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Não é obrigatória na área cível, apenas na criminal.
Qualquer das partes pode requerer a restauração.
 Não pode ser requerida de ofício pelo Juiz (divergência  o Juiz tem interesse na solução do conflito de interesses).
Pólo passivo: outra parte que não deu causa ao extravio dos autos.
Competência: juízo onde tramitava o processo extraviado – distribuição por dependência ** artigo 1.068, CPC
Da Restauração de Autos
artigos 1.063 a 1.069, do CPC
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Petição inicial: artigo 282 CPC + indicar o estado em que se encontrava a causa quando os autos desapareceram + cópias dos documentos, petições e certidões que tiver o autor consigo.
Citação: artigo 1.065, CPC
 Havendo concordância parcial do réu, o Juiz dará por restaurados os atos naqueles pontos em que houve a anuência e para os demais pontos segue na forma do artigo 803, do CPC.
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 O juiz, ao final, apreciando o pedido do autor poderá ou não dar por restaurado os autos. 
Se fizer, o processo prosseguirá nos novos autos.
Do contrário, a parte terá que ajuizar nova demanda.
 Artigo 1.066 CPC
 Artigo 1.067, CPC
 Artigo 1.069, CPC
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Contra a sentença cabe
Apelação 
(recebida no duplo efeito)
Da sentença
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O que é?
Modalidade especial de venda de coisa móvel, na qual o vendedor usa a própria coisa vendida como garantia do recebimento do preço.
  art. 521, CC
Das vendas a crédito 
com reserva de domínio
artigos 1.070 e 1.071, do CPC
** CC: 521, 522, 524 e 526
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Procedimento (art. 522, CC):
* Estipulada por escrito.
* Registro no domicílio do comprador  efeito erga omnes
Transferência (art. 524, CC):
* Ocorre no momento em que o preço estiver totalmente quitado.
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Da mora (art. 526, CC):
* Cobrar parcelas não adimplidas
* Recuperar a posse da coisa (Busca e Apreensão)
 Da constituição da mora:
 * Protesto do título ou interpelação judicial
 ** Interpelação extrajudicial:
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Recurso Especial. Compra e venda com reserva de domínio. Mora do devedor. Artigo 1.071 do código de processo civil. Documentação da mora. Protesto, interpelação judicial ou extrajudicial. Possibilidade. - O verdadeiro sentido da norma do art. 1.071 do CPC não é determinar a imprescindibilidade do protesto, mas a indispensabilidade da documentação da mora. - Imprescindível a comprovação da mora, segundo o art. 1.071 do CPC, mas inexistente exclusividade do meio de comprová-la pelo protesto, em face do art. 397 do novo Código Civil, razão pela qual, para tanto, é possível optar pela realização do protesto ou pela interpelação judicial ou extrajudicial. Recurso especial conhecido e não provido (REsp nº 685.906 – SP. Relator: Min. Nancy Andrighi. Data da decisão: 04.08.2005) (grifo nosso)
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Das possibilidades do vendedor/credor:
* Artigo 1.070, CPC: cobrar as parcelas vencidas e as vincendas ajuizando ação de execução.
* Artigo 1.071, CPC: recuperar a posse da coisa vendida (reintegração na posse) rescindindo o contrato firmado.
A decisão é opcional
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Da cobrança (art.1.070, CPC)
* Ajuizamento de ação de execução.
* Devedor é citado para em 3 (três) dias efetuar o pagamento do débito (art. 652, CPC), sob pena de penhora de bens para o pagamento da dívida.
* A penhora pode recair sobre o bem objeto do contrato de compra e venda com reserva de domínio.
 Artigo 1.070, §§ 1º e 2º, CPC
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* Na hipótese de leilão, o valor angariado com a venda não é imediata e necessariamente revertida em favor do credor; o devedor (embargado) pode opor embargos à execução.
* A venda (leilão) antecipada é faculdade das partes.
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Da ação de busca e apreensão (art.1.071, CPC)
* Rescisão contratual de venda com reserva de domínio.
* Reintegração do autor na posse do bem.
