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Processo Legislativo Federal - MÓDULO II

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no plenário, 
em sessão conjunta. Uma vez aprovado, o Presidente da Mesa do CN 
promulga a resolução e comunica o fato ao Presidente da República, que, 
devidamente autorizado pelo Congresso, editará a lei delegada. 
 
 
Atenção 
Não cabe delegação sobre matéria de competência exclusiva do Congresso 
Nacional ou de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do 
Senado Federal, bem como sobre organização dos juízos e tribunais e as 
garantias da Magistratura, sobre nacionalidade, cidadania, direito eleitoral e 
matérias orçamentárias. 
 
Referência: 
 
CF - arts. 59; 66; 68. 
RCCN - arts. 10; 104; 116 a 130. 
 
 
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PROPOSIÇÕES APRECIADAS EM SESSÃO CONJUNTA DO CONGRESSO 
NACIONAL 
 
C) MATÉRIA ORÇAMENTÁRIA 
 
Ainda são tratados em sessão conjunta do Congresso Nacional os projetos de 
lei referentes à matéria orçamentária: 
 projeto de lei do plano plurianual (PPA); 
 projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO); 
 projeto de lei do orçamento anual da União (LOA); 
 projetos de lei de créditos adicionais (créditos suplementares, créditos 
extraordinários, créditos especiais). 
 
Esses projetos de lei são de iniciativa vinculada ao cargo de Presidente da 
República, e a Constituição estabelece prazos para que ele os remeta ao 
Congresso. 
 
Assim, o projeto de PPA tem que estar no Congresso até quatro meses antes 
do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato do Presidente da 
República (31 de agosto) e deve ser devolvido para sanção até o encerramento 
da sessão legislativa ordinária (22 de dezembro) correspondente. O PPA tem 
vigência de quatro anos. No primeiro ano de mandato, o Presidente da 
República trabalha com o Plano Plurianual do Presidente anterior e encaminha 
ao Congresso o seu próprio plano, que vigorará durante os restantes três anos 
de seu mandato e durante o primeiro ano do mandato do Presidente 
subsequente. 
 
A LDO é uma lei que vigora durante um ano. O projeto deve ser encaminhado 
ao Congresso até oito meses e meio antes do encerramento do exercício 
financeiro (15 de abril), e o Congresso o devolve para sanção até o 
encerramento do primeiro período da sessão legislativa ordinária (17 de julho). 
Se o Congresso não deliberar sobre a matéria até essa data, a sessão 
legislativa não é interrompida, ou seja, não há recesso parlamentar até que se 
ultime a deliberação. 
 
A LOA também é uma lei de vigência anual. O projeto correspondente deve ser 
encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro 
(31 de agosto) e devolvido à sanção até o encerramento da sessão legislativa 
ordinária (22 de dezembro). 
 
Quanto aos créditos adicionais, o prazo-limite para que o Poder Executivo os 
envie ao Congresso é estipulado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 
 
As mensagens do Presidente da República encaminhando esses projetos são 
recebidas pelo Presidente do Senado e encaminhadas à Comissão Mista de 
Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) no prazo de quarenta e 
oito horas após sua comunicação às duas Casas Casas do Congresso, para 
que a comissão emita seu parecer. 
 
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No plenário da sessão conjunta, a deliberação sobre essas matérias ocorre em 
turno único de discussão e votação, sendo aprovadas em votação pública 
simbólica, por maioria simples de votos em cada Casa, resguardado o direito 
de votação nominal por requerimento ou por pedido de verificação de votação. 
 
A votação do projeto de lei é feita nos termos do parecer que vier da CMO, 
sendo ele conclusivo e final com respeito às emendas, salvo requerimento para 
que elas sejam submetidas ao Plenário do Congresso, devendo tal 
requerimento ser assinado por no mínimo 1/10 de congressistas (60 
assinaturas) e apresentado à Mesa do Congresso até o dia anterior ao 
estabelecido para a discussão da matéria em plenário. 
 
