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Prévia do material em texto

Professora Me. Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
ANATOMIA HUMANA 
BÁSICA
REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Profa. Ma. Luciana Moraes
COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Me. Jeferson de Souza Sá
COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
COORDENAÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EAD Profa. Ma. Sônia Maria Crivelli Mataruco
COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Caroline da Silva Marques 
Eduardo Alves de Oliveira
Jéssica Eugênio Azevedo
Marcelino Fernando Rodrigues Santos
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Hugo Batalhoti Morangueira
 Vitor Amaral Poltronieri
ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
DE VÍDEO Carlos Firmino de Oliveira 
Carlos Henrique Moraes dos Anjos
Kauê Berto
Pedro Vinícius de Lima Machado
Thassiane da Silva Jacinto 
FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
F442a Fiaes, Gislaine Cardoso de Souza
Anatomia humana básica. Paranavaí:EduFatecie, 2023. 
116 p. : il. Color. 
1. Anatomia humana. 2. Sistema nervoso. 3. Sistema
musculoesquelético. I. Centro Universitário UniFatecie.
II. Núcleo de Educação a Distância. III. Título.
CDD : 23 ed. 611
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens 
Shutterstock .
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/pt/
3
AUTORA
Professora Me. Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
● Mestre	em	Ciências	Farmacêuticas	(Universidade	Estadual	de	Maringá)
● Bacharel	em	Farmácia	Generalista	(UniCesumar).
● Especialista	 em	 Farmacologia	Aplicada	 à	 Terapêutica	 (Universidade	 Estadual	 de
Maringá).
● Docente	do	curso	de	Farmácia	e	Estética	e	Cosmética	-	(Universidade	Paranaense
- Unipar).	Com	experiência	docente	de	3	anos	ministrando	a	disciplina	de	Anatomia
Humana.
● Link	do	Currículo	na	Plataforma	Lattes:	http://lattes.cnpq.br/8017598356774912
4
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo(a) à disciplina de Anatomia Humana!
Prezado(a)	 aluno(a),	 a	 partir	 de	 agora	 estamos	 iniciando	 uma	
jornada	 que	 trilharemos	 juntos	 em	 busca	 da	 aquisição	 de	 novos	 conhecimentos. 
Nesta	 disciplina	 construiremos	 um	 arsenal	 de	 conhecimento	 a	 respeito	 das	
estruturas	 e	 organização	 do	 corpo	 humano.	 O	 interesse	 sobre	 o	 conhecimento	
detalhado	 do	 corpo	 humano	 começou	 a	 receber	 atenção	 no	 final	 do	 século	 XX,	
através	 da	 dedicação	 de	 pesquisadores	 que	 tornou	 possível	 desvendar	 a	 forma	 e	
estrutura	 do	 corpo	 humano.	
Na	 unidade	 I	 iniciaremos	 nosso	 estudo	 a	 partir	 da	 introdução	 ao	 estudo	
da	anatomia	 humana	 através	 da	 definição,	 terminologia	 anatômica	 e	 planos	 de	 secção	
do	 corpo	 humano	 que	 fornecerá	 embasamento	 para	 a	 compreensão	 dos	 tópicos	
seguintes.	 Posteriormente,	 iniciaremos	 o	 estudo	 do	 aparelho	 locomotor	 através	 do	
estudo	 de	 três	sistemas:	 esquelético,	 articular	 e	 muscular.	 A	 respeito	 do	 sistema	
esquelético	 será	abordado,	 suas	 funções,	 composição,	 formatos	 e	 classificações.	 O	
sistema	 articular	 estudaremos	 a	 definição	 e	 as	 classificações	 articulares.	 E	
finalizamos,	 estudando	 o	 sistema	 muscular	 que	 é	 tão	 complexo	 e	 fascinante	 ao	
mesmo	 tempo,	 mas	 veremos	 de	maneira	simples	e	de	fácil	entendimento	as	funções	e	
classificações	musculares.		
Na	 unidade	 II	 abrange	 o	 estudo	 do	 sistema	 circulatório	 que	 consiste	 no	
estudo	 do	 sistema	 cardiovascular	 que	 envolve	 a	 compreensão	 das	 estruturas	 do	
coração,	 e	vasos	 sanguíneos	 como	 as	 artérias	 que	 levam	 às	 células	 o	 sangue	 arterial	
e	 as	 veias	que	transportam	o	sangue	venoso	de	volta	para	o	coração.	Sobre	o	sistema	
linfático,	será	abordado	sua	função	e	a	identificação	dos	órgãos	linfáticos.	
Na	 sequência,	 será	 apresentado	 o	 sistema	 respiratório,	 com	 todas	 as	
suas	estruturas	anatômicas	que	viabilizam	o	processo	de	troca	gasosa.		
A	 unidade	 III	 abordará	 o	 fascinante	 tópico	 relacionado	 ao	 sistema	 nervoso	
central	 e	 periférico,	 apresentando	 o	 tecido	 nervoso,	 as	 funções	 e	 descrição	 das	
estruturas	 anatômicas.	 Finalizaremos	 com	 a	 unidade	 IV,	 estudando	 o	 sistema	
digestório,	 urinário	 e	 genital	 masculino	 e	 feminino,	 abordando	 as	 funções	 atribuídas	 a	
cada	um	desses	sistemas	e	 a	 descrição	 das	 estruturas	 anatômicas	 pertencentes	 a	
cada	 um	 desses	 sistemas.	
Aproveito	para	reforçar	o	convite	a	você,	para	junto	conosco	percorrer	esta	jornada	
de	 conhecimento	 e	 multiplicar	 os	 conhecimentos	 abordados	 em	 nosso	 material.	
Esperamos	contribuir	para	seu	crescimento	pessoal	e	profissional.	
Muito obrigado e bom estudo!
5
UNIDADE 4
Sistemas Digestório, Urinário e Genital
Sistema Nervoso
UNIDADE 3
Sistemas Cardiovascular, Linfático e 
Respiratório
UNIDADE 2
Introdução ao Estudo da Anatomia 
Humana e Aparelho Locomotor
UNIDADE 1
SUMÁRIO
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Plano de Estudos
• Introdução ao Estudo da Anatomia Humana;
• Sistema Esquelético
• Sistema Articular
• Sistema Muscular
Objetivos da Aprendizagem
• Definir anatomia humana;
• Identificar os níveis de organização estrutural do corpo humano e 
as terminologias anatômicas;
• Definir os três sistemas que formam o aparelho locomotor: Siste-
mas esquelético, articular e muscular;
• Compreender as funções e classificações dos sistemas 
esquelético, articular e muscular.
Professora Mestre Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO 
AO ESTUDO DA AO ESTUDO DA 
ANATOMIA HUMANA ANATOMIA HUMANA 
E APARELHO E APARELHO 
LOCOMOTORLOCOMOTOR1UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
7
O	 estudo	 da	 anatomia	 humana	 é	 extremamente	 interessante	 por	 proporcionar	 a	
compreensão	da	 constituição	do	 corpo	e	 como	ele	 funciona,	 permitindo	a	 você	adquirir	
conhecimentos	 que	 serão	 fundamentais	 na	 aplicação	 clínica	 após	 sua	 formação	 como	
profissional	da	área	da	saúde.
Portanto,	na	unidade	 I	 iniciaremos	nosso	estudo	alivre	de	patógenos	para	ser	despejada	no	sistema	
sanguíneo	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
 FIGURA 10: LINFONODO E SEUS VASOS LINFÁTICOS AFERENTES E EFERENTES
2.3.3 Baço
O	 baço	 é	 uma	 estrutura	 oval,	 maior	 massa	 de	 tecido	 linfático	 do	 corpo,	 tendo	
aproximadamente	12	cm	de	comprimento.	Sua	face	superior	é	lisa	e	convexa	que	permite	o	
encaixe	perfeito	à	face	côncava	do	diafragma.	Localiza-se	entre	o	estômago	e	o	diafragma	
(região	do	hipocôndrio	esquerdo)	(Figura 11).
Assim	como	os	linfonodos,	o	baço	também	possui	um	hilo	por	onde	chegam	à	artéria	
esplênica,	a	veia	esplênica	e	os	vasos	 linfáticos	eferentes.	No	 interior	do	baço	observa-
se	 o	 parênquima	 do	 baço,	 composto	 por	 dois	 tipos	 diferentes	 de	 tecido	 chamados	 de	
polpa	branca	e	polpa	vermelha	(Figura 12).	A	polpa	branca	é	composta	por	tecido	linfático	
(linfócitos	e	macrófagos)	organizados	ao	redor	da	artéria	esplênica	(que	na	polpa	branca	
recebe	o	nome	de	artérias	centrais).	Já,	a	polpa	vermelha	é	composta	por	veias	cheias	
de	sangue	e	por	diversas	células	como:	eritrócitos,	macrófagos,	 linfócitos,	plasmócitos	e	
granulócitos.	
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
46
O	baço	desempenha	as	seguintes	funções:	1)	remover	células	sanguíneas	e	plaquetas	
envelhecidas	ou	defeituosas;	2)	armazenar	o	suprimento	de	plaquetas	do	organismo;	3)	
produzir	células	sanguíneas	(hematopoese)	durante	a	vida	fetal.	4)	funções	imunológicas	
exercidas	pelos	linfócitos	B	e	T	e	macrófagos	destruindo	agentes	patogênicos.	
FIGURA 11: LOCALIZAÇÃO DO BAÇO EM DESTAQUE DE ROSA NA IMAGEM
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
47
FIGURA 12: IMAGEM DA ESQUERDA BAÇO FORMATO DE FEIJÃO (VISTA ANTERIOR); 
IMAGEM DA DIREITA CORTE FRONTAL, OBSERVA-SE A POLPA VERMELHA E POLPA BRANCA 
AO CENTRO
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
SISTEMA 
RESPIRATÓRIO3
TÓPICO
48
3.1 Introdução ao Sistema Respiratório
As	células	do	corpo	humano	utilizam	oxigênio	(O2)	para	realizar	reações	metabólicas	
e	produção	de	ATP	que	são	essenciais	para	sua	sobrevivência.	Em	contrapartida,	estas	
reações	 produzem	 metabólitos	 como,	 o	 dióxido	 de	 carbono	 (CO2)	 que	 precisam	 ser	
eliminados	do	organismo	pois	o	acúmulo	de	CO2	promove	a	acidez	do	pH	sanguíneo	sendo	
tóxico	para	as	células.	É	competência	do	sistema	respiratório	realizar	as	seguintes	funções:	
1) Promover	a	troca	gasosa	promovendo	a	captação	do	O2	do	meio	externo	para	dentro	
do	organismo	e	eliminar	o	CO2	do	meio	interno	para	o	meio	atmosférico.
2) Regular	o	pH	sanguíneo	através	da	eliminação	do	CO2,	impedindo	a	acidificação	do	
pH	que	é	letal	para	as	células.	
3) Promover	a	filtragem	do	ar	inspirado	e	produzir	sons	(laringe).	
O	sistema	respiratório	é	constituído	pelo	nariz,	faringe,	laringe,	traqueia,	brônquios	
e	 pelos	 pulmões	 (Figura 13).	 Classificamos	 o	 sistema	 respiratório	 de	 acordo	 com	 sua	
estrutura	ou	função.	Estruturalmente,	o	aparelho	respiratório	é	formado	por	duas	partes:	
1)	O	sistema	respiratório	superior	que	inclui	o	nariz,	a	cavidade	nasal,	a	faringe	e	
laringe;	
2)	 O	 sistema	 respiratório	 inferior	 inclui	 a	 laringe,	 a	 traqueia,	 os	 brônquios	 e	 os	
pulmões.
Funcionalmente,	dividimos	o	sistema	respiratório	em	duas	partes	denominadas	de:	
1)	Região	condutora	do	ar:	cuja	função	é	filtrar,	aquecer	e	umedecer	o	ar	e	conduzi-lo	para	
os	pulmões.	É	composto	por	várias	estruturas	tubulares	e	incluem:	o	nariz,	a	cavidade	nasal,	
a	faringe,	a	 laringe,	a	traqueia,	os	brônquios,	os	bronquíolos	e	os	bronquíolos	terminais;	
cuja	função	é	filtrar,	aquecer	e	umedecer	o	ar	e	conduzi-lo	para	os	pulmões.	
2)	A	zona	respiratória	é	formada	por	estruturas	anatômicas	onde	ocorrem	as	trocas	gasosas.	
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
49
Estes	 incluem	os	bronquíolos	 respiratórios,	 os	ductos	alveolares,	 os	 sacos	alveolares	e	
os	alvéolos	por	executar	 a	 troca	de	gases	entre	o	ar	 e	o	 sangue	 (MARIEB;	WILHELM;	
MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
FIGURA 13: SISTEMA RESPIRATÓRIO
3.2 Órgãos do Sistema Respiratório 
3.2.1 Nariz
 O	nariz	é	o	primeiro	órgão	do	sistema	respiratório	caracterizado	por	uma	parte	externa	
visível	no	centro	da	face	e	uma	parte	interna	(intracraniana)	chamada	de	cavidade	nasal.	
O	nariz	externo	é	constituído	por	osso	e	cartilagem	hialina	recoberta	por	músculo	e	pele,	é	
revestida	por	túnica	mucosa	e	permite	a	entrada	do	ar	no	trato	respiratório	através	de	duas	
aberturas	chamadas	narinas,	 localizadas	na	 face	 inferior	do	nariz	e	flui	para	a	cavidade	
nasal.	Os	pelos	do	interior	das	narinas	filtram	partículas	grandes	de	poeira	evitando	sua	
inalação	
A	cavidade	nasal	é	a	escavação	encontrada	no	interior	do	nariz,	e	dividida	pelo	septo	
nasal	 em	 dois	 compartimentos,	 direito	 e	 esquerdo.	A	 cavidade	 nasal	 se	 funde	 ao	 nariz	
permitindo	a	comunicação	com	a	faringe	por	meio	de	duas	aberturas	chamadas	de	cóanos.
É	na	 cavidade	nasal	 que	acontece	a	 filtragem	do	ar	 retendo	partículas	menores,	
umedecido	e	aquecido	do	ar.	Na	parede	lateral	da	cavidade	nasal	encontram-se	as	conchas	
nasais	que	são	divididas	em	superior,	média	e	inferior	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
50
3.2.2 Faringe
A	faringe	é	um	tubo	com	início	na	região	do	coáno	e	une	as	cavidades	nasal	e	oral	
respectivamente	com	a	laringe	e	o	esôfago,	por	isso	consideramos	que	a	faringe	seja	um	órgão	
que	pertence	tanto	ao	sistema	respiratório	quanto	ao	sistema	digestório,	pois	ela	permite	
a	passagem	de	ar	e	alimento.	Contudo,	dividimos	a	faringe	em	três	regiões	anatômicas:	
nasofaringe,	orofaringe	e	laringofaringe	(Figura 14)	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
FIGURA 14: DIVISÃO DA FARINGE (PARTE NASAL, ORAL E LARÍNGEA)
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	676.
●	 Parte nasal da faringe (nasofaringe): Localiza-se	 posteriormente	 a	 cavidade	
nasal,	inferior	ao	osso	esfenoide	e	superior	ao	palato	mole.	Esta	região	da	faringe	
por	estar	acima	do	nível	de	entrada	do	alimento	serve	apenas	como	via	de	passagem	
de	ar.
●	 Parte oral da faringe (orofaringe): A	parte	da	orofaringe	tem	comunicação	com	a	
boca	e	permite	tanto	a	passagem	de	ar	quanto	de	alimento.	
●	 Parte laríngea (laringofaringe):	Conecta-se	com	o	esôfago	 (canal	do	alimento)	
e	 posteriormente	 com	 a	 laringe	 (passagem	 de	 ar).	Assim	 como	 a	 orofaringe,	 a	
laringofaringe	é	um	tubo	condutor	de	ar	e	também	de	alimentos,	sendo	portando	
órgãos	do	sistema	respiratório	e	digestório	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	
TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
3.2.3 Laringe
A	laringe	é	um	órgão	curto	que	permite	a	conexão	entre	a	laringofaringe	e	a	traqueia,	
localiza-se	na	linha	média	do	pescoço,	anterior	ao	esôfago	e	às	vértebras	cervicais	(C	IV	a	
C	VI).	E	apresenta	três	funções:	
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
51
	●	Tubo	condutor	de	o	ar	durante	a	respiração;	
	●	Estrutura	fonadora	produtora	de	som;
	●	 Impede	 que	 o	 alimento	 e	 objetos	 estranhos	 entrem	 nas	 estruturas	 respiratórias	
(como	a	traqueia).	
A	laringe	é	formada	por	esqueleto	cartilaginoso	composta	por	cartilagem	tireóidea,	
cricóidea,	aritenoide	e	epiglótica	(Figura 15).	A	tireoide	é	a	maior	cartilagem	da	laringe,	e	
forma	a	parede	anterior	e	lateral	da	laringe,	nos	homens	ela	é	maior	do	que	nas	mulheres	
devido	à	influência	dos	hormônios	masculinos	na	fase	da	puberdade,	permitindo	a	observação	
do	Pomo	de	Adão	formado	pela	proeminência	laríngea	da	cartilagem	tireóidea	(Figura 15).	
A	epiglote	é	formada	por	cartilagem	elástica	em	forma	de	folha	e	se	fixa	no	osso	hioide	e	
na	cartilagem	tireoide.	A	epiglote	é	uma	espécie	de	"porta",	permitindo	apenas	a	passagem	
de	ar	pela	laringe	em	direção	aos	pulmões.	Durante	a	deglutição	(ato	de	engolir),	a	faringe	
e	a	laringe	se	movem	para	cima.	A	elevação	da	laringe	promove	o	fechamento	da	epiglote	
que	se	move	para	baixo	fechando	a	glote	e	desviando	líquidose	alimentos	para	o	esôfago,	
mantendo	fora	da	laringe	e	vias	respiratórias.	A	glote	abriga	as	pregas	vocais	que	são	as	
principais	estruturas	envolvidas	na	produção	da	voz	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	
TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
FIGURA 15: IMAGEM A). MOSTRA PROEMINÊNCIA LARÍNGEA NO PESCOÇO MASCULINO. 
B) CARTILAGENS LARÍNGEAS: EPIGLOTE, TIREÓIDEA, CRICÓIDEA
Fonte: MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	679.
3.2.4 Traqueia
A	traqueia	é	um	tubo	flexível	condutor	de	ar	de	aproximadamente	10	a	12,5cm	de	
comprimento.	 Está	 localizada	 anteriormente	 ao	 esôfago	 e	 se	 estende	 desde	 a	 laringe,	
penetra	 no	 tórax	 e	 se	divide	em	brônquios	 principais	 direito	 e	 esquerdo.	A	estrutura	 da	
traqueia	é	constituída	por	aproximadamente	20	anéis	cartilagíneos	em	formato	de	C,	pois	
não	se	fecha	na	parte	de	trás.	
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
52
O	fato	desses	anéis	serem	incompletos,	é	importante	para	permitir	a	expansão	do	
esôfago	 durante	 a	 passagem	do	 bolo	 alimentar	 em	deglutição	 (Figura 16)	 (TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).	
FIGURA 16: ESTRUTURA DA TRAQUEIA HUMANA
3.2.5 Brônquios
A	traqueia	termina	na	região	da	bifurcação	que	dá	origem	aos	brônquios	principais	
direito	e	esquerdo	que	entram	nos	pulmões	através	de	uma	região	chamada	hilo	pulmonar.	
O	 brônquio	 principal	 direito	 adentra	 o	 lobo	 pulmonar	 direito,	 e	 um	 brônquio	 principal	
esquerdo	vai	para	o	pulmão	esquerdo	(Figura 17).	Ao	atingirem	os	pulmões	os	brônquios	
principais	se	ramificam	em	brônquios	de	menor	calibre,	que	são	os	brônquios	lobares,	estes	
por	sua	vez	se	dividem	em	tubos	cada	vez	menores	denominados	brônquios	segmentares	
que	então	se	dividem	em	bronquíolos.	Os	bronquíolos	continuam	a	se	ramificar	em	tubos	
ainda	menores	chamados	de	bronquíolos	 terminais,	e	dão	origem	a	minúsculos	 túbulos	
denominados	 ductos	 alveolares	 que	 terminam	 em	 estruturas	 microscópicas	 chamados	
alvéolos.	Os	alvéolos	são	sáculos	de	ar	que	se	assemelham	à	cachos	de	uva,	cuja	a	função	
é	 realizar	 a	 troca	 entre	 os	 gases	 oxigênio	 e	 dióxido	 de	 carbono	 através	 da	membrana	
capilar	alvéolo-pulmonar	 (Figura 18)	 (MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
53
FIGURA 17: TRAQUEIA DANDO ORIGEM AOS BRÔNQUIOS PRINCIPAIS DIREITO E 
ESQUERDO ADENTRANDO OS PULMÕES E SE RAMIFICANDO DANDO ORIGEM A ÁRVORE 
BRÔNQUICA
FIGURA 18: ESTRUTURAS MICROSCÓPICAS ALVEOLARES RESPONSÁVEIS PELA TROCA 
GASOSA QUE SE ASSEMELHAM À CACHOS DE UVA
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
54
3.2.6 Pulmões
Os	pulmões	possuem	 formato	cônico	e	são	órgãos	essenciais	para	a	 respiração.	
Localizam-se	no	interior	do	tórax	e	são	separados	um	do	outro	pelo	coração.	Os	pulmões	
(direito	e	esquerdo)	apresentam	diferenças	morfológicas	entre	si.	O	pulmão	direito	é	mais	
largo,	é	um	pouco	mais	curto	e	possui	três	lobos:	superior,	médio	e	inferior	que	são	separados	
pelas	fissuras	oblíqua	e	horizontal.	Enquanto,	o	pulmão	esquerdo	e	um	pouco	menor	do	que	
o	direito	e	possui	a	incisura	cardíaca	(local	de	encaixe	do	coração),	além	disso,	o	pulmão	
esquerdo	é	dividido	em	lobo	superior	e	lobo	inferior	através	da	fissura	oblíqua	(Figura 19)	
(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
 
FIGURA 19: PULMÃO DIREITO E ESQUERDO
Cada	pulmão	tem	um	ápice	(extremidade	superior	arredondada)	e	uma	base	que	fica	
apoiado	sobre	o	diafragma.	O	pulmão	apresenta	três	faces:	
a) Face Costal (face lateral):	é	a	face	relativamente	lisa	e	convexa,	voltada	para	
a	superfície	interna	da	cavidade	torácica.
b) Face Diafragmática (face inferior):	é	a	face	côncava	que	assenta	sobre	a	
cúpula	diafragmática.
c) Face Mediastinal (face medial):	é	a	 face	que	possui	uma	região	côncava	
onde	se	acomoda	o	coração.	E	encontra-se	a	região	denominada	hilo	pulmonar	
através	da	qual	vasos	sanguíneos,	brônquios,	vasos	linfáticos	e	nervos	entram	e	
saem	do	pulmão	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
55
3.2.7 Pleura 
Cada	pulmão	é	envolvido	por	uma	membrana	serosa	de	dupla	camada	que	protege	
cada	pulmão.	A	pleura	possui	duas	membranas	contínuas:	pleura	visceral	e	a	pleura	parietal.	A	
Pleura	Visceral	reveste	os	próprios	pulmões	aderindo-se	intimamente	à	superfície	pulmonar,	
torna	 a	 superfície	 do	 pulmão	 lisa	 e	 escorregadia,	 permitindo	 o	 livre	movimento	 sobre	 a	
pleura	parietal.	Enquanto,	a	pleura	parietal reveste	as	cavidades	pulmonares,	aderindo-se	
à	parede	torácica,	ao	mediastino	e	ao	diafragma.	É	mais	espessa	do	que	a	pleura	visceral,	
e	durante	cirurgias	e	dissecção	de	cadáver,	pode	ser	separada	das	superfícies	que	reveste.	
Entre	 as	 pleuras	 visceral	 e	 parietal	 encontra-se	 um	 pequeno	 espaço,	 chamado	
cavidade	pleural,	que	contém	pequena	quantidade	de	líquido	lubrificante,	esse	líquido	reduz	
o	atrito	entre	as	túnicas,	permitindo	o	fácil	deslizamento	das	pleuras	durante	a	respiração	
(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
56
O sangue é o rio da vida dentro de nós, transportando quase tudo o que precisa ser transportado de um 
lugar para o outro no corpo. (TORTORA; DERRICKSON, 2016).
As valvas cardíacas impedem a ocorrência do refluxo do sangue (volte para o compartimento do qual o 
sangue está saindo), então, as valvas fecham a passagem após a saída do sangue. Contudo, caso ocorra o 
refluxo de sangue do ventrículo para os átrios caracteriza uma condição denominada prolapso da valva. 
Durante a sístole, que é a contração do músculo cardíaco, temos a sístole atrial que impulsiona o sangue 
para os ventrículos. Assim, as valvas atrioventriculares estão abertas para a passagem de sangue, enquanto, 
a valva pulmonar e a aórtica estão fechadas. Na sístole ventricular as valvas atrioventriculares estão 
fechadas e as semilunares abertas à passagem de sangue. Diástole é o relaxamento do músculo cardíaco, 
é quando os ventrículos se enchem de sangue, neste momento as valvas atrioventriculares estão abertas e 
as semilunares estão fechadas (TORTORA; DERRICKSON, 2016).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a),
Nesta	 unidade	 abordamos	 o	 estudo	 de	 três	 sistemas:	 o	 sistema	 cardiovascular,	
linfático	e	respiratório	que	funcionam	em	cooperação	e	realizam	funções	vitais	para	manter	
o	equilíbrio	do	organismo.	O	sistema	cardiovascular	é	constituído	pelo	sangue,	coração	
e	 vasos	 sanguíneos,	 consideramos	 o	 sistema	 cardiovascular	 como	 sendo	 um	 sistema	
circulatório	fechado,	onde	o	sangue	flui	pelos	vasos	sanguíneos	até	chegar	aos	tecidos	do	
corpo,	e	este	processo	caracteriza	a	circulação	sanguínea.	O	sangue	transporta	nutrientes	
e	oxigênio	que	é	essencial	 para	a	manutenção	da	vida	celular,	 bem	como,	 transportam	
resíduos	tóxicos	para	as	células	que	precisam	ser	eliminadas	do	organismo.	No	entanto,	
para	que	o	sangue	percorra	seu	trajeto,	ele	precisa	ser	impulsionado	por	uma	bomba	contrátil	
propulsora	 que	 impulsiona	 o	 sangue	 em	 direção	 aos	 vasos	 sanguíneos,	 e	 esta	 bomba	
vital	é	o	coração.	Desta	forma,	foi	apresentado	a	vocês	a	morfologia	externa	e	interna	do	
coração,	permitindo	a	compreensão	do	processo	da	circulação	sanguínea.	Na	sequência,	
abordamos	o	sistema	linfático	que	também	atua	como	sistema	circulatório,	com	a	diferença	
que	 neste	 sistema	 o	 líquido	 que	 está	 em	 circulação	 pelos	 vasos	 linfáticos,	 é	 a	 linfa.	O	
sistema	 linfático	 é	 composto	 por	 vasos	 linfáticos,	 órgãos	 linfáticos	 e	 linfa,	 este	 sistema	
está	relacionado	com	a	realização	de	funções	que	protegem	o	organismo	contra	a	invasão	
de	agentes	patogênicos,	pois	estes	agentes	estranhos	são	transportados	pela	linfa	até	os	
órgãos	linfáticos	que	contêm	células	fagocitárias	e	linfócitos	que	os	destroem.	Finalizamos	
o	estudo	desta	unidade	conhecendo	o	sistema	respiratório,	os	órgãos	que	os	compõem	e	
a	suafunção	que	consiste	no	ato	da	respiração.	A	respiração	é	uma	necessidade	urgente,	
pois	as	células	no	corpo	exigem	um	suprimento	contínuo	de	oxigênio	(O2)	para	produzir	a	
energia	que	precisam	para	desempenhar	suas	funções	vitais.	Contudo,	ao	utilizar	o	O2	às	
células	produzem	dióxido	de	carbono	 (CO2)	que	é	um	metabólito	 tóxico	que	precisa	ser	
eliminado	do	organismo.	Com	base	neste	entendimento,	fica	nítido	que	a	principal	função	
do	sistema	respiratório	é	a	realização	da	troca	de	gases	promovendo	o	abastecimento	do	
corpo	com	O2	e	descartando	o	CO2.	
Até	uma	próxima	oportunidade.	Muito	Obrigada!
