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PROBLEMA 1 OBJETIVO 1 ● CITAR OS COMPONENTES DO SANGUE DANDO ÊNFASE NAS PROTEÍNAS DO SORO E DO PLASMA O que é o sangue? É o tecido conjuntivo líquido que circula pelo sistema cardiovascular. No ser humano há cerca de 5 a 6 L de sangue o que corresponde de 7 a 8% do pedo corporal. COMPONENTES DO SANGUE Sangue= plasma (55%) + elementos figurados(45%) ELEMENTOS FIGURADOS São principalmente três tipos: leucócitos (glóbulos brancos) plaquetas (trombócitos) eritrócitos (hemácias ou glóbulos vermelhos) Os eritrócitos podem ser medidos no sangue por meio de uma centrifugação e a porcentagem deles é denominada hematócrito. Além disso, na centrifugação as plaquetas e leucócitos ficam separados dos eritrócitos em uma faixa mais clara denominada creme leucocitário ERITRÓCITOS Características celulares: São: - anucleadas - sem organelas típicas - atuam somente na corrente sanguínea - formato discoide e bicôncavo (aumentar a área de superfície para facilitar as trocas gasosas) Constituição: são constituídos de proteínas estruturais do citoesqueleto, que são responsáveis pela flexibilidade da membrana do eritrócito e pela sua forma, e hemoglobina, que compõem cerca de 40% do volume do eritrócito. Hemoglobina: É uma proteína transportadora de O2 e CO2 e possui três principais tipos: HbA1, HbA2 e HbF. Esses tipos existem em proporções diferentes nos estágios da vida além de garantirem a troca gasosa mesmo na deficiência da síntese de algum dos tipos. - HbA1: maior prevalência nos adultos (96%) - HbA2: 1,5-3% da prevalência total - HbF: principal forma no feto, menos de 1% no adulto Tempo de vida: Em torno de 120 dias e cerca de 1% dos eritrócitos é removido a cada dia da circulação devido ao processo de senescência (envelhecimento). Esses eritrócitos senescentes podem: - ser fagocitados por madrófagos e levados ao baço, medula óssea ou fígado (90%) - ser degradados no meio intravascular por meio da liberação da hemoglobina (10%) Sua produção ocorre na medula óssea. ➔ obs: na hipóxia renal, onde ocorre estímulo para liberação de eritropoietina acontece a modificação de uma proteína do plasma transformando-a em eritropoietina que estimula a produção de eritrócitos. LEUCÓCITOS Constitui um termo geral para uma categoria de células destinadas à proteção do organismo. Características celulares: São: - maiores que os eritrócitos - classificados de acordo com seus grânulos (portanto, granulócitos e a agranulócitos) Granulócitos: neutrófilos, basófilos e eosinófilos Agranulócitos: linfócitos, monócitos Neutrófilos: São os leucócitos mais abundantes por serem a primeira linha de defesa do organismo. Características celulares: - ausência de coloração citoplasmática no MET - núcleo multilobulado (2 a 4) - presença de grânulos específicos e 3 grânulos diferentes ao todo, o que é condizente com à alta gama de funçòes fagocitáeias que estes possuem - heterocromatina adjacente ao envoltório nuclear - eucromatina no centro do núcleo Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), grânulos específicos (secundários), grânulos terciários Produção: na medula óssea vermelha Eosinófilos: São mais associados à defesa contra parasitas e relacionados à alergias. Características celulares: - células globulares - dimensões semelhantes aos neutrófilos - grânulos com coloração avermelhada (acidófilos) - heterocromatina adjacente ao envoltório nuclear - eucromatina no centro do núcleo - poucas e esparsas organelas membranosas Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), grânulos específicos alongados (secundários) Produção: medula óssea vermelha Basófilos: São os leucócitos mais raros (0,5% do total) e são relacionados a reações de hipersensibilidade e anafilaxia