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Microbiologia Caderno de estudos de bacteriologia 1 Introdução à Microbiologia o Microbiologia é o estudo dos microrganismos. o Os microorganismos não são considerados células, vivendo isoladamente em células ou em aglomerados. o O grupo inclui bactérias, fungos (leveduras e bolores), protozoários e algas microscópicas. Também inclui os vírus, entidades acelulares muitas vezes consideradas como o limite entre o vivo e o não vivo. o São responsáveis por causar doenças e infecções, em condições específicas. No entanto, além disso, são responsáveis pela manutenção do equilíbrio da vida e meio ambiente. o Os micróbios do solo auxiliam na degradação de resíduos e na incorporação do gás nitrogênio do ar em compostos orgânicos, reciclando, assim, elementos químicos do solo, água, organismos vivos e ar. o Certos micróbios têm um papel fundamental na fotossíntese, processo gerador de oxigênio e alimento que é crucial para a vida na Terra. o Os seres humanos e muitos outros animais dependem dos micróbios em seus intestinos para a digestão e a síntese de algumas vitaminas que seus corpos requerem, incluindo algumas vitaminas do complexo B, para o metabolismo, e a vitamina K, para a coagulação do sangue. o Também possuem muitas aplicações comerciais, sendo utilizados na síntese de produtos químicos, como vitaminas, ácidos orgânicos, enzimas, alcoóis e muitos fármacos. Por exemplo, os micróbios são utilizados na produção de acetona e butanol, e as vitaminas B2 (riboflavina) e B12 (cobalamina) são produzidas bioquimicamente. o Os processos pelos quais os micróbios produzem acetona e butanol foram descobertos, em 1914, por Chaim Weizmann. o A indústria alimentícia também utiliza micróbios na produção de: vinagre, chucrute, picles, molho, soja, queijo, iogurte, pão e bebidas alcoólicas. o As enzimas dos micróbios podem agora ser manipuladas de forma que esses microrganismos produzam substâncias que normalmente não sintetizam, incluindo celulose, substâncias que auxiliam a digestão e outras que favorecem a limpeza de drenos, além de produtos terapêuticos importantes, como a insulina. o A minoria dos microorganismos é patogênica (causadores de doença). Nomenclatura o O sistema de nomenclatura (nomeação) para organismos em uso atualmente foi estabelecido, em 1735, por Carolus Linnaeus. o Os nomes científicos são latinizados. o Nomenclatura científica designa para cada organismo dois nomes – o gênero é o primeiro nome, sendo sempre iniciado com letra maiúscula; o segundo nome é o epíteto específico (nome das espécies), escrito sempre em letra minúscula. o O organismo é designado pelos dois nomes, o gênero e o epíteto específico, e ambos são escritos em itálico ou sublinhados. o Por convenção, após um nome científico ter sido mencionado uma vez, ele pode ser abreviado com a inicial do gênero seguida pelo epíteto específico. Bactérias o Procariotos (do grego: pré-nucleo), não apresentam envoltório nuclear. Incluem as bactérias e as arqueias. o As células bacterianas apresentam uma entre várias formas possíveis: → Bacilos (semelhantes a bastões) diplobacilos e estreptobacilos. → Cocos (esféricos ou ovoides) diplococos, estreptococos, tétrades, sarcinas e estafilococos. → Espirais (espiralados ou curvados) vibriões, espirilos e espiroquetas. o Algumas bactérias possuem forma de estrela ou quadrado. o As bactérias individuais podem formar pares, cadeias, grupos ou outros agrupamentos; essas formações geralmente são características de um gênero particular ou de uma espécie de bactéria. o Bactéria (as paredes celulares contêm um complexo de carboidrato- proteína chamado de peptideoglicano). o O primeiro antibiótico foi descoberto por acidente. Alexander Fleming, médico e bacteriologista escocês, quase descartou algumas placas de cultura que haviam sido contaminadas por fungos. Felizmente, ele percebeu um curioso padrão de crescimento nas placas – uma área clara, onde o crescimento bacteriano havia sido inibido, se apresentava ao redor do fungo. Fleming estava diante de um fungo que inibiu o crescimento de uma bactéria. O fungo ficou conhecido como Penicillium chrysogenum, e o inibidor ativo deste fungo foi chamado de penicilina. Assim, a penicilina é um antibiótico produzido por um fungo. A enorme utilidade da penicilina não foi notada até a década de 1940, quando foi testada clinicamente e produzida em grande escala. Métodos de coloração o A maioria das observações iniciais em microorganismo é feira por meio de preparações coradas. o A coloração ajuda a enfatizar algumas estruturas que se querem observar. o Para serem corados, os microorganismo precisam ser fixados. Quando uma amostra precisa ser fixada, um filme delgado de material contendo os microrganismos e espalhado sobre a superfície da lamina. Esse filme, denominado esfregaço, e deixado para secar ao ar. Na maioria dos procedimentos de coloração, a lamina e, então, fixada pela passagem, varias vezes, sobre a chama de um bico de Bunsen, com o lado do esfregaço para cima, ou recobrindo a lamina com metanol por um minuto. A coloração e aplicada e, então, lavada com água; a seguir, a lamina e seca