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as atribuições dos 
entes descentralizados têm origem no ente central, pois carece de fundamento originário na 
Constituição Federal, já que deriva do poder do ente central de editar suas próprias normas 
e regras. Nessas situações o Estado cria uma pessoa jurídica com um propósito. Sendo assim, 
todas as pessoas jurídicas da administração indireta possuem personalidade jurídica.
Fundamento na CF/88:
Art. 37. XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada 
a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, 
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
Fundamento infraconstitucional: DECRETO-LEI Nº 200/ 67.
Art. 4° A Administração Federal compreende:
[...]
II – A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de 
entidades, dotadas de personalidade jurídica própria:
a) Autarquias;
b) Empresas Públicas;
c) Sociedades de Economia Mista.
d) fundações públicas.
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Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta 
vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua 
principal atividade.
Importante salientar que as entidades compreendidas na Administração Indireta VINCULAM-
-SE ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade. 
Mas, não estão hierarquicamente subordinadas ao Ministério. 
Conclusão: as pessoas jurídicas da administração indireta não estão hierarquicamente 
subordinadas aos Ministérios, pois sua relação de vinculação horizontal. Contudo 
sobre um controle especial pelo Ministério chamado de Controle de Tutela ou 
Supervisão Ministerial em virtude da vinculação.
AUTARQUIAS
Fundamento jurídico: Decreto 200/67 
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se: 
I – Autarquia – o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, 
patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração 
Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa 
e financeira descentralizada. 
Diante a confrontação dos fundamento jurídicos constitucional e legal, há consenso geral sobre 
as características das autarquias, vejamos:
a) São criadas por lei específica;
b) Possuem personalidade jurídica de direito público;
c) Possuem capacidade de autodeterminação ou autoadministração;
d) Possuem especialização dos fins ou atividades;
e) Sujeição a controle de tutela realizado pelo Ministério a qual está vinculado. (Controle 
Ministerial)
Importante salientar que a autoadministração das autarquias é apenas no campo das matérias 
específicas que lhe foram destinadas, não podendo confundir com a autonomia política, 
que é a capacidade de inovar no mundo jurídico com a criação de novas leis. Ou seja, as 
 
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autarquias não possuem capacidade política (capacidade para criar o próprio direito), apenas 
autoadministração.
A especialização dos fins ou atividades coloca a autarquia entre as formas de descentralização 
por serviço ou funcional. Esse reconhecimento do princípio da especialização impede que 
exerçam atividades distintas para as quais foram instituídas. Exatamente nesse ponto é que 
surge o chamado controle finalístico ou controle de tutela.
Portanto, quanto às autarquias no modelo da organização administrativa brasileira, é correto 
afirmar que possuem personalidade jurídica, são criadas por lei, compõem a administração 
pública indireta, podem ser federais, estaduais, distritais e municipais. Mas não são 
subordinadas hierarquicamente ao seu órgão supervisor, pois são apenas vinculadas.
RESUMINDO:
Criação: São entidades criadas diretamente por lei específica. Não há necessidade de nenhum 
ato subsequente para o nascimento desta pessoa jurídica da Administração indireta.
Personalidade Jurídica: As autarquias têm a mesma personalidade jurídica atribuída ao 
ente político, qual seja pessoa de direito público. Isto quer dizer que estas pessoas possuem 
prerrogativas (vantagens) próprias de um ente estatal, além de submeterem a sujeições 
decorrentes do regime jurídico administrativo.
Função: Elas desempenham função típica do Estado, tais como serviços previdenciários, 
educação e pesquisa etc.
Patrimônio: Seu patrimônio é considerado de natureza pública. Assim sendo, não podem ser 
usucapidos nem alienados, salvo, neste último caso, se houver autorização legal.
Responsabilidade Civil: Por serem pessoas jurídicas de direito público, as autarquias respondem 
objetivamente pelo prejuízo que seus agentes causarem a terceiros (art.37, § 6º da Constituição 
Federal).
VAMOS TREINAR A MENTE! Separei para vocês as principais afirmativas que já 
apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “autarquias”, 
a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada, pois representa o perfil 
das principais bancas.
1. As autarquias possuem personalidade jurídica própria, autonomia financeira e 
autoadministração. Partindo dessa premissa, podemos afirmar afirmar que o ente 
instituidor não mantém em relação à autarquia poder hierárquico e poder disciplinar, em 
razão do controle de tutela, visto que só há vinculação com o Ministério. Sendo assim, se 
submetem ao controle de tutela do ente instituidor, para conformá-las aos cumprimentos 
dos objetivos públicos em razão dos quais foram criadas 
2. a despeito de assumirem obrigações em nome próprio por ser sujeito de direitos, o ente 
instituidor não responde por seus atos, pois gozam de certa autonomia. 
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3. Seus recursos e patrimônio, independentemente da origem, não configuram recursos e 
patrimônio do ente instituidor, pois possui autonomia financeira.
4. Naturalmente, têm liberdade para gerir seus quadros funcionais sem interferências 
indevidas do ente instituidor. 
5. Determinada autarquia federal ofereceu em garantia bens de sua titularidade, para 
obtenção de financiamento em projeto de desenvolvimento regional com a participação 
de outras entidades da Administração pública. Referido ato, praticado por dirigente 
da entidade, comporta revisão, com base no princípio da tutela, se verificado desvio da 
finalidade institucional da entidade, nos limites definidos em lei. 
6. Foi constituída autarquia para a gestão do regime próprio de previdência dos servidores. A 
lei de constituição da entidade prevê a possibilidade de apresentação de recurso em face 
das decisões da autarquia, a ser dirigido à Ministério da Previdência Social (órgão ao qual 
a autarquia está vinculada). São válidas tanto a constituição da autarquia para a gestão 
do regime previdenciário quanto a previsão de cabimento do recurso ao órgão ao qual a 
autarquia está vinculada.
7. Embora as autarquias não estejam hierarquicamente subordinadas à administração 
pública direta, seus bens são impenhoráveis e seus servidores estão sujeitos à vedação de 
acumulação de cargos e funções públicas. 
8. Uma autarquia estadual precisa reformar suas instalações, e adaptá-las ao atendimento 
que será prestado ao público em decorrência de uma nova atribuição que lhe foi outorgada 
por lei. Para tanto, deverá realizar regular licitação, tendo em vista que as autarquias, 
submetidas ao regime de direito público, sujeitam-se a obrigatoriedade do certame. 
9. Possuem administração e receitas próprias. 
10. Executam atividades típicas da Administração Pública Direta. 
11. Criadas para prestar serviço autônomo. 
12. São extintas por lei. 
13. O Banco Central, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), a Comissão 
de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados e as agências 
reguladoras são exemplos de autarquias.