Características celulares: - células globulares - grânulos com coloração arroxeada (basófilos) - dimensões semelhantes aos neutrófilos - grânulos grande corados por corantes básicos - organelas citoplasmáticas esparsas - heterocromatina adjacente ao envoltório nuclear - eucromatina no centro do núcleo Tipos de grânulos: grânulos azurófilos (primários), grânulos específicos (secundários) Produção: medula óssea vermelha, na célula progenitora de basófilos-mastócitos Linfócitos: São os agranulócitos mais comuns com funções diversas Características celulares: - grande núcleo (90% da célula) - não são totalmente diferenciadas - podem sair da circulação e ir para outros tecidos - podem conter grânulos azurófilos finos - divididos em 3 grupos: linfócitos T (completam sua maturação no timo), linfócitos B, linfócitos NK Proporção: são divididos baseados em sua função - linfócitos T: maioria, 65-80% - linfócitos B: recebem antígenos e produzem anticorpos específicos para eles, 20-30% - linfócitos NK: patrulhamento e destruição de células defeituosas ou infectadas, 5-15% Produção: medula óssea vermelha, todos grupos derivam da mesma célula precursora Monócitos: Compõem o sistema fagocitário mononuclear além de quando diferenciadas, atuam como apresentadores de antígenos para as células T. Características celulares: - maiores leucócitos - núcleo mais endentado - possuem grânulos azurófilos - podem migrar para outros tecidos e diferenciar em macrófagos - atuam exclusivamente na circulação Produção: medula óssea vermelha PLAQUETAS São pedaços de citoplasma derivados dos megacariócitos (células grandes da medula óssea). Características celulares: - anucleadas - possuem granulações, relacionados à função de coagulação Função: envolvidas na hemostasia (controle do sangramento). Atuam na: - vigilância contínua dos vasos sanguíneos - formação de coágulos - reparo do tecido lesionado Produção: medula óssea vermelha Tempo de vida: 8 a 10 dias PLASMA É composto de água (>90%), proteínas (7-8%) e outros solutos (1-2%). Há três principais proteínas no plasma: albuminas, imunoglobulinas e fibrinogênio. ALBUMINA Corresponde a cerca de 50% das proteínas totais e é a menor proteína plasmática. É produzida no fígado. Função - exercem pressão coloidosmótica no sangue, o que mantém a proporção de líquidos entre o sangue e os tecidos - atua como proteína carreadora, transportando hormônios (ex: tiroxina) , metabolitos (ex: bilirrubina) e fármacos (ex: barbitúricos) GLOBULINAS São proteínas globulares que são divididas em imunoglobulinas ou globulinas não imunes Imunoglobulinas Produção: plasmócitos (diferenciados de linfócitos B), em órgãos linfoides periféricos (gânglios linfáticos e baço), nos tecidos inflamados e na medula óssea Atuação: locais distantes de onde são produzidos Função: neutralizar e eliminar microrganismos infecciosos e toxinas microbianas, se transformam em anticorpos a partir do momento em que entram em contato com o antígeno. Globulinas não imunes São globulinas sem função imunológica. Incluem lipoproteínas (LDL, HDL, VLDL), fatores de coagulação (protrombina, fibrinogênio, etc.), outras proteínas que são trocadas entre o sangue e o tecido conjuntivo extracelular. Produção: fígado, em sua maioria Função: - lipoproteínas -> transporte de TAGs e colesterol esterificado - fatores de coagulação -> participam da cascata de coagulação - ajudam a manter a pressão coloidosmótica do sangue - transporte de substâncias como cobre, ferro e hemoglobina FIBRINOGÊNIO É a maior das proteínas plasmáticas e é produzida no fígado. Participa da cascata de coagulação, onde é clivada em monômeros fibrina, que se polimerizam e formam fibras longas por meio de ligações cruzadas. Dessa maneira, passa a ser insolúvel