com papel absorvente. Sem a fixação, a coloração poderia lavar os micróbios da lamina. Agora, os microrganismos corados estão prontos para o exame microscópio. Coloração simples o É uma solução aquosa ou alcoólica de um único corante básico tem por objetivo destacar todas as estruturas básicas. o Algumas outras substâncias químicas podem ser adicionadas para intensificar a coloração aditivo = mordente. o A lâmina é analisada depois de lavada e seca. o Função do mordente: → Aumentar a afinidade de uma coloração por uma amostra biológica. → Revestir a estrutura para torná-la mais espessa e mais fácil de ser vista após ser corada. o Corantes: azul de metileno, carbolfucsina, cristal violeta e a safrina. Coloração diferencial o As colorações diferenciais reagem de forma diferente com diferentes tipos de bactérias e, assim, podem ser utilizadas para realizar a distinção entre elas. o Colorações diferenciais: Gram e acidorresistente. Coloração de Gram o Classifica a bactéria em dois grupos: gram- positivas e gram-negativas. o Mecanismos: 1. Um esfregaço fixado em calor e coberto com um corante básico púrpura, geralmente cristal violeta. Uma vez que a coloração púrpura colore todas as células, ela e denominada coloração primária. 2. Após um curto período de tempo, o corante púrpura e lavado, e o esfregaço e recoberto com iodo, um mordente. Quando o iodo e lavado, ambas as bactérias gram- positivas e gram-negativas aparecem em cor violeta-escura ou púrpura. 3. A seguir, a lâmina e lavada com alcool ou com uma solução de alcool-acetona. Essa solução e um agente descorante, que remove a coloração púrpura das células de algumas espécies, mas não de outras. 4. O alcool e lavado, e a lamina e então corada com safranina, um corante básico vermelho. O esfregaço e lavado novamente, seco com papel e examinado microscopicamente. o O corante púrpura e o iodo se combinam no citoplasma de cada bactéria, corando-a de violeta-escuro ou púrpura. o As bactérias que retém esta cor após a tentativa de descoloração com o álcool são classificadas como gram-positivas; o As bactérias que perdem a coloração púrpura ou violeta-escura após a descoloração são classificadas como gram-negativas. o Após a descoloração a safrina é aplicada para corar as bactérias gram-negativas que se tornaram invisíveis → Cor contrastante com a primeira coloração contracorantes. o Os resultados da coloração de Gram não são universalmente aplicáveis, pois algumas células bacterianas coram-se fracamente ounão adquirem cor. → A reação de Gram e mais consistente quando utilizada em bactérias jovens, em crescimento. o Benefícios da coloração gram: → Diagnóstico: as bactérias gram-positivas tendem a ser destruídas mais facilmente por penicilina e cefalosporinas. As gram- negativas geralmente são mais resistentes, já que is antibióticos não podem penetrar a camada de lipopolissacarídeos. Coloração acidorresistente o Essa coloração se liga fortemente apenas às bactérias que apresentam um material ceroso em suas paredes celulares. o As bactérias do gênero Mycobacterium são diagnosticadas por essa coloração. 1. O corante vermelho carbolfucsina e aplicado a um esfregaço fixado, e a lâmina e aquecida levemente por vários minutos. O calor aumenta a penetração e a retenção do corante. 2. A seguir, a lâmina e resfriada e lavada com água. 3. O esfregaço e tratado com álcool-ácido, um descolorante, que remove o corante vermelho das bactérias que não são acidorresistentes. 4. Os microrganismos acidorresistentes retém a cor vermelha ou rosa, pois a carbolfucsina e mais solúvel nos lipídeos da parede celular do que no álcool-ácido. 5. Em bactérias que não são acidorresistentes, cujas paredes celulares não possuem os componentes lipídicos, a carbolfucsina e rapidamente removida durante a descoloração, deixando as células incolores. 6. O esfregaço é, então, corado com o contracorante azul de metileno. As células que não são acidorresistentes aparecem azuis apos a aplicação do contracorante. Célula procariótica o Os procariotos compõe um grupo vasto de organismos unicelulares. o Estão inclusos bactérias e arqueas. O tamanho, a forma e o arranjo das células bacterianas o Tamnho: variam de 0,2-2 um de diâmetro e de 2 a 8 um de comprimento. o Formato variado: cocos, bastão (bacilos) e espiral. → Cocos: Geralmente redondos, podendo ser achatados, ovais ou alongados. Após a divisão podem se manter unidos formando os diplococos; estreptococos (após a divisão permanecem ligados em cadeias); tétrades (se dividem em dois planos e permanecem em grupos de 4); sarcinas (dividem-se em três planos e permanecem ligados em grupos de 8 foram cubos); estafilococos (se dividem em vários planos e ficam agrupados em cachos ou laminas amplas). o Os bacilos se dividem somente ao longo do seu eixo curto menor numero de agrupamentos de bacilos cocos, sendo a maioria dos bacilos em forma de bastonetes. → Bacilos: Bacilo único; diplobacilos (em pares após divisão); estreptobacilos aparecem em cadeias; bacilos com aparência de canudinho (formas cônicas); bacilos em forma de charuto (extremidade conica); outros são ovais (parecidos com os cocos cocosbacilos). → Espirais: Podem ter uma