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
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LEITURA COMPLEMENTAR
O	sistema	linfático	é	constituído	por	vasos	linfáticos	que	transportam	a	linfa,	tecido	
linfático	 e	 órgãos	 linfáticos	 que	 estão	 envolvidos	 na	 luta	 do	 corpo	 contra	 a	 doença.	Os	
órgãos	linfáticos	e	o	sistema	imune	atendem	bem	as	pessoas	até	a	velhice,	quando	sua	
eficiência	é	afetada	sua	capacidade	para	combater	a	infecção	diminui.	Essa	diminuição	na	
função	parece	ser	proveniente	de	uma	diminuição	na	produção	e	capacidade	de	resposta	
das	células	T	e	B
Abordaremos	algumas	condições	patológicas	que	afetam	o	sistema	linfático:
●	 A	 esplenomegalia	 é	 caracterizada	 pelo	 aumento	 do	 baço,	
resultante	de	doenças	que	afetam	o	sangue	como,	por	exemplo:	mononucleose,	
malária,	 leucemia,	 entre	 outras.	 Seu	 diagnóstico	 clínico	 baseia-se	 na	
observação	do	aumento	do	baço,	percebido	através	da	palpação	do	abdome.		
●	 Linfadenopatia	 é	 a	 doença	 dos	 linfonodos	 definida	 por	
alterações	nas	características	do	linfonodo	como	resultado	da	invasão	de	sua	
estrutura	por	células	inflamatórias	ou	neoplásicas.	Diversas	condições	estão	
associadas	 com	 a	 ocorrência	 da	 linfadenopatia,	 seu	 diagnóstico	 baseia-se	
no	exame	físico	e	anamnese	como	roteiro	diagnóstico	para	solicitar	exames	
complementares.	É	uma	condição	associada	com	 linfoma,	 tumor	do	 tecido	
linfático	de	característica	benigna	ou	maligna.	No	câncer	linfático	o	linfonodo-
sentinela	é	o	primeiro	linfonodo	que	recebe	a	linfa	drenada	de	uma	área	do	
corpo	suspeita	de	 ter	um	tumor.	Quando	examinado	quanto	a	presença	de	
células	cancerosas,	esse	linfonodo	fornece	a	melhor	indicação	da	ocorrência	
ou	não	de	metástase	através	dos	vasos	linfáticos.
●	 Tonsilite:	 As	 tonsilas	 são	 intumescências	 da	 mucosa	 que	
reveste	a	faringe,	composta	por	tecido	linfático,	atua	combatendo	a	invasão	
do	 organismo	 por	 agentes	 patogênicos	 que	 adentram	 pela	 via	 respiratória	
(ar	inalado)	e	oral	(alimentos).	Existem	quatro	grupos	de	tonsilas:	1)	Tonsilas	
palatinas	 localiza-se	 na	 parede	 lateral	 da	 faringe,	 posterior	 à	 boca	 e	 ao	
palato	 (“céu-da-boca”).	 São	 as	maiores	 tonsilas,	 as	 que	 normalmente	 são	
infectadas	e	precisam	ser	removidas	com	frequência	durante	a	infância,	em	
um	procedimento	cirúrgico	chamado	tonsilectomia.	2)	Tonsila	lingual	situa	-se	
na	superfície	posterior	da	língua.	3)	Tonsila	faríngea	conhecida	por	adenoides,	
localiza-se	no	teto	faríngeo.	4)	Tonsila	tubária	situa-se	posteriormente	ao	óstio	
faríngeo	da	tuba	auditiva.	
A	tonsilite	é	a	congestão	das	tonsilas,	causadas	por	bactérias	infectantes	
que	adentram	a	via	oral	levando	a	inflamação	das	tonsilas	que	ficam	vermelhas	
e	inchadas	(aumentam	de	tamanho)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	
DIDIER	NETO;	KISO,	2013).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
59
MATERIAL COMPLEMENTAR 
LIVRO 
Título: Gray - Anatomia Clínica para Estudantes
Autor: Richard Richard Drake 
Editora: Guanabara Koogan
Sinopse: O Gray 's Anatomia Clínica para Estudantes, foca pre-
cisamente nas informações que você necessita para estudar 
Anatomia, em um formato fácil de ler e visualmente atraente 
que facilita o estudo. 
FILME/VÍDEO 
Título: SISTEMA CARDIOVASCULAR - Anatomia e Fisiologia - 
Prof. Emerson Inácio
Ano: 2021
Sinopse: O sistema cardiovascular, também conhecido como 
sistema circulatório, realiza o transporte de substância no nosso 
corpo. Esse sistema é subdividido em sistema sanguíneo e siste-
ma linfático. Neste vídeo você aprenderá sobre a organização do 
sistema cardiovascular, anatomia do coração e vasos sanguíneos 
e a fisiologia da circulação sanguínea. 
Link do vídeo: https://www.youtube.com/results?search_
query=sistema+cardiovascular+anatomia
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Richard+Richard+Drake&text=Richard+Richard+Drake&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
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Plano de Estudos
• Sistema Nervoso Central (SNC)
• Sistema Nervoso Periférico (SNP)
Objetivos	da	Aprendizagem
• Conceituar o sistema nervoso central e periférico;
• Identificar a divisão do sistema nervoso;
• Identificar o tecido nervoso, os tipos de neurônios e a classificação 
dos neurônios;
• Identificar os componentes do sistema nervoso central e periférico.
Professora Mestre Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
SISTEMA NERVOSOSISTEMA NERVOSO
UNIDADEUNIDADE3
61
INTRODUÇÃO
Nesta	unidade	vocês	irão	aprender	sobre	o	sistema	nervoso	que	é	extremamente	
fascinante	 e	 atua	 de	 forma	 complexa,	 sendo	 responsável	 por	 nossas	 percepções,	
comportamentos,	memórias	e	controle	dos	movimentos	voluntários	e	involuntários	exercidos	
pelo	corpo	humano.	O	sistema	nervoso	é	dividido	em:	sistema	nervoso	central,	que	é	aquele	
localizado	dentro	do	esqueleto	axial	(cavidade	craniana	e	canal	vertebral)	que	compreende	
o	encéfalo	e	a	medula	espinal,	respectivamente;	e	o	sistema	nervoso	periférico,	localizado	
no	esqueleto	apendicular,	que	é	formado	pelos	nervos	e	gânglios.		
O	sistema	nervoso	se	relaciona	com	o	organismo	e	com	o	meio	ambiente	através	
da	comunicação	estabelecida	pelas	conexões	sensitivas	e	motoras.	A	conexão	neuronal	
sensitiva	(aferente)	é	responsável	por	captar	o	estímulo	(por	exemplo,	dor	e	calor)	externo	e	
o	transmite	para	sistema	nervoso	central	que	processa	a	informação	e	produz	uma	resposta	
que	é	conduzida	pela	via	eferente	(neurônios	motores)	até	o	órgão	efetor	que	pode	ser	os	
músculos	estriados	esqueléticos	onde	a	resposta	será	a	contração	muscular.	
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL1
TÓPICO
62UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.1 Introdução ao Sistema Nervoso Central (SNC)
O	 sistema	 nervoso	 controla	 toda	 comunicação	 do	 corpo,	 pensamento,	 ações,	
emoções	e	memórias.	As	células	nervosas	 (neurônios)	se	comunicam	através	de	sinais	
elétricos	chamados	impulsos	nervosos,	produzindo	uma	resposta	imediata.	Destacam-se	
três	funções	básicas	do	sistema	nervoso	que	atuam	conjuntamente	(MARIEB;	WILHELM;	
MALLATT,	2014).
1) Função Sensitiva:	É	controlada	por	neurônios	sensitivos	(aferentes)	responsáveis	
por	perceber	os	estímulos	internos	do	corpo	ou	externo	e	conduzir	os	impulsos	do	
órgão	receptor	(por	exemplo:	tato,	dor	ou	sensores	térmicos	na	pele)	em	direção	ao	
SNC.	
2) Função Integradora:	Após	a	chegada	do	estímulo	ao	SNC,	a	informação	sensitiva	
é	analisada,	processada	e	interpretada	para	que	uma	ação	seja	desencadeada	na	
sequência.
3) Função Motora:	 É	 aresposta	 aos	 estímulos	 iniciando	 ações	 como:	 contrações	
musculares	ou	secreções	glandulares;	esta	função	é	caracterizada	pela	atuação	de	
neurônios	motores	 (eferentes)	que	saem	do	SNC	 levando	a	 resposta	aos	órgãos	
efetores	(TORTORA,	2016).
1.2 Divisão do Sistema Nervoso
Dividimos	o	sistema	nervoso	em	duas	partes	anatômicas:	o	sistema	nervoso	central	
(SNC)	e	o	sistema	nervoso	periférico	(SNP).	O	sistema	nervoso	central	é	composto	pelo	
encéfalo	 e	 pela	 medula	 espinal	 (Figura 1),	 que	 ocupam	 o	 crânio	 e	 o	 canal	 vertebral,	
respectivamente.	O	SNC	é	 o	 centro	 de	 integração	 e	 comando	 do	 sistema	nervoso	 que	
recebe	sinais	sensitivos	(aferentes)	e	os	interpreta.	Enquanto,	o	SNP	é	a	parte	do	sistema	
63UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
nervoso	localizado	fora	do	SNC,	formado	pelos	nervos	que	se	estendem	do	cérebro	(nervos	
cranianos)	e	da	medula	espinal	(nervos	espinais).	Os	nervos periféricos	formam	uma	linha	
de	comunicação	que	liga	todas	as	regiões	do	corpo	ao	sistema	nervoso	central.	No	SNP	
também	estão	incluídos	os	gânglios,	que	são	áreas	onde	os	corpos	celulares	dos	neurônios	
ficam	agrupados.
FIGURA 1: IMAGEM MOSTRA UMA VISÃO ESQUEMÁTICA DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
(SNC), QUE COMPREENDE O CÉREBRO E A MEDULA ESPINHAL.
1.2.1 Sistema Nervoso Central 
O	encéfalo	e	a	medula	espinal	são	formados	por	duas	substâncias:	a	cinzenta	e	a	
branca.	A	substância	cinzenta	localizada	na	parte	interna	é	composta	por	corpos	celulares	
dos	neurônios.	Todavia,	a	substância	branca	é	formada	por	axônios	e	neuroglia.	
64UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
Nos	cortes	 transversais	da	medula	espinal	observa-se	a	substância	cinzenta	com	
formato	parecido	com	da	letra	H	ou	de	borboleta,	cravado	em	uma	matriz	de	substância	
branca.	Os	 braços	 do	H	 são	 os	 cornos;	 portanto,	 existem	 cornos	 cinzentos	 posteriores	
(dorsais)	e	anteriores	(ventrais)	direito	e	esquerdo	(Figura	2).
FIGURA 2: ILUSTRAÇÃO CORTE TRANSVERSAL NA MEDULA ESPINAL MOSTRANDO AS 
SUBSTÂNCIAS BRANCA E CINZENTA (CENTRO EM FORMA DA LETRA H).
1.3 Tecido Nervoso
O	 tecido	nervoso	é	constituído	por	dois	 tipos	de	células	que	são:	os	neurônios	e	
a	 neuróglia	 ou	 também	 chamada	 de	 células	 gliais.	Ambas	 são	 células	 estruturalmente	
diferentes	de	acordo	com	sua	localização	no	SNC	ou	no	SNP	e	divergem	nas	funções.	
Os	neurônios	são	as	unidades	estruturais	e	funcionais	do	sistema	nervoso	que	atingem	
grandes	 comprimentos,	 especializados	 para	 a	 comunicação	 rápida	 por	 apresentarem	
excitabilidade	elétrica	que	é	a	capacidade	de	responder	a	um	estímulo	e	convertê-lo	em	um	
potencial	de	ação	(impulso	nervoso)	que	é	um	sinal	elétrico	que	se	propaga	pela	membrana	
do	neurônio.	
As	 células	 da	 neuróglia	 são	 células	 menores	 que	 ocupam	 os	 espaços	 entre	 os	
neurônios	com	a	função	de	fornecer	suporte,	nutrição	e	proteção	aos	neurônios	e	continua	
se	 dividindo	 durante	 toda	 a	 vida	 do	 indivíduo	 e	 difere	 dos	 neurônios	 por	 não	 propagar	
potenciais	de	ação.	Existem	6	tipos	de	células	da	neuróglia,	sendo	2	encontradas	apenas	
no	SNP	 (células	 de	Schwann	 e	 células	 satélites)	 e	 4	 pertencentes	 ao	SNC	 e	 são	 elas	
(Figura	3):		
65UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
●	 Astrócitos:	 Estas	 células	 possuem	 formato	 de	 estrela,	muitos	 prolongamentos	 e	
são	 as	maiores	 e	mais	 numerosas	 células	 da	 neuróglia.	Os	 prolongamentos	 dos	
astrócitos	entram	em	contato	com	capilares	sanguíneos,	neurônios	e	com	a	pia-máter	
(fina	membrana	que	recobre	o	encéfalo	e	a	medula	espinal).	Os	astrócitos	promove	
o	suporte	para	os	neurônios;	produzem	substâncias	que	mantêm	a	característica	
de	permeabilidade	seletiva	exclusiva	das	células	endoteliais	dos	capilares;	mantém	
o	ambiente	adequado	para	a	geração	de	impulsos	nervosos;	são	condutores	para	
a	 passagem	 de	 nutrientes	 e	 outras	 substâncias	 entre	 os	 capilares	 sanguíneos	 e	
os	 neurônios.	Além	 de	 influenciar	 na	 formação	 de	 sinapses	 neuronais	 que	 estão	
relacionadas	com	aprendizado	e	memória.
●	 Oligodendrócitos:	 São	 células	 parecidas	 com	 os	 astrócitos,	 porém	 menores	
e	 com	menos	 prolongamentos.	 Todavia,	 é	 competência	 dos	 prolongamentos	 dos	
oligodendrócitos	 a	 formação	 e	 manutenção	 da	 bainha	 de	 mielina	 encontrada	 ao	
redor	dos	axônios	do	SNC.	
●	 Micróglia:	As	menores	células	da	neuróglia	com	projeções	finas	que	dão	origem	
a	numerosas	 ramificações.	Possui	 função	 fagocitária	 removendo	 restos	celulares,	
microrganismos	e	tecido	nervoso	danificado.
●	 Células Ependimárias:	Apresentam	 formato	cúbico	em	uma	camada	única,	 com	
microvilosidades	e	cílios.	Localiza-se	revestindo	o	canal	central	da	medula	espinal,	
sua	função	é	produzir,	monitorar	e	auxiliar	na	circulação	do	líquido	cerebroespinhal	
(líquor)	e	formar	a	barreira	hematoencefálica	(TORTORA;	DERRICKSON,	2014).	
FIGURA 3: DIFERENTES TIPOS DE CÉLULAS DA GLIA: ASTRÓCITOS (CÉLULAS NA COR 
LARANJA – FIXO AO NEURÔNIO E AO CAPILAR SANGUÍNEO PROMOVENDO A NUTRIÇÃO E 
SUPORTE PARA O NEURÔNIO), OLIGODENDRÓCITOS (CÉLULAS NA COR AZUL – FORMANDO 
A BAINHA DE MIELINA NO AXÔNIO NEURONAL), MICRÓGLIA (CÉLULA DA GLIA NA COR 
VERDE – TEM FUNÇÃO FAGOCITÁRIA).
66UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.3.1 Tipos de Neurônios
As	estruturas	que	compõem	os	neurônios	são:	corpo	celular,	axônio	e	dendritos	que	
são	prolongamentos	que	conduzem	os	impulsos	que	entram	e	saem	do	corpo	celular.	O	
axônio	neuronal	é	revestido	com	uma	camada	de	lipídios	e	substâncias	proteicas	chamada	
bainha	 de	 mielina,	 a	 mielina	 proporciona	 um	 aumento	 da	 velocidade	 na	 condução	 do	
impulso	nervoso	(Figura 4).	
A	comunicação	entre	os	neurônios	é	chamada	de	sinapses	e	ocorre	por	meio	de	
neurotransmissores	 que	 são	 substâncias	 químicas	 liberadas	 por	 um	 neurônio	 e	 atuam	
estimulando	 ou	 inibindo	 outro	 neurônio,	 permitindo	 a	 continuidade	 ou	 interrupção	 à	
transmissão	de	 impulsos.	Os	neurônios	possuem	características	estruturais	e	 funcionais	
diferentes	que	determinam	sua	classificação.
FIGURA 4: ILUSTRAÇÃO DE UM NEURÔNIO E SEUS COM COMPONENTES: AXÔNIO, BAINHA 
DE MIELINA, DENDRITOS, CORPO CELULAR, NÚCLEO
1.3.2	Classificação	dos	neurônios
1.3.2.1	Classificação	Estrutural:	Classifica	os	neurônios	de	acordo	com	o	número	de	
extensões	que	se	projetam	a	partir	do	corpo	celular	(Figura 5):
●	 Neurônios multipolares:	possuem	vários	dendritos	e	um	axônio	(Figura 5).	São	os	
tipos	mais	comuns	de	neurônios	no	sistema	nervoso	(SNC	e	SNP).	
●	 Neurônios bipolares:	 apresentam	 um	 dendrito	 principal	 e	 um	 axônio	 e	 o	 corpo	
celular	é	centralizado	(Figura 5).	
67UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
●	 Neurônios unipolares:	têm	dendritos	e	um	axônio	que	se	fundem	para	formar	um	
prolongamento	contínuo	que	emerge	do	corpo	celular	(Figura 5).	Estes	neurônios	
também	são	chamados	de	neurônios	pseudounipolares,	atuam	conduzindo	impulsos	
do	órgão	receptor	(tato,	dor	ou	sensores	térmicos	na	pele,	por	exemplo)	em	direção	
ao	corpo	celular,	e	um	prolongamento	central	que	vai	do	corpo	celular	até	o	SNC.	Os	
corpos	celulares	dos	neurônios	pseudounipolares	estão	situados	fora	do	SNC	nos	
gânglios	sensitivos	dos	nervos	espinais	e	cranianos	fazendo	parte	do	SNP.	
FIGURA 5: TIPOS DE NEURÔNIOS: UNIPOLAR QUE ORIGINA O PSEUDOUNIPOLAR, BIPOLAR 
E MULTIPOLAR
1.3.2.2	Classificação	Funcional:	Diz	respeito	à	direção	para	qual	o	impulso	nervoso	
(potencial	de	ação)	é	transmitido	no	SNC.
●	 Neurônios sensitivos ou aferentes:	 Contêm	 receptores	 sensitivos	 em	 suas	
extremidades	distais	(dendritos)	e	quando	um	estímulo	apropriado	ativa	um	receptor	
sensitivo,	ele	gera	um	potencial	de	ação	que	percorre	seu	axônio	sendo	transportado	
para	o	SNC	por	nervos	cranianos	e	espinais.	A	maioria	dos	neurônios	sensitivos	é	
classificado	estruturalmente	como	unipolares.
●	 Neurônios motores ou eferentes:	São	responsáveis	por	transportar	os	potenciais	
de	ação	para	 fora	do	SNC	em	direção	a	órgãos	efetores	 (músculos	e	glândulas)	
localizados	na	periferia	do	corpo	(SNP)	por	meio	de	nervos	cranianos	e	espinais.	Os	
neurôniosmotores	estruturalmente	são	do	tipo	multipolares.
68UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
●	 Neurônios de associação ou interneurônios:	 Localiza-se	 no	 SNC,	 entre	 os	
neurônios	motores	 e	 sensitivos,	 são	 responsáveis	 por	 processar	 as	 informações	
provenientes	dos	neurônios	sensitivos	e	então,	produzir	uma	resposta	motora	através	
da	ativação	dos	neurônios	motores,	sendo	que	a	maior	parte	dos	interneurônios	são	
multipolares.
1.4 Encéfalo
O	encéfalo	é	o	centro	de	controle	das	sensações,	da	inteligência,	das	emoções,	do	
comportamento	e	da	memória.	Contudo,	o	encéfalo	possui	diferentes	regiões	com	funções	
especializadas,	sendo	classificado	em	4	partes	que	serão	abordadas	detalhadamente	nos	
tópicos	seguintes:	tronco encefálico	(bulbo,	ponte	e	mesencéfalo),	cerebelo, diencéfalo 
e telencéfalo (Figura 6).
FIGURA 6: CORTE SAGITAL DO ENCÉFALO: CÉREBRO (ÁREA CINZA COM OS GIROS E 
SULCOS), CEREBELO (ÁREA ROXA EM FORMATO DE COUVE-FLOR) E TRONCO ENCEFÁLICO 
LOCALIZADO NA FRENTE DO CEREBELO
	
69UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.4.1 Tronco Encefálico
O	tronco	encefálico	situa-se	entre	o	diencéfalo	conectando-se	à	medula	espinal	(Figura 7).	
As	funções	do	tronco	encefálico	são:
1.	 É	uma via	de	passagem	que	recebe	e	envia	informações	motoras	e	sensitivas	para	
o	cérebro.
2.	 Recebe	ou	emite	fibras	nervosas	que	formam	os	nervos	cranianos,	sendo	que	dos	
12	pares	de	nervos	cranianos	10	estão	conectados	a	ele.
3.	 Produz	comportamentos	rigidamente	programados	e	automáticos,	necessários	para	
a	sobrevivência.
4.	 Integra	os	reflexos	auditivos	e	visuais.
O	tronco	encefálico	apresenta	três	regiões:	o	bulbo,	a	ponte	e	o	mesencéfalo,	estas	três	
estruturas	juntas	correspondem	a	25%	da	massa	encefálica	(MARIEB;	WILHELM;	MALLA-
TT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2014).
FIGURA 7: VISTA ANTERIOR DO TRONCO ENCEFÁLICO
70UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.4.1.1 Bulbo
O	bulbo	tem	forma	de	um	cone,	é	a	parte	mais	caudal	do	tronco	encefálico	e	sua	
extremidade	menor	conecta-se	com	a	medula	espinhal,	no	entanto,	não	tem	uma	região	
demarcando	 o	 local	 de	 separação	 entre	medula	 e	 bulbo	 por	 isso,	 considera-se	 o	 limite	
correspondente	ao	nível	do	forame	magno	do	osso	occipital.	
O	bulbo	apresenta	duas	cristas	longitudinais	chamadas	pirâmides	(Figura 8),	formada	
por	um	feixe	compacto	de	fibras	nervosas	descendentes	que	ligam	as	áreas	motoras	do	
cérebro	aos	neurônios	motores	da	medula	espinal,	as	fibras	nervosas	cruzam	obliquamente	
o	plano	mediano	formando	a	decussação	das	pirâmides	que	é	responsável	por	fazer	com	
que	o	hemisfério	cerebral	direito	controle	o	lado	esquerdo	do	corpo	e	o	hemisfério	cerebral	
esquerdo	controle	o	lado	direito.	Isso	fica	evidente	em	casos	de	lesão	encefálica	à	direita,	
onde	o	corpo	será	acometido	em	toda	sua	metade	esquerda.	
O	bulbo	abriga	o	centro	de	controle	de	órgãos	e	funções	importantes,	como:	o	centro	
respiratório	(regulando	o	ritmo	respiratório),	o	centro	vasomotor	e	o	centro	do	vômito.	Pelo	
fato	de	o	bulbo	conter	a	presença	dos	centros	respiratórios	e	vasomotor	as	lesões	nesta	
estrutura	encefálica	são	extremamente	perigosas,	o	que	explica	a	gravidade	de	fratura	na	
base	do	crânio	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
FIGURA 8: VISTA ANTERIOR DO TRONCO ENCEFÁLICO, O BULBO ESTÁ EM DESTAQUE 
COLORIDO DE VERDE
71UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.4.1.2 Ponte
A	 ponte	 está	 localizada	 entre	 o	 bulbo	 e	 o	 mesencéfalo,	 e	 anterior	 ao	 cerebelo,	
juntamente	 com	 o	 bulbo	 auxilia	 no	 controle	 da	 respiração.	A	 ponte	 é	 dividida	 em	 duas	
estruturas	 principais:	 uma	 região	 ventral	 e	 dorsal.	A	 região	 ventral	 da	 ponte	 é	 um	 local	
de	 transmissão	 sináptica	 composta,	 a	 substância	 cinzenta,	 conhecidos	 como	 núcleos	
pontinos,	que	possuem	substância	branca	entrando	e	saindo	deles,	e	conectando	o	córtex	
de	um	hemisfério	cerebral	com	o	córtex	do	hemisfério	do	cerebelo	contralateral	(Figura 9).	
Por	apresentar	um	complexo	circuito	de	transmissão	nervosa,	a	ponte	assume	um	papel	
essencial	 na	 coordenação	 e	 otimização	 da	 atividade	motora	 voluntária.	A	 região	 dorsal	
contém	tratos	ascendentes	e	descendentes	e	núcleos	de	nervos	cranianos	que	chegam	ou	
saem	desta	região:	
●	 Nervos trigêmeos (NC V):	Recebem	 impulsos	sensitivos	da	cabeça	e	da	 face	e	
enviam	impulsos	motores	responsáveis	pela	mastigação.
●	 Nervos abducentes (NC VI):	 Transmite	 impulsos	motores,	 gerados	 em	 núcleos	
pontinos,	que	controlam	certos	movimentos	oculares.
●	 Nervos faciais (NC VII):	Os	núcleos	da	ponte	recebem	impulsos	sensitivos	gustativos	
e	geram	impulsos	motores	que	regulam	a	secreção	de	saliva	e	lágrimas	e	a	contração	
de	músculos	da	mímica	facial.
●	 Nervos vestibulococleares (NC VIII):	 Recebem	 impulsos	 sensitivos	 e	 enviam	
impulsos	 nervosos	 para	 o	 aparelho	 vestibular	 relacionados	 com	 o	 equilíbrio	
(TORTORA;	DERRICKSON,	2014).
FIGURA 9: VISTA ANTERIOR DO TRONCO ENCEFÁLICO, A PONTE ESTÁ EM DESTAQUE 
COLORIDO DE VERDE
72UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.4.1.3 Mesencéfalo
O	 Mesencéfalo	 conecta-se	 diretamente	 ao	 cérebro	 se	 estendendo	 da	 ponte	 ao	
diencéfalo.	É	atravessado	por	um	estreito	canal,	o	aqueduto	do	mesencéfalo,	conecta	o	
terceiro	 ventrículo	 com	o	quarto	 ventrículo.	Posterior	 ao	aqueduto,	 localiza-se	o	 teto	do	
mesencéfalo	que	contém	quatro	projeções	arredondadas.	As	duas	projeções	superiores	
são	conhecidas	como	colículos	superiores	e	são	responsáveis	por	reflexos	que	controlam	
os	movimentos	da	cabeça,	do	tronco	e	dos	olhos	em	resposta	a	estímulos	visuais,	como	os	
movimentos	oculares	de	perseguição	de	objetos	em	movimento.	Enquanto	isso,	as	duas	
projeções	inferiores	(colículos	inferiores),	transmitem	impulsos	dos	receptores	auditivos	da	
orelha	interna	para	o	encéfalo	e	também	são	responsáveis	pelo	reflexo	de	susto	(Figura 
10).	Anteriormente,	o	mesencéfalo	apresenta	dois	pedúnculos	cerebrais	que	unem	o	tronco	
encefálico	ao	cérebro,	estes	pedúnculos	cerebrais	apresentam	feixes	pareados	de	axônios	
neuronais	que	conduzem	impulsos	nervosos	de	áreas	motoras	do	córtex	cerebral	para	a	
medula	espinal,	o	bulbo	e	a	ponte.
Dois	 pares	 de	 nervos	 cranianos	 localizam-se	 na	 estrutura	 mesencefálica	 e	 são	
eles:	Nervos	oculomotores	são	responsáveis	pelo	controle	dos	movimentos	do	bulbo	do	
olho;	Nervos	 trocleares	 (IV)	 através	 dos	 nervos	 trocleares	 é	 possível	 o	 controlar	 certos	
movimentos	oculares	(TORTORA;	DERRICKSON,	2014).
FIGURA 10: VISTA LATERAL DO TRONCO ENCEFÁLICO, EM ROXO OBSERVA-SE O 
MESENCÉFALO E ACIMA EM VERDE COLÍCULOS SUPERIORES E INFERIORES (FORMATO DE 
BOLINHAS)
73UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.5 Cerebelo 
O	 cerebelo	 (Figura 11)	 é	 a	 segunda	 maior	 estrutura	 encefálica	 só	 fica	 atrás	 do	
telencéfalo	 (cérebro),	 situa-se	 dorsalmente	 ao	 bulbo	 e	 à	 ponte,	 formando	 o	 teto	 do	 IV 
ventrículo.	O	cerebelo	repousa	sobre	a	fossa	cerebelar	do	osso	occipital	e	separa-se	do	
lobo	occipital	por	uma	prega	da	dura-máter	e	liga-se	à	medula	e	ao	bulbo	pelo	pedúnculo	
cerebelar	inferior	e	à	ponte	e	mesencéfalo	pelos	pedúnculos	cerebelares	médio	e	superior.	
