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Avaliação Bioquímica Sangue: Tecido vivo e dinâmico (tecido conjuntivo); Aproximadamente 7% do peso corporal (~5ℓ/indivíduo 70kg); Transporte de substâncias. A hematopoiese (ou hemopoese) é o processo pelo qual são formadas as células do sangue. Ela abrange todos os fenômenos relacionados com a origem, a multiplicação e a maturação de células primordiais ou precursoras das células sanguíneas. A porção celular do sangue é composta de eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Hemograma Avaliação: qualitativa (citomorfologia) e quantitativa (número de células) Parâmetros primários: - Contagem de hemácias circulantes (/mm3 ) - Concentração de hemoglobina (mg/dL) - Determinação de hematócrito (%) Parâmetros secundários: - Índices hematimétricos: - VCM - Volume corpuscular médio (fL) - HCM – Hemoglobina corpuscular média (pg) - CHCM – Concentração de hemoglobina corpuscular média (%) - RDW – Coeficiente de variação do volume eritrocitário ao redor da média Contagem de Hemácias Circulantes (/mm3 ) ↑ Poliglobulia (altitude) ↓ Anemias, leucemias, hemorragias intensas Concentração de Hemoglobina (mg/dL) Hemoglobina (Hb) é uma proteína que tem grupos porfirínicos de ferro (que dão coloração as hemácias) Muito ligado ao número de hemácias ↑ Eritrocitose (ex. neoplasias mieloproliferativas) ↓ Anemias, hemoglobinopatias genéticas (anemia falciforme) • É intracelular – sofre transformação metabólica mais lenta (meia vida = 120 dias). • Mais de 100g de proteína corpórea – forma de hemoglobina. • ↓ ocorre mais tardiamente na depleção proteica – manutenção do número de hemácias quando proteínas plasmáticas já estão ↓ ↓ Índice sensível mas pouco específico de desnutrição Determinação de Hematócrito (%) Hematócrito (Ht) : porcentagem de massa de hemácias em relação ao volume total da amostra (%/100ml) Também muito ligado ao número de hemácias Relação com hemodiluição (gestação) ou hemoconcentração (desidratação grave e queimaduras extensas). Nas anemias os valores podem se apresentar baixos. Relação com hemodiluição (gestação) ou hemoconcentração (desidratação grave e queimaduras extensas). Nas anemias os valores podem se apresentar baixos. Índices Hematimétricos VCM - Volume Corpuscular Médio (fL)⇢ Mede o tamanho das hemácias. Microcítica: Hemácias pequenas (Anemia Ferropriva, alfa e beta talassemia) Normocíticas: Tamanho normal (Perda de sangue aguda) Macrocítica: Hemácias grandes (Carência vitamina B12, hepatopatia crônica..) Valor do hematócrito/contagem de hemácias média geral Pode ser mascarado por anisocitose (hemácias com tamanhos diferentes) HCM – Hemoglobina Corpuscular Média (pg)⇢ Peso da hemoglobina dentro da hemácia. Média da hemoglobina por eritrócito Hipocrômica: Hemoglobina reduzida Microcitose Hipercrômica: Hemoglobina elevada Macrocitose CHCM – Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (%) Concentração de hemoglobina dentro da hemácia. Representa a concentração de hemoglobina presente em 100 ml de hemácias, possibilitando a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito. RDW – “Red Cell Distribution Width” Avalia a variação de tamanho entre as hemácias (anisocitose). Elevado hemácias de tamanhos irregulares Classificação geral das Anemias •Anemias hemorrágicas •Úlceras e miomas gastrointestinais •Fluxo menstrual elevado •Deficiência na produção de hemácias •Carência nutricional (↓Fe, ↓B12, ↓B9, ↓cobre...) •Alterações fisiológicas (↓Eritropoietina/DRC) •Elevada taxa de destruição de hemácias •Anemias hemolíticas •↑ anticorpos Hemoglobina e Anemias Doenças caracterizadas pela capacidade diminuída de transporte de oxigênio devido à diminuição da contagem de eritrócitos ou à concentração de hemoglobina nestas células. Exemplo 1: Anemia Ferropriva Hemograma hemácia microcítica e hipocrômica ↓ Hb ↓ VCM ↓HCM ↓ CHCM ↑ RDW ↓ Ferritina ↓ Fe sérico Exemplo 2: Anemia Falciforme Genético doença hemolítica de caráter autossômico recessivo A hemoglobina se polimeriza no formato de foice ↑ destruição pelo baço “controle de qualidade” Alterações qualitativas presença de hemácias em forma de foice ↓Hb ↓ VCM ↓ CHCM Leucograma Células brancas leucócitos Importante na imunidade ↑ VR: leucocitose e ↓ VR: leucopenia Leucocitose ↑ de um, dois ou até 3 tipos de células Exemplo: neutrófilos, eosinófilos e linfócitos Infecções agudas, pós-operatório, inflamação, sepse, neoplasias... Leucopenia Valores ↓ Transitório como na dengue ou no uso de medicamentos como antiinflamatórios e quimioterápicos ou padrões definitivos (intoxicação por benzeno, xilol, solventes químicos ou na aplasia (deficiência medular) Plaquetograma Coagulação e evento trombóticos “tampão mecânico” Plaquetas fragmentos citoplasmáticos granulares, anucleados, forma discoide Função: Hemostasia sanguínea Plaquetas + Fatores deCoagulação + Glicoproteínas Exemplo 3: Trombocitopenia Trombocitopenia ↓ plaquetas (da hemoglobina glicada. A dimensão da glicação das proteínas séricas está diretamente relacionada com a concentração da glicose sanguínea. • Não deve ser realizado em: • Pacientes com hemoglobinopatias ↓ meia vida da hemoglobina e por isso compromete o tempo de exposição da hemoglobina à glicose; • Nesses casos o monitoramento deve ser feito pela dosagem de Frutosamina. Frutosamina Proteína glicosilada com meia-vida curta (2 a 3 semanas). Glicosilação de proteínas processo natural exacerbado no DM - Frutosamina é o nome genérico dado a todas as proteínas glicadas. “Frutosamina” e “proteína glicada” podem ser utilizados de maneira equivalente. - Meia-vida de aproximadamente 20 dias • Pode ser clinicamente mais interessante para monitorar o tratamento do diabetes albumina é uma proteína mais sensível à glicosilação Apresenta uma resposta mais rápida às alterações glicêmicas do que a hemoglobina, o que auxilia o médico a realizar tomadas de decisão mais rápidas com relação ao tratamento proposto. • Bom para monitoramento a curto prazo do controle diabético • Bom para pacientes com hemoglobinopatias. Exemplo 1: Diabetes Melitus 2 (DM2) Glicose Urinária • Ocorre quando a glicose sanguínea 160 ou 200mg/dL. • Influenciada pela glicemia e pela taxa de filtração glomerular, pela taxa de reabsorção tubular e pelo fluxo urinário. • Situações como: queimaduras, infecção, doenças neurológicas, terapia com esteroides também podem causar glicosúria. • Valores de referência: Concentrações indetectáveis até 160mg/24horas. Importante Nenhum exame bioquímico deve ser utilizado isoladamente como indicador conclusivo do estado proteico de um indivíduo Combinação de várias medidas: Exames Bioquímicos Avaliação Antropométrica Exames Clínicos Históricos (alimentar, familiar...) Parâmetro Dietéticos Biomarcadores do Metabolismo de Proteínas Compartimentos Proteicos Proteína somática: Proteína muscular esquelética (~60%) Proteína visceral: órgãos, células do sangue, outros tecido (~40%) Proteínas Totais -O plasma contém muitos tipos de proteínas com diferentes funções! -O teste bioquímico denominado proteínas totais é a soma de todas essas proteínas. -As principais: albumina, transferrina, pré-albumina e proteína ligadora de retinol. -Geralmente são produzidas no fígado e podem ser utilizadas como marcadores do estado nutricional proteico! ↓ concentração sérica de PTN de síntese hepática = bom índice de DEP (mas não pode ser utilizado para diagnóstico) Numerosos outros fatores podem modificar a concentração das PTN séricas resultado nutricional controverso! Exemplo: estado inflamatório marcadores inflamatórios podem influenciar na síntese de proteínas no fígado Valores de referência: 6,4 – 8,1 g/dL Aumentado: ocorre na desidratação e nas doenças que elevam as globulinas. Diminuído: ocorre na doença hepática severa, desnutrição, queimaduras severas, infecções, edema e síndrome nefrótica. Albumina Proteína de meia vida longa (19-21 dias) Reserva no organismo: 4,0 g/kg de peso corporal Função: manutenção da pressão osmótica, transporte de hormônios.. • Proteína circulante mais abundante! • Pouco sensível às rápidas variações do estado nutricional e em