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conforme o tom com que a proferimos. Observe:
Olavo esteve aqui.
Olavo esteve aqui?
Olavo esteve aqui?!
Olavo esteve aqui!
Exercícios
01. Marque apenas as frases nominais:
a) Que voz estranha!
b) A lanterna produzia boa claridade.
c) As risadas não eram normais.
d) Luisinho, não!
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, exclamativa, optativa ou imperativa.
a) Você está bem?
b) Não olhe; não olhe, Luisinho!
c) Que alívio!
d) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
e) Você se machucou?
f) A luz jorrou na caverna.
g) Agora suma, seu monstro!
h) O túnel ficava cada vez mais escuro. 
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o modelo:
Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
Lusinho, fique para trás. (imperativa)
 
a) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. 
b) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
c) Os meninos olharam à sua volta.
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos. Assinale, pois, as frases verbais:
a) Deus te guarde!
b) As risadas não eram normais.
c) Que ideia absurda!
d) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
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LÍNGUA PORTUGUESA
e) Tão preta como o túnel!
f) Quem bom!
g) As ovelhas são mansas e pacientes.
h) Que espírito irônico e livre! 
05. Escreva para cada frase o tipo a que pertence: declarativa, interrogativa, imperativa e exclamativa:
a) Que flores tão aromáticas!
b) Por que é que não vais ao teatro mais vezes?
c) Devemos manter a nossa escola limpa.
d) Respeitem os limites de velocidade.
e) Já alguma vez foste ao Museu da Ciência?
f) Atravessem a rua com cuidado.
g) Como é bom sentir a alegria de um dever cumprido!
h) Antes de tomar banho no mar, deve-se olhar para a cor da bandeira.
i) Não te quero ver mais aqui!
j) Hoje saímos mais cedo.
Respostas
1-“a” e “d”
2- a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) declarativa
3- a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho, procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta!
4- a/b/d/g
5- a) exclamativa; b) interrogativa; c) declarativa; d) imperativa; e) interrogativa; f) imperativa; g) exclamativa; h) declarativa; 
i) imperativa; j) declarativa
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma 
frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período, completando um pensamento e concluindo o enunciado através de ponto 
final, interrogação, exclamação e, em alguns casos, através de reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, não 
podem ser analisadas sintaticamente frases como:
Socorro!
Com licença!
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso.
“A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós)
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou as unidades 
sintáticas da oração. Cada termo da oração desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois grupos de palavras: um 
grupo sobre o qual se declara alguma coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o predicado), e, excepcionalmente, 
só o predicado. Exemplo:
A menina banhou-se na cachoeira.
A menina – sujeito
banhou-se na cachoeira – predicado
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É normalmente o “ser de quem se declara algo”, “o 
tema do que se vai comunicar”.
O predicado é a parte da oração que contém “a informação nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, consti-
tuindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Didatismo e Conhecimento 21
LÍNGUA PORTUGUESA
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou 
seja, o predicado, é “é eterno”.
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, que identificamos por ser o termo que concorda em número e 
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. 
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de sua signifi-
cação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados em três grandes níveis:
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente da 
Passiva).
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
- Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao 
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico (o tópico 
da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na 
sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um 
verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Exemplos: 
A padaria está fechada hoje. 
está fechada hoje: predicado nominal
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
a padaria: sujeito
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
Nós mentimos sobre nossa idade para você. 
mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal
mentimos: verbo = núcleo do predicado
nós: sujeito
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição de 
determinante do sujeito em relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma sentença sem 
sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Exemplos: 
As formigas invadiram minha casa. 
as formigas: sujeito = termo determinante
invadiram minha casa: predicado = termo determinado
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LÍNGUA PORTUGUESA
Há formigas na minha casa. 
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
sujeito: inexistente
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse nome se refere 
a objetos das primeira e segunda pessoas, o sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, tu, ele, etc.). Se o sujeito 
se refere a um objeto da terceira pessoa, sua representação pode ser feita através de um substantivo, de um pronome substantivo ou 
de qualquer conjunto de palavras, cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Exemplos: 
Eu acompanho você até o guichê. 
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
Vocês disseram alguma coisa? 
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. 
Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora. 
ninguém: sujeito = pronome substantivo
O andar deve ser uma atividade diária.