Possui	 função	 exclusivamente	 motora	 mantendo	 o	 equilíbrio	 e	 coordenação	 (MARIEB;	
WILHELM;	MALLATT,	2014).	
FIGURA 11: CORTE SAGITAL DO CEREBELO (FORMATO DE COUVE-FLOR) E 4 VENTRÍCULOS 
(ESPAÇO TRIANGULAR ANTERIOR AO CEREBELO).
1.6 Diencéfalo
		 O	diencéfalo	(Figura 12) e	o	telencéfalo	formam	o	que	é	conhecido	como	cérebro,	
que	corresponde	a	parte	mais	desenvolvida	do	encéfalo	e	ocupa	cerca	de	80%	da	cavidade	
craniana.	A	estrutura	do	diencéfalo	só	é	vista	na	porção	mais	inferior	(interna)	do	cérebro.	
Caracteriza-se	por	estar	envolto	pelos	hemisférios	cerebrais	e	compreendem	as	seguintes	
partes:	tálamo, hipotálamo e epitálamo,	que	estão	relacionadas	com	o	III	ventrículo	que	
é	uma	cavidade	ímpar	no	diencéfalo,	que	se	comunica	com	o	IV	ventrículo	pelo	aqueduto	
cerebral	e	com	os	ventrículos	laterais	pelos	forames	interventriculares.	
74UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 12: O DIENCÉFALO LOCALIZA-SE INTERNAMENTEENVOLTO PELOS HEMISFÉRIOS 
CEREBRAIS E NA IMAGEM PODE SER OBSERVADO TODA REGIÃO DIENCEFÁLICA 
REPRESENTADO NA COR ROSA
1.6.1 Tálamo
O	 tálamo	 (Figura 13)	mede	 cerca	 de	 3	 cm	 de	 comprimento	 e	 corresponde	 80%	
do	 diencéfalo,	 formado	 por	 duas	massas	 ovais	 de	 substância	 cinzenta	 organizadas	 em	
núcleos	com	tratos	de	substância	branca	no	seu	interior.	As	metades	do	tálamo	(hemisférios	
cerebrais	direito	e	esquerdo)	são	ligadas	por	uma	ponte	de	substância	cinzenta	chamada	
de	aderência	intertalâmica.
O	tálamo	atua	como	uma	estação	retransmissora	dos	impulsos	sensitivos	da	medula	
espinal	e	do	 tronco	encefálico.	Também	contribui	para	a	 transmissão	de	 informações	do	
cerebelo	e	dos	núcleos	da	base	para	a	área	motora	do	córtex	cerebral.	Além	de	transmitir	
impulsos	nervosos	entre	diferentes	áreas	do	telencéfalo	(cérebro)	e	auxilia	na	manutenção	
da	consciência	(TORTORA;	DERRICKSON,	2014).
75UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 13: A IMAGEM REPRESENTA EM LARANJA O TÁLAMO MAIOR ESTRUTURA 
DIENCEFÁLICA
1.6.2 Hipotálamo 
O	 hipotálamo	 é	 uma	 pequena	 região	 do	 diencéfalo	 localizada	 inferiormente	 ao	
tálamo.	Ele	é	composto	por	quatro	regiões	principais:	região	mamilar,	região	tuberal,	região	
supraóptica	e	região	pré-óptica.	A	respeito	das	funções	do	hipotálamo,	podemos	destacar:	
	● Controle	do	sistema	nervoso	autônomo	(contração	de	músculos	e	secreções	glandulares);	
	● Regulação	da	temperatura	corporal;	
	● Regulação	do	comportamento	emocional;	
	● Regulação	do	sono	e	da	vigília;	
	● Regulação	da	ingestão	de	alimentos;	
	● Regulação	da	ingestão	de	água;	
	● Regulação	da	diurese;	
	● Regulação	do	sistema	endócrino;	
	● Geração	e	regulação	de	ritmos	circadianos	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TOR-
TORA;	DERRICKSON,	2014).
1.6.3 Epitálamo 
O	epitálamo,	 pequena	 região	 superior	 e	 posterior	 ao	 tálamo,	 forma	parte	 do	 teto	
do	terceiro	ventrículo	e	é	composta	pela	glândula	pineal	que	confere	ao	epitálamo	função	
endócrina.	A	glândula	pineal	possui	 tamanho	aproximado	de	uma	ervilha	e	 faz	parte	do	
sistema	endócrino	pois	sob	a	influência	do	hipotálamo,	a	glândula	pineal	é	responsável	pela	
secreção	do	hormônio	melatonina,	que	controla	o	ciclo	sono-vigília	que	sinaliza	ao	corpo	a	
hora	de	se	preparar	para	a	fase	noturna	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	
DERRICKSON,	2014).
76UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
1.7 Telencéfalo 
O	 telencéfalo	 é	 o	 que	 conhecemos	 por	 cérebro,	 constituído	 por	 dois	 hemisférios	
cerebrais	(direito	e	esquerdo),	que	são	separados	pela	fissura	longitudinal	do	cérebro,	cujo	
assoalho	é	formado	por	uma	larga	faixa	de	fibras	comissurais,	denominada	corpo	caloso	
que	promove	a	união	entre	os	dois	hemisférios	(Figura 14).	
O	córtex	cerebral	é	constituído	por	substância	cinzenta	que	forma	a	face	externa	do	
telencéfalo.	Durante	o	desenvolvimento	embrionário,	a	substância	cinzenta	do	córtex	se	
desenvolve	mais	rápido	que	a	substância	branca,	e	se	dobra	sobre	si	mesmo,	formando	
pregas	conhecidas	como	giros,	os	dois	giros	mais	importantes	são	os	giros	pré-central	e	
pós-central.	As	fendas	mais	profundas	entre	os	giros	são	chamadas	de	fissuras;	as	mais	
superficiais,	de	sulcos	que	permitem	um	considerável	aumento	do	volume	cerebral	(TOR-
TORA;	DERRICKSON,	2014).
FIGURA 14: VISTA SUPERIOR DO CÓRTEX CEREBRAL E HEMISFÉRIOS CEREBRAIS, PODEMOS 
OBSERVAR NA IMAGEM A FISSURA LONGITUDINAL, SULCOS E GIROS CEREBRAIS
1.7.1 Lobos Cerebrais
Os	hemisférios	cerebrais	são	subdivididos	em	lobos,	que	são	nomeados	de	acordo	
com	os	ossos	que	os	recobrem:	lobos	frontal,	parietal,	temporal	e	occipital	(Figura 15).	O	
sulco	central	separa	o	lobo	frontal	do	lobo	parietal.	O	sulco	cerebral	lateral	separa	o	lobo	
frontal	do	 lobo	 temporal.	O	sulco	parietoccipital	 separa	o	 lobo	parietal	 do	 lobo	occipital.	
Uma	quinta	porção	do	 telencéfalo,	a	 ínsula,	não	pode	ser	vista	superficialmente	porque	
se	encontra	dentro	do	sulco	cerebral	 lateral,	profundamente	aos	 lobos	parietal,	 frontal	e	
temporal.	
77UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 15: VISTA LATERAL DO CÉREBRO HUMANO. ILUSTRAÇÃO MOSTRA LOBO FRONTAL 
(AZUL), LOBO PARIETAL (VERDE), LOBO TEMPORAL (LARANJA) E LOBO OCCIPITAL (ROSA)
1.8 Medula Espinal
A	medula	espinal	é	uma	massa	de	tecido	nervoso	em	formato	cilíndrico	que	se	estende	
do	bulbo	até	a	margem	superior	da	segunda	vértebra	lombar	e	fica	abrigada	dentro	do	canal	
vertebral.	Ela	contém	substância	cinzenta	localizada	por	dentro	da	branca	e	apresenta	a	
forma	de	uma	borboleta,	ou	de	um	H	(Figura 16).	Nos	adultos	a	medula	espinal	varia	entre	
42	a	45	cm	de	comprimento	(MARTINI;	TIMMONS;	TALLITSH,	2009).
A	medula	espinal	é	uma	via	para	transmissão	de	informação	ao	encéfalo	ou	a	partir	
dele	e	também	integra	e	processa	informações.	São	observadas	na	medula	espinal	duas	
intumescências:	a	intumescência	cervical,	que	se	estende	da	quarta	vértebra	cervical	(C	IV)	
até	a	primeira	vértebra	torácica	(TI).	Os	nervos	dos	membros	superiores	são	provenientes	
desta	região.	E	a	intumescência	lombar	(da	nona	até	a	décima	segunda	vértebra	torácica	
(T	XII)	que	originam	os	nervos	dos	membros	inferiores.
78UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 16: A ILUSTRAÇÃO MOSTRA A MEDULA ESPINAL ACOMODADA DENTRO DO CANAL 
VERTEBRAL (FORMADO PELAS VÉRTEBRAS)
1.9 Meninges
Os	tecidos	nervosos	são	extremamente	delicados	o	que	lhe	confere	necessidade	de	
proteção	do	contato	com	ossos	que	pode	causar	danos	mecânicos,	absorvendo	impactos.	
As	meninges	 são	membranas	 fibrosas	 que	 recobrem	 o	SNC	 (encéfalo	 e	medula	
espinal)	e	possuem	três	camadas:	dura-máter, aracnoide-máter e pia-máter.
●	 Dura-máter: É	 a	 mais	 resistente	 e	 espessa	 lâmina	 meníngea.	 Envolve	 toda	 a	
medula	e	encéfalo	como	se	fosse	uma	luva,	sendo	a	camada	externa	que	fica	em	
contato	com	os	ossos	do	crânio	e	vértebras.
●	 Aracnoide-máter:	É	a	lâmina	intermediária	localizada	entre	a	dura-máter	e	a	pia-
máter	e	está	separada	da	lâmina	da	pia-máter,	pelo	espaço	subaracnóideo	que	é	
preenchido	pelo	líquido	cefalorraquidiano	(líquor).	Este	espaço	é	facilmente	acessado	
entre	as	vértebras	 lombares	(L	 III	e	L	 IV),	sendo	utilizado	para	administração	de	
anestésicos	e	na	coleta	de	líquor	para	exame	diagnóstico.	O	líquido	cerebrospinal	
envolve	e	banha	o	SNC,	o	líquor	é	produzido	pelo	plexo	coroide	que	se	localiza	no	
interior	dos	ventrículos.		Suas	funções	incluem:	evitar	o	contato	entre	as	estruturas	
nervosas;	 permite	 a	 sustentação	 do	 encéfalo	mantendo	 o	mesmo	 suspenso	 na	
cavidade	do	crânio,	flutuando	no	líquido	cerebrospinal	e	promover	o	transporte	de	
nutrientes.
●	 Pia-máter:		É	a	membrana	meníngea	mais	delicada	e	interna,	fixada	diretamente	
ao	tecido	nervoso	(MARTINI;	TIMMONS;	TALLITSH,	2009).
SISTEMA NERVOSO 
PERIFÉRICO (SNP)2
TÓPICO
79UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
2.1 Introdução ao sistema nervoso periférico (SNP)
O	sistema	nervoso	periférico	(SNP)	é	composto	por	nervos	espinais	(parte	da	medula	
espinal)	e	nervos	cranianos	(originam-se	no	encéfalo).	Os	nervos	são	feixes	de	axônios	de	
neurônios	que	apresentam	função	motora	(leva	a	informação	do	SNC	para	o	órgão	efetor,	
produzindo	uma	resposta)	ou	dos	dendritos	que	são	fibras	sensitivas	(capta	o	estímulo	e	
leva	para	ser	processado	pelo	SNC).	
Divisão	do	SNP	de	acordo	com	as	funções	das	fibras	nervosas	sensitivas	e	motoras	
(Figura 17).	
 
80UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 17: REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DA DIVISÃO DO SNP. AS ENTRADAS 
SENSITIVAS E MOTORAS DO SNP SÃO SUBDIVIDIDAS EM SOMÁTICAS (INERVAÇÃO DO 
TUBO EXTERNO) OU VISCERAIS (INERVAÇÃO DOS ÓRGÃOS VISCERAIS). A PARTE MOTORA 
DO SNP É DIVIDIDA EM PARTE SOMÁTICA E NA PARTE AUTÔNOMA DO SISTEMA NERVOSO 
(SNA), QUE É SUBDIVIDIDO EM: SIMPÁTICA E PARASSIMPÁTICA
Fonte: TORTORA;	DERRICKSON,	2016.
O	sistema	nervoso	 somático	é	 composto	por	 neurônios	 sensitivos	e	motores.	Os	
neurônios	 sensitivos	 captam	 o	 estímulo	 via	 receptores	 (termorreceptores	 localizados	
na	pele,	sensíveis	ao	 tato,	calor	e	dor)	e	 transmitem	esse	estímulo	gerado	na	 forma	deimpulso	 nervoso	para	 processamento	 no	SNC	 (chegando	primeiro	 na	medula	 espinal	 e	
posteriormente	no	encéfalo).	Contudo,	a	via	motora	é	composta	por	neurônios	que	partem	
do	SNC,	 inervando	 os	músculos	 esqueléticos	 e	 como	 resposta	 ao	 estímulo	 promove	 a	
contração	da	musculatura,	produzindo	movimentos	de	reflexos	(involuntários)	e	voluntários,	
este	 processo	 é	 denominado	 arco	 reflexo	 (Figura 18)	 (MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	
2014).
	
81UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
FIGURA 18: ILUSTRAÇÃO DO ARCO REFLEXO 
2.2	Nervos Cranianos
Os	nervos	cranianos se	originam	no	encéfalo	e	são	doze	pares	no	total.	Cada	nervo	
craniano	 tem	 sua	 nomenclatura	 própria	 de	 acordo	 com	 a	 distribuição	 ou	 a	 função	 dos	
nervos,	mas	também	recebe	uma	numeração	(número	romano)	que	indicam	a	ordem,	na	
qual	os	nervos	se	originam	no	encéfalo	(Figura 19).	
FIGURA 19: DOZE PARES DE NERVOS CRANIANOS
82UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
Os	nervos	cranianos	olfatório	(I),	óptico	(II)	e	vestibulococlear	(VIII),	contém	axônios	
de	neurônios	sensitivos.	E	estão	associados	aos	sentidos	especiais	do	olfato,	da	visão	e	da	
audição,	respectivamente.	Entretanto,	cinco	nervos	cranianos	oculomotor	(III),	troclear	(IV),	
abducente	(VI),	acessório	(XI)	e	hipoglosso	(XII)	são	classificados	como	nervos	motores,	
pois	contêm	apenas	axônios	de	neurônios	motores	que	saem	do	tronco	encefálico.	
Os	quatro	nervos	cranianos	restantes	trigêmeo	(V),	facial	(VII),	glossofaríngeo	(IX)	e	
vago	(X)	são	nervos	mistos,	pois	contém	axônios	de	neurônios	sensitivos	adentrando	no	
encéfalo	e	neurônios	motores	saindo	do	encéfalo	(TORTORA;	DERRICKSON	2016).
1.3 Nervos espinais
A	superfície	da	medula	apresenta	sulcos	que	fazem	conexão	com	pequenos	filamentos	
nervosos	que	se	unem	formando	as	raízes	ventrais	e	dorsais	dos	nervos	espinais.	
Os	 nervos	 espinais	 são	 vias	 de	 comunicação	 entre	 a	 medula	 espinal	 e	 regiões	
específicas	 do	 corpo.	 Cada	 par	 de	 nervos	 espinais	 surge	 de	 um	 segmento	 espinal,	
responsável	 por	 conferir	 a	 nomeação	 dos	 nervos	 espinais	 de	 acordo	 com	 o	 segmento	
nos	quais	estão	 localizados.	Existem	31	pares	de	nervos	espinais	sendo	distribuídos	da	
seguinte	forma:	8	cervicais	(C1–C8),	12	torácicos	(T1–T12),	5	lombares	(L1-L5),	5	sacrais	
(S1–S5)	e	1	coccígeo	(Co1).	
Os	nervos	espinais	se	ramificam	a	partir	da	medula	espinal	e	se	projetam	lateralmente	
saindo	 do	 canal	 vertebral	 através	 dos	 forames	 intervertebrais.	 Contudo,	 os	 nervos	 das	
regiões	lombar,	sacral	e	coccígea	não	saem	da	coluna	vertebral,	as	raízes	destes	nervos	
espinais	ficam	semelhantes	a	uma	cauda	de	um	cavalo,	atribuindo	o	nome	às	raízes	destes	
nervos	de	cauda	equina	(TORTORA;	DERRICKSON	2016).
83
A meningite é uma condição patológica causada pela inflamação das meninges provocada por infecção 
bacteriana ou viral. A infecção pode se espalhar para o tecido nervoso e provocar inflamação no encéfalo 
chamada de encefalite. A meningite é diagnosticada através da obtenção de uma amostra de líquido cere-
brospinal (LCE) coleta do espaço subaracnóideo para detectar a presença do agente patológico (bactérias, 
vírus ou fungos). Como a medula espinal adulta termina no nível da vértebra L I ou L II, uma agulha pode 
penetrar com segurança no espaço subaracnóideo abaixo desse local para obter a amostra necessária, este 
procedimento é denominado punção lombar. Com o paciente curvado para a frente a agulha é inserida 
entre as vértebras das vértebras L III e L IV ou entre L IV e L V. As punções lombares também são utilizadas 
para medir a pressão do LCE, para administração de antibióticos, anestésicos e contraste de raios X (MA-
RIEB; WILHELM; MALLATT, 2014).
Com apenas 2 kg de peso, cerca de 3% do peso corporal total, o sistema nervoso é um dos menores, porém 
mais complexos sistemas corporais, contém bilhões de neurônios e de um número ainda maior de células 
da neuroglia (TORTORA; DERRICKSON, 2014).
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
84
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a),
Nesta	 unidade	abordamos	o	 estudo	do	 sistema	nervoso	em	sua	 complexidade	é	
responsável	por	controlar	ações	voluntárias	e	involuntárias.	O	controle	das	ações	voluntárias	
como:	correr,	andar	e	falar.	Além	de	ser	fundamental	para	a	percepção	do	indivíduo	com	
relação	às	coisas	à	sua	volta.	Todavia,	o	controle	das	ações	involuntárias	se	deve	ao	fato	
de	o	sistema	nervoso	atuar	sobre	outros	sistemas	do	corpo	humano	como,	por	exemplo:	
o	centro	respiratório	que	controla	o	ritmo	respiratório	está	localizado	no	bulbo	que	é	uma	
estrutura	do	 tronco	encefálico.	O	sistema	nervoso	é	 formado	pelo	 tecido	nervoso	que	é	
constituído	 pelas	 células	 nervosas	 chamadas	 neurônios,	 os	 neurônios	 se	 comunicam	
entre	si	através	de	sinais	elétricos	chamados	impulsos	nervosos,	produzindo	uma	resposta	
imediata.	O	 sistema	 nervoso	 é	 dividido	 em:	 sistema	 nervoso	 central	 e	 sistema	 nervoso	
periférico.	O	sistema	nervoso	central	é	formado	pelo	encéfalo	(cérebro,	tronco	encefálico	e	
cerebelo)	e	medula	espinhal.	Na	sequência	abordando	detalhadamente	as	características	
morfológicas	do	encéfalo	que	é	o	centro	de	controle	das	sensações,	da	inteligência,	das	
emoções,	do	comportamento	e	da	memória.	O	encéfalo	é	classificado	em	4	partes:	tronco 
encefálico	 (bulbo,	 ponte	 e	 mesencéfalo),	 cerebelo, diencéfalo e telencéfalo, sendo	
que	 foi	apresentado	a	vocês	as	características	morfológicas	de	cada	uma	destas	áreas	
encefálicas.	
Finalizamos	 o	 estudo	 desta	 unidade	 apresentando	 a	 vocês	 o	 sistema	 nervoso	
periférico	 que	 se	 localiza	 fora	 do	 sistema	 nervoso	 central,	 sendo	 constituído	 por	 fibras	
nervosas	(nervos)	que	tem	origem	de	dois	locais	distintos,	sendo:	Encéfalo	(base	do	crânio)	
e	medula	espinal.	Desta	forma,	temos	12	pares	de	nervos	cranianos	e	31	pares	de	nervos	
espinais,	respectivamente,	e	são	responsáveis	por	promover	a	conexão	levando	estímulos	
periféricos	para	o	sistema	nervoso	central	que	os	interpreta	e	produz	uma	resposta	que	é	
transmitida	do	sistema	nervoso	central	para	outras	partes	do	corpo	humano.
Até	uma	próxima	oportunidade.	Muito	Obrigada!
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
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LEITURA COMPLEMENTAR
Anualmente,	 1,4	 milhão	 de	 lesões	 encefálicas	 traumáticas	 (ou	 traumatismo	
cranioencefálico)	 são	 relatadas	 nos	 Estados	 Unidos,	 decorrentes	 de	 quedas	 (28%),	
acidentes	de	trânsito	(20%),	lesões	esportivas	(21%)	e	violência	(30%).
A	lesão	no	tecido	neural	é	provocada	por	três	mecanismos:	(1)	um	golpe	direto	que	
contundiu	o	 tecido	neural,	 (2)	 forças	de	cisalhamento	que	 rasgam	as	fibras	neuronais	e	
(3)	sangramento	e	intumescimento	que	aumentam	a	pressão	intracranial,	comprimindo	o	
tecido	neural.	Circundado	pelo	líquido	cerebroespinal,	o	encéfalo	praticamente	flutua	dentro	
do	crânio.	Qualquer	força	externa	que	atinja	essa	estrutura	faz	com	que	o	encéfalo	se	mova	
e	bata	no	crânio,	lesionando	o	tecido	neural.	Se	a	força	do	golpe	for	suficientemente	grande,	
o	encéfalo	pode	atingir	o	lado	oposto	do	crânio.	A	isso	chamamos	lesão	por	contragolpe.
Como	o	 encéfalo	 está	 sendo	movimentado	 vigorosamente	 na	 cavidade	 craniana,	
os	 axônios	 longos	 e	 projetados	 alongam-se.	As	 forças	 de	 cisalhamento	 podem	 rasgá-
los,	 resultando	em	 lesão	axonal	difusa.	Essas	 forças	afetam	axônios	bem	espalhados	e	
perturbam	sua	capacidade	de	enviar	informações,	rompendo	os	circuitos	neuronais.	Com	
o	 tempo,	 as	 conexões	 axonais	 podem	 crescer	 novamente	 e	 restabelecer	 os	 circuitos	
neurais	funcionais.	No	entanto,	as	conexões	podem	errar	o	caminho,	resultando	em	déficits	
funcionais	de	longo	prazo.
Tanto	a	lesão	por	contragolpe	quanto	a	lesão	axonal	difusa	são	típicas	na	síndrome	
do	bebê	sacudido	e	no	chicote	provocado	pela	desaceleração	rápida,	típica	de	acidentes	
de	automóvel.	O	sangramento	 interno	no	 local	do	 impacto	comprime	o	 tecido	neural.	O	
entumescimento	resultante	do	edema	e	da	captação	de	água	pelo	cérebro	leva	ao	aumento	
da	pressão	intracraniana,	que	comprime	ainda	maiso	tecido	neural,	provocando	mais	lesões.	
Muito	 preocupantes	 são	 as	 lesões	 que	 resultam	 em	 sangramento	 dentro	 dos	 espaços	
subdural	 ou	 subaracnóideo	 que	 é	 diagnosticado	 no	momento	 da	 lesão.	 Imediatamente	
após	um	golpe	na	cabeça,	a	vítima	pode	estar	 lúcida	e	agir	normalmente.	No	entanto,	à	
medida	que	o	sangue	e	outros	líquidos	se	acumulam	em	volta	do	tecido	cerebral,	podem	se	
desenvolver	sinais	neurológicos	como	problemas	de	equilíbrio,	problemas	de	coordenação	
e	déficits	sensitivos.	A	maior	pressão	 intracraniana	resultante	pode	afetar	as	 funções	do	
tronco	encefálico	que	controlam	a	respiração,	a	frequência	cardíaca	e	a	pressão	arterial,	
potencialmente	causando	a	morte.
Desse	 modo,	 indivíduos	 com	 qualquer	 tipo	 de	 lesão	 na	 cabeça	 precisam	 ser	
monitorados	quanto	ao	desenvolvimento	de	sinais	neurológicos:	reflexos	pupilares	anormais,	
desequilíbrio,	discurso	incoerente	e	comportamento	anormal.
As	 lesões	 encefálicas	 brandas	 (concussões)	 são	 o	 tipo	 mais	 comum	 de	 lesão	
encefálica,	já	que	provocam	mudança	temporária	no	estado	mental:	confusão,	desorientação	
e	perda	de	memória.	Uma	breve	perda	de	consciência	pode	ou	não	ocorrer.	Os	sintomas	
de	uma	lesão	encefálica	branda	incluem	cefaleia,	vertigem,	náusea,	fadiga	e	irritabilidade.	
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
86
Uma	 lesão	 encefálica	 moderada	 é	 definida	 pela	 perda	 de	 consciência	 durante	
um	intervalo	de	tempo	que	varia	de	alguns	minutos	a	algumas	horas.	Esse	tipo	de	lesão	
provoca	 confusão,	 que	 pode	 durar	 dias	 ou	 semanas.	 Os	 déficits	 neurais	 resultam	 em	
prejuízos	físicos,	cognitivos	e	comportamentais	que	podem	durar	um	longo	período	ou	ser	
permanentes.	Uma	lesão	encefálica	grave	resulta	em	inconsciência	prolongada	ou	coma	
durante	dias,	semanas	ou	meses.
Cerca	de	75%	de	todas	as	lesões	encefálicas	traumáticas	são	classificadas	como	
brandas,	 incluindo	 a	maioria	 das	 lesões	 encefálicas	 que	 ocorrem	durante	 as	 atividades	
esportivas.	No	entanto,	uma	lesão	branda	não	é	insignificante,	mas	muitas	vezes	é	ignorada	
ou	minimizada,	sobretudo	pelos	atletas	de	competição.
O	tecido	neural	requer	pelo	menos	duas	semanas	para	se	recuperar	após	uma	lesão	
branda.	Se	o	encéfalo	não	tiver	tempo	para	cicatrizar,	outra	lesão	pode	resultar	de	outro	
impacto.	Um	segundo	impacto	que	ocorra	antes	da	cicatrização	completa	de	um	impacto	
inicial	pode	resultar	em	um	intumescimento	tão	agudo	do	encéfalo	que	chega	a	ser	fatal.	
Essa	condição	chama-se	síndrome	do	segundo	 impacto.	Embora	nenhum	dos	 impactos	
seja	grave,	o	intumescimento	radical	provocado	pela	segunda	lesão	pode	alterar	a	função	
do	tronco	encefálico	e	o	efeito	cumulativo	das	lesões	pode	ter	consequências	fatais.	
As	 lesões	 encefálicas	 repetidas	 se	 combinam,	 causando	 déficits	 neurológicos	
importantes.	 Pesquisas	 mostram	 que	 os	 atletas	 com	 lesões	 repetidas	 na	 cabeça	 têm	
desempenho	pior	nos	testes	de	atenção,	memória,	organização	e	resolução	de	problemas	
complexos	do	que	os	indivíduos	que	nunca	sofreram	uma	concussão.
É	fundamental	evitar	o	traumatismo	craniano.	Nos	esportes	que	envolvem	contato,	
são	essenciais	o	equipamento	de	proteção	da	cabeça	e	as	decisões	inteligentes	tomadas	
pelos	treinadores,	preparadores	físicos	e	atletas	em	relação	à	quando	voltar	a	jogar	após	
uma	lesão	na	cabeça	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
87
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO 
Título: Anatomia Humana
Autor: Frederic H. Martin, Michael J. Timmons, Robert B. 
Tallitsch.
Editora: Artmed.
Sinopse: A Coleção Martini foi especialmente pensada para 
proporcionar ao leitor o melhor recurso didático para ensino 
e aprendizagem da Anatomia. Para isso, foram reunidos o 
livro-texto Anatomia humana, que se destaca pela riqueza de 
detalhes visuais e por um texto extremamente didático, o Atlas 
do corpo humano – um atlas fotográfico cuja objetividade é seu 
ponto alto.