edemas, desidratação, inflamação crônica... • Equivalência entre hipoalbuminemia e desnutrição pode ser uma interpretação simplista, que leva a erros de avaliação nutricional do paciente. Funções: ligação e transporte de inúmeras substâncias (cálcio, zinco, magnésio, cobre, ácidos graxos de cadeia longa, esteróides, drogas etc.) e dinâmica da pressão oncótica do plasma. Fase aguda negativa: • Hipoalbunemia complicações nos pacientes hospitalizados (inversamente correlacionada com a inflamação) Inúmeros estudos – correlação de hipoalbuminemia e complicações nos pacientes hospitalizados. Ingestão de proteínas não é suficiente para manter a síntese proteica Indicador de prognóstico nutricional Transferrina Proteína de meia vida curta (8-10 dias) Função: Beta-globina transportadora de Fe e alguns oligoelementos.. Sua rápida troca e reservas reduzidas fazem dela um indicador mais sensível nas alterações agudas do estado nutricional e no controle de intervenções dietoterápicas. Porém não é especifica. Cada molécula pode se ligar a 2 moléculas de Ferro! Normalmente apenas 30-40% da transferrina é empregada no transporte de Fe Pré-albumina Rápido turnover – vida média de cerca de 2 a 3 dias. Função: transportar hormônio tireoidiano (tiroxina) e formar um complexo com a proteína ligante de retinol. Também chamada de transtiretina. -Reserva muito pequena no organismo. -Diminui rapidamente quando a ingestão de calorias e/ou proteínas está insuficiente. -Melhor indicador das mudanças nutricionais. -É sensível indicador de deficiência proteica e retorna rapidamente a níveis normais quando a terapia nutricional é adequada. Proteína Transportadora de Retinol Meia vida muito curta:10-12 horas. Função: Transporta forma alcoólica da vit. A e está ligada a pré-albumina (em quantidade equimolar). •Transportada no soro como um complexo com a pré-albumina. •Índice MUITO sensível da restrição energética/proteica. •Estágio agudo de DPC. Valores inferiores a 3mg/dL podem ser indicativos de desnutrição! Quanto maior a meia vida, menos sensível é o indicador para avaliar alterações recentes do estado nutricional, bem como desnutrição aguda Sintetizadas pelo fígado Estão ↓ no processo inflamatório Proteína C Reativa (PCR) •É uma das principais PTN de fase aguda. Meia-vida de algumas horas. •Produzida no fígado Presente no organismo em pequenas quantidades •Inflamação ou infecção: pode aumentar até 100x Fase aguda resposta sistêmica à inflamação Mediadores inflamatórios fígado sintetiza determinadas proteínas (priorizando as capacidades adaptativas de defesa) Exemplo: inflamação: ↑reagentes de fase aguda positivos ↓ reagentes de fase aguda negativos Quanto mais intensa for a agressão, maiores serão os níveis de PCR Valores persistentes elevados são considerados como mau prognóstico •Pode ↑ 10 a 100 vezes nas primeiras 12 h em processos infecciosos, inflamatórios •Quando nível começa ↓ paciente entra em estado anabólico = terapia nutricional mais intensa é benéfica! •Níveis de pré-albumina começam a ↑ quase ao mesmo tempo que Prot. C reativa começa a ↓ Fibronectina α-2-glicoproteína presente nos líquidos extracelulares e superfície de alguns tecidos Vida média de cerca de 12-15 horas. Função: Papel importante nos mecanismos de defesa do organismo. •Dietas hipocalóricas e/ou carentes de aa e lip. conteúdo plasmático ↓ •Terapia nutricional ↑ significativo Pseudocolinesterase Mucoproteína associada à fração albumínica das proteínas séricas. Vida média de cerca de 8 dias. Função: Sem significado fisiológico conhecido •Demonstrada sensibilidade à modificação do estado nutricional, ou seja, está diminuída na desnutrição e aumentada na obesidade. Somatomedina C (IGF-1) Função: Interesse como indicador do estado nutricional de crianças – mediador da ação do hormônio de crescimento. • Níveis plasmáticos – sensíveis ao estado nutricional proteico • Crianças desnutridas – [IGF-1] reduzida • Realimentação - ↑ [IGF-1] • Adulto – correlacionada ao balanço nitrogenado •Demonstrada sensibilidade à modificação do estado nutricional, ou