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Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

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que regulamenta a matéria, o benefício 
somente será concedido se o segurado estiver na condição de deficiente no momento do 
requerimento ou quando tiver completado os requisitos mínimos exigidos. O marco inicial 
para a análise do direito adquirido é a vigência da Lei Complementar n° 142/2013 e art. 70-A 
do Decreto nº 8.145/13. 
A constatação da deficiência será realizada por meio de avaliação médica e funcional a 
ser realizada por perícia própria do INSS, para fins de definição da deficiência e do grau, que 
pode ser leve, moderada ou grave, conforme definido no art. 3º da LC nº 142/13. 
A comprovação da deficiência nos termos da Lei Complementar nº 142, de 8 de maio 
de 2013, será embasada em documentos que subsidiem a avaliação médica e funcional, 
inclusive quanto ao seu grau, que será analisado por ocasião da primeira avaliação, vedada a 
prova exclusivamente testemunhal. 
 Por um período de transição de dois anos, somente será agendada a avaliação médica, 
para o/a segurado que requerer o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição e 
contar com no mínimo vinte anos de contribuição, se mulher, e vinte e cinco, se homem. 
Entretanto, cabe esclarecer que na APS em que a demanda local permita, poderá ser 
agendada a avaliação do segurado que não preencha os requisitos mencionados. 
Quando do comparecimento à avaliação médico pericial, apresente todos os documentos que 
possuir que possam comprovar os fatos relativos à deficiência alegada. 
Se o segurado que tiver contribuído alternadamente na condição de pessoa com e sem 
deficiência ou no caso de existência de mais de um grau de deficiência, os respectivos 
períodos poderão ser somados, após aplicação da conversão de que tratam as tabelas abaixo, 
observado o grau preponderante (de maior tempo): 
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Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
 
 
Será admitida a conversão do tempo de contribuição para fins da aposentadoria, desde que 
cumprido em condições especiais e que prejudiquem a saúde ou a integridade física do 
segurado, se resultado for mais favorável ao segurado, conforme tabela abaixo: 
 
Será admitida a conversão do tempo de contribuição para fins da aposentadoria, 
desde que cumprido em condições especiais e que prejudiquem a saúde ou a integridade 
física do segurado, se resultado for mais favorável ao segurado, conforme tabela abaixo: 
 
Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
É importante esclarecer que não será admitida a conversão do tempo de contribuição na 
condição de pessoa com deficiência para fins de concessão da aposentadoria especial de que 
trata o art.57 da Lei nº 8.213/91. 
O grau de deficiência preponderante será definido como sendo aquele no qual o 
segurado cumpriu maior tempo de contribuição, antes da conversão, que servirá como 
parâmetro para definir o tempo mínimo necessário para a aposentadoria por tempo de 
contribuição do deficiente, bem como para conversão. 
O segurado que contribuiu com 5% (cinco por cento) ou 11% (onze por cento) do salário 
mínimo terá que complementar a diferença da contribuição sobre os 20% (vinte por cento) 
para ter direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com Deficiência. 
É importante esclarecer que caso o segurado não compareça na data agendada para o 
atendimento administrativo terá o requerimento encerrado por desistência, não sendo, nesse 
caso, resguardada a Data de Entrada do Requerimento. 
A remarcação do dia da avaliação médica e social pode ser realizada uma única vez e antes do 
horário agendado. 
O início do benefício se dará a partir da data do desligamento do emprego, quando 
requerida até 90 dias após o desligamento, ou a partir da data da entrada do requerimento, 
quando não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após 90 dias do 
desligamento. 
 
Será garantido à pessoa com deficiência, conforme definido na Lei Complementar 
n° 142/13: 
 a não aplicação do fator previdenciário, salvo se dele resultar renda mais elevada; 
 a contagem recíproca do tempo de contribuição na condição de segurado com deficiência 
relativo à filiação ao Regime Geral da Previdência Social, ao Regime Próprio de 
Previdência do Servidor Público ou a Regime de Previdência Militar, devendo os regimes 
compensar-se financeiramente; 
 as mesmas regras de pagamento e de recolhimento das demais contribuições 
previdenciárias; 
 a percepção de qualquer outra espécie de aposentadoria previdenciária que lhe seja mais 
vantajosa; 
 a conversão do tempo de contribuição sujeito a condições especiais que prejudiquem a 
saúde ou a integridade física do segurado para fins de aposentadoria por tempo de 
contribuição. 
Importante! 
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O segurado que contribuiu com 5% (cinco por cento) ou 11% (onze por cento) do 
salário mínimo terá que complementar a diferença da contribuição sobre os 20% (vinte por 
cento) para ter direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição e contagem recíproca. 
O término do benefício ocorrerá com a morte do segurado. Nesse caso, o membro 
familiar deve comparecer, de preferência, na Agência da Previdência Social em que o 
benefício encontra-se mantido ou na mais próxima da residência do titular do benefício, 
oportunidade em que deverá se apresentada a Certidão do Óbito, para solicitar a cessação do 
benefício. 
Os familiares não devem, sob hipótese alguma, realizar saques dos pagamentos 
depositados após o óbito do titular, sob pena de terem que ressarcir os valores sacados, uma 
vez que os valores residuais poderão ser repassados para os dependentes, mediante a 
concessão do benefício pensão por morte. 
Outros Assuntos Relacionados: 
a) Certidão por Tempo de Contribuição: a Certidão por Tempo de Contribuição do Regime 
Geral de Previdência Social irá indicar o tempo de contribuição na condição de segurado com 
deficiência e o grau de deficiência em cada período, sem conversão desse tempo de 
contribuição como deficiente para fins de contagem recíproca. Para quem desejar fazer 
constar neste documento o registro do período de tempo de contribuição ao Regime Geral 
como deficiente, poderá ser agendada o seu atendimento na Agência da Previdência Social. 
b) Continuidade do trabalho: o segurado que se aposentar como deficiente poderá continuar 
trabalhando, caso deseje. 
c) Garantia de aposentadoria mais vantajosa: é garantida a percepção de qualquer outra 
espécie de aposentadoria previdenciária que seja mais vantajosa ao segurado. 
d) Reversão da Aposentadoria por Invalidez: o segurado que se aposentou por Invalidez pode 
requerer a Aposentadoria ao Deficiente, desde que a aposentadoria por invalidez seja 
cessada por alta médica ou por voltar ao trabalhoar, após avaliação a ser feita pelo INSS. 
e) Revisão: as regras da LC 142/13 se aplicam somente a benefícios com início a partir do dia 
09/11/2013, data da vigência da Lei Complementar nº 142/13. 
 
Atenção! 
A Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com Deficiência poderá ser cancelada 
a pedido do segurado, desde que não tenha recebido o 1º pagamento do benefício ou sacado 
o PIS/FGTS, o que ocorrer primeiro. 
 
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ 
 
Direito Previdenciário para o Concurso do INSS 
Elaborado por Ricardo Gomes de Souza e Silva – Acesse: www.preparatoriopopular.com.br 
 
A Aposentadoria por Invalidez é um direito dos trabalhadores que, por doença ou 
acidente, forem considerados