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Prévia do material em texto

Olá, alunos!
 
Sejam bem-vindos ao treinamento de peças. 
 
O presente e-book contém diversas peças para que você realize o 
treinamento. Sugerimos que você imprima as linhas que estão nas 
páginas seguintes e pratique as peças à mão, consultando apenas a 
legislação permitida, simulando ao máximo as condições que você terá 
no dia da prova. 
 
Qualquer dúvida, estaremos à disposição para auxiliá-los através da 
ferramenta “Pergunte ao professor”! 
 
Bons estudos, 
Abraços, Equipe Ceisc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª FASE OAB | PENAL | 42º EXAME 
 
 Mentoria de Peças 
 
SUMÁRIO 
Queixa-Crime .......................................................................................................................................... 5
Resposta à Acusação ............................................................................................................................. 7
Memoriais ................................................................................................................................................ 9
Recurso de Apelação ........................................................................................................................... 11
Contrarrazões de Apelação ................................................................................................................. 13
Memoriais do Procedimento do Júri .................................................................................................... 16
Recurso em Sentido Estrito contra decisão de pronúncia ................................................................. 17
Agravo em Execução ........................................................................................................................... 19
Revisão Criminal ................................................................................................................................... 20
Relaxamento de Prisão em Flagrante ................................................................................................. 21
Apelação do Assistente de Acusação no Procedimento do Júri ....................................................... 22
Apelação no Tribunal do Júri ................................................................................................................ 24
Embargos Infringentes .......................................................................................................................... 25
Recurso Ordinário Constitucional ........................................................................................................ 26
Liberdade Provisória ............................................................................................................................. 27
Revogação da Prisão Preventiva ........................................................................................................ 28
Defesa Preliminar – Funcionário Público ............................................................................................ 29
Defesa Preliminar – Lei de Drogas ...................................................................................................... 30
Carta Testemunhável ........................................................................................................................... 31
Razões de Apelação............................................................................................................................. 32
Contrarrazões de Agravo em Execução ............................................................................................. 34
Contrarrazões de Recurso em Sentido Estrito ................................................................................... 36 
Padrão De Respostas
Queixa Crime ........................................................................................................................................ 39
Resposta à Acusação ........................................................................................................................... 44
Memoriais .............................................................................................................................................. 49
Recurso de Apelação ........................................................................................................................... 55
Contrarrazões de Apelação ................................................................................................................. 62
Memoriais do Procedimento do Júri .................................................................................................... 70
Recurso em Sentido Estrito contra decisão de pronúncia ................................................................. 73
Agravo em Execução ........................................................................................................................... 79
Revisão Criminal ................................................................................................................................... 84
Relaxamento de Prisão em Flagrante ................................................................................................. 88
Apelação do Assistente de Acusação no Procedimento do Júri ....................................................... 92
Apelação no Tribunal do Júri ................................................................................................................ 98
Embargos Infringentes ........................................................................................................................ 103
Recurso Ordinário Constitucional ...................................................................................................... 107
Liberdade Provisória ........................................................................................................................... 111
Revogação da Prisão Preventiva ...................................................................................................... 115
Defesa Preliminar – Funcionário Público .......................................................................................... 119
Defesa Preliminar – Lei de Drogas .................................................................................................... 122
Carta Testemunhável ......................................................................................................................... 126
Razões de Apelação........................................................................................................................... 131
Contrarrazões de Agravo em Execução ........................................................................................... 138
Contrarrazões de Recurso em Sentido Estrito ................................................................................. 144
 
 
 
Olá, aluno(a). Este material de apoio foi organizado com base nas aulas do curso preparatório para 
a 2ª Fase do 42º Exame da OAB e deve ser utilizado para treinamento de peças. Além disso, 
recomenda-se que o aluno assista as aulas acompanhado da legislação pertinente. 
 
Bons estudos, Equipe Ceisc. 
Atualizado em dezembro de 2024. 
Queixa-Crime 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XV EXAME OAB (Adaptada) 
 
Enunciado 
 
Enrico, engenheiro de uma renomada empresa da construção civil, possui um perfil em uma das 
redes sociais existentes na Internet e o utiliza diariamente para entrar em contato com seus 
amigos, parentes e colegas de trabalho. Enrico utiliza constantemente as ferramentas da Internet 
para contatos profissionais e lazer, como o fazem milhares de pessoas no mundo 
contemporâneo. 
No dia 07/05/2021, Enrico comemora aniversário e planeja, para a ocasião, uma reunião à noite 
com parentes e amigos para festejar a data em uma famosa churrascaria da cidade de Niterói, 
no estado do Rio de Janeiro. Na manhã de seu aniversário, resolveu, então, enviar o convite por 
meio da redee denegrir sua reputação, acrescentou que “ele trabalha 
todo dia embriagado! No dia 10 do mês passado, ele cambaleava bêbado pelas ruas do 
Rio, inclusive, estava tão bêbado no horário do expediente que a empresa em que trabalha 
teve que chamar uma ambulância para socorrê-lo!”. 
Helena, ao utilizar o seu computador pessoal para inserir as expressões 
injuriosas e difamantes, no perfil do querelante em sua rede social, usou meio que facilitou 
a divulgação da difamação e injúria, incorrendo na causa de aumento de pena, prevista no 
art. 141, § 2º, do Código Penal. 
 
III) DO DIREITO 
Ao afirmar que o querelante trabalha todo dia embriagado e que no dia 10 de 
março, ele cambaleava bêbado pelas ruas do Rio, inclusive, estava tão bêbado no horário 
do expediente que a empresa em que trabalha teve que chamar uma ambulância para 
socorrê-lo, a querelada praticou o crime de difamação, previsto no art. 139 do Código Penal. 
Ao afirmar que o querelante não passa de um idiota, bêbado, irresponsável e 
sem vergonha, a querelada praticou o crime de injúria, previsto no art. 140 do Código Penal. 
Helena, ao utilizar o seu computador pessoal para inserir as expressões 
injuriosas e difamantes, no perfil do querelante em sua rede social, usou meio que facilitou 
a divulgação da difamação e injúria, por meio de rede mundial de computador, incidindo, 
por isso, a causa de aumento de pena prevista no art. 141, § 2º, do Código Penal. 
Helena praticou a injúria e a difamação no mesmo contexto, mediante única 
publicação, com desígnios autônomos, em concurso formal imperfeito de crimes, nos 
termos do art. 70, 2ª parte, do Código Penal. 
 
 IV – DO PEDIDO 
Ante o exposto, o querelante requer: 
a) A designação de audiência reconciliação, prevista no artigo 520 do Código 
de Processo Penal; 
b) O recebimento da queixa-crime; 
c) A citação da querelada; 
d) A procedência do pedido, com a consequente condenação da querelada 
pela prática dos crimes do artigo 139 e 140 c/c o artigo 141, § 2º, e artigo 70, todos do 
Código Penal; 
e) A fixação do valor mínimo de indenizatório, nos termos do artigo 387, inciso 
IV, do Código de Processo Penal; 
f) A produção de provas, com a oitiva das testemunhas arroladas. 
 
ROL DE TESTEMUNHAS: 
1) CARLOS...; 
2) MIGUEL...; 
3) RAMIREZ... 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 6 de novembro de 2021. 
 
ADVOGADO... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resposta à Acusação 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXV EXAME 
 
Enunciado 
 
Patrick, nascido em 4-6-1960, tio de Natália, jovem de 18 anos, estava na varanda de sua casa 
em Araruama, em 5-3-2017, no interior do Estado do Rio de Janeiro, quando vê o namorado de 
sua sobrinha, Lauro, agredindo-a de maneira violenta, em razão de ciúmes. 
Verificando o risco que sua sobrinha corria com a agressão, Patrick gritou com Lauro, que não 
parou de agredi-la. Patrick não tinha outra forma de intervir, porque estava com uma perna 
enfaixada devido a um acidente de trânsito. 
Ao ver que as agressões não cessavam, foi até o interior de sua residência e pegou uma arma 
de fogo, de uso permitido, que mantinha no imóvel, devidamente registrada, tendo ele 
autorização para tanto. Com intenção de causar lesão corporal que garantisse a debilidade 
permanente de membro de Lauro, apertou o gatilho para efetuar disparo na direção de sua perna. 
Por circunstâncias alheias à vontade de Patrick, a arma não funcionou, mas o barulho da arma 
de fogo causou temor em Lauro, que empreendeu fuga e compareceu à Delegacia para narrar a 
conduta de Patrick. 
Após meses de investigações, com oitiva dos envolvidos e das testemunhas presenciais do fato, 
quais sejam, Natália, Maria e José, estes dois últimos sendo vizinhos que conversavam no portão 
da residência, o inquérito foi concluído, e o Ministério Público ofereceu denúncia, perante o juízo 
competente, em face de Patrick como incurso nas sanções penais do art. 129, § 1º, inciso III, c/c. 
o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. Juntamente com a denúncia, vieram as principais 
peças que constavam do inquérito, inclusive a Folha de Antecedentes Criminais, na qual 
constava outra anotação por ação penal em curso pela suposta prática do crime do art. 168 do 
Código Penal, bem como o laudo de exame pericial na arma de Patrick apreendida, o qual 
concluiu pela total incapacidade de efetuar disparos. 
Em busca do cumprimento do mandado de citação, o oficial de justiça comparece à residência 
de Patrick e verifica que o imóvel se encontrava trancado. Apenas em razão desse único 
comparecimento no dia 26-2-2018, certifica que o réu estava se ocultando para não ser citado e 
realiza, no dia seguinte, citação por hora certa, juntando o resultado do mandado de citação e 
intimação para defesa aos autos no mesmo dia. Maria, vizinha que presenciou a conduta do 
oficial de justiça, se assusta e liga para o advogado de Patrick, informando o ocorrido e 
esclarecendo que ele se encontra trabalhando e ficará embarcado por 15 dias. O advogado entra 
em contato com Patrick por e-mail e este apenas consegue encaminhar uma procuração para 
adoção das medidas cabíveis, fazendo uma pequena síntese do ocorrido por escrito. 
Considerando a situação narrada, apresente, na qualidade do advogado de Patrick, a peça 
jurídica cabível, diferente do habeas corpus, apresentando todas as teses jurídicas de direito 
material e processual pertinentes. A peça deverá ser datada do último dia do prazo. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
AO JUÍZO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ARARUAMA/RJ 
 
Processo nº... 
 
 
 
PATRICK, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência apresentar 
RESPOSTA À ACUSAÇÃO, com base nos arts. 396 e 396-A, ambos do Código de 
Processo Penal, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
 A presente Resposta à Acusação é tempestiva, uma vez que apresentada 
dentro do prazo de 10 dias, na forma do artigo 396 do Código de Processo Penal. 
 
II) DOS FATOS 
O Ministério Público ofereceu denúncia contra o réu como incurso nas sanções 
penais do art. 129, § 1º, inciso III, c/c art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. 
O oficial de justiça, considerando que o réu se ocultava para não ser citado, 
procedeu à citação por hora certa. 
 
 III) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DA CITAÇÃO 
Deve ser declarada a nulidade da citação. 
Isso porque Patrick não estava se ocultando para ser citado, pois sua 
residência estava fechada porque ele estava trabalhando em embarcação e o oficial de 
justiça somente compareceu em uma oportunidade. 
Além disso, o oficial de justiça compareceu apenas uma vez na residência do 
réu, sendo necessário procurar o réu duas vezes sem o encontrar para efetivar a citação por 
hora certa, nos termos do art. 362 do Código de Processo Penal c/c o art. 252 do Código de 
Processo Civil. 
Assim, verifica-se a nulidade da citação, nos termos do art. 564, inciso III, alínea 
e, do Código de Processo Penal. 
 
B) DO CRIME IMPOSSÍVEL 
Ocorreu crime impossível, causa de exclusão de tipicidade, nos termos do 
artigo 17 do Código Penal. 
Isso porque a arma de fogo utilizada não era apta a efetuar disparos, conforme 
laudo pericial acostado. Logo, o meio utilizado era absolutamente ineficaz para produzir 
qualquer resultado. 
O reconhecimento do crime impossível gera a atipicidade da conduta e, 
consequentemente, a absolvição sumária pelo fato evidentemente não constituir crime, com 
base no art. 397, inciso III, do Código de Processo Penal. 
 
C) DA LEGÍTIMA DEFESA 
O réu agiu em legítima defesa, causa de exclusão da ilicitude, prevista nos 
arts. 25e 23, inciso II, ambos do Código Penal. 
Isso porque o réu usou moderadamente dos meios que tinha à sua disposição, 
já que estava com a perna enfaixada devido a um acidente de trânsito, para repelir injusta 
agressão praticada contra a sua sobrinha. 
Além disso, Patrick não pretendia matar Lauro, mas apenas lesionar, 
buscando atingir a sua perna, para fazer cessar a agressão. 
Assim, diante da legítima defesa, requer a absolvição sumária, com base no 
art. 397, inciso I, do Código de Processo Penal. 
 
IV) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) Reconhecimento da nulidade do ato de citação, nos termos do art. 564, 
inciso III, alínea e, do Código de Processo Penal; 
b) Absolvição sumária, com base no art. 397, inciso I, do Código de Processo 
Penal. 
c) Absolvição sumária, com base no art. 397, inciso III, do Código de Processo 
Penal. 
d) A produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente prova 
testemunhal. 
 
ROL DE TESTEMUNHAS: 
1. Maria...; 
2. José...; 
3. Natália... 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 09 de março de 2018. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
Memoriais 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVI EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Em 03 de outubro de 2016, na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, Lauro, 33 anos, 
que é obcecado por Maria, estagiária de uma outra empresa que está situada no mesmo prédio 
em que fica o seu local de trabalho, não mais aceitando a rejeição dela, decidiu que a obrigaria 
a manter relações sexuais com ele, independentemente da sua concordância. 
Confiante em sua decisão, resolveu adquirir arma de fogo de uso permitido, considerando que 
tinha autorização para tanto, e a registrou, tornando-a regular. Precisando que alguém o 
substituísse no local do trabalho no dia do crime, narrou sua intenção criminosa para José, 
melhor amigo com quem trabalha, assegurando-lhe que comprou a arma exclusivamente para 
ameaçar Maria a manter com ele conjunção carnal, mas que não a lesionaria de forma alguma. 
Ainda esclareceu a José, que alugara um quarto em um hotel e comprara uma mordaça para 
evitar que Maria gritasse e os fatos fossem descobertos. Quando Lauro saía de casa, em seu 
carro, para encontrar Maria, foi surpreendido por viatura da Polícia Militar, que havia sido alertada 
por José sobre o crime prestes a acontecer, sendo efetuada a prisão de Lauro em flagrante. Em 
sede policial, Maria foi ouvida, afirmando, apesar de não apresentar documentos, que tinha 17 
anos e que Lauro sempre manteve comportamento estranho com ela, razão pela qual tinha 
interesse em ver o autor dos fatos responsabilizado criminalmente. 
Após receber os autos e considerando que o detido possuía autorização para portar arma de 
fogo, o Ministério Público denunciou Lauro apenas pela prática do crime de estupro qualificado, 
previsto no Art. 213, §1º c/c Art. 14, inciso II, c/c Art. 61, inciso II, alínea f, todos do Código Penal. 
O processo teve regular prosseguimento, mas, em razão da demora para realização da instrução, 
Lauro foi colocado em liberdade. Na audiência de instrução e julgamento, a vítima Maria foi 
ouvida, confirmou suas declarações em sede policial, disse que tinha 17 anos, apesar de ter 
esquecido seu documento de identificação para confirmar, apenas apresentando cópia de sua 
matrícula escolar, sem indicar data de nascimento, para demonstrar que, de fato, era Maria. José 
foi ouvido e também confirmou os fatos narrados na denúncia, assim como os policiais. O réu 
não estava presente na audiência por não ter sido intimado e, apesar de seu advogado ter-se 
mostrado inconformado com tal fato, o ato foi realizado, porque o interrogatório seria feito em 
outra data. Na segunda audiência, Lauro foi ouvido, confirmando integralmente os fatos narrados 
na denúncia, mas demonstrou não ter conhecimento sobre as declarações das testemunhas e 
da vítima na primeira audiência. Na mesma ocasião, foi, ainda, juntado o laudo de exame do 
material apreendido, o laudo da arma de fogo demonstrando o potencial lesivo e a Folha de 
Antecedentes Criminais, sem outras anotações. Encaminhados os autos para o Ministério 
Público, foi apresentada manifestação requerendo condenação nos termos da denúncia. Em 
seguida, a defesa técnica de Lauro foi intimada, em 04 de setembro de 2018, terça-feira, sendo 
quarta-feira dia útil em todo o país, para apresentação da medida cabível. 
 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Lauro, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada do último dia do prazo para interposição. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE CAMPOS/RJ 
 
 
Processo nº... 
 
LAURO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar 
MEMORIAIS, com base no artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal, pelos fatos e 
fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
Os presentes memoriais são tempestivos, já que apresentados dentro do 
prazo de 5 dias, previsto no artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal. 
 
II) DOS FATOS 
O réu foi denunciado pela prática de estupro qualificado, previsto no artigo 213, 
§ 1º, combinado com os artigos 14, II, e 61, II, “f”, todos do Código Penal. 
Encerrada a instrução, O Ministério Público requereu a condenação do réu, nos 
termos da denúncia. 
A defesa foi intimada em 04 de setembro de 2018. 
 
III) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DA INSTRUÇÃO 
Deve ser declarada a nulidade dos atos processuais realizados durante a 
instrução, diante do cerceamento de defesa. 
Isso porque o réu não foi intimado, e mesmo com a defesa manifestando o 
inconformismo com o ato, a audiência foi realizada. 
Assim, os atos processuais realizados a partir da primeira audiência de 
instrução devem ser anulados, uma vez que a falta de intimação para comparecimento do 
réu em audiência, afronta o princípio da ampla defesa, previsto no artigo 5º, LV, da 
Constituição Federal/88. 
Diante disso, verifica-se a nulidade dos atos da instrução, nos termos do artigo 
564, IV, do Código de Processo Penal. 
 
B) DOS ATOS PREPARATÓRIOS 
Os fatos atribuídos ao réu não constituem crime, pois são atos preparatórios. 
Isso porque o fato de Lauro ter comprado uma arma e guardado em seu quarto 
configura apenas atos preparatórios. Logo, não foi iniciada a execução do crime de estupro, 
haja vista que os atos preparatórios, de regra, não são puníveis. 
Assim, o réu deve ser absolvido, com base no artigo 386, III, do Código de 
Processo Penal. 
 
C) DA QUALIFICADORA 
Deve ser afastada a qualificadora mencionada pelo Ministério Público. 
Isso porque a vítima não apresentou documentação hábil que comprovasse 
sua idade, apenas apontando que possuía 17 anos. A mera alegação em audiência não é 
suficiente para comprovação de idade, não sendo possível ter certeza, em razão de sua 
aparência física, se era maior de 18 anos. 
Nesse sentido, não há prova nos autos da idade da vítima, devendo ser 
afastada a qualificadora prevista no artigo 213, §1º, do Código Penal. 
 
D) DA CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL FAVORÁVEL 
Na eventualidade de sentença condenatória, deve a pena-base ser fixada no 
mínimo legal. 
Isso porque foi juntada a folha de antecedentes criminais do réu sem qualquer 
anotação. Logo, o réu ostenta bons antecedentes, devendo a pena-base ser fixada no 
mínimo legal, já que todas as circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal são 
favoráveis. 
E) DA AGRAVANTE 
Deve ser afastada a agravante atribuída pelo Ministério Público. 
Issoporque não existia situação de relação familiar ou de coabitação, não 
sendo o crime praticado no âmbito de violência doméstica contra mulher, como prevê a Lei nº 
11.340/06. 
Assim, requer seja afastada a agravante do artigo 61, II, “f”, do Código Penal. 
 
F) DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA 
Ao ser interrogado, o réu confirmou integralmente os fatos descritos na 
denúncia. Logo, incide a atenuante da confissão espontânea, prevista no artigo 65, inciso III, 
“d”, do Código Penal. 
Assim, requer seja reconhecida a atenuante da confissão espontânea. 
 
G) DA TENTATIVA 
A redução pela tentativa deve ser na fração máxima. 
Isso porque, admitindo-se ter sido iniciada a execução, o crime ficou longe da 
consumação. 
Assim, requer seja aplicada a redução máxima de 2/3 em razão da tentativa. 
 
H) DO REGIME INICIAL ABERTO 
Deve ser fixado o regime inicial aberto ou semiaberto. 
 Isso porque, considerando a pena-base no mínimo legal e a redução pela 
tentativa no patamar máximo, a pena não ficaria superior a quatro anos, devendo, portanto, o 
Magistrado fixar o regime inicial de cumprimento de pena no aberto OU semiaberto. 
 Logo, na hipótese de eventual condenação, o Magistrado deverá fixar o regime 
aberto OU semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2º, “b” OU “c”, do Código Penal, já que o 
réu é primário e as circunstâncias judiciais são favoráveis. 
 
 
I) DA SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO DA PENA 
Deve ser concedido o benefício da suspensão da execução pena, previsto 
no artigo 77 do Código Penal. 
Isso porque, considerando a pena-base no mínimo legal, o reconhecimento 
da atenuante e o afastamento da agravante e da qualificadora, bem como a redução 
máxima pela tentativa, a pena certamente não será superior a dois anos, sendo, portanto, 
preenchidos os requisitos do artigo 77 do Código Penal. 
Assim, requer a aplicação da suspensão condicional da pena. 
 