seja, está diminuída na desnutrição e aumentada na obesidade. Limitações dos indicadores bioquímicos nutricionais e metabólicos: • Em razão da vida-média longa (19 a 21 dias), mudanças específicas na síntese de albumina podem não ser detectadas precocemente. Portanto, não pode ser considerada bom indicador de alterações precoces do estado nutricional. Outras proteínas têm vida-média mais curta e são mais indicadas para a avaliação de mudanças de curto prazo, mas têm custo elevado e pouca disponibilidade, como transferrina (8 a 10 dias), transtirretina (2 a 3 dias), fibronectina (12 a 15 horas), proteína carreadora do retinol (10 a 12 horas), somatomedinaC (2 a 4 horas); • As concentrações plasmáticas da albumina, transferrina, transtirretina e fibronectina diminuem com o aumento da resposta inflamatória. A proteína carreadora do retinol é pouco afetada pela resposta inflamatória aguda, assim como a somatomedina C, que não é afetada pelo estresse agudo, resposta inflamatória ou exercício físico. Por isso, são mais confiáveis para avaliar o estado nutricional em situações de estresse, como cirurgias e traumas. Porém, o alto custo e a pouca disponibilidade são limitações para seu uso na rotina. •Os níveis plasmáticos da albumina e da transferrina permanecem baixos por algum tempo após cirurgias ou injúrias significativas. A razão é sua passagem temporária dos vasos para o interstício; •Os resultados da albumina e da transferrina plasmática podem ser erroneamente interpretados devido ao edema ou à desidratação. Os níveis estão falsamente elevados em indivíduos desidratados ou, ao contrário, baixos em situações de edema. • Com a idade avançada e o declínio da função hepática, o fígado reduz a capacidade de sintetizar proteínas. •Quase todos os indicadores proteicos séricos estão em concentrações elevadas na doença renal crônica grave e não servem para avaliar a condição nutricional. Biomarcadores Metabolismo Lipídico •Arteriosclerose endurecimento e espessamento da parede das artérias. Pela diminuição da elasticidade arterial, costuma provocar aumento da pressão arterial sistólica e diminuição da pressão arterial diastólica. Aterosclerose doença inflamatória crônica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. A aterosclerose é um tipo específico de arteriosclerose. Ateromas são placas, compostas de lipídeos e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Levam progressivamente a diminuição do diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. -Obstrução das artérias -Formação de trombos e embolias -Doenças cardiovasculares -Acidente vascular encefálico -Lesão dos tecidos devido interrupção do fluxo sanguíneo Colesterol Total Proveniente da dieta e produzido no fígado componente estrutural de membrana celular, precursor de ácidos biliares e hormônios esteroides. Exame: soma de todos os valores de colesterol que podem ser medidos no sangue (HDL, o LDL e o VLDL). Diminuído = má absorção, desnutrição, estresse, etc. Aumento = diabetes mellitus, obesidade, hipotireoidismo, etc Lipoproteínas Complexos proteicos macromoleculares que possibilitam que lipídeos hidrofóbicos sejam transportados em meio ambiente hidrofílico da circulação. São compostas por lípides e proteínas denominadas Apolipoproteína (apo). Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL) Concentração elevada de proteínas (50%), mas concentrações muito menores de colesterol e fosfolipídios. Altos níveis de HDL DIMINUEM os riscos de aterosclerose. São aproximadamente 1/5 dos valores de colesterol total. Aumento: exercício regular, terapia c/ estrogênio ou insulina, ingestão moderada de álcool, etc. Redução: privação alimentar prolongada, obesidade, diabetes mellitus, hipertireoidismo, fumo, hipertrigliceridemia, sedentarismo, medicamentos: esteroides, bloqueadores beta-adrenérgicos e antidepressivos, etc. Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL) - Maior carreadora de colesterol no plasma. Molécula mais aterogênica no sangue. -A LDL tem um conteúdo apenas residual de TG e é composta principalmente de colesterol e uma única apo (ApoB100) -Valores diretamente associados ao prognóstico de risco de aterosclerose coronariana. Melhor correlação com aterosclerose do que o colesterol total. Triglicerídeos -Ésteres de glicerol principal gordura da dieta. São hidrolisados no intestino pelas lipases em ácidos graxos e monoglicerídeos – estes passam por reesterificação nos enterócitos e consequente incorporação aos quilomícrons. -Os principais locais de síntese endógena de triglicerídeos são o fígado e o tecido adiposo (“estoque”). Digestão duodeno e íleo através da ação da lipase e ácidos biliares hidrolisado a glicerol e ácidos graxos formar os quilomícrons circulação. Normal são secretados em lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). Estados patológicos acumulam nos hepatócitos, levando à esteatose hepática. Risco Cardiovascular Índice de Castelli Correlações entre colesterol total, HDL e LDL para visualizar a influência combinada de importantes fatores de risco de doença coronariana. Existem dois cálculos possíveis: Índice de Castelli I razão entre o colesterol total e o HDL Colesterol/HDL Índice de Castelli II razão entre a fração LDL e o HDL LDL/HDL APOPROTEÍNAS Apo B (principal apoproteína das partículas aterogênicas constituídas pelas lipoproteínas VLDL, IDL e LDL) Apo A-I (principal apoproteína da HDL) VR: apo A-I 14-20% = Estado marginal de vit A Importante: associar aos sinais clínicos! Vitamina D Pode ocorrer no inverno, entre indivíduos com mínima exposição ao sol ou em síndromes de má absorção de gorduras ou uso de medicamentos como isoniazida (tuberculose) e anticonvulsivantes ou falência de órgãos (como fígado). Avaliação do estado nutricional de Vit D dosagem de 25-hidroxivitamina D plasmática Deficiências podem acarretar: ✔deficiência da mineralização óssea ✔osteomalácia (adultos) ✔raquitismo (crianças) Toxicidade – devido a medicamentos. Intolerância gastrointestinal, hipercalemia (↑ potássio), calcificações metastáticas e formação de cálculos renais. Vitamina E -Principal antioxidante da membrana celular inibe radicais livres e com isso previne peroxidação lipídica e envelhecimento α tocoferolplasmático ou sérico: teste + utilizado para avaliar estado nutricional de vit E -Indicada para identificar a ausência ou baixa ingestão do nutriente, que resultam em problemas de saúde, como fraqueza muscular, problemas de visão, lentidão nos reflexos e dificuldade para caminhar. -Consumo baixo de gorduras também pode causar deficiência de vitamina E no organismo. -Celíacos, pessoas com doenças hepáticas, doença de Crohn ou fibrose cística podem apresentar má absorção do nutriente. Vitamina K Participa da síntese de proteínas ligantes de cálcio e dos fatores de coagulação. Protrombina fator II da coagulação proteína produzida pelo fígado e quando ativada promove a conversão de fibrinogênio em fibrina, que, juntamente com as plaquetas, forma uma camada que impede o sangramento O pool corporal e reservas no fígado são pequenos e rapidamente depletados. Tempo de protrombina: teste + utilizado para avaliação do estado nutricional de vit K. (Plaquetas + fatores de coagulação + fibrinas coágulos) (mede a rapidez com que seus coágulos sanguíneos se desenvolvem) Valores de referência: • Prevenção primária e secundária de trombose venosa : 2-3 seg • Acidose tromboembólica aguda e prevenção de tromboses venosas recidivante: 2 – 4 seg • Próteses cardíacas e profilaxia para tromboembolismo: 3 – 4,5 seg • Anticoagulação pré-operatória: 2 – 3 seg Tempo de protrombina: quando realizar? ✔Sangramentos frequentes; ✔Facilidade para desenvolver hematomas; ✔Coágulos de sangue que se formam quando não deveriam; ✔Sangue nas fezes ou urina; ✔Gengivas que sangram facilmente; ✔Períodos menstruais intensos em mulheres; ✔Sangramentos nasais frequentes; ✔Inchaço ou dor nas articulações. Vitamina B1 (Tiamina) Age como coenzima - coenzima tiamina pirofosfato (TPP) – formando acetato e acetil coA no ciclo de Krebs Podem desenvolver deficiência: • Dieta pobre em tiamina (por