PSICOPATOLOGIA GERAL-loucura - histórico - juízo de realidade...
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PSICOPATOLOGIA GERAL-loucura - histórico - juízo de realidade...


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LOUCURA: CONCEITO, 
CONCEPÇÃO MÍTICA E SEU 
DESENVOLVIMENTO 
Profa. Lédice Oliveira 
Psicopatologia Geral 
BIBLIOGRAFIA 
COCIUFFO, T. Encontro marcado com a loucura: 
ensinando e aprendendo psicopatologia. São Paulo: 
Luc Editora, 2001. cap. I, II. 
LOUCURA: RESGATE HISTÓRICO 
\uf0a2 Homero (700 a.c.) - Grécia Antiga: loucura atribuída 
à ação dos deuses; 
 
\uf0a2 Ésquilo (525-456 a.c.), Sófocles (496-406 a.c.), 
Erípedes (485-407 a.c.): A loucura é produto dos 
conflitos passionais do homem, das paixões, onde se 
localiza a sede entre o desejo e a regra social 
(semelhança com a psicanálise); 
 
\uf0a2 Platão (427-327 a.c.): A loucura acontecia quando a 
alma irracional (tórax) estava de alguma forma 
separada de sua parte racional (cérebro \u2013 imortal). 
Ocorria pela má distribuição dos \u201chumores\u201d. Há 
dualidade (mente/corpo); 
\uf0a2 Hipócrates (460 a.c. \u2013 380 a.c.): Loucura 
resultante da crise do sistema de humores 
(concepção organicista). Cérebro como sede das 
emoções e pensamento. Ex.: Causa: frustração 
sexual; Sintoma: histeria; Terapêutica: 
casamento. 
 
\uf0a2 Galeno (131 \u2013 200 d.c.): loucura como disfunção 
encefálica. Estudioso da anatomia: diferenciação 
dos nervos sensoriais e motores. Prevalece o 
modelo organicista (causas orgânicas); 
 
\uf0a2 Idade Média: reedita-se o modelo mítico de 
Homero. 
\uf0a2 Renascimento (Séc. XV e XVI) e a Reforma (Sec. 
XV): transição gradativa para a concepção 
científica da loucura. Há a disputa entre médicos 
e teólogos pelas histéricas, pois elas não seriam 
responsáveis por seus atos, devendo ser 
consideradas como doentes mentais e não como 
bruxas; 
 
\uf0a2 Pinel (1745-1826): Priorizou os aspectos 
comportamentais da loucura. Defendia que a 
histeria era decorrente de afacções psíquicas 
(psicogênese), ou seja, uma \u201cneurose\u201d; 
 
\uf0a2 Mesmer (1734-1815): loucura como desequilíbrio 
do fluído universal. O médico era um magnetizador 
restabelecendo a distribuição de fluído pelo corpo; 
 
\uf0a2 Braid (1795-1860): termo hipnotismo: provocar 
estado de sono nos pacientes \u201cnervosos\u201d, 
ressaltando a natureza psicológica, por meio da 
exploração de conteúdo inconsciente como 
originário do mau estado psíquico; 
 
\uf0a2 Liébeault (1823-1904) e Bernheim (1840-1919): 
hipnotismo como tratamento, o qual era \u201cmera 
questão de sugestão\u201d; 
 
\uf0a2 Charcot (1823-1893): estado hipnótico como 
doença artificialmente produzida, com componentes 
orgânicos, só podia ser provocada em histéricos. 
Há tendência em explicar as desordens do compto. 
e afetivas como produto de modificações 
cerebrais; 
 
\uf0a2 Kraepelin (1856-1926): fundou a nosologia 
psquiátrica. Há prevalência do corpo e 
ausência do doente. Ignorava-se a fala; 
 
\uf0a2 Bleuler (1857-1939): importância da clínica 
baseada na escuta do paciente; 
 
\uf0a2 Freud (Séc. XIX): sujeito do inconsciente, o 
sujeito habitado por forças que desconhece \u2013 
subjetividade. Ressaltou a importância da 
escuta e do tratamento. Não se sabe 
exatamente onde começa e onde acaba a 
sanidade mental \u2013 presença fluida da 
psiquiatria. 
1950 - PSICOFARMACOLOGIA 
 
 
 
\uf0a2 Grande benefício 
quando 
administrada 
adequadamente; 
 
\uf0a2 Conforto ( dor); 
 
\uf0a2 Remissão dos 
sintomas. 
 
