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PROBLEMA 1 
 
 
 
 
OBJETIVO 1 
● CITAR OS COMPONENTES DO SANGUE DANDO 
ÊNFASE NAS PROTEÍNAS DO SORO E DO PLASMA 
O que é o sangue? É o tecido conjuntivo líquido que 
circula pelo sistema cardiovascular. No ser humano há 
cerca de 5 a 6 L de sangue o que corresponde de 7 a 
8% do pedo corporal. 
COMPONENTES DO SANGUE 
Sangue= plasma (55%) + elementos figurados(45%) 
ELEMENTOS FIGURADOS 
São principalmente três tipos: 
leucócitos (glóbulos brancos) 
plaquetas (trombócitos) 
eritrócitos (hemácias ou glóbulos vermelhos) 
Os eritrócitos podem ser medidos no sangue por meio 
de uma centrifugação e a porcentagem deles é 
denominada hematócrito. Além disso, na 
centrifugação as plaquetas e leucócitos ficam 
separados dos eritrócitos em uma faixa mais clara 
denominada creme leucocitário 
 
ERITRÓCITOS 
Características celulares: São: 
- anucleadas 
- sem organelas típicas 
- atuam somente na corrente sanguínea 
- formato discoide e bicôncavo (aumentar a 
área de superfície para facilitar as trocas 
gasosas) 
Constituição: são constituídos de proteínas estruturais 
do citoesqueleto, que são responsáveis pela 
flexibilidade da membrana do eritrócito e pela sua 
forma, e hemoglobina, que compõem cerca de 40% do 
volume do eritrócito. 
Hemoglobina: É uma proteína transportadora de O2 e 
CO2 e possui três principais tipos: HbA1, HbA2 e HbF. 
Esses tipos existem em proporções diferentes nos 
estágios da vida além de garantirem a troca gasosa 
mesmo na deficiência da síntese de algum dos tipos. 
- HbA1: maior prevalência nos adultos (96%) 
- HbA2: 1,5-3% da prevalência total 
- HbF: principal forma no feto, menos de 1% no 
adulto 
Tempo de vida: Em torno de 120 dias e cerca de 1% dos 
eritrócitos é removido a cada dia da circulação devido 
ao processo de senescência (envelhecimento). Esses 
eritrócitos senescentes podem: 
- ser fagocitados por madrófagos e levados ao 
baço, medula óssea ou fígado (90%) 
- ser degradados no meio intravascular por 
meio da liberação da hemoglobina (10%) 
Sua produção ocorre na medula óssea. 
➔ obs: na hipóxia renal, onde ocorre estímulo 
para liberação de eritropoietina acontece a 
modificação de uma proteína do plasma 
transformando-a em eritropoietina que 
estimula a produção de eritrócitos. 
LEUCÓCITOS 
Constitui um termo geral para uma categoria de 
células destinadas à proteção do organismo. 
Características celulares: São: 
- maiores que os eritrócitos 
- classificados de acordo com seus grânulos 
(portanto, granulócitos e a agranulócitos) 
Granulócitos: neutrófilos, basófilos e eosinófilos 
Agranulócitos: linfócitos, monócitos 
Neutrófilos: São os leucócitos mais abundantes por 
serem a primeira linha de defesa do organismo. 
Características celulares: 
- ausência de coloração citoplasmática no MET 
- núcleo multilobulado (2 a 4) 
- presença de grânulos específicos e 3 grânulos 
diferentes ao todo, o que é condizente com à 
alta gama de funçòes fagocitáeias que estes 
possuem 
- heterocromatina adjacente ao envoltório 
nuclear 
- eucromatina no centro do núcleo 
Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), 
grânulos específicos (secundários), grânulos terciários 
Produção: na medula óssea vermelha 
Eosinófilos: São mais associados à defesa contra 
parasitas e relacionados à alergias. 
