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Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

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a essas organizações, nos limites da
competência de tais organizações. 
3. Para os fins do parágrafo 1 do Artigo 13 e do parágrafo 2 do Artigo 15, nenhum instrumento depositado
por organização de integração regional será computado. 
4. As organizações de integração regional, em matérias de sua competência, poderão exercer o direito de
voto na Conferência dos Estados Partes, tendo direito ao mesmo número de votos que seus Estados membros
que forem Partes do presente Protocolo. Essas organizações não exercerão seu direito de voto se qualquer de seus
Estados membros exercer seu direito de voto, e vice-versa.
Artigo 13
1. Sujeito à entrada em vigor da Convenção, o presente Protocolo entrará em vigor no trigésimo dia após
o depósito do décimo instrumento de ratificação ou adesão.
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2. Para cada Estado ou organização de integração regional que ratificar ou formalmente confirmar o presen-
te Protocolo ou a ele aderir depois do depósito do décimo instrumento dessa natureza, o Protocolo entrará em
vigor no trigésimo dia a partir da data em que esse Estado ou organização tenha depositado seu instrumento de
ratificação, confirmação formal ou adesão.
Artigo 14
1. Não serão permitidas reservas incompatíveis com o objeto e o propósito do presente Protocolo. 
2. As reservas poderão ser retiradas a qualquer momento.
Artigo 15
1. Qualquer Estado Parte poderá propor emendas ao presente Protocolo e submetê-las ao Secretá-
rio-Geral das Nações Unidas. O Secretário-Geral comunicará aos Estados Partes quaisquer emendas pro-
postas, solicitando-lhes que o notifiquem se são favoráveis a uma Conferência dos Estados Partes para
considerar as propostas e tomar decisão a respeito delas. Se, até quatro meses após a data da referida
comunicação, pelo menos um terço dos Estados Partes se manifestar favorável a essa Conferência, o
Secretário-Geral das Nações Unidas convocará a Conferência, sob os auspícios das Nações Unidas. Qual-
quer emenda adotada por maioria de dois terços dos Estados Partes presentes e votantes será submetida
pelo Secretário-Geral à aprovação da Assembléia Geral das Nações Unidas e, posteriormente, à aceitação
de todos os Estados Partes. 
2. Qualquer emenda adotada e aprovada conforme o disposto no parágrafo 1 do presente artigo entrará
em vigor no trigésimo dia após a data na qual o número de instrumentos de aceitação tenha atingido dois
terços do número de Estados Partes na data de adoção da emenda. Posteriormente, a emenda entrará em vigor
para todo Estado Parte no trigésimo dia após o depósito por esse Estado do seu instrumento de aceitação. A
emenda será vinculante somente para os Estados Partes que a tiverem aceitado.
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Artigo 16
Qualquer Estado Parte poderá denunciar o presente Protocolo mediante notificação por escrito ao
Secretário-Geral das Nações Unidas. A denúncia tornar-se-á efetiva um ano após a data de recebimento da
notificação pelo Secretário-Geral.
Artigo 17
O texto do presente Protocolo será colocado à disposição em formatos acessíveis.
Artigo 18
Os textos em árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo e do presente Protocolo serão igualmente
autênticos. 
EM FÉ DO QUE os plenipotenciários abaixo assinados, devidamente autorizados para tanto por seus
respectivos governos, firmaram o presente Protocolo.
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Declaração Universal dos
Direitos Humanos
Preâmbulo
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de
seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,
 Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que
ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade
de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta
aspiração do homem comum,
 Considerando essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo Estado de Direito, para que o
homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra tirania e a opressão,
 Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,
 Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos humanos
fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade de direitos dos homens e das mulheres,
e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,
 Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a desenvolver, em cooperação com as
Nações Unidas, o respeito universal aos direitos humanos e liberdades fundamentais e a observância desses direitos
e liberdades,
 Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mis alta importância
para o pleno cumprimento desse compromisso,
A Assembléia Geral proclama
A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os
povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em
mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e
liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu
reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros,
quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
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58 Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
ARTIGO I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem
agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
ARTIGO II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distin-
ção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem
nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
ARTIGO III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
ARTIGO IV
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão, a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em
todas as suas formas.
ARTIGO V
Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
ARTIGO VI
Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.
ARTIGO VII
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm
direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incita-
mento a tal discriminação.
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59Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
ARTIGO VIII
Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que
violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
ARTIGO IX
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
ARTIGO X
Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal
independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal
contra ele.
ARTIGO XI
1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente até que a sua culpabi-
lidade tenha sido provada de acordo