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C L U B E DO DNA 5 CONCEITOS QUE TODO PROFISSIONAL DEVE DOMINAR Introdução à biologia molecular NO CADERNO DE HOJE OLÁ! SEJA BEM-VINDO AO UNIVERSO DA BIOLOGIA MOLECULAR E AO CLUBE DO DNA Vamos falar sobre 5 conceitos que todo profissional que estuda ou trabalha com biologia molecular deve dominar. São 5 conceitos fundamentais e de conhecimento obrigatório para todo mundo, porque: 1 . São a base de TUDO que será ensinado daqui para frente. 2. Têm alta aplicabilidade na vida real . 3 . Te fornecerá um ponto de vista amplo e simplificado sobre a biologia molecular VOCÊ NÃO VEIO PARAR AQUI POR MERO ACASO. Às vezes, nós que trabalhamos ou estudamos genética, biologia molecular, biotecnologia e área correlatas, não paramos um minutinho para entender o porquê de analisarmos DNA e RNA. Não estou falando do ponto de vista filosófico ou do ponto de vista de autoconhecimento. Não! Nada disso. Estou falando do ponto de vista técnico mesmo. Pensa você aí do outro lado. Quais são os objetivos finais de se analisar ácidos nucleicos? É possível que você tenha pensado: "para quantificar a expressão de genes" ou "para fazer genotipagem de SNP" ou "para predizer doenças" ou "para fazer pesquisa". Todas essas respostas estão corretas. Mas, se olharmos de forma mais ampla, vamos chegar a conclusão que os motivos são apenas dois. C L U B E DO DNA ORÇAMENTO DE MARKETING O R Ç A M E N T O T O T A L : R $ 2 0 0 M I L S T U D I O O D D B A L L Uma vez eu t ive que preparar um treinamento para pessoas leigas e eu acabei me deparando com essa questão. Eu pensei em todas as aplicações e técnicas que meus cl ientes e eu já havíamos realizado e acabou que cheguei à conclusão que há apenas dois motivos para se analisar DNA e RNA: obtenção de informação funcional e identificação. Obtenção de informação funcional está relacionada ao conhecimento de informações referentes ao genoma que podem ter implicações funcionais em um dado organismo, seja ele humano, bactéria, animal, planta e etc. Já a identificação é o uso da molécula de DNA para realizar a identif icação de qualquer organismo. Por exemplo, patógenos, espécies, transgênicos e até pessoas. OBTENÇÃO DE INFORMAÇÃO FUNCIONAL OBTENÇÃO E ANÁLISE DE DNA E RNA ESTRUTURA DA MOLÉCULA DE DNA IDENTIFICAÇÃO DIREÇÃO DA FITA DE DNA C L U B E DO DNA ÍNDICE OBTENÇÃO DE INFORMAÇÃO FUNCIONAL A primeira grande motivação para a análise de DNA/RNA, como eu mencionei acima, relaciona-se com a obtenção de informações contidas no genoma e que podem ter implicações funcionais em um dado organismo , seja ele humano, bactéria, animal, planta e etc. Para entender melhor essa motivação, pense no corpo humano que é, mais ou menos, composto por 65% de água, 15% de proteína, 12% de l ipídios e uma pequena porcentagem de outros compostos orgânicos. Água é água, sem muitas novidades por aqui . Em relação à grande maioria das moléculas biológicas, como os l ipídios, os carboidratos etc. , estamos falando de moléculas inertes, sobre as quais as proteínas atuam. C L U B E DO DNA Em nosso corpo há, l i teralmente, dezenas de milhares de proteínas diferentes, cada uma delas desempenhando funções específ icas. Para f icar claro, veja alguns exemplos de proteínas presentes no corpo humano e em outros organismos. Cabelos e unhas a partir da alfa queratina, presente também em penas, lã, garras, chifres, escamas e cascos Sangue a partir da hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio para todas as células Cérebros e nervos a partir dos canais de íons que controlam o processo de sinalização cerebral Mensageiros celulares que transmitem sinais para as proteínas presentes no meio intracelular das células Músculos a partir da actina e miosina, responsáveis pela contração muscular Sistema digestivo a partir das enzimas que participam na digestão dos alimentos Sistemas imunológico a partir dos anticorpos que protegem os organismos contra a invasão de patógenos Conjuntos de proteínas que desempenham outras atividades como participação na duplicação do genoma durante a divisão celular Dessa forma, se t irarmos a água, os l ipídios e os outros componentes que fazem