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Questões resolvidas

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1ª edição
Custos Hospitalares
1ª Edição 
Maringá - 2024
Custos Hospitalares
Autoria: Esp. Wiliam Reimão Machado Pinto
UNIVERSIDADE CESUMAR
Avenida Guedner, 1610
Maringá, PR – CEP: 87050-390
Telefone: (44) 3027 6360
 Jornada Acadêmica de Educação Continuada
Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: 
Victor Vinicius Biazon 
Liana Gomes Netto
José Tiago de Moraes
Ediele de Sousa Menezes Bonilha
Fernanda Sutkus de Oliveira Mello
Alana Beatriz Lemos Ribeiro Longhi
Copyright © UNICESUMAR
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri.
U58 Universidade Cesumar - UniCesumar. Núcleo de Educação a Distân-
cia. PINTO, Wiliam Reimão Machado.
Custos Hospitalares / Wiliam Reimão Machado Pinto. - Florianó-
polis, SC: Arqué, 2024.
72 f. : il.
ISBN xxxxx
1. Gestão de custos. 2. Eficiência operacional. 3. Análise de cus-
tos. 4. Sustentabilidade financeira. 5. Indicadores de desempenho.
CDD 351
SUMÁRIO
Capítulo 1 ................................5
Cenário atual e a necessidade da gestão de custo
Capítulo 2 ...............................27
O Custeio dos Procedimentos Médicos
Capítulo 3 ...............................50
Apuração dos custos setoriais (diárias de internação em 
leitos, UTI, hora de bloco cirúrgico etc) e por procedi-
mento
5
CAPÍTULO 1
CENÁRIO ATUAL E A NECESSIDADE 
DA GESTÃO DE CUSTO
MINHAS METAS
• Compreender a situação atual e a necessidade de gestão de custos, 
as empresas devem levar em consideração a pressão econômica e 
os desafios globais. 
• Conhecer diferentes tipos de despesas e como eles afetam o orça-
mento são essenciais para encontrar oportunidades de economia. 
• Analisar a influência das decisões de custo na estratégia empresa-
rial e nas operações ajuda a alinhar as metas financeiras com os 
objetivos de longo prazo, garantindo a sustentabilidade e a compe-
titividade no mercado.
6
INICIE SUA JORNADA
No cenário atual da saúde, abordaremos a importância da gestão de 
custos hospitalares nesta unidade. Para garantir a sustentabilidade das ins-
tituições de saúde e a qualidade dos serviços prestados, uma gestão eficaz 
dos recursos é necessária diante da crescente pressão financeira e opera-
cional. As finanças dos hospitais estão sob forte pressão devido à crescente 
demanda por atendimento de alta qualidade, bem como ao aumento dos 
custos com materiais médicos, tecnologia e salários dos profissionais. Além 
disso, as rigorosas exigências regulatórias e a necessidade constante de 
atualização agravam essa situação.
Para entender a gestão de custos hospitalares, é necessário examinar 
minuciosamente os principais gastos e despesas, como custos diretos, salá-
rios, suprimentos médicos, custos indiretos e manutenção de equipamen-
tos. É essencial examinar como esses gastos são distribuídos entre os vários 
departamentos e serviços, bem como as ferramentas e métodos utilizados 
para monitorar e controlá-los. Para aprender como otimizar a utilização 
dos recursos, estudaremos contabilidade de custos, orçamentos, análises 
financeiras e indicadores de desempenho.
Estudos de caso mostraram como diferentes métodos de gestão de 
custos funcionam em diferentes ambientes hospitalares. Isso demonstrará 
a aplicabilidade prática desses conceitos. Esses exemplos práticos fornece-
rão informações úteis sobre como os princípios teóricos podem ser aplica-
dos de forma eficaz para tornar os ambientes hospitalares mais eficientes 
e sustentáveis.
Ao final desta unidade, você estará preparado para aplicar os conheci-
mentos que adquiriu de forma prática e eficaz, contribuindo para um am-
biente de saúde mais dinâmico e adaptado às necessidades dos pacientes. 
Esperamos que este estudo seja útil para você e ajude a melhorar a gestão 
de custos em instituições de saúde, garantindo melhorias contínuas nos 
serviços.
7
11. IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO 
DOS CONCEITOS DE CUSTOS NAS 
ORGANIZAÇÕES DE SAÚDE
A sustentabilidade e a eficiência de organizações de saúde dependem 
da implementação dos conceitos de custos. Hospitais e outras instituições 
de saúde podem gerenciar eficazmente os custos, economizar recursos e 
melhorar a assistência aos pacientes. A gestão de custos é fundamental para 
manter as organizações de saúde sustentáveis no mercado atual, onde os 
custos operacionais estão aumentando e há poucos recursos financeiros. 
Os hospitais podem ter dificuldades financeiras significativas se não manti-
verem um controle adequado dos custos. Isso pode resultar em redução de 
serviços, atraso no pagamento de fornecedores e até mesmo fechamento 
de unidades de atendimento. As organizações podem manter um equilíbrio 
financeiro aplicando ideias de custos entre elas.
Identificar e eliminar desperdícios e perdas, otimizar processos e alo-
car recursos de maneira mais eficiente são possíveis com o uso de técnicas 
de gestão de custos. Apesar de desperdícios e perdas terem ideias seme-
lhantes, eles têm conceitos diferentes: os Desperdícios são gastos sem re-
torno decorrentes da imperícia humana como a falta da manutenção das 
câmaras frias de imunizantes, logo provoca o prejuízo em milhares de reais 
em vacinas deterioradas são tipos de Desperdícios. As Perdas são gastos 
sem retorno que aconteceram sem ação humana, muitas vezes, sem como 
prevenir, uma inundação numa que destruiu o estoque de uma farmácia 
hospitalar causas fortes chuvas é um tipo de Perdas.
Isso leva a operações mais eficientes, onde os recursos são usados da 
melhor maneira possível para entregar o máximo de valor aos pacientes. 
Por exemplo, uma organização de saúde pode economizar dinheiro e ofe-
recer melhor atendimento ao reduzir o tempo de espera dos pacientes ou 
melhorar o uso de materiais médicos, fazendo uma análise minuciosa dos 
custos. A gestão eficaz dos custos melhora os serviços e reduz os custos. 
8
Capítulo 1
Os hospitais que têm recursos bem geridos podem investir em tecnologias 
avançadas, treinamento de pessoal e melhorias na infraestrutura. Isso re-
sulta em um atendimento mais rápido, preciso e seguro para as pessoas 
que o usam. Além disso, a gestão de custos garante que os recursos sejam 
direcionados para áreas como cuidados intensivos, diagnósticos avançados 
e tratamentos especializados, que têm um impacto direto na qualidade do 
atendimento.
A aplicação de conceitos de custos fornece uma base sólida para a to-
mada de decisões informadas, os Custos podem ser definidos como todo 
gasto realizado para a produção de bens e serviços, no caso de uma unidade 
de saúde, podemos exemplificar um consultório odontológico que compra 
próteses dentárias para seus clientes é um tipo de Custo. 
Quando os gestores compreendem claramente os custos associados 
aos diferentes serviços e procedimentos, podem tomar decisões estratégi-
cas sobre onde investir, quais serviços aumentar ou reduzir e como melho-
rar a eficiência global da organização. Isso inclui decisões sobre compra de 
equipamentos, contratação de pessoal e implementação de novas tecnolo-
gias. As organizações de saúde estão sujeitas a requisitos regulamentares 
rigorosos, que muitas vezes incluem a necessidade de relatórios financei-
ros detalhados e transparentes. A gestão de custos ajuda a garantir que as 
instituições cumpram estes requisitos, fornecendo informações precisas e 
atualizadas sobre as suas finanças. Isto evita penalidades e sanções, mas 
também fortalece a credibilidade e a imagem da organização aos olhos dos 
reguladores, dos financiadores e da comunidade em geral.
O conceito de custo é uma parte importante do planejamento e ges-
tão das organizações de saúde. Isso permite o planejamento financeiro e o 
monitoramento contínuo do desempenho financeiro. Um sistema de ges-
tão de custos bem implementado permite que a gestão estabeleça metas 
financeiras claras, acompanhe o progresso em direção a essas metas e faça 
as mudanças necessárias. Isso garantirá que a organização seja capaz de 
atingir seus objetivos financeiros e operacionais. A gestão de custos está 
ligadabase para todos os 
tipos de custos, sem considerar as particularidades de cada tipo 
de despesa.
d. O critério de rateio não influencia na tomada de decisões estra-
tégicas dentro do hospital.
e. O critério de rateio distribui custos de maneira aleatória entre os 
departamentos, sem base em dados reais.
2. Explique a relevância da Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro 
de 2012, na alocação de recursos para estados e municípios no setor 
de saúde.
a. A Lei Complementar nº 141 não considera a necessidade de saúde da 
população ao alocar recursos.
b. A Lei Complementar nº 141 estabelece que o rateio de recursos deve 
ser baseado na redução das desigualdades regionais de saúde e nas 
necessidades de saúde da população, promovendo uma distribuição 
mais equitativa dos recursos.
c. A Lei Complementar nº 141 apenas redistribui recursos com base 
na quantidade de hospitais em cada região, sem considerar outros 
48
Capítulo 2
critérios.
d. A Lei Complementar nº 141 é aplicada somente aos hospitais priva-
dos e não aos públicos.
e. A Lei Complementar nº 141 estabelece critérios de alocação de recur-
sos baseados exclusivamente no desempenho econômico dos esta-
dos e municípios, sem considerar aspectos de saúde.
3. Analise a importância da classificação dos centros de custos na ges-
tão hospitalar e como isso pode impactar na sustentabilidade finan-
ceira das instituições de saúde.
a. A classificação dos centros de custos não influencia na identificação 
de áreas de alto custo dentro do hospital.
b. A classificação dos centros de custos permite uma organização deta-
lhada das despesas, facilitando a identificação de áreas de alto custo e 
a alocação eficiente de recursos, contribuindo para a sustentabilidade 
financeira.
c. A classificação dos centros de custos apenas simplifica os relatórios 
financeiros, sem impacto significativo na gestão de recursos.
d. A classificação dos centros de custos é relevante apenas para fins de 
auditoria e não para a gestão financeira diária do hospital.
e. A classificação dos centros de custos não auxilia na tomada de deci-
sões estratégicas relacionadas à redução de custos e melhoria dos 
serviços hospitalares.
49
REFERÊNCIAS 
OLIVEIRA, Carlos Eduardo de; PEREZ JUNIOR, José Beneti. O método ABC sur-
giu como instrumento da análise estratégica de custos, relacionados com as 
atividades que mais impactam o consumo de recursos de uma empresa. 
Revista de Contabilidade e Finanças, v. 21, n. 52, p. 109-124, 2010. Dispo-
nível em: https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.
pdf.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2003. O 
Sistema de Custeio ABC surge então como uma forma mais precisa de atri-
buir os custos indiretos aos produtos. Disponível em: https://uniesp.edu.br/
sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.pdf.
MATOS, P. L.; BEULKE, R. Gestão de custos aplicada a hospitais universitários 
públicos: a experiência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina 
de Ribeirão Preto da USP. Scielo Brasil. Disponível em: https://www.scielo.
br/j/rsp/a/VLfnbzdTpsf4RBKLxz4nmGf/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 
18 jul. 2024.
https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.pdf
https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.pdf
https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.pdf
https://uniesp.edu.br/sites/_biblioteca/revistas/20170724174244.pdf
https://www.scielo.br/j/rsp/a/VLfnbzdTpsf4RBKLxz4nmGf/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/rsp/a/VLfnbzdTpsf4RBKLxz4nmGf/?format=pdf&lang=pt
50
CAPÍTULO 3
APURAÇÃO DOS CUSTOS SETORIAIS 
(DIÁRIAS DE INTERNAÇÃO EM LEITOS, 
UTI, HORA DE BLOCO CIRÚRGICO ETC) 
E POR PROCEDIMENTO
MINHAS METAS
• Compreender os custos de internação é essencial para a gestão 
hospitalar. Isso inclui calcular diárias de internação em leitos gerais 
e unidades de terapia intensiva (UTI), assim como os custos associa-
dos às horas de utilização de blocos cirúrgicos.…
• Conhecer os custos por procedimento permite uma análise deta-
lhada de cada intervenção médica, desde cirurgias até tratamentos 
específicos. Isso ajuda a identificar áreas de maior gasto e potencial 
para otimização.
• Analisar os dados de custo envolve a revisão contínua e sistemática 
dos custos setoriais e por procedimento, facilitando a tomada de 
decisões informadas e a implementação de estratégias de redução 
de custos sem comprometer a qualidade do atendimento.
51
INICIE SUA JORNADA
Compreender os custos de internação é essencial para a gestão hos-
pitalar. Isso inclui calcular diárias de internação em leitos gerais e unidades 
de terapia intensiva (UTI), assim como os custos associados às horas de 
utilização de blocos cirúrgicos. Conhecer os custos por procedimento per-
mite uma análise detalhada de cada intervenção médica, desde cirurgias 
até tratamentos específicos. Analisar os dados de custo envolve a revisão 
contínua e sistemática dos custos setoriais e por procedimento, facilitan-
do a tomada de decisões informadas e a implementação de estratégias de 
redução de custos sem comprometer a qualidade do atendimento. Com 
esse entendimento, gestores hospitalares podem otimizar recursos, me-
lhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade financeira da 
instituição.
