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(herdeiro ou legatário) ou do testador.
¹ instituto pelo qual um testador deixa herança para certa pessoa e impõe que, após certo tempo, certa condição ou após a morte dessa pessoa, a herança ou legado se transmite para terceiro. Fideicomitente é o testador; fiduciário é o primeiro nomeado; fideicomissário é o substituto.
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Pode ser requerida a alienação judicial (art. 1.113 e art. 1.117):
a) quando houver bens depositados judicialmente que sejam de fácil deterioração, estiverem avariados ou exigirem grandes despesas para sua guarda.
É realizada de forma incidental, no curso do processo.
Ex.: estoque da devedora que dependa de refrigeração.
Pode ter início por determinação de ofício do Juiz, por requerimento das partes ou pelo depositário.
Das Alienações Judiciais
artigos 1.113 a 1.119, do CPC
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b) quando o imóvel, indivisível, deixado em herança, não couber no quinhão de um só herdeiro, salvo a hipótese de haver concordância entre eles, para que haja a adjudicação de um só (art. 1.117, I, CPC). Bens móveis também podem ser indivisíveis
c) quando houver condomínio em coisa indivisível e for requerida a sua extinção, não havendo acordo entre os condôminos para que ele seja adjudicado a um só. 
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d) dos bens móveis e imóveis de órfãos (menores sob tutela) nos casos em que a lei o permite e mediante autorização judicial. 
e) nos casos expressos em lei. Ex.: venda de bens necessários para o pagamento do passivo no inventário.
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Procedimento:
- Determinada a alienação judicial, o Juiz nomeia perito para avaliar o bem se ainda não tiverem sido ou se houve alteração do valor – art. 1.114, CPC
- O Juiz marca uma única hasta.
- O bem é vendido pelo maior lanço, ainda que inferior ao valor da avaliação (art. 1.115, CPC). Lei não estabelece preço mínimo. Observar jurisprudência.
- A alienação não poderá ser “ruinosa”.
- Alienação de bens de incapazes: proibição da alienação por valor inferior a 80% da avaliação (art. 701, CPC)
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- Feita a alienação, os valores resultantes ficarão depositados em juízo – art. 1.116, CPC
- Bem em condomínio: coproprietários terão direito de preferência a estranhos – art. 1.118, CPC
“Devendo a lavratura do auto de arrematação realizar-se 24 horas após a praça, ou leilão, irrecusável se torna o acolhimento do pedido de preferência, exercitado, dentro do mencionado prazo, pelo respectivo condômino” (RF, 258:272)
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Se o auto já foi assinado, o condômino a quem foi recusada a preferência pode requerer, antes de assinada a carta, o depósito do preço pelo qual a coisa foi vendida a terceiro, postulando que ela lhe seja adjudicada. 
 Processo autônomo, para qual serão citados o adquirente e os demais condôminos (art. 1.119, CPC)
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- Se mais de um condômino demonstrar interesse na coisa será preferido o que tiver feito as benfeitorias mais valiosas.
- Se nenhum fez ou as realizadas forem do mesmo valor, prevalecerá o interesse do que tem o maior quinhão.
- Se “empatar” (quinhão), juiz procede na forma do artigo 1.322, parágrafo único, do CC.
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