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a pedido, dar efeito suspensivo ao 
recurso.
Art. 62. Interposto o recurso, o órgão compe-
tente para dele conhecer deverá intimar os de-
mais interessados para que, no prazo de cinco 
dias úteis, apresentem alegações.
Art. 63. O recurso não será conhecido quando 
interposto:
I – fora do prazo;
II – perante órgão incompetente;
III – por quem não seja legitimado;
IV – após exaurida a esfera administrativa.
§ 1º Na hipótese do inciso II, será indicada 
ao recorrente a autoridade competente, 
sendo-lhe devolvido o prazo para recurso.
§ 2º O não conhecimento do recurso não 
impede a Administração de rever de ofício o 
ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão 
administrativa.
Art. 64. O órgão competente para decidir o re-
curso poderá confirmar, modificar, anular ou re-
vogar, total ou parcialmente, a decisão recorri-
da, se a matéria for de sua competência.
Parágrafo único. Se da aplicação do dispos-
to neste artigo puder decorrer gravame à si-
tuação do recorrente, este deverá ser cien-
tificado para que formule suas alegações 
antes da decisão.
Art. 64-A. Se o recorrente alegar violação de 
enunciado da súmula vinculante, o órgão com-
petente para decidir o recurso explicitará as ra-
zões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da sú-
mula, conforme o caso. 
Art. 64-B. Acolhida pelo Supremo Tribunal Fe-
deral a reclamação fundada em violação de 
enunciado da súmula vinculante, dar-se-á ciên-
cia à autoridade prolatora e ao órgão compe-
tente para o julgamento do recurso, que deve-
rão adequar as futuras decisões administrativas 
em casos semelhantes, sob pena de responsabi-
lização pessoal nas esferas cível, administrativa 
e penal. 
Art. 65. Os processos administrativos de que re-
sultem sanções poderão ser revistos, a qualquer 
tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem 
fatos novos ou circunstâncias relevantes susce-
tíveis de justificar a inadequação da sanção apli-
cada.
Parágrafo único. Da revisão do processo 
não poderá resultar agravamento da san-
ção.
CAPÍTULO XVI
DOS PRAZOS
Art. 66. Os prazos começam a correr a partir 
da data da cientificação oficial, excluindo-se da 
contagem o dia do começo e incluindo-se o do 
vencimento.
§ 1º Considera-se prorrogado o prazo até o 
primeiro dia útil seguinte se o vencimento 
cair em dia em que não houver expediente 
ou este for encerrado antes da hora normal.
§ 2º Os prazos expressos em dias contam-se 
de modo contínuo.
§ 3º Os prazos fixados em meses ou anos 
contam-se de data a data. Se no mês do 
vencimento não houver o dia equivalente 
àquele do início do prazo, tem-se como ter-
mo o último dia do mês.
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Art. 67. Salvo motivo de força maior devida-
mente comprovado, os prazos processuais não 
se suspendem.
CAPÍTULO XVII
DAS SANÇÕES
Art. 68. As sanções, a serem aplicadas por au-
toridade competente, terão natureza pecuniária 
ou consistirão em obrigação de fazer ou de não 
fazer, assegurado sempre o direito de defesa.
CAPÍTULO XVIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 69. Os processos administrativos específi-
cos continuarão a reger-se por lei própria, apli-
cando-se-lhes apenas subsidiariamente os pre-
ceitos desta Lei.
Art. 69-A. Terão prioridade na tramitação, em 
qualquer órgão ou instância, os procedimentos 
administrativos em que figure como parte ou in-
teressado: 
I – pessoa com idade igual ou superior a 60 
(sessenta) anos; 
II – pessoa portadora de deficiência, física 
ou mental; 
III – (VETADO) 
IV – pessoa portadora de tuberculose ativa, 
esclerose múltipla, neoplasia maligna, han-
seníase, paralisia irreversível e incapacitan-
te, cardiopatia grave, doença de Parkinson, 
espondiloartrose anquilosante, nefropatia 
grave, hepatopatia grave, estados avança-
dos da doença de Paget (osteíte deforman-
te), contaminação por radiação, síndrome 
de imunodeficiência adquirida, ou outra 
doença grave, com base em conclusão da 
medicina especializada, mesmo que a do-
ença tenha sido contraída após o início do 
processo. 
