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Questões resolvidas

A construção do motor CC tem diversas características que tentam minimizar o impacto do entreferro no fluxo magnético da máquina. Sobre os aspectos construtivos de um motor CC, marque a alternativa correta.
A. As escovas formam, junto com o comutador, um retificador mecânico, que converte a tensão CC gerada em cada bobina de armadura rotativa em tensão CA.
B. O rotor é excitado por uma ou mais bobinas de campo.
C. A distribuição do fluxo no entreferro é assimétrica em relação à linha central dos polos de campo.
D. Esse eixo é chamado de campo ou indireto.
E. O estator de uma máquina CC tem polos salientes.

A máquina CC é muito versátil e pode ser construída de diversas maneiras que irão influenciar como o torque irá variar com a modificação da sua carga. Sobre os métodos de excitação de máquinas CC, marque a alternativa correta.
A. Uma simplificação comum é assumir que a tensão de entrada de um motor CC é pequena.
B. Os motores CC são acionados a partir de uma fonte de potência CC.
C. Há quatro tipos principais de motores CC de uso geral.
D. Em um motor CC em derivação, o circuito de campo é alimentado a partir de uma fonte isolada de tensão constante.
E. Em um motor CC de excitação independente, o circuito de campo é alimentado diretamente dos terminais de armadura do próprio motor.

As variações dos métodos de excitação são utilizadas para que as máquinas atendam a situações específicas, por exemplo, a fim de deixar a máquina mais preparada para situações que precisem de mais tração. Ainda sobre os métodos de excitação de máquinas CC, marque a alternativa correta.
A. Ao aumentar a corrente, o conjugado induzido cresce até ser igual ao conjugado de carga, em uma velocidade mecânica de rotação mais alta.
B. Um motor CC em derivação tem a carga no eixo aumentada. Nesse caso, o conjugado de carga excederá o conjugado induzido na máquina e o motor começará a ganhar velocidade.
C. Quando isso acontece, a tensão interna gerada aumenta e consequentemente a corrente de armadura do motor aumenta.
D. Na prática, quando a tensão da fonte de alimentação de um motor é constante, não há nenhuma diferença de comportamento entre motores em derivação e de excitação independente.
E. Para a velocidade do motor variar linearmente com o conjugado, os outros termos dessa expressão deverão variar quando a carga variar.

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Questões resolvidas

A construção do motor CC tem diversas características que tentam minimizar o impacto do entreferro no fluxo magnético da máquina. Sobre os aspectos construtivos de um motor CC, marque a alternativa correta.
A. As escovas formam, junto com o comutador, um retificador mecânico, que converte a tensão CC gerada em cada bobina de armadura rotativa em tensão CA.
B. O rotor é excitado por uma ou mais bobinas de campo.
C. A distribuição do fluxo no entreferro é assimétrica em relação à linha central dos polos de campo.
D. Esse eixo é chamado de campo ou indireto.
E. O estator de uma máquina CC tem polos salientes.

A máquina CC é muito versátil e pode ser construída de diversas maneiras que irão influenciar como o torque irá variar com a modificação da sua carga. Sobre os métodos de excitação de máquinas CC, marque a alternativa correta.
A. Uma simplificação comum é assumir que a tensão de entrada de um motor CC é pequena.
B. Os motores CC são acionados a partir de uma fonte de potência CC.
C. Há quatro tipos principais de motores CC de uso geral.
D. Em um motor CC em derivação, o circuito de campo é alimentado a partir de uma fonte isolada de tensão constante.
E. Em um motor CC de excitação independente, o circuito de campo é alimentado diretamente dos terminais de armadura do próprio motor.

As variações dos métodos de excitação são utilizadas para que as máquinas atendam a situações específicas, por exemplo, a fim de deixar a máquina mais preparada para situações que precisem de mais tração. Ainda sobre os métodos de excitação de máquinas CC, marque a alternativa correta.
A. Ao aumentar a corrente, o conjugado induzido cresce até ser igual ao conjugado de carga, em uma velocidade mecânica de rotação mais alta.
B. Um motor CC em derivação tem a carga no eixo aumentada. Nesse caso, o conjugado de carga excederá o conjugado induzido na máquina e o motor começará a ganhar velocidade.