FILME/VÍDEO 
Título: Sistema Nervoso | Prof. Paulo Jubilut
Ano: 2019
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=_prsD-
Dg_cJM
UNIDADE 3 SISTEMA NERVOSO
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_1?ie=UTF8&field-author=Frederic+H.+Martini&text=Frederic+H.+Martini&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_2?ie=UTF8&field-author=Michael+J.+TimmonS&text=Michael+J.+TimmonS&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_3?ie=UTF8&field-author=Robert+B.+Tallitsch&text=Robert+B.+Tallitsch&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_ebooks_3?ie=UTF8&field-author=Robert+B.+Tallitsch&text=Robert+B.+Tallitsch&sort=relevancerank&search-alias=digital-text
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Plano de Estudos
• Sistema Digestório
• Sistema Urinário
• Sistema Genital Masculino
• Sistema Genital Feminino
Objetivos	da	Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar os sistemas digestório, urinário e 
reprodutor masculino e feminino;
• Compreender os principais aspectos anatômicos dos órgãos que 
constituem cada sistema;
• Estabelecer a importância dos sistemas para a manutenção da vida 
humana.
Professora Mestre Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
SISTEMAS SISTEMAS 
DIGESTÓRIO, DIGESTÓRIO, 
URINÁRIO E URINÁRIO E 
GENITALGENITAL
UNIDADEUNIDADE4
89
INTRODUÇÃO
Quantas	vezes	escutamos	durante	nossa	infância	sobre	a	importância	dos	alimentos?	
Ou	o	quanto	é	importante	a	ingestão	de	água	diariamente?	Todos	os	sistemas	do	nosso	
corpo	exercem	um	papel	fundamental	para	a	manutenção	da	vida.	O	sistema	digestório,	
por	exemplo,	é	responsável	desde	a	quebra	do	alimento	em	moléculas	menores	permitindo,	
assim,	que	nossas	células	possam	absorver	os	nutrientes,	até	a	formação	das	fezes.	Já	o	
sistema	urinário	realiza	a	filtragem	do	sangue	e,	como	consequência	desse	processo,	elimina	
restos	metabólicos	através	da	urina.	Além	disso,	o	sistema	reprodutor	tem	características	
distintas	entre	os	gêneros,	mas	ambos	contribuem	na	produção	dos	gametas	e	permitem,	
assim,	a	reprodução	e	a	continuação	da	espécie	humana.
Caro	 estudante,	 nesta	 unidade	 vamos	 aprofundar	 nossos	 conhecimentos	 sobre	
os	sistemas	digestório,	urinário	e	reprodutor.	Sendo,	o	objetivo	principal	desta	unidade	é	
proporcionar	a	compreensão	das	 funções	e	os	aspectos	anatômicos	relevantes	de	cada	
órgão	que	os	compõem.	
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
SISTEMA 
DIGESTÓRIO1
TÓPICO
90UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
1.1 Introdução ao Sistema Digestório
			
Nós,	seres	humanos,	assim	como	outros	animais,	não	somos	capazes	de	produzir	
nosso	próprio	alimento,	como	as	plantas,	por	exemplo,	e	por	isso	necessitamos	de	produtos	
animais	ou	vegetais	que	nos	forneça	energia	para	a	manutenção	dos	nossos	órgãos	e	sis-
temas.	Desde	crianças	escutamos	na	escola	e	em	casa	sobre	a	importância	dos	alimentos	
no	nosso	dia-a-dia.	Mas	você	sabe	como	e	onde	acontece	a	digestão	de	tudo	o	que	ingeri-
mos?	Vamos	descobrir	juntos	a	seguir.
Quando	ingerimos	um	alimento	ele	irá	percorrer	no	nosso	sistema	digestório	e	sofrer	
transformações	físicas	e	químicas	para	reduzi-los	em	pequenas	moléculase	permitir	que	
seus	nutrientes,	como	a	glicose,	sejam	capazes	de	atravessar	parte	das	camadas	do	sis-
tema	digestório	e	a	parede	dos	capilares	sanguíneos	e	linfáticos	e,	posteriormente,	serem	
distribuídos	para	as	células	do	corpo.	Os	restos	desse	processo	são	excretados	do	corpo	
por	meio	das	fezes.
O	 sistema	 digestório	 exerce	 um	papel	 importantíssimo	 na	 homeostasia,	 ou	 seja,	 no	
processo	de	equilíbrio	 ou	estabilidade	do	organismo.	 Isso	porque,	 possui	 funções	desde	a	
quebra	dos	alimentos	em	moléculas	menores,	como	também	a	absorção	de	água,	vitaminas	e	
minerais,	e	a	eliminação	de	resíduos	metabólicos	do	corpo	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
Os	 órgãos	 que	 compõem	 o	 sistema	 digestório	 podem	 ser	 observados	 na	 figura	
introdutória	desta	unidade,	sendo	eles	boca,	faringe,	esôfago,	estômago,	intestino	delgado	
e	 intestino	 grosso.	 Também	 faz	 parte	 desse	 sistema,	 os	 chamados	 órgãos	 digestórios	
acessórios,	que	compreende	os	dentes,	língua,	glândulas	salivares,	fígado,	vesícula	biliar	
e	pâncreas.
É	importante	salientar	que	a	cavidade	abdominal,	que	abriga	a	maioria	dos	órgãos	do	
sistema	digestório,	é	revestida	por	uma	membrana	serosa	chamada	peritônio,	que	é	dividido	
em	peritônio	parietal	(quando	está	em	contato	com	as	paredes	abdominal)	e	peritônio	visceral	
91UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
(reveste	as	vísceras).	O	espaço	entre	eles	é	denominado	cavidade	peritoneal	e	possui	um	
líquido	seroso	lubrificante.	O	peritônio	contém	grandes	pregas	que	ligam	os	órgãos	uns	aos	
outros	e	às	paredes	da	cavidade	abdominal,	além	de	vasos	sanguíneos,	vasos	linfáticos	e	
nervos	que	suprem	os	órgãos	abdominais	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
1.2 Cavidade oral 
 
 A	cavidade	oral	é	formada	pelas	bochechas	que	terminam	nos	lábios,	palato	duro	
(parte	anterior	do	céu	da	boca),	palato	mole	(parte	posterior	do	céu	da	boca)	e	língua.	O	
palato	é	uma	parede	que	separa	a	cavidade	oral	da	cavidade	nasal,	e	forma	o	céu	da	boca	e	
sua	presença	permite	mastigar	e	respirar	ao	mesmo	tempo.	Pendurada	na	margem	livre	do	
palato	mole	está	localizada	uma	estrutura	muscular	chamada	úvula.	Durante	a	deglutição,	
o	palato	mole	e	a	úvula	são	atraídos	superiormente,	fechando	a	parte	nasal	da	faringe	e	
impedindo	que	os	alimentos	e	 líquidos	 ingeridos	entrem	na	cavidade	nasal	 (TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
O	primeiro	órgão	do	tubo	digestório	é	a	boca	e	a	digestão	mecânica	dos	alimentos	
que	 ocorre	 neste	 local	 é	 chamada	 de	 mastigação	 onde	 o	 alimento	 é	 manipulado	 pela	
língua,	triturado	pelos	dentes	e	misturado	com	a	saliva,	a	fim	de	deixá-lo	com	um	pequeno	
tamanho	e	permitindo-o	ser	facilmente	engolido.	Essa	massa	formada	recebe	o	nome	de	
bolo	alimentar.	Já	a	digestão	química	envolve	a	ação	de	enzimas,	como	a	amilase	salivar	
e	a	lipase	lingual.
1.2.1 Dentes
Os	dentes	cortam	os	alimentos	sólidos	em	partículas	menores	para	serem	deglutidas.	
Eles	estão	localizados	no	espaço	ósseo	chamado	alvéolo	dental.	Tipicamente,	os	dentes	
possuem	 três	 regiões:	 a	 coroa,	 que	 é	 a	 parte	 visível	 acima	 da	 gengiva;	 o	 colo,	 parte	
intermediária	recoberta	por	gengiva	e	que	consiste	na	junção	entre	a	coroa	e	a	raiz;	e	a	
raiz,	embutidas	no	soquete	e	que	fixa	os	dentes	aos	ossos.	
Internamente	os	dentes	são	formados	principalmente	por	dentina	que	confere	forma	
e	rigidez.	A	dentina	da	coroa	é	recoberta	por	esmalte,	composto	principalmente	por	fosfato	
de	cálcio	e	carbonato	de	cálcio,	enquanto	que	a	dentina	da	raiz	é	recoberta	por	cemento,	
que	age	como	um	amortecedor	de	impacto	durante	a	mastigação	(TORTORA.	DERRICK-
SON,	2016).
Ao	longo	de	nossas	vidas,	apresentamos	duas	dentições.	A	decídua	são	os	famosos	
“dentes	de	leite”,	ou	primários,	que	começam	a	aparecer	por	volta	dos	6	meses	de	idade,	
constituindo-se	de	20	dentes	(8	incisivos,	4	caninos	e	8	molares).	Essa	dentição	é	substituída	
por	volta	dos	6	a	12	anos	de	idade	pela	dentição	dita	permanente,	que	se	refere	aos	dentes	
secundários	 e	 totalizam	 cerca	 de	 32	 dentes	 quando	 no	 conjunto	 completo	 (8	 incisivos,	
4	 caninos,	 8	 pré-molares	 e	 12	molares).	 Os	 dentes	 incisivos	 (parte	 cortante)	 cortam	 o	
alimento,	os	caninos	(borda	pontiaguda)	dividem	os	alimentos	em	partes	menores,	quanto	
que	os	dentes	pré-molares	e	molares	(possuem	coroa	mais	desenvolvida)	são	adaptados	
92UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
para	amassar	e	triturar	os	alimentos.
1.2.2 Glândulas salivares
A	saliva	é	produzida	pelas	glândulas	salivares. As	glândulas	salivares	maiores	são	
glândulas	exócrinas,	 sendo	elas	as	parótidas,	 submandibulares	e	sublinguais,	ao	passo	
que	as	glândulas	salivares	menores	estão	presentes	no	interior	das	bochechas,	 lábios	e	
mucosa	da	língua.	Estima-se	que,	por	dia,	seja	liberado	cerca	de	1	a	1,5	litros	de	saliva.	A	
saliva	é	composta	por	água	(99,5%)	e	solutos	(0,5%)	e	sua	função	é	a	de	amaciar,	hidratar	
e	dissolver	os	alimentos,	limpar	a	boca	e	os	dentes,	e	iniciar	a	digestão	do	amido.
1.2.3 Língua 
A	língua	é	um	órgão	muscular,	móvel,	dividida	em	metades	laterais	simétricas	por	um	
septo	mediano.	A	língua	participa	da	mastigação	e	deglutição	ao	manobrar	os	alimentos,	
modelando-o	em	um	bolo	alimentar,	da	fala,	da	sucção	e	detecta	sensações	de	paladar.	A	
sua	parte	fixa	é	chamada	de	raiz	da	língua,	a	parte	móvel	de	corpo	da	língua	e	a	extremidade	
anterior	de	ápice	da	língua.
O	frênulo	da	língua	é	uma	prega	na	linha	média	da	face	inferior	da	língua,	e	que	se	
insere	no	assoalho	da	boca	ajudando	a	limitar	o	movimento	da	língua	posteriormente.	A	face	
dorsal	(superior)	e	a	face	lateral	da	língua	são	recobertas	por	papilas	linguais,	receptores	
para	gosto.	Estas	são	divididas	em	circunvaladas	(amargo),	folheadas	(azedo),	filiformes	e	
fungiformes	(doce	e	salgado).
Os	músculos	extrínsecos	movem	a	língua	de	um	lado	para	o	outro,	para	dentro	e	
para	fora	a	fim	de	manobrar	os	alimentos	para	a	mastigação,	moldando-o	e	forçando-o	para	
a	parte	de	trás	da	boca	para	ser	engolido.	Já	os	músculos	intrínsecos	alteram	a	forma	e	o	
tamanho	da	língua	para	a	fala	e	deglutição	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
1.3 Faringe
 Depois	de	 iniciado	a	digestão	na	boca	e	 triturado,	o	bolo	alimentar	segue	para	a	
faringe	e	então,	por	meio	de	contrações	musculares,	 é	 impulsionado	para	o	esôfago.	A	
faringe	é	composta	por	músculo	esquelético	e	possui	três	partes:	a	parte	nasal	atua	apenas	
na	 respiração,	pertencendo	exclusivamente	ao	sistema	respiratório,	enquanto,	as	partes	
oral	e	laríngea	participam	tanto	na	parte	digestiva	quanto	na	parte	respiratória.	
O	bolo	alimentar	estimula	receptores	da	parte	oral	da	faringe,	que	enviam	impulsos	
para	o	centro	da	deglutição	no	bulbo	e	parte	 inferior	da	ponte	do	 tronco	encefálico.	Os	
impulsos	que	retornam	fazem	com	que	o	palato	mole	e	a	úvula	se	movam	para	cima	para	
fechar	a	parte	nasal	da	faringe,	o	que	impede	que	os	alimentos	e	líquidos	ingeridos	entrem	
na	cavidade	nasal.	Além	disso,	o	 fechamento	da	epiglote	da	 laringe	 impede	que	o	bolo	
alimentar	entre	no	restante	do	trato	respiratório	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
1.4 Esôfago
93UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
 O	esôfago	é	um	tubo	muscular	posicionado	posteriormente	à	traqueia,	com	cerca	de	
20	a	25	cm	de	comprimento.	Ele	secreta	muco	e	conduz	o	bolo	alimentar	da	faringe	para	
o	estômago.	O	alimento	atravessa	o	esôfago	de	forma	rápida	devido	a	contração	de	suas	
fibras	musculares	que	produz	movimentos	peristálticos,	e	também	pela	gravidade,	embora	
não	dependa	necessariamente	dela.	
O	esôfago	possui	dois	esfíncteres:	o	esfíncter	esofágico	superior	controla	a	circulação	
de	alimentos	da	faringe	para	o	esôfago,	e	o	esfíncter	esofágico	inferior	regula	o	movimento	
dos	alimentos	do	esôfago	para	o	estômago.	Quando	o	esfíncter	esofágico	inferior	não	fecha	
adequadamente	após	a	passagem	do	alimento	para	o	estômago,	pode	ocorrer	o	refluxo	
desse	conteúdo	o	que	ocasiona	uma	condição	chamada	de	doença	do	refluxo	esofágico.	
Além	 disso,	 uma	 vez	 que	 as	 paredes	 doesôfago	 não	 estão	 preparadas	 para	 receber	
solução	ácida,	o	ácido	clorídrico	(HCl)	do	conteúdo	estomacal	pode	causar	uma	irritação	na	
parede	esofágica	gerando	uma	sensação	de	queimação	conhecida	como	azia	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
1.5 Estômago
Após	descer	pelo	esôfago,	o	bolo	alimentar	chega	no	estômago,	o	órgão	mais	dis-
tensível	do	sistema	digestório.	Ele	está	localizado	entre	o	esôfago	e	o	intestino	delgado	e	
na	maioria	das	pessoas	possui	formato	da	letra	“j”,	voltado	para	o	lado	esquerdo	do	corpo.	
Quando	vazio,	o	estômago	apresenta	grandes	rugas	denominadas	pregas	gástricas,	mas	
que	diminuem	ou	desaparecem	quando	o	estômago	está	distendido	(MOORE;	DALLEY;	
AGUR,	2014).
O	estômago	 realiza	digestão	química	e	mecânica,	além	da	absorção	de	algumas	
substâncias,	como	álcool	e	medicamentos.	Ele	possui	quatro	partes.	Vejamos	a	seguir:	
●	 Cárdia,	a	abertura	do	esôfago	ao	estômago,	circundando	o	óstio	cárdico.
●	 Fundo gástrico,	porção	arredondada	superior;	pode	ser	dilatado	por	gás,	 líquido,	
alimento	ou	pela	combinação	destes.
●	 Corpo gástrico,	parte	central,	entre	o	fundo	gástrico	e	o	antro	pilórico.
●	 Parte pilórica,	porção	afunilada	de	saída	do	estômago,	em	direção	ao	duodeno;	é	
formada	pelo	antro	pilórico	(parte	mais	larga),	canal	pilórico	(parte	mais	estreita)	e	o	
piloro,	que	se	comunica	com	o	duodeno	do	intestino	delgado	e	que	controla	a	saída	
do	conteúdo	gástrico	através	do	óstio	pilórico.
No	 estômago	 ocorre	 uma	 série	 de	 ondas	 de	 contração	 chamada	 peristalse,	
responsável	 pela	mistura	do	alimento	mastigado	aos	 sucos	gástricos	e	o	esvaziamento	
do	conteúdo	gástrico	no	duodeno	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).	O	suco	gástrico	é	um	
líquido	 formado	por	diversas	substâncias	que	auxiliam	na	digestão	química	do	alimento	
como	o	pepsinogênio,	que	ao	entrar	em	contato	com	o	ácido	do	estômago,	se	transforma	
na	enzima	pepsina,	importante	para	a	digestão	de	proteínas.
O	 alimento	 misturado	 ao	 suco	 gástrico	 resulta	 em	 um	 líquido	 com	 consistência	
94UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
de	 sopa,	 denominado	 quimo.	 Uma	 vez	 que	 as	 partículas	 de	 alimento	 no	 quimo	 são	
suficientemente	pequenas,	elas	podem	então	passar	através	do	óstio	pilórico,	em	direção	
ao	intestino	delgado	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
1.6 Intestino delgado
 De	 todo	o	canal	alimentar,	é	no	 intestino	delgado	que	acontece	a	maior	parte	da	
digestão	e	absorção	de	nutrientes	e	água	ingeridos.	Por	ser	um	órgão	comprido	(cerca	de	4	
a	6	m)	tem	grande	superfície	para	a	digestão	e	absorção,	tendo	sua	área	aumentada	ainda	
mais	por	pregas	circulares,	vilosidades	e	microvilosidades.	
No	intestino	delgado	acontece	a	mistura	do	quimo	com	os	sucos	digestivos	por	meio	
de	movimentos	peristálticos	e,	 também,	o	contato	dos	nutrientes	com	a	mucosa	para	a	
absorção.	Além	disso,	completa	a	digestão	de	carboidratos,	proteínas	e	lipídios	e	realiza	a	
digestão	de	ácidos	nucleicos.	
O	intestino	delgado	é	formado	pelo	duodeno,	jejuno	e	íleo.	O	duodeno	é	o	primeiro	
segmento	e	também	o	mais	curto,	com	aproximadamente	25	cm.	Como	visto	anteriormente,	
a	parte	pilórica	do	estômago	esvazia-se	no	duodeno.	Ele	possui	 formato	da	 letra	“C”	ao	
redor	 da	 cabeça	 do	 pâncreas	 e	 é	 dividido	 em	 parte	 superior,	 parte	 descendente,	 parte	
inferior	e	parte	descendente,	em	ordem	de	direção	ao	intestino	grosso.	O	duodeno	recebe	a	
bile	e	o	suco	pancreático	que	é	onde	ocorre	a	maior	parte	da	digestão,	participando	também	
da	absorção.	
O	jejuno	é	o	segmento	logo	após	o	duodeno	e	possui	cerca	de	1	a	2,5	m.	Por	fim,	
o	 íleo	 é	 a	 porção	mais	 longa	 do	 intestino	 delgado,	 com	aproximadamente	 2	 a	 3,5	m	e	
se	 junta	ao	 intestino	grosso	em	um	esfíncter	chamado	óstio	 ileal.	O	 jejuno	e	o	 íleo	são	
fixados	à	parede	posterior	do	abdome	pelo	mesentério	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014)	e	
são	os	principais	responsáveis	pela	absorção	de	aminoácidos,	glicose,	ácidos	graxos,	sais	
minerais	e	uma	pequena	quantidade	de	água.
 		
1.7 Intestino grosso
 Após	a	absorção	no	 intestino	delgado,	o	 resto	do	alimento	 segue	em	direção	ao	
intestino	grosso.	O	intestino	grosso	mede	cerca	de	1,5	m	e	se	estende	do	íleo	ao	ânus,	
encerrando,	assim,	o	canal	alimentar.	Este	órgão	possui	bactérias	que	convertem	proteínas	
em	aminoácidos	e	produzem	algumas	vitaminas	B	e	vitamina	K.	Também	absorve	água	e	
eletrólitos	e	é	responsável	pela	formação	e	expulsão	das	fezes	(TORTORA;	DERRICKSON,	
2016).	
O	intestino	grosso	é	dividido	nos	seguintes	segmentos:
●	 Ceco:	possui	aproximadamente	6	cm	e	está	localizado	inferiormente	ao	óstio	ileal	(já	
descrito	anteriormente).	Anexado	ao	ceco	está	o	apêndice vermiforme.	
●	 Colo:	 está	 fundido	 à	 extremidade	 aberta	 do	 ceco	 e	 é	 dividido	 em	 ascendente,	
transverso,	 descendente	 e	 sigmoide.	 Os	 movimentos	 peristálticos	 em	 massa	
empurram	o	material	fecal	do	colo	sigmoide	para	o	reto.
●	 Reto: está	localizado	logo	após	o	colo	e possui	aproximadamente	15	cm.	A	porção	
95UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
final	do	reto	é	chamado	de	canal anal.	Sua	abertura	para	o	exterior	é	chamada	ânus	
e	possui	o	músculo	esfíncter	interno	do	ânus	(involuntário)	e	pelo	esfíncter	externo	
do	ânus	(voluntário),	que	normalmente	mantêm	o	ânus	fechado,	exceto	durante	a	
eliminação	das	fezes.
As	 fezes	 são	 compostas	 por	 água,	 sais	 inorgânicos,	 células	 epiteliais	 da	 túnica	
mucosa	do	canal	alimentar,	bactérias	e	produtos	da	decomposição	bacteriana,	materiais	
digeridos	e	não	absorvidos	e	partes	não	digeríveis	de	alimentos	e	sua	eliminação	se	dá	por	
meio	da	defecação	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
Agora	 que	 já	 conhecemos	o	 papel	 exercido	 pelo	 intestino	 delgado	e	 o	 intestino	
grosso,	vejamos,	na	Figura 1,	a	anatomia	dos	dois	órgãos.
FIGURA	1:	ANATOMIA	DO	INTESTINO	DELGADO	E	DO	INTESTINO	
GROSSO.	AS	REGIÕES	DO	INTESTINO	DELGADO	SÃO	O	
DUODENO,	O	JEJUNO	E	O	ÍLEO	E	DO	INTESTINO	GROSSO	SÃO	
CECO,	COLO,	RETO	E	CANAL	ANAL
1.8 Órgãos acessórios do sistema digestório
 O	pâncreas faz	partes	dos	órgãos	acessórios,	assim	como	o	 fígado	e	a	vesícula	
biliar.	O	 pâncreas	 é	 uma	 glândula	mista	 com	 cerca	 de	 12	 a	 15	 cm	 localizado	 atrás	 da	
curvatura	maior	do	estômago	e	geralmente	está	 ligado	ao	duodeno	por	meio	de	ductos,	
ducto	colédoco	e	ducto	pancreático.	
A	porção	exócrina	do	pâncreas	é	 formada	pelas	 ilhotas	pancreáticas	que	secreta	
o	suco	pancreático,	que	tampona	o	suco	gástrico	ácido	no	quimo,	 interrompe	a	ação	da	
96UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
pepsina	do	estômago,	cria	o	pH	apropriado	para	a	digestão	no	intestino	delgado	e	participa	
na	digestão	de	carboidratos,	proteínas,	triglicerídeos	e	ácidos	nucleicos.	A	porção	endócrina	
do	pâncreas,	formada	pelas	células	do	ácino,	é	responsável	pela	produção	dos	hormônios	
glucagon	e	insulina	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
O	 fígado	 é	 uma	 grande	 glândula	 responsável	 por	 diversas	 funções.	 Possui	
aproximadamente	1,4	kg	e	está	 localizada	abaixo	do	diafragma.	Possui	o	 lobo	hepático	
direito	 e	 o	 lobo	 hepático	 esquerdo	 e	 é	 composto	 pelos	 hepatócitos	 (células	 funcionais	
do	fígado),	canalículos	de	bile	(coletam	a	bile	produzida	pelos	hepatócitos)	e	sinusoides	
hepáticos.	O	 fígado	 recebe	sangue	da	artéria	hepática	 (sangue	arterial)	e	da	veia	porta	
(sangue	 venoso).	 Veja	 a	 seguir,	 na	Figura 2,	 a	 anatomia	 do	 fígado	 e	 a	 localização	 da	
vesícula	biliar.
FIGURA	2:	ANATOMIA	DO	FÍGADO
O	 fígado	 é	 responsável	 pela	 produção	 da	 bile,	 necessária	 para	 a	 emulsificação	
e	 a	 absorção	 dos	 lipídios	 no	 intestino	 delgado.	 O	 fígado	 possui	 também	 função	 no	
armazenamento	de	glicogênio,	na	síntese	de	compostos	orgânicos	e	na	metabolização	e	
excreção	de	substâncias	tóxicas	ao	organismo.	No	fígado	encontra-se	também	a	vesícula 
biliar,	um	pequeno	saco	medindo	cerca	de	7	a	10	cm	e	que	tem	como	função	armazenar	e	
concentrar	a	bile	até	a	liberação	para	o	intestino	delgado.	A	bilirrubina	é	o	principal	pigmento	
biliar	que	é	degradadopartir	da	 introdução	ao	estudo	
da	anatomia	humana	através	da	definição,	terminologia	anatômica	e	planos	de	secção	do	
corpo	humano	que	 fornecerá	embasamento	para	a	compreensão	dos	 tópicos	seguintes.	
Posteriormente,	 iniciaremos	 o	 estudo	 do	 aparelho	 locomotor	 através	 do	 estudo	 de	 três	
sistemas:	esquelético,	articular	e	muscular.	A	respeito	do	sistema	esquelético	será	abordado	
suas	funções,	composição,	formatos	e	classificações.	O	sistema	articular,	estudaremos	a	
definição	e	as	classificações	articulares.	E	finalizamos,	estudando	o	sistema	muscular	que	
é	tão	complexo	e	fascinante	ao	mesmo	tempo,	mas	veremos	de	maneira	simples	e	de	fácil	
entendimento	as	funções	e	classificações	musculares.
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA 
ANATOMIA HUMANA1
TÓPICO
8
A	anatomia	é	a	ciência	que	estuda,	macro	e	microscopicamente	a	constituição	e	o	
desenvolvimento	do	corpo	humano.	Utilizamos	o	termo	Morfologia	para	englobar	as	duas	
áreas	de	estudo	anatômico,	sendo	elas:	
●	 	 Anatomia microscópica	 que	 está	 relacionada	 com	 as	 estruturas	
corporais	invisíveis	a	olho	nu	e	necessita	de	recurso	instrumental	para	ampliação,	
como:	 lupas,	 microscópios	 ópticos	 e	 eletrônicos.	 Esta	 área	 se	 subdivide	 em:	
Citologia	(estudo	das	células)	e	Histologia	(estudo	dos	tecidos	e	como	estes	se	
organizam	para	a	formação	de	órgãos).
●	 	Anatomia macroscópica	 estuda	 as	 estruturas	 visíveis	 a	 olho	 nu,	
abordada	 da	 seguinte	 forma:	 anatomia de superfície	 (estuda	 as	 formas	 na	
superfície	 do	 corpo	que	 revela	 os	órgãos	que	 ficam	escondidos,	 ex.	 estudo	de	
músculos	que	se	destacam	por	baixo	da	pele	de	halterofilistas),	anatomia regional	
(estuda	 regiões	 específicas	 do	 corpo,	 ex.	 cabeça,	 pescoço,	 tórax,	 abdome),	
enquanto	a	anatomia sistêmica	concentra	os	estudos	nos	sistemas	que	atuam	na	
realização	de	funções	complexas.	O	estudo	macroscópico	da	anatomia	sistêmica	
é	a	forma	mais	comum	de	proceder	os	estudos	anatômicos	relacionados	à	forma	
e	as	funções.	Para	exemplificar,	estudamos	isoladamente	os	aspectos	anatômicos	
do	sistema	esquelético,	sistema	articular	e	o	sistema	muscular,	no	entanto,	nenhum	
sistema	do	corpo	humano	funciona	sozinho,	juntos	formam	o	chamado	aparelho	
locomotor.	(DANGELO;	FATTINI,	2007;	MARIEB,	WILHELM;	MALLATT,	2014).
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
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9
1.1 Níveis de organização do corpo humano
O	corpo	humano	é	organizado	estruturalmente	em	seis	níveis	que	se	estende	desde	
átomos	 até	 a	 pessoa	 como	 um	 todo	 e	 ajuda	 na	 compreensão	 da	 anatomia,	 os	 níveis	
organizacionais	do	corpo	humano	são	os	seguintes:	os	níveis	químicos,	celular,	tecidual,	
orgânico,	sistêmico	e	organizacional	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
1)	 O	nível	químico	 inclui	 os	átomos,	que	são	as	menores	unidades	da	
matéria,	que	participam	de	reações	químicas	e	são	essenciais	para	a	manutenção	
da	vida,	como	por	exemplo:	oxigênio,	carbono,	hidrogênio,	fósforo	e	cálcio.	E	as	
moléculas,	que	são	caracterizadas	pela	ligação	de	átomos	entre	si,	um	exemplo	
das	moléculas	encontradas	no	corpo	humano	são	o	ácido	desoxirribonucleico	
(DNA),	o	material	genético	passado	de	geração	em	geração,	e	a	glicose	(açúcar	
do	sangue).