 
 
\uf0a2 Concepção reducionista 
\u2013 psiquismo é 
equivalente à cérebro; 
 
\uf0a2 Não podem curar o 
sofrimento psiquico; 
 
\uf0a2 Não promove mudança 
de perspectiva. 
PSICANÁLISE 
Charcot: método hipnótico 
Breuer: método catártico 
Freud: teoria sexual 
(rompimento com Breuer) 
OPS!! PODE CAIR NA PROVA!! 
\uf0a2Psicofarmacologia (aspectos positivos e 
negativos); 
 
\uf0a2Psicanálise (conceito de sanidade 
mental); 
 
\uf0a2Precursores da psicanálise e seus 
pressupostos. 
NORMAL 
X 
PATOLÓGICO 
Profa. Lédice Oliveira 
Psicopatologia Geral 
BIBLIOGRAFIA 
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia 
dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 2008. cap. 3 
CRITÉRIOS DE NORMALIDADE EM 
PSICOPATOLOGIA 
1) Normalidade como ausência de doença: indivíduo 
que não é portador de um transtorno mental 
definido; 
 
2) Normalidade ideal: supostamente \u201csadio\u201d, é 
socialmente construída; 
 
3) Normalidade estatística: o normal passa a ser 
aquilo que se observa com mais frequência; 
 
4) Normalidade como bem-estar: completo bem-
estar físico, mental e social, e não simplesmente 
como ausência de doença. 
1) Normalidade funcional: quando não há sofrimento; 
 
2) Normalidade como processo: considera-se os 
aspectos dinâmicos do desenvolvimento psicossocial; 
 
3) Normalidade subjetiva: se dá maior ênfase à 
percepção subjetiva do próprio indivíduo; 
 
4) Normalidade como liberdade: quando não se está 
limitado em suas possibilidades existenciais, como 
acontece com a doença mental; 
 
5) Normalidade operacional: defini-se \u201cnormal\u201d e 
\u201cpatológico\u201d e trabalha-se operacionalmente c/ estes 
conceitos. 
 
PSICOPATOLOGIA E SEUS 
FENÔMENOS 
Profa. Lédice Oliveira 
Psicopatologia Geral 
BIBLIOGRAFIA 
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia 
dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes 
Médicas, 2008. cap. 3 
 
COCIUFFO, T. Encontro marcado com a loucura: 
ensinando e aprendendo psicopatologia. São Paulo: 
Luc Editora, 2001. cap. I, II. 
 
Conjunto de 
conhecimentos 
sobre o 
adoecimento 
mental do ser 
humano 
vivências 
Estados 
mentais 
Padrões 
de 
comporta
mento 
PSICOPATOLOGIA 
LIMITES DA CIÊNCIA 
PSICOPATOLÓGICA 
Nunca se pode reduzir por completo o ser humano 
a conceitos psicopatológicos!!! 
Em todo o indivíduo, oculta-se algo que 
não se pode conhecer!!! 
Forma (estrutura) 
Alucinação 
Delírio 
Idéia obsessiva 
Labilidade afetiva 
Conteúdo (o que 
preenche) 
Culpa 
Religião 
Persecutoriedade 
Grandeza 
SINTOMAS 
CLASSIFICAÇÃO DOS 
FENÔMENOS 
\u2022 Comum em todas as pessoas 
(ex.: fome, medo ...) Semelhantes 
\u2022 Há fenômenos semelhantes, 
porém com alguma alteração 
(ex.: tristeza -> depressão) 
Parcialmente 
semelhantes 
\u2022 Próprias das doenças mentais 
\u2013 fenômenos psicóticos (ex.: 
alucinações, delírios ...) 
Diferentes 
PSICANÁLISE 
\uf0a2 Freud: a neurose seria o resultado do conflito 
entre o \u201cego\u201d e o \u201cid\u201d e, em troca, a psicose, 
o desenlace análogo de tal perturbação das 
relações entre o \u201cego\u201d e o mundo externo 
\u2022 \u201cego\u201d X \u201cid\u201d 
Neurose 
\u2022 \u201cego\u201d X 
mundo externo Psicose 
PSICANÁLISE 
\uf0a2 Melanie Klein: o psicótico não conseguiu superar as 
angústias primitivas da infância e regressou a elas 
quando sua psicose se tornou manifesta. Todos 
possuímos simultaneamente uma parte não psicótica 
e uma outra psicótica. 
A diferença está no 
caráter regressivo 
(quantitativo)!! 
NA PRÁTICA .... 
Entrevista 
Psicológica 
Existência de 
transtornos 
mentais 
Aspectos da 
personalidade 
(desenvolvimento) 
Grau de 
sofrimento 
psíquico 
Objeto de estudo indivíduo em 
 sofrimento psíquico 
 intenso 
Ressalta-se o caráter 
HUMANO!! 
PSICÓLOGO 
\uf0a2 Trabalha para além do diagnóstico, no encontro 
do sofrimento do \u201coutro\u201d e na busca de sentido 
para esse sofrimento, o que implica a 
compreensão da realidade psíquica, cultural e 
econômica dessa população. 
 
\uf0a2 Objetiva avaliar o grau de saúde que persiste no 
paciente para, a partir daí, iniciar uma 
psicoterapia. 
 
\uf0a2 Trabalha no encontro do sofrimento humano e na 
busca de sentido desse sofrimento. 
PARA REFLETIR ... 
Como pensar no \u201coutro\u201d e em como 
é possível atendê-lo, quando 
estamos tão ocupados com nossas 
angústias com relação ao nosso 
desempenho e ao que temos para 
oferecer? 
 
VALE A PENA RELEMBRAR!! VAI QUE CAI
catia
catia fez um comentário
muito grata.
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Jéssica
Jéssica fez um comentário
Bem explicativo, adorei!
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