C. Quando isso acontece, a tensão interna gerada aumenta e consequentemente a corrente de armadura do motor aumenta.
D. Na prática, quando a tensão da fonte de alimentação de um motor é constante, não há nenhuma diferença de comportamento entre motores em derivação e de excitação independente.
E. Para a velocidade do motor variar linearmente com o conjugado, os outros termos dessa expressão deverão variar quando a carga variar.

Prévia do material em texto

Motor CC I
Apresentação
As máquinas CC podem ser construídas com diversas combinações de enrolamentos de campo, 
apresentando assim várias características de tensão versus corrente. Pela sua facilidade de controle, 
têm sido usadas frequentemente em aplicações que exigem ampla faixa de velocidades.
No motor de CC, a energia elétrica é convertida em mecânica. Existem três tipos de motores CC: o 
motor em derivação, o motor composto e o motor série. O motor composto recebe a palavra 
"aditivo" para salientar que as conexões ao enrolamento de campo série são tais que asseguram 
que o fluxo de campo série se soma ao fluxo de campo em derivação. O motor série, 
diferentemente do gerador série, tem ampla aplicação, especialmente para cargas de tração.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar sobre os aspectos construtivos, o circuito 
equivalente e tipos de excitação do motor CC.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os aspectos construtivos das máquinas de corrente contínua.•
Descrever o circuito equivalente da máquina de corrente contínua.•
Diferenciar os tipos de excitação da máquina de corrente contínua.•
Infográfico
Motores CC são classificados em dois grandes grupos: motores com e sem escovas. De alguns anos 
para cá, o mercado vem sofrendo uma mudança pela qual o uso de motores sem escova vem 
ganhando espaço.
No Infográfico, você irá ver as diferenças entre motores CC com e sem escovas.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/85310b63-3f92-47f8-b5bc-25972e4f5fdf/e86dc2ca-d538-4332-b605-b7a594ee60d5.jpg
Conteúdo do Livro
Os motores CC foram de grande importância para os processos que precisavam de controle de 
velocidade em uma época em que a eletrônica de potência ainda não era capaz de levar essa 
funcionalidade a outros motores.
No capítulo Motor CC I, da obra Máquinas elétricas I, você vai ter acesso de maneira mais detalhada 
aos aspectos construtivos desse motor. Você será capaz de definir seu circuito equivalente e 
descrever dois métodos de excitação dessa máquina.
Boa leitura.
MÁQUINAS 
ELÉTRICAS I
Erick Costa Bezerra
Motor CC I
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os aspectos construtivos das máquinas de corrente contínua.
 � Descrever o circuito equivalente da máquina de corrente contínua.
 � Diferenciar os tipos de excitação.
Introdução
As máquinas de corrente contínua (CC), quando em funcionamento com 
ação geradora, convertem a energia mecânica em energia elétrica CC e, 
com ação motora, convertem a energia elétrica CC em energia mecânica. 
O fluxo de potência é parecido. Na verdade, a saída CC dessa máquina é 
feita por um mecanismo que converte tensões e corrente alternada (CA) 
da máquina em uma saída de corrente contínua (CC). Esse mecanismo é 
conhecido como comutador. Por isso, as máquinas CC são conhecidas 
como de comutação.
Neste capítulo, você identificará os aspectos construtivos, calculará 
os parâmetros necessários para a definição do circuito equivalente desse 
equipamento e, por fim, diferenciará os tipos de excitação.
Aspectos construtivos máquina de 
corrente contínua (motor CC)
A estrutura física da máquina consiste em duas partes: estator (ou parte es-
tacionária) e rotor (ou parte rotativa). A parte estacionária da máquina é 
constituída de uma carcaça que fornece o suporte físico e de peças polares 
que se projetam para dentro e propiciam um caminho para o fluxo magnético 
na máquina. As extremidades das peças polares, que estão mais próximas 
do rotor, alargam-se sobre a superfície dele para distribuir uniformemente o 
seu fluxo sobre essa superfície. Essas extremidades são denominadas sapatas 
polares. A superfície exposta de uma sapata polar é denominada face polar, e 
a distância entre as faces polares e o rotor é denominada entreferro de ar (ou 
simplesmente entreferro) (CHAPMAN, 2013).
