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2015_ Artigo_Liderança_Assertiva_Morel_Pra_Fagundes_Knakievicz

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do grupo e forneça espaço e tempo para que elas sejam entendidas e assumidas como responsabilidades pessoais intransferíveis, sendo isso um momento importante da liderança. Assim, concluímos que na função de líder, é necessário que a pessoa seja empática, compreendendo as demandas emocionais e mentais do grupo, as suas expectativas, anseios e desejos, metabolizando e refletindo com visão de futuro alinhada às metas estabelecidas, comunicando com clareza e coerência o seu posicionamento e orientando as consequente realizações. 
A realização é um comportamento, é um resultado e é influenciável pelas companhias (VITALE, 2006, p. 65), por um processo neurofisiológico de espelhamento neuronal (CARTER, 2012, p. 120), assim, procede o velho conselho de escolher estar entre pessoas realizadoras como recurso de realizar os próprios sonhos. Instintivamente pessoas tem a necessidade de se sentirem integradas no ambiente em que estão e fazem coisas para cooperar ou competir com seu meio - nestes dois casos haverá soma de esforços em prol da metas do líder carismático. Cooperar e/ou competir resultará em perdas ou realizações de acordo com o comportamento do líder, se a favor da resistência ou da inovação, respectivamente.
Concluímos que, quanto mais ciente da importância da coerência do seu comportamento com as metas de trabalho da equipe, mais assertivo tende a ser a atuação do líder. Existem equipes voltadas a atender desejos egóicos e vaidades pessoais, e grupos voltados a atender necessidades genuínas de crescimento e desenvolvimento humanos. Assim, em ambos os contextos, concluímos que se espera do líder soluções, e há uma expectativa geral de serem todos igualmente entendidos, atendidos, servidos em seus desejos ou necessidades, caso contrário o líder é rejeitado emocional ou racionalmente, respectivamente, de acordo com a média dos anseios dos liderados. Contudo, devido ao comportamento padrão do grupo de se ajustar às expectativas do líder ou do próprio grupo (VITALE, 2006, p. 65), esse processo de rejeição ao líder, ou de um membro da equipe, mesmo que ética, racional e lógica a partir da constatação de sua disfuncionalidade em relação a tarefa estabelecida pela equipe, tende a ser sentido pelo grupo como um conflito, um mal estar, ou seja, uma crise. 
Devido às sutilezas e complexidade das expressões das emoções humanas, é importante que o líder comunique-se com clareza, ou seja, fale o que sente e o que pensa nos momentos oportunos, posicionando-se de modo claro e objetivo diante das pessoas e situações, pois quanto mais diversos os membros de um grupo se percebem, maior será a disponibilidade à flexibilidade, mais cooperação e menos competitividade ocorrem. Assim, é papel do líder exemplificar o comportamento em prol a liberdade de expressão em situações inusitadas, por exemplo, no processo de inclusão e valorizando à diversidade cultural. 
4 Conclusões
Partindo da primeira questão deste estudo: Existe um padrão de emoções que podem aflorar num determinado indivíduo ao exercer um papel de liderança? Concluímos com base nos estudos teóricos que o líder assertivo convive bem com emoções ambíguas, próprias ou de outrem, independentemente, de quais sejam essas emoções. Olha atentamente e com um certo distanciamento da afetividade e da emocionalidade própria e a de seus liderados. Aceita a ambiguidade emocional sem acumpliciamento com ideias conflituosas, mas reconhece a sua presença, passo primordial para a reflexão, tomada de decisão e escolha do comportamento mais adequado.
Quais são as emoções do líder que influenciam na própria assertividade ao incluir um novo membro no grupo? Quanto aos estudos desta temática, concluímos que cabe ao líder dar o exemplo de acolhimento da complexidade das pessoas. O qual requer mais do que compreensão emocional, requer atributos intelectuais, teóricos e conhecimentos lógicos e científicos, pois só fazer a leitura das emoções não basta, é preciso decodifica-la para a tomada de decisão coerente com o contexto.
E em terceiro analisamos quais as posturas um líder pode ter para amenizar o impacto das próprias emoções, e ser assertivo, ao incluir um membro no grupo que lidera? A partir da literatura já referenciada neste artigo, discutimos que o líder é aquele que é consciente de que o seu estado emocional define seu comportamento; e o comportamento é o que define o poder de liderança. O líder assertivo é ciente que seu comportamento é uma escolha. Consequentemente, a assertividade na inclusão de novos participantes se resume em manter a coerências entre as ações dos diversos níveis inter-relacionais e principalmente manter a coerência ética entre os contratos formais e psicológicos (desejos emocionais conscientes ou inconscientes expressos por linguagem não verbal compulsória) e assumidos por espelhamento neuronal. Assim, pode se dizer que o líder assertivo apresenta grau de imunidade acima da média em relação ao comportamento instintivo de espelhamento neuronal, escolhendo o seu comportamento.
Em síntese, um bom líder é um poliglota erudito na compreensão e no uso das diversas linguagens: a corporal, a emocional, a verbal, o silêncio e a intuição. A essência destes aspectos da comunicação confere o nível de inteligência interpessoal e de assertividade do líder.
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