A CMO ainda examina as contas prestadas pelo Chefe do Poder Executivo, 
que inclui, além das suas, as dos Presidentes da Câmara dos Deputados e do 
Senado Federal, do Poder Judiciário (STF, STJ, Tribunais Regionais Federais, 
Tribunais do Trabalho, Tribunais Eleitorais, Tribunais Militares e as contas do 
Chefe do Ministério Público). 
 
A Comissão conclui seu parecer apresentando um projeto de decreto 
legislativo, ao qual podem ser apresentadas emendas perante a Comissão. 
Tão logo esses órgãos enviem ao Congresso as suas contas, elas são 
enviadas ao TCU para que emita parecer prévio e, no prazo de 60 dias, o 
encaminhe ao Congresso. 
 
No início dos trabalhos do segundo período de cada sessão legislativa 
(agosto), a Comissão realiza audiência pública com o Ministro-Relator do TCU, 
para que ele faça uma exposição sobre esse parecer prévio. É com base nesse 
documento e nessas informações que a comissão elaborará seu parecer. 
 
Referência: 
 
CF - 51; 71; 84. 
RISF - arts. 235, II, b. 
RCCN - arts. 89 a 103; 142; 143; Resolução nº 1, de 2006-CN. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unidade 6 - Medidas Provisórias 
 
MEDIDAS PROVISÓRIAS - Apreciadas separadamente em cada Casa 
(desde a promulgação da Emenda Constitucional nº 32, DE 2001) 
Nesta Unidade 6, vamos estudar as medidas provisórias, que, depois da 
Emenda Constitucional nº 32, de 2001, são analisadas em Comissão Mista, 
mas apreciadas em Casas separadas, começando sempre pela Câmara dos 
Deputados. 
 
Uma vez editada pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da 
União, a Presidência da Mesa do Congresso Nacional dispõe de 48 horas para 
publicar e distribuir os avulsos da proposição e para designar a Comissão Mista 
que irá emitir parecer sobre ela. 
 
Essa Comissão é integrada por 12 senadores e 12 deputados, e igual número 
de suplentes, indicados pelos líderes partidários, segundo a proporcionalidade. 
Caso as bancadas minoritárias não consigam vaga na Comissão, por terem um 
número pequeno de parlamentares, a elas é destinada uma vaga em cada 
Casa. Se houver mais que uma bancada nessa situação, haverá rodízio no uso 
dessa vaga suplementar. Esse princípio de vaga suplementar é válido para 
todas as Comissões Mistas. Se a Medida Provisória versar sobre abertura de 
crédito extraordinário ao orçamento da União, ela será encaminhada à 
Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. 
 
 
 
 
 
Curiosidade 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, recentemente, limitar a 
interpretação que o Poder Executivo vinha tendo sobre a edição de medidas 
provisórias em matéria orçamentária. De acordo com o STF, somente cabe 
medida provisória em caso de créditos extraordinários para atender 
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, 
comoção interna ou calamidade pública. Essa decisão, aliás, apenas 
espelha o que está expresso no § 3º do art. 167 da Constituição, mas 
precisou ser ratificada pela Corte. 
 
 
Na Comissão, seu Presidente designará um relator, que deverá ser um 
parlamentar pertencente à Casa diversa da sua, e um relator-revisor, 
pertencente à Casa diversa da do relator e, preferencialmente, do mesmo 
partido que o do relator. Para emitir o parecer, a Comissão dispõe de até 14 
dias, a contar da data da publicação da Medida Provisória no Diário Oficial, 
sendo que, nos seis primeiros dias, qualquer parlamentar pode apresentar 
emendas à MP. Nesse prazo de recebimento de emendas, se um parlamentar 
tiver algum projeto tramitando, ele pode solicitar à Comissão que ele tramite em 
conjunto com a MP, sob forma de emenda. Ao final da tramitação da MP, esse 
projeto será declarado prejudicado,