IV) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) seja declarada a nulidade dos atos da instrução em razão da falta de 
intimação do réu para a solenidade; 
b) a absolvição, com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo 
Penal. 
c) seja afastada a qualificadora do artigo 213, § 1º, do Código Penal; 
d) seja aplicada a pena-base no mínimo legal, OU seja, reconhecida a 
atenuante da confissão espontânea, com base no artigo 65, III, “d”, do Código Penal; 
e) seja afastada a agravante do artigo 61, II, “f”, do Código Penal; 
f) seja aplicada a redução máxima pela tentativa; 
g) seja fixado o regime inicial de cumprimento de pena como sendo o aberto, 
artigo 33, § 2º, “c”, do Código Penal; 
h) seja aplicada a suspensão da pena, com base no artigo 77 do Código 
Penal. 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 10 de setembro de 2018. 
Advogado... 
OAB... 
Recurso de Apelação 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXX EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Carlos, primário e de bons antecedentes, 45 (quarenta e cinco) anos, foi denunciado como 
incurso nas sanções penais dos arts. 302 da Lei nº 9.503/1997, por duas vezes, e 303, do mesmo 
diploma legal, todos eles em concurso material, porque, de acordo com a denúncia, “no dia 08 
de julho de 2017, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, na direção de veículo automotor, com 
imprudência em razão do excesso de velocidade, colidiu com o veículo em que estavam Júlio e 
Mário, este com 9 anos, causando lesões que foram a causa eficiente da morte de ambos”. 
Consta, ainda, da inicial acusatória que, “em decorrência da mesma colisão, ficou lesionado 
Pedro, que passava pelo local com sua bicicleta e foi atingido pelo veículo em alta velocidade de 
Carlos”. 
As mortes de Júlio e Mário foram atestadas por auto de exame cadavérico, enquanto Pedro foi 
atendido em hospital público, de onde se retirou, sem ser notado, razão pela qual foi elaborado 
laudo indireto de corpo de delito com base no boletim de atendimento médico. Pedro nunca 
compareceu em sede policial para narrar o ocorrido e nem ao Instituto Médico Legal, apesar de 
testemunhas presenciais confirmarem as lesões sofridas. 
No curso da instrução, foram ouvidas testemunhas presenciais, não sendo Pedro localizado. Em 
seu interrogatório, Carlos negou estar em excesso de velocidade, esclarecendo que perdeu o 
controle do carro em razão de um buraco existente na pista. Foi acostado exame pericial 
realizado nos automóveis e no local, concluindo que, realmente, não houve excesso de 
velocidade por parte de Carlos e que havia o buraco mencionado na pista. O exame pericial, 
todavia, apontou que possivelmente haveria imperícia de Carlos na condução do automóvel, o 
que poderia ter contribuído para o resultado. 
Após manifestação das partes, o juiz em atuação perante a 3ª Vara Criminal da Comarca de São 
Gonçalo/RJ, em 10 de julho de 2019, julgou totalmente procedente a pretensão punitiva do 
Estado e, apesar de afastar o excesso de velocidade, afirmou ser necessária a condenação de 
Carlos em razão da imperícia do réu, conforme mencionado no exame pericial. 
No momento da dosimetria, fixou a pena base de cada um dos crimes no mínimo legal e, com 
relação à vítima Mário, na segunda fase, reconheceu a agravante prevista no art. 61, inciso II, 
alínea h, do CP, pelo fato de ser criança, aumentando a pena base em 3 (três) meses. Não 
havendo causas de aumento ou diminuição, reconhecido o concurso material, a pena final ficou 
acomodada em 04 (quatro) anos e 09 (nove) meses de detenção. Não houve substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos em razão do quantum final, nos termos do 
art. 44, inciso I, do CP, sendo fixado regime inicial fechado de cumprimento da pena, com 
fundamento na gravidade em concreto da conduta. O Ministério Público foi intimado e manteve-
se inerte. 
A defesa técnica de Carlos foi intimada em 18 de setembro de 2019, quarta-feira, para adoção 
das medidas cabíveis. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Carlos, redija a 
peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus e embargos de declaração, apresentando todas 
as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição, 
considerando que de segunda a sexta-feira são dias úteis em todos os locais do país. (Valor: 
5,00). 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
AO JUÍZO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SÃO GONÇALO/RJ 
 
Processo nº... 
 
 
 
CARLOS, já qualificado nos autos, por meio de seu procurador infra-
assinado, conforme procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa 
Excelência, interpor o presente RECURSO DE APELAÇÃO, com base no art. 593, inciso I, 
do Código de Processo Penal. 
Assim, requer seja recebido e processado o recurso, já com as razões 
inclusas, remetendo-se os autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. 
O presente recurso é tempestivo, pois interposto dentro do prazo de 5 dias, 
na forma do artigo 593, caput, do Código de Processo Penal. 
 
Nestes termos, 
 Pede deferimento. 
 
Local..., 23 de setembro de 2019. 
Advogado... 
OAB... 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
Apelante: CARLOS 
Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Processo nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO 
 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O réu foi denunciado pela prática do delito do art. 302, por duas vezes, e art. 
303, ambos da Lei nº 9.503/1997, na forma do art. 69 do Código Penal. 
Foram ouvidas as testemunhas da acusação e interrogado o réu. A vítima 
Pedro não foi localizada para ser ouvida. 
O juiz proferiu a sentença condenando o réu a pena privativa de liberdade 
de 04 (quatro) anos e 09 (nove) meses. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE 
Ocorreu a extinção da punibilidade,pela decadência do direito de 
representação, em relação ao crime de lesão corporal culposa na direção de veículo 
automotor contra a vítima Pedro. 
Isso porque a vítima Pedro não realizou o exame de corpo de delito e não 
compareceu em sede policial para narrar o ocorrido. Logo, não há representação, 
condição de procedibilidade para a ação penal, conforme prevê o art. 88 da Lei nº 
9.099/1995 e art. 291, § 1º da Lei nº 9.503/1997. 
Assim, considerando que se passaram mais de 06 (seis) meses desde a 
ciência da autoria do fato, incidiu a extinção da punibilidade de Carlos no que tange ao 
delito de lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, com base no art. 107, 
inciso IV do Código Penal e art. 38 do Código de Processo Penal. 
 
B) DA INEXISTÊNCIA DE IMPRUDÊNCIA 
O Magistrado não poderia ter condenado o réu em razão da imperícia, pois 
o Ministério Público não narrou na denúncia este fato, violando o princípio da correlação. 
Isso porque foi acostado exame pericial realizado nos automóveis e no local, 
concluindo que, realmente, não houve excesso de velocidade por parte de Carlos e que 
havia o buraco mencionado na pista. 
Assim, como não houve comprovação da imprudência e nem do excesso de 
velocidade, pugna-se pela absolvição de Carlos, com base no art. 386, inciso VII do 
Código de Processo Penal. 
 
C) DA AGRAVANTE 
Deve ser afastada a agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea “h” do Código 
Penal. 
Isso porque não havia possibilidade de o réu saber que havia criança no 
veículo que estavam Júlio e Mário. Além disso, tal agravante somente pode ser aplicada aos 
crimes dolosos e, não ao crime culposo como é o caso, sob pena de configuração de 
responsabilidade penal objetiva. 
Assim, requer seja afastada a agravante em razão da idade da vítima, prevista 
no art. 61, inciso II, alínea h, do Código Penal. 
 
D) DO CONCURSO FORMAL 
Deve ser reconhecido o concurso formal de crimes. 
Isso porque o réu com única conduta produziu os resultados imputados na 
denúncia. 
Logo, requer seja afastado o concurso material de crimes, reconhecendo o 
concurso formal dos delitos, devendo ser usado, se mantida a condenação, o critério da 
exasperação da pena, com base no art. 70 do Código Penal. 
E) DO REGIME CARCERÁRIO 
Deve ser fixado o regime inicial aberto ou semiaberto. 
Isso porque, nos termos do art. 33, caput, do Código Penal, não é possível 
fixar o regime inicial fechado ao agente condenado pela prática de crime punido 
unicamente com pena de detenção. 
Além disso, se considerada a pena-base no mínimo legal, o afastamento 
da agravante e a aplicação do critério da exasperação, a pena não será superior a 4 
anos, razão pela qual cabe o regime aberto, nos termos do artigo 33, § 2º, “c”, do Código 
Penal. 
Assim, requer o afastamento do regime fechado, aplicando-se o regime 
aberto ou semiaberto. 
 
F) DA SUBSTITUIÇÃO PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR 
RESTRITIVA DE DIREITOS 
Deve ser concedida a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos, já que preenchidos os requisitos do artigo 44 do Código Penal. 
Isso porque, em relação aos crimes culposos, como regra, é cabível a 
substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos qualquer que seja a pena, 
já que o limite do art. 44, inciso I, do Código Penal é aplicável exclusivamente aos crimes 
dolosos. 
Assim, requer a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja CONHECIDO e PROVIDO o presente recurso, 
com a reforma da decisão, a fim de que: 
a) Seja declarada extinta a punibilidade de Carlos no que tange ao delito de 
lesão corporal culposa na condução de veículo automotor, com base no art. 107, inciso 
IV, do Código Penal 
b) Seja o réu absolvido, com base no art. 386, inciso VII do Código de 
Processo Penal 
c) Seja afastada a agravante em razão da idade da vítima, prevista no art. 61, 
inciso II, alínea h, do Código Penal; 
d) Seja afastado o concurso material de crimes; 
e) Seja afastado o regime fechado, aplicando-se o regime aberto ou 
semiaberto; 
f) Seja realizada a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva 
de direitos. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 23 de setembro de 2019. 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
Contrarrazões de Apelação 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVII EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
João, 22 anos, no dia 04 de maio de 2018, caminhava com o adolescente Marcelo, cada um 
deles trazendo consigo uma mochila nas costas. Realizada uma abordagem por policiais, foi 
constatado que, no interior da mochila de cada um, havia uma certa quantidade de drogas, razão 
pela qual elas foram, de imediato, encaminhadas para a Delegacia. 
Realizado laudo de exame de material entorpecente, constatou-se que João trazia 25 g de 
cocaína, acondicionados em 35 pinos plásticos, enquanto, na mochila do adolescente, foram 
encontrados 30 g de cocaína, quantidade essa distribuída em 50 pinos. Após a oitiva das 
testemunhas em sede policial, da juntada do laudo e da oitiva do adolescente e de João, que 
permaneceram em silêncio com relação aos fatos, foram lavrados o auto de prisão em flagrante 
em desfavor do imputável e o auto de apreensão em desfavor do adolescente. Toda a 
documentação foi encaminhada aos Promotores de Justiça com atribuição. O Promotor de 
Justiça, junto à 1ª Vara Criminal de Maceió/AL, órgão competente, ofereceu denúncia em face 
de João, imputando-lhe a prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35, ambos com a causa 
de aumento do Art. 40, inciso VI, todos da Lei nº 11.343/06. Foi concedida a liberdade provisória 
ao denunciado, aplicando-se as medidas cautelares alternativas. Após a notificação, a 
apresentação de resposta prévia e o recebimento da denúncia e da citação, foi designada a 
audiência de instrução e julgamento, ocasião em que foram ouvidas as testemunhas de 
acusação. Estas confirmaram a apreensão de drogas em poder de Marcelo e João, bem como 
que eles estariam juntos, esclarecendo que não se conheciam anteriormente e nem tinham 
informações pretéritas sobre o adolescente e o denunciado. O adolescente, ouvido, disse que 
conhecera João no dia anterior ao de sua apreensão e que nunca o tinha visto antes vendendo 
drogas. Em seguida à oitiva das testemunhas de acusação e defesa, foi realizado o interrogatório 
do acusado, sendo que nenhuma das partes questionou o momento em que este foi realizado. 
Na ocasião, João confirmou que o material que ele e Marcelo traziam seria destinado à ilícita 
comercialização. Ele ainda esclareceu que conhecera o adolescente no dia anterior, que era a 
primeira vez que venderia drogas e que tinha a intenção de praticar o ato junto com o adolescente 
somente aquela vez, com o objetivo de conseguir dinheiro para comprar uma moto. 
Foi acostado o laudo de exame definitivo de material entorpecente confirmando o laudo 
preliminar e a Folha de Antecedentes Criminais de João, onde constava uma anotação referente 
a crime de furto, ainda pendente de julgamento. 
O juiz, após a devida manifestação das partes, proferiu sentença julgando parcialmente 
procedente a pretensão punitiva estatal. Em um primeiro momento, absolveu o acusado do crime 
de associação para o tráfico por insuficiência probatória. Em seguida, condenou o réu pela 
prática do crime de tráfico de drogas, ressaltando que o réu confirmou a destinação das drogas 
à ilícita comercialização. No momento de aplicar a pena, fixou a pena base no mínimo legal, 
reconhecendo a existência da atenuante da confissão espontânea; aumentou a pena em razão 
da causa de aumento do Art. 40, inciso VI, da Lei nº 11.343/06 e aplicou a causa de diminuição 
de pena do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, restando a pena final em 1 ano, 11 meses e 10 
dias de reclusão e 195 dias multa, a ser cumprida em regime inicial aberto. Entendeuo 
magistrado pela substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. 
O Ministério Público, ao ser intimado pessoalmente em 22 de outubro de 2018, apresentou o 
recurso cabível, em 25 de outubro de 2018, acompanhado das respectivas razões recursais, 
requerendo: 
a) nulidade da instrução, porque o interrogatório não foi o primeiro ato, como prevê a Lei nº 
11.343/06; 
b) condenação do réu pelo crime de associação para o tráfico, já que ele estaria agindo em 
comunhão de ações e desígnios com o adolescente no momento da prisão, e o Art. 35 da Lei nº 
11.343/06 fala em “reiteradamente ou não”; 
c) aumento da pena-base em relação ao crime de tráfico diante das consequências graves que 
vem causando para a saúde pública e a sociedade brasileira; 
d) afastamento da atenuante da confissão, já que ela teria sido parcial; 
e) afastamento da causa de diminuição do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, independentemente 
da condenação pelo crime do Art. 35 da Lei nº 11.343/06, considerando que o réu seria portador 
de maus antecedentes, já que responde a ação penal em que se imputa a prática do crime de 
furto; 
f) aplicação do regime inicial fechado, diante da natureza hedionda do delito de tráfico; 
g) afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da 
vedação legal do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06. Já o acusado e a defesa técnica, intimados 
do teor da sentença, mantiveram-se inertes, não demonstrando interesse em questioná-la. 
O magistrado, então, recebeu o recurso do Ministério Público e intimou, no dia 05 de novembro 
de 2018 (segunda-feira), sendo terça-feira dia útil em todo o país, você, advogado(a) de João, a 
apresentar a medida cabível. 
Com base nas informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem ser 
inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluídas as possibilidades de habeas 
corpus e embargos de declaração, no último dia do prazo, sustentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
AO JUÍZO DA 1ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE MACEIÓ/AL 
 
Processo nº... 
 
 
 
 
JOÃO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar 
as presentes CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO, com base no artigo 600 do Código de 
Processo Penal, requerendo sejam recebidas, com posterior remessa ao Tribunal de 
Justiça do Estado de Alagoas. 
As presentes contrarrazões são tempestivas, já que oferecidas dentro 
do prazo de 8 dias, previsto no artigo 600 do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 13 de novembro de 2018. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS 
APELANTE: Ministério Público 
APELADO: João 
 
CONTRARRAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO 
 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas 
Colenda Câmara Criminal 
I) DOS FATOS 
O réu foi denunciado pela prática do crime tráfico e associação para o tráfico, 
previstos nos artigos 33 e 35, combinado com a causa de aumento do art. 40, inciso IV, todos da 
Lei 11.343/06. 
Ao final da instrução, o Magistrado proferiu sentença parcialmente procedente para 
o fim de condenar o réu pelo crime de tráfico de drogas, aplicando a pena de 01 ano, 11 meses e 
10 dias de reclusão e 195 dias multa, a ser cumprida em regime aberto. 
Inconformado, o Ministério Público interpôs recurso de apelação, acompanhado das 
respectivas razões recursais, no dia 25 de outubro de 2018. 
O Magistrado recebeu o recurso de apelação do Ministério Público e intimou a defesa 
para apresentar a medida cabível no dia 05 de novembro de 2018. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DA INSTRUÇÃO 
Não deve ser reconhecida a nulidade da instrução, em face do interrogatório não ter 
sido o primeiro ato da instrução. 
Isso porque, embora o art. 57 da Lei 11.343/06 disponha que o interrogatório é o 
primeiro ato no procedimento da Lei de Drogas, o Ministério Público não arguiu a nulidade no 
momento adequado, ou seja, na própria audiência. 
Além disso, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça adotam o 
entendimento no sentido de que não há nulidade quando o interrogatório for realizado como último 
ato da instrução, aplicando-se as regras do artigo 400 do Código de Processo Penal, sobretudo 
porque não há violação do princípio do contraditório e ampla defesa. 
 Nesse sentido, deve a alegação da nulidade ser afastada. 
 
B) DA ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO 
Deve ser mantida a absolvição em relação à associação para o tráfico, previsto no 
artigo 35 da Lei 11.343/2006. 
Isso porque o réu João e o adolescente se conheceram um dia antes dos fatos, 
praticando, em tese, apenas um delito, não caracterizando, portanto, a relação estável e 
permanente exigida para a incidência do crime de associação para o tráfico. 
Diante disso, deve ser mantida a absolvição em relação ao delito de associação para 
o tráfico. 
 
C) DA PENA-BASE 
Deve ser mantida a pena-base no mínimo legal. Isso porque a gravidade abstrata do 
crime do tráfico, por si só, não é fundamentação idônea para elevar a pena-base acima do mínimo 
legal. 
Além disso, a ofensa à saúde pública é inerente ao crime de associação para o tráfico 
e tráfico de drogas, ou seja, integra o delito, não podendo tal circunstância ser usada também para 
elevar a pena-base acima do mínimo legal, já que representaria verdadeiro bis in idem. 
Logo, deve ser mantida a pena-base no mínimo legal. 
 
D) DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA 
Deve ser mantida a atenuante da confissão espontânea. 
Isso porque o réu admitiu que a droga apreendida seria destinada à ilícita 
comercialização, sendo a confissão utilizada pelo juiz para fundamentar a sua decisão. 
Logo, deve ser mantida a atenuante da confissão espontânea, prevista no artigo 65, 
inciso III, “d”, do Código Penal, já que considerada pelo Magistrado para fundamentar sua decisão, 
conforme previsão da Súmula 545 do Superior Tribunal de Justiça. 
 
E) DO TRÁFICO PRIVILEGIADO 
 Deve ser mantida a causa de diminuição pelo tráfico privilegiado, previsto no artigo 
33, § 4º, da Lei 11.343/2006. 
Isso porque o fato de o agente apenas responder por outro processo de furto não 
serve para caracterizar maus antecedentes, conforme previsão da Súmula 444 do Superior 
Tribunal de Justiça, bem como em razão do princípio da presunção da inocência, previsto no 
artigo 5º, LVII, da Constituição Federal/88 
Logo, deve ser mantida a causa de diminuição do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06. 
 
F) DO REGIME FECHADO 
Deve ser mantido o regime inicial aberto. 
Isso porque o art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, foi declarado inconstitucional pelo Supremo 
Tribunal Federal, pois viola o princípio da individualização da pena, previsto no art. 5º, XLVI, da 
Constituição Federal/88. 
Além disso, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça pacificaram 
o entendimento no sentido de que o tráfico privilegiado não tem natureza hedionda. 
Sendo assim, o pedido ministerial de aplicação do regime fechado deve ser afastado, 
mantendo-se o regime inicial aberto. 
 
G) DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS 
Deve ser mantida a substituição da pena restritiva de direitos diante da previsão do art. 
33, § 4º, da Lei 11.343/06. 
Isso porque a vedação prevista no referido artigo foi declarada inconstitucional pelo 
Supremo Tribunal Federal, por conta da violação do princípio da individualização da pena, previsto 
no artigo art. 5º, XLVI, da Constituição Federal/88. Além disso, a Resolução nº 5 do Senado 
suspendeu a eficácia da vedação prevista no artigo art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06. 
Assim, deve ser mantidaa substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de 
direitos. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer NÃO SEJA PROVIDO o recurso de apelação interposto, 
MANTENDO-SE, por conseguinte, a decisão recorrida nos seus exatos termos. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 13 de novembro de 2018. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Memoriais do Procedimento do Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XI EXAME OAB - ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante 
preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide 
ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a 
referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo 
e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, 
conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após 
o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos 
sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do CP). 
Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que 
poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar 
para o trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos 
processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o 
Ministério Público pugnou pela pronúncia da acusada, nos termos da denúncia. O advogado de 
Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-feira). 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado (a) de Jerusa, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada do último da do prazo para apresentação. 
(Vale 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA... 
 
 
Processo nº ... 
 
 
JERUSA, já qualificada nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência apresentar 
MEMORIAIS, com base 403, § 3º, do Código de Processo Penal, pelos fatos e fundamentos 
jurídicos a seguir expostos: 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
Os presentes memoriais são tempestivos, já que apresentados dentro do prazo 
de 5 dias, previsto no artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal. 
 
II) DOS FATOS 
O Ministério Público ofereceu denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática 
do delito de homicídio doloso simples, na modalidade dolo eventual (Art. 121, c/c Art. 18, 
inciso I, parte final, ambos do Código Penal). 
Após o encerramento da instrução, o Ministério Público pugnou pela pronúncia. 
A defesa foi intimada no dia 02 de agosto de 2013. 
 
III) DO DIREITO 
A) DA DESCLASSIFICAÇÃO 
Deve ser reconhecida a desclassificação do delito, com a remessa dos autos 
ao juízo competente. 
Isso porque, ao supostamente não ter acionado a seta luminosa, a ré não 
assumiu o risco nem aceitou o resultado morte, conforme prevê o artigo 18, inciso I (parte 
final), do Código Penal, que adotou, em relação ao dolo eventual, a teoria do consentimento. 
Logo, a ré não agiu com dolo eventual. 
Nesse sentido, a conduta da ré se enquadra, em tese, no artigo 302 do Código 
de Trânsito Brasileiro, definido como homicídio culposo na condução de veículo automotor. 
Em consequência, não havendo crime doloso contra a vida, o Tribunal do Júri 
não é competente para julgar o processo, razão pela qual deve ocorrer a desclassificação 
do delito, nos termos do artigo 419 do Código de Processo Penal, remetendo-se os autos ao 
Juízo competente. 
 
IV) DO PEDIDO 
 Ante o exposto, requer: 
a) A desclassificação do delito de homicídio simples doloso para o delito de 
homicídio culposo na condução de veículo automotor, previsto no artigo 302 da Lei 9.503/97 
(Código de Trânsito Brasileiro), remetendo-se os autos para o Juízo competente, nos termos 
do artigo 419 do Código de Processo Penal; 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 09 de agosto de 2013. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
Recurso em Sentido Estrito contra decisão de pronúncia 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVIII EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Túlio, nascido em 1º-1-1996, primário, começa a namorar Joaquina, jovem que recém completou 
15 (quinze) anos. Logo após o início do namoro, ainda muito apaixonado, é surpreendido pela 
informação de que Joaquina estaria grávida de seu ex-namorado, o adolescente João, com quem 
mantivera relações sexuais. Joaquina demonstra toda a sua preocupação com a reação de seus 
pais diante desta gravidez quando tão jovem e, em desespero, solicita ajuda de Túlio para 
realizar um aborto. 
Diante disso, no dia 3-1-2014, em Porto Alegre, Túlio adquire remédio abortivo cuja venda era 
proibida sem prescrição médica e o entrega para a namorada, que, de imediato, passa a fazer 
uso dele. Joaquina, então, expele algo não identificado pela vagina, que ela acredita ser o feto. 
Os pais presenciam os fatos e levam a filha imediatamente ao hospital; em seguida, comparecem 
à Delegacia e narram o ocorrido. No hospital, foi informado pelos médicos que, na verdade, 
Joaquina possuía um cisto, mas nunca estivera grávida, e o que fora expelido não era um feto. 
Após investigação, no dia 20-1-2014, Túlio vem a ser denunciado pelo crime do art. 126, caput, 
c/c. o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal, perante o juízo do Tribunal do Júri da Comarca 
de Porto Alegre/RS, não sendo oferecido qualquer instituto despenalizador, apesar do reclamo 
defensivo. A inicial acusatória foi recebida em 22-1-2014. 
Durante a instrução da primeira fase do procedimento especial, são ouvidas as testemunhas e 
Joaquina, assim como interrogado o réu, todos confirmando o ocorrido. As partes apresentaram 
alegações finais orais, e o juiz determinou a conclusão do feito para decisão. Antes de ser 
proferida decisão, mas após manifestação das partes em alegações finais, foram juntados aos 
autos o boletim de atendimento médico de Joaquina, no qual consta a informação de que ela 
não estivera grávida no momento dos fatos, a Folha de Antecedentes Criminais de Túlio sem 
outras anotações e um exame de corpo de delito, que indicava que o remédio utilizado não 
causara lesões na adolescente. 
Com a juntada da documentação, de imediato, sem a adoção de qualquer medida, o magistrado 
proferiu decisão de pronúncia nos termos da denúncia, sendo publicada na mesma data, qual 
seja, 18 de junho de 2018, segunda-feira, ocasião em que as partes foram intimadas. 
 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Túlio, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição, 
considerando-se que todos os dias de segunda a sexta-feira são úteis em todo o país. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
AO JUÍZO DA VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE PORTO 
ALEGRE/RS 
 
Processo nº ... 
 
