | Página 42 de 50

com o fim de assegurar a adequação na 
prestação do serviço e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais 
pertinentes, medida essa que deve ser formalizada por decreto.
9. Dalva era passageira de ônibus intermunicipal que fazia a linha entre Vitória de Santo 
Antão e Jaboatão dos Guararapes, linha essa explorada em regime de concessão pela 
Empresa Expresso Caramuru S/A, quando referido ônibus envolveu-se em acidente, sem a 
participação de outros veículos. Em virtude dos ferimentos, Dalva acabou se submetendo 
a cirurgias reparadoras, remanescendo todavia sequelas funcionais e estéticas decorrentes 
do acidente. Do relato, deve-se concluir que em caso de extinção do contrato de concessão, 
outra empresa que venha a assumir a prestação do serviço público, após regular seleção 
licitatória, não responde pelos danos causados à usuária pela prestadora anterior.
10. Havendo previsão de subconcessão no contrato original de concessão estabelecido 
entre o Poder Público e o particular, sendo ela autorizada pelo primeiro, a outorga (de 
subconcessão) será precedida de Concorrência pública, necessariamente.
11. Suponha que em determinada rodovia estadual, objeto de concessão, o reajuste de 
pedágio, aplicado em conformidade com o regramento estabelecido no contrato de 
concessão, tenha causado forte insatisfação da população, que passou a exigir do Poder 
Concedente a revogação do aumento. O Poder Concedente, pretendendo acolher o pleito 
da população, poderá, com base na legislação que rege a matéria, retomar o serviço por 
motivo de interesse público, mediante encampação, condicionada a autorização legislativa 
específica e após prévio pagamento da indenização prevista legalmente.
12. Após as constantes reclamações dos usuários do serviço de transporte interestadual 
de passageiros, devido aos atrasos, ao cancelamento de saídas e aos motoristas que se 
recusavam a ligar o ar-condicionado dos veículos, o concessionário do serviço resolveu 
paralisar sua prestação por um dia inteiro, a fim de mostrar o transtorno que a falta de 
ônibus em circulação poderia causar à população. A inexecução parcial do contrato poderá 
acarretar a declaração de caducidade da concessão, precedida de processo administrativo 
em que se assegure a ampla defesa.
13. Em determinado Município, consórcio de empresas privadas permissionário de serviços 
públicos de transporte de passageiros passou a prestar os serviços de forma deficiente, 
desrespeitando as condições determinadas pelo Poder Concedente em relação à frota 
disponível, regularidade de viagens e índices de conforto. O consórcio alegou que a tarifa 
cobrada dos usuários, fixada pelo Poder Concedente, estaria defasada, sendo esta a razão 
da deterioração da qualidade do serviço. De acordo com as disposições legais aplicáveis, 
o Poder Concedente possui a prerrogativa de revogar a permissão, que possui caráter 
precário, e delegar a prestação dos serviços a outro consórcio, mediante concessão ou 
permissão, sempre com prévia licitação.
 
www.acasadoconcurseiro.com.br136
14. Determinado ente da administração pública deseja realizar procedimento licitatório para a 
contratação de serviços de segurança patrimonial armada para seu edifício sede. O objeto 
da contratação pretendida pode ser classificado como serviço de natureza contínua.
15. Determinado Município pretende ampliar a oferta de transporte coletivo aos cidadãos, 
disponibilizando novas linhas de ônibus e modernizando a frota existente. Uma das 
alternativas juridicamente possível para atingir tal finalidade seria a outorga de permissão 
do serviço público de transporte de passageiros à empresas privadas, sempre mediante 
prévio procedimento licitatório.
16. Em um contrato de concessão firmado entre um Município e empresa privada para a 
exploração de serviços públicos de transporte de passageiros verificou-se o reiterado 
descumprimento, pela concessionária, de obrigações estabelecidas contratualmente 
relativas a indicadores de qualidade, conforto e pontualidade do serviço prestado aos 
usuários. Diante de tal situação, o poder concedente poderá decretar a intervenção no 
contrato, por decreto, com instauração de procedimento administrativo que deverá ser 
concluído no prazo máximo de 180 dias.
17. Uma concessionária de serviço público de transporte continuou prestando o serviço 
por 6 (seis) meses após o término do prazo de vigência contratual, a pedido informal do 
Município concedente, para que houvesse tempo hábil para finalizar o procedimento 
licitatório em curso para nova contratação com mesmo objeto, evitando, ainda, prejuízo 
aos usuários. Esse período de execução de serviços sem cobertura contratual, poderá 
ser objeto de pagamento por indenização, para fins de ressarcimento pelos serviços 
executados, considerando que a concessionária não tenha dado causa a essa nulidade.
18. A Administração pública federal é titular do serviço público de energia elétrica, pretendendo 
transferir a produção dos recursos energéticos à sociedade de economia mista que 
integra a Administração indireta. A estruturação do modelo foi submetida ao órgão 
jurídico competente, que sinalizou pela inviabilidade da transferência direta, aduzindo a 
necessidade de licitação, sob pena de caracterizar concorrência desleal, uma vez que a 
empresa em questão submete-se ao regime típico das empresas privadas. A orientação 
jurídica lançada nos autos do processo administrativo não procede, na medida em que a 
estruturação pretendida pela Administração pública constituiu hipótese de descentralização 
de competências, o que afasta a incidência do regime licitatório, constituindo, em verdade, 
delegação de serviço público.
19. O termo concessão pode ser empregado para definir alguns institutos jurídicos. A 
qualificação que se atribuir ao termo induz a consequências e aplicações diversas. No que 
se refere à concessão de serviço público e à concessão de uso, sabe-se que a concessão 
de serviço público, regida pela Lei nº 8.987/1995, remunera-se, via de regra, por meio da 
cobrança, pelo concessionário, de tarifa do usuário, enquanto que a concessão de uso de 
bem público pode ensejar a cobrança de preço público do concessionário.
20. O Art. 175 da Constituição da República dispõe que “incumbe ao Poder Público, na forma 
da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, 
a prestação de serviços públicos”. Assim, quanto à figura de quem os presta, existem dois 
INSS 2015 – Direito Administrativo – Prof. Cristiano de Souza
www.acasadoconcurseiro.com.br 137
tipos de serviços: os centralizados (prestados em execução direta pelo próprio Estado) 
e os descentralizados (prestados por outras pessoas). Nesse contexto, é correto afirmar 
que a permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da 
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que 
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco;
21. Em tema de serviços públicos, a doutrina de Direito Administrativo ensina que se aplica 
especificamente o princípio da continuidade, o qual indica que os serviços públicos não 
devem sofrer interrupção, ou seja, sua prestação deve ser contínua para evitar que a 
paralisação provoque colapso nas múltiplas atividades particulares;
22. Quanto à classificação dos serviços públicos, é correto conceituar como serviços próprios 
do Estado aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público e 
para a execução dos quais a Administração usa sua supremacia sobre os administrados.
23. A concessão administrativa é modalidade de parceria público-privada caracterizada como 
contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou 
indireta.
24. Conforme destaca Maria Sylvia Zanella di Pietro, não é tarefa fácil definir o