Características celulares: 
- células globulares 
- dimensões semelhantes aos neutrófilos 
- grânulos com coloração avermelhada 
(acidófilos) 
- heterocromatina adjacente ao envoltório 
nuclear 
- eucromatina no centro do núcleo 
- poucas e esparsas organelas membranosas 
Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), 
grânulos específicos alongados (secundários) 
Produção: medula óssea vermelha 
Basófilos: São os leucócitos mais raros (0,5% do total) 
e são relacionados a reações de hipersensibilidade e 
anafilaxia 
Características celulares: 
- células globulares 
- grânulos com coloração arroxeada (basófilos) 
- dimensões semelhantes aos neutrófilos 
- grânulos grande corados por corantes básicos 
- organelas citoplasmáticas esparsas 
- heterocromatina adjacente ao envoltório 
nuclear 
- eucromatina no centro do núcleo 
Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), 
grânulos específicos (secundários) 
Produção: medula óssea vermelha, na célula 
progenitora de basófilos-mastócitos 
Linfócitos: São os agranulócitos mais comuns com 
funções diversas 
Características celulares: 
- grande núcleo (90% da célula) 
- não são totalmente diferenciadas 
- podem sair da circulação e ir para outros 
tecidos 
- podem conter grânulos azurófilos finos 
- divididos em 3 grupos: linfócitos T (completam 
sua maturação no timo), linfócitos B, linfócitos 
NK 
Proporção: são divididos baseados em sua função 
- linfócitos T: maioria, 65-80% 
- linfócitos B: recebem antígenos e produzem 
anticorpos específicos para eles, 20-30% 
- linfócitos NK: patrulhamento e destruição de 
células defeituosas ou infectadas, 5-15% 
Produção: medula óssea vermelha, todos grupos 
derivam da mesma célula precursora 
Monócitos: Compõem o sistema fagocitário 
mononuclear além de quando diferenciadas, atuam 
como apresentadores de antígenos para as células T. 
Características celulares: 
- maiores leucócitos 
- núcleo mais endentado 
- possuem grânulos azurófilos 
- podem migrar para outros tecidos e diferenciar 
em macrófagos 
- atuam exclusivamente na circulação 
Produção: medula óssea vermelha 
PLAQUETAS 
São pedaços de citoplasma derivados dos 
megacariócitos (células grandes da medula óssea). 
Características celulares: 
- anucleadas 
- possuem granulações, relacionados à função 
de coagulação 
Função: envolvidas na hemostasia (controle do 
sangramento). Atuam na: 
- vigilância contínua dos vasos sanguíneos 
- formação de coágulos 
- reparo do tecido lesionado 
Produção: medula óssea vermelha 
Tempo de vida: 8 a 10 dias 
 
 
 
PLASMA 
É composto de água (>90%), proteínas (7-8%) e outros 
solutos (1-2%). Há três principais proteínas no plasma: 
albuminas, imunoglobulinas e fibrinogênio. 
ALBUMINA 
Corresponde a cerca de 50% das proteínas totais e é a 
menor proteína plasmática. É produzida no fígado. 
Função 
- exercem pressão coloidosmótica no sangue, o 
que mantém a proporção de líquidos entre o 
sangue e os tecidos 
- atua como proteína carreadora, transportando 
hormônios (ex: tiroxina) , metabolitos (ex: 
bilirrubina) e fármacos (ex: barbitúricos) 
GLOBULINAS 
São proteínas globulares que são divididas em 
imunoglobulinas ou globulinas não imunes 
Imunoglobulinas 
Produção: plasmócitos (diferenciados de linfócitos B), 
em órgãos linfoides periféricos (gânglios linfáticos e 
baço), nos tecidos inflamados e na medula óssea 
Atuação: locais distantes de onde são produzidos 
Função: neutralizar e eliminar microrganismos 
infecciosos e toxinas microbianas, se transformam em 
anticorpos a partir do momento em que entram em 
contato com o antígeno. 
