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Apostila do inss

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serviço público, 
pois a sua noção sofreu consideráveis transformações no decurso do tempo, quer no que 
diz respeito aos seus elementos constitutivos, quer no que concerne à sua abrangência, 
enfatizando que as primeiras noções de serviço público surgiram na França, com a 
chamada Escola de Serviço Público, e foram tão amplas, que abrangiam, algumas delas, 
todas as atividades do Estado. Esse conceito, por certo, evoluiu no tempo e, atualmente, 
de acordo com o nosso ordenamento pátrio um dos elementos de definição do serviço 
público é o formal, que predica que o enquadramento de determinada atividade material 
nessa categoria pressupõe previsão legal ou constitucional.
25. Segundo o entendimento jurisprudencial dominante no STJ relativo ao princípio da 
continuidade dos serviços públicos, não é legítimo, ainda que cumpridos os requisitos legais, 
o corte de fornecimento de serviços públicos essenciais, em caso de estar inadimplente 
pessoa jurídica de direito público prestadora de serviços indispensáveis à população.
26. Prefeito municipal decidiu extinguir contrato de concessão de serviço público de 
abastecimento de água potável, a fim de retomar a prestação direta de tal serviço, por 
motivo de interesse público, durante o prazo da concessão. Para tal, obteve na Câmara 
Municipal a aprovação de lei autorizativa específica e procedeu ao prévio pagamento de 
indenização à concessionária. De acordo com a Lei nº 8.987/95, o prefeito se valeu da 
seguinte forma de extinção do contrato de concessão: encampação.
27. O Estado do Rio de Janeiro, observadas as formalidades legais, firmou ato de permissão 
de uso de bem público com particular, para exploração de uma lanchonete em hospital 
estadual. No mês seguinte, o Estado alegou que iria ampliar as instalações físicas do hospital 
e revogou a permissão de uso. Passados alguns dias, comprovou-se que o Estado não 
realizou nem nunca teve a real intenção de realizar as obras de expansão. Em razão disso, o 
particular pretende invalidar judicialmente o ato administrativo que revogou a permissão, a 
 
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fim de viabilizar seu retorno às atividades na lanchonete. Nesse contexto, é correto afirmar 
que a pretensão do particular está baseada na teoria dos motivos determinantes, porque, 
apesar de a permissão de uso ser ato discricionário e precário, o Estado está vinculado à 
veracidade do motivo fático que utilizou para revogar a permissão de uso.
28. No que diz respeito à prestação de serviço público ofertado por concessionária ou 
permissionária, à interrupção do serviço e ao princípio da continuidade, assinale a opção 
correta de acordo com a legislação de regência e a jurisprudência do STJ: será ilegítimo o 
corte no fornecimento de serviço público essencial caso a inadimplência do usuário decorra 
de débitos pretéritos, isoladamente considerados, uma vez que a interrupção pressupõe o 
inadimplemento de conta relativa ao mês do consumo.
29. Determinado ente federado celebrou regular contrato de concessão do serviço público de 
exploração de rodovia precedida de obra pública. O contrato, nos moldes do que prevê a 
Lei n° 8.987/1997, delegou o serviço público para ser executado pela concessionária por 
sua conta e risco. Ocorre que durante as obras de implantação da rodovia, a concessionária 
identificou a existência de contaminação do solo em trecho significativo do perímetro 
indicado pelo poder concedente. Foi necessário, assim, longo trabalho de identificação 
do agente contaminante e complexa e vultosa descontaminação. Considerando-se que o 
perímetro da rodovia foi indicado pelo poder concedente, bem como que a responsabilidade 
pelo passivo ambiental pela execução da obra foi atribuído para a concessionária, a 
responsabilidade pela descontaminação incumbe à concessionária, que pode, no entanto, 
invocar os atrasos no cronograma e os vultosos prejuízos comprovados para pleitear o 
reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, na hipótese de intercorrência não passível 
de identificação anterior pelos licitantes.
30. Determinado Estado da Federação pretende licitar a construção e a gestão de uma 
unidade prisional feminina, a primeira a ser edificada com essa finalidade específica, o 
que motivou a preocupação com o atingimento dos padrões internacionais de segurança e 
ressocialização. Assim, a modelagem idealizada foi uma concessão administrativa, na qual 
alguns serviços seriam prestados pelo parceiro privado. A propósito desse modelo e dos 
serviços objeto de delegação pode ser adequado o modelo proposto, partindo da premissa 
de que são delegáveis os ciclos de consentimento e fiscalização do poder de polícia, 
reservando-se ao poder concedente as atividades pertinentes ao ciclo de imposição de 
ordem ou normatização e ao ciclo de sancionamento.
31. Uma determinada concessionária de serviços públicos ferroviários experimentou relevantes 
e significativos prejuízos em razão de grave deslizamento de parte de um morro próximo à 
malha ferroviária, em razão das fortes chuvas ocorridas na região. Além dos prejuízos pela 
destruição de bens da concessionária e de particulares, houve interrupção dos serviços por 
período superior a 30 (trinta) dias. Em razão desse incidente o poder público poderá ser 
responsabilizado a indenizar os bens dos particulares caso se demonstre a ocorrência de 
culpa do serviço, ou seja, de que o acidente poderia ter sido evitado caso tivessem sido 
adotadas as prevenções cabíveis.
32. Sabe-se que a Administração pública tem, dentre suas funções a obrigação legal de 
prestar Serviços Públicos à população. Os Serviços Públicos são atividades prestadas pelo 
INSS 2015 – Direito Administrativo – Prof. Cristiano de Souza
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Poder Público ou por Particular, e, em razão de sua essencialidade, obedecem a diversos 
princípios, dentre eles o da continuidade e modicidade tarifária.
33. Na reversão, os bens afetos ao serviço público retornarão ao Poder Concedente em razão 
do término no prazo contratual.
34. Determinado Município pretende contratar a prestação de serviço de transporte público 
urbano, uma vez que inexiste condições para a prestação direta pelo ente público. Dentre 
as alternativas juridicamente possíveis ao Município, este poderá contratar uma concessão 
de serviço público, para execução por conta e risco do contratado, reservada a titularidade 
do serviço público ao ente federado.
35. O serviço público é campo de atuação próprio do Estado, no entanto, sua prestação pode 
se dar de forma direta ou indireta. A prestação de serviço público de forma indireta se dá 
mediante o regime de concessão ou permissão, devendo o particular respeitar os princípios 
que lhe são próprios, dentre eles o da mutabilidade do regime jurídico e o da continuidade 
dos serviços públicos.
 
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PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL: LEI Nº 9.784, DE 29/1/1999 
LEI Nº 9.784 , 
DE 29 DE JANEIRO DE 1999.
Regula o processo administrativo no âmbito da 
Administração Pública Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que 
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a 
seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre 
o processo administrativo no âmbito da Admi-
nistração Federal direta e indireta, visando, em 
especial, à proteção dos direitos dos administra-
dos e ao melhor cumprimento dos fins da Admi-
nistração.
§ 1º Os preceitos desta Lei também se apli-
cam aos órgãos dos Poderes Legislativo e 
Judiciário da União, quando no desempe-
nho de função administrativa.
§ 2º Para os fins desta Lei, consideram-se:
I – órgão – a unidade de atuação integrante 
da estrutura da Administração direta e da 
estrutura da Administração indireta;
II – entidade – a unidade de atuação dotada 
de personalidade jurídica;
III – autoridade – o servidor