e mais leve. Forma redes impermeáveis no local de lesão dos vasos sanguíneos, impedindo a perda de sangue. OUTROS SOLUTOS DO PLASMA Além dessas três principais proteínas, no plasma, há: - eletrólitos (Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, etc.) - substâncias nitrogenadas não proteicas(ureia, creatinina, ácido úrico, etc.) - nutrientes (glicose, lipídeos, AA, etc.) - gases sanguíneos (O2, CO2, etc.) - substâncias reguladoras (hormônios e enzimas) Com exceção das grandes proteínas e de substâncias reguladoras, os outros solutos do plasma são pequenos o suficientes para atravessar a parede dos vasos sanguíneos e entrar nos tecidos conjuntivos adjacentes. SORO SANGUÍNEO É equivalente ao plasma sanguíneo, porém sem a presença dos fatores e proteínas de coagulação. É importante para fins laboratoriais pois os anticoagulantes contidos no plasma podem interferir no resultado. OBJETIVO 2 ● DESCREVA O SISTEMA ABO E RH Usualmente são 2 sistemas de tipagem sanguínea: o sistema ABO e Rh. Os dois sistemas são montados com base na existência de 2 coisas: - genes específicos, que determinam a existência de antígenos na superfície da membrana dos eritrócitos - anticorpos específicos para esses antígenos Que tipos de anticorpos são responsáveis pelos sistemas de tipagem sanguínea? No caso do sistema ABO… Anticorpos naturais (anti-A e anti-B, que são imunoglobulinas tipo M) No caso do sistema Rh… Anticorpos imunes (anti-D, que são imunoglobulinas tipo G) O que são anticorpos naturais? São os que existem no plasma de pessoas que não possuem o antígeno correspondente àquele anticorpo e nunca tiveram contato com ele O que são anticorpos imunes? Anticorpos imunes são aqueles produzidos após exposição direta a um antígeno específico, geralmente como resultado de uma infecção, vacinação ou transfusão de sangue incompatível. SISTEMA ABO Classifica o sangue com base na presença ou não de: - aglutinogênios A e B (antígenos presentes na superfície da membrana de eritrócitos) - aglutininas anti-A e anti-B (anticorpos presentes no plasma) A existência desses aglutinogênios é determinada por 3 genes: os genes A, B, O. Esses antígenos vão ser encontrados na superfície dos eritrócitos e estão ligados aos domínios extracelulares das proteínas integrais de membranas (glicoforinas e proteínas de banda 3). Como os genes AB, B e O definem os tipos sanguíneos? O gene H é um gene que existe em todos seres humanos e controla a síntese de uma enzima que catalisa a síntese do antígeno ou substância H. Os genes A e B controlam a síntese de enzimas específicas que adicionam um resíduo de carboidrato ao antígeno H, transformando ele em antígeno A ou B. Assim: - o indivíduo tipo A possui o gene A, logo, produz uma enzima adicional que acrescenta um carboidrato ao antígeno H, firmando o antígeno A - o indivíduo tipo B possui o gene B, logo, produz uma enzima adicional que adiciona um carboidrato ao antígeno H, formando o antígeno B - o indivíduo tipo AB possui ambos os genes, logo, produzem ambas as enzimas, formando os antígenos A e B. - o indivíduo tipo O possui apenas o gene H, logo, não produzem enzimas adicionais O anti A e anti B, detectam diferenças nos resíduos de carboidratos que foram adicionados ao antígeno H. Logo: - O indivíduo com tipo A possui anti-B sérico - O indivíduo com tipo B possui anti-A sérico - O indivíduo com tipo AB não possui nenhum anticorpo - O indivíduo com tipo O possui anti-A e anti-B séricos Fenotipicamente, qual a definição do sistema ABO? é definido pelos 4 tipos sanguíneos: A, B, AB e H, ou seja, a manifestação dos genes A, B e H Genotipicamente, qual a definição do sistema ABO? São pelo menos sete éxons localizados no cromossomo 9 onde o alelo O é recessivo e os alelos A e B