Globulinas não imunes 
São globulinas sem função imunológica. Incluem 
lipoproteínas (LDL, HDL, VLDL), fatores de coagulação 
(protrombina, fibrinogênio, etc.), outras proteínas que 
são trocadas entre o sangue e o tecido conjuntivo 
extracelular. 
Produção: fígado, em sua maioria 
Função: 
- lipoproteínas -> transporte de TAGs e colesterol 
esterificado 
- fatores de coagulação -> participam da 
cascata de coagulação 
- ajudam a manter a pressão coloidosmótica do 
sangue 
- transporte de substâncias como cobre, ferro e 
hemoglobina 
FIBRINOGÊNIO 
É a maior das proteínas plasmáticas e é produzida no 
fígado. Participa da cascata de coagulação, onde é 
clivada em monômeros fibrina, que se polimerizam e 
formam fibras longas por meio de ligações cruzadas. 
Dessa maneira, passa a ser insolúvel e mais leve. 
Forma redes impermeáveis no local de lesão dos vasos 
sanguíneos, impedindo a perda de sangue. 
OUTROS SOLUTOS DO PLASMA 
Além dessas três principais proteínas, no plasma, há: 
- eletrólitos (Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, etc.) 
- substâncias nitrogenadas não proteicas(ureia, 
creatinina, ácido úrico, etc.) 
- nutrientes (glicose, lipídeos, AA, etc.) 
- gases sanguíneos (O2, CO2, etc.) 
- substâncias reguladoras (hormônios e 
enzimas) 
Com exceção das grandes proteínas e de substâncias 
reguladoras, os outros solutos do plasma são 
pequenos o suficientes para atravessar a parede dos 
vasos sanguíneos e entrar nos tecidos conjuntivos 
adjacentes. 
SORO SANGUÍNEO 
É equivalente ao plasma sanguíneo, porém sem a 
presença dos fatores e proteínas de coagulação. 
É importante para fins laboratoriais pois os 
anticoagulantes contidos no plasma podem interferir 
no resultado. 
OBJETIVO 2 
● DESCREVA O SISTEMA ABO E RH 
Usualmente são 2 sistemas de tipagem sanguínea: o 
sistema ABO e Rh. Os dois sistemas são montados com 
base na existência de 2 coisas: 
- genes específicos, que determinam a 
existência de antígenos na superfície da 
membrana dos eritrócitos 
- anticorpos específicos para esses antígenos 
Que tipos de anticorpos são responsáveis pelos 
sistemas de tipagem sanguínea? 
No caso do sistema ABO… Anticorpos naturais (anti-A e 
anti-B, que são imunoglobulinas tipo M) 
No caso do sistema Rh… Anticorpos imunes (anti-D, que 
são imunoglobulinas tipo G) 
O que são anticorpos naturais? 
São os que existem no plasma de pessoas que não 
possuem o antígeno correspondente àquele anticorpo 
e nunca tiveram contato com ele 
O que são anticorpos imunes? 
Anticorpos imunes são aqueles produzidos após 
exposição direta a um antígeno específico, geralmente 
como resultado de uma infecção, vacinação ou 
transfusão de sangue incompatível. 
SISTEMA ABO 
Classifica o sangue com base na presença ou não de: 
- aglutinogênios A e B (antígenos presentes na 
superfície da membrana de eritrócitos) 
- aglutininas anti-A e anti-B (anticorpos 
presentes no plasma) 
A existência desses aglutinogênios é determinada por 
3 genes: os genes A, B, O. Esses antígenos vão ser 
encontrados na superfície dos eritrócitos e estão 
ligados aos domínios extracelulares das proteínas 
integrais de membranas (glicoforinas e proteínas de 
banda 3). 
Como os genes AB, B e O definem os tipos 
sanguíneos? 
