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Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

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de pesquisa 
agropecuárias, cooperativas agrícolas, sindicatos etc.. Não poderá existir distinções 
relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho 
intelectual, técnico e manual. Além disso, todo trabalho de igual valor corresponderá 
salário igual, sem distinção de sexo, idade, cor ou estado civil. 
Em tese, tanto empregados urbanos quanto rurais têm o direito de exigir de seus 
empregadores que a carteira de trabalho seja devidamente registrada, entretanto essa 
regra foi flexibilizada em favor dos empregadores rurais pela Lei nº 11.718/08, 
permitindo a contratação sem CTPS, para a prestação de serviço temporário. 
Para fins previdenciários, a lei nº 11.718/08 disciplina a necessidade de 
comprovação do efetivo exercício da atividade rural, ainda que de forma descontínua, no 
momento anterior ao requerimento de qualquer benefício, por tempo igual ao número 
de meses de contribuição correspondente à carência do benefício pretendido. A 
comprovação pode ser realizada através da apresentação de algum dos seguintes meios 
de comprovação: 
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 Contrato individual de trabalho ou Carteira de Trabalho de Previdência 
Social; 
 Contrato de arrendamento, parceria ou comodato rural; 
 Declaração fundamentada de sindicado que represente o trabalhador rural 
ou, quando for o caso, de sindicato ou colônia de pescadores, desde que 
homologada pelo INSS; 
 Comprovante de cadastro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma 
Agrária – INCRA, no caso de produtores em regime de economia familiar; 
 Bloco de notas do produtor rural; 
 Notas fiscais de entrada de mercadorias, de que trata o §7º do art. 30 da Lei 
nº 8.212/91, emitidas pela empresa adquirente da produção, com indicação 
do nome do segurado como vendedor; 
 Documentos fiscais relativos a entrega de produção rural à cooperativa 
agrícola, entreposto de pescado ou outros, com indicação do nome do 
segurado como vendedor ou consignante; 
 Comprovantes de recolhimento de contribuição à Previdência Social 
decorrentes da comercialização da produção; 
 Cópia da declaração de imposto de renda, com indicação de renda 
proveniente da comercialização de produção rural; ou 
 Licença de ocupação ou permissão outorgada pelo INCRA. 
A segunda característica, serviço de caráter não eventual, refere-se à periodicidade 
em que a prestação de serviço ocorre, podendo ser realizada de forma continua, por 
exemplo: o vendedor de uma loja que cumpre o regime de 44 horas semanais, ou ainda o 
professor de uma escola particular que cumpre 20 horas semanais em horários distintos. 
Pode ser realizado também de forma descontinua, por exemplo, o prestador de serviços 
de limpeza para determinado escritório, que trabalha duas vezes por semana. Diferente, 
por exemplo, de um encanador que é contratado ocasionalmente para prestar algum 
serviço de reparo. 
A terceira característica refere-se à relação contratual existente entre a figura do 
empregador (Pessoa Jurídica) e o empregado (Pessoa Física). O contrato é bilateral, no 
qual o empregado obriga-se a prestar o serviço de forma subordinada enquanto o 
empregador obriga-se a remunerá-lo pelo serviço prestado. 
Quanto ao Diretor empregado, podemos encontrar algumas divergências entre os 
doutrinadores, pois acreditam ser um adendo desnecessário, visto que toda pessoa que 
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Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse nosso site: www.preparatoriopopular.com.br 
mantém uma relação de emprego de acordo com as características enumeradas são 
empregados. Entretanto, de forma elucidativa, o legislador fez referencia aos diretores de 
empresas constituídas sob a forma de Sociedades Anônimas. Esse tipo de empresa 
possibilita a existência de dois tipos de diretores, o diretor empregado e o diretor não-
empregado, ou seja, nelas quem ocupa o cargo de direção não necessariamente possui a 
relação empregatícia. Dessa forma, apenas os que trabalham como diretores empregados 
estão incluídos nesse tipo de segurado. 
 A alínea “b” define como Empregado aquele que, contratado por empresa de 
trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a 
necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo 
extraordinário de serviços de outras empresas. 
 O trabalho temporário é disciplinado pela Lei nº 6.019/74, que estabelece apenas 
duas condições nas quais tal forma de trabalho é aceita: para atender a necessidade 
transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou a acréscimo 
extraordinário de serviços. Aqui a lei trata sobre os funcionários contratados em períodos 
determinados para atender as demandas empresariais, por exemplo, nos períodos de alta 
do comércio, momento em que são contratados funcionários para atender a demanda 
transitória. 
 Cuidado! Não confunda trabalho temporário com serviço terceirizado. O 
funcionário terceirizado enquadra-se no descrito na alínea “a”, prestando serviço de 
natureza não eventual e por tempo indeterminado. Já o prestador de serviço temporário 
tem como diferença fundamental o limite de tempo de trabalho preestabelecido, no 
máximo 3 meses, prorrogável uma única vez por igual período. 
A alínea “c” define como Empregado o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa 
nacional no exterior. Observe, primeiramente, que a lei é estendida aos estrangeiros, 
portanto, uma vez trabalhando em empresa brasileira, desde que não seja amparado por 
regime previdenciário do país de origem, será amparado pelo RGPS. 
Indo além, a lei determina que o brasileiro ou estrangeiro que trabalhe em uma 
empresa brasileira com filial no exterior será um segurado empregado filiado ao RGPS. 
Por exemplo, um funcionário do “Banco Brasileiro”, designado a trabalhar como gerente 
na Argentina, mesmo que domiciliado em solo argentino, será segurado empregado no 
regime previdenciário brasileiro. 
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A alínea “d”, um pouco diferente da anterior, define o Empregado como aquele 
que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira 
estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, 
excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado 
pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição 
consular. 
Observe! Qualquer indivíduo que prestar serviço no Brasil, atendendo às 
condições estabelecidas na alínea “a”, não sendo filiado a algum regime previdenciário 
próprio, ou a algum regime previdenciário estrangeiro, é segurado empregado no RGPS. 
A alínea “d” inclui as pessoas que trabalham em repartições consulares e afins. Exclui, 
entretanto, o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil. Possuir residência 
permanente no Brasil, para os não-brasileiros, portanto, é um pré-requisito para a filiação 
ao RGPS. A alínea exclui também o brasileiro amparado pela legislação previdenciária da 
respectiva repartição consular. Obviamente o texto da lei é extensivo aos estrangeiros 
abrangidos pela legislação previdenciária do país de origem. 
 A alínea “e” define o Empregado como o brasileiro civil que trabalha para a União, no 
exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja 
membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da