A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
177 pág.
Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

Pré-visualização | Página 41 de 47

na Agência da Previdência Social em que o 
benefício encontra-se mantido ou na mais próxima da residência do titular do benefíco, 
oportunidade em que deverá ser apresentada a Certidão do Óbito, para solicitar a cessação 
do benefício. 
Os familiares não devem, sob hipótese alguma, realizar saques dos pagamentos 
depositados após o óbito do titular, sob pena de terem que ressarcir os valores sacados, uma 
vez que os valores residuais poderão ser repassados para os dependentes, mediante a 
concessão do benefício pensão por morte. 
 
Outros Assuntos Relacionados: 
a) Certidão por Tempo de Contribuição: a Certidão por Tempo de Contribuição do Regime 
Geral de Previdência Social irá indicar o tempo de contribuição na condição de segurado com 
deficiência e o grau de deficiência em cada período, sem conversão desse tempo de 
contribuição como deficiente para fins de contagem recíproca. Para quem desejar fazer 
constar neste documento o registro do período de tempo de contribuição ao Regime Geral 
como deficiente, poderá ser agendada o seu atendimento na Agência da Previdência Social. 
b) Continuidade do trabalho: o segurado que se aposentar como deficiente poderá continuar 
trabalhando, caso deseje. 
c) Garantia de aposentadoria mais vantajosa: é garantida a percepção de qualquer outra 
espécie de aposentadoria previdenciária que seja mais vantajosa ao segurado. 
d) Reversão da Aposentadoria por Invalidez: o segurado que se aposentou por Invalidez 
pode requerer a Aposentadoria ao Deficiente, desde que a aposentadoria por invalidez seja 
cessada por alta médica ou por volta ao trabalho, após avaliação a ser feita pelo INSS. 
e) Revisão: as regras da LC 142/13 se aplicam somente a benefícios com início a partir do dia 
09/11/2013, data da vigência da Lei Complementar nº 142/13. 
 Atenção! 
A Aposentadoria por Idade da Pessoa com Deficiência poderá ser cancelada a pedido do 
segurado, desde que não tenha recebido o 1º pagamento do benefício ou sacado o PIS/FGTS, 
o que ocorrer primeiro. 
 
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 
 
Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
Para ter direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição Previdenciária, é 
necessário comprovar carência e tempo mínimo de contribuição, exigidos pela Lei nº. 
8213/91, podendo ser integral ou proporcional. 
O início do benefício se dará a partir da data do desligamento do emprego, quando 
requerida até 90 dias após o desligamento, ou a partir da data da entrada do requerimento, 
quando não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após 90 dias do 
desligamento. 
Já o término do benefício ocorrerá com a morte do segurado. Nesse caso, o membro 
familiar deve comparecer, de preferência, na Agência da Previdência Social em que o 
benefício encontra-se mantido ou na mais próxima da residência do titular do benefíco, 
oportunidade em que deverá se apresentada a Certidão do Óbito, para solicitar a suspensão 
do benefício. 
Os familiares não devem, sob hipótese alguma, realizar saques dos pagamentos 
depositados após o óbito do titular, sob pena de terem que ressarcir os valores sacados, uma 
vez que os resíduais serão repassados para os dependentes após a concessão da pensão. 
 
Importante! 
Em se tratando de tempo especial, convertido em comum, na aposentadoria por 
tempo de contribuição, temos: 
I- A partir de 1º de janeiro de 2004, a empresa ou equiparada à empresa deverá preencher o 
formulário Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP de forma individualizada para seus 
empregados, trabalhadores avulsos e cooperados, que laborem expostos a agentes nocivos 
químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade 
física, considerados para fins de concessão de aposentadoria especial. 
II- O Perfil Profissiográfico Previdenciário deverá ser emitido pela empresa empregadora, no 
caso de empregado; pela cooperativa de trabalho ou de produção, no caso de cooperado 
filiado; pelo órgão gestor de mão-de-obra, no caso de trabalhador avulso portuário e pelo 
sindicato da categoria, no caso de trabalhador avulso não portuário. 
III- O Perfil Profissiográfico Previdenciário será impresso nas seguintes situações: 
a - por ocasião da rescisão do contrato de trabalho ou da desfiliação da cooperativa, sindicato 
ou órgão gestor de mão-de-obra, em duas vias, com fornecimento de uma das vias para o 
trabalhador, mediante recibo; 
b - sempre que solicitado pelo trabalhador, para fins de requerimento de reconhecimento de 
períodos laborados em condições especiais; 
c - para fins de análise de benefícios por incapacidade, a partir de 1º de janeiro de 2004, 
quando solicitado pelo INSS; 
155 
Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
d- para simples conferência por parte do trabalhador, pelo menos uma vez ao ano, quando da 
avaliação global anual do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, até que seja 
implantado o Perfil Profissiográfico Previdenciário em meio magnético pela Previdência 
Social; e 
e - quando solicitado pelas autoridades competentes. 
 O formulário deverá ser assinado por representante legal da empresa, com poderes 
específicos outorgados por procuração, contendo a indicação dos responsáveis técnicos 
legalmente habilitados, por período, pelos registros ambientais e resultados de monitoração 
biológica, observando que esta não necessita, obrigatoriamente, ser juntada ao processo, 
podendo ser suprida por apresentação de declaração da empresa informando que o 
responsável pela assinatura do Perfil Profissiográfico Previdenciário está autorizado a assinar 
o respectivo documento. 
 
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA 
Trata-se de benefício aprovado pela Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013, 
que incluiu novas regras relacionadas à redução do tempo de contribuição para a concessão 
de Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com Deficiência. 
Considera-se pessoa com deficiência, nos termos da referida Lei Complementar, aquela que 
tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que, 
em intereção com diversas barrreiras, impossibilitem que a pessoa participe de forma plena e 
efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas que não possuem 
tal impedimento. 
 
Tem direito a Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com 
Deficiência o segurado empregado, inclusive o doméstico, trabalhador avulso, contribuinte 
individual e facultativo, e ainda aos segurados especiais que contribuam facultativamente, 
observadas as seguintes condições: 
I - aos 25 (vinte e cinco) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se 
homem, e 20 (vinte) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência grave; 
II - aos 29 (vinte e nove) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se 
homem, e 24 (vinte e quatro) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência 
moderada; 
III - aos 33 (trinta e três) anos de tempo de contribuição na condição de deficiente, se 
homem, e 28 (vinte e oito) anos, se mulher, no caso de segurado com deficiência leve. 
IV- carência de 180 meses de contribuição; e 
 
Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
V- comprovação da condição de pessoa com deficiência na data da entrada do 
requerimento ou na da implementação dos requisitos para o benefício. 
 
Conforme definido no Decreto 8.142/2013,