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Agronegocio da Caprinocultura e Raças.docx

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do Nordeste, com aptidão para pele e carne, são caracterizados por apresentarem pelagem escura na parte anterior ou posterior do corpo. 
4.1.5 Savana : Surgiu na África do Sul. Desde o princípio, a seleção foi dirigida para se obter animais de pelagem branca e muito resistentes aos parasitas, com eficiente produtividade em carne. 
4.1.6 Mambrina: Recebe a denominação de Síria, Indiana e Zebu. É uma raça caprina que teve a origem identificada como sendo do Oriente. São animais que podem apresentar qualquer pelagem, menos a característica da raça Toggemburg Têm aptidão para leite, pele e carne.
5. CAPRINOCULTURA DE LEITE
O leite de cabra vem conquistando espaço cada vez maior no mercado de lácteos. De fácil digestão e com menor teor de colesterol e açúcar, o produto é indicado para crianças. Além do leite, derivados como queijo e iogurte já caíram no gosto do consumidor.De acordo com o IBGE, o Brasil tem 14 milhões de cabeças de caprinos sendo que metade desse rebanho(50,52%) é de dupla ou tripla aptidão (carne-leite-pele).Dentre as raças criadas no Brasil apresentam-se em maior destaque a Saanen, a Parda Alpina e a Anglo Nubiana. Com uma produtividade média, permanecendo em 30 kg/cabra/ano.
O leite de cabra tem diversas características positivas. Entre elas, destaca-se a menor alergenicidade, uma vez que a proteína Alfa-S1-Caseína, que imprime dado alergênico ao leite de vaca, é menor na cabra. Além disso, como o leite é composto por ácidos graxos também de dimensões reduzidas, isso lhe garante melhor digestibilidade. O leite de cabra é digerido em 40 minutos, enquanto o da vaca leva, em média, duas horas e meia. O leite também permite melhor absorção e aproveitamento pelo organismo de cálcio, vitaminas, proteínas, ferro, cobre, etc.Como é rico em CLA (ácido linoleico conjugado), dificulta a formação de placas de gorduras nas artérias, facilita a redução das taxas de açúcar no sangue, contribui para a redução dos níveis sanguíneos de colesterol e triglicerídeos sem alterar os níveis de HDL (o bom colesterol) e é um excelente antioxidante. O leite de cabra também foi considerado pela National Academy of Science, dos Estados Unidos, um dos mais potentes anticancerígenos de origem animal na prevenção e ataque às células cancerígenas.
Segundo os criadores, as cabras são muito mais vantajosas que as vacas, pois são menores e demandam menor custo para a manutenção do rebanho. Os preços pagos ao produtor de leite de cabra também são melhores que os pagos ao de leite de vaca. Hoje, se situam, em média, em 1,30 real por litro, enquanto o criador de vaca recebe, em média, 0,70 real.Este mercado só não é maior por causa de um problema ligado à legislação,não existe uma lei específica para derivados de leite de cabra. Assim, os produtores precisam atender as mesmas exigências do leite de vaca.
5.1 Raças Caprinas
As raças de cabras leiteiras são, basicamente, as seguintes: Saanen, Parda Alpina, Toggemburg e Anglo-Nubiana e suas mestiças. As raças Alpina Britânica e Murciana também são especializadas na produção leiteira, mas o número de exemplares é pequeno. Estima-se que exista na região Nordeste, somente 300 (trezentas) cabeças da raça Murciana. A Bôer, importada da África do Sul, é a raça caprino exótica mais especializada para a produção de carne em regime de campo. Dentre as raças nativas (de origem européia que se adaptaram as condições do clima nordestino), destacam-se as seguintes: Canindé, Marota, Moxotó,e a Repartida 
5.1.1 Anglo-nubiana: Os caprinos da raça Anglo-Nubiana originados do Sudão e da Inglaterra são assim denominados, devido aos cruzamentos entre caprinos da Núbia (Sudão) e da Inglaterra com o duplo objetivo de produção de carne e leite. 