são codominantes. Assim, o sistema ABO possui 3 alelos: IA, IB e IO/i. Portanto, há 6 combinações possíveis: - IAIA - IAIB - IAi - IBIB - IBi - ii Sangue falso O É a ausência do gene H, assim, ele não possuirá nem antígeno H, nem antígeno A, nem antígeno B. Apesar disso, a pessoa possui genes que codificam o antígeno A e B mas, como não possui genes que codificam o antígeno H, não é possível associar os resíduos de carboidrato ao antígeno H. Se uma pessoa de sangue tipo O doar o sangue para uma pessoa de sangue tipo A, por que o anti-A presente no sangue tipo O não reage com o antígeno A presente no sangue tipo A? Porque na transfusão de sangue, geralmente se transfunde apenas os glóbulos vermelhos (hemácias), e não o plasma, que é onde estão os anticorpos (como o anti-A do sangue tipo O). A reação não ocorre porque os anticorpos do doador não vão junto em quantidade significativa na transfusão de hemácias. Assim, na doação do sistema ABO se baseia principalmente na compatibilidade dos antígenos das hemácias com os anticorpos do receptor, não o contrário. SISTEMA RH Se baseia na existência ou não do antígeno rhesus (Rh), mais especificamente o antígeno Rh(D). A existência desses antígenos depende da existência de 2 genes: RhD e RhCE, que codificam proteínas de membrana que têm antígenos D, Cc, Ee (sendo que o antígeno D que determina o fator Rh). Como os genes RhD definem os tipos sanguíneos? Estando ou não presente - se estiver presente: codifica o antígeno D e o indivíduo é Rh(D+), não possui anticorpo anti-D - se estiver ausente: ausência do antígeno D, o indivíduo é Rh(D-), possui anticorpo anti-D (IgG) Se o indivíduo não possui os antígenos D, C ou E é o que chama de sangue dourado. OBJETIVO 3 ● EXPLICAR A ERITROBLASTOSE FETAL É a doença hemolítica do recém-nascido (DHRN), caracterizada pela aglutinação e fagocitose das hemácias do feto. Em que condição ocorre a DHRN? A mãe é Rh- e o pai é Rh+. O recém nascido herda o antígeno Rh+ do pai e a mãe desenvolve anticorpos anti-Rh pela exposição ao antígeno Rh do feto. Assim: 1. os anti-Rh da mãe se difundem através da placenta para o feto 2. no feto, causa aglutinação do sangue fetal 3. as hemácias fetais aglutinadas sofrem hemólise e liberam hemoglobina no sangue 4. os macrófagos do feto convertem essa hemoglobina em bilirrubina o que causa icterícia no neonato Quais os efeitos no recém nascido? - anemia, devido à hemólise - icterícia, pois a oxigenação fica insuficiente e ocorre a liberação de bilirrubina - hepatoesplenomegalia, pois os tecidos ficam tentando repor as hemácias e o fígado e o baço se dilatam - produção acelerada de hemácias o que causa a grande liberação de hemácias imaturas Porque só ocorre a partir da segunda gestação? Porque a primeira exposição leva a produção de anti-D IgM, que não atravessam a placenta devido ao seu tamanho. Já na segunda exposição é produzido anti-D IgG, que atravessa a placenta. A incidência de DHRN aumenta conforme aumenta o número de gestações. Como prevenir? A mãe deve administrar a imunoglobulina Rh, um anticorpo anti-D, após as 28 semanas de gestação, pois inibe a produção de anticorpos pelos linfócitos B induzida pelo antígeno na gestante. Assim, se eu colocar anticorpo anti-D na mãe, eu impeço que ela c OBJETIVO 4 ● CITAR OS LOCAIS DE FORMAÇÃO DO SANGUE NO FETO E NO ADULTO O processo de formação de sangue é denominado hematopoese. A hematopoiese é a produção das células que compõem os elementos figurados do sangue: - eritropoese -> produção de eritrócitos - mielopoiese -> produção de granulócitos e monócitos - trombocitopoese -> produção de plaquetas Onde ocorre? Depende da fase de vida: Na fase gestacional… Começa na terceira semana de vida no saco vitelino, mais especificamente, nas