A apuração dos custos setoriais é um processo complexo que envolve 
diversas etapas e a consideração de múltiplos fatores. Primeiramente, é 
necessário identificar todos os custos diretos e indiretos associados a cada 
setor do hospital. Os custos diretos incluem despesas com pessoal, medica-
mentos, materiais hospitalares e equipamentos médicos utilizados direta-
mente no cuidado aos pacientes. Já os custos indiretos englobam despesas 
administrativas, manutenção das instalações e custos de energia, entre 
outros.
Para calcular as diárias de internação em leitos gerais, é preciso somar 
todos os custos associados à manutenção do leito e dividir pelo número 
de dias de ocupação. No caso das unidades de terapia intensiva, os custos 
são geralmente mais elevados devido à necessidade de equipamentos mais 
sofisticados e uma equipe médica altamente especializada. O cálculo das 
horas de utilização de blocos cirúrgicos segue uma lógica similar, conside-
rando todos os insumos necessários para a realização dos procedimentos 
cirúrgicos.
52
Capítulo 3
Conhecer os custos por procedimento é igualmente importante, pois 
permite a análise detalhada de cada intervenção médica. Isso inclui desde 
cirurgias de alta complexidade até tratamentos menos invasivos. A apura-
ção desses custos envolve a identificação de todos os recursos utilizados 
em cada procedimento, incluindo tempo de sala, equipe médica, medica-
mentos e materiais específicos, bem como a formação de centros de custos 
para melhor identificação e ações corretivas
A análise contínua e sistemática dos dados de custo é fundamental 
para a gestão eficiente dos recursos hospitalares. Isso envolve a revisão 
regular das despesas, a comparação com os padrões do setor e a identifica-
ção de oportunidades para otimização. Com essas informações, os gestores 
podem tomar decisões informadas, implementar estratégias de redução de 
custos e garantir a sustentabilidade financeira da instituição, sem compro-
meter a qualidade do atendimento aos pacientes.
Em resumo, a apuração dos custos setoriais e por procedimento é uma 
prática essencial na gestão hospitalar. 
Ela permite uma visão clara e detalhada dos gastos, facilita a tomada 
de decisões estratégicas e contribui para a eficiência operacional e a susten-
tabilidade financeira das instituições de saúde.
Vamos considerar um hospital de médio porte que deseja apurar os 
custos de internação em leitos gerais e UTI, bem como os custos por proce-
dimento cirúrgico.
Internação em Leitos Gerais:
1. Custos Diretos: Salários da equipe de enfermagem, medicamentos, 
alimentação, materiais de limpeza.
2. Custos Indiretos: Energia elétrica, manutenção do prédio, serviços 
administrativos.3. Cálculo da Diária: Suponha que o total de custos diretos mensais é 
R$ 300.000 e os indiretos são R$ 150.000. Se o hospital possui 100 
leitos e uma taxa de ocupação média de 80% (baseada na média 
histórica), a fórmula seria:
 Custo total; = Custos diretos + custos indiretos = R$450,00.
 Diárias por mês = 100 leitos x 0,8 da taxa de ocupação x 30 dias = 2
53
Capítulo 3
Custo por diária = Custo total dividido por diárias por mês = 450.000/2400 
= 187,50.
 Essa é uma conta básica que ilustra a distribuição dos custos em 
internação em leitos gerais, proporcionando uma visão clara e detalhada 
das despesas envolvidas em cada área. 
De acordo com a ANS (2024), “os indicadores do painel geral e das linhas 
de cuidado foram desenvolvidos no âmbito do projeto ‘Consórcio de Indi-
cadores de Qualidade Hospitalar’, com recursos provenientes do Programa 
de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS - PROADI-SUS no triênio 
2018/2020, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, representantes 
da ANS, dos demais hospitais de excelência e de sociedades médicas, foi 
estabelecido para realizar a seleção dos indicadores. Foram selecionados 
14 indicadores classificados em 3 domínios de qualidade, resultado de uma 
adaptação dos Sete Pilares da Qualidade de Avedis Donabedian em conjun-
to com outras referências da área. 
Efetividade: mensura os desfechos associados aos procedimentos, 
condutas e adesão aos protocolos institucionais. 
Eficiência: avalia a qualidade e agilidade dos processos, buscando grau 
máximo de cuidado efetivo com os recursos disponíveis em cada realidade. 
Segurança: reflete a atenção das instituições às suas práticas assisten-
ciais com o objetivo de evitar danos aos pacientes.`
Na literatura especializada de Gestão, vemos os conceitos dos três “Es” 
(Eficiência, Eficácia e Efetividade), a Eficiência se vincula aos custos para 
atingir os objetivos e metas, a Eficácia é o alcance dos objetivos e metas, 
enquanto a Efetividade são os impactos e reflexos dos processos para 
direcionar os objetivos e metas.
Uma equipe de pesquisadores de um hospital pode criar uma técnica 
de descarte inteligente de resíduos dos centros cirúrgicos, assim pelas pre-
missas pode ter alcançando a Eficiência ao reduzir os custos em relação 
ao modelo anterior de descarte, ser Eficaz fazendo descartes em maiores 
quantidades e menor tempo, sendo também Efetivo como minimização 
dos riscos ambientais e reforço da segurança dos trabalhadores de asseio.
54
Capítulo 3
EM FOCO
Para complementar ainda mais seus estudos, aces-
se o link a seguir 
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/custos-hospitalares-gestao#:~:text=A%20gest%C3%A3o%20de%20custos%20hospitalares%20pode%20ser%20definida%20como%20a,hospital%20cumpra%20sua%20atividade%20principal.
55
Iniciaremos este capítulo buscando fazer breves reflexões sobre a im-
portância da avaliação da rentabilidade nos hospitais. Esta análise é crucial 
para garantir a sustentabilidade financeira da instituição e melhorar a efi-
ciência operacional.
Você já ouviu falar do conceito de rentabilidade hospitalar? A rentabili-
dade em um hospital pode ser avaliada de várias formas, cada uma forne-
cendo insights específicos que ajudam na tomada de decisões estratégicas. 
A seguir, discutiremos a avaliação da rentabilidade por setor, por procedi-
mento, por especialidade e por operadora.
1. Rentabilidade por Setor: A rentabilidade por setor envolve a aná-
lise das receitas e despesas de diferentes departamentos (ou setores) do 
hospital, como internação, UTI, laboratório, radiologia, entre outros. Essa 
análise ajuda a identificar quais setores são mais lucrativos e quais necessi-
tam de melhorias ou ajustes para aumentar a eficiência.
2. Rentabilidade por Procedimento: A avaliação da rentabilidade por 
procedimento é essencial para entender o custo-benefício de cada interven-
ção médica. Isso inclui calcular o lucro líquido de cirurgias, tratamentos e 
exames específicos. Ao identificar procedimentos que geram maior receita, 
os gestores podem focar em otimizar esses serviços, o que pode promover 
novos planejamentos e estratégias para guiar os serviços mais rentáveis ou 
não.
3. Rentabilidade por Especialidade: Analisar a rentabilidade por es-
pecialidade médica permite aos hospitais identificar quais áreas da medi-
cina são mais lucrativas. Por exemplo, especialidades como cardiologia e 
oncologia geralmente requerem procedimentos caros e complexos, mas 
também podem gerar altos retornos financeiros.
11. AVALIAÇÃO DA RENTABILIDADE: 
POR SETOR, POR PROCEDIMENTO, 
POR ESPECIALIDADE E POR 
OPERADORA
56
Capítulo 3
4. Rentabilidade por Operadora: A rentabilidade por operadora en-
volve a análise dos contratos com diferentes planos de saúde e segurado-
ras. É crucial entender quais operadoras oferecem melhores margens de 
lucro e condições de pagamento. Negociar melhores tarifas e condições 
com operadoras pode aumentar significativamente a rentabilidade. Não 
obstante, há constantes litígios administrativos e judiciais da atuação das 
operadoras, portanto deve ser observado a performance e relacionamento. 
 “
‘’Entre 2012 e 2019, mais de 30 mil beneficiários de planos privados de 
saúde foram submetidos a 5,8 milhões de sessões de hemodiálise no SUS. 
Mais de 20% desses beneficiários utilizaram o SUS por 25 meses ou mais. 
Quando comparados aos demais beneficiários do Brasil, esses indivíduos 
estavam mais frequentemente vinculados a contratos antigos, coletivos por 
adesão, individuais/familiares, ambulatoriais, municipais e filantrópicos. Os 
planos privados de saúde com características restritivas podem ter dificul-
tado o acesso desses beneficiários às redes das suas operadoras, sendo 
esse um dos diversos fatores que influenciaram a utilização da rede pública 
em vez da cobertura prevista em seus contratos.” (SANTOS et al., 2023)’
Você já ouviu falar do conceito de rentabilidade hospitalar? A rentabili-
dade em um hospital pode ser avaliada de várias formas, cada uma forne-
cendo insights específicos que ajudam na tomada de decisões estratégicas. 
A seguir, discutiremos a avaliação da rentabilidade por setor, por procedi-
mento, por especialidade e por operadora.
1. Rentabilidade por Setor
A rentabilidade por setor envolve a análise das receitas e despesas de 
diferentes departamentos do hospital, como internação, UTI, laboratório, 
radiologia, entre outros. Essa análise ajuda a identificar quais setores são 
mais lucrativos e quais necessitam de melhorias ou ajustes para aumentar 
a eficiência.
Exemplo Prático:
• Setor de Radiologia:
• Receitas: R$ 500.000
• Despesas: R$ 300.000
• Lucro: R$ 200.000
57
Capítulo 3
• Rentabilidade: (R$ 200.000 / R$ 500.000) * 100 = 40%
• Neste exemplo, o setor de radiologia teve uma rentabilidade de 
40%, indicando que uma parte significativa das receitas geradas se 
converte em recebimentos (entradas).
2. Rentabilidade por Procedimento
A avaliação da rentabilidade por procedimento é essencial para en-
tender o custo-benefício de cada intervenção médica. Isso inclui calcular o 
lucro líquido de cirurgias, tratamentos e exames específicos. Ao identificar 
procedimentos que geram maior receita, os gestores podem focar em oti-
mizar esses serviços.
Exemplo Prático:
• Cirurgia de Apendicectomia:
• Receita por procedimento: R$ 10.000
• Despesas associadas: R$ 6.000
• Lucro: R$ 4.000
• Rentabilidade: (R$ 4.000 / R$ 10.000) * 100 = 40%
• Neste caso, a apendicectomia tem uma rentabilidade de 40%, o que 
indica um bom retorno financeiro sobre o custo do procedimento.
3. Rentabilidade por Especialidade
Analisar a rentabilidade por especialidade médica permite aos hospi-
tais identificar quais áreas da medicina e da saúde são mais lucrativas. Por 
exemplo, especialidades como cardiologia e oncologia geralmente reque-
rem procedimentos caros e complexos, mas também podem gerar altos 
retornos financeiros. 
Exemplo Prático:
• Especialidade de Oncologia:
58
Capítulo 3
• Receitasanuais: R$ 3.000.000
• Despesas anuais: R$ 2.000.000
• Lucro: R$ 1.000.000
• Rentabilidade: (R$ 1.000.000 / R$ 3.000.000) * 100 = 33,33%
• A oncologia apresenta uma rentabilidade de 33,33%, refletindo 
a lucratividade das intervenções médicas e tratamentos nesta 
especialidade.
4. Rentabilidade por Operadora
A rentabilidade por operadora envolve a análise dos contratos com 
diferentes planos de saúde e seguradoras. É crucial entender quais ope-
radoras oferecem melhores margens de lucro e condições de pagamento. 
Negociar melhores tarifas e condições com operadoras pode aumentar sig-
nificativamente a rentabilidade.
Exemplo Prático:
• Operadora A:
• Receita gerada: R$ 1.500.000
• Despesas associadas: R$ 1.200.000
• Lucro: R$ 300.000
• Rentabilidade: (R$ 300.000 / R$ 1.500.000) * 100 = 20%
• Operadora B:
• Receita gerada: R$ 1.000.000
• Despesas associadas: R$ 700.000
• Lucro: R$ 300.000
• Rentabilidade: (R$ 300.000 / R$ 1.000.000) * 100 = 30%
59
Capítulo 3
• Comparando as duas operadoras, a Operadora B tem uma rentabi-
lidade maior (30%) em comparação com a Operadora A (20%), indi-
cando que é mais lucrativo trabalhar com a Operadora B.
 Convém destacar que operadoras que atendem exclusivamente a 
contratos coletivos como de servidores públicos ou trabalhadores privados, 
tendem a ter maior abrangência. 
Esses exemplos práticos ilustram como a análise de rentabilidade 
pode ser aplicada em diferentes contextos dentro do ambiente hospitalar, 
auxiliando na tomada de decisões estratégicas para melhorar a eficiência e 
a sustentabilidade financeira.