O gene H é um gene que existe em todos seres 
humanos e controla a síntese de uma enzima que 
catalisa a síntese do antígeno ou substância H. Os 
genes A e B controlam a síntese de enzimas 
específicas que adicionam um resíduo de carboidrato 
ao antígeno H, transformando ele em antígeno A ou B. 
Assim: 
- o indivíduo tipo A possui o gene A, logo, produz 
uma enzima adicional que acrescenta um 
carboidrato ao antígeno H, firmando o 
antígeno A 
- o indivíduo tipo B possui o gene B, logo, produz 
uma enzima adicional que adiciona um 
carboidrato ao antígeno H, formando o 
antígeno B 
- o indivíduo tipo AB possui ambos os genes, 
logo, produzem ambas as enzimas, formando 
os antígenos A e B. 
- o indivíduo tipo O possui apenas o gene H, 
logo, não produzem enzimas adicionais 
 
O anti A e anti B, detectam diferenças nos resíduos de 
carboidratos que foram adicionados ao antígeno H. 
Logo: 
- O indivíduo com tipo A possui anti-B sérico 
- O indivíduo com tipo B possui anti-A sérico 
- O indivíduo com tipo AB não possui nenhum 
anticorpo 
- O indivíduo com tipo O possui anti-A e anti-B 
séricos 
Fenotipicamente, qual a definição do sistema ABO? é 
definido pelos 4 tipos sanguíneos: A, B, AB e H, ou seja, a 
manifestação dos genes A, B e H 
Genotipicamente, qual a definição do sistema ABO? 
São pelo menos sete éxons localizados no 
cromossomo 9 onde o alelo O é recessivo e os alelos A 
e B são codominantes. Assim, o sistema ABO possui 3 
alelos: IA, IB e IO/i. Portanto, há 6 combinações 
possíveis: 
- IAIA 
- IAIB 
- IAi 
- IBIB 
- IBi 
- ii 
 
Sangue falso O 
É a ausência do gene H, assim, ele não possuirá nem 
antígeno H, nem antígeno A, nem antígeno B. Apesar 
disso, a pessoa possui genes que codificam o antígeno 
A e B mas, como não possui genes que codificam o 
antígeno H, não é possível associar os resíduos de 
carboidrato ao antígeno H. 
 
Se uma pessoa de sangue tipo O doar o sangue para 
uma pessoa de sangue tipo A, por que o anti-A 
presente no sangue tipo O não reage com o antígeno 
A presente no sangue tipo A? 
Porque na transfusão de sangue, geralmente se 
transfunde apenas os glóbulos vermelhos (hemácias), 
e não o plasma, que é onde estão os anticorpos (como 
o anti-A do sangue tipo O). A reação não ocorre 
porque os anticorpos do doador não vão junto em 
quantidade significativa na transfusão de hemácias. 
Assim, na doação do sistema ABO se baseia 
principalmente na compatibilidade dos antígenos das 
hemácias com os anticorpos do receptor, não o 
contrário. 
SISTEMA RH 
Se baseia na existência ou não do antígeno rhesus 
(Rh), mais especificamente o antígeno Rh(D). 
A existência desses antígenos depende da existência 
de 2 genes: RhD e RhCE, que codificam proteínas de 
membrana que têm antígenos D, Cc, Ee (sendo que o 
antígeno D que determina o fator Rh). 
Como os genes RhD definem os tipos sanguíneos? 
Estando ou não presente 
- se estiver presente: codifica o antígeno D e o 
indivíduo é Rh(D+), não possui anticorpo anti-D 
- se estiver ausente: ausência do antígeno D, o 
indivíduo é Rh(D-), possui anticorpo anti-D 
(IgG) 
Se o indivíduo não possui os antígenos D, C ou E é o 
que chama de sangue dourado. 
OBJETIVO 3 
● EXPLICAR A ERITROBLASTOSE FETAL 
É a doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), 
caracterizada pela aglutinação e fagocitose das 
hemácias do feto. 