2)	 Nível celular: A	combinação	de	moléculas	forma	as	células,	que	são	as	
unidades	estruturais	e	funcionais	básicas	de	um	organismo	e	originam	os	tecidos	
que	são	o	próximo	nível	de	organização.	Como	exemplos	de	células	temos:	as	
células	musculares,	células	nervosas	e	as	células	epiteliais.	
3)	 O	 nível	 tecidual	 é	 formado	 por	 grupos	 de	 células	 com	 uma	 função	
específica.	Existem	quatro	 tipos	 básicos	 de	 tecidos	 em	nosso	 corpo:	 o	 tecido	
epitelial,	 o	 tecido	 conjuntivo,	 o	 tecido	 muscular	 e	 o	 tecido	 nervoso.	 O	 tecido	
epitelial	recobre	as	superfícies	externas	e	internas	do	corpo.	O	tecido	conjuntivo	
conecta,	dá	sustentação	e	protege	os	órgãos	do	corpo.	O	tecido	muscular realiza	
contração	 produzindo	 movimento	 do	 corpo,	 gerando	 calor.	 O	 tecido	 nervoso 
transmite	 informação	de	uma	parte	do	corpo	para	outra	por	meio	de	 impulsos	
nervosos.	
4)	 Nível orgânico:	os	órgãos	são	as	estruturas	compostas	por	diferentes	
tipos	 de	 tecidos	 e	 desempenham	 funções	 específicas.	 Exemplos	 de	 órgãos	
incluem	 o	 estômago,	 a	 pele,	 os	 ossos,	 o	 coração,	 o	 fígado,	 os	 pulmões	 e	 o	
encéfalo.
5)	 Nível sistêmico:Um	sistema	é	caracterizado	por	órgãos	relacionados	
com	uma	função	em	comum	como,	por	exemplo,	o	sistema	digestório,	que	digere	
e	absorve	os	alimentos.	Seus	órgãos	incluem	a	boca,	as	glândulas	salivares,	a	
faringe,	o	esôfago,	o	estômago,	o	intestino	delgado,	o	intestino	grosso,	o	fígado,	
a	vesícula	biliar	e	o	pâncreas.	Em	alguns	casos	um	órgão	pertence	a	mais	de	um	
sistema.	
6)	 Nível organizacional: 	 Um	 organismo	 envolve	 todas	 as	 partes	 do	
corpo	humano,	funcionando	em	conjunto.
1.2 Terminologias anatômicas	
Assim	como	toda	ciência,	a	anatomia	 também	possui	sua	 linguagem	própria	para	
descrever	o	organismo	e	suas	partes,	a	padronização	nos	termos	foi	necessária	pois	no	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
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10
final	do	século	XIX	houve	um	avanço	nas	descobertas	anatômicas	gerando	certa	desordem,	
pois	a	mesma	estrutura	recebe	denominações	diferentes	em	cada	centro	de	estudo.	Em	
1895,	foi	criada	a	primeira	nomenclatura	internacional	na	tentativa	de	uniformizar	os	termos	
e	dando	origem	ao	que	chamamos	de	terminologia	anatômica	 internacional	(DANGELO;	
FATTINI,	2007).
O	 conhecimento	 da	 terminologia	 anatômica	 é	 importante	 para	 promover	 a	
expressão	clara	e	apropriada	dos	 termos	de	maneira	correta.	Embora	você	conheça	os	
termos	 coloquiais	 para	 designar	 as	 partes	 e	 regiões	 do	 corpo	 o	 que	 é	 importante	 para	
facilitar	a	comunicação	com	os	indivíduos	leigos	que	procurem	atendimento,	vocês	futuros	
profissionais	da	área	da	saúde	aprendam	o	uso	da	terminologia	anatômica	internacional,	
para	permitir	a	comunicação	precisa	entre	profissionais	de	saúde	e	cientistas	do	mundo	
todo	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
1.2.1 Posição anatômica 
A	posição	anatômica	é	uma	posição	de	referência	utilizada	em	todas	as	descrições	
anatômicas	dando	significado	aos	termos	direcionais	utilizados	na	descrição	das	partes	e	
regiões	do	corpo.	As	discussões	sobre	o	corpo,	o	modo	como	se	movimenta,	sua	postura	
ou	 a	 relação	 entre	 uma	 e	 outra	 área	 assumem	que	 o	 corpo	 como	 um	 todo	 está	 numa	
posição	específica	chamada	posição	anatômica.
A	posição	anatômica	refere-se	à	posição	do	corpo	onde	o	indivíduo	se	encontra	ereto	
(posição	ortostática,	é	o	mesmo	que	em	pé)	com	a	cabeça,	e	pés	apontados	para	frente	e	
o	olhar	para	o	horizonte,	os	membros	superiores	estendidos	ao	lado	do	tronco	e	as	palmas	
das	mãos	voltadas	para	frente	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).	Usando	essa	posição	e	a	
terminologia	apropriada,	você	pode	relacionar	com	precisão	uma	parte	do	corpo	a	qualquer	
outra	parte.	
1.3.2. Planos anatômicos e secções
Para	estudarmos	a	Anatomia	Humana	é	necessário	conhecermos	os	chamados	planos	
anatômicos,	que	são	fundamentais	para	facilitar	as	descrições	anatômicas,	localização	e	
a	situação	dos	diferentes	órgãos	do	corpo	baseando-se	em	quatro	planos	imaginários	que	
cruzam	o	corpo	na	posição	anatômica	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).	
●	 Plano mediano ou	 também	 chamado	 de plano sagital mediano: É	
caracterizado	por	ser	o	plano	vertical	que	corta	o	corpo	longitudinalmente,	dividindo	o	
corpo	em	metades	direita	e	esquerda	que	passa	através	da	linha	mediana	do	corpo.
●	 	Plano sagital: são	planos	verticais	que	atravessam	o	corpo	paralelamente	
ao	plano	mediano.	
●	 Plano frontal (coronal): são	 planos	 verticais	 que	 atravessam	 o	 corpo	
formando	ângulos	retos	com	o	plano	mediano,	dividindo	o	corpo	em	partes	anterior	
(frente)	eno	intestino	resultando	principalmente	em	estercobilina,	que	dá	a	
coloração	marrom	às	fezes	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
SISTEMA 
URINÁRIO2
TÓPICO
97UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
 Como	já	visto	acima,	por	meio	do	sistema	digestório,	o	organismo	obtém	substâncias	
importantes	para	o	corpo	e	que	foram	perdidas	ou	utilizadas.	A	principal	função	do	sistema	
urinário	é	regular	o	volume	e	a	composição	do	líquido	extracelular.	Assim,	o	processo	de	
excreção	é	uma	consequência	desta	regulação	e	ao	longo	deste	tópico	abordaremos	os	
órgãos	 que	 constituem	 este	 sistema	 cuja	 função	 é	 imprescindível	 para	manutenção	 da	
homeostasia	do	corpo	humano.
2.1. Rins
Os	 rins possuem	 formato	 de	 grão	 de	 feijão,	 coloração	 vermelho	 parda	 e	
aproximadamente	10	a	12	cm	de	comprimento.	Eles	estão	localizados	entre	os	níveis	das	
últimas	vértebras	torácicas	e	a	terceira	vértebra	lombar	e	desempenham	a	principal	função	
do	sistema	urinário,	sendo	responsáveis	pela	filtração	do	plasma	sanguíneo	e	produção	da	
urina.	A	urina	formada	pelos	rins	passa	pelos	ureteres,	em	seguida,	segue	para	a	bexiga	
urinária	para	ser	armazenada	e,	por	fim,	pela	uretra	para	ser	eliminada	pelo	corpo.	Além	
disso,	eles	ajudam	a	regular	a	pressão	arterial,	o	pH	e	os	níveis	de	glicose	no	sangue,	e	na	
liberação	hormonal	de	calcitriol	e	eritropoietina.	
Os	 rins	 são	 revestidos	 pela	 cápsula	 fibrosa	 e	 externamente	 à	 cápsula	 fibrosa,	
encontra-se	a	 cápsula	adiposa,	 ambas	com	 função	de	proteção	e	ancoragem	do	órgão	
na	 cavidade	 abdominal.	 Na	 região	 do	 centro	 da	margem	 côncava	 dos	 rins	 encontra-se	
o	hilo	renal,	o	qual	possui	artérias,	veias	e	vasos	linfáticos	que	atravessam	os	rins.	Todo	
esse	conjunto	é	chamado	pedículo	renal.	Os	rins	são	filtrados	pelas	artérias	renais	direita	
e	esquerda	que	ramifica	originando	as	arteríolas	eferentes.	A	artéria	renal	penetra	no	seio	
renal	e	conduz	boa	parte	do	sangue	bombeado	do	coração	para	ser	filtrado	no	rim.
98UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
Os	 rins	 apresentam	 duas	 regiões:	 a	 região	 vermelha	 clara	 superficial,	 chamada	
córtex	renal,	e	a	região	vermelha	escura	profunda,	chamada	medula	renal,	a	qual	consiste	
em	várias	estruturas	chamadas	pirâmides	renais.	O	córtex	renal	e	as	pirâmides	renais	da	
medula	renal	constituem	o	parênquima	onde	contém	os	néfrons,	a	unidade	 funcional	do	
rim	e que	forma	a	urina.	Os	néfrons	são	formados	pelo	glomérulo	renal,	cápsula	glomerular	
(cápsula	 de	 Bowman),	 túbulo	 contorcido	 proximal,	 túbulo	 reto	 (alça	 de	 Henle)	 e	 túbulo	
contorcido	distal.
Depois	que	a	urina	é	formada	nos	túbulos	pertencentes	aos	néfrons,	ela	é	recebida	
nos	ductos	coletores.	Estes	se	unem	em	vários	ductos	papilares	que	se	estendem	ao	longo	
das	papilas	renais	das	pirâmides	e	que	drenam	a	urina	para	o	interior	dos	cálices	renais	
maiores	e	menores.	Ela	então	flui	através	da	pelve	renal	e,	por	fim,	segue	pelo	ureter	até	a	
bexiga	urinária	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	Para	facilitar	o	entendimento,	observe	
na	figura	3,	a	estrutura	anatômica	dos	rins	e	dos	néfrons.
FIGURA 3A: CORTE	SAGITAL	DO	RIM	MOSTRANDO	O	SUPRIMENTO	
SANGUÍNEO,	CÓRTEX,	MEDULA,	PIRÂMIDES	E	CÁLICE	RENAL
99UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
FIGURA 3B: ILUSTRAÇÃO ANATÔMICAS DO NÉFRON
Para	 produzir	 urina,	 os	 néfrons	 e	 os	 ductos	 coletores	 realizam	 três	 processos:	
filtração,	reabsorção	e	secreção	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
●	 Filtragem glomerular:	a	água	e	grande	parte	dos	solutos	do	plasma	sanguíneo	são	
filtrados	e	passam	para	a	cápsula	glomerular.
●	 Reabsorção tubular:	conforme	o	líquido	filtrado	flui	ao	longo	dos	túbulos	renais	e	
ductos	coletores,	grande	parte	da	água	e	dos	solutos	úteis	são	reabsorvidos.
●	 Secreção tubular:	ao	longo	do	túbulo	renal	e	do	ducto	coletor,	substâncias	como	
escórias	metabólicas,	fármacos	e	excesso	de	íons	são	secretados.	
2.2. Ureteres
Os	ureteres estão	 localizados	no	hilo	renal.	Eles	possuem	a	função	de	transporte	
da	urina	dos	rins	para	a	bexiga	urinária	por	meio	de	contrações	peristálticas	das	paredes	
musculares,	pressão	hidrostática	e	gravidade.
2.3 Bexiga urinária
A	bexiga	urinária é	um	órgão	cuja	função	é	o	armazenamento	da	urina	até	esta	ser	
eliminada	do	corpo.	Nos	homens,	ela	está	localizada	anteriormente	ao	reto	e,	nas	mulheres,	
anteriormente	à	 vagina	e	 inferior	 ao	útero.	A	capacidade	média	da	bexiga	urinária	é	de	
aproximadamente	300	a	700	ml.	
100UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
No	seu	assoalho	tem-se	uma	pequena	área	triangular	chamada	trígono	da	bexiga.	
Os	dois	cantos	posteriores	desse	trígono	contêm	os	dois	óstios	dos	ureteres	e	a	abertura	
da	uretra,	chamada	de	óstio	interno	da	uretra	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	A	micção	
ocorre	por	meio	de	uma	combinação	de	contrações	musculares	involuntárias	e	voluntárias.	
A	musculatura	da	bexiga	faz	com	que,	no	momento	da	micção,	o	óstio	 interno	da	uretra	
se	abre	e	os	óstios	dos	ureteres	se	fechem,	evitando	então	que	ocorra	refluxo	de	urina	da	
bexiga	em	direção	aos	rins.
2.4 Uretra
Por	fim,	a	uretra	é	o	segmento	 terminal	do	sistema	urinário	e	a	 responsável	pela	
eliminação	da	urina	do	corpo.	Na	mulher,	a	uretra	realiza	apenas	a	passagem	da	urina,	ao	
passo	que	nos	homens,	ela	também	libera	o	sêmen,	líquido	que	contém	espermatozoides.	
Nos	homens,	mede	aproximadamente	20	cm	de	comprimento,	enquanto	que,	nas	mulheres,	
cerca	de	4	cm.	
Nas	mulheres,	a	uretra	é	mais	retilínea	e	abre-se	para	o	exterior	por	meio	do	óstio	
externo	 da	 uretra	 que	 está	 localizado	 entre	 o	 clitóris	 e	 a	 abertura	 vaginal.	 Já	 a	 uretra	
masculina	é	mais	sinuosa	e	é	dividida	em	três	partes:	parte	prostática	(passa	através	da	
próstata;	 nela	 se	 situa	 o	 esfíncter	 interno	 da	 uretra);	 parte	 membranácea	 (porção	 que	
atravessa	o	músculo	transverso	profundo	do	períneo;	nela	se	situa	o	esfíncter	externo	da	
uretra);	e	parte	esponjosa	(que	atravessa	o	pênis	e	termina	na	glande,	no	óstio	externo	da	
uretra)	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
SISTEMA GENITAL 
MASCULINO3
TÓPICO
101UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
3.1 Introdução ao Sistema genital masculino
A	reprodução	é	indispensável	para	a	continuidade	da	vida.	Assim,	os	órgãos	genitais	
são	adaptados	para	a	produção	de	gametas,	facilitar	a	fertilização	e,	nas	mulheres,	permitir	
o	crescimento	do	feto.
 Os	órgãos	do	sistema	genital	masculino	incluem	os	testículos,	um	sistema	de	ductos	
composto	pelo	epidídimo,	ducto	deferente,	ductos	ejaculatórios	e	uretra,	glândulas	sexuais	
acessórias	(glândulas	seminais,	próstata	e	glândulas	bulbouretrais),	escroto	e	pênis.	
3.2 Testículos
Os	testículos	ou	gônadas	masculinas,	são	glândulas	de	formato	oval,	localizadas	no	
escroto,	medindo	cerca	de	5	cm	de	comprimento	e	2,5	cm	de	diâmetro.	Quando	é	atingida	
a	maturidade	sexual,	os	testículos	são	responsáveis	pela	produção	dos	espermatozoides	e	
do	hormônio	masculino	testosterona	pelas	células	intersticiais.	
Os	 testículos	são	 revestidos	parcialmente	por	uma	 túnica	serosa	chamada	 túnica	
vaginal	do	testículo.	Internamente	a	ela,	ele	é	circundado	por	uma	cápsula	fibrosa	branca,	
a	túnica	albugínea,	formando	septos	que	os	dividem	em	250	a	400	compartimentos	internos	
chamados	lóbulos	dos	testículos.	Cada	um	desses	lóbulos	contém	de	1	a	3	túbulos	bem	
enrolados,	 os	 túbulos	 seminíferos,	 onde	 os	 espermatozoides	 são	 produzidos	 em	 um	
processo	chamado	de	espermatogênese.	Esses	túbulos	se	unem	para	formar	os	túbulos	
seminíferos	retos	que	formam	a	rede	testicular	e	de	onde	partem	os	ductos	eferentes.	No	
epidídimo,	estes	originam	o	ducto	do	epidídimo	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
A	irrigação	e	drenagem	dos	testículos	se	dá	pelas	artérias	e	veias	testiculares.	Veja-
mos	na	figura	abaixo	(Figura 4),	as	estruturas	e	canais	que	compõem	os	testículos.	
102UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
FIGURA 4: ESTRUTURA ANATÔMICA DO TESTÍCULO.
Fonte:	DRAKE	et al.,	2011,	p.	225.
3.3 Bolsa escrotal
O	escrotoé	uma	estrutura	que	se	encontra	pendurada	na	raiz	do	pênis	e	tem	a	função	
de	suportar	os	testículos	e	epidídimos.	Ele	tem	a	aparência	de	uma	pequena	bolsa	de	pele	
e	está	separada	em	porções	por	uma	divisão	chamada	rafe	do	escroto.	 Internamente,	o	
septo	do	escroto	se	divide	em	dois	sacos	onde	cada	um	contém	um	testículo.	O	septo	do	
escroto	é	constituído	por	uma	tela	subcutânea	e	tecido	muscular	chamado	músculo	dartos,	
que	é	composto	de	feixes	de	fibras	de	músculo	liso	e	importante	para	a	termorregulação	
testicular.	Associado	a	cada	testículo	no	escroto	está	o	músculo	cremaster,	uma	continuação	
do	músculo	oblíquo	interno	do	abdome	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
Por	estar	localizado	externamente	ao	corpo	humano,	o	escroto	é	capaz	de	manter	
a	sua	temperatura	2-3	graus	abaixo	da	temperatura	corporal	normal,	o	que	é	fundamental	
para	a	produção	normal	dos	espermatozoides.
3.4 Ductos do sistema genital masculino
Os	ductos são	responsáveis	pelo	transporte	e	armazenamento,	além	de	auxiliarem 
na	maturação	dos	espermatozoides.	O	epidídimo é	um	tubo	enovelado	com	cerca	de	4	cm	
de	comprimento	e	está	 localizado	 junto	aos	testículos. Funcionalmente,	é	onde	ocorre	a	
maturação	e	armazenamento	temporário	dos	espermatozoides.	O	epidídimo	possui	cabeça,	
corpo	e	cauda.	No	interior	da	cauda,	o	ducto	do	epidídimo	torna-se	menos	enrolado	e	o	seu	
diâmetro	aumenta,	prolongando-se	como	ducto deferente.	
103UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
Este,	por	sua	vez,	tem	como	função	guiar	os	espermatozoides,	durante	a	excitação	
sexual,	do	epidídimo	até	o	ducto	ejaculatório.	Por	fim,	os	ductos ejaculatórios	medem	cerca	
de	2	cm	de	comprimento	e	ejetam	os	espermatozoides	e	secreções	das	glândulas	seminais	
antes	da	liberação	do	sêmen	da	uretra	para	o	exterior	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
3.5 Uretra
Nos	 homens,	 a	 uretra	 é	 um	 longo	 canal	 compartilhado	 pelos	 sistemas	 genital	 e	
urinário,	servindo	de	passagem	tanto	para	o	sêmen	quanto	para	a	urina,	conforme	abordado	
no	tópico	2	desta	mesma	unidade.	Tais	funções	não	são	realizadas	ao	mesmo	tempo.
3.6 Glândulas sexuais acessórias
As	 glândulas	 sexuais	 acessórias	 incluem	 as	 glândulas	 seminais,	 a	 próstata	 e	 as	
glândulas	bulbouretrais.	As	glândulas seminais	são	glândulas	pares,	com	cerca	de	5	cm	de	
comprimento	e	estão	localizadas	atrás	da	bexiga	urinária	e	na	frente	do	reto.	São	elas	que	
secretam	o	líquido	seminal,	que	neutraliza	o	meio	ácido	da	uretra	masculina	e	do	sistema	
genital	feminino,	contém	frutose	utilizada	para	a	produção	de	ATP	pelos	espermatozoides,	
e	contribui	para	a	ativação	e	nutrição	deles.	
A	próstata	é	uma	estrutura	ímpar	com	aproximadamente	o	tamanho	de	uma	bola	de	
golfe,	formada	internamente	por	30	a	50	glândulas	e	externamente	envolvida	por	cápsula	
fibrosa.	Está	 localizada	 inferiormente	 à	 bexiga	 urinária	 e	 circunda	 a	 parte	 prostática	 da	
uretra.	 É	 responsável	 pela	 secreção	 do	 líquido	 prostático	 que	 também	 contribui	 para	 a	
motilidade	e	viabilidade	dos	espermatozoides.
 O	 par	 de	 glândulas bulbouretrais	 possuem	 o	 tamanho	 de	 ervilhas	 e	 estão	
localizadas	abaixo	da	próstata,	em	ambos	os	lados	da	uretra.	Durante	a	excitação	sexual,	
elas	 secretam	um	 líquido	alcalino	que	não	contém	espermatozoides	e	 tem	a	 função	de	
neutralizar	o	pH	ácido	na	uretra.	Isso	serve	de	proteção	aos	espermatozoides,	uma	vez	que	
eles	perdem	a	mobilidade	quando	em	meio	ácido.	Também	secretam	um	muco	que	lubrifica	
a	ponta	do	pênis	e	a	túnica	mucosa	da	uretra	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
 
3.7 Pênis
O	pênis	 é	 uma	 estrutura	 que	 contém	a	 uretra	 e	 é	 composto	 por	 um	 corpo,	 uma	
glande	(extremidade	distal	e	sua	margem	é	chamada	de	coroa	da	glande)	e	uma	raiz	(parte	
fixa	presa	ao	períneo).	Recobrindo	a	glande	em	um	pênis	não	circuncidado	está	o	prepúcio	
do	pênis.	
O	corpo	do	pênis	é	constituído	por	três	massas	cilíndricas	de	tecido	erétil,	cada	uma	
circundada	por	tecido	fibroso	chamado	de	túnica	albugínea.	As	duas	massas	dorsolaterais	
são	chamadas	de	corpos	cavernosos,	e	a	massa	média	ventral	menor,	chamada	de	corpo	
esponjoso	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
104UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
No	 interior	 dos	 corpos	 cavernosos	 há	 numerosas	 trabéculas	 formando	 espaços	
cavernosos	que,	no	momento	da	ereção,	se	enchem	de	sangue	proveniente	das	artérias	
profundas	e	artéria	dorsal	do	pênis.	O	pênis	retorna	ao	seu	estado	flácido	quando	as	artérias	
relaxam	e	começam	a	se	contrair.
SISTEMA GENITAL 
FEMININO4
TÓPICO
105UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
4.1 Órgão do Sistema genital feminino
 Faz	parte	do	sistema genital feminino	os	ovários	(gônadas	femininas),	as	 tubas	
uterinas,	o	útero,	a	vagina	e	os	órgãos	externos,	que	constituem	o	pudendo	feminino.	
4.2	Ovários
Os ovários são	gônadas	femininas	com	formato	oval	e	tamanho	semelhantes	aos	de	
uma	amêndoa,	nos	quais	se	desenvolvem	os	ovócitos	(gametas	ou	células	germinativas	
femininas)	e	também	responsáveis	pela	produção	dos	hormônios	progesterona	e	estrógeno	
(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).	
As	mulheres	possuem	dois	ovários	que	estão	localizados	na	pelve,	em	depressões	
denominadas	de	 fossas	ováricas	e	medindo	cerca	de	3	cm	de	comprimento	cada.	Eles	
estão	presos	ao	útero	e	à	cavidade	pélvica	por	meio	de	ligamentos.	Cada	um	é	suspenso	
por	uma	curta	prega	peritoneal	chamada	mesovário.	O	ligamento	suspensor	do	ovário	é	
outra	prega	peritoneal	por	onde	vasos	sanguíneos,	linfáticos	e	os	nervos	ovarianos	entram	
e	saem.	Medialmente	ao	mesovário,	o	ligamento	útero-ovárico	curto	fixa	o	ovário	ao	útero	
(TORTORA;	DERRICKSON,	2016;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
 Internamente,	os	ovários	são	revestidos	pelo	epitélio	germinativo	e	contém	a	região	
do	córtex,	onde	se	encontram	os	folículos	ovarianos	primários	contendo	os	ovócitos,	e	o	
estroma,	feito	de	tecido	conjuntivo	e	vasos	sanguíneos.	A	mulher	já	nasce	com	todos	os	
ovócitos	que	serão	produzidos	durante	a	sua	vida.
106UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
4.3 Tubas uterinas
 Perto	dos	ovários	estão	localizadas	as	tubas	uterinas,	que	se	estendem	lateralmente	
a	partir	do	útero.	Possuem	cerca	de	10	cm	de	comprimento	e	são	as	responsáveis	pela	
condução	do	ovócito,	que	é	 liberado	mensalmente	durante	a	vida	 fértil, para	o	útero.	As	
tubas	uterinas	podem	ser	divididas	em	quatro	partes:
●	 Infundíbulo da tuba uterina: é	a	parte	afunilada	próxima	do	ovário	e	que	se	abre	
para	 a	 cavidade	 pélvica	 (região	 terminal).	 Ela	 termina	 em	 estruturas	 similares	 a	
franjas	denominadas	fímbrias,	que	estão	ligadas	à	extremidade	lateral	do	ovário.	Do	
infundíbulo,	a	tuba	uterina	se	insere	no	ângulo	lateral	superior	do	útero.	
●	 Ampola da tuba uterina:	 é	 a	 parte	mais	 larga	 e	 longa,	 onde	geralmente	 ocorre	
fecundação.
●	 Istmo da tuba uterina:	é	a	parte	curta,	afilada	e	de	paredes	espessas	que	se	une	
ao	útero.
●	 Parte uterina:	é	a	porção	curta	que	atravessa	a	parede	do	útero	e	se	abre,	através	
do	óstio	uterino	da	tuba,	para	a	cavidade	do	útero	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016;	
MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
4.4 Útero
 O	 útero	 é	 um	 órgão	 muscular	 oco,	 ímpar,	 com	 paredes	 espessas	 onde	 ocorre	 a	
implantação	de	um	óvulo	fertilizado	e	o	desenvolvimento	do	feto	durante	a	gestação	e	parto.	
Para	isso,	o	útero	possui	paredes	musculares	que	se	adaptam	para	o	crescimento	do	feto	e	
também	garantem	a	força	para	a	sua	expulsão	durante	o	parto	(MOORE,	2014).	Durante	os	
ciclos	reprodutivos,	quando	essa	implantação	não	ocorre,	ele	é	a	fonte	do	fluxo	menstrual.	
O	útero	está	localizado	entre	a	bexiga	urinária	e	o	reto	e	possui	tamanho	e	formato	
de	uma	pera	pequena.	Embora	possa	variar	muito,	no	geral,	ele	possui	cerca	de	7,5	cm	de	
comprimento,	5	cm	de	largura	e	2	cm	de	espessura.
O	útero	apresenta	três	regiões	distintas:	 fundo	do	útero,	corpo	do	útero	e	colo	do	
útero.	O	corpo	do	útero	é	separado	do	colo	pelo	istmo	do	útero,	um	segmento	estreitado	e	
medindo	cerca	de	1	cm	de	comprimento.	Já	o	colo	do	útero	(oucérvix	do	útero)	é	dividido	em	
uma	porção	supravaginal,	localizada	entre	o	istmo	e	a	vagina,	e	uma	porção	vaginal,	a	qual	
circunda	o	óstio	do	útero.	Juntos,	o	canal	do	colo	do	útero	e	o	lúmen	da	vagina	constituem	
o	canal	de	parto,	onde	o	feto	atravessa	ao	fim	da	gestação	(TORTORA;	DERRICKSON,	
2016;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
A	parede	do	corpo	do	útero	é	formada	por	três	camadas:
●	 Perimétrio:	camada	mais	externa,	formada	por	tecido	conjuntivo.	
●	 Miométrio:	camada	intermediária,	formada	por	musculatura	lisa	e	que	possibilita	as	
contrações	na	hora	do	parto.
107UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
●	 Endométrio:	 camada	 mais	 interna,	 formada	 por	 tecido	 epitelial	 altamente	
vascularizado.	É	onde	o	blastocisto	se	implanta	quando	ocorre	a	fecundação,	mas,	
caso	isso	não	ocorra,	essa	camada	é	eliminada	durante	a	menstruação.
