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1 
Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
CRONOTANATOGNOSE 
INTRODUÇÃO 
CONCEITO 
• É o estudo da morte e repercussão jurídica; 
Cronotanatognose é o conhecimento ou a 
determinação do tempo decorrido entre a morte 
e encontro do cadáver. Esta datação nem 
sempre é fácil de ser realizada, pois dependente 
de diversos fatores. 
• Crono = tempo 
• Tanato = morte 
• Gnose = conhecimento 
IMPORTÂNCIA 
• Esse tema é importante porque é o estudo da 
estimativa do tempo da morte – como é uma 
estimativa então é uma avaliação aproximada 
do tempo da morte; 
• Avaliação aproximada - ela está relacionada à 
análise dos fenômenos cadavéricos naturais do 
corpo, mas como também estes são pouco 
objetivos e variam devido à influência de fatores 
internos e externos, o resultado dessa análise, 
ou seja, a data provável do acontecimento é 
muitas vezes um valor aproximado ou até um 
intervalo de tempo. 
• Características do tempo média conhecido 
de morte; 
• Avaliação em conjunto dessas 
características; 
• Premoriência – saber quem morreu primeiro, 
ou seja, significa que as duas pessoas 
morreram na mesma hora. Importância do 
direito na sucessão; 
Por exemplo, pai e filho são vítimas de acidente 
automobilístico. Se o pai morrer primeiro a herança 
vai para o filho, caso contrário (filho morre primeiro) 
a herança vai para os outros familiares. 
• Comoriência – ocorre quando duas ou mais 
pessoas morrem ao mesmo tempo e quando 
não é possível concluir qual delas morreu 
primeiro, razão pela qual o direito trata como se 
elas tivessem morrido no mesmo instante. 
SINAIS IMEDIATOS DE MORTE – 
FENÔMENOS ABIÓTICOS IMEDIATOS 
• Parada da circulação e da respiração: 
➢ Ausência de batimentos cardíacos; 
➢ Pressão arterial zero; 
➢ Ausência de pulsos; 
➢ Prova documental = ECG isoelétrico; 
• Cessação das atividades encefálicas: 
➢ Inconsciência e imobilidade; 
➢ Tônus muscular abolido; 
➢ Para respiratória; 
➢ Relaxamento de esfíncteres; 
➢ Ausência de reflexos: patelar, midríase; 
➢ Prova documental: EEG isoelétrico 
Obs: Morte aparente: pessoa tem sinais vitais tão 
débeis que não consegue verificar. 
FENÔMENOS ABIÓTICOS CONSECUTIVOS 
DESIDRATAÇÃO CADAVÉRICA 
• Apergaminhamento da pele; 
• Ressecamento de mucosas; 
• Opacificação da córnea – aparece cerca de 1 
hora; 
• Mancha escurecida na esclerótica 
 
Figura 1. Sommer-Lacher 
 
Figura 2. Opacificação da córnea 
 
 
2 
Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
ALGIDEZ CADAVÉRICA 
• Interferência da temperatura ambiente – quanto 
mais frio o ambiente mais rápido vai ser o 
resfriamento do corpo; 
• Tamanho do corpo – corpos menores tendem a 
resfriarem mais rápido, assim como pessoas 
que possuem menos tecido adiposo; 
• Imersão – se estiver em imersão também resfria 
mais rápido; 
• Febres – se tiver com febre demora mais a 
resfriar; 
• Perda de 0,6-1°C/h 
Obs: Em cidades mais quentes o corpo tende a 
elevar a temperatura para depois resfriar. 
MANCHAS HIPÓSTASE (LIVODOS) 
Livodos: Com a morte do indivíduo, naturalmente 
a circulação sanguínea é cessada e assim o 
sangue parado no sistema tende a acumular-se 
nas regiões mais baixas, mais próximas do solo, 
devido à ação da força gravitacional. Essas regiões 
ficam com uma coloração muito intensa de tons 
arroxeados. 
• Estase sanguínea – não existe mais controle 
de permeabilidade. Tudo que está dentro das 
veias e artérias passam para as áreas de maior 
declive, formando manchas de coloração 
roxeadas/azuis nessas áreas; 
• Aparecem entre 2-3 horas após a morte 
• Fixação entre 8 -12 horas – agora não mais 
acompanham a movimentação do cadáver. Aqui 
em Mossoró observa a fixação até as 6 horas; 
➢ Tem importância pericial – conseguimos 
saber a posição que ele morre; 
• Aparecem em áreas de declive - Quando você 
vira o cadáver as manchas tendem a 
acompanhar, por exemplo, se vira ele para 
esquerda as manchas se concentram na 
esquerda. 
 