Em que condição ocorre a DHRN? A mãe é Rh- e o pai é 
Rh+. O recém nascido herda o antígeno Rh+ do pai e a 
mãe desenvolve anticorpos anti-Rh pela exposição ao 
antígeno Rh do feto. Assim: 
1. os anti-Rh da mãe se difundem através da 
placenta para o feto 
2. no feto, causa aglutinação do sangue fetal 
3. as hemácias fetais aglutinadas sofrem 
hemólise e liberam hemoglobina no sangue 
4. os macrófagos do feto convertem essa 
hemoglobina em bilirrubina o que causa 
icterícia no neonato 
Quais os efeitos no recém nascido? 
- anemia, devido à hemólise 
- icterícia, pois a oxigenação fica insuficiente e 
ocorre a liberação de bilirrubina 
- hepatoesplenomegalia, pois os tecidos ficam 
tentando repor as hemácias e o fígado e o 
baço se dilatam 
- produção acelerada de hemácias o que causa 
a grande liberação de hemácias imaturas 
Porque só ocorre a partir da segunda gestação? 
Porque a primeira exposição leva a produção de anti-D 
IgM, que não atravessam a placenta devido ao seu 
tamanho. Já na segunda exposição é produzido anti-D 
IgG, que atravessa a placenta. A incidência de DHRN 
aumenta conforme aumenta o número de gestações. 
Como prevenir? A mãe deve administrar a 
imunoglobulina Rh, um anticorpo anti-D, após as 28 
semanas de gestação, pois inibe a produção de 
anticorpos pelos linfócitos B induzida pelo antígeno na 
gestante. Assim, se eu colocar anticorpo anti-D na 
mãe, eu impeço que ela c 
 
OBJETIVO 4 
● CITAR OS LOCAIS DE FORMAÇÃO DO SANGUE 
NO FETO E NO ADULTO 
O processo de formação de sangue é denominado 
hematopoese. A hematopoiese é a produção das 
células que compõem os elementos figurados do 
sangue: 
- eritropoese -> produção de eritrócitos 
- mielopoiese -> produção de granulócitos e 
monócitos 
- trombocitopoese -> produção de plaquetas 
Onde ocorre? Depende da fase de vida: 
Na fase gestacional… 
Começa na terceira semana de vida no saco vitelino, 
mais especificamente, nas ilhotas de sangue que 
ficam localizadas na parede do saco vitelino. A 
hematopoese definitiva ocorre de uma população de 
células-tronco da região AGM 
(aorta-gônadas-mesonefros). 
A partir da sexta semana até os 6-7 meses ocorre no 
fígado e baço, se estendendo até 2 semanas após o 
nascimento (função progressivamente assumida pela 
medula óssea). 
Após as 2 semanas de vida, a medula óssea assume 
totalmente essa função. Nessa fase, a medula óssea é 
hematopoética (medula óssea vermelha) e vai sendo 
substituída por gordura (medula óssea amarela). 
No adulto…A medula óssea hematopoiética vai diminuindo, ou 
seja, a celularidade vai diminuindo ficando restrita ao 
esqueleto central (crânio, vértebras, esterno, costelas, 
sacro e pelve) e às extremidades do fêmur e do úmero. 
Dessa forma, podemos dizer que a celularidade varia 
com a idade: 
- em crianças -> de 60 a 100% 
- após os 20 anos -> de 64 a 80% 
- após os 60 anos -> 40% 
- após os 80 anos -> de 20 a 30% 
Sendo que o valor mínimo considerado normal é de 
30%. 