O	útero	está	fixado	à	cavidade	pélvica	por	meio	de	algumas	estruturas,	sendo	o	ligamento	
útero-ovárico	que	se	fixa	ao	útero	póstero	inferiormente	à	junção	útero	tubárica;	o	ligamento	
redondo	do	útero	o	qual	fixa-se	anteroinferiormente	a	essa	junção;	e	o	ligamento	largo	do	útero,	
que	também	ajuda	a	manter	o	útero	em	posição	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
Para	melhorar	o	entendimento,	veja	na	figura	abaixo	(Figura 5)	cada	componente	
referente	ao	sistema	genital	feminino	estudado	até	agora.
FIGURA 5. ESTRUTURA DO ÚTERO E DOS OVÁRIOS (VISTA POSTERIOR). 
Fonte:	DRAKE	et al.,	2011,	p.	228.
4.5 Vagina
 A	vagina	é	um	tubo	musculomembranoso	distensível,	com	cerca	de	7	a	10	cm	de	
comprimento,	que	se	estende	do	colo	do	útero	até	o	óstio	da	vagina	(comunica	a	vagina	
com	o	meio	 externo),	 abrindo-se	 no	 vestíbulo	 da	 vagina.	O	 óstio	 da	 vagina	 pode	 estar	
parcialmente	cerrado	devido	à	uma	membrana	fina	denominada	hímen.
A	vagina	está	situada	entre	a	bexiga	urinária	e	o	reto	e	recebe	o	pênis	durante	a	relação	
sexual,	além	de	servir	de	passagem	para	o	parto	e	para	o	líquido	menstrual.	Quatro	músculos	
realizam	a	 sua	 compressão	e	atuam	como	esfíncteres:	 pubovaginal,	 esfíncter	 externo	da	
uretra,	esfíncter	uretrovaginal	e	bulbo	esponjoso	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
108UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
A	mucosa	 vaginal	 contém	 também	 glândulas	 produtoras	 de	muco	 e	 células	 que	
sintetizam	 glicogênio	 e	 partículas	 de	 gordura,	 que	 são	 fontes	 de	 nutrientes	 para	 os	
lactobacilos	encontrados	nesta	região	responsáveis	por	manter	o	pH	vaginal	ácido	servindo	
de	proteção	contra	outros	microrganismos.
4.6 Pudendo feminino
 O	termo	pudendo	feminino	refere-se	aos	órgãos	genitais	externos	da	mulher.	Fazem	
parte	desse	grupo	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014):
●	 Monte do púbis:	 é	 uma	 elevação	 de	 tecido	 adiposo	 recoberta	 por	 pele	 e	 pelos	
pubianos,	localizada	anteriormente	às	aberturas	vaginal	e	uretral.
●	 Lábios maiores do pudendo:	 são	 duas	 pregas	 de	 pele	 recobertas	 por	 pelos	
pubianos,	e	possuem	tecido	adiposo,	glândulas	sebáceas	e	sudoríparas	apócrinas.
●	 Lábios menores do pudendo:	são	as	duas	pregas	menores	localizadas	medialmente	
aos	lábios	maiores	e	não	possuem	pelos	e	gordura,	mas	possuem	glândulas	sebáceas	
e	poucas	glândulas	sudoríparas.	
●	 Clitóris:	 pequena	 massa	 cilíndrica	 formada	 por	 dois	 corpos	 cavernosos,	 nervos	
e	 vasos	 sanguíneos.	 Está	 localizado	 na	 junção	 anterior	 dos	 lábios	 menores	 do	
pudendo.
●	 Vestíbulo da vagina:	região	entre	os	lábios	menores.	No	seu	interior	contém	o	hímen	
(quando	existe),	o	óstio	da	vagina	(abertura	para	o	exterior),	o	óstio	externo	da	uretra	
(abertura	da	uretra	para	o	exterior)	e	as	aberturas	dos	ductos	de	diversas	glândulas.
●	 Bulbo do vestíbulo:	par	de	massas	alongadas	de	tecido	erétil	que	se	enchem	de	
sangue	durante	a	excitação	sexual	estreitando	o	óstio	da	vagina.
Por	fim,	o	períneo	corresponde	a	área	em	forma	de	diamante	posicionada	medialmente	
às	coxas	e	às	nádegas,	em	ambos	os	sexos,	e	contém	os	órgãos	genitais	externos	e	o	ânus.
4.7 Glândulas mamárias
 As	glândulas	mamárias	(Figura 6)	são	consideradas	parte	do	tegumento	e	do	sistema	
genital	feminino.	Possuem	função	de	sintetizar,	secretar	e	ejetar	leite	para	a	alimentação	do	
recém-nascido.	
Cada	mama	possui	a	papila	mamária,	uma	projeção	pigmentada	contendo	ductos	
lactíferos,	dos	quais	emergem	leite.	A	área	circular	de	pele	pigmentada	ao	redor	do	mamilo	
é	chamada	de	aréola	e	possui	aspecto	áspero	devido	à	presença	de	glândulas	sebáceas	
modificadas.	
No	 interior	 de	 cada	mama	está	 uma	glândula	mamária,	 a	 qual	 consiste	 em	15	a	
20	lobos	possuindo	vários	compartimentos	menores	chamados	lóbulos	que,	por	sua	vez,	
contém	agrupamentos	de	glândulas	secretoras	de	leite	chamados	de	alvéolos	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).	
109UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
FIGURA 6: GLÂNDULAS MAMÁRIAS 
Fonte:	TORTORA;	DERRICKSON,	2016,	p.	1457.	
Quando	 está	 sendo	 produzido,	 o	 leite	 passa	 dos	 alvéolos	 por	 vários	 túbulos	
secundários	 e,	 em	 seguida,	 para	 os	 ductos	 mamários.	 Próximo	 do	 mamilo,	 os	 ductos	
mamários	se	expandem	discretamente	para	formar	seios	chamados	seios	lactíferos,	para	
onde	o	leite	será	drenado	para	um	ducto	lactífero	e,	então,	transportados	para	o	exterior	
(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
110
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por 
alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV). Este é o terceiro tumor maligno mais frequente na população 
feminina, estando atrás apenas do câncer de mama e câncer colorretal. A visualização direta do colo do 
útero e o exame celular e histológico por meio de esfregaços de Papanicolau auxilia na prevenção dessa 
doença (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2021).
Cistite é uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, 
presente no intestino e importante para a digestão. No trato urinário, porém, essa bactéria pode infectar 
a uretra (uretrite), a bexiga (cistite) ou os rins (pielonefrite). Outros microrganismos também podem 
provocar cistite. Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela ocorre mais nas 
mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua ocorrência. A uretra da mulher, 
além de muito mais curta que a do homem, está mais próxima do ânus. Nos homens, depois dos 50 anos, o 
crescimento da próstata provoca retenção de urina na bexiga e pode causar cistite (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 
2021).
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
111
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Ao	 final	 desta	 unidade,	 pudemos	 aprofundar	 nossos	 conhecimentos	 acerca	 dos	
órgãos	que	constituem	os	sistemas	digestório,	urinário	e	reprodutor	masculino	e	feminino,	
bem	como	a	função	desempenhada	por	cada	um.	
	 Todos	os	sistemas	do	corpo	humano	são	importantes	para	a	manutenção	da	vida.	O	
sistema	digestório	é	responsável	pelo	processamento	dos	alimentos	que	consumimos	no	
dia-a-dia	e	pela	absorção	de	água	e	nutrientes.	Já	o	sistema	urinário,	possui	principalmente	
a	função	de	regular	o	volume	e	composição	do	líquido	extracelular	e,	consequentemente,	
eliminar	escórias	metabólicas	por	meio	da	urina.	Por	fim,	sem	o	sistema	reprodutor,	não	
teríamos	a	perpetuação	das	espécies	animais.	É	nele	que	são	produzidos	os	gametas,	ou	
seja,	as	células	reprodutoras,	e	que	possui	estruturas	que	também	permitem	a	fecundação	
e	sustento	do	feto.
Assim,	o	estudo	da	anatomia	humana	é	de	fundamental	importância	para	possibilitar	
aos	 profissionais	 o	 entendimento	 aprofundado	 da	 morfologia,	 localização,	 função	 e	
organização	dos	órgãos	e	sistemas	do	corpo	humano.
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
112
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO	
Título: Gray´s, atlas de anatomia.
Autor: DRAKE, R.L.; VOGL, A.W.; MITCHELL, A.W.M.; TIBBITTS, 
R.M.; RICHARDSON, P.E.
Editora: Elsevier
Sinopse: Este livro apresenta imagens didáticas das estruturas 
anatômicas de cada sistema do corpo humano. Além disso, 
demonstra a correlação com imagens clínicas apropriadase 
anatomia de superfície, permitindo melhor entendimento do 
profissional em relação às estruturas estudadas.
FILME/VÍDEO	
Título:	Rins:	o	grande	filtro	do	nosso	corpo
Ano: 2019.
Sinopse:	 Os	 rins	 são	 os	 órgãos	 responsáveis	 por	 filtrar	 as	 im-
purezas	do	nosso	corpo.	Este	vídeo	mostra	quais	são	os	hábitos	
que	você	precisa	adotar	e/ou	abandonar	para	mantê-los	sempre	
saudáveis	e	funcionando	bem.
Link do vídeo:	https://www.youtube.com/watch?v=C6WhwWfRL-
RA
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
113
Prezado(a) aluno(a),
Neste	material,	busquei	trazer	para	você	de	forma	resumida	e	didática	os	principais	
conceitos	utilizados	na	disciplina	de	anatomia	humana,	definição	dos	sistemas	e	os	órgãos	
que	formam	o	corpo	humano.	Inicialmente,	abordamos	o	conteúdo	introdutório	da	anatomia	
humana,	conceituando	termos	utilizados	pelos	anatomistas	e	que	são	fundamentais	para	
a	 compreensão	 da	 literatura	 técnica-científica.	 Seguimos,	 abordando	 os	 seis	 níveis	 de	
organização	do	corpo	humano	e	para	facilitar	o	estudo	da	anatomia	humana	neste	material	
nos	 baseamos	 no	 estudo	 da	 anatomia	 sistêmica,	 que	 é	 uma	 das	 formas	 didáticas	 de	
estudo	desta	disciplina	que	caracteriza	o	estudo	na	descrição	aprofundada	das	partes	que	
compõem	um	sistema	específico	do	corpo	humano.
Desta	forma,	apresentei	a	você	três	sistemas	do	corpo	humano:	sistema	esquelético,	
articular,	 muscular	 que	 juntos	 formam	 o	 aparelho	 locomotor	 que	 é	 responsável	 pela	
movimentação	do	corpo.	Abordamos,	as	funções	básicas	destes	sistemas	e	as	estruturas	
anatômicas	que	os	compõem	como:	ossos,	articulações	e	músculos.	Demos	sequência	aos	
estudos	focando	no	sistema	circulatório	que	recebe	este	nome	por	promover	a	circulação	
de	um	meio	 líquido	 (sangue	ou	 linfa)	 através	de	uma	 rede	de	 tubulações	denominadas	
vasos.	Caso	o	líquido	transportado	seja	o	sangue	fluindo	pelos	vasos	sanguíneos,	temos	o	
sistema	cardiovascular.	A	circulação	sanguínea	ocorre	graças	a	ação	do	bombeamento	do	
coração	que	impulsiona	o	sangue	a	sair	do	coração	em	direção	as	artérias,	estas	por	sua	
vez	se	ramificam	até	se	 tornarem	capilares	sanguíneos	que	 irrigam	os	tecidos	corporais	
transportando	 pelo	 sangue	 oxigênio	 e	 nutrientes,	 e	 também	 promove	 o	 transporte	 de	
dióxido	de	carbono	(CO2)	e	resíduos	celulares	que	se	difundem	dos	tecidos	para	a	corrente	
sanguínea.		Contudo,	o	outro	sistema	promove	a	circulação	de	um	líquido	denominado	linfa	
através	de	tubulações	agora	chamados	vasos	linfáticos,	temos	a	caracterização	do	sistema	
linfático.	 Todavia,	 como	 apresentado	 a	 você	 que	 o	 objetivo	 da	 circulação	 sanguínea	 é	
promover	aos	tecidos	o	suprimento	de	nutrientes	e	oxigênio	garantindo	assim	a	manutenção	
do	tecido	celular.	Apresentei	a	você	as	estruturas	anatômicas	do	sistema	respiratório	cuja	
função	primordial	é	realizar	a	 troca	dos	gases	(oxigênio	e	dióxido	de	carbono)	com	o	ar	
atmosférico,	garantindo	a	concentração	de	oxigênio	no	sangue	necessária	para	a	realização	
das	reações	metabólicas	celulares.						
	 Destacamos	 também	 a	 importância	 imprescindível	 do	 sistema	 nervoso	 que	 é	
responsável	 por	 controlar	 as	 ações	exercidas	 por	 todos	os	 sistemas	do	 corpo	humano.	
O	 sistema	 nervoso	 possui	 a	 capacidade	 de	 estabelecer	 conexões	 estabelecidas	 pelos	
neurônios	promovendo	a	captação	de	estímulos,	processando	a	informação	e	produzindo	
uma	variedade	de	resposta	manifesta	no	órgão	efetor.
CONCLUSÃO GERAL
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
114
	 Levantamos	 o	 papel	 fundamental	 para	 a	 manutenção	 da	 vida	 exercido	 pelos	
sistemas	 digestório,	 urinário	 e	 reprodutor	 (genital	 masculino	 e	 feminino).	 O	 sistema	
digestório	é	responsável	desde	a	quebra	do	alimento	em	moléculas	menores	permitindo	
que	nossas	células	possam	absorver	os	nutrientes.	Contudo,	também	produz	a	formação	
das	fezes	que	são	os	resíduos	de	alimento	não	digerido	que	precisam	ser	eliminados	dos	
organismos.	 Outro	 sistema	 que	 também	 promove	 a	 excreção	 de	 resíduos	 é	 o	 sistema	
renal,	responsável	pela	filtragem	do	sangue	e,	como	consequência	desse	processo,	elimina	
restos	metabólicos	através	da	urina.	Este	processo	é	fundamental	para	a	manutenção	do	
equilíbrio	das	funções	orgânicas.	O	sistema	reprodutor	possui	características	distintas	entre	
os	gêneros	e	produzem	os	gametas	permitindo,	assim,	a	reprodução	e	a	continuação	da	
espécie	humana.
	 Com	 base	 neste	 conteúdo	 abordado,	 considero	 que	 a	 partir	 de	 agora	 você	 está	
preparado	para	seguir	adiante	com	os	estudos	de	outras	disciplinas	que	farão	de	você	no	
futuro	um	profissional	capacitado	para	desenvolver	as	mais	diversas	funções	atribuídas	aos	
profissionais	da	área	da	saúde.
 Até uma próxima oportunidade. Muito obrigado!
UNIDADE 4 SISTEMAS DIGESTÓRIO, URINÁRIO E GENITAL
115
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Gray´s, atlas de anatomia.	1ª	ed.	Rio	de	Janeiro:	Elsevier,	2011.
INSTITUTO	NACIONAL	DO	CÂNCER	(Brasil).	Tipos de câncer. Brasília:	Instituto	Nacional	
do	Câncer,	 2010.	Disponível	 em:	 https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-colo-
-do-utero.	Acesso	em:	03	jul.	2021.
LASMAR,	N.	P;	VIEIRA,	R.	B;	ROSA,	J;	LASMAR,	R.	C.	P;	SCARPA,	A.	C.	Condromatose 
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MOORE,	K.L.;	DALLEY,	A.F.;	AGUR,	A.M.R.	Anatomia orientada para a clínica.	7ª	ed.	Rio	
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Janeiro:	Editora	Guanabara	Koogan,	2016.
 
TORTORA,	G;	DERRICKSON,	B.	Princípios de Anatomia e Fisiologia. Rio	de	Janeiro:	
Guanabara	Koogan,	2016.
https://cdn.publisher.gn1.link/rbo.org.br/pdf/45-5/condromatose_sinovial.pdf
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TELEFONE (44) 3045 - 9898
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	Site UniFatecie 3:posterior	(atrás).
●	 Plano transverso: são	planos	horizontais	que	atravessam	o	corpo	formando	
ângulos	retos	com	os	planos	mediano	e	frontal,	dividindo	o	corpo	em	partes	superior	
e	inferior.	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
11
1.3.2.1. Planos de secção 
Ao	estudar	uma	região	corporal	é	mostrada	uma	secção	do	mesmo.	Uma	secção	é	
um	corte	do	corpo	ou	de	um	de	seus	órgãos	feito	ao	longo	de	um	dos	planos	anatômicos	
descritos	acima.	É	 importante	conhecer	o	plano	da	secção	para	compreender	a	 relação	
anatômica	 de	 uma	 parte	 com	 a	 outra.	A	Figura 1	 exemplifica	 três	 principais	 planos	 de	
secção:	sagital,	frontal	e	transversal, através	de	visões	diferentes	do	corpo.
FIGURA 1. REPRESENTA OS PLANOS ANATÔMICOS SAGITAL, FRONTAL/CORONAL E 
TRANSVERSO QUE CRUZAM O CORPO NA POSIÇÃO ANATÔMICA. 
1.3.4. Termos de posição e direção
Para	localizar	as	estruturas	corporais,	são	utilizados	termos	de	posição	e	direção.	
Partindo	 do	 princípio	 que	 o	 corpo	 do	 indivíduo	 encontra-se	 na	 posição	 de	 referência	
que	é	chamada	posição	anatômica,	os	anatomistas	utilizam	dois	 termos	de	posição	que	
descrevem	o	corpo	deitado.	Se	o	corpo	está	com	o	rosto	voltado	para	baixo,	ele	está	em	
decúbito	ventral.	No	entanto,	se	o	corpo	está	com	o	rosto	voltado	para	cima,	ele	está	em	
decúbito	dorsal.
Quanto	aos	termos	de	direção	específicos	que	descrevem	a	posição	de	uma	parte	
do	 corpo	em	 relação	à	outra,	 existem	vários	 termos	direcionais	 que	 são	agrupados	em	
pares	 e	 possuem	 significados	 opostos,	 ex.,	 anterior	 (frente)	 e	 posterior	 (atrás).	 	Abaixo	
estão	listados	os	principais	termos	direcionais	com	seus	respectivos	exemplos	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
12
Termos Direcionais Exemplo de uso
Superior O	coração	é	superior	ao	fígado
Inferior O	estômago	é	inferior	aos	pulmões		
Anterior	 O	esterno	é	anterior	ao	coração
Posterior O	esôfago	é	posterior	à	traqueia
Medial A	ulna	é	média	ao	rádio
Lateral Os	pulmões	são	laterais	ao	coração
Proximal O	úmero	é	proximal	ao	rádio
Distal As	falanges	são	distais	aos	ossos	carpais	
Superficial As	costelas	são	superficiais	aos	pulmões
Profundo As	costelas	são	profundas	em	relação	à	pele	do	tórax	
Ipsilateral A	vesícula	biliar	e	o	colo	ascendente	são	ipsilaterais	(estão	
do	mesmo	lado)
Contralateral O	colo	ascendente	e	o	colo	descendente	são	contralaterais	
(estão	em	lados	opostos	do	corpo)	
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
 SISTEMA ESQUELÉTICO2
TÓPICO
13
O	sistema	esquelético	é	composto	por	vários	tecidos	diferentes	e	atua	em	conjunto	
com	 cartilagem	 e	 articulações.	 Cada	 osso	 do	 corpo	 é	 considerado	 um	 órgão,	 sendo	
responsável	por	fornecer	suporte	e	sustentação	ao	corpo,	servem	como	ponto	de	fixação	
para	os	músculos	e	armazenamento	de	minerais	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
2.1 Divisão do Esqueleto Humano
O	sistema	 esquelético	 é	 dividido	 em	 duas	 partes	 funcionais:	 esqueleto	 axial	 que	
é	 formado	 pelos	 ossos	 da	 cabeça,	 pescoço,	 e	 tronco	 localizados	 no	 centro	 do	 corpo.	
Enquanto,	 o	 esqueleto	 apendicular	 é	 formado	 pelos	 ossos	 dos	 membros	 superiores	 e	
inferiores, inclusive	 aqueles	 que	 formam	 os	 cíngulos	 dos	 membros	 superiores	 e	 dos	
membros	inferiores.	A	união	do	esqueleto	axial	com	o	apendicular	acontece	por	meio	das	
cinturas	escapular	e	pélvica	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
2.2 Composição dos ossos
O	 tecido	 ósseo	 é	 composto	 por	 dois	 tipos	 de	 osso,	 o	 osso	 compacto	 e	 o	 osso	
esponjoso.	Diferencia-se	pela	quantidade	de	material	sólido	e	pelo	número	e	tamanho	dos	
espaços	que	eles	contêm,	sendo	que	a	proporção	de	osso	compacto	e	esponjoso	varia	de	
acordo	com	a	função	do	osso	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
O	osso	esponjoso	localiza-se	no	interior	do	osso	e	seu	aspecto	esponjoso	se	deve	a	
presença	de	espaços	entre	as	lamínulas	ósseas	que	são	chamadas	de	trabéculas	ósseas.	Em	
algumas	partes	o	osso	esponjoso	é	substituído	por	uma	cavidade	medular	que	abriga	a	medula	
óssea	 amarela	 (armazena	 gordura)	 ou	 vermelha,	 responsável	 pela	 função	 hematopoiética	
(produção	de	células	sanguíneas	e	plaquetas)	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
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O	osso	compacto	está	presente	em	todos	os	ossos	como	uma	camada	compacta,	
fina	e	superficial	em	torno	de	uma	massa	central	de	osso	esponjoso,	a	proporção	entre	osso	
compacto	e	esponjoso	é	responsável	por	sua	resistência.	Os	ossos	longos,	por	exemplo,	
possuem	uma	maior	 quantidade	 de	 osso	 compacto	 no	 corpo	 do	 osso	 (diáfise),	 quando	
comparado	 às	 demais	 categorias	 de	 ossos.	Abordaremos	 agora	 a	 estrutura	 dos	 ossos	
longos	(Figura 2),	que	são	as	seguintes:
●	 	Diáfise:	é	a	haste	longa	do	osso	(corpo	do	osso).	Ela	é	composta	principalmente	por	
tecido	ósseo	compacto,	proporcionando	resistência	ao	osso	longo.	
●	 	Epífises:	são	as	extremidades	de	um	osso	longo	e	locais	onde	um	osso	se	articula	
a	um	segundo	osso,	formando	uma	articulação.	Cada	epífise	é	coberta	com	uma	fina	
camada	de	cartilagem	hialina,	chamada	cartilagem	articular.
●	 	Linha	epifisial:	Localiza-se	entre	a	diáfise	e	cada	epífise	de	um	osso	longo	adulto.	
É	um	sinal	da	lâmina	epifisial,	que	é	um	disco	de	cartilagem	hialina	responsável	pelo	
crescimento	ósseo	(alongamento	do	osso)	durante	a	infância.
●	 O	periósteo (periósteo =	em	torno	do	osso)	é uma	membrana	de	tecido	conjuntivo	
que	recobre	os	ossos	externamente,	responsável	por	irrigar	os	ossos	com	nervos	e	
vasos	sanguíneos,	por	isso	sentimos	dor	ao	fraturar	um	osso.	O	periósteo	fornece	
pontos	de	inserção	para	os	tendões	e	ligamentos	que	se	unem	a	um	osso.	
FIGURA 2: ESTRUTURA DOS OSSOS LONGOS 
Fonte: MARIE;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	136.
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2.3 Funções do Sistema Esquelético
 
As	funções	desempenhadas	pelo	sistema	esquelético	são	as	seguintes:	
●	 Suporte:	O	esqueleto	sustenta	os	 tecidos	moles	e	 fornece	pontos	de	fixação	para	
tendões	e	músculos	esqueléticos.
●	 Proteção: 	O	esqueleto	protege	os	órgãos	vitais	de	lesão,	por	exemplo,	os	ossos	do	
crânio	protegem	o	encéfalo	e	a	caixa	torácica	protege	o	coração	e	os	pulmões.
●	 Assistência ao movimento:	A	fixação	dos	músculos	esqueléticos	aos	ossos	produz	
movimentos	através	da	contração	da	musculatura	e	tracionamento	dos	ossos.	
●	 Armazenamento e liberação de minerais: 	 O	 tecido	 ósseo	 armazena	 minerais,	
como:	 cálcio	 e	 fósforo,	 que	 contribuem	para	 a	 resistência	 dos	 ossos	 e	 conforme	
a	 necessidade,	 os	minerais	 são	 liberados	 para	 a	 corrente	 sanguínea	 de	modo	 a	
manter	a	homeostasia.
●	 Função hematopoiética: É	caracterizada	pela	produção	de	células	sanguíneas	que	
ocorre	na	medula	óssea	vermelha	presente	no	interior	de	determinados	ossos,	como:	
os	ossos	do	quadril,	costelas,	esterno,	vértebras,	crânio,	extremidades	do	úmero	e	
fêmur.	A	produção	de	hemácias	(eritrócitos),	 leucócitos	e	plaquetas	é	denominada	
de	hematopoese.	
●	 Armazenamento de triglicerídeos: Com	 o	 avanço	 da	 idade,	 grande	 parte	 da	
medula	óssea	é	transformada	de	vermelha	para	amarela.	A	medula	óssea	amarela	é	
responsável	pelo	armazenamento	de	triglicerídeos	que	são	reserva	de	energia	para	o	
organismo	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
2.4	Classificação	Morfológica	dos	Ossos
Os	ossos	 são	 classificados	 de	 acordo	 com	 suas	 características	morfológicas	 por	
possuir	 tamanhos	 e	 formatos	 variados	 em	 cinco	 tipos:	 ossos	 longos,	 curtos,	 planos,	
irregulares	e	sesamoides	(Figura 3),	refletindo	diretamente	na	função	desempenhada.	Para	
exemplificar,	temos	o	fêmur	que	é	o	osso	da	coxa	e	pertence	à	categoria	dos	ossos	longos,	
esta	característica	atribui	a	ele,	a	função	de	suportar	o	peso	e	pressão	do	corpo	(MARIEB;	
WILHELM;MALLATT,	2014;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
1) Ossos	longos:	Possui	comprimento	maior	que	a	largura	e	são	constituídos	por	
um	corpo	e	duas	extremidades,	chamadas	de	epífises	e	têm	suas	diáfises	como	
sendo	o	corpo	do	osso,	é	formada	por	tecido	ósseo	compacto.	Exemplo	de	ossos	
longos:	fêmur,	tíbia,	fíbula,	úmero,	radio	e	ulna.
2) Ossos	curtos:	Possuem	comprimento	igual	à	sua	largura.	Exemplos:	ossos	do	
carpo	e	tarso.
3) Ossos	planos:	São	ossos	finos	e	achatados	que	garantem	considerável	prote-
ção.	Exemplos:	Ossos	do	crânio	(frontal,	parietal),	osso	esterno	e	escápula.
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4) Ossos	irregulares:	São	ossos	com	formas	variadas	e	não	se	encaixa	nas	outras	
classificações,	como	exemplos:	mandíbula	e	vértebras.	
5) Ossos	sesamoides:	Os	ossos	sesamoides	são	considerados	um	tipo	especial	
de	osso	por	se	desenvolver	em	alguns	tendões	e	se	encontrar	em	lugares	onde	
os	tendões	cruzam	as	extremidades	dos	ossos	longos	nos	membros.	A	patela	é	
um	exemplo	de	osso	sesamoide	e	possui	a	função	de	proteger	os	tendões	contra	
o	desgaste	excessivo.
FIGURA 3: ILUSTRAÇÃO REPRESENTANDO AS CLASSIFICAÇÕES MORFOLÓGICAS DOS OSSOS 
Fonte: MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	135.
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SISTEMA 
ARTICULAR3
TÓPICO
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3.1	Definição
 As	 articulações	 são	 definidas	 como	 sendo	 o	 ponto	 de	 contato	 entre	 dois	 ossos,	
entre	osso	e	cartilagem	ou	entre	osso	e	dente,	com	formas	e	funções	variadas.	Algumas	
articulações	não	possuem	movimento,	outras	permitem	pequenos	movimentos,	enquanto	
outras	têm	mobilidade	livre.	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
3.2	Classificação	
As	articulações	são	classificadas	estruturalmente	de	acordo	com	as	características	
anatômicas	 e	 funcionalmente	 de	 acordo	 com	 o	 tipo	 de	movimento	 que	 as	 articulações	
realizam.