ou mais curvatura. Não são retas. Podem ser como bastões curvos vibriões. Podem ter formato helicoidal, com corpo bastante rígido espirilos. Possuem um flagelo que possibilita a locomoção Podem ter formato helicoidal, com corpo flexível espiroquetas. Movem-se através de filamentos axiais (lembram um flagelo contido dentro de uma bainha flexível). → Alguns procariotos podem ter forma de estrela ou retangulares. o A forma de uma bactéria é determinada hereditariamente. o Geneticamente a maioria das bactérias é monomórficas mantém uma única forma. → Alguns fatores ambientais podem fazer com que as bactérias apresentem dimorfismos dificulta diagnósticos. o Algumas bactérias, como Rhizobium e Corynebacterium, são geneticamente pleomórficas, ou seja, elas podem apresentar muitas formas, não apenas uma. Morfologia dos procariotos o Estruturas externas: externa a parede celular podem estar presentes glicocálices, flagelos, filamentos axiais e fimbrias e os pili. → Glicocálice (SPE – substancia polimérica extracelular): Muitos procariotos secretam na sua superfície uma substância chamada glicocálice (revestimento de açúcar). É um polímero viscoso e gelatinoso, externo a parede celular e composto por polissacarídeo, polipeptídio ou ambos. Sua composição química varia entre as espécies. Produzido no interior da célula e secretado para superfície celular. Se a substancia é organizada e está firmemente aderida à parede celular é descrito como cápsula. Cápsula presença determinada pela coloração negativa. Se a substancia nao e organizada e esta fracamente aderida a parede celular, o glicocalice e descrito como uma camada limosa. Podem contribuir com a virulência protegem a bactérias patogênicas contra fagocitose pelas células do hospedeiro. Ex.: Bacillus anthracis e Streptococcus Pneumonie somente as formas capsuladas causam a doença. O glicocálice confere aderência e ajuda as células a se fixarem nos ambientes- alvo e umas as outras. Pode proteger a célula contra a desidratação. A viscosidade impede a saída dos nutrientes de dentro da célula. → Flagelos: Longos apêndices filamentosos que realizam a propulsão da bactéria. Bactérias sem flagelos atriquias (sem projeções). Flagelos: Peritriquios distribuídos por toda célula. Polares em ambas ou uma extremidade da célula. Monotriquios um único flagelo em uma extremidade da célula. Lofotríquios um tufo de flagelos saindo de uma extremidade da célula. Anfitriquios flagelos em ambos os polos das células. Constituição: três porções básicas: Filamento mais externa, diâmetro constante, possuí a proteína flagelina, possui varias cadeias que se entrelaçam e formam uma hélice em torno de um centro oco. Na maioria das bactérias os filamentos não são cobertos por nenhuma bainha. O filamento está aderido a um gancho ligeiramente mais largo, consistindo em uma proteína diferente. A terceira porção do flagelo é o corpo basal, que ancora o flagelo à parede celular e à membrana plasmática composto de uma pequena haste central inserida em uma serie de anéis. O par externo está ancorado por várias porções da parede celular e o interno é ancorado pela MP. Cada flagelo é uma estrutura helicoidal semirrigida que move a célula pela rotação do corpo basal rotação pode ser em sentido horário ou anti-horário (em torno do eixo longo). As células bacterianas podem alterar a velocidade e a direção de rotação dos flagelos; portanto, são capazes de vários padrões de motilidade. O movimento da bactéria em direção a um estímulo é chamado taxia quimiotaxia (oxigênio, ribose e galactose) e fototaxia. As bactérias moveis tem inúmeros receptores que captam estímulos químicos e luminosos. Os estímulos podem ser atraentes ou repelentes. A proteína flagelar, chamada de antígeno H, e útil para diferenciar entre os sorovares, ou variações dentro de uma especie, de bacterias gram- negativa. → Filamentos axiais: As espiroquetas possuem são um grupo de bactérias que possuem estrutura e motilidade exclusivas. Espiroqueta Treponema pallidum (sífilis) E Borrelia burgdorferi (doença de Lyme). As trponemas se movimentam por filamentos axiais (endoflagelos) e feixes de fimbrias que se originam das extremidades sob uma bainha externa e fazem uma espiral em torno da célula. Os filamentos axiais possuem estrutura semelhante a dos flagelos. A rotação dos filamentos produz o movimento da bainha externa, que impulsiona as espiroquetas em um movimento espiral saca-rolhas. → Fimbrias e pili: Presentes nas bactérias gram- negativas. São apêndices semelhantes a pelos, curtos, retos e finos. São estruturas formadas por proteína (pilina), distribuídas de forma helicoidal em torno de um eixo central. Podem ser fimbrias ou pili. Fimbrias: Podem ocorrer nos polos da célulabac. ou podem estar distribuídas em toda superfície da célula. Podem variar em numero (de dezenas a centenas) em cada bac. Auxiliam na aderência da célula a outras células ou superfícies virulência da bactéria (adesão a mucosas). Pili: Geralmente mais longos que as fimbrias e são somente dois por célula. Estão envolvidos na motilidade e transferência de DNA das células. Motilidade pulsante movimento curto, abruptos e intermitentes. São utilizados