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1 Pap Taubaté - Endereço: Av. Mal. Deodoro da Fonseca, 150 - Centro, Taubaté - SP, CEP 12080-000 ATIVIDADE PRÁTICA - ELETROSTÁTICA – ELETRIZAÇÃO Aluno: Rita Yoshida – RU:4570864 Engenharia Biomédica Resumo: Neste relatório será apresentado experimento sobre eletrização por atrito e indução eletrostática. Utilizando os materiais: bolinha de papel alumínio, canudos de plástico, base tripé com haste, rolo de linha de costura (fio fino) e folha de papel toalha. Com base no mesmo, será realizada conclusões, Palavras-chaves: Cargas Elétricas, Eletrização, Atrito https://www.google.com/search?sca_esv=a80202f809587add&sxsrf=AHTn8zq9jBCFtAszkU12XfKXnH-jp-hPgQ:1742318467114&q=uninter+taubat%C3%A9+endere%C3%A7o&ludocid=17306587626079655767&sa=X&ved=2ahUKEwjNrsWKkpSMAxXfHbkGHd1cASgQ6BN6BAhKEAI PDF Reader Pro Aluno: Rita Yoshida – RU:4570864 PDF Reader Pro PDF Reader Pro PDF Reader Pro 2 INTRODUÇÃO A carga elétrica de um material é a soma das cargas positivas e negativas presentes no corpo. A carga líquida de um material é determinada pela diferença entre o número de elétrons (carga negativa) e o número de prótons (carga positiva). Se houver mais elétrons do que prótons, o corpo terá uma carga negativa, e se houver mais prótons do que elétrons, o corpo terá uma carga positiva. O sinal da carga total de um corpo é determinado pela carga predominante — ou seja, aquele tipo de carga em maior quantidade. Quando ocorre a troca de cargas elétricas entre corpos, é fundamental compreender que a carga elétrica total do sistema é conservada, ou seja, a carga não desaparece, mas se redistribui entre os corpos. Por exemplo, se um corpo perde carga negativa (elétrons), outro corpo deve ganhar a mesma quantidade de carga negativa para que a carga total do sistema se mantenha constante. Existem três principais processos de eletrização pelos quais os materiais podem adquirir cargas: atrito, contato e indução eletrostática. A eletrização por atrito é um processo simples, mas fundamental na geração de cargas eletrostáticas. Esse processo ocorre sempre que dois corpos feitos de materiais diferentes são esfregados um contra o outro, o que resulta na transferência de elétrons de um corpo para o outro. Quando um corpo perde elétrons, ele fica com uma carga positiva, enquanto o outro, que ganha os elétrons, fica com uma carga negativa. Esse fenômeno é fácil de observar no dia a dia, como, por exemplo, ao esfregar um balão de borracha no cabelo e observar que ele atrai pequenos pedaços de papel. Entretanto, a eletrização por atrito não ocorre eficazmente entre metais, pois os metais são bons condutores de eletricidade e, ao serem esfregados, a carga elétrica se dissipa rapidamente, tornando difícil para eles manterem-se eletrificados. O processo de indução eletrostática, por outro lado, ocorre de maneira diferente. Nesse caso, um corpo eletrizado (o indutor) é colocado próximo a um corpo neutro (o induzido), sem que haja contato físico entre eles. O corpo eletrizado, por sua vez, causa uma redistribuição das cargas no corpo neutro, resultando em uma separação de cargas — onde o lado do corpo induzido mais próximo ao indutor fica com cargas opostas às do indutor, enquanto o outro lado acumula cargas de igual sinal ao do indutor. A Lei de Atração e Repulsão entre as cargas elétricas explica que corpos com cargas de sinais opostos se atraem, e corpos com cargas de sinais iguais se repelem. 3 Vale ressaltar que a distribuição de cargas no corpo induzido só se mantém enquanto o corpo indutor estiver próximo. Para que o corpo induzido fique permanentemente eletrizado, ele precisa ser colocado em contato com outro corpo neutro e de maior dimensões antes de ser afastado do corpo indutor. Esse procedimento permite que o corpo induzido “herde” uma parte da carga do indutor. Esses processos de eletrização — por atrito e por indução — são fundamentais para o entendimento de fenômenos eletrostáticos no cotidiano, como o funcionamento de dispositivos como pás de computador e a distribuição de cargas em nuvens durante uma tempestade. Além disso, esses princípios são amplamente aplicados em tecnologias modernas, como em filtros eletrostáticos utilizados na purificação de ar e em turbinas eólicas, onde a indução eletrostática desempenha um papel crucial na geração de energia. Outro exemplo interessante de aplicação da indução eletrostática é no funcionamento dos sensores capacitivos, utilizados em smartphones e outros dispositivos sensíveis ao toque. Esses sensores operam com base na variação da capacitância, causada