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de cálculo do valor adicionado entre os 
modelos contábil e econômico. Sob o ponto de vista econômico, o cálculo 
do PIB baseia-se na produção, enquanto a contabilidade o conceito contábil 
da realização da receita, ou seja, baseia-se no regime de competência. 
Logo há uma diferença temporal entre os dois conceitos. 
 
 
4.2. ELABORAÇÃO, APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA DA DVA 
As informações constantes na Demonstração do Valor Adicionado – DVA são 
extraídas, basicamente, da Demonstração de Resultado do Exercício – DRE, mas na 
elaboração da DVA, também, é estabelecida uma interface com a Demonstração dos Lucros 
e Prejuízos Acumulados – DLPA “na parte em que movimentações nesta conta dizem 
respeito à distribuição do resultado do exercício apurado na demonstração própria”, 
conforme exposto no item 23 do CPC 09. 
Já FIPECAFI (2010, p. 587) dizem que a maioria dos dados que compõem a 
estrutura da DVA são oriundos, em sua maioria da DRE, porém os valores relativos a 
remuneração do capital próprio podem ser obtidos diretamente da Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido – DMPL. 
Ainda, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 582) a DVA deverá ser elaborada e 
divulgada de maneira a atender aos requisitos estabelecidos no CPC 09 e na legislação 
societária e para isso deverá: 
 
• Deverá ser elaborada com base no princípio contábil da 
competência; 
• Ser apresentada de forma comparativa (período atual e anterior; 
• Ser elaborada com base nas demonstrações consolidadas, e não 
pelo somatório das Demonstrações do Valor Adicionado individuais, 
no caso da divulgação da DVA consolidada; 
• Incluir participação dos acionistas minoritários no componente 
relativo à distribuição do valor adicionado, no caso da divulgação da 
DVA consolidada; 
• Ser consistente com a demonstração do resultado e conciliada em 
registros auxiliares mantidos pela entidade; e 
• Ser objeto de revisão ou auditoria se a entidade possuir auditores 
externos independentes que revisem ou auditem suas 
Demonstrações Contábeis. 
 
 
Observe e analise o modelo de DVA para as empresas em geral proposto no 
Pronunciamento Técnico CPC 09: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 42 - 
 
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO 
 
DESCRIÇÃO 
$ 
20X1 20X2 
1 - RECEITAS 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços 
1.2) Outras Receitas 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios 
1.4) Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa – 
Reversão / (Constituição) 
 2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos 
impostos - ICMS e IPI) 
2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
2.3) Perda/Recuperação de valores ativos 
2.4) Outras (especificar) 
 
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO [1] – [2] 
 
4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO 
 
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE [3] – [4] 
 
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA 
6.1) Resultado de equivalência patrimonial 
6.2) Receitas financeiras 
6.3) Outras 
 
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR [5] + [6] 
 
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) 
8.1) PESSOAL 
8.1.1) Remuneração Direta 
8.1.2) Benefícios 
8.1.3) FGTS 
8.2) IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 
8.2.1) Federais 
8.2.2) Estaduais 
8.2.3) Municipais 
8.3) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS 
8.3.1) Juros 
8.3.2) Aluguéis 
8.3.3) Outras 
8.4) REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS 
8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio 
8.4.2) Dividendos 
8.4.3) Lucros Retidos / Prejuízos do Exercício 
8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos 
(só para consolidação) 
(*) o total do item 8 deve ser igual ao item 7 
 
 
As instruções para elaboração de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 
09 e FIPECAFI (2010, p. 584 - 586) 
 
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1 – RECEITAS – Somatório dos itens [1.1] a [1.4] 
 
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos 
incidentes sobre essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, 
corresponde ao ingresso bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na 
demonstração do resultado tais tributos estejam fora do cômputo dessas receitas. 
1.2) Outras receitas – inclui valores oriundos, principalmente, de baixas de alienação de 
ativos não circulantes, tais como: ganhos ou perdas na baixa de investimentos etc. 
Da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre essas 
receitas. 
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios – inclui valores relativos à 
construção de ativos para uso próprio, tais como: materiais, mão de obra, aluguéis, 
serviços terceirizados etc. 
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Constituição/Reversão - inclui os 
valores relativos à constituição e reversão dessa provisão. 
 
 
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS – Somatório dos itens [2.1] a [2.4] 
 
2.1) Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos – Devem ser 
considerados todos os insumos adquiridos de terceiros, tais como: matéria-prima, 
mercadorias, serviços, material de embalagem e outros, tratados como custo dos 
produtos vendidos. Mas, diferentemente da DRE, devem ser considerados os 
tributos incluídos no momento da compra, recuperáveis ou não. 
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - Inclui valores relativos à utilização 
de materiais diversos, utilidades e serviços adquiridos de terceiros. Esses itens, 
geralmente, são considerados como despesas na DRE. Assim como no item 2.1 
devem ser considerados os impostos incidentes na compra recuperáveis ou não. 
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos – inclui valores reconhecidos no resultado do 
exercício, tanto da constituição quanto da reversão de perdas estimadas na 
desvalorização e redução ao valor recuperável de ativos, conforme Pronunciamento 
Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos. 
2.4) Outras (especificar) – quaisquer outros valores que se encaixem no conceito de 
insumos adquiridos de terceiros e que não se encaixem em nenhum dos três itens 
anteriores. 
 
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO – Diferença entre os itens [1] e [2] 
 
4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO – inclui as despesas e custos com 
depreciação, amortização e exaustão contabilizadas no período. 
 
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE – Diferença entre os 
itens [3] e [4] 
 
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANFERÊNCIA – Somatório dos itens [6.1] a 
[6.3] e corresponde a riqueza gerada por outras empresas, porém recebida em 
transferência. 
 
6.1) Resultado de Equivalência Patrimonial – inclui o resultado da equivalência 
patrimonial, seja positiva ou negativa, e os dividendos recebidos relativos a 
investimentos avaliados pelo método de custo. 
6.2) Receitas Financeiras - Inclui todas as receitas financeiras independente de sua 
origem, inclusive as variações cambiais ativas, desde que consideradas no resultado 
do exercício. 
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6.3) Outras (especificar) - quaisquer outros valores que se encaixem no conceito de valor 
adicionado recebido em transferência e que não se encaixem em nenhum dos dois 
itens anteriores. 
 
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR – Somatório dos itens [5] a [6] e 
corresponde a riqueza gerada pela empresa por outras empresas e recebida em 
transferência. 
 
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO – Somatório dos itens [8.1]