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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Hormônios • A principal função do sistema endócrino é a secreção de hormônios • São sinalizadores químicos secretados na corrente sanguínea por glândulas endócrinas • Parácrino: agem em uma distância curta • Justácrino: distância mais curta ainda • Autócrino: agem nas mesmas células • Os hormônios podem circular no sangue sem influenciar indiscriminadamente todas as células do corpo, pois seus tecidos-alvo tem receptores para eles Hipófise • Localizada na sella túrcica do osso esfenoide • Ela se liga ao hipotálamo pelo pedículo • Origem embriológica nervosa e ectodérmica • Bolsa de Rathke • Neuro-hipófise e adeno-hipófise A adeno-hipófise é dividida em três regiões: • Pars distalis – porção anterior • Pars tuberalis – porção cranial • Pars intermedia Neuro-hipófise: • Pars nervosa • Infundíbulo Suprimento sanguíneo • A pars distalis secreta hormônios que controlam outros órgãos endócrinos O suprimento sanguíneo é feito por dois grupos de artérias originadas das carótidas internas: • Artérias hipofisárias superiores, direita e esquerda → eminência mediana e infundíbulo • Artérias hipofisárias inferiores, direita e esquerda → neuro-hipófise e pedículo da hipófise • Rede de vasos sanguíneos em cascata (plexo capilar primário → secundário) • Sistema porta-hipofisário → vários hormônios vindos do hipotálamo passam por essa rede chegando até a pars distalis LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Sistema hipotálamo-hipofisário • Núcleos supraópticos e paraventriculares → produzem hormônios que se acumulam na pars nervosa • Núcleos dorsomediano, dorsoventral e infundibular do hipotálamo → são armazenados na eminência mediana e depois transportados para a pars distalis • Hormônios secretados na pars distalis Adeno – hipófise Pars distalis • 75% da massa da hipófise • Formada por cordões e ilhas de células epiteliais cuboides • Células foliculoestelares: formam redes em torno das células secretoras Células secretoras • Cromófobas – pouco coradas → pouca ou nenhuma secreção • Cromófilas – bem coradas o Acidófilas → GH (somatotróficas) e prolactina (lactotróficas) o Basófilas → LH e FSH (gonadotróficas), TSH (tireotróficas) e ACTH (corticotróficas) Controle funcional • Padrão de secreção pulsátil • Controlada por hormônios produzidos no hipotálamo → hormônios liberadores hipotalâmicos • Controlada por hormônios produzidos por várias glândulas endócrinas → eminência mediana → retroalimentação negativa • Controlado por moléculas como a inibina e activina (produzidas nas gônadas e que controlam a produção de FSH) Pars intermedia • Localizada na porção dorsal da antiga bolsa de Rathke • Entre a Pars distalis e nervosa • Células cromófilas basófilas → hormônio melanotrófico • Células cromófobas • Rudimentar • Células fracamente basófilas Pars tuberalis • Cerca o infundíbulo da neuro-hipófise • Importante em animais que hibernam • Controle da produção de prolactina Neuro-hipófise • Pars nervosa + infundíbulo • Não possui células secretoras de hormônios • Pituícito: tipo específico de célula glial muito ramificada que da suporte estrutural e metabólico • Axônios não mielinizados de neurônios secretores • Corpos de Herring: depósitos de neurossecreção nas extremidades dos axônios • Ocitocina (paraventricular) e hormônio antidiurético (supraóptico) • Possui capilares sanguíneos fenestrados LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Reflexo de ejeção de leite O próprio ato de sucção do bebê no mamilo gera estímulos nervosos que vão para o hipotálamo causando a liberação do PRH, que vai agir na hipófise causando a produção de prolactina que agirá estimulando a produção de leite Também vai ser estimulado a produção de ocitocina pelo núcleo paraventricular, que vai promover a contração das células mioepitelias que vão se contrair e auxiliar na ejeção do leite. Histologia aplicada Lesões no hipotálamo que destroem as células produtoras de ADH causam o diabetes insípido → perda da capacidade renal de concentrar urina Tumores da hipófise • Secreção excessiva de GH na infância = gigantismo • Secreção excessiva de GH no adulto = acromegalia • Secreção deficiente de GH na infância = nanismo hipofisário Adrenais • Glândulas achatadas em forma de meia lua situadas sobre os rins • Camada cortical: espessa e de cor amarelada o Origem no epitélio celomático → mesodérmico • Camada medular: central, menos volumosa e acinzentada o Origem da crista neural → neuroectodérmica • Recoberta por uma cápsula de tecido conjuntivo Circulação sanguínea • Plexo subcapsular: artérias da cápsula, artérias do córtex e artérias da medula • A medula recebe suprimento duplo → arterial e venoso (derivado do córtex) Córtex adrenal • Predominância de retículo endoplasmático liso → secreção de esteroides • Quase não armazenam sua secreção em grânulos → liberação imediata • Zona glomerulosa, zona fasciculada e zona reticulada LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Zona glomerulosa • Abaixo da cápsula • Células piramidais ou colunares • Cordões em forma de arcos envolvidos por capilares sanguíneos • Secreção de aldosterona → equilíbrio de sódio, potássio e água Zona fasciculada • Cordões de células retos e regulares entremeados por capilares • Células poliédricas com muito lipídeo • Vacuolizadas • Espongiócitos • Secreção de glicocorticoides → cortisol Zona reticulada • Mais interna • Células em cordões irregulares • Rede anastomosada • Menores e com menos lipídeo • Andrógenos → deidroepiandrosterona Hormônios • Esteróides formados a partir de colesterol • Acetilcoenzima A • Colesterol originado do plasma • REL + mitocôndrias • Glicocorticoides, mineralocorticoides e andrógenos Controle • Hormônio liberador de corticotropina (CRH) → hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) • Aldosterona → angiotensina II Aldosterona: • Absorção de sódio • Equilíbrio de sais e água no organismo • Regulação da pressão arterial Cortisol • Metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos • Propriedades anti-inflamatórias • Ação imunossupressora Histologia aplicada • Síndrome de Cushing → produção excessiva de glicocorticoides • Síndrome de Conn → produção excessiva de aldosterona • Doença de Addsion → insuficiência adrenocortical Medula adrenal • Células poliédricas em cordões ou aglomerados arredondados • Células ganglionares parassimpáticas • Grânulos de secreção com epinefrina e norepinefrina → catecolaminas • Inervação simpática • Células cromoafins: células produtoras de epinefrina e norepinefrina LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Controle • Armazenamento em grânulos • Secreção após intensas reações emocionais Ilhotas de Langerhans • Micro-órgãos endócrinos do pâncreas • Coloração menos intensa • Células poligonais em cordões • Células basófilas ou acidófilos • Células alfa (glucagon), beta (insulina), delta (somatostatina), PP( polipeptídeo pancreático) e épsilon (grelina) • revestida por TC → “frouxo” Histologia aplicada Diabetes tipo 1 • Anticorpos destroem ou inibem a atividade das células beta (autoimune) → baixa produção de insulina e glicose aumentada no sangue Diabetes tipo 2 • Resistência à insulina dos tecidos, mas as células são funcionais Tireoide • Origem endotérmica da porção cefálica do tubo digestivo • Síntese de tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3) • Folículos tireoidianos: parede formada por epitélio simples com células denominadas tireócitos • Cavidade dos folículos= coloide • Revestida por uma cápsula de TC frouxo • Muito vascularizado • Quando a altura média do epitélio de um número grande de folículos é baixa, a glândula é considerada hipoativa • Células C (parafolicular) → secreção de calcitonina LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Síntese e armazenamento de hormônios nas células foliculares • Única glândula que acumula seu produto de secreção na forma de coloide • Tireoglobulina Etapas da síntese dos hormônios: 1- Síntese de tireoglobulina: ocorre no REG e carboidratos são adicionados à proteína no interior das cisternas do retículo e complexo de golgi. 2- Captação de iodeto circulante: feito por um simporte de sódio/iodo 3- Oxidação do iodo por H2O2: depende de uma peroxidase → transportado para a cavidade do folículo por uma pendrina 4- Iodação das moléculas de tirosina: ocorre no interior do coloide, próximo à membrana plasmática apical Liberação e funções • Proteases quebram as porções iodadas da tireoglobulina, liberando o T4 e T3 • Esses hormônios tireoidianos estimulam a síntese proteica e o consumo de oxigênio no organismo • Aumentam a absorção de carboidratos no intestino Controle • Teor de iodo no organismo e o hormônio tireotrópico (TSH) • A membrana celular da porção basal das células foliculares é rica em receptores para TSH • A secreção de TSH aumenta por exposição ao frio e diminui no calor e em resposta a estresse Histologia aplicada • Falta de iodo → baixa quantidade de T3 e T4 → secreção de TSH → hipertrofia da tireoide → bócio por deficiência de iodo (bócio endêmico) Hipotireoidismo • Doença de Hashimoto • Cretinismo Hipertireoidismo • Doença de Graves Paratireoides • Quatro glândulas • São envolvidas por uma cápsula de tecido conjuntivo • Células epiteliais em cordões • Células principais e as oxífilas LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Células principais: • Forma poligonal • Núcleo vesicular • Citoplasma fracamente acidófilo • Secretoras de paratormônio Células oxífilas • Surgem aos 7 anos de idade • Poligonais, maiores e mais claras • Função desconhecida Ações do paratormônio • Se liga a receptores em osteoblastos → os osteoblastos produzem um fator estimulante de osteoclastos → aumento da atividade de osteoclastos → reabsorção da matriz óssea calcificada e a liberação de cálcio no sangue • Reduz a concentração de fosfato no sangue → ação nos túbulos renais • Aumenta a absorção de cálcio no intestina e a síntese da vitamina D Histologia aplicada Hiperparatireoidismo • Diminuição da concentração de fosfato no sangue e aumento da de cálcio • Depósito patológico de cálcio em tecidos • Osteíte fibrosa cística → ossos frágeis Hipoparatireoidismo • Muito fosfato no sangue e pouco cálcio • Ossos densos e mineralizados • A baixa concentração de cálcio no sangue pode causar tetania Glândula pineal • Epífise • Localizada na extremidade posterior do terceiro ventrículo • Revestida pela pia-máter • Pinealócitos (citoplasma levemente basófilo e grandes núcleos de perfil irregular com nucléolos evidentes → produtores de melatonina) e Astrócitos ( núcleos alongados e mais fortemente corados) Inervação • Os axônios perdem sua mielina → estabelecem sinapses com alguns pinealócitos • Pequenas vesículas com norepinefrina • Serotonina Função • Controle de biorritmos circadianos • Ciclo de vigília e sono • Eventos relacionados com as estações do ano • Ela responde à estímulos dolorosos • A escuridão provoca a secreção de melatonina • Importante no desencadeamento da puberdade Mudanças rítmicas nas atividades de vários órgãos → regulação do ciclo de sono e vigília • Inibe a produção de FSH e LH • Evita puberdade precoce • Estimula a produção de GH • Induz sonolência Areia cerebral é o nome que se dá aos depósitos de fosfato e carbonato de cálcio encontrados frequentemente na pineal de adultos e que aumentam de quantidade com a idade LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - 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