parte da constituição do corpo, pode-se dizer que somos formados basicamente por proteínas, sendo que elas, além de desempenharem inúmeras funções diferentes, são muito diferentes entre si . E por que eu estou falando tudo isso para você? O que as proteínas têm a ver com a obtenção de informações funcionais a partir da análise de DNA e RNA? Pense sobre como todas essas proteínas foram parar lá, de onde elas vieram ou como foram produzidas. E não se engane se você pensou que elas vieram dos alimentos que comemos, como carnes, ovos, leite e etc. Isso porque as proteínas que ingerimos são destruídas ou quebradas pelo nosso organismo para que elas possam ser absorvidas em forma de aminoácidos ou então excretadas. É o próprio organismo que produz as proteínas que o constitui . Para isso ele uti l iza os aminoácidos provenientes da digestão dos al imentos. As nossas células (e de outros organismos) são capazes de reutil izar esses aminoácidos , juntando-os um a um, em uma ordem específ ica até formar uma nova proteína, que por sua vez, vai desempenhar alguma função específ ica. E como é possível uma célula conseguir l igar um aminoácido no outro, exatamente na ordem necessária para a geração de uma proteína específ ica? A mágica começa agora. C L U B E DO DNA O D N A É possível porque existe um lugar que armazena as informações uti l izadas pelas células para desempenhar tal atividade. Trata-se de uma estrutura que carrega um código que, quando requisitado, pode ser traduzido, informando às células quais aminoácidos devem ser uti l izados - e em qual ordem - para formar uma dada proteína. O lugar ou a estrutura capaz de guardar essa informação ou esse código se chama ácido desoxirr ibonucleico, mais conhecido como DNA. Em outras palavras, é o DNA que armazena quase todas (talvez todas) as informações necessárias para a produção das proteínas de um organismo. C L U B E DO DNA Agora pensa comigo, se nós somos feitos de proteínas – as moléculas responsáveis por quase toda a funcionalidade do organismo – e a informação para produzi-las está armazenada no DNA, basta ler o DNA para se obter as informações das funções de um dado indivíduo. Ou seja, conseguimos obter informações funcionais a partir da análise do DNA . Vou repetir o que acabei de escrever só que de uma maneira mais refinada: o conjunto de moléculas de DNA de uma célula ou organismo, também denominado genoma, é o responsável por armazenar as informações necessárias através de um código que pode ser ativado a qualquer momento para que a síntese proteica ocorra . A gente pode comparar o DNA a um livro de receitas. C L U B E DO DNA Em uma r e c e i t a h á t o d a s a s i n f o r m a ç õ e s e d i r e t r i z e s p a r a o c o n f e i t e i r o f a z e r um b o l o d e c e n ou r a , p o r e x em p l o . Ne l a e s t á d e s c r i t o c a d a um d o s i n g r e d i e n t e s , s u a s r e s p e c t i v a s qu a n t i d a d e s e t am b ém o m o d o d e p r e p a r o . A g o r a i m a g i n e um b om c o n f e i t e i r o qu e nun c a f e z a qu e l e b o l o . Ao l e r a r e c e i t a c om c u i d a d o e l e s e r i a c a p a z d e p r e d i z e r a l g um a s c o i s a s s o b r e b o l o . E l e p o d e r i a , p o r e x em p l o , p r e d i z e r o qu ã o d o c e f i c a r i a o b o l o d e a c o r d o c om a qu an t i d a d e d e a ç ú c a r d e s c r i t a n a r e c e i t a . Ou e l e p o d e r i a p r e d i z e r a c o r , o b s e r v a n d o o s i n g r e d i e n t e s e o m o d o d e p r e p a r o d a c o b e r t u r a . A t é m e sm o o s a b o r , j á q u e e l e c o nh e c e o s a b o r d a c e n ou r a . C L U B E DO DNA A ANÁLISE DO GENOMA NOS PERMITEALGO PARECIDO Nos permite predizer características de um organismo mesmo sem nunca termos visto aquele organismo. Por exemplo, a cor dos olhos de uma pessoa é gerada pela presença de algumas proteínas na ír is , que, como já vimos acima, tem suas informações armazenadas no genoma daquela pessoa. Agora imagine que, por alguma razão, a gente tenha uma amostra de DNA de uma pessoa desconhecida. Ao se analisar as regiões do DNA onde estão armazenadas as informações referentes às proteínas que