ilhotas de sangue que ficam localizadas na parede do saco vitelino. A hematopoese definitiva ocorre de uma população de células-tronco da região AGM (aorta-gônadas-mesonefros). A partir da sexta semana até os 6-7 meses ocorre no fígado e baço, se estendendo até 2 semanas após o nascimento (função progressivamente assumida pela medula óssea). Após as 2 semanas de vida, a medula óssea assume totalmente essa função. Nessa fase, a medula óssea é hematopoética (medula óssea vermelha) e vai sendo substituída por gordura (medula óssea amarela). No adulto…A medula óssea hematopoiética vai diminuindo, ou seja, a celularidade vai diminuindo ficando restrita ao esqueleto central (crânio, vértebras, esterno, costelas, sacro e pelve) e às extremidades do fêmur e do úmero. Dessa forma, podemos dizer que a celularidade varia com a idade: - em crianças -> de 60 a 100% - após os 20 anos -> de 64 a 80% - após os 60 anos -> 40% - após os 80 anos -> de 20 a 30% Sendo que o valor mínimo considerado normal é de 30%. Existem dois tipos de células que são responsáveis pela hematopoese: células-tronco hematopoéticas e células progenitoras hematopoéticas. características das células-tronco hematopoéticas: - escassas - são células-tronco pluripotentes - a maioria são dormentes - aparência de um linfócito médio ou pequeno o que são células progenitoras hematopoéticas? são células derivadas das células-tronco hematopoéticas e são responsáveis por linhagens específicas como, por exemplo: - CFU-GEMM (unidades formadoras de colônias - primeiro precursor mieloide misto (dá origem a granulócitos, eritrócitos, monócitos e megacariócitos) Processo A célula tronco hematopoética se divide de maneira assimétrica em 2 podendo se auto renovar ou se diferenciar. Em geral, cada uma dessas células exerce uma dessas funções. Uma célula-tronco hematopoética é capaz de se auto renovar cerca de 50 divisões viáveis devido ao encurtamento dos telômeros (que protegem as extremidades dos cromossomos). Regulação É feita por citocinas (fatores de transcrição e de crescimento) e depende de dois critérios: - interação célula-célula, que depende de onde a célula progenitora está - fatores de crescimento presentes no microambiente Esses fatores de crescimento são hormônios glicoproteicos que podem agir no local em que são produzidos, circular no plasma ou se ligar à matriz extracelular, formando nichos aos quais as células tronco se aderem. Esses fatores são transcritos a partir das células do estroma (suporte estrutural de tecidos) com exceção da eritropoetina (90% do rim e 10% do fígado) e da trombopoetina (fígado). OBJETIVO 5 ● DIFERENCIAR OS TIPOS DE CÉLULA TRONCO O que são células tronco? São células indiferenciadas ou com baixo grau de diferenciação. Elas são classificadas de acordo com a sua origem, potência e seu tipo. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À POTÊNCIA Podem ser classificadas em totipotentes, pluripotentes, multipotentes e unipotentes. Células-tronco totipotentes Tem capacidade de diferenciação ilimitada, inclusive em anexos embrionários e placenta, e é encontrado na fase embrionária. São encontradas do zigoto até o estágio de mórula, quando o embrião tem até 16 células. Células-tronco pluripotentes Podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido, exceto anexos embrionários e placenta. São encontradas no de estágio de blástula. Células-tronco multipotentes Podem se diferenciar em qualquer célula desde que do seu próprio tecido. Dessa forma, são encontradas no indivíduo adulto. Células-tronco unipotentes Possuem potência de menor capacidade, sendo que só se diferenciam em células de um tipo específico de um tecido. São encontradas em alguns tecidos do indivíduo adulto como no sistema hematopoiético