 
RIGIDEZ CADAVÉRICA 
• É um dos últimos fenômenos cadavéricos de 
curta duração; 
• Fenômeno bioquímico que leva a contratura 
muscular – tem sentido craniocaudal (começa 
pela mandíbula, pescoço e depois MMII); 
• Aparece entre 1-2 horas após a morte; 
• A rigidez máxima ocorre em média 8-12 horas; 
• Término após 24 horas; 
Sobre as últimas imagens – vemos dois 
fenômenos: a rigidez e livodo (manchas mais 
avermelhadas). Existem umas manchas brancas 
também e isso acontece nas áreas de pressão. 
 
Figura 3. Rigidez cadavérica 
FENÔMENOS TRANSFORMATIVOS DO 
CADÁVER 
• Os fenômenos cadavéricos transformativos são 
responsáveis por modificações da morfologia e 
estrutura mais profundas e duradouras do 
cadáver e são causados por uma intensa 
proliferação bacteriana; 
• São fenômenos tardios do cadáver e podem ser 
divididos em destrutivos e conservativos. 
DESTRUTIVOS 
• Iniciam logo após a cessação da vida; 
• Porém são percebidos tardiamente; 
• São eles: 
 
3 
Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
AUTÓLISE 
• Caracteriza-se por uma série de fenômenos 
fermentativos anaeróbicos que ocorrem no 
interior das células do indivíduo após sua 
morte, ocorrem independentemente de 
qualquer ação de outros microrganismos. É o 
primeiro dos fenômenos cadavéricos. 
• Destruição das células; 
• Autodestruição celular; 
• Sem correlação com fatores externos; 
• Liberação de enzimas destrutivas. 
PUTREFAÇÃO 
• Consiste na decomposição dos tecidos pela 
ação de diversos seres microscópicos 
(bactérias, vírus), logo após a autólise. O 
abdômen é onde se inicia este processo, com 
uma mancha verde, fato que só não ocorre nos 
recém nascidos. 
• Aquela que se iniciam com as bactérias (do 
nosso próprio corpo) 
• Decomposição do cadáver através de fatores 
externos como: bactérias, larvas e insetos; 
• Bactérias: flora intestinal 
• Inicia com mancha verde abdominal 
• Tem 4 fases: 
Coloração/Cromática 
• 1° fase 
Inicia-se pela mancha verde abdominal, que vai 
se espalhando pelo corpo e deixando o cadáver 
com um aspecto azul esverdeado e vai 
escurecendo até o verde-enegrecido. Tal 
tonalidade é causada pela formação de 
hidrogênio sulfurado. 
• O que caracteriza o inicio dessa fase é o 
aparecimento de uma mancha verde, que é 
abdominal (FID, por conta do ceco) na maioria 
dos casos; 
• Situações que se iniciam em outro local: HD (na 
cabeça), no afogado; 
• Com o tempo, essa mancha verde vai ficando 
mais escura; 
 
 
 
Gasosa/Enfisematosa 
• 2° fase 
No período gasoso ou enfisematoso é aquele 
em que do interior do corpo os gases da 
putrefação vão formando bolhas na epiderme, o 
cadáver incha. Há projeção dos olhos e da 
língua, bem como a distensão do abdômen. 
• Inicia na 1° semana indo até 30 dias; 
➢ Aqui a região, como é muito quente, nas 
primeiras 48h; 
• Já começa a aparecer, formar muitas bolhas, 
protrusão de língua e do globo ocular etc; 
• Gases produzidas por bactérias: sulfídrico, 
amônia, etc; 
• Infiltram e distendem tecidos – cadáver fica 
“grande” e inchado (agigamento de cadáver); 
• Flictenas, com líquido dentro; 
 
Figura 4. Flictenas cadavéricas 
 
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Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
• Formação de circulação “colateral”, chamada de 
circulação Póstuma de Brouardel. 
 
 
Figura 5. Circulação Póstuma de Brouardel 
Coliquativo 
• 3° fase 
O período coliquativo ou de liquefação é aquele 
em que as partes moles se decompõem, a 
derme se descola da epiderme e o corpo perde 
sua forma. Nesta fase há a presença de larvas e 
insetos necrófagos em grande número. 
• Redução tecidual; 
• Ao fim do primeiro mês; 
• Até 3 anos; 
• Desintegração dos tecidos; 
• Amolecimentoe desmanche. 
 
