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A B C 1 Marcar para revisão No Parecer 11/2000, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, lê-se que: "Não se pode considerar a EJA e o novo conceito que a orienta apenas como um processo inicial de alfabetização. A EJA busca formar e incentivar o leitor de livros e das múltiplas linguagens visuais juntamente com as dimensões do trabalho e da cidadania. Ora, isto requer algo mais desta modalidade que tem diante de si pessoas maduras e talhadas por experiências mais longas de vida e de trabalho". Com base nessa afirmação, é correto afirmar: A EJA não se resume à alfabetização, mas se apresenta como modalidade que atravessa toda a educação básica. A EJA deve priorizar os sujeitos excluídos da escola para serem alfabetizados e se prepararem para a inserção no mercado de trabalho. O novo conceito da EJA em vigor na educação brasileira a considera como modalidade voltada apenas à alfabetização de jovens e adultos, para que cada um, após alfabetizado, possa se inserir em curso de capacitação de mão de obra. Questão 1 de 10 Em branco (10) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Finalizar exercícios Lista de exercícios Uma Visão… Sair e finalizar depois D E A B C A alfabetização de jovens e adultos não é tarefa da escola, e sim de projetos que possibilitem a essas pessoas se matricularem no ensino fundamental e trilharem seu percurso formativo escolar. A função do EJA é preparar para que os adultos estejam aptos para retornar ao ensino regular. 2 Marcar para revisão Nas décadas de 40 e 50 do século XX houve determinantes políticos e pedagógicos de âmbitos Internacionais e Nacionais que apontaram para a necessidade social do ensino da EJA. Neste sentido, temos no cenário Internacional a atuação da UNESCO que apoia a primeira política pública nacional oferecida a população brasileira não escolarizada, iniciada em 1947. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, esta política pública. CEAA. MOBRAL. Brasil leitor. D E A B C Pátria alfabetizadora. FUNABEM. 3 Marcar para revisão Ao longo das décadas de 1950 e 1960, o Brasil vivenciou diversas campanhas educacionais, como a CNER, a CNEA e o Sirena. Essas campanhas representaram tentativas de combate ao analfabetismo, mas revelaram também desafios para a institucionalização da EJA. Com base nesse histórico, qual foi uma crítica recorrente às campanhas nacionais de alfabetização promovidas no período citado? A ausência total de ações voltadas à educação no meio rural. A fragmentação e falta de continuidade dificultam a consolidação de uma política pública estável A substituição das campanhas por políticas públicas permanentes de imediato D E A B A ênfase no ensino de ciências naturais, sem abordar conteúdos de alfabetização A eliminação do analfabetismo em regiões atendidas por essas campanhas. 4 Marcar para revisão A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira (Lei Nº 4.024/1961 de 20 de dezembro de 1961) é sancionada em um ambiente político conturbado, logo após a assunção de João Goulart como presidente da república em setembro de 1961, após uma intensa crise gerada pela renúncia do titular da chapa (Jânio Quadros) com sete meses de mandato, ocasionando um período de Governo provisório e de lutas políticas com a oposição dos militares. João Goulart governa até 31 de março de 1964, quando é deposto por um Golpe Militar. QUEIROZ, M. N. A.; HOUSOME, Y. As disciplinas científicas do ensino básico na legislação educacional brasileira nos anos de 1960 e 1970. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), v. 20, p. e9723, 7 jan. 2019. Assinale a alternativa que apresenta um dos mais significativos debates trazidos pela LDB de 1961. A prioridade da escola pública. A prioridade do ensino privado. C D E A B C D E A privatização do ensino público. A necessidade de concursos públicos para gestores. O foco no ensino de filosofia e sociologia. 5 Marcar para revisão Na história da educação brasileira, diferentes concepções pedagógicas influíram e ainda influem na prática docente voltada para a educação de jovens e adultos. Uma delas, a concepção defendida por Paulo Freire, tem destaque. Considerando o olhar para o EJA podemos chamar esse desenvolvimento de voltado para: Mercado de trabalho. Nacionalismo. Cidadania. Inovação Tecnológica. Conformidade social. 6 Marcar para revisão A B C Dados oficiais e pesquisas recentes têm apontado que, diferentemente de tempos passados, a maior parte das pessoas que busca no sistema educacional brasileiro oportunidades de estudos acelerados em horário noturno não são adultos ou idosos analfabetos, mas, principalmente, adolescentes e jovens pobres que, após realizar uma trajetória escolar descontínua, marcada por insucessos e desistências, retornam à escola em busca de credenciais escolares e de espaços de aprendizagem, sociabilidade e expressão cultural. Esse processo é um fenômeno: Que, segundo Paulo Freire, é resultante de um processo de opressão das classes populares do país. Que está presente na educação de jovens e adultos desde os anos 1940, quando o governo brasileiro criou o Ensino Supletivo. Que se deve à combinação de fatores ligados ao mercado de trabalho e ao sistema educativo, potencializados pela redução da idade mínima para frequentar a EJA (LDB, 1996). D E Que se constitui numa estratégia oficial para aproximar os estudantes jovens e os adultos analfabetos em uma mesma turma. Que se segue os direcionamentos dos educadores e pesquisadores da Educação quando tratam do Ensino de Jovens e Adultos. 