para agregar as bactérias e facilitar a transferência de DNA entre elas, um processo chamado de conjugação. Esses pili são chamados de pili de conjugação (sexuais). Nesse processo, o pilus de conjugação de uma bactéria, chamada de célula F+, conecta-se ao receptor na superfície de outra bactéria de sua própria espécie ou de espécies diferentes. As duas células estabelecem contato físico, e o DNA da célula F+ e transferido para a outra célula. O DNA compartilhado pode adicionar uma nova função a célula receptora, como a resistência a um antibiótico ou a habilidade de degradar o seu meio com mais eficiência. Parede celular o Estrutura complexa e semirrígida responsável pela forma da célula. o Presente na maioria dos procariotos confere proteção à membrana plasmática e outras estruturas internas. o Função primordial proteger a bactéria da diferença de pressão do meio externo com o meio interno. o Ajuda a manterá forma da bactéria e serve como ponto de ancoragem para os flagelos. o Acompanha o crescimento da bactéria. o Contribui para virulência de algumas bactérias e é alvo de ação de alguns antibióticos. Embora as células de alguns eucariotos, incluindo plantas, algas e fungos, tenham paredes celulares, suas paredes diferem quimicamente daquelas dos procariotos, sendo mais simples estruturalmente e menos rígidas. o Composição e características: → Composta por uma rede de macromoléculas denominadas peptideoglicanos (ou mureína), podendo estar associadas a outras substâncias. → A porção dissacaridica e composta por monossacarideos, denominados N- acetilglicosamina (NAG), e acido N- acetilmuramico (NAM) (de murus, significando parede), que estao relacionados à glicose. → Moléculas alternadas de NAM e NAG são ligadas em filas de 10 a 65 açúcares para formar um “esqueleto” de carboidratos (porção glicano do PTG). → A estrutura da ligação polipeptídica pode variar, mas ela sempre inclui cadeias laterais de tetrapeptídeos quatro aminoácidos ligados ao NAM no esqueleto. → Cadeias laterais paralelas de tetrapeptídeos podem ser ligadas diretamente umas às outras ou unidas por uma ponte cruzada peptídica, consistindo em uma cadeia curta de aminoácidos. → A penicilina interfere com a interligação final das fileiras de peptideoglicanos através das pontes cruzadas peptídicas enfraquecimento da parede celular e lise da membrana plasmática, causando perda de citoplasma. o Paredes celulares gram-positivas: → Consiste em muitas camadas de peptideoglicano, formando uma estrutura rígida e espessa. → O espaço entre a parede celular e a membrana plasmática de uma bactéria gram-positiva é o espaço periplasmático contém a camada granular, a qual é composta de ácido lipoteicoico. → Contém também acido tectoico (alcool – glicerol ou ribitol- e fosfato): Os ácidos teicoicos podem se ligar e regular o movimento de cátions (íons positivos) para dentro e para fora da célula. Também podem assumir um papel no crescimento celular, impedindo a ruptura extensa da parede e lise celular. Os ácidos tectoicos fornecem parte da especificidade antigênica da parede identificação das baterias gram-positicas. A parede celular dos estreptococos gram- positivos é recoberta com vários polissacarídeos, os quais permitem que eles sejam agrupados em tipos clinicamente significativos. o Paredes celulares de gram-negativas: → Consistem em uma ou poucas camadas de peptideoglicano e uma membrana externa. → O peptideoglicano está ligado a lipoproteínas na membrana externa e está localizado no periplasma (fluido semelhante a um gel no espaço periplasmático de bactérias gram- negativas). → O periplasma contém uma alta concentração de enzimas de degradação e proteínas de transporte. → As paredes celulares gram-negativas não contêm ácidos teicoicos. → As paredes celulares das bactérias gram- negativas contêm somente uma pequena quantidade de peptideoglicano mais suscetíveis ao rompimento mecânico. → A membrana externa da célula gram- negativa consiste em lipopolissacarídeos (LPS), lipoproteínas e fosfolipídeos. → Membrana externa: Possui funções especializadas. Forte carga negativa fator importante na evasão da fagocitose e nas ações do complemento (causa lise de células e promove a fagocitose), dois componentes das defesas do hospedeiro. Fornece uma barreira contra a ação de detergentes, metais pesados, sais biliares, determinados corantes, antibióticos (ex., penicilina) e enzimas digestórias (lisozima). Não fornece barreira para todas as substancias dos ambientes. Permeabilidade seletiva por meio das porinas em sua membrana permite a passagem de B12, ferro, dissacarídeos, peptídeos e aa. → O lipopolissacarídeo (LPS) da membrana externa é uma molécula grande e complexa que contém lipídeos e carboidratos e que consiste em três componentes: (1) lipídeo A, (2) um cerne polissacarídeo e (3) um polissacarídeo O. Depois que a bactéria morre libera o lipídeo A libera endotoxinas febre, dilatação de vasos sanguineos, choque e formação de coágulos sanguíneos. O cerne polissacarídico é ligado ao lipídeo A e contém açúcares incomuns. Seu papel é estrutural – fornecer estabilidade. O polissacarídeo O se estende para fora do cerne polissacarídico