 
Existem dois tipos de células que são responsáveis pela 
hematopoese: células-tronco hematopoéticas e 
células progenitoras hematopoéticas. 
características das células-tronco hematopoéticas: 
- escassas 
- são células-tronco pluripotentes 
- a maioria são dormentes 
- aparência de um linfócito médio ou pequeno 
o que são células progenitoras hematopoéticas? 
são células derivadas das células-tronco 
hematopoéticas e são responsáveis por linhagens 
específicas como, por exemplo: 
- CFU-GEMM (unidades formadoras de colônias 
- primeiro precursor mieloide misto (dá origem a 
granulócitos, eritrócitos, monócitos e 
megacariócitos) 
Processo 
A célula tronco hematopoética se divide de maneira 
assimétrica em 2 podendo se auto renovar ou se 
diferenciar. Em geral, cada uma dessas células exerce 
uma dessas funções. Uma célula-tronco 
hematopoética é capaz de se auto renovar cerca de 
50 divisões viáveis devido ao encurtamento dos 
telômeros (que protegem as extremidades dos 
cromossomos). 
Regulação 
É feita por citocinas (fatores de transcrição e de 
crescimento) e depende de dois critérios: 
- interação célula-célula, que depende de onde 
a célula progenitora está 
- fatores de crescimento presentes no 
microambiente 
Esses fatores de crescimento são hormônios 
glicoproteicos que podem agir no local em que são 
produzidos, circular no plasma ou se ligar à matriz 
extracelular, formando nichos aos quais as células 
tronco se aderem. 
Esses fatores são transcritos a partir das células do 
estroma (suporte estrutural de tecidos) com exceção 
da eritropoetina (90% do rim e 10% do fígado) e da 
trombopoetina (fígado). 
OBJETIVO 5 
● DIFERENCIAR OS TIPOS DE CÉLULA TRONCO 
O que são células tronco? São células indiferenciadas 
ou com baixo grau de diferenciação. Elas são 
classificadas de acordo com a sua origem, potência e 
seu tipo. 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À POTÊNCIA 
Podem ser classificadas em totipotentes, pluripotentes, 
multipotentes e unipotentes. 
Células-tronco totipotentes 
Tem capacidade de diferenciação ilimitada, inclusive 
em anexos embrionários e placenta, e é encontrado na 
fase embrionária. 
São encontradas do zigoto até o estágio de mórula, 
quando o embrião tem até 16 células. 
Células-tronco pluripotentes 
Podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido, 
exceto anexos embrionários e placenta. 
São encontradas no de estágio de blástula. 
Células-tronco multipotentes 
Podem se diferenciar em qualquer célula desde que do 
seu próprio tecido. Dessa forma, são encontradas no 
indivíduo adulto. 
Células-tronco unipotentes 
Possuem potência de menor capacidade, sendo que 
só se diferenciam em células de um tipo específico de 
um tecido. São encontradas em alguns tecidos do 
indivíduo adulto como no sistema hematopoiético que 
consegue gerar células do tipo megacariócito(dão 
origem a plaquetas). 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ORIGEM 
Elas podem ser células-tronco embrionárias ou 
adultas. 
Células tronco embrionárias 
São as que existem nos tecidos de desenvolvimento do 
embrião. Podem ser totipotentes ou pluripotentes, ou 
seja, podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido. 
Células tronco adultas 
São as que existem em tecidos de indivíduos adultos, 
formando reservatórios. Podem ser multipotentes ou 
unipotentes, ou seja, possuem certa limitação quanto à 
sua diferenciação. Ficam localizadas em locais 
específicos de cada tecido, denominados nichos. 
ex: no estômago ficam localizadas no istmo da 
glândula gástrica e no intestino delgado e 
grosso ficam na base da glândula intestinal. 
No tecido conjuntivo frouxo de adultos (ocupa espaço 
entre os órgãos, ex: mesentério) existem as chamadas 
células-tronco mesenquimatosas. 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO 
Podem ser classificadas como mesenquimatosas ou 
hematopoéticas. 
Células-tronco hematopoéticas (CTH) 
São as precursoras de células sanguíneas que, quando 
classificadas quanto à potência, são pluripotentes 
(únicas pluripotentes adultas). 