 
TÚLIO,já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor o 
presente RECURSO EM SENTIDO ESTRITO, com base no art. 581, inciso IV, do Código de 
Processo Penal. 
Nesse sentido, requer seja recebido o recurso e procedido o juízo de retratação, 
nos termos do art. 589 do Código de Processo Penal. Se mantida a decisão, requer seja 
encaminhado o presente recurso, já com as razões inclusas, ao Tribunal de Justiça do 
Estado do Rio Grande do Sul, para o devido processamento. 
O presente recurso é tempestivo, já que interposto dentro do prazo de 5 dias, 
previsto no artigo 586 do Código de Processo Penal. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 25 de junho de 2018 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 
 
Recorrente: TÚLIO 
Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Processo nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul 
Colenda Câmara Criminal 
 
 
I) DOS FATOS 
O Ministério Público denunciou o recorrente pelo crime de tentativa de aborto, 
previsto no art. 126, caput, combinado com art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. 
Encerrada a instrução, o Magistrado proferiu decisão pronunciando o 
recorrente pelo crime previsto no art. 126, caput, combinado com art. 14, inciso II, ambos 
do Código Penal. 
A defesa foi intimada da decisão no dia 18 de junho de 2018, segunda-feira. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA PRESCRIÇÃO 
Ocorreu a prescrição da pretensão punitiva em abstrato, causa de extinção 
da punibilidade, nos termos do artigo 107, IV, do Código Penal. 
Isso porque a pena máxima do delito de aborto é 04 (quatro) anos de reclusão. 
Logo, o prazo prescricional é de 8 (oito) anos, nos termos do art. 109, inciso IV, do Código 
Penal. Como o réu era menor de 21 (vinte e um) anos de idade à época do fato, o prazo 
prescricional deverá ser contado pela metade, forte art. 115 do Código Penal. Assim o prazo 
prescricional, no caso, é de 04 (quatro) anos. 
Entre a data de recebimento da denúncia, 22-1-2014, até a data de publicação 
da sentença de pronúncia, dia 18-6-2018, decorreram mais de 04 (quatro) anos, 
configurando a prescrição da pretensão punitiva em abstrato do delito em tela. 
Logo, incidiu a causa de extinção da punibilidade pela prescrição, nos termos 
no art. 107, inciso IV, do Código Penal. 
 
B) DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO 
Deve ser reconhecida a nulidade da instrução e da decisão de pronúncia, em 
face da falta de proposta da suspensão condicional do processo. 
Isso porque o crime de aborto tentando pelo qual foi denunciado possui pena 
mínima não superior a um ano. Além disso, o recorrente é primário e de bons antecedentes, 
conforme folha de antecedentes criminais sem outras anotações juntada no processo, sendo 
preenchidos os requisitos do artigo 89 da Lei nº 9.099/1995. 
Logo, deve ser declarada a nulidade da instrução e da decisão de pronúncia, 
uma vez que não foi oferecida a proposta de suspensão condicional do processo. 
C) DO CERCEAMENTO DE DEFESA 
Deve ser declarada a nulidade da decisão de pronúncia. 
Isso porque, ao não conceder vista do boletim médico e da folha de 
antecedentes criminais à defesa, houve clara violação do princípio do contraditório e da 
ampla defesa, previsto no art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal/1988. 
Logo, deve ser anulada a decisão de pronúncia em razão do cerceamento 
de defesa. 
 
D) DO CRIME IMPOSSÍVEL 
Ocorreu crime impossível, causa de exclusão da tipicidade, prevista no 
artigo 17 do Código Penal. 
Isso porque há impropriedade absoluta do objeto, já que Joaquina não 
estava grávida para causar o aborto. 
 O reconhecimento do crime impossível gera a atipicidade da conduta e, 
consequentemente, a absolvição sumária pelo fato evidente não constituir crime, com 
base no art. 415, inciso III, do Código de Processo Penal. 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o presente recurso, com 
a REFORMA DA DECISÃO DE 1º GRAU, para o fim de que: 
a) Seja declarada a extinção da punibilidade, com base no art. 107, 
inciso IV, do Código Penal; 
b) Seja reconhecida a nulidade dos atos processuais, com oferecimento 
de proposta de suspensão condicional do processo; 
c) Seja declarada a nulidade da decisão de pronúncia, por violação do 
princípio da ampla defesa; 
d) Absolvição sumária, com base no art. 415, inciso III, do Código de 
Processo Penal. 
 
 Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 25 de junho de 2018. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
Agravo em Execução 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXIX EXAME OAB (Adaptada) 
 
Enunciado 
 
Guilherme foi condenado definitivamente pela prática do crime de lesão corporal seguida de 
morte, sendo-lhe aplicada a pena de 06 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial 
fechado, em razão das circunstâncias do fato. 
Após cumprir 01 ano da pena aplicada, Guilherme foi beneficiado com progressão para o regime 
semiaberto. Na unidade penitenciária, o apenado trabalhava internamente em busca da remição. 
Durante o cumprimento da pena nesse regime, veio a ser encontrado escondido em seu colchão 
um aparelho de telefonia celular. O diretor do estabelecimento penitenciário, ao tomar 
conhecimento do fato por meio dos agentes penitenciários, de imediato reconheceu na ficha do 
preso a prática de falta grave, apenas afirmando que a conduta narrada pelos agentes, e que 
teria sido praticada por Guilherme, se adequava ao Art. 50, inciso VII, da Lei nº 7.210/84. O 
reconhecimento da falta pelo diretor foi comunicado ao Ministério Público, que apresentou 
promoção ao juízo da Vara de Execuções Penais de São Paulo, juízo este competente, 
requerendo a perda de benefícios da execução por parte do apenado. O juiz competente, 
analisando o requerimento do Ministério Público, decidiu que, “considerando a falta grave 
reconhecida pelo diretor da unidade, impõe-se: a) a regressão do regime de cumprimento de 
pena para o fechado; b) perda da totalidade dos dias remidos; c) reinício da contagem do prazo 
de livramento condicional; d) reinício da contagem do prazo do indulto.” 
Ao ser intimado do teor da decisão, em 09 de julho de 2019, terça-feira, Guilherme entra em 
contato, de imediato, com você, na condição de advogado(a), esclarecendo que nunca fora 
ouvido sobre a aplicação da falta grave, apenas tendo conhecimento de que a Defensoria se 
manifestou no processo de execução após o requerimento do Ministério Público. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de 
Guilherme, redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus e embargos de 
declaração, apresentando todas as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada 
no último dia do prazo para interposição, considerando que, em todos os locais do país, 
de segunda a sexta-feira são dias úteis. (Valor: 5,00). 
 
AO JUÍZO DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP 
 
Processo nº... 
 
 
 
 
GUILHERME, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
interpor RECURSO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO, com base no artigo 197 da Lei 7210/84 
(Lei de Execução Penal). 
Nesse sentido, requer seja recebido o recurso e procedido o juízo de 
retratação, nos termos do artigo 589 do Código de Processo Penal. Se mantida a decisão, 
requer seja encaminhado o presente recurso, já com as razões inclusas, ao Tribunal de 
Justiça do Estado de São Paulo/SP, para o devido processamento. 
O presente recurso é tempestivo, pois interposto dentro do prazo de 5 dias, 
nos termos da Súmula 700 do Supremo Tribunal Federal e artigo 586 do Código de 
Processo Penal. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 15 de julho de 2019. 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO 
 
AGRAVANTE: Guilherme 
AGRAVADO: Ministério Público 
Processo nº... 
 
RAZÕES DO RECURSO DE AGRAVO EM EXECUÇÃO 
 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo 
Colenda Câmara Criminal 
 
 
I) DOS FATOS 
Após cumprir 01 ano da pena aplicada, foi encontrado no colchão do 
Agravante um aparelho de telefone celular, reconhecendo-se, assim, a prática de falta 
grave. 
O Magistrado decidiu pela a) regressão do regime de cumprimento da pena 
para o fechado; b) perda da totalidade dos dias remidos; c) reinício da contagem do prazo 
de livramento condicional; d) reinício da contagem do prazo do indulto. 
A defesa técnica foi intimada da decisão no dia 09 de julho de 2019. 
 
II) DO DIREITO 
A) DO RECONHECIMENTO DE FALTA GRAVE 
Deve ser declarada a nulidade do reconhecimento da falta grave. 
Isso porque, para o reconhecimento da falta grave é necessário o regular 
procedimento administrativo disciplinar (PAD), com o intuito de assegurar o direito ao 
exercício do princípio da ampla defesa e contraditório, conforme Súmula 533 do Superior 
Tribunal de Justiça. 
Logo, o diretor do estabelecimento carcerário reconheceu a prática de falta 
grave sem instaurar procedimento administrativo e sem garantir o direito de defesa, 
violando os princípios constitucionais. 
Assim, não havendo o reconhecimento da prática de falta grave, não será 
possível aplicar a regressão do cumprimento da pena para o regime fechado. 
 
B) DA INVALIDADE DA PERDA TOTAL DOS DIAS REMIDOS 
Não poderia ser declarada a perda da totalidade dos dias remidos. 
Isso porque o juiz poderia somente decretar a perda de 1/3 dos dias remidos, 
conforme artigo 127 da Lei de Execução Penal. 
Logo, não poderia ser decretada a perda da totalidade dos dias remidos, 
devendo ser decretada a perda de até 1/3 dos dias remidos. 
 
C) DA CONTAGEM DO PRAZO DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
Não poderia o magistrado determinar o reinício da contagem do prazo para o 
livramento condicional. 
Isso porque a decisão proferida pelo magistrado violou o princípio da 
legalidade, não podendo, portanto, a falta grave gerar o reinício da contagem do prazo do 
livramento condicional, conforme se extrai da Súmula 441 do Superior Tribunal de Justiça. 
Logo, deve ser reformada a decisão, para considerar que a falta grave não 
interrompe o prazo para o livramento condicional. 
 
D) DA CONTAGEM DO PRAZO DO INDULTO 
Não poderia o magistrado determinar o reinício da contagem do prazo para o 
indulto. 
Isso porque a decisão proferida pelo magistrado violou o princípio da 
legalidade, não podendo, portanto, a falta grave gerar o reinício da contagem do prazo para 
indulto, nos termos da Súmula 535 do Superior Tribunal de Justiça. 
Logo, deve ser reformada a decisão, para considerar que a falta grave não 
interrompe o prazo para o indulto. 
 
III – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja CONHECIDO e PROVIDO o presente recurso, 
com a REFORMA DA DECISÃO, para o fim de afastar o reconhecimento da falta grave e 
suas consequências impostas na sentença. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 15 de julho de 2019. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Revisão Criminal 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Wilson, primário, nascido em 15/01/2000, foi denunciado pela prática do crime de estupro de 
vulnerável, previsto no Art. 217-A do Código Penal, contra sua enteada, que contava com 12 
(doze) anos de idade à época do fato, ocorrido em 18/09/2019, em Santos/SP. Durante a 
tramitação do processo, Wilson foi devidamente citado, mas não apresentou resposta à acusação, 
nem constituiu advogado. O Magistrado, verificando a desídia do réu, de imediato, decretou sua 
revelia e designou audiência de instrução. Na audiência de instrução, a vítima confirmou que o 
réu teria tocado na sua genitália. Carla, ex-companheira de Wilson e mãe da vítima, disse que sua 
filha reclamou que o réu havia tocado na sua vagina. O réu negou veementemente os abusos, 
não sabendo apontar a razão pela qual estava sendo acusado de tal crime. Ao final dos debates 
orais promovidos pelo Ministério Público e pela Defesa Pública nomeada para o ato, o Magistrado 
proferiu sentença condenando o réu a 10 (dez) anos de reclusão, sem o reconhecimento de 
qualquer atenuante, uma vez que a sentença foi proferida no dia 15 de fevereiro 2021, quando o 
réu já tinha completado 21 anos de idade. Apesar dos recursos interpostos, a sentença transitou 
em julgado, sendo a condenação mantida integralmente. Após dois anos do início do cumprimento 
da pena, Carla, ex-companheira do réu, faleceu. A vítima, após a morte da sua mãe, encorajou-
se e admitiu que tudo não havia passado de um ardil de sua mãe que obrigou-a a acusar 
falsamente o então padrasto sobre o caso como forma de se “livrar” dele. A vítima retificou suas 
declarações que ensejaram a condenação do réu por meio de ação de justificação. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de habeas 
corpus, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
 
AO DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO 
ESTADO DE SÃO PAULO 
 
 
 
WILSON, nacionalidade..., profissão..., estado civil..., RG..., CPF..., com 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado na Rua..., por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência ajuizar 
REVISÃO CRIMINAL, com base no artigo 621, incisos I e II do Código de Processo Penal, 
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi denunciado pela prática do delito de estupro de vulnerável, 
previsto no artigo 217-A do Código de Processo Penal, ocorrido no dia 18/09/2019. 
Após o encerramento da instrução probatória e oferecimento das alegações 
finais, o Magistrado proferiu decisão, condenando o requerente à pena de 10 anos de 
reclusão, tendo transitado em julgado. 
Passados dois anos do início de cumprimento da pena, a vítima retificou suas 
declarações que ensejaram a condenação do requerente por meio de ação de justificação. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE DO PROCESSO 
Deve ser declarada a nulidade do processo que ensejou a condenação do 
réu, com base no artigo 626 do Código de Processo Penal. 
Isso porque o Magistrado não poderia, de imediato, decretar a revelia do réu 
e designar audiência de instrução, mas nomear defensor para apresentar a resposta à 
acusação, conforme prevê o artigo 396-A, § 2º, do Código de Processo Penal. 
Logo, verifica-se a nulidade do processo, por violação do princípio da ampla 
defesa e do contraditório, previsto no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, bem 
como no artigo 564, inciso III, alínea “c”, do Código de Processo Penal, e Súmula 523 do 
Supremo Tribunal Federal. 
 
B) DA ABSOLVIÇÃO 
O réu deve ser absolvido, diante da comprovação da falsidade das provas 
que ensejaram sua condenação. 
 Isso porque, após a morte de sua mãe, a vítima tomou coragem e admitiu 
que tudo não havia passado de um ardil de sua mãe que obrigou-a a acusar falsamente o 
réu sobre o caso como forma de se “livrar” dele. 
Logo, verifica-se que a sentença condenatória se fundou em depoimento 
comprovadamente falso, já que, em ação de justificação, a vítima retificou suas 
declarações que ensejaram a condenação do réu, autorizando a revisão da condenação, 
nos termos do artigo 621, inciso II, do Código de Processo Penal. 
Assim, o réu deve ser absolvido, com base nos artigos 626 e 386, inciso I, 
ambos do Código de Processo Penal. 
 
C) DA ATENUANTE DA MENORIDADE 
Se mantida a condenação, deve ser reconhecida a atenuante da 
menoridade, prevista no artigo 65, I, do Código Penal. 
Isso porque o réu, ao tempo do fato, eramenor de 21 anos de idade, já que 
nascido no dia 15/01/2000, e o fato, em tese, teria sido praticado em 18/09/2019. Nos 
termos do artigo 65, inciso I, do Código Penal, se o réu for menor de 21 anos à época dos 
fatos, deve o juiz reconhecer a atenuante da menoridade. 
Logo, na hipótese de não ser reconhecida a nulidade do processo e a tese 
absolutória, a pena imposta ao réu deve ser modificada, para que seja reconhecida a 
atenuante da menoridade. 
 
D) DA LIMINAR 
Após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, o réu deu início 
ao cumprimento da pena. 
Todavia, diante da evidente possibilidade de nulidade do processo e 
absolvição do réu, há justificativa plausível para a suspensão liminar da execução da pena. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja procedente a ação de revisão criminal, a fim de 
que: 
a) Seja declarada a nulidade do processo, nos termos do artigo 626 do 
Código de Processo Penal; 
b) Seja o réu absolvido, nos termos dos artigos 626 e 386, inciso I, 
ambos do Código de Processo Penal; 
c) Subsidiariamente, que seja modificada a pena, com o reconhecimento 
da atenuante da menoridade, nos termos do artigo 65, inciso I, do Código Penal; 
d) Seja suspensa liminarmente a execução da pena; 
e) Seja reconhecido o direito à indenização, nos termos do artigo 630 do 
Código de Processo Penal; 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., data... 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
Relaxamento de Prisão em Flagrante 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 10 de março de 2020, após ingerir um litro de vinho na sede de sua fazenda, José Alves 
pegou seu automóvel e passou a conduzi-lo ao longo da estrada que tangencia sua propriedade 
rural. Após percorrer cerca de dois quilômetros na estrada absolutamente deserta, José Alves foi 
surpreendido por uma equipe da Polícia Militar que lá estava a fim de procurar um indivíduo 
foragido do presídio da localidade. Abordado pelos policiais, José Alves saiu de seu veículo 
trôpego e exalando forte odor de álcool, oportunidade em que, de maneira incisiva, os policiais lhe 
compeliram a realizar um teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar. Realizado o teste, foi 
constatado que José Alves tinha concentração de álcool de um miligrama por litro de ar expelido 
pelos pulmões, razão pela qual os policiais o conduziram à Unidade de Polícia Judiciária, onde foi 
lavrado Auto de Prisão em Flagrante pela prática do crime previsto no art. 306 da Lei nº 
9.503/1997, sendo-lhe negado no referido Auto de Prisão em Flagrante o direito de entrevistar-se 
com seus advogados ou com seus familiares. 
Dois dias após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, em razão de José Alves ter 
permanecido encarcerado na Delegacia de Polícia, você é procurado pela família do preso, sob 
protestos de que não conseguiam vê-lo e de que o delegado não comunicara o fato ao juízo 
competente, tampouco à Defensoria Pública. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado de José Alves, redija a peça cabível, exclusiva 
de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, questionando, em juízo, eventuais 
ilegalidades praticadas pela Autoridade Policial, alegando para tanto toda a matéria de 
direito pertinente ao caso. (Valor 5,00) 
 
 
 AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA COMARCA... 
 
 
Autos nº... 
 
 
JOSÉ ALVES, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG..., CPF..., 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado na Rua..., vem, por seu procurador infra-
assinado, com procuração em anexo, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
requerer o RELAXAMENTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE, com base no art. 310, inciso I, 
do Código de Processo Penal e art. 5º, inciso LXV, da Constituição Federal/1988, pelos 
fatos e fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi preso em flagrante, acusado de ter praticado o delito previsto 
no art. 306 da Lei nº 9.503/1997. 
O requerente foi compelido a realizar o teste de alcoolemia em aparelho 
alveolar, sendo-lhe negado no auto de prisão em flagrante o direito de se entrevistar com 
advogado e com seus familiares. 
O requerente permaneceu preso dois dias após a lavratura da prisão em 
flagrante, sendo que a autoridade policial não comunicou o fato ao juízo competente nem à 
Defensoria Pública. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA PROVA ILÍCITA 
O teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar que o requerente foi 
compelido a realizar se trata de prova ilícita. 
Isso porque violou o direito do requerente de não produzir prova contra si 
mesmo, previsto no art. 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal/1988 e art. 8º, § 2, alínea 
g, do Decreto nº 678/1992. 
Além disso, o requerente foi forçado a realizar o teste de alcoolemia. Logo, 
trata-se de prova ilícita, nos termos do art. 157 do Código de Processo Penal, e art. 5º, 
inciso LVI, da Constituição Federal/1988. 
 
B) DO DIREITO À ADVOGADO E COMUNICAÇÃO À FAMÍLIA 
A prisão também é ilegal por ter sido negado ao requerente o direito de se 
entrevistar com advogado, bem como não permitiu comunicação com a família. 
 Isso porque, nos termos do art. 306, § 1º, do Código de Processo Penal, e 
art. 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal/1988, o preso tem direito à assistência de 
advogado. Logo, deveria a autoridade policial viabilizar a presença de advogado ou 
encaminhar a cópia dos autos à defensoria Pública. 
Além disso, a família do preso não foi imediatamente comunicada sobre 
a prisão, havendo, portanto, violação ao art. 306, caput, do Código de Processo Penal, e 
art. 5º, inciso LXII, da Constituição Federal/1988. 
 
C) DA AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO AO JUIZ COMPETENTE E À 
DEFENSORIA PÚBLICA 
A prisão também é ilegal por ausência de comunicação da prisão ao juiz 
competente, nem tampouco à Defensoria Pública. 
Isso porque, nos termos do art. 306, § 1º, do Código de Processo Penal, e art. 
5º, inciso LXII, da Constituição Federal, a prisão deveria ser comunicada imediatamente ao 
juiz competente, bem como à Defensoria Pública, no prazo de 24 horas. 
Logo, trata-se de prisão ilegal. 
 
D) DA NOTA DE CULPA 
A prisão também é ilegal falta de entrega da nota de culpa ao preso. 
 
