Porque garantir que seu site tenha acessibilidade
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Porque garantir que seu site tenha acessibilidade


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Porque garantir que seu site tenha acessibilidade 
 
Por Daniella Castelucci 
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/11/25/porque-garantir-que-seu-site-
tenha-acessibilidade/ 
 
 
A acessibilidade é um conceito que ganhou foco da web há pouco 
tempo, quando deficientes visuais começaram a ganhar processos 
judiciais contra empresas que tinham websites sem uma versão que 
pudesse ser acessada por usuários com programas leitores de tela. 
Mas a acessibilidade não tange somente à deficiência visual: um site 
acessível deve ter sido construído preocupando-se sempre com o que 
ele vai exigir também de capacidade motora, recursos técnicos, 
largura de banda e capacidade auditiva. 
Vale lembrar que um site com uma abertura em Flash pesada, sem a 
opção de pular esta abertura para exibir o conteúdo, não será 
acessado corretamente por pessoas que utilizam conexão discada ou 
não tenham o Flash player instalado. 
Além disso, páginas que exigem que o usuário clique em pontos 
específicos da tela, arrastem elementos ou movam barras de rolagem 
estreitas exigem uma coordenação motora difícil para usuários com 
braços comprometidos, problemas nervosos ou visão limitada. 
O W3C, consórcio responsável pela criação e homologação de 
padrões para a internet, apresenta um conjunto de 14 diretrizes a 
serem seguidas pelos desenvolvedores web para garantir que o site 
seja acessível por qualquer pessoa que esteja interessada nele. 
Estas diretrizes incluem regras com relação à exibição de vídeos, 
imagens, legendas, versões alternativas de conteúdo e possibilitam a 
classificação dos sites considerados acessíveis em três níveis, 
conhecidos como \u201c3 As\u201d, dependendo do grau de necessidade das 
diretrizes que foram seguidas. 
O grau mais alto é o \u201cAAA\u201d. Acesse a lista de diretrizes em sua versão 
original. Há também uma versão em português. 
As diretrizes do W3C são as mais recomendadas por considerarem 
quase todos os tipos de limitações que os usuários podem encontrar, 
além de orientar sobre as alternativas que garantem a acessibilidade 
e fornecer um guia de validação para a produção HTML. E é somente 
seguindo estas diretrizes que um site pode ganhar o selo de 
acessibilidade. 
A Prodam (empresa de tecnologia da informação e comunicação do 
município de São Paulo) cita em seu site que, de acordo com o Censo 
do IBGE de 2000, quase 25 milhões de brasileiros têm pelo menos 
uma deficiência. 
Além disso, existem diversas leis de universalização da informação e 
igualdade entre cidadãos que só podem ser seguidas se a sua página 
não faz com que cidadãos com deficiências sintam-se excluídos de 
sua audiência. Vale lembrar, também, que a acessibilidade amplia 
consideravelmente o público de um site, o que a transforma em uma 
decisão estratégica. 
A Europa é pioneira na popularização da acessibilidade e na produção 
de conteúdo sobre este tema. No site português Visibilidade.net 
podemos encontrar uma lista interessante com ferramentas para 
desenvolvimento e validação de páginas acessíveis. 
Por exigir uma preocupação constante com a implementação de 
recursos que ainda não possuem um equivalente que respeite as 
deficiências dos usuários e de seus equipamentos, a acessibilidade é 
vista com maus olhos por alguns profissionais da criação. Esta é uma 
postura precipitada, pois existem muitas soluções criativas que 
tornam o site atraente tanto para o usuário comum quanto para 
aquele com alguma necessidade especial, além de diversas 
alternativas simples para os recursos de mídia. 
Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre que postura tomar com 
relação à acessibilidade, assista o vídeo Acessibilidade Web \u2013 Custo 
ou Benefício. Certamente será mais fácil adotar este conceito após 
conhecer os exemplos de vida deste filme.