Células-tronco mesenquimatosas (CTM) 
São encontradas no tecido conjuntivo frouxo de 
adultos, encontradas em nichos de células-tronco 
adultas. Quando classificadas quanto à sua potência 
são multipotentes. Ex: cicatrização de feridas e 
formação de novos vasos sanguíneos 
OBJETIVO 6 
● CARACTERIZA OS TIPOS DE TRANSPLANTE DE 
MEDULA ÓSSEA 
Podem ser de quatro tipos: autólogo, alogênico, 
singênico, haploidêntico 
TRANSPLANTE AUTÓLOGO 
As CTH são removidas do paciente antes deste receber 
a quimioterapia. Assim, quando o paciente recebe a 
quimioterapia esta mata todas células da medula 
óssea a fim de “zerar” o câncer. Após a cura, essas 
células são infundidas no paciente para que estas 
renovem a medula óssea. 
TRANSPLANTE ALOGÊNICO 
É aquele que os CTH de outro paciente são infundidos 
no paciente doente. Esse procedimento tem aula 
morbidade e mortalidade visto que pode haver altas 
chances de incompatibilidade imunológica e as 
células do doador podem atacar o tecido do receptor. 
TRANSPLANTE SINGÊNICO 
É aquele em que o doador é o irmão gêmeo do 
paciente, no caso, gêmeos univitelinos. 
TRANSPLANTE HAPLOIDÊNTICO 
É aquele em que o doador é um parente muito próximo 
do receptor. Esse procedimento é arriscado visto que a 
compatibilidade é baixa e, por isso, é usada somente 
quando não há outras opções. É realizado também 
quando há uma leucemia grave (câncer das próprias 
CTH). 
OBJETIVO 7 
● APONTAR OS PRINCÍPIOS DOS SEGUINTES 
EXAMES: MIELOGRAMA E HISTOLOGIA-BIÓPSIA 
● DEFINIR IMUNOFENOTIPAGEM 
MIELOGRAMA 
É a técnica de análise de medula óssea feita no 
esterno, na crista ilíaca e na tíbia. É realizada em duas 
etapas: 
1. O paciente é anestesiado localmente e 
realiza-se a punção aspirativa da medula 
utilizando uma agulha de maior calibre 
2. O material passa por uma coloração e análise 
em microscopia 
Esse exame é realizado para verificar o funcionamento 
da medula óssea a partir das células sanguíneas 
precursoras. 
Esse exame deve ser solicitado quando o hemograma 
apontar algum tipo de alteração para entender a 
causa dessa alteração. 
HISTOLOGIA-BIÓPSIA 
É uma técnica de coleta de material. Utiliza-se uma 
pequena amostra de tecido ou células de uma área 
suspeita para diagnosticar doenças como câncer, 
infecções, doenças autoimunes e outras condições. 
Há diversas técnicas de realizar a biópsia como a 
biópsia por agulha, cirúrgica ou por aspiração a 
depender do tipo de tecido a ser coletado. 
Ex: biópsia do esterno 
utiliza-se uma agulha que perfura o primeiro osso fino 
cortical do corpo do esterno para atingir o osso 
esponjoso vascularizado e retirar parte da medula 
óssea 
PUNÇÃO 
É uma técnica de coleta que utiliza-se uma agulha 
para coleta de líquidos, como por exemplo, o sangue, o 
transplante de medula pode ser realizado através de 
uma punção no indivíduo doador. 
IMUNOFENOTIPAGEM 
É uma técnica que permite observar que tipos de 
células estão presentes no material coletado e a 
porcentagem de cada uma delas. Pode ser realizado a 
partir do sangue, medula óssea ou algum tecido. É 
utilizado para diagnosticar diversas doenças 
hematológicas tanto benignas como malignas. 
Também é utilizada durante o tratamento para 
acompanhar a doença residual mínima e avaliar o 
quanto de um medicamento deve ser administrado. 