Fonte: Freepik / Freepik
#PraCegoVer: Imagem de uma equipe de profissionais de saúde em close-up. Na imagem, dois 
médicos e uma Diretora Médica estão sorrindo, usando jalecos brancos e estetoscópios. Eles estão 
em um ambiente hospitalar, falando sobre custos e diretrizes, com luzes brilhantes e equipamen-
tos médicos ao fundo. A equipe parece confiante e amigável, representando o espírito colaborati-
vo e a dedicação dos profissionais de saúde.
60
Capítulo 3
CUSTOS COMO FERRAMENTA DE PLANEJAMENTO 
E CONTROLE
Os custos são uma ferramenta essencial no planejamento e controle 
das operações hospitalares, contribuindo para a tomada de decisões in-
formadas e estratégicas. O planejamento de custos envolve a previsão das 
despesas futuras e a alocação eficiente de recursos para diversas atividades 
e setores. Isso ajuda a definir orçamentos, estabelecer metas financeiras e 
prever necessidades de investimento.
No controle, os custos são monitorados continuamente para garantir 
que as operações estejam dentro do orçamento e para identificar desvios 
que possam exigir ajustes.
 Isso inclui a análise de variâncias entre custos planejados e reais, per-
mitindo a implementação de ações corretivas quando necessário.
Planejamento de Custos:
• Previsão Orçamentária: Baseia-se em dados históricos e projeções 
futuras para definir os orçamentos anuais, trimestrais ou mensais, 
ou o período a ser analisado.
• Alocação de Recursos: Distribuição adequada de recursos finan-
ceiros entre os diferentes departamentos e projetos, garantindo 
que áreas prioritárias recebam os fundos necessários.
• Metas Financeiras: Estabelecimento de objetivos de custo que in-
centivam a eficiência e a otimização de recursos, quando não com 
premiação para equipes para as melhores ideias e realizações da 
racionalização dos gastos.
Controle de Custos:
1. Monitoramento Contínuo: Rastreamento regular dos gastos para 
comparar com os orçamentos planejados e identificar áreas de 
desvio.
2. Análise de Variância: Comparação entre custos reais e planejados 
para entender as causas das diferenças e tomar medidas corretivas. 
61
Capítulo 3
Não obstante, podem ser associadas métodos de qualidade para 
explicar os motivos como o Diagrama de Ishikawa ou de Causa e 
Efeito.
3. Auditoria Interna: Revisões periódicas dos registros financeiros para 
assegurar a precisão e a conformidade com as políticas estabeleci-
das, especialmente de novas práticas e metodologias
Exemplo Prático: Um hospital pode planejar um orçamento anual de 
R$10 milhões para seu departamento de radiologia, alocando recursos para 
salários, manutenção de equipamentos, materiais de consumo e atualiza-
ção tecnológica. Durante o ano, o controle de custos revela que os gastos 
com manutenção estão excedendo o orçamento devido a falhas frequentes 
em equipamentos antigos. 
A análise de variância destaca essa discrepância, levando a administra-
ção a decidir por um investimento em novos equipamentos, que embora 
representem um custo inicial elevado, reduzirão os custos de manutenção 
a longo prazo.
Custos como Ferramenta de Planejamento e Controle
Os custos desempenham um papel crucial no planejamento e controle das 
operações hospitalares. Ao prever despesas futuras e alocar recursos de forma 
eficiente, os gestores podem definir orçamentos, estabelecer metas financeiras 
e antecipar necessidades de investimento.
Monitorar continuamente os custos garante que as operações permaneçam 
dentro do orçamento, identificando desvios e implementando ações corretivas 
quando necessário. Utilizar indicadores de desempenho, como taxa de infec-
ção hospitalar e tempo de permanência, ajuda a avaliar o impacto das medidas 
de redução de custos e identificar áreas de melhoria.
Além disso, a análise de custos permite a tomada de decisões informadas, 
equilibrando investimentos em tecnologia, capacitação de pessoal e infraes-
trutura com sustentabilidade financeira. Com uma gestão eficiente, é possível 
otimizar recursos, melhorar a qualidade do atendimento e garantir a viabilida-
de econômica do hospital.
62
Capítulo 3
Monitoramento e Análise de Custos
No controle, os custos são monitorados continuamente para garantir que as 
operações estejam dentro do orçamento e para identificar desvios que pos-
sam exigir ajustes. Isso inclui a análise de variâncias entre custos planejados 
e reais, permitindo a implementação de ações corretivas quando necessário. 
Um exemplo prático pode ser o planejamento de um orçamento anual de R$10 
milhões para o departamento de radiologia, com controle revelando gastos 
excedentes e levando a decisões de investimento em novos equipamentos.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Aborda de maneira prática e detalhada as técnicas 
e metodologias de gestão financeira e de custos 
aplicáveis a hospitais. O autor explora estratégias 
de planejamento e controle financeiro, oferecendo 
ferramentas para a análise e otimização dos recur-
sos hospitalares. Ideal para gestores e profissionais 
de saúde, o livro visa aprimorar a eficiência e a sus-
tentabilidade das instituições hospitalares, garan-
tindo a qualidade dos serviços prestados.
RELAÇÃO ENTRE CUSTOS E QUALIDADE
A Setorial de Custos, no âmbito do Ministério da Saúde, foi instituciona-
lizada pela Portaria GM/MS n.º 405, de 8 de março de 2012, que estabeleceu 
a Secretaria-Executiva como o órgão setorial de custos do governo federal
Atualmente, a apuração de custos no âmbito do Ministério da Saúde 
está sendo reavaliada. No entanto, o Ministério da Saúde fomenta a gestão 
de custos em unidades de saúde de estados e municípios por meio do Pro-
grama Nacional de Gestão de Custos (PNGC), que é um conjunto de ações 
que envolvem geração, aperfeiçoamento e incentivo à efetiva utilização da 
informação de custos pelos gestores de saúde, visando à otimização do de-
sempenho do SUS.
63
Capítulo 3
O PNGC é concretizado com a disponibilização de formação de capaci-
dade técnica por meio de capacitações e pelo Sistema de Apuração e Gestão 
de Custos do SUS (ApuraSUS), além de acompanhamento técnico durante 
toda a implementação do Programa. Isso possibilita que as unidades parti-
cipantes tenham conhecimento de quanto é o seu custo total, o custo dos 
seus setores e dos procedimentos realizados, entre outras informações.
O objetivo do Programa, que é de adesão voluntária, é promover a 
cultura de gestão de custos no âmbito do SUS, contribuindopara a melhor 
eficiência do Sistema.(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023).
A gestão dos custos hospitalares está intrinsecamente ligada à quali-
dade dos serviços prestados. A eficiência no controle de custos não deve 
comprometer a qualidade do atendimento ao paciente, mas sim otimizar 
os recursos para garantir um serviço de excelência. A seguir, discutiremos 
como alcançar um equilíbrio financeiro e de qualidade, o papel do controle 
de custos e melhoria contínua, a percepção da qualidade pelo paciente, e o 
uso de indicadores de qualidade e custo.
Equilíbrio Financeiro e Qualidade
• Manter um equilíbrio entre custos e qualidade é crucial. Investi-
mentos em tecnologia, capacitação de pessoal e infraestrutura são 
necessários para proporcionar um atendimento de alta qualidade. 
Contudo, esses investimentos devem ser realizados de forma estra-
tégica e controlada para evitar desperdícios e assegurar a sustenta-
bilidade financeira do hospital.
• Exemplo Prático: Um hospital pode decidir investir em um novo 
sistema de TI para gestão de pacientes. Embora o custo inicial seja 
elevado, o sistema pode otimizar o fluxo de trabalho, reduzir erros 
médicos e melhorar a experiência do paciente. Este tipo de inves-
timento estratégico pode resultar em economia de custos a longo 
prazo e na melhoria da qualidade do atendimento.
Controle de Custos e Melhoria Contínua
• A análise contínua dos custos permite identificar áreas onde os 
recursos podem ser otimizados sem prejudicar a qualidade. Por 
exemplo, a implementação de práticas de eficiência energética, a 
negociação de melhores preços com fornecedores e a redução de 
64
Capítulo 3
desperdício de materiais são ações que contribuem para a redução 
de custos e podem ser reinvestidas na melhoria dos serviços.
• Exemplo Prático: Um hospital pode realizar uma auditoria de ener-
gia e descobrir que está gastando mais do que o necessário em ilu-
minação. Ao substituir as lâmpadas antigas por LEDs mais eficientes, 
o hospital reduz sua conta de energia. Os recursos economizados 
podem ser reinvestidos na compra de novos equipamentos médi-
cos ou na formação de pessoal.
O INCA, desde 2004, utiliza uma ferramenta própria denominada Siste-
ma de Planejamento e Gestão do INCA (Sisplan), desenvolvida para melho-
rar a gestão a partir dos resultados, de forma a permitir a participação dos 
servidores na execução orçamentária a partir de avaliações colegiadas, com 
a eleição de serviços para destinar os investimentos do orçamento anual. 
Possibilita também monitorar resultados institucionais a partir de indi-
cadores previamente definidos e, no âmbito da avaliação de desempenho 
institucional, compõe a prestação de contas dos órgãos externos de contro-
le. Dessa forma, a ferramenta foi desenvolvida para democratizar as deci-
sões sobre compra de materiais e equipamentos, concentrar informações 
de produtividade e ser a fonte de consulta oficial da instituição.(BARBOSA 
et al., 2023)
Qualidade Percebida pelo Paciente
• A qualidade do atendimento não é apenas uma questão técnica, 
mas também de percepção. Pacientes avaliam a qualidade com 
base em fatores como atendimento humano, tempo de espera e 
conforto das instalações. Assim, a gestão de custos deve também 
considerar investimentos que melhorem a experiência do paciente, 
como treinamento de equipe para um atendimento mais humaniza-
do e melhorias na infraestrutura.
• Exemplo Prático: Se um hospital percebe que os pacientes estão 
insatisfeitos com o tempo de espera, pode investir em um sistema 
de agendamento mais eficiente ou na contratação de mais pessoal 
para reduzir os tempos de espera. Além disso, a renovação das áreas 
de espera para torná-las mais confortáveis e acolhedoras pode me-
lhorar significativamente a percepção da qualidade pelos pacientes.
Indicadores de Qualidade e Custo
65
Capítulo 3
• O uso de indicadores de desempenho é fundamental para moni-
torar a relação entre custos e qualidade. Indicadores como taxa de 
infecção hospitalar, tempo de permanência e índice de satisfação 
dos pacientes fornecem dados importantes para a gestão. Esses in-
dicadores ajudam a identificar áreas que necessitam de melhorias 
e avaliar o impacto das medidas de redução de custos na qualidade 
do atendimento.
• Exemplo Prático: Um hospital pode monitorar a taxa de infecção 
hospitalar como um indicador de qualidade. Se a taxa de infecção 
estiver alta, pode indicar que há problemas com a higiene ou pro-
cedimentos assépticos. O hospital pode investir em treinamento 
adicional para a equipe e em melhores equipamentos de desinfec-
ção. Embora esses investimentos possam aumentar os custos ini-
cialmente, a redução das infecções resultará em menores custos 
de tratamento e melhores resultados para os pacientes, refletindo 
uma melhoria na qualidade do atendimento.
EQUILÍBRIO ENTRE CUSTOS E QUALIDADE
Equilíbrio Financeiro e Qualidade: Manter um equilíbrio entre custos e 
qualidade é crucial. Investimentos estratégicos em tecnologia, capacitação de 
pessoal e infraestrutura são necessários para proporcionar um atendimento 
de alta qualidade, evitando desperdícios e assegurando a sustentabilidade 
financeira do hospital.
Indicadores de Qualidade e Custo: O uso de indicadores de desempenho, 
como taxa de infecção hospitalar, tempo de permanência e índice de 
satisfação dos pacientes, é fundamental para monitorar a relação entre custos 
e qualidade, identificar áreas de melhoria e avaliar o impacto das medidas de 
redução de custos.
Quadro - Equilíbrios entre custos e qualidade.
Fonte: Autoria própria.
66
Capítulo 3
INDICAÇÃO DE FILME
Este filme conta a história de um renomado cirur-
gião que, após ser diagnosticado com câncer, vi-
vencia a perspectiva dos pacientes. Durante sua 
jornada, ele enfrenta as dificuldades do sistema de 
saúde, experimenta a falta de empatia e percebe 
a importância da humanização no atendimento. O 
filme ilustra a complexa relação entre custos, efici-
ência e a qualidade do atendimento hospitalar.
67
NOVOS DESAFIOS
A gestão hospitalar eficaz depende de uma compreensão profunda 
dos custos e sua relação com a qualidade do atendimento. A apuração dos 
custos setoriais, como diárias de internação, UTI e procedimentos cirúrgi-
cos, permite uma alocação eficiente de recursos e a manutenção da susten-
tabilidade financeira das instituições de saúde. Indicadores de qualidade, 
como efetividade, eficiência e segurança, são essenciais para monitorar e 
melhorar o desempenho hospitalar. Além disso, a avaliação da rentabili-
dade por setor, procedimento, especialidade e operadora fornece insights 
estratégicos para otimizar os serviços.