Isso porque após o decurso de dois dias da lavratura da prisão em flagrante, 
o Delegado não havia comunicado e, portanto, encaminhado os autos ao juiz competente, 
não entregando, pois, a nota de culpa. 
Assim, houve violação do disposto no art. 306, § 2º, do Código de Processo 
Penal, que prevê que a nota de culpa deve ser entregue ao preso no prazo de 24 horas após 
a realização da prisão. 
Logo, trata-se de prisão ilegal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) O relaxamento da prisão em flagrante; 
b) Expedição do alvará de soltura; 
c) Vista ao Ministério Público. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., data... 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
Apelação do Assistente de Acusação no Procedimento do 
Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Grávida de nove meses, Ana entra em trabalho de parto, vindo dar à luz um menino saudável, o 
qual é imediatamente colocado em seu colo. Ao ter o recém-nascido em suas mãos, Ana é 
tomada por extremo furor, bradando aos gritos que seu filho era um “monstro horrível que não 
saiu de mim” e bate por seguidas vezes a cabeça da criança na parede do quarto do hospital, 
vitimando-a fatalmente. Após ser dominada pelos funcionários do hospital, Ana é presa em 
flagrante delito. 
Durante a fase de inquérito policial, foi realizado exame médico-legal, o qual atestou que Ana 
agira sob influência de estado puerperal. Posteriormente, foi denunciada, com base nas provas 
colhidas na fase inquisitorial, sobretudo o laudo do expert, perante a 1ª Vara Criminal/Tribunal 
do Júri pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado,haja vista ter sustentado o 
Parquet que Ana fora movida por motivo fútil, empregara meio cruel para a consecução do ato 
criminoso, além de se utilizar de recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Em sede de 
Alegações Finais Orais, o Promotor de Justiça reiterou os argumentos da denúncia, sustentando 
que Ana teria agido impelida por motivo fútil ao decidir matar seu filho em razão de tê-lo achado 
feio e teria empregado meio cruel ao bater a cabeça do bebê repetidas vezes contra a parede, 
além de impossibilitar a defesa da vítima, incapaz, em razão da idade, de defender-se. 
A Defensoria Pública, por sua vez, alegou que a ré não teria praticado o fato e, alternativamente, 
se o tivesse feito, não possuiria plena capacidade de autodeterminação, sendo inimputável. Ao 
proferir a sentença, o magistrado competente entendeu por bem absolver sumariamente a ré em 
razão de inimputabilidade, pois, ao tempo da ação, não seria ela inteiramente capaz de se 
autodeterminar em consequência da influência do estado puerperal. Tendo sido intimado o 
Ministério Público da decisão, em 11 de janeiro de 2011, o prazo recursal transcorreu in albis 
sem manifestação do Parquet. 
Em relação ao caso acima, você, na condição de advogado(a), é procurado pelo pai da 
vítima, Wilson, em 20 de janeiro de 2011, para habilitar-se como assistente da acusação e 
impugnar a decisão. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem 
ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, sustentando, para tanto, as 
teses jurídicas pertinentes, datando do último dia do prazo. (valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
AO JUÍZO DA 1a VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA... 
 
 
Processo nº... 
 
 
 
 
Wilson, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG..., CPF..., na 
qualidade de pai da vítima, por seu procurador infra-assinado, com procuração em anexo, 
vem respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer a sua HABILITAÇÃO 
COMO ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO, com base no art. 268 do Código de Processo Penal, 
após oitiva do Ministério Público. 
Ainda, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor o 
presente RECURSO DE APELAÇÃO, com base no art. 416 do Código de Processo Penal, 
e art. 598 do Código de Processo Penal. 
O presente recurso de apelação é tempestivo, pois interposto dentro do 
prazo de 5 dias, previsto no artigo 593 do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 31 de janeiro de 2011. 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
Apelante: Wilson 
Apelada: Ana 
 
Processo nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO 
COLENDA CÂMARA CRIMINAL 
 
 
I) DOS FATOS 
Ana foi denunciada pela prática do delito de homicídio triplamente qualificado 
pelo motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que tornou impossível a defesa da vítima. 
Ao proferir sentença, o Magistrado absolveu sumariamente a ré, sob o 
fundamento de que seria inimputável por conta do seu estado puerperal. 
Intimado da decisão no dia 11 de janeiro de 2011, o Ministério Público 
deixou transcorrer o prazo recursal. 
Em 20 de janeiro de 2011, o pai da vítima procurou o advogado para se 
habilitar como assistente da acusação e impugnar a decisão. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA 
Deve ser declarada a nulidade da sentença de absolvição sumária. 
Isso porque, nos termos do art. 415, parágrafo único, do Código de Processo 
Penal, somente seria possível a absolvição sumária pela inimputabilidade se fosse a única 
tese defensiva. No caso, além da inimputabilidade, a defesa apresentou a tese de negativa 
de autoria, ao alegar que a ré não praticou o fato imputado a ela. 
Logo, não poderia o Magistrado absolver sumariamente a ré, mas deveria 
proferir sentença de pronúncia, encaminhando-a para julgamento pelo Tribunal do Júri pela 
prática do crime de homicídio triplamente qualificado ou, alternativamente, pelo delito de 
infanticídio. 
 
B) DA INIMPUTABILIDADE 
O estado puerperal não constitui causa de inimputabilidade, ou seja, causa 
excludente de culpabilidade, mas sim elementar do crime de infanticídio, previsto no art. 
123 do Código Penal. 
Logo, não cabia ao Magistrado absolver sumariamente a ré pela 
inimputabilidade, mas proferir decisão de pronúncia pela prática do delito de homicídio 
triplamente qualificado, pelo motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou 
a defesa da vítima, ou alternativamente, pelo delito de infanticídio, previsto no art. 123 do 
Código Penal. 
 
III – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja CONHECIDO O RECURSO E REFORMADA A 
DECISÃO RECORRIDA, com o PROVIMENTO, a fim de que: 
Seja a ré pronunciada, encaminhando-a a julgamento pelo Tribunal do Júri 
pela prática do crime de homicídio triplamente qualificado, pelo motivo fútil, emprego do 
meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, nos termos do art. 121, § 2º, 
incisos II, III e IV, do Código Penal, ou, alternativamente, pelo delito de infanticídio, previsto 
no art. 123 do Código Penal. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apelação no Tribunal do Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Fernando foi pronunciado pela prática de um crime de homicídio doloso consumado que teve 
como vítima Henrique. No dia 07 de julho de 2015, numa terça-feira, em sessão plenária do 
Tribunal do Júri, todas as testemunhas asseguraram que Henrique iniciou agressões contra 
Fernando e que este agiu em legítima defesa. No momento do julgamento, os jurados 
reconheceram a autoria e materialidade e optaram por condenar Fernando pela prática do delito 
de homicídio doloso. Após a prolação da sentença condenatória, que impôs ao réu a pena de 06 
(seis) anos, em regime semiaberto, a família de Fernando toma conhecimento de que dois dos 
jurados que atuaram no julgamento eram irmãos. A intimação da sentença ocorreu na sessão 
plenária. Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem ser inferidas do 
caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de Habeas corpus, no último dia 
do prazo para interposição, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
AO JUÍZO PRESIDENTE DA VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA... 
 
 
Processo nº... 
 
 
 
 
FERNANDO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
interpor o presente RECURSO DE APELAÇÃO, com base no artigo 593, inciso III, “a” e “d”, 
do Código de Processo Penal. 
Assim, requer seja recebido e processado o recurso, já com as razões 
anexas, remetendo-se os autos ao Tribunal de Justiça do Estado... 
O presente recurso de apelação é tempestivo, já que interposto dentro do 
prazo de 5 dias, previsto no artigo 593, “caput”, do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 31 de janeiro de 2011. 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
Apelante: Fernando 
Apelada: Ministério Público 
 
Processo nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO 
COLENDA CÂMARA CRIMINAL 
 
 
I) DOS FATOS 
O réu foi denunciado e pronunciado pela prática do crime de homicídio 
doloso. 
Durante a sessão plenária do Júri, todas as testemunhas disseram quesocial, publicando postagem alusiva à comemoração em seu perfil pessoal, para 
todos os seus contatos. 
Helena, vizinha e ex-namorada de Enrico, que também possui perfil na referida rede social e está 
adicionada nos contatos de seu ex, soube, assim, da festa e do motivo da comemoração. Então, 
de seu computador pessoal, instalado em sua residência, um prédio na praia de Icaraí, em 
Niterói, publicou na rede social uma mensagem no perfil pessoal de Enrico. 
Naquele momento, Helena, com o intuito de ofender o ex-namorado, publicou o seguinte 
comentário: “não sei o motivo da comemoração, já que Enrico não passa de um idiota, bêbado, 
irresponsável e sem vergonha!”, e, com o propósito de prejudicar Enrico perante seus colegas 
de trabalho e atingir sua reputação acrescentou, ainda, “ele trabalha todo dia embriagado! No 
dia 10 do mês passado, ele cambaleava bêbado pelas ruas do Rio, inclusive, estava tão bêbado 
no horário do expediente que a empresa em que trabalha teve que chamar uma ambulância para 
socorrê-lo!”. 
Imediatamente, Enrico, que estava em seu apartamento e conectado à rede social por meio de 
seu tablet, recebeu a mensagem e visualizou a publicação com os comentários ofensivos de 
Helena em seu perfil pessoal. 
Enrico, mortificado, não sabia o que dizer aos amigos, em especial a Carlos, Miguel e Ramirez, 
que estavam ao seu lado naquele instante. Muito envergonhado, Enrico tentou disfarçar o 
constrangimento sofrido, mas perdeu todo o seu entusiasmo, e a festa comemorativa deixou de 
ser realizada. No dia seguinte, Enrico procurou a Delegacia de Polícia Especializada em 
Repressão aos Crimes de Informática e narrou os fatos à autoridade policial, entregando o 
conteúdo impresso da mensagem ofensiva e a página da rede social na Internet onde ela poderia 
ser visualizada. Passados cinco meses da data dos fatos, Enrico procurou seu escritório de 
advocacia e narrou os fatos acima. Você, na qualidade de advogado de Enrico, deve assisti-lo. 
Informa-se que a cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, possui Varas Criminais e 
Juizados Especiais Criminais. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de “habeas 
corpus”, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes, datando-a no último dia do prazo. 
(Valor: 5,00) 
 
A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. 
 
Resposta à Acusação 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXV EXAME 
 
Enunciado 
 
Patrick, nascido em 4-6-1960, tio de Natália, jovem de 18 anos, estava na varanda de sua casa 
em Araruama, em 5-3-2017, no interior do Estado do Rio de Janeiro, quando vê o namorado de 
sua sobrinha, Lauro, agredindo-a de maneira violenta, em razão de ciúmes. 
Verificando o risco que sua sobrinha corria com a agressão, Patrick gritou com Lauro, que não 
parou de agredi-la. Patrick não tinha outra forma de intervir, porque estava com uma perna 
enfaixada devido a um acidente de trânsito. 
Ao ver que as agressões não cessavam, foi até o interior de sua residência e pegou uma arma 
de fogo, de uso permitido, que mantinha no imóvel, devidamente registrada, tendo ele 
autorização para tanto. Com intenção de causar lesão corporal que garantisse a debilidade 
permanente de membro de Lauro, apertou o gatilho para efetuar disparo na direção de sua perna. 
Por circunstâncias alheias à vontade de Patrick, a arma não funcionou, mas o barulho da arma 
de fogo causou temor em Lauro, que empreendeu fuga e compareceu à Delegacia para narrar a 
conduta de Patrick. 
Após meses de investigações, com oitiva dos envolvidos e das testemunhas presenciais do fato, 
quais sejam, Natália, Maria e José, estes dois últimos sendo vizinhos que conversavam no portão 
da residência, o inquérito foi concluído, e o Ministério Público ofereceu denúncia, perante o juízo 
competente, em face de Patrick como incurso nas sanções penais do art. 129, § 1º, inciso III, c/c. 
o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. Juntamente com a denúncia, vieram as principais 
peças que constavam do inquérito, inclusive a Folha de Antecedentes Criminais, na qual 
constava outra anotação por ação penal em curso pela suposta prática do crime do art. 168 do 
Código Penal, bem como o laudo de exame pericial na arma de Patrick apreendida, o qual 
concluiu pela total incapacidade de efetuar disparos. 
Em busca do cumprimento do mandado de citação, o oficial de justiça comparece à residência 
de Patrick e verifica que o imóvel se encontrava trancado. Apenas em razão desse único 
comparecimento no dia 26-2-2018, certifica que o réu estava se ocultando para não ser citado e 
realiza, no dia seguinte, citação por hora certa, juntando o resultado do mandado de citação e 
intimação para defesa aos autos no mesmo dia. Maria, vizinha que presenciou a conduta do 
oficial de justiça, se assusta e liga para o advogado de Patrick, informando o ocorrido e 
esclarecendo que ele se encontra trabalhando e ficará embarcado por 15 dias. O advogado entra 
em contato com Patrick por e-mail e este apenas consegue encaminhar uma procuração para 
adoção das medidas cabíveis, fazendo uma pequena síntese do ocorrido por escrito. 
Considerando a situação narrada, apresente, na qualidade do advogado de Patrick, a peça 
jurídica cabível, diferente do habeas corpus, apresentando todas as teses jurídicas de 
direito material e processual pertinentes. A peça deverá ser datada do último dia do prazo. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
Memoriais 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVI EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Em 03 de outubro de 2016, na cidade de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, Lauro, 33 anos, 
que é obcecado por Maria, estagiária de uma outra empresa que está situada no mesmo prédio 
em que fica o seu local de trabalho, não mais aceitando a rejeição dela, decidiu que a obrigaria 
a manter relações sexuais com ele, independentemente da sua concordância. 
Confiante em sua decisão, resolveu adquirir arma de fogo de uso permitido, considerando que 
tinha autorização para tanto, e a registrou, tornando-a regular. Precisando que alguém o 
substituísse no local do trabalho no dia do crime, narrou sua intenção criminosa para José, 
melhor amigo com quem trabalha, assegurando-lhe que comprou a arma exclusivamente para 
ameaçar Maria a manter com ele conjunção carnal, mas que não a lesionaria de forma alguma. 
Ainda esclareceu a José, que alugara um quarto em um hotel e comprara uma mordaça para 
evitar que Maria gritasse e os fatos fossem descobertos. Quando Lauro saía de casa, em seu 
carro, para encontrar Maria, foi surpreendido por viatura da Polícia Militar, que havia sido alertada 
por José sobre o crime prestes a acontecer, sendo efetuada a prisão de Lauro em flagrante. Em 
sede policial, Maria foi ouvida, afirmando, apesar de não apresentar documentos, que tinha 17 
anos e que Lauro sempre manteve comportamento estranho com ela, razão pela qual tinha 
interesse em ver o autor dos fatos responsabilizado criminalmente. 
Após receber os autos e considerando que o detido possuía autorização para portar arma de 
fogo, o Ministério Público denunciou Lauro apenas pela prática do crime de estupro qualificado, 
previsto no Art. 213, §1º c/c Art. 14, inciso II, c/c Art. 61, inciso II, alínea f, todos do Código Penal. 
O processo teve regular prosseguimento, mas, em razão da demora para realização da instrução, 
Lauro foi colocado em liberdade. Na audiência de instrução e julgamento, a vítima Maria foi 
ouvida, confirmou suas declarações em sede policial, disse que tinha 17 anos, apesar de ter 
esquecido seu documento de identificação para confirmar,a 
vítima iniciou as agressões e que o réu agiu em legítima defesa. 
Os jurados decidiram pela condenação do réu. 
O Magistrado fixou a pena em 06 (seis) anos, em regime semiaberto. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE POSTERIOR À PRONÚNCIA 
O julgamento perante o plenário do júri deve ser anulado, por violação do 
disposto no artigo 448, IV, do Código de Processo Penal. 
Isso porque, após a sessão plenária, a família do réu tomou conhecimento de 
que dois dos jurados que atuaram no julgamento eram irmãos. E, nos termos do artigo 448, 
inciso IV, do Código de Processo Penal, irmãos são impedidos de servirem de jurados no 
mesmo Conselho de Sentença. 
Logo, considerando que dois dos jurados eram irmãos, deve ser anulada a 
sessão do plenário do Júri, nos termos do artigo 593, inciso III, “a”, do Código de Processo 
Penal. 
 
B) DA DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS 
A decisão dos jurados foi manifestamente contrária à prova dos autos, 
devendo ser o réu submetido a novo julgamento, nos termos do artigo 593, § 3º, do Código 
de Processo Penal. 
Isso porque os jurados reconheceram a autoria e a materialidade e optaram 
por condenar o réu pela prática do delito de homicídio doloso, mesmo tendo todas as 
testemunhas assegurado que a vítima iniciou as agressões contra Fernando e que este 
agiu em legítima defesa. 
Logo, a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, 
devendo o presente recurso ser provido, a fim de sujeitar o réu a novo julgamento, nos 
termos do artigo 593, § 3º, do Código de Processo Penal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o recurso, com a reforma da 
decisão, a fim de que: 
a) Seja anulada a sessão do plenário do Júri, nos termos do artigo 593, 
III, “a”, do Código de Processo Penal; 
b) Seja o réu submetido a novo julgamento pelo plenário da Sessão do 
Júri, nos termos do artigo 593, § 3º, do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
 
Local..., 13 de julho de 2015. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embargos Infringentes 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante 
preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide 
ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a 
referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo 
e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, 
conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após 
o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos 
sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, inciso I parte final, ambos do CP). 
Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que 
poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar 
para o trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos 
processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz 
competente, em decisão devidamente fundamentada, decidiu pronunciar Jerusa pelo crime 
apontado na inicial acusatória. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso em sentido estrito, 
ao qual, por maioria, foi julgado improvido pela 2ª Câmara Criminal. Atento ao caso apresentado 
e tendo como base apenas os elementos fornecidos, elabore a peça cabível, adotando os 
argumentos pertinentes. 
A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua. (valor: 5,00). 
 
 
 
AO DOUTOR DESEMBARGADOR RELATOR DO ACÓRDÃO DA 2a CÂMARA CRIMINAL 
DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
 
Processo nº... 
 
 
 
JERUSA, já qualificada nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor o 
presente RECURSO DE EMBARGOS INFRINGENTES, com base no art. 609, parágrafo 
único, do Código de Processo Penal, requerendo seja recebido e processado. 
O presente recurso é tempestivo, pois oposto dentro do prazo de 10 dias, 
previsto no artigo 609, parágrafo único, do Código de Processo Penal. 
 
 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
Embargante: Jerusa 
Embargado: Ministério Público 
Autos nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE EMBARGOS INFRINGENTES 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
COLENDA CÂMARA CRIMINAL 
 
I) DOS FATOS 
A embargante foi denunciada pela prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual. 
O Juiz pronunciou a embargante pelo delito descrito na denúncia. Contra 
essa decisão, a defesa interpôs recurso em sentido estrito, que, por maioria, foi julgado 
improvido pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. 
 
II) DO DIREITO 
A embargante não praticou crime doloso contra a vida, razão pela qual devem 
os autos ser remetidos ao juízo competente, nos termos do artigo 419 do Código de 
Processo Penal. 
Isso porque a embargante em nenhum momento assumiu o risco de causar a 
morte de Diogo, nem aceitou o resultado morte da vítima, tanto que conduzia o seu veículo 
respeitando o limite de velocidade. 
Nesse sentido, a conduta da recorrente se enquadra, em tese, no art. 302 do 
Código de Trânsito Brasileiro, razão pela qual deve responder pela prática, em tese, de 
homicídio culposo na condução de veículo automotor, devendo haver, portanto, a 
desclassificação e remessa do presente feito ao juízo competente, nos termos do art. 419 
do Código de Processo Penal. 
 
III – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o recurso, com a reforma do 
acórdão, a fim de que: 
a) Seja desclassificado o delito de homicídio simples doloso para o delito de 
homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no art. 302 da Lei nº 
9.503/1997, encaminhando-se os autos para o Juízo competente, nos termos do art. 419 
do Código de Processo Penal. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recurso Ordinário Constitucional 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Durante investigação para apurar a prática de roubos a agências bancárias ocorridos em Volta 
Redonda/RJ, agentes da polícia civil, embora desconfiados que Pedro Rocha estivesse 
envolvido nos crimes, não conseguiram reunir provas suficientes para apontá-lo como um dos 
assaltantes de banco. Diante disso, o Delegado de Polícia orientou um dos policiais a passar a 
frequentar os mesmos lugares do investigado Pedro Rocha para com ele estabelecer relação de 
confiança. Ao manter reiterados contatos com Pedro Rocha, o agente policial disfarçado 
convence o investigado a com ele praticar um roubo em determinada agência bancária. Diante 
disso, no dia 15 de outubro de 2021, previamente engendrados, o policial disfarçado e o 
investigado dirigem-se ao banco e, no instante em que ingressaram na agência bancária e 
anunciaram o assalto, diversos policiais, que monitoravam toda a ação, prenderam Pedro Rocha 
em flagrante, sob a acusação da prática do crime de roubo majorado tentado. Ao final, o 
Delegado de Polícia lavrou o auto de prisão em flagrante, observando todas as formalidades 
legais, e encaminhou à autoridade judiciária. Durante a audiência de custódia, após ouvir o 
flagrado, o Magistrado, acolhendo requerimento do MinistérioPúblico, converteu a prisão em 
flagrante em prisão preventiva, com base no art. 310, inciso II, do Código de Processo Penal. 
Irresignado, Pedro Rocha, por meio do seu advogado(a), impetrou Habeas corpus, que foi 
denegado, por maioria dos votos, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo 
caso concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Pedro Rocha, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado(a), no que tange à liberdade de seu cliente. (valor: 5,00) 
 
 
 
 
 
AO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO 
ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
PEDRO ROCHA, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, 
interpor o presente RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL, com base no art. 105, 
inciso II, a, da Constituição Federal/1988, combinado com os arts. 30 e 32, ambos da Lei 
nº 8.038/1990, requerendo seja o recurso recebido e processado e, ao final, remetido ao 
Superior Tribunal de Justiça. 
O presente recurso é tempestivo, pois interposto dentro do prazo de 5 dias, 
previsto no artigo 30 da Lei 8.038/90. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
 
Recorrente/Impetrante: Pedro Rocha 
Recorrido: Ministério Público 
Autos nº... 
 
RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL 
 
EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
COLENDA TURMA 
 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi preso em flagrante, acusado de ter praticado, em tese, o 
delito de roubo majorado tentado. 
O auto de prisão em flagrante foi lavrado e encaminhado à autoridade 
judiciária, que converteu em prisão preventiva. 
O recorrente impetrou habeas corpus, que, por maioria, foi denegado pelo 
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 
 
II) DO DIREITO 
A) DO FLAGRANTE PREPARADO/PROVOCADO 
A prisão em flagrante do recorrente foi ilegal, uma vez que se trata de flagrante 
provocado ou preparado, conforme a Súmula 145 do Supremo Tribunal Federal. 
Isso porque um policial disfarçado convenceu o requerente a ingressar na 
agência bancária e anunciar o assalto, momento em que foi preso em flagrante, 
caracterizando o chamado flagrante preparado ou provocado, conforme prevê a Súmula 
145 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual quando a preparação do flagrante pela 
polícia torna impossível a sua consumação. 
Assim, em se tratando de flagrante preparado e crime impossível, previsto no 
art. 17 do Código Penal, verifica-se que a prisão é ilegal, devendo ser relaxada. 
 
III – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o recurso, com a 
consequente reforma do acórdão recorrido, para o fim de que seja concedido o habeas 
corpus e relaxada a prisão em flagrante do recorrente, com a expedição do alvará de 
soltura. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Liberdade Provisória 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 15 de janeiro de 2022, por volta das 14 horas, na Rua das Mocas, nº 2000, São Paulo/SP, 
Josué da Silva foi preso em flagrante pela prática do delito de receptação, previsto no art. 180, 
caput, do Código Penal, acusado de estar conduzindo veículo automotor que sabia ser produto 
de crime. Ao ser interrogado, Josué disse que era trabalhador e que tinha carteira de trabalho, 
embora estivesse, na ocasião, desempregado. Ao analisar a folha de antecedentes criminais de 
Josué, a autoridade policial constatou que o flagrado respondia a processo pelo delito de furto. 
Diante dessa anotação na Folha de Antecedentes Criminais de Josué, a autoridade policial 
representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, afirmando que existiria risco 
concreto para a ordem pública, pois o indiciado possuía outros envolvimentos com o aparato 
judicial. 
Você, como advogado(a) indicado por Josué, é comunicado da ocorrência da prisão em 
flagrante, além de tomar conhecimento da representação formulada pelo Delegado. Da mesma 
forma, o comunicado de prisão já foi encaminhado para o Ministério Público e para o magistrado, 
sendo todas as legalidades da prisão em flagrante observadas. O juiz recebeu o auto de prisão 
em flagrante, deixando para se manifestar na audiência de custódia. Josué, no entanto, 
desesperado com a situação disse para você, na condição de advogado (a), buscar soltá-lo o 
mais rápido possível, antes mesmo da designação da audiência de custódia. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo 
caso concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Josué, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado, em favor do seu cliente, apontando os argumentos e fundamentos 
jurídicos pertinentes ao caso. (Valor: 5,00) 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA ...VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP 
 
Autos nº... 
 