		 A	classificação	estrutural	das	articulações	baseia-se	em	dois	critérios:	1)	existência	
ou	ausência	de	cavidade	articular	(espaço	entre	os	ossos);	2)	tipo	de	tecido	conjuntivo	que	
une	os	ossos.	Portanto,	de	acordo	com	as	caraterísticas	estruturais,	as	articulações	são	
classificadas	como:	articulações	fibrosas,	cartilagíneas	e	sinoviais.
A	 classificação	 funcional	 é	 definida	 com	 relação	 ao	 grau	 de	 movimento	 que	 as	
articulações	executam.	Funcionalmente,	as	articulações	são	classificadas	como:	sinartrose	
(imóvel),	anfiartrose	(ligeiramente	móvel)	e	diartrose	(movimentos	livres).	
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3.2.1 Classificação	Estrutural	das	Articulações
3.2.1.1 Articulações	fibrosas
As	 articulações	 são	 formadas	 por	 tecido	 fibroso	 (tecido	 conjuntivo	 denso	 não	
modelado),	nestas	articulações	as	superfícies	dos	ossos	estão	quase	em	contato	direto	
e	a	maioria	das	articulações	fibrosas	são	 imóveis	ou	 ligeiramente	móveis.	Há	 três	 tipos	
principais	de	articulações	fibrosas:
●	 Suturas:	As	suturas	estão	presentes	apenas	nos	ossos	do	crânio,	mantendo	os	
ossos	firmemente	unidos	e	consideradas	funcionalmente	como	articulações	imóveis	
(sinartrose).	Os	tipos	de	suturas	existentes	são:	plana,	escamosa	e	denteada.
●	 Sindesmose:	A	sindesmose	é	um	tipo	de	articulação	fibrosa,	une	os	ossos	
com	uma	lâmina	de	tecido	fibroso,	podendo	ser	um	ligamento	ou	uma	membrana	
fibrosa	que	une	ossos	(membrana	interóssea).	
●	 Gonfose ou também chamada de sindesmose dentoalveolar:	é	uma	arti-
culação	fibrosa	onde	ocorre	à	fixação	dos	dentes	nas	cavidades	alveolares	na	man-
díbula	e	maxilas,	é	um	processo	semelhante	a	um	pino	encaixando-se	em	uma	ca-
vidade	entre	a	raiz	do	dente	e	o	processo	alveolar	da	maxila.
As	sindesmoses	e	gonfoses	são	classificadas	funcionalmente	como	anfiartroses,	por	
realizar	pequenos	movimentos	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	MOORE;	DALLEY;	
AGUR,	2014).
3.2.1.2 Articulações cartilagíneas
Nas	 articulações	 cartilaginosas,	 os	 ossos	 são	 unidos	 por	 cartilagem	 e	 pequenos	
movimentos	 são	 possíveis	 nestas	 articulações.	 Existem	 dois	 tipos	 de	 articulações	
cartilagíneas:	sínfises	e	sincondroses.
●	 Sínfises:	 são	 articulações	 fortes,	 ligeiramente	 móveis,	 unidas	 por	
fibrocartilagem.	Exemplos	desta	articulação,	incluem:	discos	intervertebrais	(presente	
entre	as	vértebras)	e	sínfise	púbica.	A	estrutura	de	fibrocartilagem	confere	resistência	
à	tensão	e	a	compressão,	agindo	como	um	amortecedor,	as	sínfises	são	articulações	
ligeiramente	móveis	(anfiartroses)	fornecendo	resistência	com	flexibilidade.	
●	 Sincondroses:	Os	ossos	são	unidos	por	cartilagem	hialina,	as	articulações	do	
tipo	sincondrose	dividem-se	em	uniões	temporárias	e	definitivas.	Como	sincondroses	
temporárias	temos,	a	lâmina	epifisial	presente	nas	epífises	dos	ossos	longos	durante	
o	desenvolvimento	do	osso	 longo	e	com	o	passar	do	 tempo	a	 lâmina	epifisial	 se	
converte	 em	 osso	 e	 as	 epífises	 fundem-se	 com	 a	 diáfise.	 Como	 exemplo	 de	
sincondrose	definitiva,	temos	a	articulação	esternocostal	(cartilagem	costal	que	une	
a	primeira	costela	e	o	manúbrio	do	esterno).	Funcionalmente,	as	sincondroses	são	
classificadas	como	sinartroses	por	serem	articulações	imóveis	(MARIEB;	WILHELM;	
MALLATT,	2014).
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3.2.2.3 Articulações sinoviais
As	 articulações	 sinoviais	 são	 as	 mais	 importantes	 e	 complexas	 articulações	 do	
corpo	e	permitem	a	realização	de	muitos	movimentos,	sendo	considerada	funcionalmente,	
diartrose.	Exemplos	de	algumas	articulações	sinoviais:	articulação	do	ombro	(glenoumeral),	
joelho	 e	 quadril	 (coxofemoral).	As	 articulações	 sinoviais	 possuem	 característica	 únicas,	
como:	
●	 Cavidade articular:	 É	 uma	 característica	 presente	 somente	 nas	 articulações	
sinoviais,	é	um	espaço	potencial	que	comporta	uma	pequena	quantidade	de	líquido	
sinovial.
●	 Cápsula articular:	membrana	fibrosa	dividida	em	duas	camadas,	a	camada	externa	
promove	 a	 união	 dos	 ossos	 e	 a	 camada	 interna	 é	 chamada	membrana	 sinovial,	
reveste	a	cápsula	articular	e	tem	a	importante	função	de	produzir	o	líquido	sinovial;	
●	 Líquido sinovial:		É	um	líquido	viscoso	que	preenche	o	espaço	da	cavidade	articular	
e	atua	como	lubrificante	articular,	permitindo	o	deslizamento	dos	ossos	com	o	mínimo	
de	atrito.
 ● Cartilagem articular:	Cobre	as	extremidades	dos	ossos	e	serve	para	absorver	as	
forças	de	compressão	aplicadas	nas	articulações,	protege	as	extremidades	ósseas	
(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
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SISTEMA 
MUSCULAR4
TÓPICO
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4.1 Conceitos
O	 sistema	 muscular	 é	 formado	 por	 músculos	 esqueléticos	 que	 são	 estruturas	
individualizadas	que	cruzam	as	articulações	e,	através	da	sua	capacidade	de	contração,	
são	capazes	de	transmitir	movimento,	esta	habilidade	é	promovida	por	células	específicas	
denominadas	 fibras	 musculares,	 sendo	 os	 músculos	 capazes	 de	 transformar	 energia	
química	em	energia	mecânica	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
4.2 Tecido Muscular
Existem	 três	 tipos	 de	 músculos:	 músculo	 estriado	 esquelético,	 músculo	 estriado	
cardíaco	e	músculo	liso.
●	 O	músculo estriado esquelético	é	de	controle	voluntário	e	está	associado	
ao	sistema	esquelético	movendo	ou	estabilizando	ossos	e	outras	estruturas,	por	isso	
recebe	o	nome	de	músculos	esqueléticos.
●	 	O	músculo estriado cardíaco é	um	músculo	de	controle	 involuntário	pre-
sente	apenas	nas	paredes	do	coração.
●	 O	músculo liso (músculo	 não	 estriado)	 é	 o	músculo	 visceral,	 também	de	
controle	 involuntário	e	 reveste	a	parte	 interna	das	paredes	da	maioria	dos	vasos	
sanguíneos	e	órgãos	ocos	(ex.,	esôfago,	estômago	e	bexiga).	
4.3 Funções
As	funções	do	tecido	muscular	são	as	seguintes:	
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21
1)	 	Produção dos movimentoscorporais:	O	músculo	esquelético	encontra-se	
conectado	ao	sistema	esquelético	produzindo	movimentos,	como	andar	e	correr.
2)	 	Estabilizar as posições corporais:	A	 contração	 contínua	 dos	 músculos	
esqueléticos,	 chamadas	 de	 tônus	 muscular,	 contribuem	 para	 estabilizar	 as	
articulações	promovendo	a	manutenção	das	posições	corporais,	no	ato	de	ficar	em	
pé	ou	sentado.	
3) Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As	contrações	dos	músculos	
lisos	 nos	 órgãos	 do	 sistema	 digestório	 promovem	 a	movimentação	 de	 alimentos	
através	 de	 movimentos	 chamados	 peristaltismo.	 Os	 músculos	 esfincterianos	
funcionam	como	válvulas	que	 se	abrem	 (relaxando	deixa	passar	 a	 substância)	 e	
fecham	(contraindo	impede	a	passagem).
4) Produção de Calor:	 A	 contração	 do	 tecido	 muscular	 produz	 calor	 que	 é	
usado	na	manutenção	da	temperatura	corporal.	Durante	a	realização	de	atividade	
física	as	contrações	musculares	são	intensificadas	gerando	um	excesso	de	calor	e	
para	 impedir	o	aumento	da	temperatura	corporal	o	reflexo	 imediato	é	a	sudorese,	
que	ocorre	para	resfriar	o	corpo	(MARIEB,	WILHELM;	MALLATT,	2014).
4.4	Classificação	dos	músculos
Os	músculos	podem	ser	classificados	de	acordo	com	seu	formato	relacionado	com	
a	disposição	das	fibras	musculares.		
4.4.1 Disposição paralela
●	 Músculos planos: Suas	fibras	são	dispostas	paralelamente.	Exemplo:	M.	sartório	
(Figura 4)	é	um	músculo	plano	estreito	com	fibras	paralelas.
FIGURA 4 - M. SARTÓRIO (MÚSCULO PLANO)
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,		2014,	p.	330.
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●	 Músculos triangulares: Tem	origem	em	uma	área	larga	e	converge	para	formar	um	
único	tendão,	assemelhando-se	a	um	leque.	Exemplo:	M.	peitoral	maior	(Figura 5).	
●	 Músculos fusiformes:	Seu	diâmetro	da	região	central	(ventre)	do	músculo	é	maior	
que	nas	extremidades.	Exemplo:	M.	bíceps	braquial	(Figura 5).
FIGURA 5: M. PEITORAL MAIOR (MÚSCULOS TRIANGULARES) E M. BÍCEPS BRAQUIAL 
(MÚSCULO FUSIFORME).
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	316.
●	 Músculos quadrados: Apresentam	quatro	lados	iguais,	sendo	o	comprimento	igual	
à	largura.	Exemplo:	M.	reto	do	abdome	e	M.	glúteo	máximo.
									
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FIGURA 6: M. RETO DO ABDOME 
FONTE: DRAKE, 2011, P. 130.
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,		2014,	p.	333.
 FIGURA 7: M. GLÚTEO MÁXIMO
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●	 Músculos circulares:	 São	músculos	 que	 circundam	uma	determinada	 região	 ou	
abertura	 do	 corpo,	 fechando-os	 quando	 se	 contraem.	 Exemplo:	M.	 orbicular	 dos	
olhos	(fecha	as	pálpebras).
1.1.2 Disposição oblíqua
●	 Músculos peniformes:		A	disposição	das	fibras	musculares	são	parecidas	com	penas.	
E	podem	ser	classificados	como,	semipeniformes,	peniformes	ou	multipeniformes.	
Exemplo:	M.	extensor	longo	dos	dedos	(semipeniforme),	M.	reto	femoral	(peniforme)	
e	M.	deltoide	(multipeniforme).
FIGURA 8: REPRESENTAÇÃO DOS MÚSCULOS PENIFORMES
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	275
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Oração ao Cadáver Desconhecido
“Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo 
nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o 
agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e 
sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por 
ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas 
o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente.”
Dr. Karl Rokitansky (1876) – médico patologista.
A osteoporose (osso poroso) é uma condição patológica que afeta todo o sistema esquelético acometendo 
10 milhões de pessoas por ano nos EUA. Ocorre durante o processo de envelhecimento, devido a diminui-
ção dos componentes orgânicos e inorgânicos do osso, à perda de cálcio do corpo (pela urina, fezes e suor) 
é maior do que a quantidade absorvido da alimentação, fazendo com que a massa óssea fique porosa 
tornando os ossos frágeis, perdendo a elasticidade e sofrendo fraturas espontâneas. Por exemplo, uma 
fratura de quadril pode resultar da simples ação de sentar-se muito rapidamente. Nos EUA, a osteoporose 
causa mais de 1,5 milhão de fraturas por ano, sendo as principais fraturas de quadril, punhos e vértebras. 
A osteoporose afeta principalmente pessoas idosas e de meia-idade, com maior prevalência de mulheres 
acometidas do que os homens por dois motivos, isto se deve a dois fatos: 1) os ossos das mulheres são 
menos compactos que os dos homens e 2) a produção hormônios nas mulheres diminui na menopausa 
(MOORE; DALLEY; AGUR, 2014).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Prezado(a) aluno(a),
Neste	material,	busquei	trazer	para	você	os	aspectos	gerais	da	anatomia	humana	que	
servirá	de	base	para	o	estudo	dos	temas	subsequentes,	fornecendo	conhecimento	de	termos	
técnicos-científicos	utilizados	rotineiramente	nos	estudos.	Posterior,	a	esta	apresentação	
inicial,	iniciamos	os	estudos	da	anatomia	macroscópica	sistêmica	que	consiste	no	estudo	
detalhado	 dos	 sistemas	 que	 formam	 o	 corpo	 humano.	 Nesta	 abordagem,	 definimos	 e	
destacamos	as	funções	de	três	sistemas:	sistema	esquelético,	articular	e	muscular.	Com	
base	na	contextualização	de	cada	sistema	acredito	que	tenha	ficado	claro	a	você	que	a	
forma	didática	de	estudar	a	anatomia	é	através	das	classificações	dos	sistemas.	No	caso	do	
sistema	esquelético,	classificamos	os	ossos	de	acordo	com	as	características	morfológicas	
que	é	o	aspecto	que	este	osso	apresenta.	Contudo,	o	sistema	articular	é	classificado	de	
duas	formas:	de	acordo	com	a	funcionalidade	da	articulação,	que	diz	respeito	ao	grau	de	
movimento	que	a	mesma	executa	(imóvel,	 ligeiramente	móvel	ou	movimentos	livres)	e	a	
estrutura	da	articulação	(qual	tecido	à	compõem).	E	por	fim,	abordamos	a	classificação	dos	
músculos	de	acordo	com	a	forma	que	o	músculo	se	apresenta	que	depende	da	disposição	
das	fibras	musculares.	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	
										A	partir	de	agora	acreditamos	que	você	está	preparado	para	dar	continuidade	aos	
estudos	dos	próximos	sistemas	anatômicos	que	servirá	de	base	para	a	compreensão	de	
outras	disciplinas,	como	a	fisiologia	que	estudará	de	forma	detalhada	a	funcionalidade	de	
cada	sistema	e	finalizamos	com	as	classificações	que	são	formas	didáticas	de	apresentação	
das	estruturas	anatômicas.
Até	uma	próxima	oportunidade.	Muito	Obrigado!
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LEITURA COMPLEMENTAR
Condromatose Sinovial - Relato de caso
INTRODUÇÃO 
Condromatose	 sinovial	 é	 uma	 desordem	 rara	 de	 etiologia	 desconhecida	 e	 se	
caracteriza	pela	presença	de	múltiplos	nódulos	cartilaginosos	dentro	do	tecido	conjuntivo	
da	membrana	das	articulações,	bainhas	e	bursas.	A	articulação	mais	acometida	é	o	joelho,	
seguido	pelo	quadril,	ombro	e	mãos,	com	predomínio	monoarticular.	O	aparecimento	da	
lesão	é	mais	comum	no	sexo	masculino	e	em	pessoas	entre	a	terceira	e	quinta	década	de	
vida.	O	diagnóstico	de	condromatose	sinovial	é	dado	após	uma	minuciosa	história,	exame	
físico	e	exame	radiográfico.	No	entanto,	o	diagnóstico	definitivo	é	realizado	após	exame	
histológico	do	 tecido	 sinovial	 e	o	 tratamento	de	escolha	para	os	pacientes	 sintomáticos	
é	 cirúrgico.	 Considera-se	 que	 a	 presença	 de	 múltiplos	 corpos	 livres	 intra-articulares,	
independentemente	 se	 de	 causa	 degenerativa,	 neuropática,	 osteocondrite	 dissecante	
ou	 outras,	 já	 é	 suficiente	 para	 caracterizar	 o	 quadro,	 podendo,	 em	estágio	mais	 tardio,	
apresentar	a	metaplasia	condroide	sinovial.
CASO
Paciente	masculino,34	 anos	 de	 idade,	 apresentou	 dor	 forte	 em	 joelho	 esquerdo	
associado	 à	 incapacidade	 funcional	 sem	 fator	 desencadeante	 aparente.	 Procurou	
atendimento	médico	em	dezembro	de	2006,	quando	lhe	foram	prescritos	AINES.	Após	um	
ano	relatou	aumento	do	edema	e	dor	no	local.	Foi	encaminhado	ao	especialista	em	joelho	com	
suspeita	de	lesão	meniscal.	No	exame,	foram	detectados	edema	intenso	da	articulação	com	
limitação	de	movimento,	dor	exacerbada	e	punção	articular	negativa;	como	não	apresentava	
alterações	 nas	 radiografias	 simples,	 foi	 solicitado	 exame	 de	 ressonância	 magnética	 do	
joelho.	Ao	exame	de	ressonância	magnética,	evidenciou-se	volumoso	acúmulo	de	líquido	
intra-articular,	associado	à	acentuada	proliferação	sinovial	sugestivo	de	sinovite	vilonodular	
pigmentada	com	meniscos	e	ligamentos	íntegros.	Paciente	foi	submetido	a	artroscopia	do	
joelho	 esquerdo	 que	 evidenciou	 fragmentos	 irregulares	 e	 esbranquiçados,	 sendo	 então	
realizada	artrotomia	com	retirada	da	 lesão	e	sinovectomia	ampla,	o	material	 foi	enviado	
para	 exame	 anatomopatológico,	 o	 qual	 evidenciou	 presença	 de	 condromatose	 sinovial.	
Após	oito	meses	de	cirurgia,	o	paciente	apresenta-se	sem	queixas,	joelho	esquerdo	com	
amplitude	de	130º	sem	derrame	articular	ou	sinais	inflamatórios.	A	condromatose	sinovial	é	
uma	metaplasia	benigna	rara	da	membrana	sinovial,	originando	a	formação	de	corpos	livres	
cartilaginosos	no	espaço	articular	de	difícil	diagnóstico,	já	que	95%	dos	nódulos,	quando	
não	calcificados,	podem	passar	despercebidos	radiologicamente.
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
28UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
DISCUSSÃO 
A	 condromatose	 sinovial	 é	 uma	 metaplasia	 benigna	 rara	 da	 membrana	 sinovial,	
originando	 a	 formação	 de	 corpos	 livres	 cartilaginosos	 no	 espaço	 articular	 sem	 sinais	
de	 malignização,	 nem	 relação	 direta	 com	 traumatismos	 ou	 processos	 inflamatórios.	
Os	 nódulos	 podem	 ser	 pediculados	 e	 liberados	 no	 espaço	 articular	 onde	 podem	
permanecer	 como	corpos	 livres	e	aumentar	de	 tamanho.	Sua	origem	pode	ser	primária	
ou	 secundária.	 As	 manifestações	 clínicas	 são	 dor,	 inflamação	 e	 limitação	 funcional	
monoarticular.	As	 articulações	mais	 afetadas	 são	 os	 joelhos	 (50%),	 quadril	 e	 tornozelo.	
	 A	radiologia	convencional	é	muito	característica	se	os	corpos	livres	estão	calcificados	
(osteocondromatose),	 sendo	 difícil	 sua	 interpretação	 quando	 são	 radiotransparentes	
(condromatose).	Na	ressonância	magnética	observa-se	hiperplasia	sinovial	heterogênea	e	na	
artroscopia	observa-se	um	espessamento	acentuado	dos	tecidos	que	constituem	a	cavidade	
articular	acompanhados	de	numerosos	nódulos	cartilaginosos	pequenos	e	 irregulares.	O	
diagnóstico	diferencial	deve	ser	feito	com	o	condrossarcoma	sinovial	e	a	condrometaplasia	
secundária,	que	ocorre	quando	pequenos	 fragmentos	de	osso	ou	cartilagem	articular	se	
desprendem	e	ficam	na	cavidade	articular	após	traumatismos	ou	doenças	degenerativas.	
Em	 nosso	 caso,	 a	 idade,	 localização	 e	 a	 característica	monoarticular	 coincidem	 com	 a	
literatura	(LASMAR	et al, 2010).
29
MATERIAL COMPLEMENTAR 
UNIDADE 1 INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA E APARELHO LOCOMOTOR
LIVRO
Título: Gray - Anatomia Clínica para Estudantes 
Autor: Richard Drake. 
Editora: Guanabara Koogan.
Sinopse: O Gray Anatomia Clínica para Estudantes, foca pre-
cisamente nas informações que você necessita para estudar 
Anatomia, em um formato fácil de ler e visualmente atraente 
que facilita o estudo. 
FILME/VÍDEO 
Título: Introdução à Anatomia
Ano: 2020.
Sinopse: O vídeo aborda os aspectos introdutórios à anatomia 
humana, destacando o conceito e apresenta a terminologia 
anatômica.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=5c3Pp-
-b7uwc.
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Richard+Richard+Drake&text=Richard+Richard+Drake&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
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Plano de Estudos
• Sistema Cardiovascular
• Sistema Linfático
• Sistema Respiratório
Objetivos	da	Aprendizagem
• Conceituar o sistema cardiovascular e conhecer os elementos que 
compõem estes sistemas (sangue, coração e vasos sanguíneos);
• Identificar a morfologia externa e interna do coração;
• Compreender a circulação pulmonar e sistêmica;
• Conceituar o sistema linfático;
• Definir os vasos linfáticos, tecidos e órgãos linfáticos;
• Conceituar o sistema respiratório e identificar seus órgãos.
Professora Mestre Gislaine Cardoso de Souza Fiaes
SISTEMAS SISTEMAS 
CARDIOVASCULAR, CARDIOVASCULAR, 
LINFÁTICO E LINFÁTICO E 
RESPIRATÓRIORESPIRATÓRIO2UNIDADEUNIDADE
INTRODUÇÃO
31
Nesta	 unidade	 vocês	 aprenderão	 sobre	 o	 sistema	 cardiovascular,	 linfático	 e	
respiratório.	 O	 sistema circulatório	 compreende	 o	 estudo	 de	 dois	 sistemas,	 o	 sistema	
cardiovascular	 e	 o	 linfático. Iniciaremos	 falando	 sobre	 o	 sistema	 cardiovascular	 que	 é	
formado	pelo	coração	e	vasos	sanguíneos	que	trabalham	em	conjunto	com	o	objetivo	de	
manter	o	sangue	circulando	no	nosso	corpo.	A	circulação	sanguínea	é	promovida	pela	ação	
do	bombeamento	do	coração	que	impulsiona	o	sangue	a	sair	do	coração	em	direção	as	
artérias,	estas	por	sua	vez	se	ramificam	até	se	tornarem	capilares	sanguíneos,	que	irrigam	
os	tecidos	corporais	transportando	pelo	sangue	oxigênio	e	nutrientes,	e	também	promove	
o	transporte	de	dióxido	de	carbono	(CO2)	e	resíduos	celulares	que	se	difundem	dos	tecidos	
para	 a	 corrente	 sanguínea.	Além	do	oxigênio,	 fica	 a	 cargo	do	 sistema	 cardiovascular	 a	
realização	 do	 transporte	 de	 outras	 substâncias	 como,	 hormônios	 até	 seus	 órgãos-alvo,	
bem	como,	de	células	de	defesa	do	corpo	para	locais	específicos	de	combate	à	infecção.	
Com	relação	ao	sistema	linfático,	ele	também	é	considerado	parte	do	sistema	circulatório,	
sendo	composto	por	vasos	linfáticos,	órgão	linfáticos	e	um	líquido	que	flui	através	dos	vasos	
linfáticos.	Este	líquido	é	proveniente	da	drenagem	do	líquido	intersticial	(líquido	que	banha	
as	células)	que	ao	adentrarem	os	vasos	linfáticos,	recebe	o	nome	de	linfa.	A	linfa	percorre	
o	 trajeto	por	 vasos	 linfáticos,	 passando	por	 linfonodos,	 que	 são	estruturas	que	abrigam	
células	que	destroem	agentes	estranhos	patogênicos	presentes	na	linfa,	promovendo	seu	
retorno	ao	sangue.		
Finalizaremos	estudando	sobre	as	estruturas	anatômicas	do	sistema	respiratório,	e	
a	função	primordial	deste	sistema	que	consiste	em	realizar	a	troca	de	gases	(oxigênio	e	dió-
xido	de	carbono)	com	o	ar	atmosférico,	garantindo	a	concentração	de	oxigênio	no	sangue	
necessária	para	as	realizações	das	reações	metabólicas	celulares,	bem	como,	promover	
a	eliminação	de	gases	residuais,	resultantes	dessas	reações	que	são	representadas	pelo	
gás	carbônico.
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
32
SISTEMA 
CARDIOVASCULAR1
TÓPICO
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
1.1 Introdução ao Sistema Cardiovascular
O	sistema	cardiovascular	é	composto	pelo	sangue,	coração	e	vasos	sanguíneos	e	
apresenta	as	seguintesfunções:	
●	 Transporte:	O	sangue	é	responsável	pelo	transporte	de	várias	substâncias	
como	 hormônios,	 e	 inclui	 a	 captação	 do	 oxigênio	 pelos	 pulmões	 e	 nutrientes	
provenientes	 do	 sistema	 digestório	 até	 células	 do	 corpo,	 que	 os	 utilizam	 para	 a	
produção	 de	 energia.	O	 sangue	 também	 realiza	 o	 transporte	 de	metabólitos	 que	
são	 resíduos	 produzidos	 pelas	 células,	 como	 o	 dióxido	 de	 carbono	 (CO2)	 que	 é	
transportado	até	os	órgãos	responsáveis	pela	sua	eliminação.	
●	 Regulação:	 O	 sistema	 cardiovascular	 atua	 no	 controle	 da	 temperatura	
corporal	através	da	regulação	da	quantidade	de	sangue	direcionada	para	a	superfície	
do	corpo.	Para	exemplificar	pensem	em	um	indivíduo	ao	realizar	atividade	física,	a	
temperatura	corporal	aumenta,	o	sangue	é	desviado	para	os	vasos	cutâneos	(vasos	
da	pele)	mais	superficiais,	o	indivíduo	fica	vermelho	(rubor),	a	maior	quantidade	de	
sangue	na	superfície	corporal	gera	o	resfriamento	através	da	perda	de	calor	para	
o	 ambiente.	 Em	 casos	 onde	 há	 diminuição	 da	 temperatura	 ambiente,	 o	 sangue	
é	 desviado	 para	 vasos	 mais	 profundos,	 diminuindo	 a	 quantidade	 de	 sangue	 na	
superfície	 e	 nas	 extremidades	 do	 corpo	 acarretando	 na	 diminuição	 da	 perda	 de	
temperatura	para	o	ambiente,	mantendo	o	corpo	aquecido.
●	 Proteção:	A	proteção	ocorre	através	do	transporte	sanguíneo	das	células	de	
defesa	chamadas	de	glóbulos	branco	(leucócitos),	que	atuam	combatendo	infecções.	
Outro	mecanismo	de	proteção	acontece	através	da	coagulação	sanguínea	evitando	a	
perda	de	sangue,	a	coagulação	é	o	processo	de	transformação	do	sangue	líquido	em	
um	coágulo	sólido,	ajudando	a	interromper	o	processo	de	sangramento	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
33
1.2 Composição do Sangue
O	sangue	corresponde	a	aproximadamente	8%	da	massa	corporal,	seu	volume	em	
homens	adultos	é	de	5	a	6	litros	e	de	4	a	5	litros	nas	mulheres,	esta	diferença	de	volume	
entre	homens	e	mulheres	é	decorrente	das	diferenças	de	tamanho	corporal.	
O	sangue	é	composto	por	células	(elemento	figurado)	envoltas	por	matriz	extracelular	
líquida	chamada	de	plasma	sanguíneo,	que	mantêm	as	células	suspensas	e	substâncias	
dissolvidas	(hormônios),	este	sangue	recebe	o	nome	de	sangue	total.	Quando	uma	amostra	
de	sangue	é	centrifugada	em	tubo	de	vidro	é	obtido	a	separação	das	células	que	por	serem	
mais	 densas	 se	 depositam	no	 fundo	 do	 tubo	 enquanto	 o	 plasma	 (que	 é	menos	 denso)	
fica	em	uma	camada	na	parte	superior	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).	
●	 Elementos	figurados	do	sangue:	Corresponde	a	cerca	de	45%	do	sangue	e	
incluem	três	componentes	principais,	que	são	as	hemácias,	leucócitos	e	plaquetas.	
