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ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
CIMENTOS ODONTOLÓGICOS (pt. 2 / 1h10min) 
▸ Qual a função do silano nesse caso? Unir. Ele “junta” dois 
mundos. Ao condicionar, expôs a fase vítrea da cerâmica, o 
silano se une a essa fase e outra parte dele ao sistema adesivo. 
Ao retirar o fio retrator sempre irá sangrar. Usar lâmina de 
bisturi ou tira de lixa servirá para tirarmos rebarbas, excessos 
que o cimento pode ter extravasado.
Normalmente, os excessos mais grosseiros tiramos na hora e 
o restante no retorno. Após alguns meses, o tecido gengival 
está em seu aspecto saudável, sem inflamação presente.
 
CERÂMICAS ODONTOLÓGICAS 
É um material antigo que só começou entrar em evidência 
quando a estética passou a entrar mais nos tratamentos. 
DEFINIÇÃO - estruturas não-metálicas, inorgânicas que 
contém uma fase cristalina e uma fase vítrea . Apresentam 
como principais componentes químicos, minerais 
cristalizados: feldspato, quartzo, alumina e caolim em uma 
matriz vítrea . 
O que era estético no passado ⤴ 
As cerâmicas evoluíram em naturalidade e resistência. Elas já 
são conhecidas a muito tempo, sejam em cores mais 
esbranquiçadas ou amarelas. O que evoluiu muito foi a parte 
cristalina. É só lembrar da resina composta, temos a parte 
monomérica, partículas de carga e depois juntando os dois 
com o silano. Na cerâmica temos a parte vítrea e a cristalina . 
Cristalina seria a parte que dá resistência. Sendo assim, 
quando eu quero RESISTÊNCIA parto para uma cerâmica 
que tem fase cristalina em um maior percentual. Já quando 
tenho maior parte vítrea, tenho maior naturalidade. 
✔ Primeiro material estético usado na Odontologia; 
✔ Pierre Fauchard, em 1728, sugeriu o uso da porcelana no 
campo odontológico; 
✔ Em 1774, Alexis Duchâteau introduziu a cerâmica na 
Odontologia; 
✔ No início da década de 30, Dr. Charles Pincus introduziu 
restaurações laminadas de porcelana ao sorriso de alguns 
artistas de Hollywood; 
- Nessa época, havia certa desadaptação nas 
porcelanas, o que gerava mau hálito nas pessoas que 
possuíam. 
✔ Uso muito difundido até a década de 60; 
✔ 1962 - Substituição do uso em favor dos metalo-
cerâmicas; 
VANTAGENS - Cerâmicas Odontológicas 
✔ Excelentes Propriedades Ópticas 
✔ Alta Resistência à Compressão e Desgaste 
✔ Biocompatibilidade 
✔ Condutividade Térmica Similar ao Dente 
✔ Radiopacidade (devido a fase cristalina) 
✔ Estabilidade Química 
✔ Lisura Superficial 
✔ Resistência ao Manchamento 
DESVANTAGENS - Cerâmicas Odontológicas 
✔ Custo elevado 
✔ Técnica laboratorial sensível 
✔ Hábitos 
✔ Desgaste ao dente antagonista 
✔ Preparo pouco conservador 
✔ Friabilidade e baixa resistência a tração 
CLASSIFICAÇÃO - quanto ao ponto de FUSÃO ✔ 
Ultrabaixo ponto de fusão 1300°C 
No dente temos esmalte, dentina e os efeitos. Na hora de 
estratificar e construir, nem sempre colocamos tudo de uma 
vez. Iremos construir a capa, a estrutura e coloca para 
queimar. Agora, vamos subir numa dentina na cervical, 
coloca para queimar. Vou para o terço médio e incisal, 
queima de novo. Então imagine que, para ter várias queimas 
as outras camadas vão ter de ser de ponto de fusão mais 
baixo. Se coloco tudo no mesmo ponto de fusão aquele que 
já queimei irá derreter de novo. E o ponto de fusão serve para 
diferenciar isso, se vai ser a cerâmica final, a de cobertura ou 
outra . Porque tudo já foi construído, só falta dar uma 
“queimazinha” final para dar brilho e abertura. 
CLASSIFICAÇÃO - quanto ao PROCESSAMENTO ✔ 
Injetadas 
Sinterizadas 
(CAD/CAM) 
Cada tópico desse seria uma forma de construir sua cerâmica. 
CAD/CAM - seria a parte mecanizada. As outras duas já são 
mais manuais. CAD/CAM será feita com uma fresadora. 
⤴ Essa outra classificação leva em conta o tipo da 
restauração. 
Na restauração metalocerâmica, por exemplo (onde o laser 
aponta), há metal e por fora cerâmica. E, normalmente, o 
material é cerâmica feldspato reforçado. 