 
 
 
Josué da silva, nacionalidade, estado civil, desempregado, RG..., CPF..., 
residente e domiciliado..., por seu procurador infra-assinado, com procuração em anexo, 
vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer a presente LIBERDADE 
PROVISÓRIA, com base no art. 310, inciso III, do Código de Processo Penal, art. 321 do 
Código de Processo Penal e art. 5º, LXVI, da Constituição Federal/1988, pelos fatos e 
fundamentos a seguir expostos: 
 
I) DOS FATOS 
O requerente foi preso em flagrante, acusado de ter praticado o delito de 
receptação, previsto no art. 180, caput, do Código Penal. 
O auto de prisão em flagrante observou todas as formalidades e foi 
encaminhado, no prazo legal, ao Poder Judiciário. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA IMPOSSIBILIDADE DE CONVERSÃO DA PRISÃO EM 
FLAGRANTE EM PRISÃO PREVENTIVA 
Não cabe a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, devendo 
ser concedida a liberdade provisória, conforme prevê o artigo 310, III, do Código de Processo 
Penal. 
Isso porque, nos termos do art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal, 
se o acusado não for reincidente em crime doloso, somente será admitida a prisão preventiva 
nos crimes dolosos punidos com pena máxima privativa de liberdade superior a quatro anos. 
No caso, considerando que o acusado não é reincidente e o crime de 
receptação simples prevê a pena máxima de quatro anos, não é possível a conversão da 
prisão em flagrante em prisão preventiva, já que não estão presentes nenhuma das hipóteses 
do art. 313 do Código de Processo Penal. 
Diante disso, a medida cabível é a concessão da liberdade provisória. 
 
B) DA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DA PRISÃO PREVENTIVA 
Deve ser concedida a liberdade provisória, uma vez que não estão presentes 
os requisitos que autorizam a prisão preventiva, previstos no artigo 312 do Código de 
Processo Penal. 
Isso porque o requerente é primário, além de ser trabalhador, embora esteja 
desempregado. Logo, não representa perigo à ordem pública, ordem econômica, à 
conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal, estando, portanto, ausentes os 
fundamentos do art. 312 do Código de Processo Penal. 
Assim, deve-se conceder a liberdade provisória, nos termos do art. 321 do 
Código de Processo Penal. 
 
C) DO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA 
Convém destacar que prevalece no nosso ordenamento jurídico o princípio da 
presunção da inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal/1988, razão 
pela qual deve o requerente responder a eventual procedimento criminal em liberdade. 
 
D) DA FIANÇA OU MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO 
Na hipótese de não ser concedida a liberdade plena, cabe, no caso, a 
concessão de fiança ao requerente. 
Isso porque o delito pelo qual está sendo acusado não se enquadra nas 
hipóteses de inafiançabilidade previstas nos arts. 323 e 324, ambos do Código de Processo 
Penal.Em não sendo fixada fiança, postula-se, ainda de forma subsidiária, a fixação 
de outra medida cautelar diversa da prisão, prevista no art. 319 do Código de Processo 
Penal, por ser tratar de medida mais conveniente e adequada do que a conversão da prisão 
em flagrante em prisão preventiva, nos termos do art. 282 do Código de Processo Penal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) a concessão da liberdade provisória, a fim de que possa responder eventual 
processo em liberdade; 
b) Subsidiariamente, requer seja concedida a fiança ou outra medida cautelar 
diversa da prisão; 
c) Expedição de alvará de soltura; 
d) Vista ao Ministério Público. 
 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., e data. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
Revogação da Prisão Preventiva 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 29 de setembro de 2014, Paulo Dantas foi encontrado morto na sua residência, localizada 
no Município de Petrópolis/RJ. Ao longo da investigação, a partir das declarações da testemunha 
Marieta Lemos, a autoridade policial passou a suspeitar que Cláudio Valentino tenha sido o autor 
do delito. Na ocasião, Marieta Lemos disse ter recebido mensagem de texto enviada por Cláudio, 
em tom ameaçador, no sentido de que seria melhor ela não testemunhar, para evitar problemas 
a ela e à sua família. Em razão disso, a autoridade policial representou pela prisão preventiva de 
Cláudio, anexando na representação as mensagens enviadas pelo acusado. O Magistrado 
decretou a prisão preventiva, em despacho motivado, aduzindo, como razão de decidir, a 
conveniência da instrução criminal, sendo o mandado de prisão cumprido. Após a conclusão do 
inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Cláudio, imputando-lhe a prática 
de crime de homicídio, previsto no art. 121, “caput”, do Código Penal. Durante a audiência de 
instrução, após ser ouvida sobre os fatos relacionados à morte de Paulo, Marieta disse que a 
ameaça sofrida foi a única proferida por Cláudio. Diante do avançado da hora, o Magistrado 
suspendeu a audiência e designou outra data para oitiva de uma testemunha de defesa faltante 
e interrogatório do réu. Insatisfeito com a atuação do seu antigo defensor, já que ainda estava 
preso, Cláudio contrata você para defendê-lo. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo 
caso concreto acima, na qualidade de advogado (a) de Cláudio Valentino, redija a peça 
cabível, exclusiva de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, alegando para 
tanto toda a matéria de direito pertinente ao caso. (Valor: 5,00) 
 
 
 
AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE 
PETRÓPOLIS/RJ 
 
Autos nº 
 
 
 
CLÁUDIO VALENTINO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-
assinado, como procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa 
Excelência, requerer a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, com base no art. 316 
do Código de Processo Penal, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. 
 
I) DOS FATOS 
No dia 29 de setembro de 2014, Paulo Dantas foi encontrado morto na sua 
residência. 
O requerente teve a sua prisão preventiva decretada, sob o fundamento da 
conveniência da instrução criminal. 
O Ministério Público denunciou o requerente pela prática do delito previsto no 
art. 121, caput, do Código Penal. 
A testemunha Marieta foi ouvida em juízo e diante do avançado da hora, o 
Magistrado suspendeu a audiência e designou outra data para inquirição da testemunha de 
defesa faltante e interrogatório do réu. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS QUE AUTORIZAM A PRISÃO 
PREVENTIVA 
No caso, a revogação da prisão preventiva é medida que se impõe, pois não 
mais subsiste o motivo que o levou o juiz a decretá-la. 
Conforme se verifica, o Magistrado decretou a prisão preventiva por 
conveniência da instrução criminal. Todavia, a testemunha Marieta foi ouvida em juízo e 
disse não ter sido mais ameaçada ao longo da instrução criminal. 
Todavia, a testemunha Marieta foi ouvida em juízo e disse não ter sido mais 
ameaçada ao longo da instrução criminal. Assim, o motivo que ensejou a prisão do 
requerente não mais subsiste, uma vez que a testemunha já prestou declarações em juízo. 
Logo, não subsiste nenhum fundamento para a manutenção da prisão preventiva 
do requerente, já que não representa perigo à ordem pública, à ordem econômica, à 
conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal, estando, portanto, ausentes os 
pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. 
 
B) DO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA 
Convém destacar que prevalece no nosso ordenamento jurídico o princípio da 
presunção da inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal/1988. 
Logo, o requerente faz jus a responder ao processo em liberdade. 
 
C) DA MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO 
Da mesma forma, em não sendo concedida a liberdade plena, possível a 
fixação de medida cautelar diversa da prisão, prevista no art. 319 do Código de Processo 
Penal, por se tratar de medida mais conveniente e adequada ao caso, nos termos do art. 282 
do Código de Processo Penal. 
Nesse caso, a medida cautelar diversa da prisão mais adequada seria a 
proibição de o réu manter contato com a testemunha, o que desde logo se compromete, nos 
termos do art. 319, III, do Código de Processo Penal. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) A revogação da prisão preventiva, com expedição do alvará de 
soltura; 
b) Subsidiariamente, a concessão de medida cautelar diversa da prisão. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local... e data... 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
Defesa Preliminar – Funcionário Público 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Wilson Ferdinando, funcionário público municipal, que exerce a função de motorista, após o 
encerramento do expediente, resolveu utilizar o carro da Prefeitura para levar a esposa até o 
Posto de Saúde do Município vizinho, distante 15 Km do município onde trabalha. Duas horas 
depois, após encher o tanque de gasolina, Wilson devolve o automóvel no mesmo lugar em que 
o havia retirado. Ao analisarem as câmeras de segurança do Prédio Municipal, guardas 
municipais perceberam a ação de Wilson, relatando o fato e dando ensejo a instauração de 
procedimento administrativo disciplinar. O acusado foi interrogado, confessando que, de fato, 
utilizou o veículo sem autorização, mas que sua intenção era devolvê-lo logo em seguida, como 
demonstraram as imagens constantes no procedimento. Ao final da instrução do procedimento 
administrativo, concluiu-se que Wilson praticou falta disciplinar, sendo encaminhada cópia dos 
autos ao Ministério Público. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Wilson pela prática 
do delito de peculato, previsto no art. 312, caput, do Código Penal. Wilson foi notificado no dia 
03 de junho de 2016, sexta-feira. 
Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia 
do prazo para oferecimento, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
 
 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA... 
 
 
 
Wilson Ferdinando, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-
assinado, com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa 
Excelência, apresentar DEFESA PRELIMINAR, com base no art. 514 do Código de Processo 
Penal, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente defesa preliminar é tempestiva, já que apresentada dentro do 
prazo de 15 dias, previsto no artigo 514 do Código de Processo Penal. 
 
II) DOS FATOS 
O réu foi denunciado pela prática do crime de peculato, previsto no art. 312, 
caput, do Código Penal, porque teria utilizado, sem autorização,o veículo do Município. 
O réu foi notificado no dia 03 de junho de 2016. 
 
III) DO DIREITO 
A) DA AUSÊNCIA DE DOLO OU PECULATO DE USO 
Deve ser rejeitada a denúncia, por falta de condição da ação, nos termos do 
artigo 395, II, do Código de Processo Penal, diante da ausência de dolo de se apropriar do 
veículo. 
Isso porque o réu não tinha dolo de se apropriar, desviar ou subtrair o veículo, 
tanto que, após encher o tanque de gasolina, devolveu-o no mesmo local que pegou e nas 
mesmas condições, caracterizando, no caso, peculato de uso, sendo atípica sua conduta. 
No caso, o réu pretendia, apenas, utilizar o veículo para levar sua esposa até 
o Posto de Saúde do Município vizinho e depois devolvê-lo no mesmo lugar que retirou. 
Assim, não há que se falar em peculato-apropriação, peculato-desvio ou peculato-furto. 
Diante disso, por se tratar de fato atípico, deve a denúncia ser rejeitada, nos 
termos do art. 395, inciso II, do Código de Processo Penal. 
 
IV – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer o réu seja a denúncia rejeitada, com base no art. 395, 
inciso II, do Código de Processo Penal. 
 
 
 
Local..., 20 de junho de 2016. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Defesa Preliminar – Lei de Drogas 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
No dia 25 de janeiro de 2015, Roniquito Vieira foi abordado por policiais, acusado de estar 
portando 02 gramas de maconha. Após constatar por sua experiência profissional que 
efetivamente se tratava de cannabis sativa, o policial deu voz de prisão em flagrante, 
encaminhando Roniquito à Delegacia de Polícia. Durante a lavratura da prisão em flagrante, 
verificou-se que Roniquito não registrava procedimento policial em seu desfavor. Ao final, a 
autoridade policial indiciou Roniquito como incurso no crime tráfico ilícito de entorpecentes, 
previsto no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Ao longo do procedimento policial, Roniquito negou 
ser traficante, reconhecendo, contudo, ser dependente químico, já tendo sido, inclusive, 
internado para tratamento, o que foi confirmado por Joaquim e Manuel, responsáveis pela Clínica 
de Tratamento. Após o encerramento do procedimento policial, o Ministério Público ofereceu 
denúncia contra Roniquito, imputando-lhe a prática do delito do art. 33, caput, da Lei nº 
11.343/2006. O Magistrado determinou a notificação de Roniquito, que ocorreu no dia 03 de 
junho de 2016, que caiu numa sexta-feira. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Roniquito, redija a peça cabível, exclusiva de 
advogado, invocando todos os argumentos em favor de seu constituinte, datando a peça no 
último dia do prazo. (valor: 5,00) 
 
 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA... 
 
Processo nº 
 
Roniquito Vieira, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, 
com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, oferecer 
DEFESA PRELIMINAR, com base no art. 55 da Lei nº 11.343/2006, pelos fatos e 
fundamentos a seguir expostos. 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente defesa preliminar é tempestiva, já que apresentada dentro do 
prazo de 15 dias, previsto no artigo 55 da Lei 11.343/2006. 
 
II) DOS FATOS 
O Ministério Público ofereceu denúncia imputando ao réu a prática do delito 
do art. 33 da Lei nº 11.343/2006. 
O réu foi notificado. 
 
III) DO DIREITO 
A) DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA 
A denúncia deve ser rejeitada, em face da incidência do princípio da 
insignificância, sendo atípica a conduta do réu. 
Isso porque o réu foi flagrado portando 02 gramas de maconha, pequena 
quantidade de droga incapaz de ofender à coletividade ou à saúde pública. Logo, o fato é 
materialmente atípico, incidindo, no caso, o princípio da insignificância. 
Logo, deve ser rejeitada a denúncia, com base no art. 395, inciso II, do Código 
de Processo Penal. 
 
B) DA AUSÊNCIA DE MATERIALIDADE 
A denúncia deve ser rejeitada, já que ausente a justa causa. 
Isso porque a natureza da substância supostamente apreendida em poder do 
réu foi atestada a partir da experiência profissional do policial que realizou a prisão em 
flagrante. Logo, não há registro de que tenha sido realizado o laudo de constatação 
preliminar da natureza da substância, nos termos do art. 50, § 1º, da Lei nº 11.343/2006. 
Diante disso, não há prova da materialidade do delito, devendo a denúncia ser 
rejeitada, por ausência de justa causa, com base no art. 395, inciso III, do Código de 
Processo Penal. 
 
C) DA DESCLASSIFICAÇÃO PARA O DELITO DO ARTIGO 28 DA LEI 
11.343/2006 
O Ministério Público denunciou o réu pela prática do delito de tráfico ilícito de 
entorpecentes. Todavia, deve ser desclassificado o crime de tráfico de drogas para o delito 
previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/2006. 
O réu, perante a autoridade policial, disse não ser traficante, reconhecendo 
ser dependente de substância entorpecente, tendo sido, inclusive, internado para 
tratamento de dependência química, o que foi confirmado por Manuel e Joaquim, 
responsáveis pela Clínica de Tratamento. 
Além disso, o réu não registra contra si nenhuma ocorrência policial. 
Assim, nos termos do art. 28, § 2º, da Lei nº 11.343/2006, considerando a 
pequena quantidade de droga apreendida, as condições pessoais. 
 
IV – DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer: 
a) A rejeição da denúncia, pela atipicidade da conduta, com base no artigo 
395, inciso II, do Código de Processo Penal; 
b) A rejeição da denúncia, pela ausência de materialidade, com base no 
artigo 395, inciso III, do Código de Processo Penal; 
c) Seja desclassificado o crime previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006 para 
o delito do artigo 28 da Lei 11.343/2006, remetendo-se os autos ao Juizado Especial 
Criminal; 
d) A produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente a 
testemunhal, conforme rol abaixo. 
 
ROL DE TESTEMUNHAS: 
a) Joaquim 
b) Manuel 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento, 
 
Local..., 15 de junho de 2016. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carta Testemunhável 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante 
preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide 
ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a 
referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo 
e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, 
conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após 
o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos 
sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do CP). 
Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que 
poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar 
para o trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos 
processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz 
competente, em decisão devidamente fundamentada, decidiu pronunciar Jerusa pelo crime 
apontado na inicial acusatória. O advogado de Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de 
agosto de 2013 (sexta-feira). Contra essa decisão, a defesa interpôs, no dia 09 de agosto de 
2013, recurso em sentido estrito. Ao proceder ao juízo de admissibilidade, o Magistrado não 
recebeuo recurso, sob o fundamento de que foi interposto de forma intempestiva, já que, 
considerando o dia de início 02 de agosto de 2013, o prazo venceu no dia 06 de agosto de 2013. 
Atento ao caso apresentado e tendo como base apenas os elementos fornecidos, elabore 
o recurso cabível, instruindo-o com a cópia integral do processo. (valor: 5,00) 
 
AO ESCRIVÃO DO CARTÓRIO DA ... VARA CRIMINAL DO TRIBUNAL DO JÚRI DA 
COMARCA ... 
 
Processo nº 
 
 
JERUSA, já qualificada nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria, interpor o 
presente recurso de CARTA TESTEMUNHÁVEL, com base no art. 639, I, do Código de 
Processo Penal, requerendo seja recebido e processado, pelos fatos e fundamentos 
expostos nas razões inclusas. 
Diante disso, requer seja procedido o juízo de retratação, com base no art. 
589 do Código de Processo Penal, requerendo, se mantida a decisão, seja encaminhado ao 
Tribunal de Justiça do Estado... 
O presente recurso é tempestivo, pois interposto dentro do prazo de 48 horas, 
previsto no artigo 640 do Código de Processo Penal. 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local... data... 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
Testemunhante/recorrente: Jerusa 
Testemunhado/recorrido: Ministério Público 
 
Processo nº ... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE CARTA TESTEMUNHÁVEL 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado... 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O Ministério Público ofereceu denúncia contra a recorrente Jerusa, 
imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso simples, na modalidade dolo eventual 
(art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do Código Penal). 
Finda a instrução probatória, o juiz competente, em decisão devidamente 
fundamentada, decidiu pronunciar Jerusa pelo crime apontado na inicial acusatória. 
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso em sentido estrito, que não foi 
recebido pelo Magistrado, sob o fundamento de que é intempestivo. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA CARTA TESTEMUNHÁVEL/DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
DENEGADO 
O Magistrado não recebeu o recurso, sob o fundamento de que seria 
intempestivo, já que a data fatal, segundo sua decisão, seria o dia 06 de agosto de 2013. 
Todavia, como se trata de prazo processual, o termo inicial para a contagem 
do prazo do recurso é o primeiro dia útil após a intimação, nos termos do art. 798 do Código 
de Processo Penal. 
Assim, considerando que a intimação ocorreu no dia 02 de agosto de 2013, 
que caiu numa sexta-feira, o prazo recursal começou a correr no primeiro dia útil, segunda-
feira, qual seja, 05 de agosto de 2013, vencendo no dia 09 de agosto de 2013. 
Logo, requer o testemunhante seja recebido o recurso em sentido estrito 
denegado, pois interposto dentro do prazo previsto em lei. 
 
B) DA DESCLASSIFICAÇÃO 
Estando o presente recurso suficientemente instruído, verifica-se a 
possibilidade de analisar o mérito do recurso denegado, nos termos do art. 644 do Código 
de Processo Penal. 
A recorrente foi acusada de, na condução do seu veículo, ter causado a morte 
de Diogo, que conduzia sua motocicleta em alta velocidade, sendo denunciada e 
pronunciada pela prática do delito de homicídio doloso simples, na modalidade dolo eventual 
(art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do CP). 
Todavia, a recorrente em nenhum momento assumiu o risco de causar a morte 
de Diogo, nem aceitou o resultado morte da vítima. Ou seja, a recorrente não agiu com dolo, 
uma vez que não assumiu o risco nem aceitou o resultado morte, conforme prevê o art. 18, I 
(parte final), do Código Penal, que adotou, em relação ao dolo eventual, a teoria do 
consentimento. 
Nesse sentido, o fato atribuído à recorrente deveria, em tese, ser classificado 
como homicídio culposo na condução de veículo automotor, previsto no art. 302 do Código 
de Trânsito Brasileiro. 
Em consequência, não havendo crime doloso contra a vida, o Tribunal do Júri 
não é competente para julgar o processo, razão pela qual deve ocorrer a desclassificação do 
delito, nos termos do art. 419 do Código de Processo Penal, remetendo-se os autos ao juízo 
competente. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer seja conhecido o recurso, reformada a decisão e 
provido o presente recurso, para o fim de que: 
a) seja recebido o recurso em sentido estrito denegado; 
b) seja desclassificado o delito de homicídio simples doloso, para o delito de 
homicídio culposo na condução de veículo automotor (art. 302 do Código de Trânsito 
Brasileiro), remetendo-se os autos para o Juízo Competente, nos termos do art. 419 do 
Código de Processo Penal. 
 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento, 
 
Local..., data.... 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Razões de Apelação 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Desejando comprar um novo carro, Leonardo, jovem com 19 anos, decidiu praticar um crime de 
roubo em um estabelecimento comercial, com a intenção de subtrair o dinheiro constante do 
caixa. Narrou o plano criminoso para Roberto, seu vizinho, mas este se recusou a contribuir. 
Leonardo decidiu, então, praticar o delito sozinho. Dirigiu-se ao estabelecimento comercial, nele 
ingressou e, no momento em que restava apenas um cliente, simulou portar arma de fogo e o 
ameaçou de morte, o que fez com ele saísse, já que a intenção de Leonardo era apenas a de 
subtrair bens do estabelecimento. Leonardo, em seguida, consegue acesso ao caixa onde fica 
guardado o dinheiro, mas, antes de subtrair qualquer quantia, verifica que o único funcionário 
que estava trabalhando no horário era um senhor que utilizava cadeiras de rodas. Arrependido, 
antes mesmo de ser notada sua presença pelo funcionário, deixa o local sem nada subtrair, mas, 
já do lado de fora da loja, é surpreendido por policiais militares. Estes realizam a abordagem, 
verificam que não havia qualquer arma com Leonardo e esclarecem que Roberto narrara o plano 
criminoso do vizinho para a Polícia. Tomando conhecimento dos fatos, o Ministério Público 
requereu a conversão da prisão em flagrante em preventiva e denunciou Leonardo como incurso 
nas sanções penais do art. 157, § 2º-A, inciso I, c/c o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. 
Após decisão do magistrado competente, qual seja, o da 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte/MG, 
de conversão da prisão e recebimento da denúncia, o processo teve seu prosseguimento regular. 
O homem que fora ameaçado nunca foi ouvido em juízo, pois não foi localizado, e, na data dos 
fatos, demonstrou não ter interesse em ver Leonardo responsabilizado. Em seu interrogatório, 
Leonardo confirma integralmente os fatos, inclusive destacando que se arrependeu do crime que 
pretendia praticar. Constavam no processo a Folha de Antecedentes Criminais do acusado sem 
qualquer anotação e a Folha de Antecedentes Infracionais, ostentando uma representação pela 
prática de ato infracional análogo ao crime de tráfico, com decisão definitiva de procedência da 
ação socioeducativa. O magistrado concedeu prazo para as partes se manifestarem em 
alegações finais por memoriais. O Ministério Público requereu a condenação nos termos da 
denúncia. O advogado de Leonardo, contudo, renunciou aos poderes, razão pela qual, de 
imediato, o magistrado abriu vista para a Defensoria Pública apresentar alegações finais. 
Em sentença, o juiz julgou procedente a pretensão punitiva estatal. No momento de fixar a pena-
base, reconheceu a existência de maus antecedentes em razão da representação julgada 
procedente em face de Leonardo enquanto era inimputável, aumentando a pena em 06 (seis) 
meses de reclusão. Não foram reconhecidas agravantes ou atenuantes. Na terceira fase, 
incrementou o magistrado em 2/3 (dois terços) a pena, justificando ser desnecessária a 
apreensão de arma de fogo, bastando a simulação de porte do material diante do temor causadoà vítima. Com a redução de 1/3 (um terço) pela modalidade tentada, a pena final ficou 
acomodada em 5 (cinco) anos de reclusão. O regime inicial de cumprimento de pena foi o 
fechado, justificando o magistrado que o crime de roubo é extremamente grave e que atemoriza 
os cidadãos de Belo Horizonte todos os dias. Intimado, o Ministério Público apenas tomou ciência 
da decisão. A irmã de Leonardo o procura para, na condição de advogado, adotar as medidas 
cabíveis. Constituída nos autos, a defesa interpôs o recurso cabível. O Magistrado recebeu o 
recurso, sendo a defesa intimada no dia 06 de maio de 2019, segunda-feira, sendo terça-feira 
dia útil em todo o país. 
Com base nas informações expostas acima e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia 
do prazo, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (valor: 5,00) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA 1ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE BELO HORIZONTE/MG 
 
LEONARDO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, oferecer as 
presentes RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO, com base no art. 600 do Código de 
Processo Penal, requerendo sejam recebidas, com posterior remessa dos autos ao Tribunal 
de Justiça de Minas Gerais. 
As presentes razões de recurso de apelação são tempestivas, pois oferecidas 
dentro do prazo de 8 dias, previsto no artigo 600 do Código de Processo Penal. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
Local... 14 de maio de 2019... 
Advogado... 
OAB... 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
Apelante: Leonardo 
Apelado: Ministério Público 
 
Processo nº ... 
 