A análise contínua dos custos, juntamente com a implementação de 
estratégias de controle e planejamento, assegura que os hospitais possam 
oferecer um atendimento de alta qualidade sem comprometer sua viabili-
dade financeira. Investir em tecnologia, capacitação de pessoal e infraestru-
tura, ao mesmo tempo que se utilizam indicadores de desempenho, permi-
te identificar oportunidades de melhoria e garantir um atendimento mais 
humanizado e eficiente.
Em suma, a gestão de custos e a busca por qualidade são pilares fun-
damentais na administração hospitalar moderna. Ao equilibrar esses as-
pectos, os gestores podem proporcionar um atendimento excelente, sus-
tentável e focado nas necessidades dos pacientes.
Encerramos este conteúdo enfatizando a importância de uma aborda-
gem integrada e estratégica na gestão hospitalar, onde custos e qualidade 
caminham lado a lado para garantir a excelência e a sustentabilidade das 
instituições de saúde.
68
ATIVIDADES
1. Calcular os custos de internação é essencial para a gestão hospi-
talar. Suponha que o total de custos diretos mensais é R$ 300.000 
e os indiretos são R$ 150.000. Se o hospital possui 100 leitos e uma 
taxa de ocupação média de 80%, qual seria o custo por diária?
a. O custo por diária é R$ 100,00.
b. O custo por diária é R$ 187,50.
c. O custo por diária é de R$250,00.
d. O custo pordiária é de R$300,00.
e. O custo por diária é de R$450,00
2. A análise contínua e sistemática dos dados de custo é fundamental 
para a gestão eficiente dos recursos hospitalares. Qual das seguintes 
práticas NÃO faz parte dessa análise?
a. Revisão regular das despesas
b. Ignorar comparações com os padrões do setor.
c. Identificação de oportunidades para otimização.
d. Implementação de estratégias de redução de custos.
e. Tomada de decisões informadas com base nos dados de custo. 
3. Quais são os componentes essenciais para calcular as diárias de 
internação em unidades de terapia intensiva (UTI)?
a. Somente os custos de manutenção de prédio.
b. Custos associados à manutenção do leito, equipamentos sofisticados 
e equipe médica especializada.
c. Apenas os salários da equipe médica.
d. Somente os custos indiretos.
e. Apenas os custos de medicamentos.
69
REFERÊNCIAS 
LEONICE, M. et al. Sistemática para apuração de custos por procedimento 
médico-hospitalar in Produção, v. ., v. 23, n. 3, p. 597-609, 2013. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/prod/a/bX3xDYCtNBFLVsZ73YqyY8t/?format=p-
df&lang=pt . Acesso em: 19 jul. 2024.
AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS). Monitoramento da 
Qualidade Hospitalar - PROADI-SUS 2018/2020. Disponível em: https://
www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/qualiss-programa-de-qualifi-
cacao-dos-prestadores-de-servicos-de-saude-1/monitoramento-da-quali-
dade-hospitalar. Acesso em: 19 jul. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Relatório Integral de Gestão TCU - MS 2023. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_Inte-
gral_gestao_tcu_MS_2023.pdf. Acesso em: 29 jul. 2024.
SANTOS, J. L. dos; SILVA, M. A. da; OLIVEIRA, C. A. de; PEREIRA, D. A. de; AL-
MEIDA, R. C. de; SOUSA, L. C. de; CASTRO, E. B. de; ANDRADE, A. L. de; REIS, 
S. T. dos; PIMENTA, R. C. da. Uso do Sistema Único de Saúde por beneficiários 
de planos privados de saúde em tratamento de hemodiálise. Cadernos de Saú-
de Pública, [s.l.], v. 39, n. 8, p. e00188422, 2023. Disponível em: https://www.
scielosp.org/article/csp/2023.v39n8/e00188422/. Acesso em: 30 jul. 2024.
BARBOSA, S. S.; CAMPOS, L. R.; FREITAS, P. L.; PIMENTA, L. G.; BARRETO, E. 
S. A gestão do Sistema de Planejamento e Gestão do INCA (Sisplan): uma 
ferramenta para melhorar a gestão institucional. Saúde e Sociedade, [s.l.], 
v. 32, n. 1, p. 12-25, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/
pBfpyp5GSzL4YXtd8gTK66j/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 30 jul. 2024.
https://www.scielo.br/j/prod/a/bX3xDYCtNBFLVsZ73YqyY8t/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/prod/a/bX3xDYCtNBFLVsZ73YqyY8t/?format=pdf&lang=pt
http://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/qualiss-programa-de-qualificacao-dos-prestadores-de-servic
http://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/qualiss-programa-de-qualificacao-dos-prestadores-de-servic
http://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/qualiss-programa-de-qualificacao-dos-prestadores-de-servic
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_Integral_gestao_tcu_MS_2023.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_Integral_gestao_tcu_MS_2023.pdf
https://www.scielosp.org/article/csp/2023.v39n8/e00188422/
https://www.scielosp.org/article/csp/2023.v39n8/e00188422/
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/pBfpyp5GSzL4YXtd8gTK66j/?lang=pt&format=pdf
https://www.scielo.br/j/sausoc/a/pBfpyp5GSzL4YXtd8gTK66j/?lang=pt&format=pdf
70
CAPÍTULO 1
Questão 1
b) Implementar tecnologias eficientes, como sistemas de gestão hospitalar 
e telemedicina, para melhorar a eficiência operacional.
Justificativa: A alternativa está correta, pois implementar tecnologias efi-
cientes pode melhorar a eficiência operacional e reduzir custos, garantindo 
que os recursos sejam utilizados de maneira mais eficaz sem comprometer 
a qualidade do atendimento.
Questão 2
b) Custeio baseado em atividades (ABC), que aloca custos indiretos com 
base nas atividades que consomem recursos.
Justificativa: A alternativa está correta, pois o custeio baseado em ativida-
des (ABC) aloca custos indiretos com base nas atividades que consomem 
recursos, proporcionando uma visão mais precisa dos custos associados a 
cada atividade.
Questão 3
b) Salários dos enfermeiros que atuam diretamente nas cirurgias, propor-
cionando assistência durante os procedimentos.
Justificativa: A alternativa está correta, pois os salários dos enfermeiros 
que atuam diretamente nas cirurgias são um exemplo de custo direto, dire-
tamente relacionados ao procedimento cirúrgico específico.
CAPÍTULO 2
GABARITO GERAL
71
Capítulo 3
Questão 1
b) O critério de rateio utiliza bases específicas, como área física ou número 
de funcionários, para distribuir custos de maneira justa e proporcional, me-
lhorando a transparência financeira e a eficiência na gestão dos recursos.
Justificativa: A alternativa está correta, pois o critério de rateio utiliza ba-
ses específicas, como área física ou número de funcionários, para distribuir 
custos de maneira justa e proporcional, o que melhora a transparência fi-
nanceira e a eficiência na gestão dos recursos.
Questão 2
b) A Lei Complementar nº 141 estabelece que o rateio de recursos deve ser 
baseado na redução das desigualdades regionais de saúde e nas necessida-
des de saúde da população, promovendo uma distribuição mais equitativa 
dos recursos.
Justificativa: A alternativa está correta, pois a Lei Complementar nº 141 
estabelece que o rateio de recursos deve ser baseado na redução das desi-
gualdades regionais de saúde e nas necessidades de saúde da população, 
promovendo uma distribuição mais equitativa dos recursos.
Questão 3
b) A classificação dos centros de custos permite uma organização detalhada 
das despesas, facilitando a identificação de áreas de alto custo e a alocação 
eficiente de recursos, contribuindo para a sustentabilidade financeira.
Justificativa: A alternativa está correta, pois a classificação dos centros 
de custos permite uma organização detalhada das despesas, facilitando a 
identificação de áreas de alto custo e a alocação eficiente de recursos, con-
tribuindo para a sustentabilidade financeira.
CAPÍTULO 3
Questão 1
b) O custo por diária é R$ 187,50.
Justificativa: A alternativa está correta, pois considera tanto os custos dire-
tos quanto os indiretos e a taxa de ocupação dos leitos.
Questão 2
b) Ignorar comparações com os padrões do setor.
Justificativa: A alternativa está correta, pois ignorar comparações com os 
padrões do setor não faz parte da análise sistemática de custos.
72
Capítulo 3
Questão 3
b) Custos associados à manutenção do leito, equipamentos sofisticados e 
equipe médica especializada.
Justificativa: A alternativa está correta, pois esses são os componentes es-
senciais para calcular as diárias de internação em UTI.
	Capítulo 1
	Capítulo 2
	Capítulo 3à qualidade dos serviços prestados. A capacidade de gerir custos de 
forma eficaz permite que as organizações de saúde mantenham padrões de 
qualidade elevados sem sobrecarregar os recursos financeiros. A utilização 
de conceitos de custos ajuda a equilibrar a necessidade de prestar cuida-
dos de elevada qualidade com a necessidade de manter a sustentabilidade 
financeira.
Em resumo, a utilização de conceitos de custos nas organizações de 
saúde é importante para a estabilidade financeira, eficiência operacional, 
9
Capítulo 1
melhoria da qualidade dos serviços, tomada de decisão baseada em dados, 
monitorização dos requisitos legais, bom planeamento e gestão e manu-
tenção de uma boa relação entre custos e qualidade.
 A gestão eficaz de pagamentos pode permitir que as organizações de 
saúde operem de forma eficiente e sustentável, ao mesmo tempo que con-
tinuam a prestar cuidados aos pacientes.
“O gerenciamento adequado de materiais e medicamentos, desde o 
planejamento até o consumo pelos pacientes é aspecto importante dos 
custos hospitalares. Em geral, investimentos em estoques são elevados e 
constituem parte significativa dos custos hospitalares e por isso é de grande 
importância seu planejamento e manuseio” (Secretaria de Saúde do Distrito 
Federal, 2024).
PLAY NO CONHECIMENTO
Quer conhecer conceitos… O podcast está disponí-
vel em
https://soundcloud.com/estudioead-ead/custos-hospitalares?si=cda1511344eb4c6cb71b05327735366f&utm_source=clipboard&utm_medium=text&utm_campaign=social_sharing
10
Capítulo 1
Fonte: Freepik 
#PraCegoVer: Na imagem, um médico afro-americano, usando jaleco branco e estetoscópio no 
pescoço, está analisando relatórios médicos em uma clínica. Ele está acompanhado por dois co-
legas, um homem e uma mulher, que também estão de jaleco branco e observando os relatórios 
com atenção. A equipe parece estar discutindo informações importantes enquanto se encontram 
em um ambiente de trabalho colaborativo e profissional.
SISTEMAS DE CUSTEIO PARA TOMADA DE 
DECISÃO
A integração de um sistema de Contabilidade de Custos é essencial para 
a tomada de decisões das organizações de saúde. Estes sistemas são uma es-
trutura formal para identificar, medir e alocar custos para os vários serviços, 
processos e departamentos de uma organização. Compreender os custos asso-
ciados a cada aspecto das operações permite que os gestores tomem decisões 
mais precisas e estratégicas.
Um dos sistemas de custeio mais importantes é o custeio de insumos, 
onde todos os custos – diretos e indiretos, fixos e variáveis – são imputados ao 
produto ou serviço final. Embora esse método forneça uma visão completa do 
custo total, ele pode reduzir a visibilidade de trabalhos ou departamentos mais 
11
Capítulo 1
caros. Outro método é o custeio variável, onde os custos variáveis são conside-
rados na determinação do preço de um produto ou serviço, útil para a tomada 
de decisões de curto prazo e análise da margem de contribuição.O custeio ba-
seado em atividades ABC (Activity-Based Costing) é um sistema mais detalhado 
que aloca custos indiretos com base em atividades que consomem recursos.
Convém destacar as distinções dos Custos Variáveis e Fixos, os Custos 
Variáveis oscilam conforme a produção de bens e serviços, podendo “zerar” se 
não houver a produção. O fornecimento de energia elétrica para o maquinário 
de um laboratório de exames hematológicos é um tipo de Custo Variável, já 
que irá aumentar ou reduzir conforme a capacidade produtiva (e demandas) 
ao laboratórios. Os Custos Fixos não se alteram de acordo com a produção de 
bens e serviços, se mantém estáveis por um tempo determinado. O seguro do 
imóvel de uma clínica oncológica é um típico Custo Fixo, o valor do seguro se 
mantém o mesmo enquanto perdurar o prazo contratual - geralmente, anual 
- ou a entrada do índice de reajuste previsto. Este Custo Fixo para a clínica on-
cológica permanece o mesmo valor independente se estiver com pacientes ou 
fechada para uma obra. 
 Este método permite definir com maior precisão os custos associados a 
cada atividade e fornece uma base sólida para melhorar a eficiência e a produti-
vidade. Por exemplo, nos hospitais, o ABC ajuda-os a compreender o custo cor-
reto de cada procedimento médico, desde a preparação da sala de operações 
até à recuperação pós-operatória, para melhorar a prontidão cirúrgica..