exemplo, baseada em arroz polido) • Alcoólatras; • Pacientes renais em diálise; • Pacientes em nutrição parenteral; • Pacientes hipermetabólicos; • Pacientes cardíacos tratando com furosemida. Não existe toxicidade pois quantidades excessivas são eliminadas pelos rins. Vitamina B2 (Riboflavina) Age como co-fator no metabolismo energético. Drogas: clopromazina, imipramina e amitriptilna inibem o metabolismo da vitamina B2. O zinco, cobre, ferro, cafeína, ácido ascórbico, ureia e triptofano alteram sua solubilidade com consequente diminuição de sua utilização. Principais causas de deficiência por má absorção: ✔Intolerância à lactose; ✔Doença celíaca; ✔Obstrução gastrointestinal/biliar; ✔Diarreia; ✔Síndrome do cólon irritável; ✔Alcoólatras Vitamina B3 (Niacina) Participa da formação das coenzimas NAD (nicotinamida adenina dinucleotídeo) e NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato), responsáveis pela transferência de elétrons e hidrogênio de enzimas participantes do metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas. Deficiência de niacina: Pelagra Vitamina B5 (Ácido Pantotênico) Substância amplamente distribuída entre os alimentos, fator constituinte da coenzima A, essencial para várias etapas do metabolismo celular e para obtenção de energia. Está envolvida na síntese de colesterol, fosfolipídeos, hormônios esteroides e porfirina para hemoglobina. Rara a deficiência, mas pode ocorrer na desnutrição grave. O álcool diminui sua absorção. Vitamina B6 (Piridoxina) Age como co-enzima em mais de 100 reações do metabolismo de aa, CHO, LIP e neurotransmissores. Deficiência por ingestão pouco provável pois está presente em diversas fontes alimentares. Álcool aumenta a excreção urinária de piridoxina. Mensuração : Razão metil-piridona carboxamida para N-metilniconinamida urinária. Vitamina B7 ou H (Biotina) Participa como coenzima das reações de carboxilação catalisadas pelas enzimas carboxilases, envolvidas em reações de gliconeogênese, síntese de ácidos graxos e do metabolismo dos aminoácidos, principalmente a leucina. Situações que predispõem ao aparecimento de deficiência de biotina: Consumo de ovos crus que contêm avidina, glicoproteína que impede a absorção de biotina. Outras situações incluem: cirrose hepática; gestação; antibioticoterapia prolongada, por diminuição da microflora intestinal e consequente diminuição da síntese de biotina e nutrição parenteral prolongada por mais de oito semanas. Vitamina B9 (Ácido Fólico) Está envolvido na síntese de purinas e pirimidina, componentes do DNA; processo de interconversão de aminoácidos; maturação das hemácias e leucócitos. Sua metabolização pode estar prejudicada em pessoas que usam medicações como o metotrexato (câncer e doenças auto-imunes), trimetropim ou pirimetamina (infecção) e sua absorção está diminuída em pacientes alcoólatras, em uso de contraceptivos orais ou medicação antiácida. Algumas situações clínicas levam à deficiência de ácido fólico, entre elas: • gestação, pelo aumento da demanda deste nutriente; • doenças inflamatórias intestinais, por diminuição da superfície de absorção; • pacientes com câncer em quimioterapia; • queimaduras; • doenças hepáticas; • nutrição parenteral prolongada. É importante destacar que durante a gestação a suplementação de ácido fólico previne contra má formações do tubo neural em fetos. Vitamina B12 (Cobalamina) Coenzima fundamental no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas (participa da síntese de aminoácidos). Atua na formação dos ácidos nucléicos e portanto é imprescindível para o funcionamento de todas as células, principalmente do trato gastrointestinal, tecido nervoso e medula óssea. No tecido nervoso seu papel específico é na formação da bainha de mielina dos neurônios. No sistema hematopoiético é responsável pela maturação das hemácias. Diminuição da absorção pode ocorrer: • Na presença excessiva de álcool; • Situações de deficiência de vitamina B6 (que participa da formação do fator intrínseco gástrico) a absorção de cobalamina fica