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Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

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Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
fiscalização, à arrecadação, à cobrança e ao recolhimento das contribuições sociais previstas 
no parágrafo único do art. 11 desta Lei, das contribuições incidentes a título de substituição e 
das devidas a outras entidades e fundos. 
 
 
 
 
Gabarito: 
1. C 
2. B 
3. C 
4. A 
5. D 
6. E 
7. A 
8. E 
9. C 
10. E 
11. D 
12. A 
13. C 
14. B 
15. D 
16. A 
17. D 
18. C 
19. B 
20. A 
21. B 
22. C 
23. A 
24. B 
25. A 
26. C 
27. E 
28. D 
29. E 
30. B 
31. C 
32. B 
33. E 
34. A 
35. C 
36. C 
37. D 
38. A 
39. C 
40. A 
41. C 
42. B 
43. D 
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Prestações da Previdência Social 
 
Prestações da Previdência Social 
 
 
Capítulo 5 
 
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5.1 – SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO 
 
 
 
Salário-de-benefício (SB) é o valor básico utilizado para calcular a renda mensal dos 
benefícios de prestação continuada, exceto o salário-família, a pensão por morte, o 
salário-maternidade e os demais benefícios que possuem legislação especial. 
Compreenda, então, que o SB é a base de calculo dos benefícios, que sofre a 
variação de alíquotas especiais definidas para cada prestação. Por exemplo, o auxílio-
doença corresponde a 91% do SB, ou seja, a alíquota multiplicada pela base de calculo 
define qual o valor real do benefício. 
O valor dos benefícios é reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do 
salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último 
reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado 
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. 
No direito previdenciário existem o Salário-de-Benefício e o Salário-de-
Contribuição, ambos servem como base de calculo, mas para ações distintas. De forma 
objetiva, a própria denominação já induz a função de cada um, portanto, não confunda. O 
primeiro é usado para calcular o valor do benefício recebido, o segundo, para calcular o 
valor da contribuição dos segurados. 
O SB é calculado diferentemente para cada prestação previdenciária. Vejamos: 
1. Para Aposentadoria por idade e por tempo de contribuição, consiste na 
média aritimética dos 80% maiores salários-de-contribuição do segurado, 
multiplicada pelo fator previdenciário. 
Por exemplo: 
João, completou 65 anos e requereu o benefício de aposentadoria por idade. O 
servidor do INSS deve definir qual o valor do benefício que João vai receber. Então o 
servidor pega o histórico de contribuições de João - digamos que existam 200 
contribuições, com valores variáveis-, seleciona as 80% maiores (ou seja, as 160 maiores 
contribuições), multiplica pelo fator previdenciário e define qual o valor do salário-de-
benefício de João. O fator previdenciário nesse caso é utilizado para calcular o SB. 
Tendo descoberto o SB, o valor será multiplicado pela alíquota referente a cada 
benefício. No caso da aposentadoria por idade, o valor do benefício é de 100% do SB, ou 
seja, 100% X SB. Chegando, então, ao valor do benefício recebido por João. Veremos com 
mais detalhes. 
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2. Para aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial, auxílio-doença 
e auxilio-acidente, consiste na média aritmética simples dos maiores 
salários-de-contribuição, correspondente a 80% de todo o período 
contributivo. 
Observe que, neste caso, o calculo do SB não necessita do Fator Previdenciário, o 
que facilita muito. Veja o Exemplo de Maria: 
Maria trabalhava na empresa X, mas está meio adoentada e deseja requerer um 
auxílio-doença para se afastar do serviço. O benefício é deferido pois ela atende aos 
critérios definidos pelo regulamento previdenciário. O valor do auxílio será definido pela 
alíquota de 91% do SB. O SB, neste caso, corresponde aos 80% maiores salários-de-
contribuição que ela possua até aquele momento. Digamos que ela já contribuiu durante 
100 meses, nesse caso, o servidor do INSS pegará os 80 maiores e aplicará um calculo de 
média aritmética. O valor encontrado corresponderá ao SB de Maria. 
Observe a partir destes dois exemplos que nem todos os benefícios possuem o SB 
como base de calculo, e que apenas a aposentadoria por idade e a por tempo de 
contribuição sofrem a influência do fator previdenciário (FP). Para fins de concurso, o FP 
deve ser compreendido de forma superficial. Basicamente, basta saber de que é formado. 
A Lei nº 8.213/91 apresenta a seguinte formula para calculo do FP? 
 
Onde: 
f = fator previdenciário; 
Es = expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria; 
Corresponde ao calculo estatístico oferecido pelo IBGE, que define qual a expectativa de 
vida dos brasileiros. Embora o IBGE forneça o calculo para cada gênero específico, deve 
ser considerada a expectativa média para ambos os sexos, no ano em que o segurado 
solicita o benefício. 
Tc = tempo de contribuição até o momento da aposentadoria; 
 
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Corresponde ao número de contribuições, em anos, que a pessoa tenha efetuado até o 
momento da solicitação. Digamos, por exemplo, que a pessoa tenha 28 contribuições. 
Neste caso, corresponde a 2 anos, mais 6 meses de contribuição, que proporcionalmente 
é 0,5 ano, ou seja, o Tc corresponderá a 2,5. 
Id = idade no momento da aposentadoria; 
Corresponde à idade no momento da solicitação. 
a= alíquota de contribuição fixa correspondente a 0,31. 
Trata-se de uma alíquota com valor fixo para ambos os benefícios. Mas fique 
atento, para efeito da aplicação do fator previdenciário, ao tempo de contribuição do 
segurado serão adicionados: 
 I – 5 (cinco) anos, quando se tratar de mulher; 
 II – 5 (cinco) anos, quando se tratar de professor que comprove exclusivamente 
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino 
fundamental e médio; 
 III - 10 (dez) anos, quando se tratar de professora que comprove exclusivamente 
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino 
fundamental e médio. 
 Ao candidato, cabe entender a formula e sua aplicação. Veja, por exemplo: 
Eduardo completou este ano 65 anos, trabalha como empregado em uma empresa a 32 
anos e deseja requerer a aposentadoria por idade. Neste caso, a utilização do FP é 
facultativo, pois o único benefício no qual o FP é obrigatório é na AP. por tempo de 
contruição. Digamos que o salário-de-contribuição dele permaneceu de R$900,00 em 
todo o período de arrecadação. Observe como será feito o calculo do valor do benefício: 
 1º - Sabe-se que o benefício de aposentadoria por idade corresponde a 100% do 
SB; 
 2º - O SB, neste caso, corresponde aos 80% maiores salários-de-contribuição. No 
caso, 32 anos de contribuição, 384 contribuições com a base de R$900,00. 
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 32 anos = 384 contribuições 
 80% das 384 contribuições