e é composto por moléculas de açúcar. O polissacarídeo O funciona como antígeno, sendo útil para diferenciar espécies de bactérias gram-negativas. o Dano à parede celular: → Geralmente as substancias que causam danos à parede celular, não causam dano às células eucarióticas composição diferente. → Substancias que danificam a parede: lisozima (suor, lagrimas, muco, saliva, ...) catalisa a hidrolise das pontes entre os açúcares nos dissacarídeos do esqueleto de polipeptideoglicano. → Bactéria sem parede protoplasto (capaz de realizar o metabolismo). → Quando a lisozima em células gram- negativas normalmente a parede não é destruída como em células gram-positivas; parte da membrana externa também permanece conteúdo celular, a membrana plasmática e a camada restante da parede externa são denominados esferoplasto. → Para a lisozima exercer seu efeito sobre as células gram-negativas, estas sao tratadas primeiramente com acido etilenodiaminatetracetico (EDTA). → O EDTA enfraquece as ligacoes ionicas e produz lesoes na membrana externa, fornecendo acesso para a lisozima a camada de peptideoglicano. → Os protoplastos e os esferoplastos se rompem em água pura ou em solucoes muito diluídas de sal ou açúcar lise osmótica. Membrana plasmática o Estrutura fina, situada no interior a parede celular. o Reveste o citoplasma. o Constituída de proteínas e fosfolipídios substancia química mais abundantes na membrana. o Estrutura: → Bicamada lipídica. → Possui proteínas em sua composição, algumas periféricas e outras integrais (algumas são transmembranas). → Muitas das proteínas e alguns dos lipídeos na superfície externa da membrana plasmática possuem carboidratos ligados a eles glicoproteinas e glicolipideos. → Ambos ajudam a proteger e lubrificar a célula e estão envolvidos nas interações célula a célula. → O vírus influenza e as toxinas que causam a cólera e o botulismo penetram emsuas células-alvo, inicialmente, através da ligação as glicoproteinas contidas em suas membranas plasmáticas. o Funções: → Barreira seletiva para entrada de substancias permeabilidade seletiva. → Nas bactérias, as membranas plasmáticas possuem enzimas que catalisam as reações químicas que degradam nutrientes digestão e produção de energia. → Alguns antimicrobianos agem sobre a membrana plasmática. Através da degradação dos fosfolipideos de membrana, um grupo de antibióticos, conhecido como polimixinas, produz o vazamento do conteúdo intracelular e a posterior morte celular. o Movimentos das membranas: → Processos passivos: difusão simples, facilitada e osmose. → Processos ativos: transporte ativo. Citoplasma o Localizada no interior na membrana plasmática. o 80% do plasma constituído de água contém proteínas, enzimas carboidratos, lipídeos, íons orgânicos e muitos compostos de baixo peso molecular. Contém íons inorgânicos em grandes concentrações no citoplasma. o É espesso, aquoso, semitransparente e elástico. o Estruturas no citplasma: nucleoide (contendo DNA), partículas ribossomais e inclusões. o Contém citoesqueleto incluindo MreB e ParM, cresetin e FtsZ microfilamentos, filamentos, intermediários e microtubulos. Nucleóide o Geralmente contém uma única molécula longa e continua de DNA de fita dupla circular genoma bacteriano. o Carrega todas as informações genéticas da bactéria. o Não possuem envelope nuclear, nem histonas. o O cromossomo está fixado à membrana plasmática. o As bactérias frequentemente contêm pequenas moléculas de DNA de dupla-fita, circulares, denominadas plasmídeos elementos genéticos extracromossômicos (não estão conectadas ao cromossomo e se replicam independentemente do DNA, contem de 5-100 genes) virulência; e resistência a antibióticos e meios tóxicos. Podem ser tranferidos de uma bactéria para outra. Usado para manipulação genética e biotecnológica. Ribossomos o Síntese de proteínas. o São alvos de alguns antibióticos. o Os ribossomos procarioticos são denominados ribossomos 70S. São uma pequena subunidade 30S, contendo uma molécula de rRNA, e uma subunidade maior 50S, contendo duas moléculas de rRNA. o Antibioticos, como a estreptomicina e a gentamicina, fixam-se a subunidade 30S e interferem com a sintese proteica. o Outros antibióticos, como a eritromicina e o cloranfenicol, interferem na síntese proteica pela fixação a subunidade 50S. Inclusões o São depósitos de reserva. o Acumulam nutrientes em épocas de abundancia e utilizam durante períodos de escassez. o Algumas inclusões, como os magnetossomos, sao organelas envolvidas por membrana, ao passo que outras inclusões, como os carboxissomos, são envolvidos por complexos protéicos. o Grânulos metacromáticos reserva de fosfato inorgânico para síntese de ATP. Presente na Corynebacterium diphtheriae. o Grânulos polissacaridicos: compostas de glicogênio e amido. o Inclusões lipídicas: aparecem em varias especies de Mycobacterium, Bacillus, Azotobacter, Spirillum e outros generos. Armazena um polímero de ácido poli-_- hidroxibutírico lipídeo comum. o Grânulos de enxofre: bactérias sufurosas Acidithiobacillus. Obtém energia pela oxidação do enxofre, para isso armazenam enxofre como reserva de energia. o Carboxissomos: inclusões que contem a