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«Escrevo mal... não me ensinaram a escrever bem... agora não há remédio!» Este 
é o lamento de alguns estudantes que aceitam as suas deficiências como uma fatalidade. 
 Não há fatalidade. Independentemente das culpas que pertencem à escola, o 
estudante está sempre a tempo de aperfeiçoar a sua técnica da escrita. Há solução. 
 Para aprender a escrever é aconselhável ler bons autores, conhecer a gramática e 
treinar a escrita. 
 
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REGRAS DA ESCRITA
4.1 Ler bons autores 
 
 Ler bons autores (em livros e revistas), de forma cuidadosa e com um dicionário 
sempre à mão, permite enriquecer o vocabulário essencial para a escrita (cerca de 2 200 
vocábulos em Português, segundo os especialistas). A linguagem escrita precisa de 
grande domínio das palavras, pois não pode ser auxiliada pelo gesto, pela mímica ou 
pela entoação da linguagem oral. 
 A leitura activa e interessada permite ainda observar como os outros 
comunicam. Escritores e bons jornalistas podem ser para o estudante escolas vivas, 
exemplos a seguir, modelos a imitar. 
 
4.2 Conhecer a gramática 
 
 Há alguns anos, era obrigatório saber a gramática «de trás para a frente e da 
frente para trás». Hoje, despreza-se a gramática como se fosse uma coisa «fora de 
moda». 
 Claro que não basta saber gramática para conseguir escrever, como não basta 
conhecer o código da estrada para conduzir bem um carro. Apesar disso, conhecer as 
regras básicas da gramática é um meio para falar e escrever com correcção. 
 
 
 
 
 
 
4.3 Treinar 
 
 Na arte da escrita ninguém nasce perfeito. Aprende-se a escrever, escrevendo. O 
segredo fundamental para aprender a escrever é praticar a escrita, com exercícios 
constantes. A qualidade só se consegue depois de muita quantidade, feita com 
intenção de melhorar. Entre várias formas de treinar, sugerimos: 
 
v tirar apontamentos nas aulas; 
v copiar textos interessantes (pensamentos, poemas...); 
v resumir leituras de livros, revistas e jornais; 
v inventar testes e jogos com palavras; 
v fazer trabalhos escritos, por iniciativa própria; 
v elaborar «escritos pessoais» (por exemplo, escrever um diário onde se 
registem ideias, experiências e sentimentos). 
 
 Praticando a escrita, com treinos sistemáticos (recorrendo a dicionários e 
prontuários sempre que houver dúvidas), é possível escrever sem medo. Mais do que 
isso, é possível escrever com gosto. 
 
Síntese 
 
 Se deseja aperfeiçoar a sua expressão escrita 
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REGRAS DA ESCRITA
 
 
g Prefira palavras familiares. Não queira exibir 
palavras eruditas ou estrangeiras. 
 
g Poupe as palavras supérfluas. 
Seja sóbrio e directo. 
 
g Construa frases curtas. 
 
g Ligue as várias frases, de forma coerente. 
 
g Use os sinais de pontuação indispensáveis. 
 
g Evite os erros ortográficos, 
sobretudo nas palavras mais vulgares. 
 
g Leia bons autores e tome-os por modelos. 
 
g Conheça as regras básicas da gramática. 
 
g Pratique a escrita. Lembre-se que 
só se aprende a escrever, escrevendo. 
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PROVAS DE AVALIAÇÃO
CAP 10. PROVAS DE AVALIAÇÃO 
Sumário 
 
1 A preparação 
 1.1 O estudo «à última hora» 
 1.1.1 Fadiga 
 1.1.2 Confusões 
 1.1.3 Medo 
 1.2 A revisão final 
 1.3 O treino para os testes 
 1.3.1 Imaginar perguntas 
 1.3.2 Resolver testes antigos 
 
2 A realização das provas 
 2.1 Como responder nas provas escritas 
 2.1.1 Ler o enunciado todo 
 2.1.2 Distribuir o tempo 
 2.1.3. Perceber o sentido das perguntas 
 2.1.4 Fazer uma lista de tópicos 
 2.1.5 Começar pelo mais fácil 
 2.1.6 Não escrever coisas incertas 
 2.1.7 Cuidar as opiniões pessoais 
 2.2 Cábulas: sim ou não? 
 2.3 A questão da caligrafia 
 2.4 Como responder nas provas orais 
 2.4.1 Pedir esclarecimentos 
 2.4.2 Desviar-se das dificuldades 
 2.4.3 Fugir à polémica 
 
3 A reacção às notas 
 3.1 Assumir as responsabilidades 
 3.2 Aprender com os erros 
 
 Muitos estudantes sentem «terror» pelas provas de avaliação, quer estas se 
chamem «testes», «pontos», «exercícios» ou «exames». 
 Aqueles que desejam diminuir esse «terror» e aumentar as suas hipóteses de 
êxito têm de fazer uma preparação adequada das provas. Devem, além disso, dominar 
algumas técnicas de bem responder em avaliações escritas e orais. 
 