Na restauração totalmente cerâmica não tem mais metal ali 
dentro, é só cerâmica, só que a cerâmica é de infraestrutura. 
Por cima dela vai a cerâmica de cobertura. Na feldspática 
também, nas duas a cerâmica de cobertura pode ser usada, a 
diferença está na INFRAESTRUTURA dela . 
- Quanto à confecção, pode ser prensada, fresada ou 
fundida. Isso é um método de fabricação. E dentro 
disso é que irá se escolher a infraestrutura. Quando 
quero ESTÉTICA, parto para o Di-silicato de lítio. 
Este, tem um percentual de matriz vítrea muito mais 
alto. Já cristalina baixa. 
- Quando quero RESISTÊNCIA, partimos para o 
outro lado... como por exemplo, Zircônia. Então, a 
estrutura interna pode ser em Zircônia e a cerâmica 
de cobertura uma feldspática. Outro ex.: uma coroa 
unitária, posso partir para uma estrutura Di-silicato 
e uma cobertura de feldspato. 
⤴ Estrutura metálica da prótese. Quando isso encaixa nos 
dentes do paciente sem estar balançando, mal adaptado ou 
com espaços vazio sobrando, mandamos ao laboratório 
novamente, para que façam a primeira queima. 
É preciso esconder o fundo metálico, então se coloca a 
porcelana que é opaca, similando e tentando se aproximar do 
que seria dentina. Aplica ela, faz a primeira queima por 
sinterização, sai do forno. Note na imagem da 1° queima que 
as camadas não parecem com o dente, então o ceramista 
precisa bom o suficiente para que as camadas que ele aplique 
depois disso fiquem iguais ao dente. Veja as diferentes 
colorações, cada uma irá produzir um efeito. E depois de 
várias queimas, chega ao resultado. O bom ceramista se 
preocupa em reproduzir, inclusive, as manchas brancas. 
Por causa do metal, a parte mais fina era a da cervical. Então 
deixava-se essa margem acinzentada. Quando o paciente ia 
ficando mais velho, ia aparecendo. E a pouca translucidez é 
por causa do opaco que se precisa esconder. 
Exemplo de um ótimo trabalho. O ceramista escondeu muito 
bem a parte metálica interna. Há um grau muito bom de 
translucidez na incisal, camada que quer se aproximar do que 
é dentina e esmalte. O X da questão na metalocerâmica é a 
parte cervical que sempre fica com certa opacidade devido ao 
metal, fica mais leitosa. Olha a translucidez, as arestas, 
ótimas. 
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ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
Hoje, se faz muito mais totalmente cerâmica. Principalmente 
em dente anterior. 
Alguns exemplos comerciais, mas o principal a se saber é 
uma cerâmica com estrutura de Zircônia, Di-silicato de lítio 
ou Feldspática, que foi a primeira. 
Essas três primeiras são ácido sensíveis, há maior teor de 
MATRIZ VÍTREA. E menor de CRISTALINA. 
Já no restante será ao contrário. CRISTALINA maior, 
VÍTREA menor. E por isso, o ácido não consegue tra tar ela.
 
CERÂMICAS FELDSPÁTICAS/CONVENCIONAIS ou 
DE REFORÇO (REFORÇADAS) - são as mais naturais, 
mas também as mais frágeis. Tanto é que só são usadas em 
facetas, laminados... mais utilizada onde não há muito 
impacto, carga mastigatória. 
- Podem ser reforçadas com alumina ou leucita; 
- Porcelana de cobertura de estruturas metálicas, 
aluminazadas ou vidros ceramizados. 
Então... se usa como cerâmica de cobertura, estrutura 
metálica que seria metalocerâmica ou quando ela está 
reforçada. 
❖ Resistência FLEXURAL: 70-90MPa 
IPS E.MAX - quando estética começou a ficar muito forte, 
esse material fazia muito sucesso (e ainda faz). Quando se 
pensava em resistência e naturalidade, ele era muito utilizado. 
Com ele dá para trabalhar de várias formas. 
PRESS Pode ser Di-Silicato de Lítio ou Zircônia, é uma 
pastilha. Quando queremos construir uma estrutura metálica 
ou um pino, precisamos fazer o enceramento e para isso faz 
uma cópia, leva ao fogoe vira um molde. Na hora de injetar, 
a pastilha é aquecida, fica em estado líquido e é injetada em 
alta pressão. Nessa pressão, ela irá tomar a forma do dente, 
por isso que ‘INJETADA’. 
CAD/CAM - é um bloco já sinterizado onde uma máquina 
fresadora irá desgastar e dar o formato de um dente. 
A E.MAX CERAM é o pó. Para dentina , esmalte ou efeito, 
quando se quer fazer estratificação ou sinterização em alguma 
parte dos outros dois materiais. (Quando se quer 
MELHORAR). 