Os sistemas de contabilidade de custos facilitam a análise da produtividade 
por serviço, processo, departamento ou unidade de negócios. Isso é importante 
para identificar áreas geradoras de receitas e aquelas que apresentam custos 
elevados, permitindo aos gestores implementar ações corretivas e melhoria 
contínua. Um sistema de contabilidade de custos bem implementado ajuda a 
calcular os custos dos serviços hospitalares e garante que as tarifas sejam com-
petitivas e suficientes para cobrir os custos e gerar lucros adequados.
Para maximizar os benefícios dos sistemas de contabilidade de custos, é 
importante que as organizações de saúde invistam em tecnologias de informa-
ção sólidas e formem o pessoal para utilizar estas ferramentas. A integração 
do seu sistema de folha de pagamento com outras áreas operacionais, como 
contabilidade e planejamento estratégico, permite tomar decisões com base 
em dados precisos e atualizados.
A tabela abaixo mostra um exemplo da utilização dos conceitos de custos 
na gestão da saúde para a tomada de decisões, principalmente para cirurgias de 
12
Capítulo 1
apendicectomia. Cada item da lista tem um custo direto ou indireto associado à 
cirurgia, e a soma desses custos ajudará a determinar o preço final cobrado do 
paciente.
Item Descrição Custo 
Unitário (R$) Quantidade Custo 
Total (R$)
Honorários 
Médicos
Cirurgião, assistente, 
anestesista 4.500,00 1 4.500,00
Sala de Cirurgia
Taxa de utilização 
da sala,incluindo 
equipamentos 
básicos
2.500,00 1 2.500,00
Materiais 
Cirúrgicos
Luvas, gazes, 
suturas, bisturi, etc. 1.200,00 1 1.200,00
Equipamentos 
Especiais
Equipamentos 
específicos 
utilizados na 
cirurgia
1.800,00 1 1.800,00
Anestesia Medicamentos e 
administração 700,00 1 700,00
Medicamentos 
Pós-
Operatórios
Analgésicos, 
antibióticos 500,00 1 500,00
Internação Diárias em leito 
comum 400,00 2 800,00
UTI (se 
necessário)
Diárias na Unidade 
de Terapia Intensiva 1.400,00 1 1.400,00
Exames Pré-
Operatórios
Exames 
laboratoriais e de 
imagem
600,00 1 600
Exames Pós-
Operatórios
Exames de 
acompanhamento 350,00 1 350,00
Despesas 
Administrativas
Custos 
administrativos e de 
gestão
450,00 1 450,00
Total 15.800,00
Título:Tabela de precificação de cirurgia
Fonte: Autoria própria.
13
Capítulo 1
A seguir veremos os sistemas de custeio utilizados
• Custeio por Absorção: Todos os custos relacionados, tanto diretos 
quanto indiretos, são atribuídos ao procedimento, proporcionando 
uma visão completa dos custos totais.
• Custeio Variável: Foca nos custos diretamente atribuíveis ao pro-
cedimento, como materiais cirúrgicos e medicamentos, úteis para 
análises de curto prazo e ajuste de margens.
• Custeio Baseado em Atividades (ABC): Detalha os custos indiretos 
com base nas atividades que consomem recursos, permitindo uma 
alocação mais precisa dos custos aos procedimentos específicos.
 Diante de todas essas informações, qual a importância da Aplicação 
na Tomada de Decisão?
Ao utilizar estas informações detalhadas sobre os custos, os gestores de 
saúde podem tomar decisões mais informadas e estratégicas. Por exemplo:
• Defina seu preço: certifique-se de que seja um preço que cubra 
todos os custos e ainda forneça uma margem de lucro razoável.
• Análise do Fundo: Avalie se o fundo está apresentando um bom 
desempenho ou se deve ser alterado com base na rentabilidade ou 
no custo.
• Otimização de recursos: identifique áreas onde os custos podem 
ser reduzidos sem comprometer a qualidade do serviço.
• Planejamento Financeiro: Desenvolva orçamentos mais preci-
sos e monitore o desempenho financeiroem relação às metas 
estabelecidas.
A gestão de custos nas organizações de saúde é uma função crítica 
para garantir a estabilidade financeira e a eficiência operacional da orga-
nização. Ao utilizar um sistema de pagamento totalmente estruturado, os 
administradores podem ver com clareza e precisão os custos associados a 
cada procedimento, como a tabela de Taxas e Encargos de Apendicectomia.
Compreender e gerir os seus custos de cuidados de saúde não só 
ajuda a equilibrar as suas finanças, mas também desempenha um papel 
14
Capítulo 1
importante na melhoria da qualidade dos cuidados que presta. A capaci-
dade de identificar áreas de desperdício, otimizar a utilização de recursos e 
cobrar corretamente pelos serviços permite que as organizações de saúde 
mantenham elevados níveis de cuidados sem comprometer a viabilidade 
económica.
Além disso, uma distribuição transparente e justa dos custos é uma 
base fundamental para a tomada de decisões. Isto é importante para a im-
plementação de estratégias de gestão eficazes destinadas a aumentar os 
resultados clínicos e a satisfação do paciente, ao mesmo tempo que reduz 
custos.
É evidente que a gestão eficaz de custos é um pilar fundamental da 
gestão bem-sucedida dos cuidados de saúde. Investir em sistemas de pa-
gamento precisos e formar pessoal para os utilizar é fundamental para 
garantir que as organizações possam continuar a prestar cuidados de alta 
qualidade de forma sustentável e económica. A realização destas ações não 
só fortalece a posição financeira da organização, mas também promove 
um ambiente de saúde mais forte que se concentra nas necessidades dos 
pacientes e garante a continuidade e a excelência dos serviços prestados..
EM FOCO
Para complementar ainda mais seus estudos, aces-
se o link a seguir:
Começamos este capítulo com uma breve consideração dos métodos e 
práticas de custeio nas organizações de saúde. Uma boa gestão de custos é 
essencial para garantir a sustentabilidade financeira e a qualidade dos ser-
viços prestados. Existem muitos métodos de custeio que podem ser usados 
para garantir a alocação adequada e eficiente dos recursos necessários às 
operações hospitalares.
ABORDAGENS E MÉTODOS DE APROPRIAÇÃO 
DOS CUSTOS
A gestão eficaz de custos é um processo importante para as organiza-
ções de saúde, o que é importante para a sustentabilidade financeira e a 
https://www.revistas.usp.br/rmrp/article/view/259/260
15
Capítulo 1
qualidade dos serviços prestados. Existem muitos métodos de custeio que 
podem ser usados para garantir a alocação adequada e eficiente dos recur-
sos necessários às operações hospitalares. 
Os principais métodos de alocação de custos são custeio de compo-
nentes, custeio variável e custeio baseado em atividades (ABC).
A precificação extrativa é um método tradicional que aloca custos dire-
tos e indiretos ao produto ou serviço final. Este método inclui custos fixos e 
variáveis, como materiais, mão de obra e salários. Ao atribuir todos os cus-
tos ao produto final, o custeio dos insumos fornece uma visão completa de 
todos os custos. Porém, saber quais atividades são mais lucrativas pode ser 
diluído, dificultando a identificação de áreas que precisam de otimização.
Por outro lado, o custeio variável exclui custos fixos e considera custos 
que variam diretamente com os níveis de produção. Este método é muito 
útil para análise de margem de contribuição e tomada de decisões de curto 
prazo. Ao focar nos custos variáveis, o custeio variável pode compreender 
melhor como as mudanças na produção afetam os custos totais. Isso per-
mite que os gestores tomem decisões rápidas e precisas em situações que 
exigem uma resposta rápida e específica.
O custeio baseado em atividades (ABC) é um método muito detalhado 
e preciso de alocação de custos indiretos com base em atividades que con-
somem recursos. Este método permite examinar de perto seus processos 
internos para identificar oportunidades de melhoria e otimização. O ABC 
mede os custos e o desempenho de serviços, suprimentos e itens com boa 
relação custo-benefício e, em seguida, aloca esses custos aos serviços e pa-
cientes com base no uso real. Ele melhora os métodos tradicionais de aloca-
ção de custos, fornecendo uma forma eficaz de medir e controlar custos.A 
escolha do método correto de alocação de custos depende das caracterís-
ticas únicas de cada organização de saúde, bem como dos seus objetivos 
organizacionais e estratégicos. 
Conhecer e utilizar estes métodos corretamente é essencial para ga-
rantir que as decisões financeiras são informadas e contribuem para a efi-
ciência e sustentabilidade da sua organização de saúde. A implementação 
eficaz de sistemas de pagamento, como pagamento integrado, pagamento 
diferencial e ABC, não só ajuda no pagamento de serviços hospitalares, mas 
também ajuda na análise de produtos por serviço, cultura e departamen-
to. Isto garante que o preço pago cobrirá todos os custos e gerará uma 
16
Capítulo 1
margem de lucro razoável, essencial para a continuidade e qualidade do 
serviço prestado.
A seguir, exemplos de Abordagens e Métodos de Apropriação dos 
Custos.
• Custeio por absorção: Um hospital aloca para operações cirúrgi-
cas todos os custos associados à operação de uma sala de cirurgia, 
incluindo honorários médicos, equipamentos utilizados, custos elé-
tricos e consumíveis. Portanto, o custo total de cada cirurgia inclui 
uma parcela igual de todos esses custos.
• Custeio variável: Em um laboratório clínico, apenas os custos dos 
reagentes químicos e materiais descartáveis utilizados em cada exa-
me são considerados no custo variável. Custos fixos como aluguel 
do espaço e salários dos funcionários são excluídos do cálculo.
• Custeio baseado em atividades (ABC): Os hospitais utilizam o ABC 
para alocar custos de apoio administrativo (por exemplo, serviços 
de contabilidade e tecnologia da informação) a vários departamen-
tos clínicos com base no volume de transações financeiras e na utili-
zação de sistemas informáticos. Isto permite que a distribuição dos 
custos indiretos seja mais equitativa.
Quais são as vantagens e desvantagens desses métodos? 
• Custeio por absorção:
Benefícios: uma visão geral abrangente de todos os preços. É fácil de 
implementar.
Desvantagens: A ideia de quais empregos valem mais fica diluída. A 
distribuição salarial é menos justa.
• Custeio variável:
Benefícios: Bom para decisões de curto prazo. Centra-se nos custos 
associados à construção.
Desvantagem: O custo total pode ser subestimado, pois os custos fixos 
não são considerados
17
Capítulo 1
• Custeio baseado em atividades (ABC):
Benefícios: Precisão de distribuição superior. Pode identificar áreas 
para melhoria e otimização.
Desvantagem: Difícil e caro de implementar. As informações sobre ati-
vidades e recursos devem ser detalhadas
O uso dessas alternativas e métodos de alocação de custos pode ajudar 
as organizações de saúde a obter informações significativas e precisas so-
bre seus custos operacionais. Isto é importante para a tomada de decisões 
estratégicas que visam a otimização de recursos, a redução de desperdícios 
e a melhoria da qualidade dos serviços prestados.
 Cada método tem vantagens e desvantagens, e a escolha do método 
certo depende das características únicas da sua organização e dos seus ob-
jetivos organizacionais.
 “
Na operacionalização do estudo, para verificar a variação nos custos dos 
principais insumos do hospital (medicamentos e materiais de consumo 
hospitalar), entre o período anterior e durante a pandemia de Covid-19, foi 
utilizada a curva ABC. Para tanto, teve-se como fonte dos dados secundária 
o Sistema Integrado de Gestão Hospitalar (SIGH) e os relatórios de custos 
do HU desenvolvidos no software MS Power Business Intelligence (BI). Para 
verificar a variação nos custos com pessoal, que podem ser relacionados 
ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, foram utilizados editais de 
contratação, folha de pagamentos, informações de afastamentos(absente-
ísmo) e insalubridade. Essas informações foram coletadas com a Divisão de 
Gestão de Pessoas (DIVGP), utilizando o Sistema de gestão de pessoas para 
órgãos e empresas públicas MENTORH (NUNES; MENDES, 2023).
18
Capítulo 1
Principais componentes dos custos hospitalares
Os custos hospitalares podem ser divididos em várias categorias principais. 
Primeiramente, temos os Custos Diretos, que incluem os salários e benefícios 
do pessoal médico, enfermeiros e técnicos, além dos medicamentos e supri-
mentos necessários para o tratamento dos pacientes, isto é, influenciam dire-
tamente na atividade principal da organização de saúde. Equipamentos médi-
cos, com custos de manutenção e depreciação, e serviços de terceiros, como 
especialistas contratados, também fazem parte dos Custos Diretos. Procedi-
mentos e cirurgias, envolvendo materiais e mão de obra, e exames e diagnósti-
cos, como radiologia e laboratórios, completam esta categoria. Por outro lado, 
os Dustos Indiretos englobam a administração, que cobre salários do pessoal 
administrativo e contabilidade, a infraestrutura do hospital, com manutenção, 
energia e água, e a tecnologia da informação, incluindo sistemas de TI e soft-
ware de gestão, portanto são gastos com suporte e logística indiretos nas ati-
vidades secundárias da unidade de saúde. A segurança hospitalar, serviços de 
apoio como lavanderia e alimentação, e marketing e comunicação também são 
componentes importantes dos custos indiretos. Todos esses elementos são 
cruciais para o funcionamento eficiente de uma instituição hospitalar, influen-
ciando diretamente a qualidade do atendimento aos pacientes e a sustentabi-
lidade financeira do hospital.