O estator de uma máquina CC tem polos salientes e é excitado por uma ou 
mais bobinas de campo. A distribuição do fluxo no entreferro é simétrica em 
relação à linha central dos polos de campo. Esse eixo é chamado de campo 
ou direto. Como pode ser visto na Figura 1, escovas formam junto com o 
comutador um retificador mecânico, que converte a tensão CA gerada em 
cada bobina de armadura rotativa em tensão CC (UMANS, 2014).
Figura 1. (a) Eixos de uma máquina CC. (b) Representação esquemática de uma máquina CC.
Fonte: Adaptada de Umans (2014, p. 404).
Eixo em
quadratura
Escovas
(a) (b)
Bobinas
de armadura
Bobina
de campo
Armadura
Eixo 
direto
Campo
As escovas estão posicionadas de modo que a comutação ocorra quando 
os lados da bobina estão na zona neutra, a meio caminho entre os polos 
de campo. O eixo da onda de FMM de armadura estará, então, distanciado 
90 graus elétricos do eixo dos polos de campo, isto é, no eixo em quadratura.
A Figura 1a mostra as escovas no eixo em quadratura porque essa é a posição 
das bobinas às quais elas estão conectadas. A onda de FMM de armadura estará 
ao longo do eixo das escovas, como está demonstrado. A posição geométrica 
das escovas em uma máquina real localiza-se a aproximadamente 90 graus 
elétricos da posição mostrada no diagrama esquemático, devido à forma das 
conexões de terminação até o comutador (Figura 2).
Motor CC I2
Figura 2. Sentido das correntes para as duas posições de armadura (a) e (b).
Fonte: Adaptada de Umans (2014, p. 412).
Eixo magnético
da armadura
Bobina de campo
Eixo magnético
do campo
1
2
3
4
5
67
8
9
10
11
12
ia
1
7
(b)
(a)
ia
3Motor CC I
Desse modo, sempre que a tensão na espira muda de sentido, os contatos 
também mudam de segmento, e a saída de tensão dos contatos sempre é do 
mesmo tipo, evitando um curto circuito e desgastes prematuros das escovas. 
Esse processo de troca de conexões é conhecido como comutação. Os segmentos 
semicirculares rotativos são denominados segmentos comutadores (ou anel 
comutador), e os contatos fixos são denominados escovas. 
Considerando que o ângulo entre as forças magnetomotrizes de campo 
(FMMd) e armadura (FMMa) é de 90 graus elétricos, temos:
𝜏mec = KaΦdIa
onde 𝜏mec é o conjugado; Φd é o fluxo de eixo direto por polo; Ia é a corrente 
de armadura, e Ka é uma constante determinada pelo projeto do enrolamento, 
que pode ser calculada como:
Ka =
polosCa
2�m
Note que Ca é o número total de condutores no enrolamento de armadura, 
e é o número de caminhos paralelos no enrolamento.
Os enrolamentos de armadura são classificados de acordo com a sequência de suas 
conexões com os segmentos do comutador. Há duas sequências básicas de conexões 
dos enrolamentos da armadura: enrolamentos imbricados e enrolamentos ondulados.
Uma característica interessante dos enrolamentos imbricados simples é que existem 
tantos caminhos de corrente em paralelo através da máquina quantos forem os polos 
dessa máquina. Já em um enrolamento ondulado simples, há apenas dois caminhos 
de corrente: C/2 ou metade dos enrolamentos. As escovas dessa máquina estarão 
separadas entre si por um passo polar pleno.
A tensão gerada observada entre as escovas é a soma das tensões retificadas 
de todas as bobinas em série entre as escovas, mostrada pela linha ondulada ea 
Motor CC I4
na Figura 3. Com uma dúzia ou tanto de lâminas de comutador por polo, a 
ondulação se torna muito pequena, e a tensão média gerada observada nas 
escovas é igual à soma dos valores médios das tensões retificadas de bobina. 