A estratificação pode ser realizada. Como mencionado, é 
utilizado uma pastilha que é injetada e construído o dente. Se 
aquele dente ficou bonito por natural ele é entregue ao 
paciente. Mas se eu precisar de mais naturalidade irei 
estratificar. Pego mais camadas, sinterizar, pego mais, 
sinterizo e dou os efeitos internos. Tudo isso vou conseguir 
com o E.MAX. 
CARACTERÍSTICAS - IPS E.MAX PRESS: 
✔ Infraestrutura (coping) composto por cristais dissilicato de 
lítio (60-65%) + cristais de ortofosfato de lítio. 
✔ Técnica de estratificação (porcelana de cobertura). 
✔ Espessura do Coping: 0,8mm 
✔ Adaptação Marginal: 60-70un 
❖ Resistência FLEXURAL: 350-400MPa 
ELTON LIMA - 5° PERÍODO DE ODONTOLOGIA, UFAL 
 
 
 
Não é a maior de todas as resistências, mas tenho uma bem 
melhor comparada a Feldspática. 
Indicações: 
✔ Facetas 
✔ Inlay/Onlay/Overlay 
✔ PFF de 3 elementos (até 2°PM como pôntico) 
✔ Coroa (ANT/POST) 
Isso se trata de ENCERAMENTO. Em cima do modelo de 
gesso o ceramista irá aplicar cera. O enceramento é construir 
o dente na cera. Se constrói o dente e o leva para os nossos 
acessórios de fundição.O conduto de alimentação é em cera .
Se monta todo esse conjunto e coloca ele em um anel e base 
formadora. E todo esse revestimento será preenchido através 
do revestimento odontotécnico odontológico. Revestimento é 
manipulado e geralmente feio a vácuo para não criar bolhas. 
E depois que ele cristaliza e toma presa, todo conjunto ficará 
sólido. Conjunto é levado ao forno. Isso fará com que a cera 
derreta e saia pelo canal de alimentação. Uma vez saindo a 
cera, ficará o molde deixado por ela. Então, pode pegar uma 
pastilha da cor que quero cobstruir o dente e levo de volta ao 
forno. Volta a ficar no estado líquido e fica no molde que foi 
construído. Por isso o nome injetado. Ao resfriar, tiramos a 
peça de dentro. O que estava na cera fez o molde e estará lá 
também a cera. 
Porcelana de cobertura – ✔ IPS E.MAX CERAM. 
O CAD/CAM já é diferente. Agora tenho BLOCOS. Esse em 
blocos pode ser DISSILICATO DE LÍTIO ou ZIRCÔNIA. 
Indicações: 
✔ Coroa anterior/posterior 
✔ PFF até 4 elementos anterior e posterior 
✔ Infraestruturas de PFF com retentor tipo inlay 
✔ Pilar para implantes 
Para fazermos o sistema CAD/CAM são próteses maiores. 
OUTROS SISTEMAS - S istema Lava (3M espe) - para se 
fazer fresagem de próteses, coroas ou pontes. É um sistema 
ainda mais resistente. 
A cerâmica de cobertura vai ser também feldspática. 
Outro sistema: Cerec 3. Aí está o bloco, “sem vida nenhuma” 
e ao aplicar o laser é como se fosse a última camada para dar 
a lisura, a textura que o esmalte tem. Há também um kit de 
corantes para “pintar” esses dentes. É uma cerâmica com uma 
resistência menor onde eu vou pintar, por exemplo, uma 
ponta de cúspide que ficou um pouco amarelado. 
Mecanicamente tem uma resistência menor! E a estrutura 
tende a perder essas características pelo atrito, escovação... 
Para usar a fresadora, primeiro se escaneia, insere o bloco e 
ela irá construir todo o dente. É um dente mais chapado, não 
é reto. Anatomia mais refinada com mais sulcos, mais 
profundos... a vantagem de tudo isso é que se consegue 
verificar onde estão os térmicos, pontos de contato, anatomia 
mais refinada, ajuste oclusal o scaner faz das duas arcadas. 
REPARO - restaurações em cerâmicas é algo caro e quando 
aparece trincas ou algum outro problema, temos de saber 
julgar se é necessário fazer algo novo ou apenas um reparo. 
O ácido para condicionar cerâmica é o fluorídrico. No 
exemplo mostrado em aula, após condicionamento começava 
a construir camadas com resina no dente a se estar reparando, 
havia imbricamento porque ao condicionar com ácido se 
remove parte da matriz vítrea, aumentou a área de retenção e 
energia superficial. Em seguida, silano, sistema adesivo, 
resina composta e o reparo está feito. Então, o ácido removeu 
a matriz vítrea , criou ali um imbricamento mecânico para o 
sistema adesivo travar ali dentro. 
Quem tem maior estabilidade química é a cerâmica. E maior 
propensão ao manchamento. E ao longo do tempo a linha de 
união mostrando onde está resina e onde está cerâmica pode 
aparecer. 
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