Estratégias de Redução de Custos em Hospitais
Os hospitais podem adotar diversas estratégias para reduzir custos sem com-
prometer a qualidade do atendimento. Uma abordagem importante é a im-
plementação de tecnologias eficientes, como sistemas de gestão hospitalar 
e telemedicina, que podem melhorar a eficiência operacional e reduzir a ne-
cessidade de recursos físicos. A otimização de processos também é crucial, 
envolvendo a revisão e melhoria contínua dos procedimentos internos para 
eliminar desperdícios e aumentar a produtividade. A gestão de estoque de su-
primentos pode ser aprimorada por meio de técnicas como o Just-In-Time, que 
minimiza o estoque ocioso e reduz custos de armazenamento. O treinamento 
de pessoal é outra estratégia fundamental, pois funcionários bem treinados 
são mais eficientes e cometem menos erros, resultando em menos retrabalho 
e desperdício de recursos. A adoção de práticas sustentáveis, como a redução 
do consumo de energia e água, reciclagem e gerenciamento adequado de re-
síduos, também contribui para a redução de custos. Essas estratégias, quando 
bem implementadas, podem ajudar os hospitais a manter a sustentabilidade 
financeira enquanto continuam a oferecer um atendimento de alta qualidade 
aos pacientes.
19
Capítulo 1
APURAÇÃO DE CUSTOS
O custeio é um processo fundamental na gestão financeira hospitalar 
que permite uma compreensão detalhada dos custos associados aos ser-
viços prestados. Este processo envolve identificar, medir e analisar custos, 
o que fornece uma base sólida para a tomada de decisões estratégicas. 
Primeiramente é preciso conhecer os custos, que podem ser divididos em 
custos diretos e indiretos. Os custos diretos incluem salários de médicos e 
enfermeiros, medicamentos e materiais utilizados nos procedimentos. Os 
custos indiretos são aqueles que não podem ser atribuídos diretamente 
a um determinado serviço, como custos administrativos, manutenção de 
equipamentos e infraestrutura hospitalar.
Para calcular os custos, diferentes métodos de custeio podem ser uti-
lizados. O custeio por absorção aloca todos os custos, diretos e indiretos, 
aos produtos ou serviços finais, proporcionando uma visão completa dos 
custos. No entanto, esse método pode diluir a visibilidade das áreas mais 
dispendiosas. O custeio variável considera apenas os custos que variam di-
retamente com o nível de produção, sendo útil para a análise de margem 
de contribuição e decisões de curto prazo. Já o custeio baseado em ativida-
des (ABC) aloca custos indiretos com base nas atividades que consomem 
recursos, oferecendo uma alocação mais precisa dos custos aos serviços 
específicos.
A apuração de custos segue várias etapas. A coleta de dados é a primei-
ra, reunindo todas as informações financeiras e operacionais relevantes, 
incluindo despesas com pessoal, materiais, medicamentos e manutenção. 
Em seguida, os custos são classificados e alocados de forma adequada aos 
centros de custo ou departamentos específicos. Utilizando métodos de 
custeio apropriados, os custos dos serviços prestados, procedimentos e 
tratamentos são então calculados. Finalmente, uma análise detalhada dos 
dados é realizada para identificar áreas de eficiência e oportunidades de 
redução de custos, resultando na geração de relatórios que suportam a 
tomada de decisões
Os benefícios da apuração de custos são inúmeros. Este processo me-
lhora a eficiência operacional, identifica áreas onde os recursos podem ser 
utilizados de forma mais eficaz e fornece informações precisas para decisões 
estratégicas, como investimentos em novas tecnologias ou ajustes nos ser-
viços oferecidos. Além disso, permite o monitoramento e controle das des-
pesas, garantindo que os recursos sejam utilizados de maneira sustentável 
20
Capítulo 1
e eficaz. A apuração de custos também proporciona maior transparência 
financeira, facilitando a comunicação com stakeholders e reguladores
Contudo, o processo de apuração de custos enfrenta desafios signifi-
cativos. Coletar e gerenciar grandes volumes de dados financeiros e ope-
racionais pode ser complexo. É crucial garantir a precisão na alocação dos 
custos aos serviços específicos, bem como manter os sistemas e processos 
de apuração de custos atualizados conforme as mudanças nas práticas e 
regulamentações do setor de saúde.
EXEMPLOS DE TÓPICOS NA APURAÇÃO DE 
CUSTOS INCLUEM:
• Gerenciamento de Estoques: Controle eficiente do consumo de me-
dicamentos e materiais para evitar desperdícios e reduzir custos.
• Automatização de Processos: Implementação de sistemas de gestão 
para automatizar processos e aumentar a eficiência.
• Análise de Desempenho: Utilização de indicadores-chave de desem-
penho (KPIs) para monitorar e avaliar a eficiência dos processos.
• Parcerias Estratégicas: Colaborações com outras instituições para 
compartilhar recursos e reduzir despesas.
Em resumo, a apuração de custos é fundamental para a sustentabilida-
de financeira dos hospitais, permitindo uma gestão mais eficaz dos recursos 
e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados.
21
Capítulo 1
INDICAÇÃO DE LIVRO
O e-book “Gestão de Custos para Hospitais” aborda 
como o custo-padrão baseado em critérios míni-
mos de atendimento pode ajudar na redução dos 
gastos totais e na melhoria da qualidade do aten-
dimento. O livro explora diversas metodologias de 
custos utilizadas nos Estados Unidos, detalhando 
suas vantagens e desvantagens. Inclui exercícios 
práticos que permitem ao leitor alterar valores ini-
ciais de gastos e verificar o impacto no custo final, 
além de explicar a implementação de Unidades de 
Valor Relativo (UVRs) para composição de quadros 
de custos ABC.
Título:Estratégias de Redução de Custos em Hospitais
Os hospitais podem adotar diversas estratégias para reduzir custos sem com-
prometer a qualidade do atendimento. Primeiramente, a implementação de 
tecnologias eficientes, como sistemas de gestão hospitalar e telemedicina, 
pode melhorar a eficiência operacional e reduzir a necessidade de recursos 
físicos. Em segundo lugar, a otimização de processos é crucial, envolvendo a 
revisão e melhoria contínua dos procedimentos internos para eliminar des-
perdícios e aumentar a produtividade. A gestão de estoque de suprimentos 
pode ser aprimorada por meio de técnicas como o Just-In-Time,que minimiza 
o estoque ocioso e reduz custos de armazenamento. O treinamento de pessoal 
é outra estratégia fundamental, pois funcionários bem treinados são mais efi-
cientes e cometem menos erros, resultando em menos retrabalho e desperdí-
cio de recursos. Finalmente, a adoção de práticas sustentáveis, como a redução 
do consumo de energia e água, reciclagem e gerenciamento adequado de re-
síduos, também contribui para a redução de custos. Essas estratégias, quando 
bem implementadas, podem ajudar os hospitais a manter a sustentabilidade 
financeira enquanto continuam a oferecer um atendimento de alta qualidade 
aos pacientes.
22
Capítulo 1
Principais Componentes dos Custos Hospitalares
Custos Diretos: Os custos diretos incluem salários e benefícios do pessoal 
médico, enfermeiros e técnicos, medicamentos e suprimentos necessários 
para o tratamento dos pacientes, equipamentos médicos (incluindo custos 
de manutenção e depreciação), serviços de terceiros como especialistas 
contratados, procedimentos e cirurgias (envolvendo materiais e mão de obra), 
e exames e diagnósticos como radiologia e laboratórios.
Custos Indiretos: Os custos indiretos englobam a administração (salários 
do pessoal administrativo e contabilidade), infraestrutura do hospital 
(manutenção, energia e água), tecnologia da informação (sistemas de TI e 
software de gestão), segurança hospitalar, serviços de apoio como lavanderia 
e alimentação, e marketing e comunicação.
Quadro - Principais Componentes dos Custos Hospitalares.
Fonte: Elaborado pelo autor.
INDICAÇÃO DE FILME
“O Paciente: O Caso Tancredo Neves” (2018) é um 
drama biográfico que retrata os últimos dias de 
vida de Tancredo Neves, presidente eleito do Brasil 
em 1985, que adoece gravemente antes de tomar 
posse. O filme mostra os esforços da equipe médi-
ca para salvar sua vida, revelando as tensões e os 
desafios enfrentados durante seu tratamento. Além 
disso, a narrativa explora os bastidores políticos e 
as decisões críticas que marcaram esse período his-
tórico do país, destacando a fragilidade do sistema 
de saúde e os custos envolvidos em tratamentos de 
alta complexidade.
23
NOVOS DESAFIOS
Caro aluno (a), exploramos a importância da gestão de custos hospita-
lares para a sustentabilidade e eficiência das instituições de saúde. Analisa-
mos diferentes métodos de custeio, como custeio por absorção, custeio va-
riável e custeio baseado em atividades (ABC), cada um com suas vantagens 
e aplicações específicas.
Discutimos estratégias práticas para reduzir custos, como a imple-
mentação de tecnologias eficientes, otimização de processos, gestão de 
estoques, treinamento de pessoal e adoção de práticas sustentáveis. Essas 
abordagens permitem economizar recursos sem comprometer a qualidade 
do atendimento.
Por fim, ressaltamos a importância da apuração de custos para a to-
mada de decisões estratégicas, garantindo uma gestão financeira sólida e 
eficaz. Aplicando esses conhecimentos, os profissionais de saúde podem 
contribuir para um atendimento mais eficiente e sustentável.
24
ATIVIDADES
1. Qual das seguintes estratégias pode ser utilizada para re-
duzir custos hospitalares sem comprometer a qualidade do 
atendimento?
a. a. Demitir pessoal sem reestruturação adequada, visando redu-
zir a folha de pagamento.
b. Implementar tecnologias eficientes, como sistemas de gestão 
hospitalar e telemedicina, para melhorar a eficiência operacional.
c. Cortar o fornecimento de medicamentos essenciais para reduzir 
despesas.
d. Reduzir salários do pessoal médico para economizar nos custos 
de mão de obra.
e. Aumentar o tempo de espera para procedimentos críticos para 
diminuir a demanda por recursos.
2. Qual dos métodos de custeio a seguir aloca custos indiretos com 
base nas atividades que consomem recursos?
a. a. Custeio por absorção, que inclui todos os custos, diretos e indiretos.
b. Custeio baseado em atividades (ABC), que aloca custos indiretos com 
base nas atividades que consomem recursos.
c. Custeio variável, que considera apenas os custos que variam com o 
nível de produção.
d. Custeio direto, que se refere apenas a custos diretamente atribuíveis 
a um produto ou serviço.
e. Custeio marginal, que se concentra nos custos adicionais de produzir 
uma unidade extra de um produto
25
Capítulo 1
3. Em um hospital, é crucial distinguir entre custos diretos e indiretos 
para uma gestão financeira eficaz. Considere as seguintes opções e 
assinale aquela que corretamente exemplifica um custo direto asso-
ciado a procedimentos cirúrgicos específicos.
a. Custos de administração, como salários do pessoal administrativo e 
contabilidade.
b. Salários dos enfermeiros que atuam diretamente nas cirurgias, pro-
porcionando assistência durante os procedimentos.
c. Custos de manutenção da infraestrutura do hospital, como energia 
elétrica e água.
d. Custos de tecnologia da informação, incluindo sistemas de TI e sof-
tware de gestão hospitalar.
e. Serviços de lavanderia que mantêm a limpeza geral das roupas de cama 
e uniformes do hospital.
26
REFERÊNCIAS 
MARQUES, R. D. C.; GOMES, D. G. D.; SOUZA, M. A. D.; JOSÉ, S. R. Análise 
de custos hospitalares: estudo de caso em um hospital universitário do sul 
do Brasil em período da pandemia de Covid-19. RAHIS - Revista de Ad-
ministração Hospitalar e Inovação em Saúde, Belo Horizonte, MG, vol. 
19, n. 5, out/dez 2022. Disponível em: https://www.researchgate.net/pu-
blication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_
CASO_EM_UM_HOSPITAL_UNIVERSITARIO_DO_SUL_DO_BRASIL_EM_PERIO-
DO_DA_PANDEMIA_DE_COVID-19. Acesso em: 12 jul 2024.
“O que é gestão de custos?”. Secretaria de Saúde do Distrito Federal, 2024. 
Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/o-que-e-gestao-de-custos. 
Acesso em: 07 jul 2024.
NUNES, J.; MENDES, A. Sistema de gestão de pessoas para órgãos e em-
presas públicas: MENTORH. In: MARTINS, F.; SILVA, G. Análise de custos 
hospitalares: estudo de caso em um hospital universitário do sul do Brasil 
em período da pandemia de Covid-19. ResearchGate, 2023. Disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUS-
TOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_UM_HOSPITAL_UNIVERSI-
TARIO_DO_SUL_DO_BRASIL_EM_PERIODO_DA_PANDEMIA_DE_COVID-19. 
Acesso em: 16 jul. 2024.