RAZÕES DE RECURSO DE APELAÇÃO 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O réu foi denunciado pela prática do crime de roubo majorado tentado, 
previsto no art. 157, § 2º-A, inciso I, c/c o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. 
O réu foi interrogado. Encerrada a instrução, o Ministério Público requereu a 
condenação. O advogado do réu renunciou aos poderes, razão pela qual, de imediato, o 
magistrado abriu vista para a Defensoria Pública apresentar alegações finais. 
Em sentença, o juiz julgou procedente a pretensão punitiva estatal, fixando a 
pena de 05 (cinco) anos de reclusão, em regime fechado. 
Intimada da sentença, a defesa interpôs o recurso cabível, que foi recebido 
pelo Magistrado. Após, a defesa foi intimada para apresentar a peça correspondente no dia 
06 de maio de 2019, segunda-feira, sendo terça-feira dia útil em todo o país. 
II) DO DIREITO 
A) DA NULIDADE 
Deve ser declarada a nulidade do processo a partir do oferecimento dos 
memoriais pela Defensoria Pública. 
Isso porque deveria o Magistrado intimar o réu, que estava preso, para se 
manifestar acerca do interesse de constituir novo advogado ou ser defendido pela Defensoria 
Pública. A abertura, de imediato, de vista dos autos à Defensoria Pública violou princípio da 
ampla defesa, previsto no art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal/1988, uma vez que as 
alegações finais foram apresentadas sem nenhum contato com o réu, acarretando-lhe 
prejuízo, já que restou condenado. 
B) DA DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA 
Deve ser reconhecida, no caso, a desistência voluntária do réu, prevista no 
artigo 15 do Código Penal. 
Isso porque, ao verificar que o único funcionário que estava trabalhando no 
local era um senhor que utilizava cadeiras de rodas, o réu, mesmo antes de ser notado, 
desistiu de prosseguir a subtração, deixando o local sem nada subtrair. 
Assim, incidiu, no caso, a hipótese de desistência voluntária, prevista no art. 
15 do Código Penal, uma vez que o réu, de forma voluntária, antes de esgotar os meios 
executórios, desistiu de prosseguir na subtração e consumar o delito de roubo. 
Logo, deve o agente responde pelos atos praticados, afastando a 
possibilidade de tentativa. Em relação à acusação de tentativa de roubo, a conduta do réu 
é atípica, já que os fatos até então praticados, consistente em ingressar no estabelecimento 
comercial, não constitui crime. 
Em relação ao crime de ameaça a um cliente que estava no local, trata-se de 
crime de ação penal pública condicionada à representação. Como o cliente ameaçado 
demonstrou não ter interesse em ver o réu responsabilizado, operou-se, no caso, a 
decadência do direito de representação. 
C) DOS MAUS ANTECEDENTES 
A pena-base deve ser fixada no mínimo legal. 
Isso porque a existência de representação pela prática de ato infracional, 
ainda que com decisão definitiva, não enseja maus antecedentes, já que decisão 
reconhecendo a prática de ato infracional não constitui fundamento idôneo a elevar a pena-
base. Logo, na eventualidade de ser mantida a condenação, deve ser afastado o aumento 
da pena pelos maus antecedentes, devendo a pena-base ficar no mínimo legal. 
D) DA ATENUANTE DA MENORIDADE 
Deve ser reconhecida a atenuante da menoridade relativa, prevista no 
artigo 65, I, do Código Penal. 
Isso porque o réu era menor de 21 (vinte e um) anos na data dos fatos. 
Logo, incide a atenuante da menoridade relativa, prevista no art. 65, inciso I, do Código 
Penal. Assim, requer seja reconhecida a atenuante da menoridade relativa. 
E) DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA 
Deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea, prevista no 
artigo 65, III, “d”, do Código Penal. 
Isso porque, ao ser interrogado, o réu confessou os fatos, confirmando 
integralmente os fatos, inclusive destacando que se arrependeu do crime que pretendia 
praticar. 
Logo, incide a atenuante da confissão espontânea, prevista no art. 65, 
inciso III, alínea d, do Código Penal. 
F) DO AFASTAMENTO DO AUMENTO DE PENA PELO EMPREGO DE 
ARMA. 
Deve ser afastada a causa de aumento de pena pelo emprego de arma de 
fogo. 
Isso porque não há provas do emprego de arma de fogo, já que nenhuma 
arma foi apreendida. Além disso, a simulação do uso de arma de fogo, por si só, não 
autoriza a incidência da causa de aumento de pena, uma vez que não gera risco à 
integridade física da vítima. Assim, deve ser afastada a majorante do art. 157, § 2º-A, 
inciso I, do Código Penal. 
G) DA DIMINUIÇÃO DA PENA PELA TENTATIVA E SURSIS 
Deve ser reduzida a pena pela tentativa na fração de 2/3. 
Isso porque o réu ficou distante da consumação do delito, tanto que desistiu 
da empreitada delituosa antes mesmo de ser visto pelo funcionário do estabelecimento 
comercial. 
Logo, a diminuição da pena pela tentativa deveria ser considerada pela 
redução máxima, ou seja, em 2/3 (dois terços), o que levaria a pena definitiva a ficar abaixo 
de 02 (dois) anos. 
Assim, considerando a pena abaixo de 02 (dois) anos, bem como o fato de 
o réu ser primário e não ser cabível a substituição da pena privativa de liberdade por 
restritiva de direitos, cabe, no caso, os sursis, ou seja, a suspensão condicional da pena, 
nos termos do art. 77 do Código Penal. 
H) DO REGIME CARCERÁRIO 
Deve ser fixado o regime inicial aberto, nos termos do artigo 33, § 2º, “c”, do 
Código Penal. 
Isso porque a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do delito não 
constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que permitia a 
pena aplicada, nos termos das Súmulas nº 718 e 719, ambas do Supremo Tribunal 
Federal, e Súmula nº 440 do Superior Tribunal de Justiça. 
Assim, considerando que a pena não supera 04 anos, deveria ser fixado o 
regime carcerário aberto, nos termos do art. 33, § 2º, alínea c, do Código Penal. 
III)DO PEDIDO 
 Ante o exposto, requer seja conhecido e provido o recurso, com a reforma da 
decisão recorrida, para o fim de que: 
a) Seja declarada a nulidade do processo a partir das alegações finais pela 
Defensoria Pública; 
b) Seja o réu absolvido, com base no art. 386, inciso III, do Código de 
Processo Penal; 
c) Seja afastadoo aumento pelos maus antecedentes, fixando a pena-base 
no mínimo legal; 
d) Seja reconhecida a atenuante da menoridade relativa, nos termos do art. 
65, inciso I, do Código Penal; 
e) Seja reconhecida a atenuante da confissão espontânea, nos termos do art. 
65, inciso III, alínea d, do Código Penal; 
f) Seja afastado o aumento da pena pelo emprego de arma de fogo, fixando a 
pena no mínimo legal; 
g) Seja considerada a redução máxima pela tentativa, ou seja, em 2/3 (dois 
terços) da pena; 
h) Seja concedido o sursis, nos termos do art. 77 do Código Penal; 
i) Seja fixado o regime inicial aberto de cumprimento de pena, nos termos do 
art. 33, § 2º, alínea c, do Código Penal; 
j) Seja expedido o alvará de soltura do réu. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento, 
 
Local..., 14 de maio de 2019. 
 
Advogado... 
OAB... 
Contrarrazões de Agravo em Execução 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo 
simples, pois, quando tinha 20 (vinte) anos de idade, subtraiu de Renata, mediante grave 
ameaça, um aparelho celular. Apesar de o crime restar consumado, o telefone celular foi 
recuperado pela vítima. Os fatos foram praticados em 12 de dezembro de 2011. Por tal conduta, 
foi Gilberto denunciado e condenado como incurso nas sanções penais do art. 157, caput, do 
Código Penal a uma pena privativa de liberdade de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de 
reclusão em regime inicial fechado e 12 (doze) dias multa, tendo a sentença transitada em 
julgado para ambas as partes em 11 de setembro de 2013. Gilberto havia respondido ao 
processo em liberdade, mas, desde o dia 15 de setembro de 2013, vem cumprindo a sanção 
penal que lhe foi aplicada regularmente, inclusive obtendo progressão de regime. Nunca foi 
punido pela prática de falta grave e preenchia os requisitos subjetivos para obtenção dos 
benefícios da execução penal. No dia 25 de agosto de 2015, você, advogado(a) de Gilberto, 
formulou pedido de obtenção de livramento condicional junto ao Juízo da Vara de Execução 
Penal da comarca do Rio de Janeiro/RJ, órgão efetivamente competente. O pedido foi deferido 
pelo Magistrado. O Ministério Público foi intimado da decisão em 14 de setembro de 2015, uma 
segunda-feira, sendo terça-feira dia útil. Inconformado, o Ministério Público apresentou recurso 
de agravo em execução perante o juízo competente, acompanhado das respectivas razões 
recursais, no dia 30 de setembro de 2015, alegando: 
a) o crime de roubo é crime hediondo, não tendo sido cumpridos, até o momento do 
requerimento, 2/3 (dois terços) da pena privativa de liberdade; 
b) ainda que não fosse hediondo, não estariam preenchidos os requisitos objetivos para o 
benefício, tendo em vista que Gilberto, por ser portador de maus antecedentes, deveria cumprir 
metade da pena imposta para obtenção do livramento condicional; 
c) indispensabilidade da realização de exame criminológico, tendo em vista que os crimes de 
roubo, de maneira abstrata, são extremamente graves e causam severos prejuízos para a 
sociedade. 
O magistrado, então, recebeu o recurso de agravo em execução e intimou, no dia 19 de outubro 
de 2015 (segunda-feira), sendo terça feira dia útil em todo o país, você, advogado(a) de Gilberto, 
para apresentar a medida cabível. 
 
Com base nas informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem ser 
inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas 
corpus, no último dia do prazo, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 
5.00). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AO JUÍZO DA VARA DE EXECUÇÃO PENAL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO/RJ 
 
Processo nº 
 
 
 
GILBERTO, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-assinado, com 
procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, 
apresentar CONTRARRAZÕES DE AGRAVO EM EXECUÇÃO, com base no art. 588 do 
Código de Processo Penal, requerendo sejam recebidas, mantendo-se a decisão recorrida 
em sede de juízo de retratação, nos termos do art. 589 do Código de Processo Penal, com 
posterior remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 
As presentes contrarrazões são tempestivas, já que oferecidas dentro do 
prazo de 2 dias, previsto no artigo 588 do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 21 de outubro de 2015. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
 
Agravante: Ministério Público 
Agravado: Gilberto 
 
Processo nº... 
 
CONTRARRAZÕES DE RECURSO 
DE AGRAVO EM EXECUÇÃO 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O agravado foi denunciado e condenado como incurso nas sanções penais 
do art. 157, caput, do Código Penal, a uma pena privativa de liberdade de 04 (quatro) anos 
e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado. 
A sentença transitou em julgado para ambas as partes no dia 11 de setembro 
de 2013. 
No dia 25 de agosto de 2015, o agravado formulou pedido de livramento 
condicional, que foi deferido pelo Juiz da Execução Penal. 
Inconformado, o Ministério Público interpôs recurso de agravo em execução, 
acompanhado das razões recursais, no dia 30 de setembro de 2015. 
O Magistrado recebeu o recurso interposto pelo Ministério Público e intimou a 
defesa para apresentar e medida cabível. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM EXECUÇÃO 
O recurso interposto pelo Ministério Público não merece ser conhecido. 
Isso porque o Ministério Público foi intimado da decisão no dia 14 de setembro 
de 2015 e interpôs o recurso de agravo em execução no dia 30 de setembro de 2015. 
Todavia, nos termos do art. 586 do Código de Processo Penal e Súmula nº 700 do Supremo 
Tribunal Federal, o prazo para interposição do recurso é de cinco dias. 
Logo, considerando que entre a data da intimação e da interposição do 
recurso passaram mais de cinco dias, já que o prazo vencia no dia 21 de setembro de 2015, 
conclui-se que o recurso de agravo em execução é intempestivo. 
Diante disso, o recurso de agravo em execução não deve ser conhecido. 
 
B) DO ROUBO NÃO SER CRIME HEDIONDO 
Deve ser mantida a decisão que considerou o crime de roubo simples não é 
hediondo. 
Isso porque o crime de roubo simples não consta do rol previsto no art. 1º da 
Lei nº 8.072/1990. 
Assim, não há necessidade de cumprir 2/3 (dois terços) da pena para o 
livramento condicional, mas 1/3 (um terço) da pena, já que o agravado não é reincidente, 
nos termos do art. 83, inciso I, do Código Penal. 
 
C) DOS MAUS ANTECEDENTES PARA CUMPRIMENTO 1/2 DA PENA 
Deve ser mantida a decisão que considerou a fração de 1/3 de cumprimento 
da pena, para a concessão do livramento condicional. 
Isso porque a pretensão do Ministério Público fere o princípio da legalidade, 
uma vez que o art. 83, inciso II, do Código Penal, prevê que apenas o condenado 
reincidente em crime doloso deverá cumprir 1/2 (metade) da pena para obtenção do 
livramento condicional. 
Logo, embora o art. 83, inciso I, do Código Penal, disponha que o condenado 
não reincidente em crime doloso e portador de bons antecedentes, deve cumprir 1/3 (um 
terço) da pena, essa fração deve ser aplicada também na hipótese de o condenado ser 
portador de maus antecedentes e primário, por ausência de previsão legal para adotar a 
fração de 1/2 (metade). 
Assim, diante da omissão legislativa, deve ser considerado o percentual mais 
favorável ao agravado, pois não cabe falar em analogia in malam partem. 
 
D) DA DESNECESSIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO 
Deve ser mantida a decisão que considerou desnecessário o exame 
criminológico. 
Isso porque, nos termos do art. 112 da Lei de Execução Penal (Lei nº 
7.210/1984), para fins de progressão deregime e livramento condicional, basta atestado de 
bom comportamento carcerário durante a execução da pena. 
O simples fato de considerar o crime de roubo grave não justifica a realização 
do exame criminológico, não constituindo motivação idônea para exigir a realização de tal 
exame, devendo a fundamentação considerar a gravidade em concreto do caso, nos termos 
da Súmula nº 439 do Superior Tribunal de Justiça. 
Além disso, o agravado nunca foi punido pela prática de falta grave dentro do 
estabelecimento prisional, de modo que desnecessária a realização do exame 
criminológico. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer NÃO SEJA CONHECIDO e que seja IMPROVIDO o 
recurso de agravo em execução, MANTENDO-SE, por conseguinte, a decisão recorrida 
nos seus exatos termos. 
 
Local..., 21 de outubro de 2015. 
Advogado... 
OAB... 
 
 
Contrarrazões de Recurso em Sentido Estrito 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Enunciado 
 
No dia 25 de janeiro de 2015, Roniquito Vieira foi flagrado vendendo razoável quantidade de 
cocaína. Ao consultar os registros policiais, a autoridade policial verificou que não havia nenhum 
procedimento policial ainda instaurado contra Roniquito. Não obstante isso, deu início à lavratura 
do auto de prisão em flagrante pela prática do delito de tráfico ilícito de entorpecentes, previsto 
no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Ao tomar vista dos autos, o Ministério Público requereu a 
conversão da prisão em flagrante em preventiva. O Magistrado proferiu decisão indeferindo o 
pedido e concedeu a liberdade provisória a Roniquito. O Ministério Público foi intimado da 
decisão no dia 04 de maio de 2016, quarta-feira, e apresentou recurso em sentido estrito perante 
o juízo de primeira instância, acompanhado das respectivas razões, no dia 19 de maio de 2016 
(quinta-feira), argumentando que: a) o crime de tráfico de drogas é insuscetível de liberdade 
provisória, nos termos do art. 44 da Lei nº 11.343/2006; b) estão presentes os requisitos da prisão 
preventiva, sobretudo a garantia da ordem pública, já que o crime de tráfico de drogas é grave, 
pois fomenta a existência de um Estado paralelo e a prática de outros delitos. O Magistrado, 
então, recebeu o recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público e intimou, no dia 
09 de junho de 2016 (quinta-feira), você, advogado(a) de Roniquito, para apresentar a medida 
cabível. Com base nas informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem 
ser inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas 
corpus, no último dia do prazo, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de 
Roniquito, redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas 
as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para 
interposição, considerando-se que todos os dias de segunda a sexta-feira são úteis em 
todo o país. (Valor: 5,00) 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
AO JUÍZO DA... VARA CRIMINAL DA COMARCA... 
 
Processo nº 
 
 
 
RONIQUITO VIEIRA, já qualificado nos autos, por seu procurador infra-
assinado, com procuração em anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa 
Excelência, apresentar CONTRARRAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO, com 
base no art. 588 do Código de Processo Penal, requerendo sejam recebidas, mantendo-
se a decisão recorrida em sede de juízo de retratação, com posterior remessa dos autos 
ao Tribunal de Justiça do Estado... 
As presentes contrarrazões são tempestivas, já que oferecidas dentro do 
prazo de 2 dias, previsto no artigo 588 do Código de Processo Penal. 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 13 de junho de 2016. 
 
Advogado... 
OAB... 
 
 
 
 
 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO... 
 
Recorrente: Ministério Público 
Recorrido: Roniquito Vieira 
 
Processo nº... 
 
CONTRARRAZÕES DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado... 
Colenda Câmara Criminal 
 
I) DOS FATOS 
O recorrido foi preso em flagrante, acusado de ter praticado, em tese, o delito 
de tráfico de drogas, previsto no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. 
O Ministério Público requereu a conversão da prisão em flagrante em prisão 
preventiva. O Magistrado proferiu decisão indeferindo o pedido e concedeu a liberdade 
provisória. Inconformado, o Ministério Público interpôs Recurso em Sentido Estrito. O 
recurso foi recebido e a defesa intimada para apresentar a medida cabível. 
 
II) DO DIREITO 
A) DA INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 
O recurso interposto pelo Ministério Público não merece ser conhecido. 
Isso porque o Ministério Público foi intimado da decisão no dia 14 de setembro 
de 2015 e interpôs o recurso de agravo em execução no dia 30 de setembro de 2015. 
Todavia, nos termos do art. 586 do Código de Processo Penal e Súmula nº 700 do Supremo 
Tribunal Federal, o prazo para interposição do recurso é de cinco dias. 
Logo, considerando que entre a data da intimação da decisão e da 
interposição do recurso passaram mais de 05 dias, já que o último dia do prazo seria 09 de 
maio de 2016, conclui-se que o Recurso em Sentido Estrito é intempestivo. Diante disso, o 
recurso de agravo em execução não deve ser conhecido. 
 
B) DA INCONSTITUCIONALIDADE DA VEDAÇÃO DA CONCESSÃO DA 
LIBERDADE PROVISÓRIA 
Deve ser mantida a decisão que concedeu a liberdade provisória. 
Isso porque, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal 
Federal, a vedação da concessão de liberdade provisória afronta o princípio da presunção 
da inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal/1988, segundo o qual 
a prisão cautelar é medida excepcional, já que ninguém pode ser considerado culpado até 
o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
Além disso, viola o princípio do devido processo legal, previsto no art. 5º, 
inciso LIV, da Constituição Federal/1988, já que, com a vedação prevista no art. 44 da Lei 
nº 11.343/2006, retira do juiz a possibilidade de analisar a necessidade da prisão cautelar 
ou soltura do flagrado. 
 
C) DA GRAVIDADE EM ABSTRATO 
O Ministério Público busca a prisão do recorrido, afirmando que estão 
presentes os requisitos da prisão preventiva, sobretudo a garantia da ordem pública, já 
que o crime de tráfico de drogas é grave, pois fomenta a existência de um Estado paralelo 
e a prática de outros delitos. 
Todavia, a opinião do julgador acerca da gravidade em abstrato do delito não 
constitui motivação idônea e suficiente para embasar um decreto de prisão, sendo 
necessária decisão fundamentada, apontando de forma concreta, um dos motivos 
ensejadores da prisão preventiva, constantes no art. 312 do Código de Processo Penal, 
bem como nos termos do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal/1988 e art. 5º, inciso 
LXI, da Constituição de Federal/1988. 
Logo, considerando que não estão presentes os requisitos que autorizam a 
preventiva, sobretudo porque o recorrido é primário, o recurso em sentido estrito deve ser 
improvido. 
 