 
 
 
 
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PROVAS DE AVALIAÇÃO
1 A preparação 
 
 Há alunos que encaram o estudo como uma actividade sazonal: só estudam, de 
forma intensiva, na véspera das provas, tipo bombeiro a apagar incêndios. Outros 
distribuem o estudo por semanas ou meses e fazem na véspera apenas uma revisão 
geral. 
 São duas atitudes que colhem frutos muito diferentes. 
 
1.1 O estudo «à última hora» 
 
 A verdade seja dita. O estudo «à última hora» é feito com maior motivação e 
concentração, porque a meta está à vista: «estuda-se hoje para mostrar amanhã». E há 
estudantes espertos que conseguem boas notas, em algumas disciplinas, trabalhando 
apenas umas horas antes da prova. Daí concluem, apressadamente, que isso é um bom 
método. Mas não é. 
 Algumas disciplinas, por exemplo Matemática e línguas estrangeiras, não podem 
ser estudadas por esse processo, pois exigem uma aprendizagem contínua e progressiva. 
 Guardar para a véspera das provas o estudo de grandes quantidades de matéria 
nova é, na maior parte dos casos, uma prática traiçoeira, sobretudo para o aluno médio. 
Estudar apenas na véspera não é caminho; é atalho, cheio de perigos e armadilhas: 
fadiga, confusões e medo. 
 
1.1.1 Fadiga 
 
 Os alunos que deixam tudo para a «última hora» fazem um esforço intenso, sem 
intervalos de descanso. Querem dominar de um só fôlego aquilo que deveriam ter 
estudado em um ou dois meses. Muitos bebem café ou fumam para aguentar o trabalho 
até altas horas da noite. Abusam de si mesmos. 
 Do esforço exagerado e da noite mal dormida surge a fadiga, inimiga da 
assimilação e obstáculo à lucidez. 
 A frescura física é condição básica para ter sucesso numa prova. Daí que, na 
véspera, se aconselhe o estudante a dormir mais e não menos. O sono regular é 
indispensável à boa forma física, psicológica e intelectual. Durante a prova, um aluno 
cansado precipita-se, lê mal as perguntas, irrita-se a resolver problemas e baralha as 
respostas. 
 
1.1.2 Confusões 
 
 Nem tudo o que se come alimenta. Quem passa a véspera a «atafulha-se» de 
matéria nova não consegue assimilar tudo o que engole. Resultado: indigestões de ideias 
e factos! 
 Estudando com tempo, há hipótese de pedir ajuda ao professor ou recorrer 
a outras fontes para esclarecer dúvidas. De outro modo, não há remédio. Restam as 
confusões. 
 Com estudo feito em regime de «alta pressão», um aluno esperto talvez consiga 
notas positivas. Mas dificilmente alcançará boas classificações. 
 
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PROVAS DE AVALIAÇÃO
1.1.3 Medo 
 
 O medo é um fenómeno natural e passageiro. Todas as pessoas responsáveis 
sentem um certo medo, quando têm de enfrentar provas. E isso é positivo, na medida 
em que obriga a preparar cuidadosamente essas provas. 
 Porém, o medo excessivo que domina os alunos mal preparados é 
perturbador e acaba por abafar o espírito, levando a confundir ou até a esquecer 
aquilo que se sabe. 
 Sem tranquilidade psicológica e sem autoconfiança não pode haver bons 
resultados. O medo excessivo de fazer «má figura» é, só por si, um obstáculo ao êxito 
nas provas. 
 
1.2 A revisão final 
 
 Para vencer os perigos da fadiga, das confusões e do medo, o único processo 
eficaz é traçar um plano de preparação da matéria e deixar para a véspera das provas 
apenas uma revisão final. 
 Quem estudou com tempo pode agora dedicar-se a fazer uma leitura cuidadosa 
dos sublinhados dos livros, das anotações pessoais e dos apontamentos