A tensão retificada ea entre as escovas é:
Ea = KaΦdωm
onde ωm é a velocidade angular mecânica da máquina (rad/s). O efeito da 
distribuição do enrolamento em diversas ranhuras está mostrado na Figura 3, 
onde cada uma das ondas senoidais retificadas é a tensão gerada em uma das 
bobinas. A comutação ocorre no momento em que os lados das bobinas estãona zona neutra (UMANS, 2014).
Figura 3. Tensões nas bobinas e tensão nas escovas.
Fonte: Adaptada de Umans (2014, p. 405).
Te
ns
ão
t
Tensões
reti�cadas
de bobina
Tensão de
escovas, ea
Note que o conjugado induzido também pode ser descrito em relação à 
potência de saída:
𝜏mecωm = Pmec = EaIa
Para estudar mais sobre os aspectos construtivos de uma máquina CC, consulte 
CHAPMAN (2013) e UMANS (2014).
5Motor CC I
Circuito equivalente do motor CC
O circuito equivalente de um motor CC está mostrado na Figura 4, a seguir. 
O circuito de armadura está representado por uma fonte de tensão ideal Ea 
e um resistor Ra. Essa representação é, na realidade, o equivalente Thévenin 
da estrutura completa do rotor, incluindo as bobinas do rotor, os interpolos e 
os enrolamentos de compensação, se presentes.
A queda de tensão nas escovas é representada por uma pequena bateria 
Vescova que se opõe à corrente que circula na máquina. As bobinas de campo, 
que produzem o fluxo magnético do gerador, são representadas pelo indutor 
LF e pelo resistor RF. O resistor separado Raj representa um resistor externo 
variável, usado para controlar a corrente que circula no circuito de campo.
Figura 4. (a) Circuito equivalente de um motor CC. (b) Circuito equivalente simplificado 
(queda de tensão nas escovas eliminada).
Fonte: Adaptada de Chapman (2013, p. 467).
Raj
RF
LF
RF
EA
LF
F1
F2
EA
RA
IA A1
A2
IA
Vescova
(a)
(b)
Motor CC I6
Existem variações e simplificações desse circuito equivalente básico. A 
queda de tensão nas escovas é frequentemente apenas uma fração mínima da 
tensão gerada em uma máquina. Portanto, em casos não muito críticos, a queda 
de tensão nas escovas pode ser desprezada ou incluída de forma aproximada no 
valor de Ra. Algumas vezes, a resistência interna das bobinas de campo é com-
binada com o resistor variável, e a resistência total é denominada Rf (Figura 4b). 
Uma terceira variação acontece em alguns geradores que têm mais do que 
uma bobina de campo, todas as quais são incluídas no circuito equivalente.
Tipos de excitação do motor CC
Os motores CC são acionados a partir de uma fonte de potência CC. A não 
ser que seja especificado em contrário, assumiremos que a tensão de entrada 
de um motor CC é constante, porque essa suposição simplifica a análise dos 
motores e a comparação entre os diferentes tipos de motores. Há cinco tipos 
principais de motores CC de uso geral:
1. motor CC de excitação independente;
2. motor CC em derivação;
3. motor CC de ímã permanente;
4. motor CC série;
5. motor CC composto.
A seguir, os motores com excitação independente e em derivação serão 
examinados, e seus circuitos equivalentes são apresentados na Figura 5.
Em um motor CC de excitação independente, o circuito de campo é ali-
mentado a partir de uma fonte isolada de tensão constante, ao passo que, em 
um motor CC em derivação, o circuito de campo é alimentado diretamente 
dos terminais de armadura do próprio motor. Na prática, quando a tensão da 
fonte de alimentação de um motor é constante, não há nenhuma diferença de 
comportamento entre esses dois tipos de máquinas. A não ser que seja especi-
ficado em contrário, sempre que o comportamento de um motor em derivação 
for descrito, também será considerado o motor de excitação independente.
7Motor CC I
Figura 5. Circuito equivalente de um motor CC com excitação (a) independente e (b) em 
derivação.
Fonte: Adaptada de Chapman (2013, p. 470).