7 Marcar para revisão (Prefeitura Municipal de Senador Eloi de Souza/2014) Segundo dados oficiais, os índices de distorção idade-série nos anos finais do ensino fundamental no Rio Grande do Norte chegam a 41%, ou seja, em cada 100 alunos, 41 estão com atraso de dois anos ou mais. Diante desse fenômeno, a ação dos gestores tende a ser matricular esse contingente de estudantes na Educação de Jovens e Adultos - EJA. Essa atitude dos gestores revela: A B C D E Uma coerência com as determinações das Diretrizes Curriculares Nacionais, que orientam a que a EJA seja o principal mecanismo de correção de fluxos da educação básica nesses casos. Um equívoco profundo, pois classes de aceleração e educação de jovens e adultos são categorias distintas na organização do trabalho pedagógico. Uma compreensão adequada da legislação educacional brasileira sobre a EJA, na medida em que protege os educandos da exclusão, integrando-os ao sistema do Ensino Supletivo vigente. Um equívoco decorrente da falta de conhecimento da legislação educacional brasileira, que aponta que somente estudantes a partir de 21 anos deveriam ser matriculados na EJA. Um processo de falta de conhecimento sobre o EJA e sua História, afinal estamos em um momento de ampliação da demanda desta modalidade. 8 Marcar para revisão A B C D E Pensando a Educação de Adultos, mesmo dentro da problemática do ensino elementar, nota-se que a partir dos anos de 1920 ela começa a ter uma importância maior. Sobre isso, analise as afirmativas: I. No início do governo Getúlio Vargas teremos a primeira manifestação em direção da separação da Educação dos Adultos da Educação Elementar Comum. II. O Censo de 1940 apresentou altos índices de analfabetismo e mais uma vez a problemática do analfabetismo concentra atenções. III. O tema passa a ter maior relevância e destacar-se como uma temática distinta daquela relacionada à difusão do ensino elementar das crianças em idade escolar. IV. Neste período os baixos índices de analfabetismo fizeram com que a Educação de Jovens e Adultos fosse pensada para níveis superiores de instrução, elevando os investimentos como nunca visto. É correto o que se afirma em: I e II, apenas. II e IV, apenas.I e III, apenas. I, II e III, apenas. I, II, III e IV. A B C 9 Marcar para revisão A Educação de Jovens e Adultos abarca processos formativos diversos, cuja efetivação se dá a partir da interação de uma variedade de atores. Por um lado, envolve o Estado, as organizações da sociedade civil e o setor privado, entre outros, e, por outro, uma gama diversificada e extensa de sujeitos, representantes das camadas mais empobrecidas da população. São trabalhadores e não trabalhadores, indivíduos das populações das regiões metropolitanas e rurais, internos penitenciários, contingentes esses que, em sua maioria, são formados por jovens, afrodescendentes, como também portadores de necessidades especiais. Nesse contexto, é correto afirmar que a EJA: Atualmente é formada, principalmente, por adultos analfabetos que não tiveram acesso à educação escolar quando crianças e/ou adolescentes. Conta com uma diversidade de sujeitos cujo elemento de homogeneidade é o pertencimento às classes economicamente subalternas de nossa sociedade. Atualmente é formada por trabalhadores que esperam melhorar sua condição de emprego e renda com um aumento da escolarização. D E É um todo homogêneo de pessoas que atrasaram seus estudos e que pretendem retornar ao ensino regular e concluí-lo em direção a uma universidade. Começa como um estudo voltado a camponeses, mas depois se torna uma referência urbana. 10 Marcar para revisão Em uma sociedade predominantemente grafocêntrica, onde o código escrito ocupa posição privilegiada, um problema a ser enfrentado é o não acesso igualitário ao domínio da leitura e da escrita. As raízes da negação a esse direito são de ordem histórico-social, na medida em que, no Brasil, o caráter subalterno atribuído pelas elites dirigentes à educação escolar de negros escravizados, índios reduzidos, caboclos migrantes e trabalhadores braçais, entre outros, impediu-os da plena cidadania, de modo que os descendentes desses grupos ainda hoje sofrem as consequências dessa realidade histórica. Assim, de acordo com a maturação das estratégias do EJA como um processo de cidadania, podemos afirmar que o EJA tem uma função: A B C D E Reparadora, pela qual reconhece a dívida social histórica e se posiciona como mecanismo não só de entrada dos sujeitos no circuito dos direitos civis pela restauração de um direito negado (o direito a uma escola de qualidade), mas também como reconhecimento daquela igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano. Equalizadora, dado o seu papel de transformar os educandos dessa modalidade em sujeitos que possam retornar ao ensino regular em condições de igualdade de aprendizagem com os demais sujeitos. Qualificadora, pela qual possibilita ao sujeito o aprendizado e a apropriação do código escrito: ferramenta que o qualifica como trabalhador produtivo e inserido na sociedade. Social, que possibilita a inserção das pessoas a quem foram negados os direitos elementares de acesso à educação básica. Econômica, para permitir uma melhoria da qualidade de vida e buscar empregos melhores.