conferem cor de olho, é possível dizer se aquele indivíduo – dono daquela amostra – tem olho, castanho, azul ou verde, por exemplo. Esse mesmo raciocínio serve para outras características também como cor de pele e cabelo, t ipo sanguíneo, altura, propensão a engordar, aptidões para habil idades f ís icas e intelectuais, probabil idade de desenvolver algumas doenças, quantidade de sono necessária para se sentir descansado, propensão a vícios, velocidade de envelhecimento, intel igência e muitas, muitas outras mais. Se você parar e pensar muito profundamente sobre isso, de certo modo, há um componente genético – ainda que pequeno – em tudo que faz parte da vida. Até mesmo algo que aparentemente não tem conexão nenhuma com genética, como um acidente de carro , por exemplo, por ter acontecido, em partes, por inf luência da genética. Pense sobre isso. C L U B E DO DNA Acontece que algumas característ icas são controladas por poucos genes, o que também signif ica que elas sofrem pouco influência do ambiente em que vive uma pessoa ou organismo. A cor de olho é um exemplo desse t ipo de característ ica. A pessoa já nasce geneticamente determinada a ter olhos de uma dada cor. Não importa o que acontece na vida dessa pessoa, ela sempre terá a mesma cor de olho. No entanto, existem característ icas mais complexas que são controladas pelo efeito combinado de dezenas ou centenas de genes. Neste caso, o ambiente pode ter uma influência grande ou pequena no nível de expressão de cada um desses genes individualmente que, consequentemente, terá grande influência na geração final daquela característica. Este é o caso da maioria das característ icas, como altura, intel igência, habil idade a atividades f ís icas ou intelectuais, propensão a engordar, etc. Isso signif ica que a altura de uma pessoa, por exemplo, vai ser definida pela interação de seu genoma com o meio em que ela vive , ou seja, se ela se al imenta bem, pratica atividade física, sofreu alguma doença grave na infância, etc. De todo jeito, é possível predizer muitas coisas, ou seja, obter informações funcionais por meio da análise do DNA de um organismo. Pode ser mais fáci l de se fazer , por exemplo, quando se analisa característ ica simples (controladas por poucos genes e que, portanto, sofrem menos interferência do meio) ou mais dif íci l , por exemplo, quando se analisa característ icas complexas (controladas por muitos genes e que, portanto, sofrem mais interferência do meio). Agora você já entendeu uma das razões pelas quais as pessoas analisam DNA. Agora falta falar sobre a outra razão que é a identif icação de organismos. C L U B E DO DNA Além de armazenar informações funcionais, os ácidos nucleicos também podem ser uti l izados no processo de identif icação de organismos, espécies, pessoas e sexo. Vamos uti l izar o DNA ao longo do texto para faci l i tar a expl icação, mas saiba que o racional a seguir também se aplica a organismos que têm RNA como material genético. Pensa comigo: 1 . A fonte da informação está no genoma (DNA). 2. Elefantes são diferentes de girafas. 3. Portanto, o genoma dos elefantes é diferente do genoma das girafas. C L U B E DO DNA C L U B E DO DNA Pode até ser que o DNA do elefante não seja idêntico ao DNA da girafa (e realmente não é). Mas, pelo raciocínio da página anterior e por tudo que vimos até agora, com certeza, há algo exclusivo no genoma dos elefantes que os diferencia das girafas – e vice versa. Agora imagine que as regiões genômicas exclusivas dos elefantes e as regiões genômicas exclusivas das girafas sejam conhecidas. E que eu tenho um tubinho de laboratório com uma amostra de DNA, amostra esta que eu ainda não sei se pertence a uma girafa ou a um elefante. Se eu f izer uma análise desse DNA, olhando especificamente para aquelas regiões exclusivas de cada uma das espécies , eu poderei af irmar se a amostra veio de uma girafa ou veio de um elefante. VOCÊ PODE TER ACHADO O EXEMPLO ANTERIOR SEM PÉ NEM CABEÇA. Então agora vou te dar um exemplo prático. Chegou a Páscoa e você foi até o mercado comprar bacalhau. Você passa bons minutos olhando para aquele monte de peça de peixe sem cabeça, já cortadinho e salgado. Você