Raj
Raj
RF
RF
LF
LF
EA
EA
RA
RA
IA
IA
IL
IF
IL
IF
VF
VT
VT
Algumas vezes
combinadas e
denominadas RF
IF = 
VF
RF
VT = EA + IARA
IL = IA
IF = 
VT
RF
VT = EA + IARA
IL = IA + IA
(a)
(b)
Combinadas e
denominadas RF
Motor CC I8
Como um motor CC em derivação responde a uma carga? Suponha que a 
carga no eixo de um motor CC em derivação seja aumentada. Nesse caso, o 
conjugado de carga (𝜏carga) excederá o conjugado induzido (𝜏ind) na máquina, 
e o motor começará a perder velocidade. Quando isso acontecer, a tensão 
interna gerada (EA) diminui (Ea = KaΦdωm↓), e, consequentemente, a corrente 
de armadura do motor (IA = VT – EA↓/RA) aumenta. Ao aumentar a corrente, 
o conjugado induzido cresce (𝜏ind = KaΦdIa↑) até ficar igual ao conjugado de 
carga, em uma velocidade mecânica de rotação ωm mais baixa.
A característica resultante de conjugado versus velocidade de um motor 
CC em derivação é mostrada na Figura 6a. É importante ter em mente que, 
para a velocidade do motor variar linearmente com o conjugado, os outros 
termos dessa expressão deverão ser constantes quando a carga variar. Estamos 
supondo que a tensão de terminal fornecida pela fonte de tensão CC seja 
constante. Caso contrário, as variações de tensão afetarão a forma da curva 
de conjugado versus velocidade.
Outro efeito interno do motor que também pode afetar a forma da curva de 
conjugado versus velocidade é a reação de armadura. Se um motor apresentar 
reação de armadura, então, os efeitos de enfraquecimento de fluxo reduzirão 
o seu fluxo quando a carga aumentar. Para qualquer carga, o efeito de uma 
redução de fluxo é o aumento da velocidade do motor em relação à velocidade 
na qual o motor giraria se não houvesse a reação de armadura. A característica 
de conjugado versus velocidade de um motor CC em derivação com reação 
de armadura está mostrada na Figura 6b. Naturalmente, se um motor contiver 
enrolamentos de compensação, não haverá problemas de enfraquecimento de 
fluxo na máquina, o qual será constante.
9Motor CC I
Figura 6. (a) Característica de conjugado versus velocidade de um motor CC em derivação 
ou de excitação independente, com enrolamentos de compensação para eliminar a reação 
de armadura. (b) Característica de conjugado versus velocidade de um motor em que a 
reação de armadura está presente.
Fonte: Adaptada de Chapman (2013, p. 472).
(a) (b)
ωm ωm
τind τind
Com RA
Sem RA
Se houver enrolamentos de compensação em um motor CC em derivação, 
de modo que seu fluxo seja constante, independentemente da carga, e se a 
velocidade e a corrente de armadura do motor forem conhecidas para qualquer 
valor de carga, então, sua velocidade poderá ser calculada para qualquer 
outro valor de carga, desde que a corrente de armadura para aquela carga seja 
conhecida ou possa ser determinada.
O vídeo disponível no link a seguir mostra o princípio de funcionamento de um motor 
CC sem escovas (legendas em português).
https://qrgo.page.link/XzoC
Um motor CC em derivação de 100 HP, 250 V e 1200 rpm, com enrolamentos de com-
pensação, tem uma resistência de armadura (incluindo as escovas, os enrolamentos de 
compensação e os interpolos) de 0,06 Ω. Seu circuito de campo tem uma resistência 
Motor CC I10
total de Raj + RF de 50 Ω, produzindo uma velocidade a vazio de 1200 rpm. Há 1200 
espiras por polo no enrolamento do campo em derivação.
IA
EA
RA
IL
IFRaj
RF VT = 250 V
LF
NF =
1200 espiras
0,06 Ω
50 Ω
Fonte: Chapman (2013, p. 473).
a) Encontre a velocidade desse motor quando a corrente de entrada é 100 A.
b) Encontre a velocidade desse motor quando a corrente de entrada é 200 A.
c) Encontre a velocidade desse motor quando a corrente de entrada é 300 A.