1)	 As	 hemácias	 ou	 também	 chamadas	 de	 eritrócitos	 transportam	 oxigênio	 dos	
pulmões	para	as	células	corporais	e	dióxido	de	carbono	das	células	do	corpo	para	
os	pulmões;	2)	Os	leucócitos	são	células	do	sistema	de	defesa	e	atua	na	proteção	
do	corpo	contra	patógenos	invasores	(ex.	vírus	e	bactérias);	3)	As	plaquetas,	o	último	
tipo	de	elemento	figurado,	são	fragmentos	celulares	que	promovem	a	coagulação	
do	 sangue	 nos	 casos	 de	 dano	 dos	 vasos	 sanguíneos	 impedindo	 o	 sangramento	
excessivo	(Figura 1).	
●	 Plasma sanguíneo:	É	a	matriz	extracelular	aquosa	de	cor	palha	que	contém	
substâncias	dissolvidas	(soluto).	O	plasma	é	composto	por	91,5%	de	água	e	8,5%	
de	solutos,	cuja	maioria	são	proteínas	que	por	serem	encontradas	no	plasma	são	
chamadas	de	proteínas	plasmáticas	e	incluem:	as	albuminas,	globulinas	e	fibrinogênio.	
Além	de	proteínas,	os	outros	solutos	no	plasma	são	eletrólitos,	nutrientes,	substâncias	
reguladoras	como	enzimas	e	hormônios,	gases	e	resíduos	metabólicos,	como:	ureia,	
ácido	úrico,	creatinina,	amônia	e	bilirrubina	(Figura 1).	
FIGURA 1: MOSTRA A COMPOSIÇÃO DO PLASMA SANGUÍNEO E OS NÚMEROS DOS VÁRIOS 
TIPOS DE ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
34
1.3 Coração
O	coração	é	um	órgão	muscular	oco,	um	pouco	maior	do	que	uma	mão	fechada	e	
considerado	o	maior	órgão	do	mediastino	(região	 localizada	entre	os	dois	pulmões)	cuja	
função	é	de	bombear	o	sangue	através	do	sistema	cardiovascular.	A	contração	cardíaca	
é	chamada	de	sístole	e	o	relaxamento	do	coração	é	chamado	de	diástole.	O	coração	tem	
forma	de	cone,	localiza-se	no	tórax	com	seu	ápice voltado	para	o	lado	esquerdo	do	corpo,	
posterior	ao	osso	esterno	e	as	cartilagens	costais	e	apoiado	sobre	o	diafragma	(Figura 2)	
(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
1.3.1 Revestimento do coração
		 O	coração	é	revestido	por	uma	membrana	externa	que	protege	o	coração	e	mantém	
sua	posição	no	mediastino,	embora	permita	a	realização	de	movimentação	de	contrações	
rápidas	e	vigorosas	(Figura 2).	O	pericárdio	consiste	em	duas	partes	principais:	pericárdio	
fibroso	e	pericárdio	seroso	(Figura 3).
FIGURA 2: MOSTRA A LOCALIZAÇÃO DO CORAÇÃO RECOBERTO PELO PERICÁRDIO
O	pericárdio	fibroso	é	superficial	e,	é	um	tecido	conjuntivo	irregular,	denso,	resistente	
e	não	elástico,	assemelha-se	a	um	saco,	 repousa	sobre	o	diafragma	e	se	prende	a	ele.	
Contudo,	o	pericárdio	seroso	é	uma	membrana	mais	fina	e	mais	delicada	que	forma	uma	
dupla	 camada	 (parietal	 e	 visceral),	 envolvendo	 o	 coração.	A	 camada	 parietal	 é	 a	mais	
externa,	do	pericárdio	seroso,	enquanto,	a	camada	visceral	é	mais	 interna	do	pericárdio	
seroso,	 também	chamada	epicárdio,	adere	 fortemente	à	superfície	do	coração.	Entre	as	
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
35
camadas	parietal	e	visceral	do	pericárdio	seroso	existe	um	espaço	chamado	de	cavidade	
do	pericárdio,	esta	cavidade	é	preenchida	por	um	líquido	seroso	lubrificante,	denominado	
líquido	pericárdico,	cuja	 função	é	reduzir	o	atrito	entre	as	camadas	do	pericárdio	seroso	
conforme	o	coração	se	move	(Figura 3)	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
1.3.2 Camadas da parede do coração
A	parede	do	coração	é	formada	por	três	camadas	(Figura 3):	o	epicárdio	(camada	
externa),	o	miocárdio	(camada	intermediária)	e	o	endocárdio	(camada	interna).	
●		Epicárdio:	Camada	externa	do	coração	é	uma	delgada	lâmina	de	tecido	seroso.	O	
epicárdio	é	contínuo,	a	partir	da	base	do	coração,	com	o	revestimento	interno	do	pericár-
dio,	denominado	camada	visceral	do	pericárdio	seroso.	
●		Miocárdio:	É	a	camada	média	e	a	mais	espessa	do	coração,	composto	por	músculo	
estriado	cardíaco	que	permite	a	contração	rápida	e	vigorosa	do	coração	impulsionando	o	
sangue	que	saí	do	coração	em	direção	aos	vasos	sanguíneos.	
●		Endocárdio: É	a	camada	interna	do	coração	uma	fina	camada	de	tecido	composto	
por	epitélio	pavimentoso	simples	sobre	uma	camada	de	tecido	conjuntivo.	O	endocárdio	
também	reveste	as	valvas	e	é	contínuo	com	o	revestimento	dos	vasos	sanguíneos	que	
entram	e	saem	do	coração	(TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
FIGURA 3: A IMAGEM MOSTRA AS MEMBRANAS DE REVESTIMENTO DO CORAÇÃO 
(PERICÁRDIO FIBROSO E SEROSO) E A COMPOSIÇÃO DA PAREDE DO CORAÇÃO. OBSERVE 
DE ACORDO COM OS NÚMEROS NA IMAGEM: 1) PERICÁRDIO FIBROSO; 2) PERICÁRDIO 
PARIETAL; 3) PERICÁRDIO VISCERAL (ENDOCÁRDIO); 4) MIOCÁRDIO E 5) ENDOCÁRDIO.
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
36
1.4 Morfologia externa do coração
O	coração	apresenta	quatro	faces:	
1) Face Esternocostal (Anterior):	formada	pelo	ventrículo	direito;	
2) Face Diafragmática (Inferior):	 formada	 principalmente	 pelo	 ventrículo	
esquerdo	e	parcialmente	pelo	ventrículo	direito;
3) Face pulmonar direita:	formada	pelo	átrio	direito	e;
4) Face Pulmonar Esquerda:	formada	principalmente	pelo	ventrículo	esquerdo,	
ela	ocupa	a	impressão	cárdica	do	pulmão	esquerdo.
As	quatro	margens	do	coração	são:
Margem	 superior	 (base	 do	 coração):	 	 formada	 pelos	 átrios	 e	 aurículas	 direita	 e	
esquerda,	 local	 onde	emergem	a	parte	ascendente	da	aorta,	 tronco	pulmonar	e	 recebe	
as	 veias	 pulmonares	 direita	 e	 esquerda	 e	 as	 veias	 cavas	 superiores	 e	 inferiores	 nas	
extremidades	superior	e	inferior	desua	porção	do	átrio	direito.
●	 Margem inferior (ápice):	 formada	 principalmente	 pelo	 ventrículo	 direito	 e	
pequena	parte	pelo	ventrículo	esquerdo.
●	 Margem direita: formada	pelo	átrio	direito	e	ventrículo	direito.
●	 Margem esquerda: formada	pelo	ventrículo	esquerdo	e	pequena	parte	pela	
aurícula	do	átrio	esquerdo	(MOORE;	DALLEY;	AGUR,	2014).
1.5 Morfologia interna do coração
O	 lado	 direito	 do	 coração	 (coração	 direito)	 recebe	 sangue	 pouco	 oxigenado	
(venoso)	 através	 da	 veia	 cava	 superior	 e	 inferior	 e	 o	 bombeia	 através	 do	 tronco	 e	 das	
artérias	 pulmonares	 para	 ser	 oxigenado	 nos	 pulmões.	 O	 lado	 esquerdo	 do	 coração	
(coração	 esquerdo)	 recebe	 sangue	 oxigenado	 (arterial)	 vindo	 dos	 pulmões	 através	 das	
veias	pulmonares	e	o	bombeia	para	a	aorta,	de	onde	é	distribuído	para	o	corpo	(MOORE;	
DALLEY;	AGUR,	2014).
O	coração	possui	quatro	câmaras:	dois	átrios	e	dois	ventrículos.	Os	átrios	são	as	
duas	câmaras	superiores	que	recebem	sangue	e	os	ventrículos	são	duas	câmaras	inferiores	
que	bombeiam	o	sangue	para	fora	do	coração	(Figura 4).	Na	face	anterior	de	cada	átrio	
existe	uma	estrutura	enrugada,	em	forma	de	saco,	chamada	aurícula	(semelhante	à	orelha	
de	cão)	que	aumenta	a	capacidade	do	átrio	para	conter	maior	volume	de	sangue.	
Na	 superfície	 do	 coração	 existem	 vários	 sulcos,	 que	 contêm	 vasos	 sanguíneos	
coronarianos	e	uma	quantidade	variável	de	gordura,	cada	sulco marca	a	fronteira	externa	
entre	duas	câmaras	do	coração.	O	sulco	coronário	circunda	a	maior	parte	do	coração	e	
marca	a	fronteira	externa	entre	os	átrios	acima	e	os	ventrículos	abaixo.	Enquanto	o	sulco	
interventricular	anterior	é	um	sulco	 raso	na	 face	esternocostal	do	coração,	que	marca	a	
fronteira	externa	entre	os	ventrículos	direito	e	esquerdo.	Este	sulco	continua	em	torno	da	
face	posterior	 do	 coração	 como	o	 sulco	 interventricular	 posterior,	 que	marca	a	 fronteira	
externa	entre	os	ventrículos	na	face	posterior	do	coração	(Figura 4).	(MOORE;	DALLEY;	
AGUR,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
37
FIGURA 4: PRIMEIRA IMAGEM OBSERVA AS QUATRO CÂMARAS. SEGUNDA IMAGEM 
MOSTRA AS AURÍCULAS DOS ÁTRIOS DIREITO E ESQUERDO E OS SULCOS CORONÁRIO E 
INTERVENTRICULAR.
1.1.1	 Átrio Direito (AD)
O	átrio	direito	recebe	sangue	venoso	de	duas	grandes	veias:	veia	cava	
superior	e	veia	cava	inferior.	A	veia	cava	superior	recolhe	sangue	da	cabeça	
e	 parte	 superior	 do	 corpo,	 enquanto,	 a	 veia	 cava	 inferior	 recebe	 sangue	
do	 abdômen	 e	 membros	 inferiores.	 O	 sangue	 passa	 do	 átrio	 direito	 para	
ventrículo	 direito	 através	 de	 uma	 válvula	 chamada	 tricúspide	 (formada	por	
três	válvulas).	Entre	o	átrio	direito	e	o	átrio	esquerdo	existe	uma	parede	fina	
chamado	septo	interatrial	que	possui	uma	depressão	oval	chamada	de	fossa	
oval,	 que	 representa	 um	vestígio	 do	 forame	oval	 presente	 no	 feto.	O	átrio	
direito	apresenta	uma	expansão	denominada	aurícula	direita,	que	serve	para	
amortecer	o	impulso	do	sangue	ao	penetrar	no	átrio	(Figura 5)	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).	
1.1.2	 Ventrículo Direito (VD)
O	 ventrículo	 direito	 forma	 a	 maior	 parte	 da	 superfície	 anterior	 do	
coração.	Recebe	o	sangue	do	átrio	direito	e	o	bombeia	para	a	artéria	tronco	
pulmonar	que	direciona	o	sangue	para	a	circulação	pulmonar.	A	parede	interna	
do	VD	apresenta	uma	série	de	feixes	elevados	de	fibras	musculares	cardíacas	
chamadas	trabéculas	cárneas.	No	óstio	atrioventricular	direito	existe	a	presença	
de	uma	válvula	atrioventricular	(tricúspide)	que	impede	o	sangue	de	retornar	
do	ventrículo	para	o	átrio	direito.	A	valva	é	presa	por	filamentos	denominados	
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38UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
cordas	tendíneas,	que	se	inserem	em	pequenas	colunas	cárneas	chamadas	
de	músculos	papilares.	A	válvula	do	tronco	pulmonar	também	é	constituída	por	
pequenas	lâminas,	dispostas	em	concha,	denominadas	válvulas	semilunares	
(Figura 5)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).	
1.1.3	 Átrio Esquerdo (AE)
O	átrio	esquerdo	é	uma	cavidade	com	paredes	finas	e	lisas	que	recebe	
o	sangue	já	oxigenado	através	de	quatro	veias	pulmonares.	O	sangue	passa	
do	 átrio	 esquerdo	 para	 o	 ventrículo	 esquerdo,	 através	 da	 valva	 bicúspide	
(mitral),	que	tem	apenas	duas	cúspides.	O	átrio	esquerdo	também	apresenta	
uma	expansão	chamada	aurícula	esquerda	revestida	por	músculos	pectíneos	
(Figura 5)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
	
1.1.4	 Ventrículo Esquerdo (VE)
O	 ventrículo	 esquerdo	 forma	 o	 ápice	 do	 coração.	 O	 VE	 bombeia	 o	
sangue	 em	 direção	 a	 artéria	Aorta	 que	 possui	 válvula	 semilunares	 (valva	
aórtica)	o	impulsionando	a	percorrer	a	circulação	sistêmica.	As	características	
são	 semelhantes	 ao	 VE,	 contém	 trabéculas	 cárneas,	 músculos	 papilares,	
cordas	 tendíneas	 e	 uma	 válvula	 atrioventricular	 formada	 apenas	 por	 duas	
lâminas	denominadas	cúspides	(mitral)	localizada	na	abertura	atrioventricular	
esquerda.	 Contudo,	 parte	 do	 sangue	 flui	 para	 as	 artérias	 coronárias,	 que	
se	 ramificam	a	 partir	 da	 aorta	 ascendente,	 levando	 sangue	para	 a	 parede	
cardíaca	 irrigando	o	músculo	cardíaco;	o	 restante	do	sangue	passa	para	o	
arco	da	aorta	e	para	a	aorta	descendente	(aorta	torácica	e	aorta	abdominal).	
Ramos	arteriais	do	arco	da	aorta	e	da	aorta	descendente	levam	sangue	para	
todo	o	corpo	(Figura 5)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
39UNIDADE 2 SISTEMAS CARDIOVASCULAR, LINFÁTICO E RESPIRATÓRIO
FIGURA 5: CORTE FRONTAL DO CORAÇÃO MOSTRANDO A MORFOLOGIA INTERNA DO 
CORAÇÃO
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	592.
1.6 Circulação pulmonar e sistêmica
O	 coração	 é	 uma	 bomba	 muscular	 que	 impulsiona	 o	 sangue	 a	
percorrer	os	vasos	sanguíneos.	Todavia,	existe	uma	diferença	entre	o	sangue	
que	 percorre	 as	 artérias,	 chamado	 de	 sangue	 arterial	 do	 sangue	 venoso	
(sangue	que	percorre	as	veias)	a	diferença	consiste	no	teor	de	oxigênio	no	
sangue.	O	sangue	venoso	é	um	sangue	pobre	em	oxigênio	que	precisa	ser	
oxigenado	para	fornecer	aos	tecidos	este	elemento	gasoso	que	é	vital	para	a	
sobrevivência	dos	tecidos	e	para	compreensão	desse	processo	é	necessário	
entender	 que	 a	 circulação	 sanguínea	 ocorre	 a	 nível	 pulmonar	 e	 sistêmico	
(Figura 6)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	MOORE;	DALLEY;	AGUR,	
2014).
●	 Circulação Pulmonar:	Circulação	Pulmonar:	O	átrio	direito	é	a	câmara	que	recebe	
o	sangue	com	baixo	 teor	de	oxigênio	proveniente	dos	 tecidos	que	chega	ao	átrio	
direito	através	da	veia	cava	superior	e	 inferior.	Depois,	o	sangue	se	desloca	para	
o	ventrículo	direito	do	coração,	sendo	bombeado	para	os	pulmões	onde	irá	captar	
oxigênio	(O2)	e	dispersar	o	dióxido	de	carbono	(CO2).	(Figura 6)
●	 Circulação Sistêmica:	 O	 sangue	 oxigenado	 retorna	 dos	 pulmões	 para	 o	 átrio	
esquerdo,	posteriormente	ocupa	o	ventrículo	esquerdo	que	bombeia	o	sangue	em	
direção	a	artéria	aorta	por	todo	o	corpo	a	fim	de	fornecer	oxigênio	e	nutrientes	para	
os	tecidos	do	corpo.	(Figura 6)
40
FIGURA 6: CIRCULAÇÃO PULMONAR E SISTÊMICA. O LADO DIREITO DO CORAÇÃO 
BOMBEIA O SANGUE POBRE EM O2 E COM ALTO TEOR DE CO2 PARA OS PULMÕES ONDE 
O SANGUE RECEBE O2 E DEIXA O CO2 PARA SER DISPENSADO, CARACTERIZANDO A 
CIRCULAÇÃO PULMONAR. O LADO ESQUERDO DO CORAÇÃO RECEBE O SANGUE VINDO 
DOS PULMÕES E O BOMBEIA PARA TODOS OS TECIDOS DO CORPO VIA CIRCULAÇÃO 
SISTÊMICA
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	586.
1.7 Vasos sanguíneos
Os	vasos	 sanguíneos	 formam	uma	 rede	de	 tubos	por	 onde	o	 sangue	 circula	 em	
direção	aos	tecidos	do	corpo	e	de	volta	ao	coração	e	são	divididos	em:	artérias,	veias	e	
capilares.
As	artérias	são	os	vasos	sanguíneos	que	partem	do	coração	e	vão	se	ramificando	
em	menor	calibre,	até	atingirem	os	capilares	que	 irrigam	os	 tecidos	do	corpo.	Enquanto	
que,	as	veias	são	os	vasos	sanguíneos	que	chegam	ao	coração	 trazendo	o	sangue	da	
periferia	do	corpo	para	o	coração.	Já	os	capilaressanguíneos	são	vasos	de	menor	calibre	
(muito	finos)	responsáveis	por	chegar	efetivamente	até	as	células	do	corpo	para	realizar	as	
trocas	de	gases,	nutrientes	e	resíduos.	Esta	passagem	de	sangue	através	do	coração	e	dos	
vasos	sanguíneos	é	chamada	de	circulação	sanguínea.
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41
SISTEMA 
LINFÁTICO2
TÓPICO
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2.1 Introdução ao sistema linfático
O	sistema	linfático	é	composto	por	uma	rede	de	vasos	linfáticos	que	transportam	um	
líquido	chamado	linfa,	e	diversas	estruturas	e	órgãos	linfáticos	(baço,	linfonodos	e	timo).	O	
sistema	linfático	apresenta	três	funções	principais:	
●	 Drenagem do excesso de líquido intersticial:	 O	 líquido	 intersticial	 é	 o	 líquido	
que	banha	as	células	do	corpo,	esta	 função	é	 responsável	pela	conexão	entre	o	
sistema	linfático	e	o	sistema	circulatório	cardiovascular.	O	sistema	linfático	devolve	
o	excesso	de	 líquido	para	o	sistema	vascular	sanguíneo	através	da	drenagem	do	
líquido	 intersticial	 realizado	 pelos	 vasos	 linfáticos	 e	 o	 transporta	 para	 a	 corrente	
sanguínea,	devolvendo	ao	sangue.	
●	 Desempenhar respostas imunes:	O	sistema	 imune	protege	o	organismo	contra	
agentes	 causadores	 de	 doenças	 atuando	 no	 combate	 às	 infecções,	 conferindo	
imunidade	às	doenças.
●	 Transportar lipídios oriundos da dieta:	Os	vasos	linfáticos	transportam	lipídios	e	
vitaminas	lipossolúveis	(A,	D,	E	e	K)	absorvidas	pelo	sistema	digestório	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).
2.2 Vasos linfáticos 
Os	vasos	linfáticos	coletam	o	excesso	de	líquido	intersticial,	em	volta	dos	capilares	
sanguíneos	 e	 o	 devolve	 para	 a	 corrente	 sanguínea.	A	 partir	 do	momento	 que	 o	 líquido	
intersticial	é	coletado	e	adentra	os	vasos	linfáticos,	ele	passa	a	ser	chamado	de	linfa	e	flui	
pelos	linfonodos.
42
Os	vasos	linfáticos	são	encontrados	no	tecido	subcutâneo,	acompanhando	as	veias,	
no	entanto,	os	vasos	linfáticos	das	vísceras	geralmente	acompanham	as	artérias.	Os	vasos	
linfáticos	 iniciam-se	 com	os	 capilares	 linfáticos	que	 são	 vasos	menores	 localizados	nos	
espaços	entre	as	células	recebendo	a	linfa	e	se	unem	para	formar	vasos	linfáticos	maiores.	
Contudo,	a	 linfa	é	drenada	dos	vasos	 linfáticos	para	os	 troncos	 linfáticos,	que	se	unem	
formando	os	ductos	 linfáticos	que	direciona	a	 linfa	para	o	coração	 (Figura 7)	 (MARIEB;	
WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).	
FIGURA 7: REDE DE VASOS LINFÁTICOS.
2.2.1 Capilares Linfáticos
Os	capilares	 linfáticos	situam-se	próximos	aos	capilares	sanguíneos,	e	são	vasos	
altamente	 permeáveis,	 esta	 característica	 favorece	 sua	 função	 de	 ser	 responsável	 por	
coletar	o	excesso	de	líquido	intersticial,	a	partir	do	momento	que	o	líquido	intersticial	drenado	
entra	nos	capilares	linfáticos,	ele	recebe	o	nome	de	linfa.	Devido	à	alta	permeabilidade	dos	
capilares	eles	conseguem	absorver	moléculas	grandes	como	proteínas	e	lipídios.	Existem	
capilares	linfáticos	localizados	nas	vilosidades	intestinais	que	possuem	a	função	exclusiva	
de	absorver	a	gordura	digerida	pelo	intestino,	consequentemente,	a	linfa	drenada	se	torna	
leitosa.	Essa	 linfa	gordurosa,	por	sua	vez,	recebe	o	nome	de	quilo e,	como	toda	 linfa,	é	
transportada	para	a	corrente	sanguínea	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014).
2.2.2 Troncos Linfáticos
A	 linfa	 é	 transportada	 dos	 capilares	 linfáticos	 para	 os	 vasos	 linfáticos	 que	 chegam	aos	
linfonodos.	Ao	 sair	 dos	 linfonodos	 os	 vasos	 linfáticos	 unem	 formando	 troncos	 linfáticos	
responsáveis	por	drenar	a	linfa	de	uma	região	específica	do	corpo.	
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Os	principais	troncos	linfáticos	são:	
●	 Troncos lombares:	drenam	a	linfa	dos	membros	inferiores,	pelve,	rins,	glândulas	
suprarrenais	e	da	parede	abdominal.	
●	 Tronco intestinal:	drena	a	linfa	do	estômago,	intestinos,	pâncreas,	baço	e	parte	do	
fígado.	
●	 Troncos broncomediastinais:	drenam	a	linfa	da	parede	torácica,	pulmão	e	coração.	
●	 Troncos subclávios:	drenam	os	membros	superiores.	
●	 Troncos jugulares:	drenam	a	cabeça	e	o	pescoço.
2.2.3 Ductos Linfáticos
A	linfa	é	drenada	dos	troncos	linfáticos	para	dois	vasos	linfáticos	maiores,	chamados	
ducto	torácico	e	ducto	linfático	direito,	que	drenam	a	linfa	para	o	sangue	venoso.	
O	ducto	torácico	começa	com	uma	dilatação	chamada	cisterna	do	quilo	que	recebe	
a	 linfa	dos	 troncos	 lombar	direito,	esquerdo	e	do	 tronco	 intestinal.	No	pescoço,	o	ducto	
torácico	 também	 recebe	 a	 linfa	 dos	 troncos	 jugular	 esquerdo,	 subclávio	 esquerdo	 e	
broncomediastinal	esquerdo.	Desta	maneira,	o	ducto	 torácico	é	responsável	por	 receber	
a	linfa	do	lado	esquerdo	da	cabeça,	do	pescoço,	do	tórax,	do	membro	superior	esquerdo	
e	de	todo	o	corpo	abaixo	das	costelas,	e	proporciona	a	drenagem	da	linfa	para	o	sangue.	
Todavia,	o	ducto linfático	direito recebe	a	linfa	do	lado	superior	direito	do	corpo	através	dos	
troncos	jugular	direito,	subclávio	direito	e	broncomediastinal	direito,	drenando	a	linfa	para	
o	sangue	venoso	desembocando	nas	veias	do	pescoço	jugular	interna	direita	e	subclávia	
direita	(Figura 8)	(MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014;	TORTORA;	DERRICKSON,	2016).
FIGURA 8: MOSTRA A DISTRIBUIÇÃO DOS VASOS LINFÁTICOS. ÁREA VERDE DO CORPO 
É DRENADA PELO DUCTO LINFÁTICO DIREITO, ÁREA ROSA DO CORPO É DRENADA PELO 
DUCTO TORÁCICO
Fonte:	MARIEB;	WILHELM;	MALLATT,	2014,	p.	655.
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2.3 Tecido e Órgãos Linfáticos
Classificamos	em	dois	grupos	de	acordo	com	suas	funções	em:	os	órgãos	linfáticos	
primários	e	secundários.	Os	órgãos	linfáticos	primários	são	a	medula	óssea	(dá	origem	a	
linfócitos	B	maduros	e	a	células	T)	e	o	timo.	Já	os	órgãos	e	tecidos	linfáticos	secundários,	
são	os	locais	em	que	ocorre	a	maior	parte	das	respostas	imunes	e	incluem:	os	linfonodos,	
o	baço	e	os	nódulos	linfáticos	(folículos).	A	seguir	abordaremos	os	conceitos	gerais	sobre	
os	principais	órgãos	linfáticos.
2.3.1 Timo
O	timo	é	um	órgão	linfático	primário,	bilobado	(possui	dois	lobos)	e	localiza-se	entre	o	
esterno	e	a	aorta	(região	do	mediastino),	envolto	por	tecido	conjuntivo	que	mantém	os	dois	
lobos	unidos	(Figura 9).	Cada	lobo	do	timo	é	formado	por	um	córtex	externo	de	coloração	
escura	e	uma	medula	central	de	coloração	mais	clara.	Na	região	do	córtex	contém	uma	
grande	quantidade	de	 linfócitos	T	 que	migram	da	medula	 óssea	para	 o	 córtex	 do	 timo,	
onde	 se	 proliferam	e	 começam	a	maturar.	Posteriormente,	 os	 linfócitos	T	 que	 saem	do	
timo	pelo	sangue	para	colonizar	os	linfonodos,	baço	e	outros	tecidos	linfáticos	(TORTORA;	
DERRICKSON,	2016).	
FIGURA 9: ILUSTRAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DO TIMO (ENTRE OS PULMÕES – MEDIASTINO). 
2.3.2 Linfonodos
Os	 linfonodos	 possuem	 forma	 de	 feijão	 e	 estão	 espalhados	 pelo	 corpo	 ao	 longo	
dos	vasos	linfáticos	e	são	responsáveis	por	remover	os	patógenos	da	linfa.	Os	linfonodos	
medem	aproximadamente	de	1	a	25	mm	de	comprimento,	são	cobertos	por	uma	cápsula	
de	 tecido	 conjuntivo	 denso	 e	 se	 dividem	 em	 dois	 compartimentos.	 Os	 linfonodos	 são	
encontrados	em	agrupamentos,	em	locais	superficiais	ou	mais	profundos;	os	superficiais	
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estão	na	região	cervical,	axilar	e	inguinal;	enquanto	os	linfonodos	profundos	encontram-se	
no	tórax,	abdome	e	pelve.
No	 interior	dos	 linfonodos	é	observado	uma	 rede	de	vasos	aferentes	e	eferentes	
(Figura 10),	os	vasos	aferentes	adentram	aos	linfonodos	pela	cápsula	fibrosa	trazendo	a	
linfa,	enquanto	os	vasos	eferentes	saem	dos	linfonodos	por	uma	região	chamada	hilo.	A	linfa	
infiltra	através	dos	seios	linfáticos	que	estão	distribuídos	no	interior	dos	linfonodos,	formando	
uma	rede	entrecruzada	de	fibras	reticulares	que	é	local	de	armazenamento	de	macrófagos	
(células	destruidoras	de	agentes	estranhos).	O	trajeto	que	a	linfa	percorre	passando	por	
vários	linfonodos	é	essencial	para	torná-la

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