diminuída. • Doenças que levam a um estado de má – absorção intestinal (Síndrome do intestino curto, Gastrectomias parciais ou totais, Gastrite Atrófica, Doença celíaca, entre outras). Ferro Deficiência de Fe – uma das deficiências mais comuns – causa de anemia, especialmente em crianças e mulheres adultas. Declínio no Fe corporal é acompanhado por redução de Fe circulante Dosagem de Fe sérico – útil na avaliação de anemias. • Valores ↓ - encontrado em perdas sanguíneas, dieta inadequada, doenças inflamatórios crônicas (asma, aterosclerose), neoplasias, desnutrição e síndrome nefrótica. • Valores ↑ - encontrado em pacientes que receberam medicação contendo ferro, na hemossiderose (deposição de hemossiderina nos tecidos), anemias hemolíticas, hepatite, necrose hepática aguda e na hemocromatose (depósito de ferro nos tecidos em virtude de seu excesso no organismo). Siderofilina • Também chamada de transferrina. • Transportadora de Fe e útil na investigação das anemias microcíticas e no acompanhamento de pacientes com hemocromatose. • Concentração sérica ↓ - anemias decorrentes de processos infecciosos crônicos, na insuficiência renal, na síndrome nefrótica e na doença hepática grave. • Concentração sérica ↑ - maioria das anemias carenciais (ferro, folato ou Vitamina B12). Ferritina Ferro Principal proteína intracelular responsável pela reserva de Fe - nível circulante tem relação direta com a quantidade de Fe armazenado. Concentração sérica ↑ - em processos inflamatórios, infecciosos ou traumáticos. Concentração sérica ↓ – anemia ferropriva, mas pode estar reduzida mesmo antes de se instalar o quadro anêmico. Limitações dos indicadores bioquímicos nutricionais e metabólicos: • Em casos de deficiência de ferro, os níveis da transferrina aumentam em proporção ao déficit das concentrações do mineral na medula óssea e no fígado. • Após a correção da anemia ferropriva, os níveis séricos da transferrina são os últimos índices hematológicos a retornarem ao normal. Portanto, a transferrinaé pouco específica e sensível. Avaliação do Gasto Energético Taxa Metabólica Basal (TMB) – medida por 30 a 60 min, indivíduo acordado, logo após noite de sono (sem atividade física), em jejum de 12 a 14 horas em posição supina e num ambiente com temperatura agradável. -Quando TMB é extrapolada para 24 horas = Gasto Energético Basal (GEB) Metabolismo Basal (TMB) → medida por 30 a 60 min, indivíduo acordado, logo após noite de sono (sem atividade física), em jejum de 12 a 14 horas em posição supina e num ambiente com temperatura agradável. Metabolismo de Repouso (TMR) → pode ser realizada após o indivíduo se deslocar até o local de exame e requer jejum de 8 horas de jejum. Para neutralizar os efeitos da atividade física exercida, recomenda-se antes do exame um período de repouso de 30 minutos Devido a esta diferença, a TMR tende a ser 10 a 20% maior que a TMB Ou seja: GEB é calculado com o paciente em jejum por no mínimo 12 horas, em repouso absoluto, pela manhã, logo após o indivíduo acordar, em temperatura ambiente. GER é calculado tendo-se submetido o paciente a jejum de 8 horas, em repouso de pelo menos 30 minutos, em local com temperatura ambiente. Calorimetria Direta Indivíduo é colocado numa câmara isolada → a produção de calor é medida diretamente através do registro da quantidade de calor transferida para a água que circula no calorímetro. ◼ Mede calor liberado pelo organismo Diferença da temperatura (ºC) da água que entra e da água que sai da câmara → indicando a produção de calor. Método de referência para validação de outras técnicas. Desvantagens: ◼ Altera as atividades habituais; ◼ Limita atividades físicas; ◼ Equipamento extremamente caro. Devido ao seu alto custo, esta técnica é menos utilizada, sendo que a maioria dos trabalhos utilizam a calorimetria indireta para o cálculo do metabolismo energético. Calorimetria direta: A energia necessária para realização dos processos metabólicos é estimada indiretamente a partir da taxa de consumo de oxigênio (VO2 ) e a taxa de produção de gás carbônico (CO2 ).