IA = IL – IF = IL –
VT
RF
Dado IL = 100 A →IA = 95 A
250
50
Dado IL = 100 A → IA = 200 – = 195 A
250
50
Dado IL = 300 A → IA = 300 – = 295 A
250
50
EA = VT – IARA
EA = VT – IARA
EA = VT – IARA
EA = Ka Φdηm
EA = 250 – 95 × 0,06 = 244,3 V
EA = 250 – 195 × 0,06 = 238,3 V
EA = 250 – 295 × 0,06 = 232,3 V
11Motor CC I
Os motores CC de excitação independente e em derivação são analisados juntos por 
terem comportamentos semelhantes, mas isso não significa que existam diferenças 
entre eles.
Como a corrente de campo da máquina é constante (porque VT e a resistência de 
campo são ambas constantes) e não há efeitos de reação de armadura, o fluxo nesse 
motor é constante. A relação entre as velocidades e as tensões geradas internas do 
motor, para duas condições diferentes de carga, será:EA2
EA1
=
Ka Φdηm2
Ka Φdηm1
Dado IL = 100 A → =
EA2
EA1
ηm2
ηm1
Dado IL = 200 A → =
EA2
EA1
ηm2
ηm1
Dado IL = 300 A → =
EA2
EA1
ηm2
ηm1
244,3
250
=
ηm2
1200
238,3
250
=
ηm2
1200
232,3
250
=
ηm2
1200
ηm2 = 1173 rpm
ηm2 = 1144 rpm
ηm2 = 1115 rpm
Motor CC I12
CHAPMAN, S. J. Fundamentos de máquinas elétricas. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
UMANS, S. D. Máquinas elétricas de Fitzgerald e Kingsley. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
Leituras recomendadas
DEL TORO, V. Fundamentos de máquinas elétricas. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
HAYT JR., W. H.; BUCK, J. A. Eletromagnetismo. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
KOSOW, I. Máquinas elétricas e transformadores. Rio de Janeiro: Globo, 1998.
13Motor CC I
Dica do Professor
Veja nesta Dica do Professor, como é constituída uma máquina de corrente contínua e também os 
detalhes de suas partes internas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d9ed25a87b86f312c9ce7816ad5d10fd
Exercícios
Qual é a velocidade a vazio deste motor de excitação independente quando Raj = 175 ohms e (a) 
VA = 120V, (b) VA = 180V e (c) VA = 240V? Ele tem tensão de campo fixa VF de 240V e tensão de 
armadura VA que pode ser variada de 120 a 240V.
1) 
A) 896,26 , 1344,39 e 1792.53rpm
B) 578, 976 e 1.095rpm.
C) 588, 966 e 1.295rpm.
D) 608, 956 e 1.395rpm.
E) 698, 946 e 1.495rpm.
2) A construção do motor CC tem diversas características que tentam minimizar o impacto do 
entreferro no fluxo magnético da máquina. Sobre os aspectos construtivos de um motor CC, 
marque a alternativa correta.
A) As escovas formam, junto com o comutador, um retificador mecânico, que converte a tensão 
CC gerada em cada bobina de armadura rotativa em tensão CA.
B) O rotor é excitado por uma ou mais bobinas de campo.
C) A distribuição do fluxo no entreferro é assimétrica em relação à linha central dos polos de 
campo.
D) Esse eixo é chamado de campo ou indireto.
E) O estator de uma máquina CC tem polos salientes.
3) O circuito equivalente da máquina CC é de extrema importância para a definição da 
operação e ensaios da máquina. Sobre o circuito equivalente de um motor CC, marque a 
alternativa correta.
A) O circuito de armadura é representado por uma fonte de tensão ideal Ea e um resistor Ra. 
B) A queda de tensão nas escovas é representada por Vescova, que se soma à corrente que 
circula na máquina.
C) As bobinas de armadura, que produzem o fluxo magnético do gerador, são representadas 
pelo indutor Lf e pelo resistor Rf.
D) O resistor separado Raj representa um resistor externo variável, usado para controlar a 
corrente que circula no circuito de armadura.
E) Existem variações e simplificações desse circuito equivalente básico. A queda de tensão nas 
escovas é frequentemente apenas uma parcela importante da tensão gerada em uma 
máquina.
