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Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

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Publica da Administração 
Direta Federal, dotada de 
Personalidade Jurídica e vinculada ao 
MPAS; 
 
05. Não é uma classe de Segurados 
Obrigatórios no RGPS: 
a) Empregado Doméstico; 
b) Segurado Autônomo; 
c) Contribuinte Individual; 
d) Segurado Especial; 
e) Trabalhador Avulso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3.2 – DEPENDENTES 
 
FCC - 2012 - INSS - Técnico do Seguro Social - João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, 
João Junior, de 22 anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data do óbito de 
João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de Maria que renunciou ao direito a alimentos 
para si. Posteriormente, João veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união 
estável até a data de seu óbito. Norma possui uma filha, Miriam, que mora com a mãe e foi por João 
sustentada. Nessa situação, são dependentes de João, segundo a legislação previdenciária: 
 
a) João Junior, Marília e Renato. 
b) João Junior, Maria, Marília, Renato e Norma. 
c) Marília, Renato, Miriam e Norma. 
d) Maria, João Junior, Marília, Renato e Norma. 
e) João Junior, Marília, Renato, Maria, Norma e Miriam. 
 
 
 
 
A Lei nº 8.213/91, no art. 16, disciplina a existência de beneficiários do Regime 
Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado. Estes beneficiários 
são distribuídos através de três classes distintas, utilizadas para direcionar de forma 
legítima a concessão do benefício destinado aos dependentes, de forma que a existência 
de dependente de uma classe anterior exclui do direito às prestações os das classes 
seguintes. 
Os dependentes de 1ª Classe são o cônjuge, a companheira ou o companheiro e os 
filhos. Cada um destes assume características diferenciadas embora pertençam à mesma 
classe. O cônjuge corresponde ao marido ou esposa, ou seja, pessoa com a qual o 
segurado mantém a relação de matrimônio civil. Companheiro ou companheira 
corresponde à pessoa com a qual o segurado solteiro, divorciado ou separado de fato, 
mantém uma relação e união estável devidamente comprovada, incluindo as uniões 
homoafetivas. Quanto aos filhos, sejam eles biológicos ou adotados, adquirem a 
qualidade de dependentes quando não emancipados, menores de 21 (vinte e um) anos 
ou inválidos ou que tenham deficiência intelectual ou mental que os tornem absoluta 
ou relativamente incapazes, assim declarados judicialmente. 
Os dependentes da 1ª Classe têm a dependência econômica presumida, ou seja, 
absoluta, não sendo admitido prova em contrário, não havendo a necessidade de 
comprovação. Já os dependentes das outras duas classes precisam comprovar 
formalmente que dependiam economicamente do segurado. 
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Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse nosso site: www.preparatoriopopular.com.br 
Para a prova, devemos considerar alguns aspectos importantes e que podem 
confundir o candidato. Sobre o Cônjuge, como dito, é a esposa e o marido, unidos pelo 
vínculo matrimonial, são aquelas pessoas casadas legalmente. O cônjuge possui 
dependência econômica presumida, portanto apenas esta condição garante-lhe a 
concessão do benefício. Entretanto, consideremos o que trata os §§ 1º e 2º, do Art 76, da 
Lei nº 8.213/91, que reza: 
§ 1º O cônjuge ausente não exclui do direito à pensão por morte o 
companheiro ou a companheira, que somente fará jus ao benefício a partir 
da data de sua habilitação e mediante prova de dependência econômica. 
§ 2º O cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de fato que 
recebia pensão de alimentos concorrerá em igualdade de condições com 
os dependentes referidos no inciso I do art. 16 desta Lei. 
Estes parágrafos revelam questões importantíssimas relacionadas à concessão de 
benefício ao cônjuge, considerando quatro pontos comuns às uniões conjugais na 
atualidade. Tratando do assunto de forma exemplificada, tomamos como exemplo o caso 
de Marcos. Ele é civilmente casado com Joana, com quem não tem filhos. Por conta de 
desentendimentos, não convivem mais juntos a 2 anos, porém, não se divorciaram e nem 
se separaram judicialmente, mantendo, portanto a relação conjugal. Caso Marcos venha 
a falecer, Joana terá direito à pensão por 
morte, mas nesse caso a dependência não é 
presumida, tendo a obrigação legal de 
comprová-la formalmente, pois eles são 
“separados de fato”. 
A definição dada pelo Supremo Tribunal 
Federal, no RE nº 77.204, para a separação de 
fato é de “estado existente entre os cônjuges 
caracterizado pela suspensão, por ato ou 
iniciativa de um ou de ambos os cônjuges, do 
relacionamento sexual ou coabitação entre 
eles, sem qualquer provimento judicial”. Esta 
condição, “separado de fato”, equipara-se à 
condição de divorciado ou de separado 
judicialmente no que se refere à concessão de 
algum benefício concedido aos dependentes. 
 
Atenção! 
O Cônjuge que recebe pensão 
por morte pode casar-se 
novamente sem prejuízo no 
recebimento do benefício, ou 
seja, não perde a pensão. Em 
caso de falecimento do segundo 
cônjuge, não poderá haver 
acumulo de pensões do RGPS, 
devendo então optar por qual 
pensão será mais vantajosa. 
 
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Comprovada a dependência econômica, estes concorrem igualmente com os 
dependentes de 1ª Classe. Ainda no exemplo de Marcos, considere que ele é divorciado 
de Joana, mas casou-se novamente, agora com Madalena. Logicamente Joana não tem 
mais a relação conjugal com Marcos, portanto não tem direito aos benefícios destinados 
aos dependentes. Entretanto, o entendimento jurídico garante a Joana a condição de 
dependente de 1ª Classe, caso ela receba pensão de alimentos por parte de Marcos, em 
conformidade com o § 1º. E mais, conforme a IN INSS 45/2010, art. 323, §1º, equipara-se 
à pensão de alimentos o recebimento de ajuda econômica ou financeira sob qualquer 
forma, ou seja, qualquer ajuda financeira que Marcos ofereça à Joana garantirá a ela a 
condição de dependente de 1ª Classe. 
Assim, é importante que o candidato saiba identificar a condição do cônjuge 
divorciado, separado judicialmente ou separado de fato, pois, QUANDO RECEBE ALGUMA 
AJUDA FINANCEIRA DE QUALQUER ORDEM, é um dependente de 1ª classe. Já Madalena, 
que é a atual esposa de Marcos, civilmente casada, possui a relação de dependência 
econômica presumida, enquadrando-se automaticamente como dependente. 
Ainda tomando Marcos como exemplo, além de Madalena, que é sua esposa, ele 
tem Fernanda como amante. Embora conviva com Fernanda há muito tempo, em 
decorrência da relação matrimonial que mantém com Madalena, esse convívio não pode 
se considerado uma união estável, portanto Fernanda não tem direito a nenhum 
benefício enquanto dependente. A AMANTE não assume a condição de dependente em 
hipótese alguma, mesmo que comprove dependência econômica. 
Não confunda relação adulterina com União Estável. De acordo com a legislação, 
para que a união estável se configure e seja formalmente reconhecida, é preciso que