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ANEMIAS HEMOLÍTICAS Enzimopatias Profª. Drª Karla Ribeiro Obtenção de energia na forma de ATP, Lactato e potencial redutor NADPH, por meio da degradação da glicose. Término Glicólise CARÊNCIA DE O2 PIRUVATO LACTATO DEFICIÊNCIA G6PD Distúrbio genético Deficiência de Enzima chave da via das Pentoses Glicose 6 Fosfato Desidrogenase (G6PD) Pode causar anemia hemolítica quando os doentes entram em contato com determinadas substâncias indutoras de estresse oxidativo. DEFICIÊNCIA G6PD • Alteração intrínseca no eritrócito: “deficiência ou mau funcionamento”; G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase) protege os eritrócitos contra o processo oxidativo. - Deficiência enzimática ligada ao cromossomo X: frequente no sexo masculino; - Forma mais comum de enzimopatia associada a hemólise. DEFICIÊNCIA G6PD A patologia manifesta-se preferencialmente no sexo masculino O gene responsável está localizado na região telomérica do braço longo do cromossomo X, locus q28 ...para que um indivíduo do sexo feminino seja afetado é necessário que possua as duas cópias do gene mutante, ou uma só cópia se um dos cromossomos X sofrer lionização. DEFICIÊNCIA G6PD FONTE: Santos (2016); RELLING et al., 2014. DEFICIÊNCIA G6PD • Importante causa de icterícia neonatal: - Teste do pezinho AMPLIADO; - Icterícia de difícil melhora; - Hemogramas e controle de bilirrubina; - ATENÇÃO: agentes agressores ou gatilhos que aceleram oxidação e hemólise. DEFICIÊNCIA G6PD AGENTE OXIDANTE METAHEMOGLOBINA CORPÚSCULO DE HEINZ FAGOCITOSE NO SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL LESÃO OXIDATIVA NA MEMBRANA NADH não é produzido Ciclo das Pentoses DEFICIÊNCIA G6PD 1Apenas na variante African A pode-se usar doses diárias menores (15 mg) ou dose adequada (45 mg) duas vezes por semana. 2Controle rigoroso quando usado para profilaxia ou tratamento de malária. 3Doses altas podem causar hemólise mesmo em indivíduos sadios. 4Pequenas doses podem ser usadas. 5Pode-se usar 1 mg de menaftone em recém-nascidos. 6Pela presença do produto químico Lawsone. 7Pode Paracetamol Fonte: Série Atualizações Pediátricas (Sociedade de Pediatria de São Paulo – Hematologia e Hemoterapia Pediátrica 2ª edição – Atheneu/2014) DEFICIÊNCIA G6PD • FAVISMO - Causado em alguns pacientes pela ingestão de fava, que produz uma crise hemolítica aguda e grave. - O favismo resulta de produtos oxidantes derivados de dois compostos glicosídicos, vicina e convicina, que são hidrolisados em divicina e isouramil, com produção final de H2O2 e outros produtos de oxigênio reativos. • Anemia Hemolítica Episódica ou Induzida - Sintomas surgem dentro de 24-48h após a ingestão de uma substância dotada de propriedades oxidantes. o Grau de hemólise varia de acordo: - Droga - Quantidade ingerida - Intensidade de deficiência enzimática do indivíduo. DEFICIÊNCIA G6PD DEFICIÊNCIA G6PD CORPÚSCULOS DE HEINZ DEFICIÊNCIA G6PD Células bolhosas (seta vermelha) devido à precipitação da hemoglobina lesada no interior das células; Esferócitos (seta azul) com danos à membrana decorrente da ligação pela hemoglobina oxidada O diagnóstico pode ser confirmado pela presença do Corpúsculo de Heinz e queratinócitos no esfregaço de sangue periférico e pela pesquisa de G6PD DEFICIÊNCIA G6PD DEFICIÊNCIA G6PD Achados do hemograma: • Baixa quantidade de hemoglobina • Baixa quantidade de hematócrito • Anemia normocítica e normocrômica • Queratinócitos, Hemácias irregularmente contraídas • Presença de Corpúsculos de Heinz • RDW aumentado • Reticulocitose • Leucocitose e Trombocitose • Achados bioquímicos: aumento de DHL e Bilirrubina indireta DEFICIÊNCIA G6PD Diagnóstico diferencial + clínico: • Aumento Bilirrubina Indireta / DHL; • Hemoglobinúria; • Presença de inclusões eritrocitárias ( Corpos de Heinz); • Dosagem de G6PD deficiente: - Método referência: ensaio enzimático quantitativo por espectrofotometria; - Método redução da metahemoglobina • Teste genético molecular para G6PD. DEFICIÊNCIA G6PD Teste de Brewer (1962): Teste fenotípico qualitativo indireto que se baseia na redução de metahemoglobina. AZUL DE METILENO FONTE: PORTALLABCURSOS. DEFICIÊNCIA G6PD TRATAMENTO: • Retirada do agente desencadeante – suspensão da droga lesiva, tratamento da infecção subjacente; • Transfusão de sangue, se necessário; • Bebês com icterícia - fototerapia RNA degradado nos reticulócitos RNA ausente na HEMÁCIA DESFOSFORILAÇÃO Pirimidina 5-nucleotidase • Normalmente... DEFICIÊNCIA PIRIMIDINA 5-NUCLEOTIDASE • Enzima que não pertence à via glicolítica de Embden-Meyerhof; • Enzimopatia associada ao Metabolismo de Nucleotídeos: - Deficiência autossômica e recessiva: Anemia hemolítica crônica - Deficiência adquirida: Intoxicação por Chumbo DEFICIÊNCIA PIRIMIDINA 5-NUCLEOTIDASE X RNA degradado nos reticulócitos RNA presente na HEMÁCIA DESFOSFORILAÇÃO Pirimidina 5-nucleotidase Pontilhados basófilos Grânulos azul-escuros geralmente finos, distribuídos no interior da hemácia, é composto de um agregado de ribossomos e RNA, que se precipitam na coloração do esfregaço do sangue periférico DEFICIÊNCIA PIRIMIDINA 5-NUCLEOTIDASE FONTE: PORTALLABCURSOS. Diagnóstico diferencial: • Anemia hemolítica (Hb 8-9g/dL); • História do paciente de intoxicação por chumbo; • Pontilhado basófilo proeminentes no esfregaço; • Dosagem da enzima e distensão em lâmina com sangue nativo (sem anticoagulante) – EDTA inibe a precipitação dos ribossomos. DEFICIÊNCIA PIRIMIDINA 5-NUCLEOTIDASE Tratamento: esplenectomia que alivia mas não cura. Indicada quando há necessidade de transfusões sanguíneas frequentes. Bons estudos!