Esqueletização 
• 4° fase 
Por fim, no período de Esqueletização, os ossos 
se apresentam quase livres, unidos por 
algumas articulações. O crânio se destaca do 
restante do corpo e pode ainda restar uma 
massa denominada putrilagem, composta pelas 
vísceras decompostas. 
• Dura 1-3 anos – se enterrado em cova comum 
mais rápido e se em túmulo demora mais; 
• Esqueleto descoberto; 
• Tempo indeterminado. 
 
 
MACERAÇÃO 
• Situação específica em corpos que estão 
imersos; 
• Destruição embebido em líquidos; 
• Exemplo: afogamentos, feto retido 
• Destruição de pele; 
• Eliminação em placas; 
 
 
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Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
 
CONSERVATIVOS 
• Conservam os tecidos! 
• Dependentes de condições naturais ou 
artificiais; 
• Preservam tecidos orgânicos por maior ou 
menor tempo. 
SAPONIFICAÇÃO 
A saponificação surge depois de um estágio 
mais ou menos avançado de putrefação, 
quando certas enzimas bacterianas hidrolisam 
as gorduras, dando origem aos ácidos graxos, 
os quais em contato com elementos minerais 
da argila do solo promovem a saponificação. 
• Quando enterra um cadáver em solo muito 
úmido e argiloso a tendencia é que as misturas 
do solo se misturem com as gorduras do corpo, 
gerando essa saponificação; 
• Quando acontece saponificação a bactéria não 
vai atuar, ou seja, não vai “comer” o corpo; 
• O cadáver saponificado apresenta consistência 
mole e pele quebradiça, de tonalidade amarelo-
escura, que dão aparência de cera ou sabão; 
• Adipocera, meio úmido e abafado! 
 
MUMIFICAÇÃO 
A mumificação é um processo transformativo 
conservador do cadáver, que pode ser natural 
ou artificiais. tem relevante importância médico-
legal porque possibilita, mais facilmente do que 
nos demais processos, o diagnóstico da causa 
da morte e a identificação do cadáver. 
• Desidratação rápida; 
• Ambientes secos, ventilados e quentes; 
• Cadáver com aspecto enegrecido, endurecido; 
 
 
CONGELAÇÃO 
• Baixas temperaturas. 
 
CORIFICAÇÃO 
Decorre da conservação do cadáver em urna 
metálica (especialmente fabricada com folha de 
zinco galvanizado), hermeticamente fechada. 
• Neste processo, as partes moles sofrerão 
ressecamento com consequente diminuição de 
volume, enquanto a pele assume uma 
característica de couro curtido. 
• É uma forma rara, geralmente acontece em 
urnas metálicas de zinco galvanizado 
fechadas; 
• Para e desacelera o fenômeno da putrefação; 
• Pele tipo couro curtido. 
 
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Letícia Mariana Duarte dos Santos – Turma I – 8°Período 
Prof. Dr. Isac Axel – Medicina Legal 
CALCIFICAÇÃO 
Processo extremamente raro, caracteriza-se 
pela petrificação ou calcificação de partes do 
cadáver em virtude da putrefação rápida e 
assimilação pelo esqueleto de grande 
quantidade de sais calcários. 
• Fetos mortos retidos; 
• Aparência pétrea – por causa do cálcio da mãe; 
• Fenômeno relativamente raro. 
 
Obs: quando inicia os fenômenos conservativos não 
tem reversão. 
 
ESQUEMA POR HORA!! 
• Como processa os fenômenos cadavéricos por 
hora; 
1h: opacificação da córnea se olhos abertos, 
principio da rigidez de nuca e mandíbula 
2h: livores cervicais, rigidez completa de nuca e 
mandíbula 
3h: livores cervicais bem estabelecidos; início de 
rigidez em membro superiores esfriamento da pele 
4h: rigidez total de MMSS; início de rigidez de MMII 
e quadril 
6-8h: rigidez corporal completa 
8-12h: livores fixos na região de declive 
14h: intensidade máxima de livores em extensão. 
Início da mancha verde 
15-24h: esfriamento máximo 
18-24h: mancha verde abdominal estabelecida; 
opacificação das córneas se olhos fechados 
2 dias: início do desaparecimento da rigidez 
cadavérica 
3 dias: desaparecimento total da rigidez 
4 dias: mancha verde abdominal em toda a 
extensão.

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