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As comparações internacionais apontam que Brasil está fora da curva em relação aos padrões internacionais e isso significa pertencer a uma sociedade na qual seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre, ou seja, um pouco mais de cem milhões de pessoas e os "5% mais ricos da população brasileira detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% Paralelamente, 165 milhões de brasileiros vivem com uma renda per inferior a dois Acerca da pobreza brasileira, analise as afirmações a seguir: I. o aumento da renda dos mais pobres e as bem-sucedidas de combate à fome e à miséria certamente são muito importantes, pois tiveram efeitos reais benéficos para a população brasileira socioeconomicamente mais II. aumento da renda dos mais pobres e as bem-sucedidas de combate à fome e à miséria, em 2014 blindaram Brasil da sua sina da desigualdade e da pobreza. III. Com retorno da crise efeitos perversos dominaram Brasil novamente com desemprego, o subemprego e pessoas que não possuem renda IV. No XXI a estrutura das desigualdades de renda e de riqueza no Brasil não foi modificada e é possível entender os efeitos da crise global que se agravaram com tamanha rapidez a miséria. Considerando contexto apresentado, é correto que se afirma em: I, II, III IV. I, II e III, apenas. I, III e IV, apenas. I IV, apenas. II e III, apenas. Sua resposta I, III e IV, apenas. Na prática, Brasil "estar fora da curva" em relação aos padrões internacionais significa pertencer a uma sociedade na qual "seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população", ou seja, um pouco mais de 100 milhões de pessoas e os "5% mais ricos [da população brasileira] detêm a mesma fatia de renda que demais 95%" (ROSSI, 2017). Paralelamente, 165 milhões de brasileiros vivem com uma renda per capita inferior a dois (OXFAM, 2017).0 aumento da renda dos mais pobres e as políticas bem-sucedidas de combate à fome e à miséria - que certamente são muito importantes, pois tiveram efeitos reais benéficos para a população brasileira socioeconomicamente mais vulnerável - não foram suficientes para blindar Brasil de sua "sina" da desigualdade e da pobreza. Em 2014, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação anunciou que o Brasil saía do mapa da fome. Após esse ano, com os efeitos perversos da crise - sobretudo aumento do desemprego, do subemprego e de pessoas que não têm nenhuma renda e não são beneficiadas por programas públicos de transferência de renda alertou-se sobre risco de Brasil voltar novamente ao mapa da fome (AZEVEDO, 2018).É preciso perceber, portanto, que no século XXI a estrutura das desigualdades de renda e de riqueza no Brasil não foi Isso nos ajuda a entender por que os efeitos da crise global agravaram com tamanha rapidez a Esse agravamento, é claro, não está separado de escolhas políticas que, ao contrário de agir nas causas da miséria, a acentua.