§ 1º A pessoa interessada na obtenção do 
benefício, juntando prova de sua condição, 
deverá requerê-lo à autoridade administra-
tiva competente, que determinará as provi-
dências a serem cumpridas. 
§ 2º Deferida a prioridade, os autos rece-
berão identificação própria que evidencie o 
regime de tramitação prioritária. 
Art. 70. Esta Lei entra em vigor na data de sua 
publicação.
Brasília 29 de janeiro de 1999; 178º da Indepen-
dência e 111º da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Renan Calheiros 
Paulo Paiva 
 
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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO 
Fundamento constitucional – Artigo 37, § 6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de 
direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, 
nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa. 
Conceito: A responsabilidade civil consiste na obrigação de reparar economicamente os danos 
causados a terceiros, sejam no âmbito patrimonial ou moral. Assim, em razão de um dano 
patrimonial ou moral é possível o Estado ser responsabilizado e, consequentemente, deverá 
pagar uma indenização capaz de compensar os prejuízos causados.
Responsabilidade objetiva do Estado: Com previsão na Constituição Federal de 1.946, é a 
adotada até hoje no ordenamento jurídico brasileiro. A CF/88 ampliou essa teoria utilizando 
a expressão “agente”. Mais ampla ao se referir àqueles que atuam em nome do Estado. E 
também reconhecendo a responsabilidade civil decorrente tanto do dano material quanto do 
dano moral, reconhecendo este último como figura autônoma. 
Requisito: conduta estatal, dano e nexo de causalidade entre a conduta e o dano. Note que 
não se exige a comprovação do elemento subjetivo do agente que age em nome do Estado. 
Portanto, não há se falar em culpa ou dolo no dano causado. 
Aplicação para as Pessoas Jurídicas prestadoras de serviço público: A teoria da responsabilidade 
objetiva é aplicável tanto perante usuários como não-usuários do serviço público, inclusive 
quanto as concessionárias prestadoras de serviço público.
Conclusão: independe da comprovação de dolo ou culpa, bastando demonstrar que os danos 
foram causados (nexo de causalidade) por uma conduta da Administração Pública
Teoria do Risco:
1. Teoria do Risco Integral: não admite causas excludentes de responsabilidade;
2. Teoria do Risco Administrativo: admite causas excludentes de responsabilidade, como 
caso fortuito, força maior e culpa exclusiva da vítima. 
Responsabilidade Subjetiva do Estado: diante de uma omissão do Estado a responsabilidade 
deixa de ser objetiva e passa a ser subjetiva. O particular lesado deverá demonstrar o dolo 
ou a culpa da Administração, em qualquer de suas modalidades: negligência, imprudência e 
imperícia. A doutrina e a jurisprudência vêm entendendo que a responsabilidade objetiva do 
Estado só existe diante de uma conduta comissiva (ação) praticada pelo agente público. Por 
outro lado, quando estivermos diante de uma omissão do Estado a responsabilidade deixa 
de ser objetiva e passa a ser subjetiva, ou seja, o particular lesado deverá demonstrar o dolo 
ou a culpa da Administração, em qualquer de suas modalidades: negligência, imprudência e 
imperícia. 
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Prazo prescricional da ação de indenização contra o Estado: a ação de reparação de danos para 
se obter indenização do Estado deverá ser proposta dentro do prazo de 05 anos, contado a 
partir do fato danoso. 
Responsabilidade Subsidiária do Estado: o Estado poderá ser responsabilizado pelos prejuízos