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.saude.df.gov.br/o-que-e-gestao-de-custos
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
https://www.researchgate.net/publication/375077560_ANALISE_DE_CUSTOS_HOSPITALARES_ESTUDO_DE_CASO_EM_
27
CAPÍTULO 2
O CUSTEIO DOS PROCEDIMENTOS 
MÉDICOS
MINHAS METAS
• Compreender o custeio dos procedimentos médicos é essencial 
para garantir a sustentabilidade financeira das instituições de saú-
de. Este processo envolve a identificação e a alocação dos custos 
associados a cada procedimento, desde os materiais utilizados até 
a mão de obra e o tempo empregado. Entender esses custos per-
mite às organizações planejar melhor seus orçamentos, melhorar a 
eficiência e evitar desperdícios, assegurando que os recursos sejam 
utilizados de maneira eficaz para beneficiar o maior número possí-
vel de pacientes.
• Conhecer as diferentes metodologias de custeio é fundamental para 
a gestão hospitalar. Métodos como o custeio por absorção, custeio 
variável e custeio baseado em atividades (ABC) oferecem diferentes 
perspectivas sobre como os custos podem ser calculados e contro-
lados. Cada um desses métodos tem suas vantagens e desvanta-
gens, e a escolha do maisadequado depende das características 
específicas da instituição e dos tipos de serviços que ela oferece. 
Ter um profundo conhecimento dessas metodologias permite aos 
gestores de saúde tomar decisões mais informadas e estratégicas.
• Analisar os dados de custeio com precisão pode revelar áreas onde 
há possibilidades de economia e melhoria. A análise detalhada dos 
custos permite identificar procedimentos que são excessivamente 
caros ou ineficientes e buscar alternativas mais econômicas sem 
comprometer a qualidade do atendimento. Além disso, essa aná-
lise pode ajudar na negociação com fornecedores, na definição de 
políticas de preços e na elaboração de planos de investimento que 
visem a otimização dos recursos.
28
A gestão eficiente dos custos dos procedimentos médicos é essencial 
para a sustentabilidade das instituições de saúde. Em um cenário de recur-
sos limitados e demanda crescente por serviços de alta qualidade, entender 
como os custos são calculados, alocados e controlados torna-se vital. Este 
conteúdo busca explorar as diversas metodologias de custeio, ilustrando 
como elas podem ser aplicadas na prática e refletindo sobre seus impactos 
na gestão hospitalar e na qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.
A compreensão dos vários métodos de contabilidade de custos é fun-
damental para a gestão eficaz dos recursos hospitalares. Vejamos algumas 
das abordagens mais importantes: custeio por absorção, custeio variável e 
custeio baseado em atividades (ABC), que iremos comentar as principais.
• Custeio por absorção: O custeio por absorção é um método tra-
dicional em que todos os custos – fixos e variáveis – são alocados 
aos produtos ou serviços fornecidos. Num ambiente hospitalar, isto 
significa alocar os custos associados aos procedimentos médicos, 
desde o salário dos profissionais de saúde até aos materiais e equi-
pamentos utilizados.
Embora o método ‘’Custeio por absorção’’ forneça uma visão abran-
gente dos custos, ele pode mascarar a verdadeira contribuição de cada 
procedimento para os custos gerais do hospital. Por exemplo, uma cirurgia 
complexa pode parecer extremamente cara quando todos os custos são 
absorvidos, mas essa visão não distingue entre custos fixos e variáveis que 
poderiam ser otimizados.
• Custo variável:Diferente do custeio por absorção, o custeio variável 
aloca apenas os custos diretamente associados aos procedimentos 
médicos, deixando os custos fixos como despesas do período. Essa 
INICIE SUA JORNADA
29
abordagem pode proporcionar uma visão mais clara dos custos in-
crementais de cada procedimento, este método permite uma aná-
lise dos custos variáveis, aqueles gastos que se alteram conforme a 
capacidade produtiva da unidade de saúde.
O custo variável é útil para compreender o impacto marginal dos pro-
cessos, mas pode subestimar a importância dos custos fixos. Os custos fixos 
são uma parte importante dos custos num hospital e ignorá-los pode levar 
a uma percepção distorcida do benefício financeiro.
Custo baseado em atividades (ABC): O custeio baseado em ativos 
(ABC) aloca custos com base em atividades que consomem recursos. Num 
ambiente hospitalar onde os processos são complexos e variáveis, o ABC 
pode fornecer uma imagem mais detalhada e precisa dos custos.O método 
ABC permite uma análise de custos mais precisa e identifica determinadas 
funções que podem ser otimizadas. No entanto, a sua implementação é 
mais complexa e requer um mapeamento detalhado das atividades, o que 
pode ser demorado e consumir muitos recursos.
Em um contexto geral, a gestão eficaz dos custos médicos é fundamen-
tal para a sustentabilidade das instituições de saúde. A alocação precisa de 
custos permite:
• Planejamento orçamentário: uma visão clara dos custos facilita a 
previsão e o controle de custos, o que permite uma melhor aloca-
ção de recursos financeiros.
• Melhoria de processos: uma análise detalhada de custos pode iden-
tificar áreas de ineficiência onde melhorias podem ser feitas para 
reduzir custos sem comprometer a qualidade do atendimento.De-
cisões estratégicas: 
30
• Informações precisas sobre custos apoiam decisões de investimen-
to e expansão e garantem que os recursos sejam direcionados para 
áreas de maior impacto.
 A seguir, analisaremos exemplos práticos, como por exemplo uma 
cirurgia de vesícula biliar em um grande hospital universitário, que realiza 
diversas cirurgias de apendicite mensalmente. Utilizando o método de cus-
teio por absorção, todos os custos relacionados à cirurgia são alocados ao 
procedimento. 
Ao utilizar o método de custeio por absorção, o hospital universitário 
deve identificar e alocar todos os custos fixos e variáveis, bem como cus-
tos diretos e indiretos, associados à apendicectomia. Vejamos esses custos 
para ilustrar a complexidade financeira envolvida.
Salários dos Profissionais de Saúde:
• Cirurgiões: Salário baseado na experiência e número de operações 
realizadas.
• Enfermeiros: Os salários referem-se ao tempo gasto na preparação, 
assistência na cirurgia e prestação de cuidados pós-operatórios.
• Anestesiologistas: custos de administração de anestesia e monito-
ramento do paciente.
Utilização do centro cirúrgico:
• Equipamentos: Descarte e manutenção de equipamentos cirúrgicos.
• Eletricidade: consumo na utilização de equipamentos de alta 
tecnologia.
31
• Saneamento: o custo de limpeza e esterilização da sala entre as 
operações.
Materiais Descartáveis :
• Suturas e Compressas: Utilize materiais estéreis para cada 
procedimento.
• Luvas e máscaras: equipamentos de proteção individual para toda 
a equipe médica.
Tempo de recuperação do paciente:
• Leito hospitalar: custo diário de utilização do leito, incluindo alimen-
tação e medicamentos.
• Enfermagem: cuidados contínuos até o paciente voltar para casa.
32
Item Custo 
Unitário (R$) Quantidade Custo 
Total (R$)
Salário do 
Cirurgião 3.000,00 1 3.000,00
Salário dos 
Enfermeiros 800,00 3 2.400,00
Salário do 
Anestesista 1.500,00 1 1.500,00
Equipamentos 2.000,00 1 2.000,00
Energia Elétrica 200,00 1 200,00
Higienização da 
Sala 300,00 1 300,00
Materiais 
Descartáveis 500,00 1 500,00
Leito Hospitalar 
(diária) 1.000,00 3 3.000,00
Cuidados de 
Enfermagem 
(diária)
400,00 3 1.200,00
Total 14.000,00
Título: Valores cirúrgicos 
Fonte: Autoria própria.
33
Este exemplo evidencia como a aplicação do método de custeio por 
absorção pode revelar a complexidade financeira de um procedimento 
aparentemente simples como a cirurgia de apendicite. Cada componente 
do custo, desde salários até materiais descartáveis, contribui para o custo 
total do procedimento, mostrando a importância de uma análise detalhada 
para uma gestão financeira eficaz.
O método ABC surgiu como instrumento da análise estratégica de 
custos, relacionados com as atividades que mais impactam o consumo de 
recursos de uma empresa. (Oliveira & Perez Junior, 2010). O Sistema de Cus-
teio ABC surge então como uma forma mais precisa de atribuir os custos 
indiretos aos produtos (Martins, 2003).
34
A gestão eficiente de custos é essencial para o sucesso de qualquer 
organização, especialmente em ambientes complexos como os hospitais. 
Compreender os conceitos de custos e a natureza das despesas permite 
que os gestores tomem decisões informadas, melhorem a alocação de re-
cursos e aumentem a eficácia operacional. 
 Primeiramente, temos que ter ideia que as empresas - como os cen-
tros de saúde - realizam gastos que são dispêndios (alocação de recursos) 
para determinada finalidade.
Este conteúdo visa esclarecer as definições de custos e despesas, suas 
classificações, e oferecer exemplos práticos para facilitar o entendimento 
desses conceitos fundamentais.
Conceito de custos x despesas.
• Custos: Refere-se ao valor monetário gasto na prestação de serviços 
de saúde. Eles estão diretamente relacionados ao processo produti-
vo dentro do hospital. Exemplos de custos incluem medicamentos, 
salários de enfermeiros e médicos, e despesascom equipamentos 
médicos.
• Despesas: São gastos que não estão diretamente vinculados ao pro-
cesso de cuidado do paciente, mas são necessários para a operação 
do hospital. Incluem custos administrativos, despesas com marke-
ting e vendas, e outras despesas operacionais, como manutenção 
das instalações.
Natureza das Despesas.
11. CONCEITOS E DEFINIÇÕES DE 
CUSTOS E NATUREZA DE DESPESAS
35
Capítulo 2
As despesas podem ser classificadas de várias formas, dependendo da 
sua natureza e finalidade. As principais classificações incluem:
• Despesas Fixas: São aquelas que não variam com o número de 
pacientes atendidos. Exemplos incluem aluguel do prédio, salários 
administrativos e seguros.
• Despesas Variáveis: Variam diretamente com o número de pacien-
tes atendidos. Exemplos incluem medicamentos, material de curati-
vo e refeições para os pacientes.
• Despesas Semi-Variáveis: Têm uma parte fixa e uma parte variá-
vel. Um exemplo típico é a conta de eletricidade, que tem um custo 
fixo para manter as luzes acesas e um custo variável dependendo 
do uso de equipamentos médicos.
Classificação de custos de um hospital.
Os custos em um hospital podem ser classificados de várias maneiras, 
dependendo do enfoque gerencial. As principais classificações incluem:
• Custos Diretos: São aqueles que podem ser diretamente atribuídos 
a um paciente ou serviço específico. Exemplos incluem medicamen-
tos administrados a um paciente específico e salários dos cirurgiões 
durante uma operação.
• Custos Indiretos: Não podem ser diretamente atribuídos a um úni-
co paciente ou serviço e precisam ser alocados. Exemplos incluem 
custos de manutenção dos equipamentos médicos, aluguel do pré-
dio do hospital e salários do pessoal de limpeza.
• Custos Fixos e Variáveis: Semelhante à classificação de despesas, 
os custos fixos não variam com o número de pacientes atendidos, 
é o exemplo de Custo Fixo o seguro do imóvel de um consultório 
ginecológico, não há variação do seguro enquanto durar o contrato 
ou da quantidade de pessoas atendidas, enquanto os custos variá-
veis mudam de acordo com o volume de serviços prestados, é um 
exemplo o gesso e talas de um centro de ortopedia, vai oscilar o 
custo destes materiais conforme o atendimento de pacientes..
Um exemplo prático, um hospital gasta R$10.000 por mês em material 
descartável como seringas e luvas, que são custos variáveis, pois aumentam 
ou diminuem conforme o número de pacientes internados. Além disso, o 
36
Capítulo 2
hospital paga R$50.000 por mês de aluguel do edifício, que é um custo fixo, 
independentemente do número de pacientes
Ou, o custo de uma cirurgia inclui despesas diretas como salários dos 
cirurgiões e enfermeiros, medicamentos e materiais cirúrgicos. No entan-
to, há também custos indiretos como a manutenção do centro cirúrgico 
e a depreciação dos equipamentos, que precisam ser alocados de forma 
apropriada.
Entender os conceitos de custos e a natureza das despesas é funda-
mental para uma gestão eficiente e eficaz dos recursos de um hospital. A 
classificação adequada desses gastos permite melhor controle financeiro, 
ajudando na tomada de decisões estratégicas e operacionais. Aplicar esses 
conceitos no dia a dia de um hospital demonstra a importância de uma 
gestão financeira cuidadosa e informada, essencial para a sustentabilidade 
e qualidade do atendimento ao paciente.
EM FOCO
Para complementar ainda mais seus estudos, aces-
se o link a seguir: 
CLASSIFICAÇÃO DOS CENTROS DE CUSTOS
Iniciaremos este capítulo buscando fazer breves reflexões sobre a im-
portância da gestão financeira em instituições de saúde. Um dos aspectos 
cruciais dessa gestão é a correta classificação dos centros de custos. A clas-
sificação dos centros de custos permite uma melhor organização e controle 
das despesas associadas às diversas atividades e departamentos de um 
hospital, proporcionando uma visão clara e detalhada dos gastos.