que consegue gerar células do tipo megacariócito(dão origem a plaquetas). CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ORIGEM Elas podem ser células-tronco embrionárias ou adultas. Células tronco embrionárias São as que existem nos tecidos de desenvolvimento do embrião. Podem ser totipotentes ou pluripotentes, ou seja, podem se diferenciar em qualquer tipo de tecido. Células tronco adultas São as que existem em tecidos de indivíduos adultos, formando reservatórios. Podem ser multipotentes ou unipotentes, ou seja, possuem certa limitação quanto à sua diferenciação. Ficam localizadas em locais específicos de cada tecido, denominados nichos. ex: no estômago ficam localizadas no istmo da glândula gástrica e no intestino delgado e grosso ficam na base da glândula intestinal. No tecido conjuntivo frouxo de adultos (ocupa espaço entre os órgãos, ex: mesentério) existem as chamadas células-tronco mesenquimatosas. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO Podem ser classificadas como mesenquimatosas ou hematopoéticas. Células-tronco hematopoéticas (CTH) São as precursoras de células sanguíneas que, quando classificadas quanto à potência, são pluripotentes (únicas pluripotentes adultas). Células-tronco mesenquimatosas (CTM) São encontradas no tecido conjuntivo frouxo de adultos, encontradas em nichos de células-tronco adultas. Quando classificadas quanto à sua potência são multipotentes. Ex: cicatrização de feridas e formação de novos vasos sanguíneos OBJETIVO 6 ● CARACTERIZA OS TIPOS DE TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA Podem ser de quatro tipos: autólogo, alogênico, singênico, haploidêntico TRANSPLANTE AUTÓLOGO As CTH são removidas do paciente antes deste receber a quimioterapia. Assim, quando o paciente recebe a quimioterapia esta mata todas células da medula óssea a fim de “zerar” o câncer. Após a cura, essas células são infundidas no paciente para que estas renovem a medula óssea. TRANSPLANTE ALOGÊNICO É aquele que os CTH de outro paciente são infundidos no paciente doente. Esse procedimento tem aula morbidade e mortalidade visto que pode haver altas chances de incompatibilidade imunológica e as células do doador podem atacar o tecido do receptor. TRANSPLANTE SINGÊNICO É aquele em que o doador é o irmão gêmeo do paciente, no caso, gêmeos univitelinos. TRANSPLANTE HAPLOIDÊNTICO É aquele em que o doador é um parente muito próximo do receptor. Esse procedimento é arriscado visto que a compatibilidade é baixa e, por isso, é usada somente quando não há outras opções. É realizado também quando há uma leucemia grave (câncer das próprias CTH). OBJETIVO 7 ● APONTAR OS PRINCÍPIOS DOS SEGUINTES EXAMES: MIELOGRAMA E HISTOLOGIA-BIÓPSIA ● DEFINIR IMUNOFENOTIPAGEM MIELOGRAMA É a técnica de análise de medula óssea feita no esterno, na crista ilíaca e na tíbia. É realizada em duas etapas: 1. O paciente é anestesiado localmente e realiza-se a punção aspirativa da medula utilizando uma agulha de maior calibre 2. O material passa por uma coloração e análise em microscopia Esse exame é realizado para verificar o funcionamento da medula óssea a partir das células sanguíneas precursoras. Esse exame deve ser solicitado quando o hemograma apontar algum tipo de alteração para entender a causa dessa alteração. HISTOLOGIA-BIÓPSIA É uma técnica de coleta de material. Utiliza-se uma pequena amostra de tecido ou células de uma área suspeita para diagnosticar doenças como câncer, infecções, doenças autoimunes e outras condições. Há diversas técnicas de realizar a biópsia como a biópsia por agulha, cirúrgica ou por aspiração a depender do tipo de tecido a ser coletado. Ex: biópsia do esterno utiliza-se uma agulha que perfura o primeiro osso fino cortical do corpo do esterno