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JOÃO MARCOS BASTOS DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE ELETROCARDIOGRAMA PARA ENFERMEIROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACATI – CE 
2025 
 
 
 
 
JOÃO MARCOS BASTOS DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE ELETROCARDIOGRAMA PARA ENFERMEIROS 
 
 
 
 
 
Trabalho realizado para a disciplina 
Semiologia e Semiotécnica em 
Enfermagem I, do Curso de 
Enfermagem, Centro Universitário do 
Vale do Jaguaribe (UNIJAGUARIBE). 
 
Profª Enf.ª Marcilene Onório da Silva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACATI – CE 
2025 
 
 
 
 SUMÁRIO 
 
 
1. FISIOLOGIA ELÉTRICA .....................................................4 
2. DERIVAÇÕES PERIFÉRICAS BIPOLARES.......................5 
3. DERIVAÇÕES PERIFÉRICAS UNIPOLARES....................6 
4. DERIVAÇÕES PRECORDIAIS...........................................7 
5. DEFLEXÕES......................................................................8 
6. ONDAS...............................................................................9 
7. INTERVALOS E SEGMENTOS........................................10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. FISIOLOGIA ELÉTRICA DO CORAÇÃO 
 
O coração possui propriedades de automacidade, condutibilidade, 
excitabilidade e ritmicidade. 
O impulso elétrico é gerado no nódulo sinoatrial (SA) e segue até os 
ventrículos, permitindo contração coordenada. 
 
Nódulo Sinoatrial (SA): é uma estrutura localizada na parede superior do 
átrio direito, próximo à desembocadura da veia cava superior. O nódulo SA 
inicia o impulso elétrico que dá origem a cada batimento cardíaco, por isso é 
conhecido como o “marcapasso natural” do coração. Quando esse impulso é 
gerado, ele se espalha rapidamente pelos átrios direito e esquerdo, 
provocando sua contração (sístole atrial), que empurra o sangue para os 
ventrículos. 
Nódulo Atrioventricular (AV): Após a ativação dos átrios, o impulso elétrico 
chega ao nódulo atrioventricular (AV), que está localizado na parte inferior do 
átrio direito, perto do septo interatrial. O papel fundamental do nódulo AV é 
retardar levemente a condução do impulso antes que ele atinja os ventrículos. 
Feixe de His: Conduz o impulso através do septo interventricular, dividindo-
se nos ramos direito e esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. DERIVAÇÕES PERIFÉRICAS BIPOLARES 
 
Derivação I 
Mede a diferença de potencial entre o braço direito (negativo) e o braço 
esquerdo (positivo). 
Visualiza a atividade elétrica no sentido horizontal da direita para a esquerda. 
 
Derivação II 
Mede a diferença entre o braço direito (negativo) e a perna esquerda (positivo). 
É a derivação mais utilizada nos monitores cardíacos e no traçado de ECG 
padrão, pois acompanha bem o vetor principal de despolarização do coração 
(átrios para ventrículos, de cima para baixo e da direita para a esquerda). 
 
Derivação III 
Mede a diferença entre o braço esquerdo (negativo) e a perna esquerda 
(positivo). 
Visualiza o vetor de despolarização com um ângulo inferior-esquerdo 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. DERIVAÇÕES PERIFÉRICAS UNIPOLARES 
 
aVR: 
Eletrodo explorador: braço direito. 
Reflete a atividade elétrica do coração como se estivesse sendo vista do ombro 
direito. 
Normalmente apresenta ondas negativas, pois observa o coração de um ponto 
oposto ao vetor principal de despolarização. 
 
aVL: 
Eletrodo explorador: braço esquerdo. 
Vê o coração do ponto de vista do ombro esquerdo. 
Útil para observar a parede lateral alta do ventrículo esquerdo. 
 
aVF: 
Eletrodo explorador: perna esquerda. 
Avalia bem a parede inferior do coração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4. DERIVAÇÕES PRECORDIAIS 
As derivações precordiais são obtidas a partir da colocação de eletrodos 
diretamente sobre a parede torácica, em locais estratégicos sobre o tórax. Esses 
eletrodos são conectados ao terminal positivo do eletrocardiógrafo. Já o 
terminal negativo é criado artificialmente pela combinação da atividade elétrica 
dos três membros (braço direito, braço esquerdo e perna esquerda) por meio de 
resistores. Isso forma um ponto de referência neutro chamado terminal central 
de Wilson. 
 