III) DO PEDIDO 
Ante o exposto, requer NÃO SEJA CONHECIDO e que seja IMPROVIDO o 
recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público, MANTENDO-SE a decisão 
recorrida nos seus exatos termos. 
 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local..., 13 de junho de 2016. 
Advogado... 
OAB...apenas apresentando cópia de sua 
matrícula escolar, sem indicar data de nascimento, para demonstrar que, de fato, era Maria. José 
foi ouvido e também confirmou os fatos narrados na denúncia, assim como os policiais. O réu 
não estava presente na audiência por não ter sido intimado e, apesar de seu advogado ter-se 
mostrado inconformado com tal fato, o ato foi realizado, porque o interrogatório seria feito em 
outra data. Na segunda audiência, Lauro foi ouvido, confirmando integralmente os fatos narrados 
na denúncia, mas demonstrou não ter conhecimento sobre as declarações das testemunhas e 
da vítima na primeira audiência. Na mesma ocasião, foi, ainda, juntado o laudo de exame do 
material apreendido, o laudo da arma de fogo demonstrando o potencial lesivo e a Folha de 
Antecedentes Criminais, sem outras anotações. Encaminhados os autos para o Ministério 
Público, foi apresentada manifestação requerendo condenação nos termos da denúncia. Em 
seguida, a defesa técnica de Lauro foi intimada, em 04 de setembro de 2018, terça-feira, sendo 
quarta-feira dia útil em todo o país, para apresentação da medida cabível. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Lauro, redija a 
peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses jurídicas 
pertinentes. A peça deverá ser datada do último dia do prazo para interposição. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
Recurso de Apelação 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXX EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Carlos, primário e de bons antecedentes, 45 (quarenta e cinco) anos, foi denunciado como 
incurso nas sanções penais dos arts. 302 da Lei nº 9.503/1997, por duas vezes, e 303, do mesmo 
diploma legal, todos eles em concurso material, porque, de acordo com a denúncia, “no dia 08 
de julho de 2017, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, na direção de veículo automotor, com 
imprudência em razão do excesso de velocidade, colidiu com o veículo em que estavam Júlio e 
Mário, este com 9 anos, causando lesões que foram a causa eficiente da morte de ambos”. 
Consta, ainda, da inicial acusatória que, “em decorrência da mesma colisão, ficou lesionado 
Pedro, que passava pelo local com sua bicicleta e foi atingido pelo veículo em alta velocidade de 
Carlos”. 
As mortes de Júlio e Mário foram atestadas por auto de exame cadavérico, enquanto Pedro foi 
atendido em hospital público, de onde se retirou, sem ser notado, razão pela qual foi elaborado 
laudo indireto de corpo de delito com base no boletim de atendimento médico. Pedro nunca 
compareceu em sede policial para narrar o ocorrido e nem ao Instituto Médico Legal, apesar de 
testemunhas presenciais confirmarem as lesões sofridas. 
No curso da instrução, foram ouvidas testemunhas presenciais, não sendo Pedro localizado. Em 
seu interrogatório, Carlos negou estar em excesso de velocidade, esclarecendo que perdeu o 
controle do carro em razão de um buraco existente na pista. Foi acostado exame pericial 
realizado nos automóveis e no local, concluindo que, realmente, não houve excesso de 
velocidade por parte de Carlos e que havia o buraco mencionado na pista. O exame pericial, 
todavia, apontou que possivelmente haveria imperícia de Carlos na condução do automóvel, o 
que poderia ter contribuído para o resultado. 
Após manifestação das partes, o juiz em atuação perante a 3ª Vara Criminal da Comarca de São 
Gonçalo/RJ, em 10 de julho de 2019, julgou totalmente procedente a pretensão punitiva do 
Estado e, apesar de afastar o excesso de velocidade, afirmou ser necessária a condenação de 
Carlos em razão da imperícia do réu, conforme mencionado no exame pericial. 
No momento da dosimetria, fixou a pena base de cada um dos crimes no mínimo legal e, com 
relação à vítima Mário, na segunda fase, reconheceu a agravante prevista no art. 61, inciso II, 
alínea h, do CP, pelo fato de ser criança, aumentando a pena base em 3 (três) meses. Não 
havendo causas de aumento ou diminuição, reconhecido o concurso material, a pena final ficou 
acomodada em 04 (quatro) anos e 09 (nove) meses de detenção. Não houve substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos em razão do quantum final, nos termos do 
art. 44, inciso I, do CP, sendo fixado regime inicial fechado de cumprimento da pena, com 
fundamento na gravidade em concreto da conduta. O Ministério Público foi intimado e manteve-
se inerte. 
A defesa técnica de Carlos foi intimada em 18 de setembro de 2019, quarta-feira, para adoção 
das medidas cabíveis. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Carlos, redija a 
peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus e embargos de declaração, apresentando todas 
as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição, 
considerando que de segunda a sexta-feira são dias úteis em todos os locais do país. (Valor: 
5,00). 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
Contrarrazões de Apelação 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVII EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
João, 22 anos, no dia 04 de maio de 2018, caminhava com o adolescente Marcelo, cada um 
deles trazendo consigo uma mochila nas costas. Realizada uma abordagem por policiais, foi 
constatado que, no interior da mochila de cada um, havia uma certa quantidade de drogas, razão 
pela qual elas foram, de imediato, encaminhadas para a Delegacia. 
Realizado laudo de exame de material entorpecente, constatou-se que João trazia 25 g de 
cocaína, acondicionados em 35 pinos plásticos, enquanto, na mochila do adolescente, foram 
encontrados 30 g de cocaína, quantidade essa distribuída em 50 pinos. Após a oitiva das 
testemunhas em sede policial, da juntada do laudo e da oitiva do adolescente e de João, que 
permaneceram em silêncio com relação aos fatos, foram lavrados o auto de prisão em flagrante 
em desfavor do imputável e o auto de apreensão em desfavor do adolescente. Toda a 
documentação foi encaminhada aos Promotores de Justiça com atribuição. O Promotor de 
Justiça, junto à 1ª Vara Criminal de Maceió/AL, órgão competente, ofereceu denúncia em face 
de João, imputando-lhe a prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35, ambos com a causa 
de aumento do Art. 40, inciso VI, todos da Lei nº 11.343/06. Foi concedida a liberdade provisória 
ao denunciado, aplicando-se as medidas cautelares alternativas. Após a notificação, a 
apresentação de resposta prévia e o recebimento da denúncia e da citação, foi designada a 
audiência de instrução e julgamento, ocasião em que foram ouvidas as testemunhas de 
acusação. Estas confirmaram a apreensão de drogas em poder de Marcelo e João, bem como 
que eles estariam juntos, esclarecendo que não se conheciam anteriormente e nem tinham 
informações pretéritas sobre o adolescente e o denunciado. O adolescente, ouvido, disse que 
conhecera João no dia anterior ao de sua apreensão e que nunca o tinha visto antes vendendo 
drogas. Em seguida à oitiva das testemunhas de acusação e defesa, foi realizado o interrogatório 
do acusado, sendo que nenhuma das partes questionou o momento em que este foi realizado. 
Na ocasião, João confirmou que o material que ele e Marcelo traziam seria destinado à ilícita 
comercialização. Ele ainda esclareceu que conhecera o adolescente no dia anterior, que era a 
primeira vez que venderia drogas e que tinha a intenção de praticar o ato junto com o adolescente 
somente aquela vez, com o objetivo de conseguir dinheiro para comprar uma moto. 
Foi acostado o laudo de exame definitivo de material entorpecente confirmando o laudo 
preliminar e a Folhade Antecedentes Criminais de João, onde constava uma anotação referente 
a crime de furto, ainda pendente de julgamento. 
O juiz, após a devida manifestação das partes, proferiu sentença julgando parcialmente 
procedente a pretensão punitiva estatal. Em um primeiro momento, absolveu o acusado do crime 
de associação para o tráfico por insuficiência probatória. Em seguida, condenou o réu pela 
prática do crime de tráfico de drogas, ressaltando que o réu confirmou a destinação das drogas 
à ilícita comercialização. No momento de aplicar a pena, fixou a pena base no mínimo legal, 
reconhecendo a existência da atenuante da confissão espontânea; aumentou a pena em razão 
da causa de aumento do Art. 40, inciso VI, da Lei nº 11.343/06 e aplicou a causa de diminuição 
de pena do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, restando a pena final em 1 ano, 11 meses e 10 
dias de reclusão e 195 dias multa, a ser cumprida em regime inicial aberto. Entendeu o 
magistrado pela substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. 
O Ministério Público, ao ser intimado pessoalmente em 22 de outubro de 2018, apresentou o 
recurso cabível, em 25 de outubro de 2018, acompanhado das respectivas razões recursais, 
requerendo: 
a) nulidade da instrução, porque o interrogatório não foi o primeiro ato, como prevê a Lei nº 
11.343/06; 
b) condenação do réu pelo crime de associação para o tráfico, já que ele estaria agindo em 
comunhão de ações e desígnios com o adolescente no momento da prisão, e o Art. 35 da Lei nº 
11.343/06 fala em “reiteradamente ou não”; 
c) aumento da pena-base em relação ao crime de tráfico diante das consequências graves que 
vem causando para a saúde pública e a sociedade brasileira; 
d) afastamento da atenuante da confissão, já que ela teria sido parcial; 
e) afastamento da causa de diminuição do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, independentemente 
da condenação pelo crime do Art. 35 da Lei nº 11.343/06, considerando que o réu seria portador 
de maus antecedentes, já que responde a ação penal em que se imputa a prática do crime de 
furto; 
f) aplicação do regime inicial fechado, diante da natureza hedionda do delito de tráfico; 
g) afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, diante da 
vedação legal do Art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06. Já o acusado e a defesa técnica, intimados 
do teor da sentença, mantiveram-se inertes, não demonstrando interesse em questioná-la. 
O magistrado, então, recebeu o recurso do Ministério Público e intimou, no dia 05 de novembro 
de 2018 (segunda-feira), sendo terça-feira dia útil em todo o país, você, advogado(a) de João, a 
apresentar a medida cabível. 
Com base nas informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem ser 
inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluídas as possibilidades de habeas 
corpus e embargos de declaração, no último dia do prazo, sustentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Memoriais do Procedimento do Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XI EXAME DA OAB - ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante 
preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide 
ultrapassar o carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a 
referida manobra, entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo 
e, no momento da ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, 
conduzia sua moto no sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após 
o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos 
sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do CP). 
Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que 
poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar 
para o trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos 
processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o 
Ministério Público pugnou pela pronúncia da acusada, nos termos da denúncia. O advogado de 
Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-feira). 
 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado (a) de Jerusa, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada do último da do prazo para apresentação. 
(Vale 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
Recurso em Sentido Estrito contra decisão de pronúncia 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXVIII EXAME OAB 
 
Enunciado 
 
Túlio, nascido em 1º-1-1996, primário, começa a namorar Joaquina, jovem que recém completou 
15 (quinze) anos. Logo após o início do namoro, ainda muito apaixonado, é surpreendido pela 
informação de que Joaquina estaria grávida de seu ex-namorado, o adolescente João, com quem 
mantivera relações sexuais. Joaquina demonstra toda a sua preocupação com a reação de seus 
pais diante desta gravidez quando tão jovem e, em desespero, solicita ajuda de Túlio para 
realizar um aborto. 
Diante disso, no dia 3-1-2014, em Porto Alegre, Túlio adquire remédio abortivo cuja venda era 
proibida sem prescrição médica e o entrega para a namorada, que, de imediato, passa a fazer 
uso dele. Joaquina, então, expele algo não identificado pela vagina, que ela acredita ser o feto. 
Os pais presenciam os fatos e levam a filha imediatamente ao hospital; em seguida, comparecem 
à Delegacia e narram o ocorrido. No hospital, foi informado pelos médicos que, na verdade, 
Joaquina possuía um cisto, mas nunca estivera grávida, e o que fora expelido não era um feto. 
Após investigação, no dia 20-1-2014, Túlio vem a ser denunciado pelo crime do art. 126, caput, 
c/c. o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal, perante o juízo do Tribunal do Júri da Comarca 
de Porto Alegre/RS, não sendo oferecido qualquer instituto despenalizador, apesar do reclamo 
defensivo. A inicial acusatória foi recebida em 22-1-2014. 
Durante a instrução da primeira fase do procedimento especial, são ouvidas as testemunhas e 
Joaquina, assim como interrogado o réu, todos confirmando o ocorrido. As partes apresentaram 
alegações finais orais, e o juiz determinou a conclusão do feito para decisão. Antes de ser 
proferida decisão, mas após manifestação das partes em alegações finais, foram juntados aos 
autos o boletim de atendimento médico de Joaquina, no qual consta a informação de que ela 
não estivera grávida no momento dos fatos, a Folha de Antecedentes Criminais de Túlio sem 
outras anotações e um exame de corpo de delito, que indicava que o remédio utilizado não 
causara lesões na adolescente. 
Com a juntada da documentação, de imediato, sem a adoção de qualquer medida, o magistrado 
proferiu decisão de pronúncia nos termos da denúncia, sendo publicada na mesma data, qual 
seja, 18 de junho de 2018, segunda-feira, ocasião em que as partes foram intimadas. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Túlio, 
redija a peça jurídica cabível, diferentede habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição, 
considerando-se que todos os dias de segunda a sexta-feira são úteis em todo o país. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
Agravo em Execução 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XXIX EXAME OAB (Adaptada) 
 
Enunciado 
 
Guilherme foi condenado definitivamente pela prática do crime de lesão corporal seguida de 
morte, sendo-lhe aplicada a pena de 06 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial 
fechado, em razão das circunstâncias do fato. 
Após cumprir 01 ano da pena aplicada, Guilherme foi beneficiado com progressão para o regime 
semiaberto. Na unidade penitenciária, o apenado trabalhava internamente em busca da remição. 
Durante o cumprimento da pena nesse regime, veio a ser encontrado escondido em seu colchão 
um aparelho de telefonia celular. O diretor do estabelecimento penitenciário, ao tomar 
conhecimento do fato por meio dos agentes penitenciários, de imediato reconheceu na ficha do 
preso a prática de falta grave, apenas afirmando que a conduta narrada pelos agentes, e que 
teria sido praticada por Guilherme, se adequava ao Art. 50, inciso VII, da Lei nº 7.210/84. O 
reconhecimento da falta pelo diretor foi comunicado ao Ministério Público, que apresentou 
promoção ao juízo da Vara de Execuções Penais de São Paulo, juízo este competente, 
requerendo a perda de benefícios da execução por parte do apenado. O juiz competente, 
analisando o requerimento do Ministério Público, decidiu que, “considerando a falta grave 
reconhecida pelo diretor da unidade, impõe-se: a) a regressão do regime de cumprimento de 
pena para o fechado; b) perda da totalidade dos dias remidos; c) reinício da contagem do prazo 
de livramento condicional; d) reinício da contagem do prazo do indulto.” 
Ao ser intimado do teor da decisão, em 09 de julho de 2019, terça-feira, Guilherme entra em 
contato, de imediato, com você, na condição de advogado(a), esclarecendo que nunca fora 
ouvido sobre a aplicação da falta grave, apenas tendo conhecimento de que a Defensoria se 
manifestou no processo de execução após o requerimento do Ministério Público. 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Guilherme, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus e embargos de declaração, 
apresentando todas as teses jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do 
prazo para interposição, considerando que, em todos os locais do país, de segunda a sexta-feira 
são dias úteis. (Valor: 5,00). 
Revisão Criminal 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Wilson, primário, nascido em 15/01/2000, foi denunciado pela prática do crime de estupro de 
vulnerável, previsto no Art. 217-A do Código Penal, contra sua enteada, que contava com 12 
(doze) anos de idade à época do fato, ocorrido em 18/09/2019, em Santos/SP. Durante a 
tramitação do processo, Wilson foi devidamente citado, mas não apresentou resposta à acusação, 
nem constituiu advogado. O Magistrado, verificando a desídia do réu, de imediato, decretou sua 
revelia e designou audiência de instrução. Na audiência de instrução, a vítima confirmou que o 
réu teria tocado na sua genitália. Carla, ex-companheira de Wilson e mãe da vítima, disse que sua 
filha reclamou que o réu havia tocado na sua vagina. O réu negou veementemente os abusos, 
não sabendo apontar a razão pela qual estava sendo acusado de tal crime. Ao final dos debates 
orais promovidos pelo Ministério Público e pela Defesa Pública nomeada para o ato, o Magistrado 
proferiu sentença condenando o réu a 10 (dez) anos de reclusão, sem o reconhecimento de 
qualquer atenuante, uma vez que a sentença foi proferida no dia 15 de fevereiro 2021, quando o 
réu já tinha completado 21 anos de idade. Apesar dos recursos interpostos, a sentença transitou 
em julgado, sendo a condenação mantida integralmente. Após dois anos do início do cumprimento 
da pena, Carla, ex-companheira do réu, faleceu. A vítima, após a morte da sua mãe, encorajou-
se e admitiu que tudo não havia passado de um ardil de sua mãe que obrigou-a a acusar 
falsamente o então padrasto sobre o caso como forma de se “livrar” dele. A vítima retificou suas 
declarações que ensejaram a condenação do réu por meio de ação de justificação. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de habeas 
corpus, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
Relaxamento de Prisão em Flagrante 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – VI EXAME DA OAB – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
No dia 10 de março de 2020, após ingerir um litro de vinho na sede de sua fazenda, José Alves 
pegou seu automóvel e passou a conduzi-lo ao longo da estrada que tangencia sua propriedade 
rural. Após percorrer cerca de dois quilômetros na estrada absolutamente deserta, José Alves foi 
surpreendido por uma equipe da Polícia Militar que lá estava a fim de procurar um indivíduo 
foragido do presídio da localidade. Abordado pelos policiais, José Alves saiu de seu veículo 
trôpego e exalando forte odor de álcool, oportunidade em que, de maneira incisiva, os policiais lhe 
compeliram a realizar um teste de alcoolemia em aparelho de ar alveolar. Realizado o teste, foi 
constatado que José Alves tinha concentração de álcool de um miligrama por litro de ar expelido 
pelos pulmões, razão pela qual os policiais o conduziram à Unidade de Polícia Judiciária, onde foi 
lavrado Auto de Prisão em Flagrante pela prática do crime previsto no art. 306 da Lei nº 
9.503/1997, sendo-lhe negado no referido Auto de Prisão em Flagrante o direito de entrevistar-se 
com seus advogados ou com seus familiares. 
Dois dias após a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, em razão de José Alves ter 
permanecido encarcerado na Delegacia de Polícia, você é procurado pela família do preso, sob 
protestos de que não conseguiam vê-lo e de que o delegado não comunicara o fato ao juízo 
competente, tampouco à Defensoria Pública. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado de José Alves, redija a peça cabível, exclusiva 
de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, questionando, em juízo, eventuais 
ilegalidades praticadas pela Autoridade Policial, alegando para tanto toda a matéria de 
direito pertinente ao caso. (Valor 5,00) 
 
 
Apelação do Assistente de Acusação no Procedimento do 
Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – VII EXAME DA OAB – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Grávida de nove meses, Ana entra em trabalho de parto, vindo dar à luz um menino saudável, o 
qual é imediatamente colocado em seu colo. Ao ter o recém-nascido em suas mãos, Ana é tomada 
por extremo furor, bradando aos gritos que seu filho era um “monstro horrível que não saiu de 
mim” e bate por seguidas vezes a cabeça da criança na parede do quarto do hospital, vitimando-
a fatalmente. Após ser dominada pelos funcionários do hospital, Ana é presa em flagrante delito. 
Durante a fase de inquérito policial, foi realizado exame médico-legal, o qual atestou que Ana agira 
sob influência de estado puerperal. Posteriormente, foi denunciada, com base nas provas colhidas 
na fase inquisitorial, sobretudo o laudo do expert, perante a 1ª Vara Criminal/Tribunal do Júri pela 
prática do crime de homicídio triplamente qualificado, haja vista ter sustentado o Parquet que Anafora movida por motivo fútil, empregara meio cruel para a consecução do ato criminoso, além de 
se utilizar de recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Em sede de Alegações Finais 
Orais, o Promotor de Justiça reiterou os argumentos da denúncia, sustentando que Ana teria agido 
impelida por motivo fútil ao decidir matar seu filho em razão de tê-lo achado feio e teria empregado 
meio cruel ao bater a cabeça do bebê repetidas vezes contra a parede, além de impossibilitar a 
defesa da vítima, incapaz, em razão da idade, de defender-se. 
A Defensoria Pública, por sua vez, alegou que a ré não teria praticado o fato e, alternativamente, 
se o tivesse feito, não possuiria plena capacidade de autodeterminação, sendo inimputável. Ao 
proferir a sentença, o magistrado competente entendeu por bem absolver sumariamente a ré em 
razão de inimputabilidade, pois, ao tempo da ação, não seria ela inteiramente capaz de se 
autodeterminar em consequência da influência do estado puerperal. Tendo sido intimado o 
Ministério Público da decisão, em 11 de janeiro de 2011, o prazo recursal transcorreu in albis sem 
manifestação do Parquet. 
Em relação ao caso acima, você, na condição de advogado(a), é procurado pelo pai da 
vítima, Wilson, em 20 de janeiro de 2011, para habilitar-se como assistente da acusação e 
impugnar a decisão. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem 
ser inferidas pelo caso concreto acima, redija a peça cabível, sustentando, para tanto, as 
teses jurídicas pertinentes, datando do último dia do prazo. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apelação no Tribunal do Júri 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Fernando foi pronunciado pela prática de um crime de homicídio doloso consumado que teve 
como vítima Henrique. No dia 07 de julho de 2015, numa terça-feira, em sessão plenária do 
Tribunal do Júri, todas as testemunhas asseguraram que Henrique iniciou agressões contra 
Fernando e que este agiu em legítima defesa. No momento do julgamento, os jurados 
reconheceram a autoria e materialidade e optaram por condenar Fernando pela prática do delito 
de homicídio doloso. Após a prolação da sentença condenatória, que impôs ao réu a pena de 06 
(seis) anos, em regime semiaberto, a família de Fernando toma conhecimento de que dois dos 
jurados que atuaram no julgamento eram irmãos. A intimação da sentença ocorreu na sessão 
plenária. 
Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de Habeas corpus, no último dia 
do prazo para interposição, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Embargos Infringentes 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XI EXAME (ADAPTADO DA PEÇA COBRADA 
NO XI EXAME DA OAB, QUE FOI RECURSO EM SENTIDO ESTRITO) 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, 
mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide ultrapassar o 
carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a referida manobra, 
entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e, no momento da 
ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, conduzia sua moto no 
sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria 
Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, inciso I parte final, ambos do CP). 
Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que poderia 
causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar para o 
trânsito em sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos 
processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz 
competente, em decisão devidamente fundamentada, decidiu pronunciar Jerusa pelo crime 
apontado na inicial acusatória. 
Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso em sentido estrito, ao qual, por maioria, foi 
julgado improvido pela 2ª Câmara Criminal. Atento ao caso apresentado e tendo como base 
apenas os elementos fornecidos, elabore a peça cabível, adotando os argumentos 
pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
Recurso Ordinário Constitucional 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
 