pela proximidade de um dedo (que altera a distribuição das cargas no sensor). Este fenômeno é essencial para a interface de dispositivos modernos, permitindo a interação sem a necessidade de contato físico direto com os sensores. Além disso, os fenômenos de eletrização também têm um papel importante em áreas como a eletrônica e a indústria automotiva, onde a manipulação e o controle de cargas elétricas são cruciais para o bom funcionamento de componentes eletrônicos e sistemas de segurança. Em automóveis, por exemplo, a eletrização por indução é utilizada para sistemas de ignição e para a proteção contra sobrecarga de circuitos elétricos. A indução também é fundamental em sistemas de monitoramento de proximidade, como sensores de estacionamento e sensores de presença, onde o controle das cargas elétricas permite a detecção precisa de objetos. Essas tecnologias se expandem cada vez mais, e o entendimento profundo dos processos de eletrização, tanto por atrito quanto por indução, é fundamental para o desenvolvimento de novos dispositivos e sistemas, com maior eficiência e controle. Assim, a eletrização não é apenas um fenômeno físico simples, mas sim uma base para o avanço da ciência e da engenharia em diversas áreas. 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A eletrização por atrito e indução eletrostática está relacionada em conceitos baseados em fenômenos elétricos. A eletrização por atrito ocorre quando dois corpos inicialmente neutros e materiais distintos, são atritados entre eles, e assim ocorrendo uma transferência de elétrons, um ficando com carga positiva e outra negativa. A indução eletrostática é dada com a geração de cargas elétricas em um objeto sem contato direto. Ocorre quando um corpo carregado (Indutor) é aproximado de um corpo neutro (Induzido), resultando em uma redistribuição d e cargas elétricas de forma temporária no corpo que esta neutro. Sendo criado uma separação de cargas, gerando um campo elétrico sem que haja o contato físico direto entre os corpos, conforme Figura 1 Figura 1 Segundo o Livro Física III: Eletromagnetismo (2015), a atração e repulsão elétrica entre dois objetos carregados às vezes é resumida como: "cargas de mesmo sinal se repelem e cargas de sinais opostos se atraem". 5 Explicação: Corpos com cargas elétricas de mesmo sinal (positivo com positivo ou negativo com negativo) se repelem. Corpos com cargas elétricas de sinais opostos se atraem. A força de atração entre cargas de sinais opostos é igual, mesmo que as cargas tenham módulos diferentes. A repulsão elétrica ocorre quando cargas de mesmo sinal são aproximadas. A atração elétrica ocorre entre cargas que possuem sinais opostos. A força elétrica entre duas cargas pode ser calculada usando a fórmula da Lei de Coulomb. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Eletrização por atrito 1. Aproxime um canudo de plástico da bolinha sem ele sofrer atrito, a bolinha não sofre nenhuma reação, ou seja, não há uma diferença de carga elétrica que irá fazer com que ele sofra atração ou repulsão. 2. Já quando o canudo é atritado em um papel toalha, ele irá ganhar elétrons, tornando-se assimeletrificado negativamente. Assim ao aproximá-lo da bolinha de alumínio que está com carga nula, ela irá atrair os elétrons do lado mais próximo ao canudo, através da indução eletrostática, deixando a bolinha com dois polos de carga, mas ainda com carga nula. Ou seja, a somatória das cargas positivas e negativas na bolinha de alumínio ainda é zero, pois a esfera está isolada. Então ela será atraída pelo canudo. 3. Se deixarmos o canudo tocar a bolinha, este irá tirar elétrons da bolinha de alumínio até que eles tenham a mesma carga. Em seguida, como a bolinha e o canudo agora possuem a mesma carga eles irão sofrer repulsão. 6 Fotos de Alguns Momentos do Experimento [com canudo atritado em um papel toalha; bolinha sem atrito] 7 [dois canudos suspensos; terceiro canudo atritado em papel toalha] 8 [dedo aproximado dos canudos carregados] 9 ANÁLISE E RESULTADOS Eletrização Por Atrito 1. O que aconteceu com o canudo após o atrito com o papel toalha? R: O canudo fica eletrificado com cargas positivas, o que significa que ganha cargas positivas Elétrico. 2. Qual o sinal da carga da bolinha de alumínio antes da interação com o canudo? R: A bolinha de alumínio não tinha carga antes de interagir com o canudo. 3. Porque ela é atraída pelo canudo após este ser atritado? Um corpo que está carregado com carga nula pode ser atraído? E repelido? R: A bolinha é atraída pelo canudo após o atrito porque, ao se aproximar, ocorre uma indução eletrostática que separa as cargas da bolinha, criando uma atração. 