enzima ribulose- 1,5-difosfato-carboxilase. As bactérias fotossinteticas que utilizam dioxido de carbono como sua única fonte de carbono requerem essa enzima para a fixação do dióxido de carbono. o Vacúolos de gás: procariotos aquáticos. Cada vacúolo consiste em fileiras de varias vesículas de gás individuais, que são cilindros ocos recobertos por proteína. Os vacúolos de gás mantêm a flutuação, a fim de que as células possam permanecer na profundidade apropriada de água para receberem quantidades suficientes de oxigênio, luz e nutrientes. o Magnetossomos: inclusões de oxido de ferro (Fe3O4) circundadas por invaginações da membrana plasmática. Presentes em bactérias Gram-negativas. As bactérias podem usar os magnetossomos para se moverem, para baixo, ate atingirem um local de fixação aceitável. In vitro, os magnetossomos podem decompor o peróxido de hidrogênio, que se forma nas células em presença de oxigênio desintoxicação da célula bacteriana. Endósporo o Quando os nutrientes essenciais se esgotam, determinadas bactérias gram-positivas, como aquelas dos gêneros Clostridium e Bacillus, formam células “dormentes” especializadas, chamadas de endósporos. o Quando liberados no ambiente, podem sobreviver a temperaturas extremas, falta de água e exposição a muitas substâncias químicas tóxicas e radiação. o O processo de formação do endósporo no interior de uma célula vegetativa leva várias horas Esporulação ou esporogênese. o Geralmente a esporulação se inicia quando um nutriente essencial se torna escasso (carbono ou nitrogênio). o Processo: → Cromossomo bacteriano recém-replicado e uma pequena porção de citoplasma são isolados por uma invaginação da membrana plasmática (septo esporo). → Septo do esporo se torna uma membrana dupla que circunda o cromossomo e o citoplasma. Estrutura completamente fechada pré-esporo. → Camadas espessas de peptideoglicano são dispostas entre as duas laminas da membrana. → Uma espessa capa de proteína se forma em torno de toda a membrana externa. Esse revestimento é responsável pela resistência dos endósporos a muitas substancias químicas agressivas. → A célula original e degradada, e o endósporo e liberado. → Um endósporo retorna ao seu estado vegetativo por um processo chamado de germinação. A germinação e desencadeada pelo calor alto, como aquele utilizado na produção de conservas, ou por pequenas moléculas, chamadas de germinantes. → Como uma célula vegetativa forma um único endósporo que, apos a germinação, permanece uma célula única. → A esporulação em bactérias não e um meio de reprodução. Metabolismo Microbiano o O metabolismo consiste na acumulação e na degradação de nutrientes dentro de uma célula. o Essas reações químicas fornecem energia e geram substâncias que sustentam a vida. o Podem ser realizadas por reações anabólicas e catabólicas. o O metabolismo bacteriano é importante por vários motivos: → O conhecimento do metabolismo de uma bactéria é uma das informações mais importantes para a identificação de diferentes espécies de bactérias. → Os diferentes metabolismos bacterianos permitiram a aplicação de bactérias em processos industriais, como a fermentação. o Bactérias aeróbicas obrigatórias: têm a respiração celular aeróbica como a principal forma de obter energia. → Respiração celular aeróbica: respiração celular em que o aceptor final de elétrons é o O2. o Bactérias anaeróbicas obrigatórias: podem obter energia de duas formas: → Respiração celular anaeróbica: forma de respiração celular em que o aceptor final de elétrons não é o O2, mas o SO4 2-. → Fermentação: pode ocorrer de diferentes formas e, assim, resultar em diferentes produtos ao final dos processos. Crescimento bacteriano o O crescimento bacteriano aumento do numero de bactérias (não a um aumento no tamanho das células individuais). o As bactérias normalmente se reproduzem por fissão binária. o Algumas espécies bacterianas se reproduzem por brotamento → Formação de uma região inicial de crescimento (o broto) o broto cresce e se separa da bactéria parental. o Algumas espécies filamentosas simplesmente se fragmentam, e os fragmentos iniciam o crescimento de novas células. Tempo de geração o Baseado na reprodução por fissão binária. o O tempo necessário para uma célula se dividir (e a sua população dobrar) e chamadode tempo de geração. → Varia segundo as condições ambientais (temperatura). o A maioria das bactérias tem um tempo de geração de 1 a 3 horas; outras requerem mais de 24 horas por geração. o Se a fissão binária não e controlada, uma grande quantidade de células será produzida. → Se a divisão ocorre a cada 20 minutos, como e o caso da E. coli em condições favoráveis, apos 20 gerações, uma única célula inicial poderá ter gerado mais de um milhão de células. o Expressão logarítmica: 2y-1 (numero de células, em que y é o numero de hr). Fases do crescimento bacteriano o Quando bactérias são inoculadas em um meio liquido de crescimento e a população e contada em intervalos regulares, é possível representar graficamente a curva de crescimento bacteriano, que mostra o crescimento das células em função do tempo. o São divididas em 4 fases: → Fase lag: Período de pouca ou nenhuma