Durante investigação para apurar a prática de roubos a agências bancárias ocorridos em Volta 
Redonda/RJ, agentes da polícia civil, embora desconfiados que Pedro Rocha estivesse 
envolvido nos crimes, não conseguiram reunir provas suficientes para apontá-lo como um dos 
assaltantes de banco. Diante disso, o Delegado de Polícia orientou um dos policiais a passar a 
frequentar os mesmos lugares do investigado Pedro Rocha para com ele estabelecer relação de 
confiança. Ao manter reiterados contatos com Pedro Rocha, o agente policial disfarçado 
convence o investigado a com ele praticar um roubo em determinada agência bancária. Diante 
disso, no dia 15 de outubro de 2021, previamente engendrados, o policial disfarçado e o 
investigado dirigem-se ao banco e, no instante em que ingressaram na agência bancária e 
anunciaram o assalto, diversos policiais, que monitoravam toda a ação, prenderam Pedro Rocha 
em flagrante, sob a acusação da prática do crime de roubo majorado tentado. Ao final, o 
Delegado de Polícia lavrou o auto de prisão em flagrante, observando todas as formalidades 
legais, e encaminhou à autoridade judiciária. Durante a audiência de custódia, após ouvir o 
flagrado, o Magistrado, acolhendo requerimento do Ministério Público, converteu a prisão em 
flagrante em prisão preventiva, com base no art. 310, inciso II, do Código de Processo Penal. 
Irresignado, Pedro Rocha, por meio do seu advogado(a), impetrou Habeas corpus, que foi 
denegado, por maioria dos votos, pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo 
caso concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Pedro Rocha, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado(a), no que tange à liberdade de seu cliente. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
Liberdade Provisória 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
No dia 15 de janeiro de 2022, por volta das 14 horas, na Rua das Mocas, nº 2000, São Paulo/SP, 
Josué da Silva foi preso em flagrante pela prática do delito de receptação, previsto no art. 180, 
caput, do Código Penal, acusado de estar conduzindo veículo automotor que sabia ser produto de 
crime. Ao ser interrogado, Josué disse que era trabalhador e que tinha carteira de trabalho, embora 
estivesse, na ocasião, desempregado. Ao analisar a folha de antecedentes criminais de Josué, a 
autoridade policialconstatou que o flagrado respondia a processo pelo delito de furto. Diante 
dessa anotação na Folha de Antecedentes Criminais de Josué, a autoridade policial representou 
pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, afirmando que existiria risco concreto para 
a ordem pública, pois o indiciado possuía outros envolvimentos com o aparato judicial. 
Você, como advogado(a) indicado por Josué, é comunicado da ocorrência da prisão em flagrante, 
além de tomar conhecimento da representação formulada pelo Delegado. Da mesma forma, o 
comunicado de prisão já foi encaminhado para o Ministério Público e para o magistrado, sendo 
todas as legalidades da prisão em flagrante observadas. O juiz recebeu o auto de prisão em 
flagrante, deixando para se manifestar na audiência de custódia. Josué, no entanto, desesperado 
com a situação disse para você, na condição de advogado (a), buscar soltá-lo o mais rápido 
possível, antes mesmo da designação da audiência de custódia. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Josué, redija a peça cabível, exclusiva de 
advogado, em favor do seu cliente, apontando os argumentos e fundamentos jurídicos 
pertinentes ao caso. (Valor: 5,00) 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
Revogação da Prisão Preventiva 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
No dia 29 de setembro de 2014, Paulo Dantas foi encontrado morto na sua residência, localizada 
no Município de Petrópolis/RJ. Ao longo da investigação, a partir das declarações da testemunha 
Marieta Lemos, a autoridade policial passou a suspeitar que Cláudio Valentino tenha sido o autor 
do delito. Na ocasião, Marieta Lemos disse ter recebido mensagem de texto enviada por Cláudio, 
em tom ameaçador, no sentido de que seria melhor ela não testemunhar, para evitar problemas a 
ela e à sua família. Em razão disso, a autoridade policial representou pela prisão preventiva de 
Cláudio, anexando na representação as mensagens enviadas pelo acusado. O Magistrado 
decretou a prisão preventiva, em despacho motivado, aduzindo, como razão de decidir, a 
conveniência da instrução criminal, sendo o mandado de prisão cumprido. Após a conclusão do 
inquérito policial, o Ministério Público ofereceu denúncia contra Cláudio, imputando-lhe a prática 
de crime de homicídio, previsto no art. 121, caput, do Código Penal. Durante a audiência de 
instrução, após ser ouvida sobre os fatos relacionados à morte de Paulo, Marieta disse que a 
ameaça sofrida foi a única proferida por Cláudio. Diante do avançado da hora, o Magistrado 
suspendeu a audiência e designou outra data para oitiva de uma testemunha de defesa faltante e 
interrogatório do réu. Insatisfeito com a atuação do seu antigo defensor, já que ainda estava preso, 
Cláudio contrata você para capturá-lo. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado (a) de Cláudio Valentino, redija a peça cabível, 
exclusiva de advogado, no que tange à liberdade de seu cliente, alegando para tanto toda 
a matéria de direito pertinente ao caso. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
Defesa Preliminar – Funcionário Público 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Wilson Ferdinando, funcionário público municipal, que exerce a função de motorista, após o 
encerramento do expediente, resolveu utilizar o carro da Prefeitura para levar a esposa até o Posto 
de Saúde do Município vizinho, distante 15 Km do município onde trabalha. Duas horas depois, 
após encher o tanque de gasolina, Wilson devolve o automóvel no mesmo lugar em que o havia 
retirado. Ao analisarem as câmeras de segurança do Prédio Municipal, guardas municipais 
perceberam a ação de Wilson, relatando o fato e dando ensejo a instauração de procedimento 
administrativo disciplinar. O acusado foi interrogado, confessando que, de fato, utilizou o veículo 
sem autorização, mas que sua intenção era devolvê-lo logo em seguida, como demonstraram as 
imagens constantes no procedimento. Ao final da instrução do procedimento administrativo, 
concluiu-se que Wilson praticou falta disciplinar, sendo encaminhada cópia dos autos ao Ministério 
Público. O Ministério Público ofereceu denúncia contra Wilson pela prática do delito de peculato, 
previsto no art. 312, caput, do Código Penal. Wilson foi notificado no dia 03 de junho de 2016, 
sexta-feira. 
 
Com base nas informações acima expostas e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do 
prazo para oferecimento, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
 
Defesa Preliminar – Lei de Drogas 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
No dia 25 de janeiro de 2015, Roniquito Vieira foi abordado por policiais, acusado de estar 
portando 02 gramas de maconha. Após constatar por sua experiência profissional que 
efetivamente se tratava de cannabis sativa, o policial deu voz de prisão em flagrante, 
encaminhando Roniquito à Delegacia de Polícia. Durante a lavratura da prisão em flagrante, 
verificou-se que Roniquito não registrava procedimento policial em seu desfavor. Ao final, a 
autoridade policial indiciou Roniquito como incurso no crime tráfico ilícito de entorpecentes, 
previsto no art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Ao longo do procedimento policial, Roniquito negou ser 
traficante, reconhecendo, contudo, ser dependente químico, já tendo sido, inclusive, internado 
para tratamento, o que foi confirmado por Joaquim e Manuel, responsáveis pela Clínica de 
Tratamento. Após o encerramento do procedimento policial, o Ministério Público ofereceu 
denúncia contra Roniquito, imputando-lhe a prática do delito do art. 33, caput, da Lei nº 
11.343/2006. O Magistrado determinou a notificação de Roniquito, que ocorreu no dia 03 de junho 
de 2016, que caiu numa sexta-feira. 
 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, na qualidade de advogado(a) de Roniquito, redija a peça cabível, exclusiva 
de advogado, invocando todos os argumentos em favor de seu constituinte, datando a peça 
no último dia do prazo. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
Carta Testemunhável 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, 
mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla, Jerusa decide ultrapassar o 
carro à sua frente, o qual estava abaixo da velocidade permitida. Para realizar a referida manobra, 
entretanto, Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e, no momento da 
ultrapassagem, vem a atingir Diogo, motociclista que, em alta velocidade, conduzia sua moto no 
sentido oposto da via. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria 
Jerusa e das demais testemunhas, Diogo falece em razão dos ferimentos sofridos pela colisão. 
Instaurado o respectivo inquérito policial, após o curso das investigações, o Ministério Público 
decide oferecer denúncia contra Jerusa, imputando-lhea prática do delito de homicídio doloso 
simples, na modalidade dolo eventual (art. 121 c/c art. 18, I parte final, ambos do CP). Argumentou 
o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que poderia causar ao 
não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem, além de não atentar para o trânsito em 
sentido contrário. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos processuais 
exigidos em lei foram regularmente praticados. Finda a instrução probatória, o juiz competente, 
em decisão devidamente fundamentada, decidiu pronunciar Jerusa pelo crime apontado na inicial 
acusatória. O advogado de Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-
feira). Contra essa decisão, a defesa interpôs, no dia 09 de agosto de 2013, recurso em sentido 
estrito. Ao proceder ao juízo de admissibilidade, o Magistrado não recebeu o recurso, sob o 
fundamento de que foi interposto de forma intempestiva, já que, considerando o dia de início 02 
de agosto de 2013, o prazo venceu no dia 06 de agosto de 2013. Atento ao caso apresentado e 
tendo como base apenas os elementos fornecidos, elabore o recurso cabível, instruindo-o com a 
cópia integral do processo. (Valor 5,00) 
 
Razões de Apelação 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Desejando comprar um novo carro, Leonardo, jovem com 19 anos, decidiu praticar um crime de 
roubo em um estabelecimento comercial, com a intenção de subtrair o dinheiro constante do caixa. 
Narrou o plano criminoso para Roberto, seu vizinho, mas este se recusou a contribuir. Leonardo 
decidiu, então, praticar o delito sozinho. Dirigiu-se ao estabelecimento comercial, nele ingressou 
e, no momento em que restava apenas um cliente, simulou portar arma de fogo e o ameaçou de 
morte, o que fez com ele saísse, já que a intenção de Leonardo era apenas a de subtrair bens do 
estabelecimento. Leonardo, em seguida, consegue acesso ao caixa onde fica guardado o dinheiro, 
mas, antes de subtrair qualquer quantia, verifica que o único funcionário que estava trabalhando 
no horário era um senhor que utilizava cadeiras de rodas. Arrependido, antes mesmo de ser 
notada sua presença pelo funcionário, deixa o local sem nada subtrair, mas, já do lado de fora da 
loja, é surpreendido por policiais militares. Estes realizam a abordagem, verificam que não havia 
qualquer arma com Leonardo e esclarecem que Roberto narrara o plano criminoso do vizinho para 
a Polícia. Tomando conhecimento dos fatos, o Ministério Público requereu a conversão da prisão 
em flagrante em preventiva e denunciou Leonardo como incurso nas sanções penais do art. 157, 
§ 2º-A, inciso I, c/c o art. 14, inciso II, ambos do Código Penal. Após decisão do magistrado 
competente, qual seja, o da 1ª Vara Criminal de Belo Horizonte/MG, de conversão da prisão e 
recebimento da denúncia, o processo teve seu prosseguimento regular. O homem que fora 
ameaçado nunca foi ouvido em juízo, pois não foi localizado, e, na data dos fatos, demonstrou 
não ter interesse em ver Leonardo responsabilizado. Em seu interrogatório, Leonardo confirma 
integralmente os fatos, inclusive destacando que se arrependeu do crime que pretendia praticar. 
Constavam no processo a Folha de Antecedentes Criminais do acusado sem qualquer anotação 
e a Folha de Antecedentes Infracionais, ostentando uma representação pela prática de ato 
infracional análogo ao crime de tráfico, com decisão definitiva de procedência da ação 
socioeducativa. O magistrado concedeu prazo para as partes se manifestarem em alegações 
finais por memoriais. O Ministério Público requereu a condenação nos termos da denúncia. O 
advogado de Leonardo, contudo, renunciou aos poderes, razão pela qual, de imediato, o 
magistrado abriu vista para a Defensoria Pública apresentar alegações finais. 
Em sentença, o juiz julgou procedente a pretensão punitiva estatal. No momento de fixar a pena-
base, reconheceu a existência de maus antecedentes em razão da representação julgada 
procedente em face de Leonardo enquanto era inimputável, aumentando a pena em 06 (seis) 
meses de reclusão. Não foram reconhecidas agravantes ou atenuantes. Na terceira fase, 
incrementou o magistrado em 2/3 (dois terços) a pena, justificando ser desnecessária a apreensão 
de arma de fogo, bastando a simulação de porte do material diante do temor causado à vítima. 
Com a redução de 1/3 (um terço) pela modalidade tentada, a pena final ficou acomodada em 5 
(cinco) anos de reclusão. O regime inicial de cumprimento de pena foi o fechado, justificando o 
magistrado que o crime de roubo é extremamente grave e que atemoriza os cidadãos de Belo 
Horizonte todos os dias. Intimado, o Ministério Público apenas tomou ciência da decisão. A irmã 
de Leonardo o procura para, na condição de advogado, adotar as medidas cabíveis. Constituída 
nos autos, a defesa interpôs o recurso cabível. O Magistrado recebeu o recurso, sendo a defesa 
intimada no dia 06 de maio de 2019, segunda-feira, sendo terça-feira dia útil em todo o país. 
 
Com base nas informações expostas acima e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do 
prazo, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
 
 
 
 
Contrarrazões de Agravo em Execução 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo 
simples, pois, quando tinha 20 (vinte) anos de idade, subtraiu de Renata, mediante grave ameaça, 
um aparelho celular. Apesar de o crime restar consumado, o telefone celular foi recuperado pela 
vítima. Os fatos foram praticados em 12 de dezembro de 2011. Por tal conduta, foi Gilberto 
denunciado e condenado como incurso nas sanções penais do art. 157, caput, do Código Penal 
a uma pena privativa de liberdade de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime 
inicial fechado e 12 (doze) dias multa, tendo a sentença transitada em julgado para ambas as 
partes em 11 de setembro de 2013. Gilberto havia respondido ao processo em liberdade, mas, 
desde o dia 15 de setembro de 2013, vem cumprindo a sanção penal que lhe foi aplicada 
regularmente, inclusive obtendo progressão de regime. Nunca foi punido pela prática de falta 
grave e preenchia os requisitos subjetivos para obtenção dos benefícios da execução penal. No 
dia 25 de agosto de 2015, você, advogado(a) de Gilberto, formulou pedido de obtenção de 
livramento condicional junto ao Juízo da Vara de Execução Penal da comarca do Rio de 
Janeiro/RJ, órgão efetivamente competente. O pedido foi deferido pelo Magistrado. O Ministério 
Público foi intimado da decisão em 14 de setembro de 2015, uma segunda-feira, sendo terça-feira 
dia útil. Inconformado, o Ministério Público apresentou recurso de agravo em execução perante o 
juízo competente, acompanhado das respectivas razões recursais, no dia 30 de setembro de 
2015, alegando: 
a) o crime de roubo é crime hediondo, não tendo sido cumpridos, até o momento do 
requerimento, 2/3 (dois terços) da pena privativa de liberdade; 
b) ainda que não fosse hediondo, não estariam preenchidos os requisitos objetivos para o 
benefício, tendo em vista que Gilberto, por ser portador de maus antecedentes, deveria cumprir 
metade da pena imposta para obtenção do livramento condicional; 
c) indispensabilidade da realização de exame criminológico, tendo em vista que os crimes de 
roubo, de maneira abstrata, são extremamente graves e causam severos prejuízos para a 
sociedade. 
O magistrado, então, recebeu o recurso de agravo em execução e intimou, no dia 19 de outubro 
de 2015 (segunda-feira), sendo terça feiradia útil em todo o país, você, advogado(a) de Gilberto, 
para apresentar a medida cabível. 
 
Com base nas informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem ser 
inferidas do caso concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas 
corpus, no último dia do prazo, sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. (Valor: 
5.00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contrarrazões de Recurso em Sentido Estrito 
 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – ADAPTADA 
 
Enunciado 
 
No dia 25 de janeiro de 2015, Roniquito Vieira foi flagrado vendendo razoável quantidade de 
cocaína. Ao consultar os registros policiais, a autoridade policial verificou que não havia nenhum 
procedimento policial ainda instaurado contra Roniquito. Não obstante isso, deu início à lavratura 
do auto de prisão em flagrante pela prática do delito de tráfico ilícito de entorpecentes, previsto no 
art. 33 da Lei nº 11.343/2006. Ao tomar vista dos autos, o Ministério Público requereu a conversão 
da prisão em flagrante em preventiva. O Magistrado proferiu decisão indeferindo o pedido e 
concedeu a liberdade provisória a Roniquito. O Ministério Público foi intimado da decisão no dia 
04 de maio de 2016, quarta-feira, e apresentou recurso em sentido estrito perante o juízo de 
primeira instância, acompanhado das respectivas razões, no dia 19 de maio de 2016 (quinta-feira), 
argumentando que: a) o crime de tráfico de drogas é insuscetível de liberdade provisória, nos 
termos do art. 44 da Lei nº 11.343/2006; b) estão presentes os requisitos da prisão preventiva, 
sobretudo a garantia da ordem pública, já que o crime de tráfico de drogas é grave, pois fomenta 
a existência de um Estado paralelo e a prática de outros delitos. O Magistrado, então, recebeu o 
recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público e intimou, no dia 09 de junho de 2016 
(quinta-feira), você, advogado(a) de Roniquito, para apresentar a medida cabível. Com base nas 
informações expostas na situação hipotética e naquelas que podem ser inferidas do caso 
concreto, redija a peça cabível, excluída a possibilidade de habeas corpus, no último dia do prazo, 
sustentando todas as teses jurídicas pertinentes. 
 
Considerando apenas as informações narradas, na condição de advogado(a) de Túlio, 
redija a peça jurídica cabível, diferente de habeas corpus, apresentando todas as teses 
jurídicas pertinentes. A peça deverá ser datada no último dia do prazo para interposição, 
considerando-se que todos os dias de segunda a sexta-feira são úteis em todo o país. 
(Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere 
pontuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Padrão De Respostas 
 
Queixa Crime 
 
PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL – XV EXAME OAB (Adaptada) 
 
Enunciado 
 
Enrico, engenheiro de uma renomada empresa da construção civil, possui um perfil em uma das 
redes sociais existentes na Internet e o utiliza diariamente para entrar em contato com seus 
amigos, parentes e colegas de trabalho. Enrico utiliza constantemente as ferramentas da Internet 
para contatos profissionais e lazer, como o fazem milhares de pessoas no mundo 
contemporâneo. 
No dia 07/05/2021, Enrico comemora aniversário e planeja, para a ocasião, uma reunião à noite 
com parentes e amigos para festejar a data em uma famosa churrascaria da cidade de Niterói, 
no estado do Rio de Janeiro. Na manhã de seu aniversário, resolveu, então, enviar o convite por 
meio da rede social, publicando postagem alusiva à comemoração em seu perfil pessoal, para 
todos os seus contatos. 
Helena, vizinha e ex-namorada de Enrico, que também possui perfil na referida rede social e está 
adicionada nos contatos de seu ex, soube, assim, da festa e do motivo da comemoração. Então, 
de seu computador pessoal, instalado em sua residência, um prédio na praia de Icaraí, em 
Niterói, publicou na rede social uma mensagem no perfil pessoal de Enrico. 
Naquele momento, Helena, com o intuito de ofender o ex-namorado, publicou o seguinte 
comentário: “não sei o motivo da comemoração, já que Enrico não passa de um idiota, bêbado, 
irresponsável e sem vergonha!”, e, com o propósito de prejudicar Enrico perante seus colegas 
de trabalho e atingir sua reputação acrescentou, ainda, “ele trabalha todo dia embriagado! No 
dia 10 do mês passado, ele cambaleava bêbado pelas ruas do Rio, inclusive, estava tão bêbado 
no horário do expediente que a empresa em que trabalha teve que chamar uma ambulância para 
socorrê-lo!”. 
Imediatamente, Enrico, que estava em seu apartamento e conectado à rede social por meio de 
seu tablet, recebeu a mensagem e visualizou a publicação com os comentários ofensivos de 
Helena em seu perfil pessoal. 
Enrico, mortificado, não sabia o que dizer aos amigos, em especial a Carlos, Miguel e Ramirez, 
que estavam ao seu lado naquele instante. Muito envergonhado, Enrico tentou disfarçar o 
constrangimento sofrido, mas perdeu todo o seu entusiasmo, e a festa comemorativa deixou de 
ser realizada. No dia seguinte, Enrico procurou a Delegacia de Polícia Especializada em 
Repressão aos Crimes de Informática e narrou os fatos à autoridade policial, entregando o 
conteúdo impresso da mensagem ofensiva e a página da rede social na Internet onde ela poderia 
ser visualizada. Passados cinco meses da data dos fatos, Enrico procurou seu escritório de 
advocacia e narrou os fatos acima. Você, na qualidade de advogado de Enrico, deve assisti-lo. 
Informa-se que a cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, possui Varas Criminais e 
Juizados Especiais Criminais. 
Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso 
concreto acima, redija a peça cabível, excluindo a possibilidade de impetração de “habeas 
corpus”, sustentando, para tanto, as teses jurídicas pertinentes, datando-a no último dia do prazo. 
(Valor: 5,00) 
 
A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar 
respaldo à pretensão. 
 
AO JUÍZO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE NITERÓI/RJ 
 
 
 
 
 
ENRICO, nacionalidade..., estado civil..., engenheiro, RG..., CPF..., com 
endereço eletrônico..., residente e domiciliado na Rua...., por meio do seu procurador infra-
assinado, com procuração com poderes especiais, vem, respeitosamente, à presença de 
Vossa Excelência, ajuizar a presente QUEIXA-CRIME, com base nos arts. 30, 41 e 44, 
todos do Código de Processo Penal, e art. 100, § 2º, do Código Penal, contra HELENA, 
nacionalidade..., estado civil..., profissão..., RG..., CPF..., com endereço eletrônico..., 
residente na Rua ..., pelos fatos a seguir expostos. 
 
I) DA TEMPESTIVIDADE 
A presente queixa-crime é tempestiva, pois oferecida dentro do prazo de 6 
meses, previsto no artigo 38 do Código de Processo Penal e artigo 103 do Código Penal. 
 
II) DOS FATOS 
No dia 07 de maio de 2021, no prédio na praia de Icaraí, em Niterói, a 
querelada Helena difamou e injuriou o querelante, imputando-lhe fato ofensivo à sua 
reputação e ofendeu, ainda, sua dignidade e o decoro. 
Na ocasião, Helena, vizinha e ex-namorada de Enrico, que também possui 
perfil na referida rede social e está adicionada nos contatos do querelante, por meio do seu 
computador pessoal, instalado em sua residência, publicou no perfil pessoal de Enrico o 
seguinte comentário: “não sei o motivo da comemoração, já que Enrico não passa de um 
idiota, bêbado, irresponsável e sem vergonha”, e, com o propósito de prejudicar Enrico 
perante seus colegas de trabalho

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