OBJETIVO 8 
● EXPLICAR O PRINCÍPIO DOS EXAMES DE TIPAGEM 
SANGUÍNEA 
Coleta-se uma amostra de sangue do paciente. 
Em lâminas ou placas, misturam-se gotinhas de 
sangue com soros-padrão que contêm anticorpos 
conhecidos: 
Anti-A 
Anti-B 
Anti-D(para o fator Rh) 
Observa-se a presença ou ausência de aglutinação. 
Exemplo: 
mistura com… resultado interpretação 
anti-A aglutina antígeno A 
presente 
anti-B não aglutina sem antígeno B 
anti-D aglutina Rh positivo 
Ou seja: o indivíduo testado é sangue tipo A+ 
OBJETIVO 8 
● DEFINIR DOAÇÃO E TRANSFUSÃO DE SANGUE 
● CITAR OS TIPOS DE REAÇÃO TRANSFUSIONAL 
DOAÇÃO DE SANGUE: a doação de sangue é um 
processo no qual indivíduos saudáveis contribuem 
com sangue total ou componentes sanguíneos para 
uso terapêutico em outros pacientes. 
O sangue doado é cuidadosamente testado para 
infecções transmissíveis (HIV, hepatites, sífilis etc.). 
É separado em componentes: concentrado de 
hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado, entre 
outros. 
TRANSFUSÃO DE SANGUE: A transfusão é o processo 
terapêutico de administrar sangue ou seus 
componentes a um paciente, com o objetivo de: 
- Corrigir anemias graves 
- Repor volume perdido por hemorragias 
- Tratar distúrbios hematológicos ou 
hemostáticos 
Segundo Hoffbrand, a transfusão deve ser sempre 
clinicamente justificada e realizada com 
compatibilidade comprovada, minimizando riscos. 
 
 
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS: Reações transfusionais são 
efeitos adversos que ocorrem durante ou após uma 
transfusão de sangue. Elas podem ser imunológicas ou 
não imunológicas, imediatas ou tardias. 
Reações transfusionais agudas 
1. Reação hemolítica aguda 
causa: transfusão de sangue ABO incompatível 
sinais: febre, dor lombar, hipotensão, hemoglobina livre 
na urina, insuficiência renal aguda 
2. Reação febril não hemolítica 
causa: anticorpos contra leucócitos do doador 
sintomas: febres , calafrios, desconforto 
3. Reações alérgicas 
causa: hipersensibilidade a proteínas plasmáticas do 
doador 
sintomas: urticária, prurido e em casos graves 
anafilaxia 
4. TRALI (reação pulmonar aguda relacionada a 
transfusão) 
causa: anticorpos anti leucócitos do doador ativam 
neutrófilos do receptor causando lesão capilar 
pulmonar 
sintomas: dispneia, hipóxia, infiltrados em RX 
5. TACO (sobrecarga circulatória associada à 
transfusão) 
causa: infusão rápida ou de grande volume 
sintomas: dispneia, hipertensão, congestão pulmonar 
6. Contaminação Bacteriana 
pode causar sepse severa, mais frequente na infusão 
de plaquetas 
Reações transfusionais tardias 
1. Reação hemolítica tardia 
causa: anticorpos IgG contra antígenos eritrocitários 
menores (ex: Kidd, Duffy), hemólise extravascular 
sintomas: febre, icterícia, queda da Hb após 
dias/semanas 
2. Aloimunização 
causa: produção de anticorpos contra antígenos 
eritrocitários, leucocitários ou plaquetários 
pode dificultar futuras transfusões 
3. Doença do enxerto versus hospedeiro transfusional 
(GVHD) 
causa: ocorre quando linfócitos T viáveis do doador 
atacam tecidos do receptor imunodeprimido 
prevenção: irradiar o sangue para destruir os linfócitos

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