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dias depois. No caso em tela, aplica-se a responsabilidade civil objetiva do 
Município, sendo desnecessário comprovar o elemento subjetivo de seus agentes.
32. Maurício conduzia sua motocicleta de forma imprudente e sem cautela, com velocidade 
superior à permitida no local, em via pública municipal calçada com paralelepípedo 
e molhada em noite chuvosa. Ao passar por tampa de bueiro existente na pista, com 
insignificante desnível em relação ao leito, Maurício perdeu o controle de sua moto e 
sofreu acidente fatal. Seus genitores ajuizaram ação em face do Município, pleiteando 
indenização pelos danos materiais e morais. Na hipótese em tela, é correto concluir que 
não obstante ser caso, em tese, de responsabilidade civil objetiva do Município, o acidente 
ocorreu por culpa exclusiva da vítima, fato que exclui a responsabilidade do poder público;
33. Rafael, agente público, chocou o veículo que dirigia, de propriedade do ente ao qual é 
vinculado, com veículo particular dirigido por Paulo, causando-lhe danos materiais. Rafael 
pode ser responsabilizado, regressivamente, se for comprovado que agiu com dolo ou 
culpa, mesmo sendo ocupante de cargo em comissão, e deve ressarcir a administração dos 
valores gastos com a indenização que venha a ser paga a Paulo.
34. Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral, 
efetuado por servidor do TRE/GO, um cidadão que não havia cometido nenhum crime, 
ficou impedido de votar na eleição presidencial, razão por que ajuizou contra o Estado 
ação pleiteando indenização por danos morais. Apurou-se que o erro havia ocorrido em 
virtude de homonímia e que tal cidadão, instado pelo TRE/GO em determinado momento, 
havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. Em sua defesa, o poder 
público poderá alegar culpa do cidadão na geração do erro, uma vez que ele não forneceu 
o número de seu CPF. Nesse caso, conforme a teoria do risco administrativo, demonstrada 
culpa da vítima, a indenização poderá ser atenuada ou excluída.
35. Autoridades policiais efetuaram a prisão de determinado cidadão, sob a acusação de prática 
de ilícito penal qualificado. Durante a tramitação da ação penal, o réu persistia alegando 
sua inocência, afirmando que jamais estivera no local dos fatos. Dois anos após o início 
da ação penal, em atendimento de urgência, as autoridades policiais locais efetuaram a 
prisão em flagrante de outro cidadão pela prática de crime da mesma natureza daquele 
que motivou a condenação acima mencionada, ocasião em que se constatou homonímia 
em relação às duas pessoas. Checados os documentos de identificação, restou apurado que 
coincidiam, não só o nome dos homônimos, mas também de suas genitoras. O primeiro 
cidadão mencionado terminou por ser absolvido e posto em liberdade. Em relação a 
este, considerando o período em que foi injustamente privado de sua liberdade responde 
INSS 2015 – Direito Administrativo – Prof. Cristiano de Souza
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civilmente o Estado no caso de ser demonstrada ação ou omissão dos agentes públicos 
ou mesmo do serviço, incluído o magistrado que atuou na ação penal, que forme nexo de 
causalidade com os danos experimentados pelo cidadão que ficou preso indevidamente.
36. A atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça assentou-se no sentido de que o 
prazo prescricional da pretensão de reparação civil deduzida contra a Fazenda Pública é de 
5 (cinco) anos. 
37. Haverá responsabilidade estatal quando o agente público causador do dano indenizável 
estiver no exercício das suas funções ou, ao menos, se esteja conduzindo a pretexto de 
exercê-las. 
38. Determinado servidor da Secretaria da Fazenda inseriu informações falsas sobre cidadão, 
seu desafeto, no cadastro de contribuintes do Estado, fazendo com que o referido cidadão 
passasse a figurar no cadastro de inadimplentes. Diante dessa situação, o cidadão, que é 
um pequeno empresário, sofreu diversos prejuízos morais e patrimoniais, especialmente 
em decorrência de restrições de crédito. A responsabilidade do Estado pelos danos sofridos 
pelo cidadão é objetiva, dependendo, para efeito do dever de indenizar o cidadão, da 
comprovação do nexo de causalidade entre a conduta do servidor e os danos sofridos.