V1: 4º espaço intercostal, linha paraesternal direita 
V2: 4º espaço intercostal, linha paraesternal esquerda 
V3: entre V2 e V4 
V4: 5º espaço intercostal, linha médio-clavicular esquerda 
V5: linha axilar anterior, altura de V4 
V6: linha axilar média, altura de V4 
 
Em V1 e V2, o QRS geralmente tem uma onda R pequena e uma onda S 
profunda, pois o vetor elétrico geral se afasta desses eletrodos. 
 
Em V3 e V4, ocorre a transição, com aumento gradual da onda R e redução da 
S. 
 
Em V5 e V6, a onda R é dominante, e a S tende a desaparecer, pois o vetor se 
aproxima desses eletrodos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. DEFLEXÕES 
São os movimentos do traçado do eletrocardiograma para cima ou para baixo 
em relação à linha de base, também chamada de linha isoelétrica. 
 
Deflexão Positiva: 
Acontece quando a atividade elétrica do coração se move em direção ao eletrodo 
que está registrando o traçado. Isso faz com que o gráfico suba acima da linha 
de base. É como se o coração estivesse “mandando” a eletricidade na direção 
do eletrodo, o que é registrado como uma elevação no papel do ECG. 
 
Deflexão Negativa: 
Ocorre quando a atividade elétrica se afasta do eletrodo. Nesse caso, o traçado 
desce, ficando abaixo da linha de base. Isso acontece porque o eletrodo está 
“vendo” a eletricidade se afastar dele, o que é interpretado como uma queda no 
gráfico. 
 
Deflexão Isodifásica: 
o traçado tem uma parte para cima e outra para baixo, de forma quase 
equilibrada. Isso ocorre quando a atividade elétrica passa perpendicularmente 
ao eletrodo, ou seja, nem se aproxima diretamente nem se afasta 
completamente. O eletrodo vê a eletricidade passar “de lado”, então o traçado 
tem uma porção positiva e uma negativa de tamanhos semelhantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6. ONDAS 
Representam a passagem da atividade elétrica pelas diferentes regiões do 
coração durante um ciclo cardíaco completo. 
 
Onda P: 
É a primeira deflexão do ciclo cardíaco. Representa a despolarização dos 
átrios, o momento em que o impulso elétrico gerado pelo nó sinoatrial 
(marcapasso natural do coração) se espalha pelos átrios, provocando sua 
contração. 
 
Complexo QRS: 
Engloba as ondas Q, R e S. Ele mostra toda a despolarização ventricular, 
desde o septo até as paredes mais externas. Em um coração normal, dura 
menos de 0,12 segundos 
Onda Q: é a primeira deflexão negativa do complexo QRS, ela representa 
a despolarização inicial do septo interventricular, da esquerda para a 
direita. 
Onda R: é a deflexão positiva mais alta do complexo QRS. Ela representa 
a despolarização da maior parte dos ventrículos, especialmente do 
ventrículo esquerdo, que é mais espesso e gera maior atividade elétrica. 
Onda S: aparece depois da onda R e é uma deflexão negativa. Ela 
representa a fase final da despolarização ventricular, especialmente das 
regiões basais dos ventrículos. 
 
Onda T: 
Representa a repolarização dos ventrículos, ou seja, o retorno das células 
ventriculares ao seu estado elétrico de repouso após a contração. 
 
 
 
 
 
 
 
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8. INTERVALOS E SEGMENTOS 
 
Intervalo PR: 
Medido do início da onda P até o início do complexo QRS, reflete o tempo de 
condução atrioventricular, ou seja, o tempo que o estímulo elétrico leva para 
passar dos átrios para os ventrículos. 
Intervalo QRS: 
Medido do início ao fim do complexo QRS, representa a duração da 
despolarização ventricular, ou seja, o tempo que os ventrículos demoram para 
se contrair. 
Intervalo QT: 
Medido do início do complexo QRS ao fim da onda T, representaa duração total 
da atividade elétrica ventricular, incluindo despolarização e repolarização. 
Intervalo RR: 
Medido de um complexo QRS para o seguinte, indica a frequência cardíaca, ou 
seja, a taxa de batimentos cardíacos por minuto 
Segmento PR: 
A parte isoelétrica entre o final da onda P e o início do complexo QRS, representa 
o intervalo isoelétrico após a despolarização atrial. 
Segmento ST: 
A parte isoelétrica entre o fim do complexo QRS e o início da onda T, é crucial 
para identificar alterações na repolarização ventricular, como isquemia ou 
infarto. 
Segmento TP: 
A parte isoelétrica entre o fim da onda T e o início da onda P, serve como 
referência para avaliar o segmento ST.

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