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jurídica processual, compete ao juiz, de ofício, reconhecer a 
nulidade absoluta e determinar seja o vício sanado pelo interessado. Já 
nos pressupostos de regularidade, ligados às nulidades relativas, com-
pete à parte alegar o vício no primeiro momento em que fale no 
processo, sob pena de preclusão e sanação.

Em ambas as hipóteses, identificada a falta de algum dos pressu-
postos de existência, validade ou regularidade da relação jurídica pro-
cessual, é necessário conceder prazo razoável ao interessado para re-
gularização da nulidade e retomada dos atos processuais do ponto a 
partir do qual ela surgiu.

Somente após vencido o prazo fixado e não cumprindo o autor 
com o necessário para a regularidade formal e substancial do processo 
é que poderá a extinção ser decretada.

53.1.4. PEREMPÇÃO (CPC, ART. 267, V)

É a perda do direito de ação por ter o autor dado causa a ante-
riores extinções do processo por três vezes, com base no abandono 



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SINOPSES JURÍDICAS

(CPC, art. 267, III). É uma pena imposta ao autor desidioso, através da 
vedação da análise do mérito em eventual quarta ação idêntica por ele 
ajuizada. Isto, entretanto, não o impede de alegar seu direito material 
em defesa de eventual ação na qual seja réu.

53.1.5. LITISPENDÊNCIA E COISA JULGADA (CPC, ART. 267, V)

São espécies integrantes do sistema de controle impeditivo do 
proferimento de duas sentenças de mérito sobre a mesma lide.

A litispendência é a existência de duas ou mais ações idênticas 
(mesmos elementos) em andamento, devendo ser extinto sem resolu-
ção de mérito aquele ou aqueles processos em que a citação não se 
tenha efetuado validamente em primeiro lugar (art. 219).

A coisa julgada que impede a repropositura da ação é de nature-
za material, ou seja, somente a sentença de mérito tem o condão de 
impedir que a parte novamente busque a tutela jurisdicional. Portan-
to, havendo decisão definitiva sobre a pretensão do autor, a ele é ve-
dado buscar novamente o Estado-juiz para solucionar lide já resolvida 
anteriormente, sob pena de extinção do segundo processo sem reso-
lução de mérito.

53.1.6.  AUSÊNCIA DE CONDIÇÕES DA AÇÃO (CPC, ART. 
267, VI)

Sem o preenchimento das condições fixadas em lei para o exer-
cício do direito à tutela jurisdicional do Estado (direito de ação), deve 
o processo ser extinto com proferimento de sentença meramente ter-
minativa, sem abordagem da questão de direito material controversa 
entre as partes.

O reconhecimento da carência de ação pode ser realizado em 
dois momentos distintos. O primeiro é decorrente do indeferimento 
da inicial, quando o juiz vislumbra desde logo a ausência das condi-
ções da ação (CPC, art. 267, I). O segundo, após deferida a inicial e 
realizada a citação do réu, com o reconhecimento da ausência das 
condições da ação gerando a extinção do processo com fundamento 
no inciso VI do art. 267.



TEORIA GERAL DO PROCESSO E PROCESSO DE CONHECIMENTO

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53.1.7.  PELA CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM (CPC, ART. 
267, VII)

Por força da Lei n. 9.307/96, a expressão “convenção de arbitra-
gem” passou a abranger tanto o compromisso arbitral como a cláusu-
la compromissória (pacto pelo qual os contratantes acordam submeter 
à arbitragem eventual litígio que possa surgir). Portanto, ambos ser-
vem para afastar a competência do juiz togado, gerando a extinção do 
processo de qualquer das partes contratantes que busque a jurisdição 
estatal, antes de submeter sua pretensão à arbitragem.

53.1.8. DESISTÊNCIA DA AÇÃO (CPC, ART. 267, VIII)

O autor tem a disponibilidade do processo, podendo dele desis-
tir, sem renunciar a seu direito material, até o oferecimento da con-
testação pelo requerido. A partir de então, a desistência da ação de-
pende da concordância do réu. A desistência, por ser o ato pelo qual 
o autor abre mão de seu direito de ação, demanda homologação pelo 
juiz do processo, também participante da relação jurídica processual, 
para surtir efeitos, comportando retratação até que este ato judicial 
seja praticado.

