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inicial do caput do artigo 938, CPC (deferimento do embargo).
Posicionamento contrário: pode o processo seguir pois existem outros pedidos a serem analisados. (art. 936, II, III)
Ainda: o artigo 937 (CPC) FACULTA ao juiz conceder ou não liminarmente a suspensão da obra.
Concedida a liminar segue o disposto no art. 938, CPC
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Da citação do réu/prazo:
a) Se réu NÃO citado para AJ: prazo de defesa flui A PARTIR DA CITAÇÃO EFETIVADA, com a juntada aos autos do MANDADO CUMPRIDO.
b) Se réu citado para AJ: prazo de defesa flui DA INTIMAÇÃO DA DECISÃO JUDICIAL QUE APRECIOU A LIMINAR.
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Quando houver embargo extrajudicial, após a ratificação, deve-se proceder na forma do artigo 938, CPC.
Contra a decisão que concede ou não o embargo judicial, cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO.
 ARTIGO 940, CPC (caução)
O prosseguimento não decorre de revogação da liminar, mas de cautela tomada pelo juiz em face de danos que poderiam advir da paralisação.
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Resposta do réu
Hipóteses do Art. 297, CPC  prazo de CINCO dias
Reconvenção: postular ressarcimento pela paralisação da obra.
Depois da resposta do réu: 
RITO das CAUTELARES (art. 803, CPC)
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Modo de aquisição originária da propriedade ou de outros direitos reais decorrente da posse prolongada do tempo.
Objeto: bens móveis ou imóveis.
Possuidor tenha permanecido na coisa sem que o proprietário tenha reivindicado a posse/propriedade 
Posse prolongada, sem interrupções.
Ação de usucapião de terras particulares
artigos 941 a 945, do CPC
** CC: 1.238 a 1.244
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Requisitos gerais da ação de usucapião: (PROVA)
* posse;
* posse contínua e ininterrupta (prolongada e sem interrupções);
* posse pacífica (entrei tranquilamente) e pública (é notório que a pessoa está ali): é preciso que tenha cessado a violência, clandestinidade ou precariedade;
* animus domini. (vontade de ser dono/ânimo de ser dono)
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Tem natureza declaratória. (vai declarar a alguém a propriedade) 
Sentença tem eficácia ex tunc (desde então, desde à época) RETROAGE para o instante em que preenchidos os requisitos.
Também chamada de prescrição aquisitiva (perda do direito da propriedade para quem está titulado no registro de imóvel).
Accessio temporis: falecendo o possuidor no curso do prazo (para declarar usucapião), seus sucessores podem SOMAR seu tempo de posse ao do falecido antecessor.
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Podem ser usucapidos: bens móveis ou imóveis desde que sejam corpóreos, tangíveis e suscetíveis de apropriação.
Possibilidade de usucapião de bens incorpóreos: 
Súmula 193 STJ. (linha telefônica)
Não é permitida a usucapião de bens públicos e fora do comércio (inalienáveis e insuscetíveis de desapropriação).
Usucapião de herança jacente e vacante: município torna-se proprietário ao final de CINCO anos. Se neste ínterim o possuidor completar o prazo, terá usucapido.
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Pode-se usucapir imóvel com área inferior ao módulo rural?
Não.
O Estatuto da Terra tem por objetivo impedir a proliferação de minifúndios
“Não se admite usucapião de imóvel rural de área inferior ao módulo”(RT 652:65; RJTJESP 90:335)
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Espécies de usucapião.
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Procedimento:
a) Usucapião extraordinária e ordinária de bens imóveis: artigos 941 a 945, CPC – rito comum
b) Usucapião extraordinária e ordinária de bens móveis: rito ordinário ou sumário (valor da causa até 60 s.m.)
c) Usucapião especial rural: rito sumário (art. 5º, da Lei nº 6.969/81)
d) Usucapião especial urbana: rito sumário (art. 12 e ss., Estatuto da Cidade)
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Competência:
* Bens imóveis: foro de situação da coisa (art. 95, CPC)
* Bens móveis: foro de domicílio do réu (art. 94, CPC)
Legitimidade:
- Ativa: É o possuidor (Usucapião imóvel: indispensável outorga uxória)
- Passiva: Litisconsórcio necessário.
Réu: pessoa que o imóvel estiver registrado
 Súmula 263, STF
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 Artigo 942, CPC (CITAÇÃO) * Confinantes (e cônjuges)
Se confrontante União: competência da Justiça Federal
Citação por edital de eventuais interessados.
 Artigo 943, CPC (INTIMAÇÃO)  não integram o pólo passivo, são apenas intimados e não citados.
DEVE ser intimado o representante do MINISTÉRIO PÚBLICO (usucapião de bens imóveis – repercute no registro de imóveis)
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Petição inicial:
a) artigo 282, CPC;
b) dizer a data e a origem e características da posse;
c) apresentar fatos que qualifiquem a posse animus domini;
d) apresentar planta da imóvel (levantamento planimétrico);
e) identificação completa do imóvel;
f) pedido de citação dos réus;
g) intimação das fazendas e MP (MP se bem imóvel);
h) indicação das provas para demonstrar o alegado;
i) valor da causa (valor de mercado do bem)
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Resposta do réu (hipóteses do art. 297, CPC):
Citados todos os réus, passa a fluir o prazo da contestação (art. 241, CPC)
 Observar artigos 188 e 191, CPC
Reconvenção: proprietário quer reaver o imóvel.
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Sentença:  RECURSO  APELAÇÃO (Duplo efeito)
Natureza declaratória (declara uma situação jurídica pré-constituída que determina a modificação na matrícula do imóvel) e de eficácia ex tunc.
A sentença será registrada, por mandado, no Cartório do Registro de Imóveis.  Artigo 167, Lei nº 6.015/73: 
Art. 167. No Registro de Imóveis, além da matrícula, serão feitos: 
I – o registro: Omissis.
28) das sentenças declaratórias de usucapião [...] (grifo meu)
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Súmula 237, STF:
 A usucapião pode ser arguida como matéria de defesa. 
“A usucapião, quando articulada como matéria de defesa, só pode ser deduzida utilmente na contestação e não posteriormente” (JTJ 198/157, 210/74; RTFR 120/192)
“Dúvida não há sobre a possibilidade de arguição de usucapião como matéria de defesa. Todavia, nesse caso, o magistrado, acolhendo a arguição da defesa, não pode emitir julgado declarando a aquisição do domínio, mas, apenas, julgar improcedente o pedido de reivindicação” (STJ – RT – 760/214)
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