escolhe a peça mais bonita do mercado e gasta uma bela grana para se del iciar com uma bacalhoada cheia de batatas. Agora eu te pergunto: Quem te garante que você gastou seu suado dinheirinho com bacalhau de verdade? Você já viu uma polaca do alasca – que é um peixe bem mais barato que o bacalhau – sem cabeça, cortadinho e salgado? Você seria capaz de bater o olho nesses dois peixes e dizer o que é bacalhau e o que é polaca do alasca? Agora aplique o exemplo dos elefantes e das girafas nesse caso. Existe alguma porção do genoma do bacalhau que o diferencia da polaca do alasca. É justamente por análise de DNA que todo ano mercados, produtores e outros intermediários são pegos cometendo fraude na época de páscoa. Para f inal izar esse raciocínio eu quero que você expanda o que acabou de aprender e pense como isso pode ser (e é) aplicado em diferentes situações. Por exemplo, comercial ização de carne de búfalo ou de cavalo como carne bovina, comercial ização ilegal de carne de animais si lvestres, identif icação do uso de organismos geneticamente modif icados em alimentos industr ial izados etc. O MESMO RACIOCÍNIO PODE SER UTILIZADO EM UMA DAS APLICAÇÕES MAIS POPULARES DA ÁREA DE BIOLOGIA MOLECULAR . Detecção de patógenos. Vamos uti l izar o processo de diagnóstico da COVID-19 como exemplo. Uma pessoa com suspeita de COVID vai ao médico e o médico pede um teste para realizar o diagnóstico. Para real izar o teste, o paciente terá uma amostra coletada de dentro do seu nariz . Em seguida, o material genético presente na amostra será analisado. Agora temos duas possibil idade: 1 – paciente contaminado pelo vírus Sars- Cov-2. 2 – paciente não contaminado. Se o paciente estiver contaminado, o material genético do vírus estará presente na amostra. Se o paciente não estiver contaminado, o material genético do vírus não estará presente na amostra. Pronto. Agora basta olhar para a região desse material genético que seja exclusiva do Sars-Cov-2. A partir desse princípio é possível fazer outros testes de diagnóstico para detectar outros patógenos, detectar a presença de microrganismos em alimentos (exemplo, salmonela no ovo), verif icar se maquinários estão contaminados em fábricas de al imentos e até mesmo saber se o funcionário do Mcdonalds lavou as mãos. C L U B E DO DNA IDENTIFICAÇÃO HUMANA Agora se você extrapolar um pouquinho mais esse pensamento, perceberá que é possível apl icá-lo no processo de identificação de pessoas. Apesar de sermos todos da mesma espécie, certamente há algo exclusivo no meu genoma que me faz ser diferente de você, por exemplo. Ainda que sejam porções muito pequenas, existem algumas regiões do seu genoma que são exclusivas suas (a não ser que você tenha um gêmeo idêntico). Basta que essas porções exclusivas do seu genoma sejam analisadas para que você seja identificado por meio do seu DNA. Esse t ipo de aplicação é muito úti l na área forense, por exemplo. Imagine que o suspeito de um crime foi preso. A pol ícia pode coletar DNA da cena do crime e compará-lo com o DNA do suspeito, analisando um conjunto de regiões exclusivas. Se o resultado da análise da amostra for igual ao resultado da análise do suspeito. . . C L U B E DO DNA Mastalvez você esteja se perguntando de onde vem todo esse DNA ou como é possível analisar uma molécula. Na verdade, hoje em dia, o processo todo é bem simples. De onde vem o DNA? Praticamente todos as células dos organismos carregam dentro delas, pelo menos, uma cópia do seu genoma. Ou seja, obter DNA é muito fáci l . É possível obter DNA por diferentes maneiras: coleta de sangue ou qualquer outro tecido, por meio de sal iva, cabelo, pelo, pena ou até mesmo a partir da maçaneta que alguém encostou. E para analisar o DNA? Uma vez tendo acesso à fonte do DNA, basta retirá-lo de dentro da célula por meio de um processo chamado extração. A extração do DNA, geralmente, é algo fáci l de real izar e bem rotineiro para a grande maioria dos laboratórios. Por últ imo, é necessário uti l izar alguma técnica que nos permita “ ler” a molécula e, assim, traduzir a informação biológica contida ali em uma informação compreensível, como, por exemplo, número ou luz. É aí que