A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
77 pág.
apostiladecontabilidadeavanada-prof-150211113910-conversion-gate02

Pré-visualização | Página 17 de 23

a [8.4] e o total 
do item [8] deve ser igual ao do item [9] 
 
8.1) Pessoal – corresponde à parcela da riqueza distribuída ao corpo funcional da 
empresa, o que na DRE pode estar apropriado ao custo do produto vendido ou como 
despesas do exercício. A distribuição da riqueza obtida deve ser evidenciada da 
seguinte forma: 
8.1.1) Remuneração Direta - Salário, 13º, Férias, Horas-Extras, Participação dos 
Empregados nos Lucros etc. Neste item não devem ser inclusos os encargos com 
INSS. 
8.1.2) Benefícios – Assistência Médica, Alimentação, Transporte, Plano de 
Aposentadoria etc. 
8.1.3) FGTS – Representado pelos valores depositados em conta vinculada dos 
empregados 
 
8.2) Impostos, taxas e contribuições - Inclui o Imposto de Renda, Contribuição Social 
Sobre o Lucro, contribuições ao INSS que sejam ônus do empregador e quaisquer 
outros impostos e contribuições a que a empresa esteja sujeita. Para os impostos 
compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e COFINS, devem ser considerados apenas 
os valores devidos ou já recolhidos, representado pela diferença entre os impostos 
incidentes sobre as receitas e os impostos considerados juntamente com os insumos 
adquiridos de terceiros no item 2. A apresentação dos impostos taxas e contribuições 
devem ser segregadas da seguinte forma: 
8.2.1) Federais – IRPJ, CSSL, IPI, CIDE, PIS, COFINS e contribuição sindical 
patronal. 
8.2.2) Estaduais – ICMS e IPVA. 
8.2.3) Municipais – ISS e IPTU 
 
8.3) Remuneração de Capitais de Terceiros – corresponde aos valores pagos ou 
creditados aos financiadores externos do capital e devem ser apresentados da 
seguinte forma: 
8.3.1) Juros – Inclui as despesas financeiras, inclusive as variações cambiais 
passivas, relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto a 
instituições financeiras, empresas do grupo ou outras fontes de obtenção de 
recursos. 
8.3.2) Aluguéis – valores pagos a título de aluguéis, inclusive as despesas com 
arrendamento operacional, pagos ou creditados a terceiros. 
8.3.3) Outras – inclui outras remunerações que configurem transferência de riqueza a 
terceiros, tais como royalties, franquias, direitos autorais etc. 
 
8.4) Remuneração de Capital Próprio – corresponde à remuneração atribuída aos 
acionistas e sócios e deve ser evidenciada da seguinte forma: 
8.4.1) Juros sobre o Capital Próprio – Inclui os valores pagos ou creditados aos 
sócios a título de juros sobre o capital próprio por conta do resultado do exercício, 
exceto juros sobre o capital próprio contabilizados como reservas que devem ser 
considerados como “lucros retidos”. 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 45 - 
8.4.2) Dividendos – inclui valores distribuídos, pagos ou creditados, aos acionistas e 
sócios com base no resultado do exercício. 
8.4.3) Lucros retidos e prejuízos do exercício – inclui a parcela do lucro do exercício 
destinada às reservas, bem como os juros sobre capital próprio contabilizados como 
reservas. Havendo prejuízo, deve ser incluído com sinal negativo. 
8.4.4) Participação dos não controladores nos lucros retidos – este item é exclusivo 
da DRE consolidada e evidencia a parcela da riqueza obtida destinada aos sócios 
não controladores. 
 