4. E depois dessa interação? R: Após a interação, a bola e o canudo ficam com a mesma carga e são repelidos. 5. Porque há repulsão depois de alguns segundos que a bolinha e o canudo estão em contato? R: Após alguns segundos, ocorre a repulsão porque objetos, mesmo com cargas opostas, tendem a atingir o equilíbrio elétrico, neutralizando suas cargas. 6. O que aconteceria se ao invés do canudo, eu utilizasse uma barra de ferro? R: Se você usar uma barra de ferro, ela não atrairá a bola da mesma forma porque o metal é um bom condutor e a carga se dissipará rapidamente. 7. Porque, às vezes, tomamos choque quando vamos abrir a porta do carro? 10 R: A vibração ao abrir a porta do carro é causada pelo atrito entre a carroceria e o carro. A eletricidade estática pode acumular-se e causar vibrações Repulsão entre corpos com cargas elétricas iguais 1. Por que os canudos neutros foram atraídos pelo terceiro canudo carregado? R: O canudo neutro continua a existir porque o terceiro canudo carregado causa indução eletrostática, que separa a carga do canudo neutro. 2. Por que os dois canudos se repeliram após serem atritados com papel toalha? R: Os dois canudos se empurram porque, após serem esfregados com papel toalha, ambos adquirem a mesma carga, causando repulsão. 3. Explique o que aconteceu quando você aproximou o dedo dos canudos carregados. R:Quando um dedo é aproximado de um canudo carregado, a carga é redistribuída pelo dedo e cria uma força repulsiva. 4. Por que os dois canudos carregados forma repelidos pelo terceiro canudo carregado? R: A dificuldade com estas duas acusações é que elas são mutuamente exclusivas porque são iguais. 5. Por que o atrito entre alguns corpos provoca o acúmulo de cargas elétricas? De onde estas cargas são provenientes? R: Quando elétrons são transferidos entre objetos, o atrito causa o acúmulo de cargas, criando um desequilíbrio. 6. A força de repulsão depende da força com que os canudos são atritados? R: A força repulsiva pode depender da força de atrito, mas também da capacidade dos materiais envolvidos em reter a carga. 7. Atritando os canudos com uma flanela e aproximando-os ocorre repulsão. você poderia criar uma situação onde ocorresse atração? R: Ao esfregar os canudos no tecido e juntá-los, cria-se uma atração porque o tecido transfere uma carga oposta aos canudos. 11 CONCLUSÃO O experimento realizado permitiu observar de forma prática os fenômenos de eletrização por atrito e indução eletrostática, demonstrando como as cargas elétricas podem ser transferidas entre objetos e como esses processos podem influenciar a interação entre corpos eletrizados. Através da eletrização por atrito, foi possível observar que ao esfregar o canudo de plástico com o papel toalha, o canudo adquire carga negativa, e ao aproximá-lo da bolinha de alumínio neutra, ocorre uma redistribuição de cargas, levando à atração entre os dois corpos. Posteriormente, ao permitir o contato entre os corpos, os elétrons são transferidos, resultando na repulsão entre o canudo e a bolinha de alumínio. Além disso, a indução eletrostática foi demonstrada ao fazer com que um corpo carregado influenciasse a distribuição de cargas em um corpo neutro, gerando uma separação de cargas no induzido, sem que houvesse contato físico direto entre os corpos. Este experimento confirmou os princípios fundamentais de que corpos com cargas de sinais opostos se atraem, enquanto corpos com cargas do mesmo sinal se repelem, assim como a importância do atrito para o acúmulo e transferência de cargas elétricas. Em relação às questões teóricas, foi possível perceber que a repulsão entre corpos com cargas iguais e a atração entre cargas opostas seguem a Lei de Coulomb, evidenciando a relação entre a quantidade de carga e a força de interação entre os corpos. Além disso, o experimento ilustrou a necessidade de um bom condutor para que a carga se dissipe rapidamente, como no caso da barra de ferro, o que impede a atração eficaz entre ela e a bolinha de alumínio. Este experimento proporciona uma visão clara e prática dos fenômenos elétricos envolvidos na eletrização, sendo útil para reforçar conceitos fundamentais da física relacionados à interação das cargas elétricas e a conservação da carga total em sistemas eletricamente isolados. REFERÊNCIAS Anjos, T. A história da eletricidade. Mundo Educação Santos, J. Carga Elétrica e Eletrização Educação Globo.com Beatriz, A; Máximo. Curso de Física. 6 Edição Editora Scipionne “Gratidão á tudo que me honra e me capacita a honrar, tudo se trata de um bem maior.”