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Manual de Direito Previdenciário - Concurso INSS - 2014 - 2015

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INSS 
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o responsável pela assinatura do Perfil Profissiográfico Previdenciário está autorizado a 
assinar o respectivo documento. 
O segurado que tiver exercido sucessivamente duas ou mais atividades em condições 
prejudiciais à saúde ou integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mínimo 
para aposentadoria especial, poderá somar os referidos períodos seguindo a seguinte tabela 
de conversão, considerada a atividade preponderante: 
 
 
 
 
A conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade 
comum dar-se-á de acordo com a seguinte tabela: 
 
 
 
 
Atenção! 
I- somente será permitida a conversão de tempo especial em comum, sendo vedada a 
conversão de tempo comum em especial; 
II- a aposentadoria especial poderá ser cancelada a pedido do segurado, desde que não tenha 
recebido o 1º pagamento do benefício ou sacado o PIS/FGTS, o que ocorrer primeiro. 
III- a caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob condições especiais 
obedecerá ao disposto na legislação em vigor na época da prestação do serviço. As regras de 
conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum 
aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer período; 
IV- será devido o enquadramento por categoria profissional de atividade exercida sob 
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, para períodos 
trabalhados até 28/04/1995, desde que o exercício tenha ocorrido de modo habitual e 
 
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permanente, não ocasional nem intermitente, observados critérios específicos definidos nas 
normas previdenciárias a serem analisados pelo INSS; 
V- a aposentadoria especial requerida e concedida a partir de 29/4/95 será cancelada pelo 
INSS, caso o beneficiário permaneça ou retorne à atividade que ensejou a concessão desse 
benefício; 
VI- valor do benefício: Média dos 80% maiores salários de contribuição desde a competência 
julho/1994 até a data de entrada do requerimento, sem aplicação do fator previdenciário. 
 
SALÁRIO-MATERNIDADE 
a) salário maternidade é o benefício pago à segurada empregada, a trabalhadora avulsa, a 
empregada doméstica, a segurada especial, a contribuinte individual, facultativa e segurada 
desempregada, que se encontra afastada de sua atividade laboral cotidiana por motivo de 
parto, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção. No caso de 
adoção, o pagamento é realizado pelo INSS. 
 
b) o pagamento do salário-maternidade das gestantes empregadas, exceto as domésticas, é 
realizado diretamente pelas empresa, que são ressarcidas pela Previdência Social. Para fins 
de comprovação do pagamento, a empresa é obrigada a conservar, durante 10 (dez) anos, os 
comprovantes dos pagamentos e os atestados ou certidões correspondentes. 
 
c) no caso de empregos concomitantes ou de atividade simultânea na condição de segurada 
empregada com contribuinte individual ou doméstica, a segurada fará jus ao salário-
maternidade relativo a cada emprego ou atividade. 
 
d) o início do benefício será fixado na data do atestado médico, partir do 8º mês de gestação, 
ou 28 dias antes do parto, ou na data do nascimento da criança (parto). Aplica-se essa 
regra para todas as categorias de segurada, exceto desempregada. Para a segurada 
desempregada, será considerado a data do nascimento da criança (parto). 
 
e) o salário maternidade será devido ao adotante do sexo masculino, para adoção ou guarda 
para fins de adoção ocorrida a partir de 25/10/2013, data da publicação da Lei nº 
12.873/2013. 
 
f) no caso de adoção ou guarda judicial para fins de adoção, o início do benefício será na data 
da sentença da adoção ou guarda judicial para fins de adoção. Para esses casos, é 
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imprescindível que conste na nova Certidão de Nascimento o nome da/do segurada(o) 
adotante. Já no termo de guarda judicial deve constar o nome da/do segurada(o) guardiã(ão) 
e que a finalidade da guarda tem como propósito a adoção da criança. 
 
g) em situação de adoção de mais de uma criança, simultaneamente, a(o) segurada(o) terá 
direito somente ao pagamento de um salário maternidade. Para requerer salário 
maternidade por adoção, faz-se necessário agendar o atendimento em uma de nossas 
agências. 
 
h) a segurada desempregada ou para aquela que cessou as contribuições terá direito ao 
salário-maternidade, desde que o nascimento ou adoção tenham ocorrido dentro do período 
de manutenção da qualidade de segurada. No caso de adoção, aplica-se a mesma regra ao 
adotante do sexo masculino. 
 
i) havendo perda da qualidade de segurado, as contribuições anteriores a essa perda 
somente serão computadas, para efeito de carência, depois que a(o) segurada(o) contar, a 
partir da nova filiação ao RGPS, com, no mínimo, um terço ( 1/3 ) do número de contribuições 
exigidas para a espécie. 
j) agendamentos para requerentes com idade superior a 45 anos de idade devem ser feitos 
pela Central de Atendimento pelo número de telefone 135. 
 
l) veja as regras para o cálculo do valor do benefício e a duração do salário maternidade. 
m) a partir de 23.1.2013, data da vigência do art. 71-B da Lei nº 8.213/91, fica garantido, no 
caso de falecimento da segurada ou segurado que tinha direito ao recebimento de salário-
maternidade, o pagamento do benefício ao cônjuge ou companheiro(a) sobrevivente, desde 
que este também possua as condições necessárias à concessão do benefício em razão de suas 
próprias contribuições. Para o reconhecimento deste direito é necessário que o sobrevivente 
solicite o benefício até o último dia do prazo previsto para o término do salário-maternidade 
originário (120 dias). Esse benefício, em qualquer hipótese é pago pelo INSS. 
 
n) Conforme art. 71-C da Lei nº 8.213/91, o salário-maternidade só é devido nos casos em 
que houver afastamento do trabalho ou atividade desempenhada. 
 
O salário maternidade não pode ser acumulado com: 
 Auxílio-doença ou outro benefício por incapacidade; 
 Seguro-desemprego; 
 
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 Renda Mensal Vitalícia; 
 Benefícios de Prestação Continuada – PBC-LOAS; 
 Auxílio-reclusão pago aos dependentes. 
 
SALÁRIO-FAMÍLIA 
O salário-família foi instituído no Brasil na década de 1930, através da Lei nº 185, de 
janeiro de 1936 e do Decreto-Lei nº 399, de abril de 1938. O Decreto-Lei nº 2162, de 1º de 
maio de 1940, fixou os valores do salário mínimo, que passaram a vigorar a partir do mesmo 
ano.2 Em 1963, através da Lei nº 4.266, de 3 de outubro de 1963, e do Decreto-Lei nº 53.153, 
de 10 de dezembro de 1963, o benefício foi estendido a todos os trabalhadores brasileiros3 e 
correspondia a 5% do salário-mínimo local para cada filho menor, de qualquer condição, até 
14 anos de idade. 
A Lei nº 5.890, de 8 de junho de 1973, integrou o salário-família no elenco das 
prestações asseguradas pela Previdência Social (antigo INPS), delegando aos empregadores o 
encargo de conceder e pagar as quotas aos respectivos empregados.5 Através da Emenda 
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998,6 o salário-família passou a ser um 
benefício restrito aos trabalhadores de baixa renda, sendo regulamentado pela Portaria nº 
4.883/98 do Ministério da Previdência