divisão devido ao processo de adaptação ao meio de crescimento. Pode durar horas ou dias. É um período de intensa atividade metabólica síntese de enzimas e varias moléculas. → Fase log: Fase de crescimento exponencial. Reprodução celular mais ativa durante esse períodotempo de geração (intervalo durante o qual a população dobra) atinge um mínimo constante. Momento de maior atividade metabólica preferido para fins industriais (pois o produto precisa ser produzido de maneira eficiente). → Fase estacionária: A velocidade de reprodução diminui. O número de mortes microbianas é equivalente ao numero de células novas população se estabiliza. → Fase de morte celular: Ou fase de declínio logarítmico. Número de mortes excede o numero de novas células. A fase permanece ate que a população tenha diminuído para uma pequena fração do numero de células da fase anterior ou ate que a população morra totalmente. Meio de cultura o Material nutriente preparado para o crescimento de microorganismos em laboratório meio de cultura. o Nem todas as bactérias conseguem crescer em meios de cultura, algumas exigem meios especiais e outras não crescem nos meios até hoje desenvolvidos. o Inóculo microorganismos introduzidos no meio de cultura. o Cultura microorganismos que se multiplicam no interior ou sobre um meio de cultura. o Critérios do meio de cultura: → Nutrientes adequados para o microorganismo específico. → Quantidade de água adequada. → pH ideal. → Nível de O2 ideal. → Meio estéril (sem microorganismos antes da inoculação). → Temperatura ideal. o Quando se deseja o crescimento das bactérias em meio solido, um agente solidificante, como o ágar, e adicionado ao meio. o Os meios com ágar geralmente são contidos em tubos de ensaio ou placas de Petri. o Os tubos de ensaio são chamados de meios inclinados quando a solidificação e feita com o tubo inclinado em um angulo de modo que uma grande área de superfície esteja disponível para o crescimento. o Quando o ágar e solidificado em um tubo mantido na vertical, ele e chamado de meio profundo. o Para sustentar o crescimento microbiano, um meio deve fornecer uma fonte de energia, assim como fontes de carbono, nitrogênio, enxofre, fósforo e quaisquer outros fatores orgânicos de crescimento que o organismo seja incapaz de sintetizar Meio de cultura quimicamente definido o Aquele cuja composição exata é conhecida. o Para um quimio-heterotrofico, o meio quimicamente definido deve conter fatores de crescimento orgânicos, que servem como fonte de carbono e energia. o Ex.: glicose e adicionada ao meio para o crescimento da quimio-heterotrofica E. coli. Meio de cultura complexo o Feitos de nutrientes, como extratos de leveduras, de carnes ou de plantas, ou de produtos de digestão de proteínas destas ou de outras fontes. o A composição química exata varia um pouco de acordo com o lote. o Os organismos são autotróficos, logo as necessidades nutritivas essenciais são supridas pelas proteínas (C2,N2,S2, etc.). Outros nutrientes são fornecidos pelas vitaminas e outros fatores orgânicos. o Se o meio complexo se encontra na forma liquida, é chamado de caldo nutriente. Quando ágar e adicionado, é chamado de ágar nutriente. Meios e métodos para o crescimento anaeróbio o Bactérias anaeróbias são cultivadas em meios redutores (armazenados em tubos de ensaio comuns, firmemente tampados). o Esses meios contem ingredientes, como o tioglicolato de sódio, que se combinam quimicamente com o oxigênio dissolvido e o eliminam do meio de cultura. o Esses meios são aquecidos rapidamente antes de serem utilizados, a fim de eliminar o oxigênio absorvido. o Camara anaeróbia: Técnicas especiais de cultura o Meios criados para o cultivo de bactérias que não crescem em meios comuns artificiais. o Ex.: Mycobacterium leprae, o bacilo da hanseníase, espiroqueta da sífilis. o As bactérias intracelulares obrigatórias, como riquetsias e clamídias, não crescem em meios artificiais. Meios de cultivo seletivo e diferencial o Meio seletivo usado para impedir o crescimento de bactérias indesejadas e favorecer o crescimento dos microorganismos de interesse. → Agar sulfito de bismuto isolamento da bactéria da febre tifóide, a gram-negativa Salmonella typhi, a partir das fezes inibe bactérias gram-positivas e tambem a maioria das bacterias gram-negativas intestinais. → O ágar Sabouraud dextrose (pH de 5,6) isolamento de fungos (superam a maioria das bactérias neste pH). o Os meios diferenciais facilitam a diferenciação das colônias de um microrganismo desejado em relação a outras colônias crescendo na mesma placa. o Algumas vezes, as características seletivas e diferenciais são combinadas no mesmo meio. Meios de enriquecimento o O meio (meio enriquecido) para enriquecer uma cultura geralmente é líquido, fornece nutrientes e condições ambientais que favorecem o crescimento de um microrganismo específico, e não de outros. Nesse sentido, também e um meio seletivo, mas elaborado para amplificar ate níveis detectáveis um numero muito pequeno do microrganismo de interesse. o Ex.: enriquecimento de um meio com fenol. As únicas espécies que vão se desenvolver são as que metabolizam o fenol. Fatores necessários para