4) A máquina CC é muito versátil e pode ser construída de diversas maneiras que irão 
influenciar como o torque irá variar com a modificação da sua carga. Sobre os métodos de 
excitação de máquinas CC, marque a alternativa correta.
A) Uma simplificação comum é assumir que a tensão de entrada de um motor CC é pequena. 
B) Os motores CC são acionados a partir de uma fonte de potência CC. 
C) Há quatro tipos principais de motores CC de uso geral.
D) Em um motor CC em derivação, o circuito de campo é alimentado a partir de uma fonte 
isolada de tensão constante.
E) Em um motor CC de excitação independente, o circuito de campo é alimentado diretamente 
dos terminais de armadura do próprio motor.
5) As variações dos métodos de excitação são utilizadas para que as máquinas atendam a 
situações específicas, por exemplo, a fim de deixar a máquina mais preparada para situações 
que precisem de mais tração. Ainda sobre os métodos de excitação de máquinas CC, marque 
a alternativa correta.
A) Ao aumentar a corrente, o conjugado induzido cresce até ser igual ao conjugado de carga, em 
uma velocidade mecânica de rotação mais alta. 
B) Um motor CC em derivação tem a carga no eixo aumentada. Nesse caso, o conjugado de 
carga excederá o conjugado induzido na máquina e o motor começará a ganhar velocidade.
C) Quando isso acontece, a tensão interna gerada aumenta e consequentemente a corrente de 
armadura do motor aumenta.
D) Na prática, quando a tensão da fonte de alimentação de um motor é constante, não há 
nenhuma diferença de comportamento entre motores em derivação e de excitação 
independente.
E) Para a velocidade do motor variar linearmente com o conjugado, os outros termos dessa 
expressão deverão variar quando a carga variar.
Na prática
Máquinas CC são comumente aplicadas em processos em que o controle de velocidade é 
necessário. Motores de corrente contínua oferecem ampla faixa de variação de velocidade sem 
prejuízos para o desempenho da máquina acionada.
Os acionamentos de corrente contínua, compostos por conversores CA/CC e motor, 
apresentam excelentes propriedades técnicas de comando e regulação, garantindo: regulagem 
precisa de velocidade; aceleração constante e ampla sob qualquer condição de carga; aceleração 
e/ou desaceleração controlada; conjugado constante sob ampla faixa de velocidades com controle 
pela armadura.
Neste Na Prática, você verá a implantação de grandes unidades em diversas frentes produtivas.
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Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Projeto e otimização de motores BLDC de ímãs permanentes 
superficiais
Leia aqui uma dissertação sobre otimização de motores sem escovas.
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Brushless DC motor, how it works?
Vídeo sobre o princípio de funcionamento de um motor CC sem escovas (legendas em português).
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DC motor, how it works?
Vídeo sobre o princípio de funcionamento de um motor CC (legendas em português).
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Motores de corrente contínua: Guia rápido para uma 
especificação precisa
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/175323/345508.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://www.youtube.com/embed/bCEiOnuODac
https://www.youtube.com/embed/LAtPHANEfQo
Guia de especificação de motores CC.
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O motor CC tem alguns tipos de construção. Um destes utiliza 
ímãs permanentes, sendo basicamente a mesma máquina que 
um motor CC em derivação, exceto pelo fato de que o fluxo de 
um motor de ímã permanente é fixo. Portanto, não é possível 
controlar a velocidade de um motor de ímã permanente 
variando a corrente de campo ou o fluxo. Para um motor de ímã 
permanente, os únicos métodos de controle de velocidade 
disponíveis são o controle por tensão de armadura e o controle 
por resistência de armadura. As técnicas de análise de um 
motor de ímã permanente são basicamente as mesmas de um 
motor CC em derivação, com a corrente de campo mantida 
constante. Nesta Dica do Professor, você irá encontrar a 
velocidade do motor, a tensão e a corrente de armadura 
produzidas por essa máquina.
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http://www.marioloureiro.net/tecnica/electrif/Motores_CC_ind1.pdf
http://pvbps-sambavideos.akamaized.net/account/2975/3/2019-05-15/video/1f2d6e706dda97d1cddf7ddff099f7b6/1f2d6e706dda97d1cddf7ddff099f7b6_720p.mp4

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