entram as técnicas de biologia molecular. Mas hoje não entraremos profundamente nesse assunto. AGORA NÓS JÁ FALAMOS SOBRE AS DUAS RAZÕES PRINCIPAIS PARA SE ANALISAR DNA E RNA. C L U B E DO DNA Para finalizar este caderno, vamos falar um pouco sobre a estrutura da molécula de DNA. Os dois conceitos que discutiremos a seguir são a base de TUDO que será estudado no futuro. C L U B E DO DNA Assim como uma casa, que é formada pela junção de centenas de t i jolos, o DNA também é formado por meio da união de uma inf inidade de t i jol inhos – os nucleotídeos. No caso da molécula de DNA há 4 nucleotídeos diferentes, a adenina (A), a timina (T), a citosina (C) e a guanina (G). Esses quatro nucleotídeos são l igados entre si e se repetem milhares, milhões ou bi lhões de vezes em uma ordem, aparentemente, aleatória ao longo do genoma de um organismo, formando uma das f itas do DNA. Esta f ita, no entanto, não está sozinha. Ela está associada a outra f ita de DNA muito semelhante a ela. Na qual as adeninas de uma das f itas estão sempre l igadas às t iminas da outra f ita. E as citosinas estão sempre l igadas às guaninas. C L U B E DO DNA Ou seja, se você souber qual é a sequência de nucleotídeos de uma das fitas da molécula de DNA, é possível deduzir a sequência de nucleotídeos da outra fita - da f ita complementar Formando, assim, a famosa estrutura dupla hélice do DNA. Vamos dar uma olhada mais de perto nos nucleotídeos. Eles podem ser divididos em 3 partes. 1 . pentose 2. grupo fosfato 3. base nitrogenada (que é o que diferencia um nucleotídeo do outro) A pentose possui 5 átomos de carbono. A enumeração de cada átomo de carbono nos permitirá obter uma informação muito importante mais para frente. Veja a imagem. Os nucleotídeos de uma f ita do DNA estão l igados entre si por meio do terceiro átomo de carbono de um dado nucleotídeo, com o grupo fosfato de um outro nucleotídeo. Já as duas f itas da molécula estão l igadas por meio das bases nitrogenadas. C L U B E DO DNA Agora pense em uma das f itas da molécula de DNA e como cada nucleotídeo está l igado ao outro. Sempre o carbono número 3 de um nucleotídeo está l igado ao grupo fosfato de outro. O que acontece nas extremidades desse fragmento? Em uma das extremidades, haverá um nucleotídeo, no qual o seu terceiro carbono não estará l igado a nenhum outro nucleotídeo. Afinal , ele é o últ imo (ou o primeiro) da f i la. Na extremidade oposta dessa f ita, haverá um nucleotídeo, no qual o seu grupo fosfato (que está l igado ao carbono número 5 de sua pentose) não estará l igado a nenhum outro nucleotídeo. Af inal , ele é primeiro (ou últ imo da f i la). Dessa maneira – por meio dos carbonos “livres” da pentose dos nucleotídeos das extremidades da fita de DNA – é possível apontar o direcionamento dessa f ita. Essa informação – a direção da f ita – será fundamental para muito do que vem a seguir : desde como funciona a PCR até como desenhar primers e sondas. Escaneie o QR Code para acessar ofertas exclusivas por tempo limitado Consegui, junto com a Loccus, uma oportunidade única para você equipar seu laboratório com o que há de mais no mercado! Válido até 30/06/2025. Não perca essa chance de levar seu laboratório ao próximo nível!! Estoque limitado. QUEM É EDUARDO CASTAN? Geneticista com mais de 15 anos de experiência em técnicas de Biologia Molecular com mestrado em Genética e Melhoramento Animal pela Unesp/Melbourne University na Austrália e doutorado pela Unesp/Harvard University nos EUA. Possui MBA pela FGV, é fundador da Universo da Biologia Molecular, empresa que hoje conta com um canal no Youtube com mais de 60 mil inscritos e 2 milhão de visualizações no total, um perfil no Instagram com aproximadamente 150 mil seguidores e uma escola por assinatura com mais de 1.500 alunos e que capacita profissionais de todo o Brasil na área de biologia molecular. Atualmente é diretor de marketing na Loccus e é responsável também pela produção de conteúdo na Universo da Biologia Molecular. C L U B E DO DNA Com isso f inalizamos o caderno de hoje . Espero que tenha gostado. Clube do DNA – A Netflix da Biologia Molecular! 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