39. A responsabilidade dos agentes públicos, quando, nesta qualidade, causam danos a 
terceiros, é regressiva e subjetiva.
40. Joana, enfermeira ocupante de cargo efetivo em um Hospital Estadual, durante seu horário 
de expediente, segurava uma seringa que tinha acabado de usar e, por descuido, acabou 
ferindo com a agulha Maria, parente de um paciente. Maria sofreu significativo rasgo em 
seu braço, tendo que receber imediato atendimento médico, sendo necessários vários 
pontos para suturar a lesão. No caso em tela, em tema de indenização em favor de Maria, 
aplica-se a responsabilidade civil objetiva do Estado, segundo a qual não há necessidade de 
análise do dolo ou culpa de Joana;
41. Em face de greve de serventuários da Justiça alguns candidatos à vagas abertas por uma 
prestigiada empresa de tecnologia não puderam se submeter ao correspondente processo 
seletivo, por não terem logrado obter certidões necessárias para comprovar a inexistência 
de antecedentes criminais. A responsabilidade civil do Estado, perante referidos cidadãos 
independe de comprovação de dolo ou culpa do agente, elementos esses que, somente, 
são requeridos para fins do direito de regresso do Estado perante o agente.
42. Considere que a viatura “X” da Polícia Civil do Estado do Ceará, durante o serviço policial, 
conduzida pelo Policial Civil “Y”, ao ultrapassar um semáforo vermelho, estando com a sirene 
ligada, colidiu contra o veículo particular do cidadão “K”. Com relação à responsabilidade 
civil, é correto afirmar que o cidadão “K”, ao ajuizar a ação em relação ao Estado, para ser 
indenizado pelos danos que a viatura provocou em seu veículo, deverá provar que houve 
 
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o dano resultante da atuação administrativa do Policial Civil “Y”, independentemente de 
culpa, em razão da responsabilidade objetiva do Estado.
43. A propósito da responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e das de 
direito privado prestadoras de serviços públicos, assinale a alternativa correta: Segundo a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a responsabilidade estatal por omissão admite 
pesquisa em torno da culpa da vítima, para o fim de abrandá-la ou mesmo excluí-la.
44. Uma ambulância do Município, ao transportar um paciente de emergência, com os avisos 
luminosos e sonoros ligados, atropelou um pedestre que atravessava a rua fora da faixa, 
distraído com o seu telefone celular. A responsabilidade do Município independe da 
demonstração de culpa do agente público, mas pode ser mitigada ou mesmo excluída caso 
seja demonstrada a culpa concorrente ou exclusiva da vítima.
45. Ênio foi condenado a dezessete anos de prisão por meio de sentença penal condenatória 
transitada em julgado. Sob a custódia do Estado, deparou-se com um sistema prisional 
inepto para tutelar os direitos fundamentais previstos no texto constitucional: celas 
superlotadas, falta de preparo dos agentes carcerários, rebeliões, péssimas condições de 
higiene, doenças, violências das mais diversas. Agregaram-se a isso problemas pessoais: 
além de ter contraído doenças, sua esposa pediu-lhe o divórcio e seus filhos e amigos não 
quiseram mais contato algum com ele. Após um ano de prisão, Ênio entrou em depressão e 
se suicidou dentro da cela, durante a noite. Em razão desse fato, seus herdeiros ajuizaram 
ação de indenização por danos materiais e morais contra o Estado. Considerando essa 
situação hipotética, assinale a opção correta acerca da responsabilidade extracontratual, 
ou aquiliana, do Estado, com base no entendimento jurisprudencial do STF e do STJ: Não é 
necessário