o crescimento de bactérias Fatores físicos o Temperatura: → A maioria dos microorganismos cresce nas temperaturas idéias para os seres humanos. → Alguns microorganismos dependem de outras temperaturas para seu desenvolvimento. → Classificação: Psicrófilos (frio); Mesófilos (temperaturas moderadas); Termófilos (calor). → Cada espécie bacteriana cresce a temperaturas: mínima, ótima e máxima, específicas. temperatura mínima de crescimento é a menor temperatura na qual a espécie pode crescer. A temperatura ótima de crescimento e a temperatura na qual a espécie cresce melhor. A temperatura máxima de crescimento e a maior temperatura na qual o crescimento e possível. → As faixas e as temperaturas máximas de crescimento que definem as bactérias como psicrófilas, mesófilas ou termófilas não de maneira rígida. o pH: → Refere-se à acidez ou alcalinidade de uma solução. → A maioria das bactérias cresce melhor em uma faixa estreita de pH próxima da neutralidade, entre pH 6,5 e 7,5. → Algumas bactérias, chamadas de acidófilas, são extraordinariamente tolerantes a acidez. → Alcalinidade inibe o crescimento microbiano raramente e utilizada para preservar os alimentos. → Em alguns meios de cultura, as bactérias produzem ácidos que interferem em seu próprio crescimento meios tampões são utilizados para reverter isso. o Pressão osmótica: → Microrganismos obtém a maioria dos seus nutrientes em solução da água presente no seu meio ambiente.Portanto, eles requerem água para seu crescimento, sendo que sua composição e de 80 a 90% de água. → Pressões osmóticas elevadas removem água da célula por osmose (ambiente hipertônico). A água atravessa a membrana celular para o meio com a concentração mais elevada de soluto plasmólise. → O crescimento da célula e inibido a medida que a membrana plasmática se afasta da parede celular. → Classificação: Halófilos extremos vivem sob altas concentrações de sais, necessitando disso para o seu crescimento halófilos obrigatórios. Os halófilos facultativos são mais comuns e não requerem altas concentrações de sais, mas são capazes de crescerem em concentrações salinas de ate 2%. Algumas toleraram até 15% de sal. Pressão osmótica baixa (ambiente hipotônico) - como na água destilada –, a água tende a entrar na célula, em vez de sair. Alguns microrganismos que tem uma parede celular frágil podem ser lisados com esse tratamento. Fatores Químicos o Carbono: → Necessário para constituição dos compostos orgânicos que constituem uma célula. → Quimio-heterotróficos obtêm a maior parte do seu carbono de sua fonte de energia – materiais orgânicos, como proteínas, carboidratos e lipídeos. → Os quimioautotróficos e os fotoautotróficos derivam seu carbono do dióxido de carbono. o Nitrogênio: → Necessário para síntese de proteínas, DNA e RNA, ATP. → N2 corresponde a 14% do peso seco da célula. → Fonte: decomposição de material contendo proteína (reincorporarão do aminoácido em novas proteínas sintetizadas); N derivados dos íons amônio; N derivado a atmosfera (fixação de nitrogenio). o Enxofre: → O enxofre e utilizado para sintetizar os aminoácidos contendo enxofre e vitaminas, como a tiamina e a biotina. → Fontes: íon sulfato (SO42-), o sulfeto de hidrogênio e os aminoácidos que contem enxofre. o Fósforo: → Essencial para a síntese dos ácidos nucléicos e dos fosfolipídios das membranas celulares; ligações de energia do ATP. → Fonte: íon fosfato (PO43-). → Potássio, magnésio e cálcio cofatores para as reações enzimáticas para microorganismos. o Elementos-traço: → Elementos minerais como: ferro, cobre, molibdênio e zinco microorganismos precisam em menor proporção. → A maioria e essencial as funções de certas enzimas, geralmente como cofatores. o Oxigênio: → Necessário para o metabolismo energético de alguns seres vivos. → Os microrganismos que utilizam o oxigênio molecular (aeróbios) produzem mais energia a partir dos nutrientes que os microrganismos que não utilizam o oxigênio (anaeróbios). → Os organismos que precisam do oxigênio para viver são chamados de aeróbios obrigatórios. → Classificação: Aeróbios obrigatórios dependem exclusivamente do oxigênio (desvantagem oxigênio insolúvel em água). Anaeróbios facultativos utilizam o oxigênio quando ele esta presente, ou realizam a fermentação na ausência de O2. Contudo, a sua eficácia em produzir energia e reduzida na ausência do oxigênio. Anaeróbios obrigatórios bactérias incapazes de utilizar o oxigênio molecular nas reações de produção de energia Clostridium. Anaeróbios aerotolerantes não podem utilizar o oxigênio para o seu crescimento, porem toleram a sua presença lactobacilos. Microaerófilas aeróbias e requerem oxigênio. Contudo, crescem somente em concentrações de oxigênio inferiores as do ar (em um tubo-teste de meio nutritivo solido, essas bactérias crescem apenas no fundo, onde somente pequenas quantidades de oxigênio difundiram- se no meio; não crescem perto da superfície rica em oxigênio, nem abaixo da faixa estreita de oxigênio adequado). Fatores de crescimento orgânico o Compostos orgânicos essenciais incapazes de serem sintetizados por um organismo. o Ex.: enzimas para síntese de proteínas, aminoácidos (purinas e pimidinas).