53.1.9. INTRANSMISSIBILIDADE DA AÇÃO (CPC, ART. 267, IX)

Já visto que a morte de uma das partes gera a sua substituição, 
mediante a suspensão do processo. Entretanto, se o direito material 
não é transferível com a abertura da sucessão (morte), não há como 
falar-se em habilitação do espólio ou de seus herdeiros, ante a ausên-
cia de transmissão do direito objeto de discussão em juízo. Como 
exemplos temos as ações de separação e de divórcio.

53.1.10. CONFUSÃO (CPC, ART. 267, X)

Autor e réu passam a confundir-se em uma mesma pessoa, seja 
por força de um contrato, seja por decorrência da sucessão. É forma 
de extinção de obrigação, geradora da extinção do processo sem abor-
dagem do mérito, por fato superveniente que põe fim à lide.



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SINOPSES JURÍDICAS

53.2. EXTINÇÃO COM RESOLUÇÃO DE MÉRITO

Determinadas decisões geram efeitos sobre as relações materiais 
existentes entre as partes, com força imutável e definitiva de compo-
sição do litígio (mérito da demanda). Podem partir da aplicação, pelo 
juiz, do direito ao caso concreto (jurisdição propriamente dita), da 
autocomposição das partes no curso do processo ou da existência de 
um lapso temporal gerador da extinção do direito de ação ou do di-
reito material do autor, cujas hipóteses estão previstas no art. 269 do 
Código de Processo Civil.

53.2.1.  ACOLHIMENTO OU REJEIÇÃO DO PEDIDO MEDIATO 
(CPC, ART. 269, I)

É a forma normal de extinção do processo: o juiz profere uma 
sentença definitiva, abordando a lide existente entre as partes e, me-
diante a aplicação do direito material ao caso concreto, afirma quem 
tem razão no conflito, pacificando-o socialmente. Para a obtenção 
desse provimento judicial, passou o processo pela prévia constatação 
da existência das condições da ação e pressupostos processuais, requi-
sitos essenciais para que uma sentença de mérito seja proferida. Essa 
sentença aborda os pedidos mediatos e imediatos do autor, acolhen-
do-os, no todo ou em parte, ou, ainda, rejeitando tal pretensão.

53.2.2.  RECONHECIMENTO JURÍDICO DO PEDIDO (CPC, 
ART. 269, II)

É forma de autocomposição de litígios através da qual o réu se 
submete livremente à pretensão do autor. Portanto, não é o juiz quem 
aplicará o direito ao caso concreto, sendo sua função limitada à ho-
mologação do reconhecimento da procedência jurídica da pretensão 
do autor, ato necessário apenas para outorgar força executiva à auto-
composição e extinguir o processo. Ressalte-se ser o reconhecimento 
do pedido ato de disposição diverso da confissão. Enquanto o primei-
ro diz respeito à submissão não forçada à pretensão do autor, gerando 
a extinção do processo, a confissão diz respeito apenas à admissão de 
veracidade dos fatos contrários ao seu interesse, narrados pelo autor 
como constitutivos de seu direito. Pertence ao campo probatório, não 



TEORIA GERAL DO PROCESSO E PROCESSO DE CONHECIMENTO

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dispensando o proferimento de uma sentença definitiva que acolha 
ou rejeite o pedido do autor pelo juiz.

53.2.3. TRANSAÇÃO (CPC, ART. 269, III)

Também modalidade de autocomposição pela qual ambas as 
partes fazem concessões recíprocas, pondo fim ao litígio. Ao juiz resta 
apenas a atividade formal, consistente na homologação da transação, 
não para que surta efeitos jurídicos materiais, pois, como em todo 
negócio jurídico civil, estes decorrem do simples acordo de vontade. 
Portanto, não é a homologação de nenhuma das formas de autocom-
posição ato essencial para a sua validade. Pelo contrário, elas têm seus 
efeitos gerados pelo simples acordo de vontades, funcionando a ho-
mologação como mero ato formal necessário à extinção do processo 
e para que se dê força executiva ao acordo realizado.

53.2.4. RENÚNCIA (CPC, ART. 269, V)

Última das formas de autocomposição, a renúncia é o reverso do 
reconhecimento jurídico do pedido. É o ato unilateral do autor da 
ação pelo qual abre mão do seu direito material. Sua validade no 
mundo jurídico não demanda, à semelhança do já visto, qualquer ho-
mologação

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