A raça Anglo-Nubiana está bem distribuída, no Brasil, sendo muito utilizada nos cruzamentos absorventes para a produção de leite e carne, principalmente no Nordeste e, mais recentemente, nos cruzamentos com a raça Boer, para produção específica de carne. Apresenta grande importância econômica para introdução inicial em rebanhos criados, extensivamente, e que pretendem melhorar a produção leiteira. Têm pelos curtos e brilhantes, com as mais diversas colorações. 
5.1.2 Canindé: Os caprinos da raça Canindé são de origem européia introduzidos no Brasil durante sua colonização são animais rústicos, prolíferos, pouco exigentes e resistentes às doenças, além de possuírem aptidão para produção de carne, leite e pele; A exploração caprina deve levar em consideração programas de melhoramento que visem à preservação do patrimônio genético das raças nativas; já que essa se encontra em graus de extinção. É importante o estudo do efeito das variáveis climáticas sobre o desempenho animal, a fim de amenizar o estresse imposto pelas condições ambientais e maximizar o potencial produtivo.
5.1.3 Murciana: A raça Murciana recebe este nome em função da província onde se originou, Múrcia, na Espanha. É uma raça especializada na produção de leite
 No Brasil, recentemente foi introduzido um lote desta raça por criadores do estado da Paraíba
5.1.4 Parda alpina: Originada dos Alpes suíços tem como aptidão a produção de leite Parda Alpina - Apresenta um perfil reto ou ligeiramente côncavo. É de tamanho médio e tem uma aptidão geral para produzir leite. As alpinas geralmente têm a cara e o ventre negros. A pelagem é de cor preta com listras faciais brancas, que vão desde a parte de cima dos olhos até o focinho. Têm pernas brancas (desde os joelhos e jarretes) e triângulo na inserção da cauda também branco.
5.1.5 Saanen: Indiscutivelmente a cabra leiteira mais criada no Mundo. Está presente em todos os países que têm uma caprinocultura leiteira razoavelmente desenvolvida, invariavelmente sendo a raça mais criada e de maior média de produção de leite, no Brasil mais encontradas em fazendas de clima mais ameno. A Saanen exerce grande influência nos cruzamentos do Sudeste e Sul do país, mas pouca influência no Nordeste, onde está restringida às periferias de grandes cidades ou em alguns pólos leiteiros. e com um sistema tecnológico mais desenvolvido para a produção de leite. É uma raça característica leiteira chegando a produzir 4 kg leite por dia.
5.1.6 Toggenburg: A raça Toggemburg é uma das raças leiteiras mais antigas que se tem notícia segue os passos da Saanen, com grande influência no Sudeste e Sul do país, mas pouca no Nordeste, de onde vem sendo gradativamente descartada. Sua origem é Suíça, do vale do Toggemburg. Por sua rusticidade e boa produção de leite, goza de aceitação considerável entre os criadores brasileiros.
Esses animais possuem pelagem de cor acinzentada, variando do claro ao escuro. As fêmeas diferem dos machos por apresentarem duas faixas brancas contínuas, partindo das orelhas e passando próximo aos olhos, terminando ao lado da boca. A ponta do focinho e a borda das orelhas são brancas.
6.CONCLUSÃO
No Brasil nos últimos 50 anos o resultado vem sendo desanimador, o consumo de carne é o mesmo a 4 décadas.O baixo desempenho produtivo da maior parte dos caprinos criados na região Nordeste juntamente com a exigência do mercado consumidor em obter animais mais precoces vem ao longo dos anos impulsionando a importação de animais, para através do cruzamento entre raças nativas e exóticas, aumentando a produtividade dos rebanhos locais 
Uma das alternativas para o desenvolvimento da caprinocultura no Nordeste brasileiro, visando aumentar a produtividade dos rebanhos, tem sido a importação de raças especializadas. 
Uma boa solução para a produção leiteira seria a comercialização do iorgutes pois tem baixo custo de produção não precisar de alta tecnologia e devido também sua grande capacidade de conservação. 
Claro que todas as soluções destacadas potenciariam sua eficiência se houve mais propagandas que incentive o consumo da carne das qualidades nutricionais de cada produto alem de conscientização dos produtores da importância da visão de agronegócio que ele se encontra.

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