 
4.3. ANÁLISE DA DVA 
Para FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) a análise da DVA é útil para entender a 
relação da empresa com a sociedade por meio da sua participação na formação da riqueza 
e no modo como a distribui aos diversos agentes participantes da sua geração e, para esses 
autores, essa análise não difere das demonstrações contábeis, sendo que a análise isolada 
pode ser feita verticalmente (análise de cada item em relação ao total) e horizontalmente 
(evolução de cada item ao longo do tempo). Esses indicadores, também podem ser 
utilizados para comparação com empresas do mesmo ramo de atividade ou região. 
Podem ser utilizados também outros indicadores que auxiliam na análise dessa 
demonstração, conforme apontam FIPECAFI (2010, p. 590), a seguir: 
 
I) Indicadores de geração de riqueza – fornecem informações sobre a 
capacidade da empresa em gerar riqueza,tais como: 
a) Quociente entre valor adicionado e ativo total; 
b) Quociente entre o valor adicionado e o número de empregados; 
c) Quociente entre o valor adicionado e o patrimônio líquido. 
 
II) Indicadores de distribuição de riqueza – demonstram como e a quem a 
empresa destina a riqueza gerada, tais como: 
 
a) Quociente entre gastos com pessoal e valor adicionado; 
b) Quociente entre gastos com impostos e valor adicionado; 
c) Quociente entre gastos com remuneração de capital de terceiros e valor 
adicionado; 
d) Quociente entre dividendos e valor adicionado; 
e) Quociente entre lucros retidos e valor adicionado. 
 
Considerações importantes são feitas por FIPECAFI (2010, p. 589 - 590) acerca 
da Demonstração do Valor Adicionado: 
 
Embora as informações utilizadas na DVA sejam, normalmente, extraídas 
da DRE, não apresentam objetivos semelhantes, mas complementares. A 
DRE tem por prioridade enfatizar o lucro líquido, última linha da referida 
demonstração. Por sua vez, a DVA tem por objetivo demonstrar a riqueza 
gerada pela empresa e sai distribuição entre os elementos que contribuíram 
para a geração dessa riqueza, assim o lucro líquido corresponde à parcela 
do valor da riqueza criada e destinada aos detentores do capital e/ou retida 
na empresa. Quanto às demais parcelas do valor adicionado, destinadas a 
empregados, governo e financiamentos externos, na DRE, aparecem 
normalmente como despesas. 
 
De modo simplificado, pode-se dizer que a DRE utiliza o critério da natureza 
e a DVA o critério do benefício. Por exemplo, na DRE, os salários de 
funcionários envolvidos no processo produtivo são considerados como 
custos e os salários da administração como despesas. Já a DVA 
independentemente da natureza, custo ou despesa, salários correspondem 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 46 - 
ao valor adicionado destinado aos empregados, ou seja, é utilizado o critério 
de benefício e renda. 
 
 
 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 47 - 
 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 
 
ALMEIDA, M. C. Contabilidade Avançada: textos, exemplos e exercícios resolvidos. 2 ed. 
São Paulo: Atlas, 2010. 
BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976 e alterações: Dispões sobre as 
Sociedades por Ações. Disponível em: www.planalto.gov.br, acesso em 15/08/2009. 
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Instrução Normativa CVM nº 247 de 27 de 
março de 1996 e suas alterações: Dispõe sobre a avaliação de investimentos em 
sociedades coligadas e controladas e sobre os procedimentos para elaboração e divulgação 
das demonstrações contábeis consolidadas para o pleno atendimento dos Princípios 
Fundamentais de Contabilidade. Disponível em: www.cvm.gov.br, acesso em 15/08/2009. 
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS. Instrução Normativa CVM nº 247 de 02 de 
maio de 2008: Dispõe sobre a aplicação da Lei nº 11.638/07. Disponível em: 
www.cvm.gov.br, acesso em 15/08/2009. 
FIPECAFI. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades (de 
acordo com as normas internacionais e CPC). São Paulo: Atlas, 2010. 
COMITÊ DOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS – CPC. Pronunciamento Técnico CPC 
02: Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis. 
Ata da 51ª Reunião Ordinária do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de 03 de 
setembro de 2010. Brasília, DF, 03 set 2010. 
___________________________________________. Pronunciamento Técnico CPC 09: 
Demonstração do Valor Adicionado. Ata da 29ª Reunião Ordinária do Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis, de 30 de outubro de 2008. Brasília, DF, 30 out 2008.