para atingir o osso esponjoso vascularizado e retirar parte da medula óssea PUNÇÃO É uma técnica de coleta que utiliza-se uma agulha para coleta de líquidos, como por exemplo, o sangue, o transplante de medula pode ser realizado através de uma punção no indivíduo doador. IMUNOFENOTIPAGEM É uma técnica que permite observar que tipos de células estão presentes no material coletado e a porcentagem de cada uma delas. Pode ser realizado a partir do sangue, medula óssea ou algum tecido. É utilizado para diagnosticar diversas doenças hematológicas tanto benignas como malignas. Também é utilizada durante o tratamento para acompanhar a doença residual mínima e avaliar o quanto de um medicamento deve ser administrado. OBJETIVO 8 ● EXPLICAR O PRINCÍPIO DOS EXAMES DE TIPAGEM SANGUÍNEA Coleta-se uma amostra de sangue do paciente. Em lâminas ou placas, misturam-se gotinhas de sangue com soros-padrão que contêm anticorpos conhecidos: Anti-A Anti-B Anti-D(para o fator Rh) Observa-se a presença ou ausência de aglutinação. Exemplo: mistura com… resultado interpretação anti-A aglutina antígeno A presente anti-B não aglutina sem antígeno B anti-D aglutina Rh positivo Ou seja: o indivíduo testado é sangue tipo A+ OBJETIVO 8 ● DEFINIR DOAÇÃO E TRANSFUSÃO DE SANGUE ● CITAR OS TIPOS DE REAÇÃO TRANSFUSIONAL DOAÇÃO DE SANGUE: a doação de sangue é um processo no qual indivíduos saudáveis contribuem com sangue total ou componentes sanguíneos para uso terapêutico em outros pacientes. O sangue doado é cuidadosamente testado para infecções transmissíveis (HIV, hepatites, sífilis etc.). É separado em componentes: concentrado de hemácias, plaquetas, plasma fresco congelado, entre outros. TRANSFUSÃO DE SANGUE: A transfusão é o processo terapêutico de administrar sangue ou seus componentes a um paciente, com o objetivo de: - Corrigir anemias graves - Repor volume perdido por hemorragias - Tratar distúrbios hematológicos ou hemostáticos Segundo Hoffbrand, a transfusão deve ser sempre clinicamente justificada e realizada com compatibilidade comprovada, minimizando riscos. REAÇÕES TRANSFUSIONAIS: Reações transfusionais são efeitos adversos que ocorrem durante ou após uma transfusão de sangue. Elas podem ser imunológicas ou não imunológicas, imediatas ou tardias. Reações transfusionais agudas 1. Reação hemolítica aguda causa: transfusão de sangue ABO incompatível sinais: febre, dor lombar, hipotensão, hemoglobina livre na urina, insuficiência renal aguda 2. Reação febril não hemolítica causa: anticorpos contra leucócitos do doador sintomas: febres , calafrios, desconforto 3. Reações alérgicas causa: hipersensibilidade a proteínas plasmáticas do doador sintomas: urticária, prurido e em casos graves anafilaxia 4. TRALI (reação pulmonar aguda relacionada a transfusão) causa: anticorpos anti leucócitos do doador ativam neutrófilos do receptor causando lesão capilar pulmonar sintomas: dispneia, hipóxia, infiltrados em RX 5. TACO (sobrecarga circulatória associada à transfusão) causa: infusão rápida ou de grande volume sintomas: dispneia, hipertensão, congestão pulmonar 6. Contaminação Bacteriana pode causar sepse severa, mais frequente na infusão de plaquetas Reações transfusionais tardias 1. Reação hemolítica tardia causa: anticorpos IgG contra antígenos eritrocitários menores (ex: Kidd, Duffy), hemólise extravascular sintomas: febre, icterícia, queda da Hb após dias/semanas 2. Aloimunização causa: produção de anticorpos contra antígenos eritrocitários, leucocitários ou plaquetários pode dificultar futuras transfusões 3. Doença do enxerto versus hospedeiro transfusional (GVHD) causa: ocorre quando linfócitos T viáveis do doador atacam tecidos do receptor imunodeprimido prevenção: irradiar o sangue para destruir os linfócitos