* Pedido de liminar.
 Petição inicial: art. 282, CPC + contrato escrito + comprovação da mora + pedido de liminar de busca e apreensão (devedor deve ter sido constituído em mora)
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Da decisão da liminar:
Finalidade da liminar: preservar a coisa de desaparecimento ou deterioração.
* Vendedor fica como depositário do bem.
* Vendedor não pode dispor do bem até o julgamento final.
 Artigo 1.071, §1º, CPC
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Da citação do réu:
Prazo: 5 dias (Art. 1.071, §2º, CPC) – juntada do mandado
Pode o réu:
1) Contestar  rito ordinário. 
- Se procedente o pedido segue na forma do art. 1.071, §3º, CPC; 
- Condiciona a reintegração a que o autor deposite eventual diferença entre o valor do bem e a dívida.
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2) Contestar e requerer a purgação da mora  Art. 1.071, §2º, CPC
Se o réu requerer e não purgar a mora, segue nos termos do art. 1.071, §3º, CPC.
3) Ser revel: Art. 1.071, §3º, CPC
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Contra a sentença (natureza condenatória) cabe
Apelação 
Da sentença
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Lei nº 9.079/95
Finalidade:
Permitir ao credor não munido de título executivo judicial ou extrajudicial obter com mais rapidez a satisfação de seu crédito, sempre que não haja resistência do devedor.
Da ação monitória
artigos 1.102-A a 1.102-C, do CPC
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Divisão doutrinária:
* monitória pura: basta a alegação do credor, não é necessária a prova escrita do débito.
* monitória documental: necessidade de documento escrito como prova da dívida.
A legislação brasileira adota a monitória documental  prova escrita.
Restringe-se (no Brasil) apenas às obrigações de pagamento de soma em $$$$, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel.
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Natureza:
É a monitória processo de conhecimento ou de execução???
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Natureza:
Ação de conhecimento destinada a produzir mais rapidamente um título executivo na hipótese de o devedor não oferecer resistência.
** é a mesma ação de condenação que o credor exercita no processo ordinário de cognição.
O procedimento é monitório.
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Para Nelson e Rosa Maria Nery:
“A ação monitória é ação de conhecimento, condenatória, com procedimento especial de cognição sumária e de execução sem título. Sua finalidade é alcançar a formação de título executivo judicial de modo mais rápido do que a ação condenatória convencional”.
Súmula 292 STJ – refere-se ao monitório como procedimento especial: “A reconvenção é cabível na ação monitória, após a conversão do procedimento em ordinário”.
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E porque não ingressar com 
ação do procedimento comum??
É facultativo..
Vantagens da monitória: se não houver resistência do devedor, constitui-se de pleno direito o título executivo.
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Requisitos:
a) documento escrito, sem força executiva  documento idôneo que faz crer a existência de um crédito.
Ex.: * cheques e NP sem eficácia executiva (+ origem da dívida); 
* declarações/confissões do devedor que reconhece a dívida/promete pagá-la; 
* duplicata acompanhada de NF e desacompanhada de recibo de entrega (com recibo é título executivo);
* contrato bilateral de prestação de serviço com prova do cumprimento da contraprestação do autor;
* contrato de abertura de crédito em c/c com o demonstrativo do débito (Súmula 247, STJ);
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A insuficiência do documento escrito como prova não pode ser suprida por testemunhas.
Na decisão inicial precisa o Juiz convencer-se da existência do crédito (verossimilhança do credor).
Falta ao credor interesse de agir se o documento tem força executiva.
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Requisitos:
b) objeto seja a entrega de soma em dinheiro, coisa fungível ou bem móvel determinado.
Ficam afastadas as obrigações de fazer ou não fazer e àquelas que versem sobre coisa infungível ou sobre bens imóveis.
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Legitimidade:
* ativa: credor:
* passiva: devedor.
Competência:
Foro do domicílio do réu, se não estabelecido foro de eleição.
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Petição inicial: 
Artigos 282 e 283, CPC + indicar prova escrita em que fundamenta