Você já ouviu falar da classificação dos centros de custos em um am-
biente hospitalar? Esse processo é fundamental para garantir a eficiência e 
a sustentabilidade financeira de uma instituição de saúde. A seguir, abor-
daremos as diferentes categorias de centros de custos e a importância de 
cada uma na gestão hospitalar. 
https://blog.keruak.com.br/custeio-abc/
37
Capítulo 2
Entender como esses centros são classificados e gerenciados pode 
proorcionar insights valiosos para a otimização dos recursos e a melhoria 
contínua dos serviços oferecidos aos pacientes.
A classificação dos centros de custos é um aspecto fundamental na 
gestão de custos hospitalares, pois permite uma melhor organização e 
controle das despesas associadas a diferentes atividades e departamentos 
dentro de uma instituição de saúde. Em um ambiente hospitalar, os centros 
de custos podem ser classificados em quatro principais categorias: assis-
tenciais, de apoio diagnóstico e terapêutico, administrativos e de suporte, e 
de ensino e pesquisa.
Os centros de custos assistenciais estão diretamente relacionados ao 
atendimento ao paciente. Eles incluem unidades de internação, que envol-
vem custos associados às enfermarias, quartos privativos e unidades de 
terapia intensiva (UTI); ambulatórios e consultórios, que abrangem despe-
sas de consultas, exames ambulatoriais e procedimentos realizados fora do 
ambiente de internação; serviços de emergência, que envolvem os custos 
operacionais das emergências e pronto-socorros; e centros cirúrgicos, que 
englobam os custos relacionados às salas de cirurgia, incluindo materiais, 
medicamentos e equipamentos utilizados nos procedimentos cirúrgi-
cos. 
Os centros de custos de apoio diagnóstico e terapêutico são responsá-
veis por fornecer suporte diagnóstico e terapêutico aos serviços assisten-
ciais. Eles incluem laboratórios de análises clínicas, que tratam dos custos 
associados aos exames laboratoriais; serviços de imagem, que envolvem 
custos com exames de radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas 
e ultrassonografias; fisioterapia e reabilitação, que abrangem os custos dos 
serviços de fisioterapia.
Os centros de custos administrativos e de suporte envolvem custos in-
diretos que suportam as atividades hospitalares. Eles incluem a administra-
ção geral, que cobre custos associados à gestão administrativa do hospital, 
como salários de funcionários administrativos e despesas com escritórios; 
serviços de nutrição e dietética, que envolvem custos relacionados à prepa-
ração e distribuição de refeições para pacientes, funcionários e visitantes; 
serviços de limpeza e manutenção, que abrangem custos de manutenção 
das instalações hospitalares; e serviços de tecnologia da informação, que 
incluem custos associados à infraestrutura de TI, como hardware, software, 
suporte técnico e sistemas de informação hospitalar.pia, terapia ocupacio-
nal e outras formas de reabilitação; e farmácia hospitalar, que trata dos 
38
Capítulo 2
custos relacionados ao armazenamento, gerenciamento e distribuição de 
medicamentos dentro do hospital.
Por fim, em hospitais que possuem atividades de ensino e pesquisa, 
esses centros são classificados separadamente para gerenciar os custos es-
pecíficos dessas atividades. Os centros de ensino envolvem custos relacio-
nados à formação de profissionais de saúde, como programas de residência 
médica, estágios e treinamentos. Já os centros de pesquisa englobam cus-
tos de projetos de pesquisa, incluindo salários de pesquisadores, materiais 
de pesquisa e infraestrutura de laboratórios de pesquisa.
A correta classificação dos centros de custos é crucial para a transpa-
rência financeira, pois facilita a identificação precisa de onde os recursos 
financeiros estão sendo utilizados. Além disso, fornece informações deta-
lhadas que auxiliam na tomada de decisões estratégicas, operacionais e 
financeiras, permitindo a identificação de áreas onde os custos podem ser 
otimizados ou reduzidos. Também facilita o planejamento e a alocação de 
recursos financeiros de formamais eficiente e eficaz.
Em suma, a classificação dos centros de custos é uma prática essencial 
para a gestão eficaz dos recursos hospitalares, contribuindo para a sustenta-
bilidade financeira e a melhoria contínua dos serviços de saúde oferecidos.
MÉTODOS DE ALOCAÇÃO DOS CUSTOS 
“CRITÉRIO DE RATEIO”;
A alocação de custos é uma prática essencial na gestão financeira hos-
pitalar, que visa atribuir os custos indiretos de maneira justa e racional aos 
diferentes departamentos ou serviços que compõem a instituição. Entre os 
métodos de alocação de custos, o critério de rateio se destaca como uma 
ferramenta eficaz para distribuir despesas de forma equitativa, garantindo 
uma análise mais precisa dos gastos e uma melhor tomada de decisões.
• O que é o Critério de Rateio?
O critério de rateio é um método de alocação de custos indiretos que 
utiliza bases específicas para distribuir os custos entre os diferentes cen-
tros de custos ou departamentos. Essas bases de rateio podem ser varia-
das, dependendo da natureza dos custos e da estrutura organizacional do 
39
Capítulo 2
hospital. O objetivo é alocar os custos de maneira proporcional ao consumo 
ou utilização dos recursos pelos diferentes setores.
A seguir vamos falar dos principais critérios de rateio usados em 
Hospitais. 
1. Rateio por Área Física: Este critério utiliza a metragem quadrada 
ocupada por cada departamento como base para distribuir os cus-
tos de manutenção, limpeza, segurança e outros custos relaciona-
dos à infraestrutura. Quanto maior a área ocupada, maior a parcela 
de custos alocada ao departamento.
2. Rateio por Número de Funcionários: Utilizado para alocar custos 
de serviços de apoio, como recursos humanos e treinamentos, ba-
seando-se no número de funcionários de cada departamento. De-
partamentos com mais funcionários recebem uma parcela maior 
dos custos.
3. Rateio por Horas de Trabalho: Baseia-se nas horas de trabalho de-
dicadas por cada departamento. É comum em alocações de custos 
relacionados a equipamentos e instalações que são utilizados por 
múltiplos departamentos em diferentes proporções.
4. Rateio por Volume de Produção ou Atendimento: Utilizado prin-
cipalmente em departamentos de serviços assistenciais, onde os 
custos são alocados de acordo com o número de atendimentos, 
procedimentos realizados ou pacientes atendidos.
5. Rateio por Consumo de Recursos: Aplica-se a custos de utilidades 
como água, energia elétrica e materiais de consumo. Cada departa-
mento recebe uma parcela dos custos proporcional ao seu consu-
mo registrado.
Um exemplo prático:
Para ilustrar a aplicação do critério de rateio na prática, considere um 
hospital que precisa alocar os custos de energia elétrica entre seus diferen-
tes departamentos. Suponha que o custo total de energia elétrica do hospi-
tal seja de R$50.000,00 ao mês. A administração decide utilizar o critério de 
rateio por consumo de energia, medindo o consumo de cada departamento 
com base em dados de medidores individuais.
40
Capítulo 2
• Departamento A (Unidades de Internação): 30% do consumo total.
• Departamento B (Laboratórios de Análises Clínicas): 20% do consu-
mo total.
• Departamento C (Serviços de Imagem): 25% do consumo total.
• Departamento D (Administração Geral): 25% do consumo total.
Com base nesses percentuais, a alocação do custo de energia elétrica 
seria a seguinte:
• Departamento A: R$ 15.000,00 (30% de R$ 50.000,00)
• Departamento B: R$ 10.000,00 (20% de R$ 50.000,00)
• Departamento C: R$ 12.500,00 (25% de R$ 50.000,00)
• Departamento D: R$ 12.500,00 (25% de R$ 50.000,00)
Esse rateio garante que cada departamento seja responsável por uma 
parcela do custo total de energia proporcional ao seu consumo, promoven-
do uma alocação justa e equitativa dos custos.
A escolha adequada do critério de rateio é crucial para garantir que a 
alocação de custos seja justa e representativa do consumo real de recursos 
pelos departamentos. Uma alocação bem-feita oferece várias vantagens, 
como:
• Transparência e Equidade: Facilita uma distribuição justa dos cus-
tos, evitando que certos departamentos sejam onerados indevida-
mente enquanto outros se beneficiam de forma desproporcional.
• Melhor Controle de Custos: Permite uma análise mais detalhada 
e precisa dos gastos, identificando áreas de alto custo e potencial 
para otimização.
• Tomada de Decisões Informada: Fornece dados relevantes que au-
xiliam os gestores a tomar decisões mais informadas sobre aloca-
ção de recursos, investimentos e estratégias de redução de custos.
41
Capítulo 2
• Planejamento e Orçamento: Facilita o planejamento financeiro e a 
elaboração de orçamentos mais realistas, baseados em uma com-
preensão clara de como os recursos são consumidos em diferentes 
áreas.
Conforme Matos (2002), com a Lei Complementar nº 141, de 13 de ja-
neiro de 2012, o rateio ganha posição de destaque. A norma em tela consi-
derou o que deve ser estimado como despesas de saúde, além de enfocar 
nos processos de planejamento, controle e transparência. Essa lei estabe-
leceu que o rateio de recursos da União para estados e municípios deve 
ser realizado com base na redução das desigualdades regionais de saúde. 
Entendemos que o atendimento às necessidades de saúde deve ser a base 
do rateio, incorporando, no processo de alocação, as necessidades dos in-
divíduos e das distintas classes sociais presentes num território específico 
e orientando a política pública de saúde no sentido do direito universal. O 
rateio, estabelecido por essa lei, constitui novidade na trajetória histórica 
das formas de distribuição de recursos para os entes estaduais e munici-
pais, na medida em que considera especialmente o critério de necessidades 
de saúde da população e ainda a capacidade de oferta e o desempenho 
técnico-financeiro das ações e serviços públicos de saúde. No entanto, até 
o momento, os critérios estabelecidos na Lei nº 141 não foram implemen-
tados, pois, além das dificuldades de natureza política e financeira, perce-
be-se a ausência de estudos técnicos mais operacionais que apresentem 
uma fórmula de alocação, com simulação de distribuição de recursos, e que 
considerem as determinações deste dispositivo legal.
Métodos de Alocação dos Custos – Critério de Rateio
O critério de rateio é uma técnica fundamental na alocação de custos indiretos 
em hospitais. Este método utiliza bases específicas para distribuir despesas 
entre diferentes departamentos, garantindo que cada setor arcará proporcio-
nalmente com os custos de acordo com seu consumo ou utilização de recursos. 
Entre os principais critérios de rateio estão a área física, número de funcioná-
rios, horas de trabalho, volume de produção ou atendimento, e consumo de re-
cursos. A escolha do critério adequado é crucial para garantir uma distribuição 
justa e precisa dos custos, promovendo uma gestão financeira mais eficiente e 
transparente.
42
Capítulo 2
Lei Complementar nº 141 e o Rateio de Recursos
A Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012, introduziu um novo para-
digma para o rateio de recursos da União para estados e municípios no Brasil. 
Esta lei visa reduzir as desigualdades regionais em saúde, baseando o rateio 
nas necessidades de saúde da população, na capacidade de oferta e no de-
sempenho técnico-financeiro das ações de saúde. A implementação deste cri-
tério de rateio representa uma inovação histórica na distribuição de recursos, 
focando nas reais necessidades das comunidades e orientando as políticas 
públicas de saúde para garantir o direito universal à saúde. No entanto, a apli-
cação prática desses critérios ainda enfrenta desafios políticos e financeiros, 
além da necessidade de estudos técnicos operacionais mais detalhados.
INDICAÇÃO DE LIVRO
“Contabilidade de Custos” de Eliseu Martins é uma 
obra abrangente e detalhada que aborda os prin-
cipais conceitos e práticas da contabilidade de 
custos. Este livro é essencial para gestores e pro-
fissionais da área da saúde que buscam entendermelhor a alocação de custos, os métodos de cus-
teio, e a gestão financeira eficiente dentro de uma 
instituição hospitalar. A obra explora temas como 
custeio por absorção, custeio variável e custeio ba-
seado em atividades (ABC), fornecendo exemplos 
práticos e estratégias para a implementação eficaz 
desses métodos. Além disso, o autor discute a im-
portância da análise de custos na tomada de deci-
sões estratégicas e operacionais, destacando como 
uma gestão financeira bem-informada pode contri-
buir para a sustentabilidade e melhoria contínua 
dos serviços hospitalares.
43
Capítulo 2
Importância da Classificação dos Centros de Custos
A classificação dos centros de custos é essencial para a gestão financeira efi-
caz em hospitais. Esta prática organiza e controla as despesas associadas a 
diferentes atividades e departamentos, proporcionando uma visão clara e de-
talhada dos gastos. Os centros de custos são geralmente divididos em quatro 
categorias principais: assistenciais, de apoio diagnóstico e terapêutico, admi-
nistrativos e de suporte, e de ensino e pesquisa. Cada categoria tem um papel 
específico na estrutura hospitalar, contribuindo para a transparência financei-
ra, planejamento orçamentário e tomada de decisões informadas. Com uma 
classificação precisa, é possível identificar áreas de alto custo, otimizar recur-
sos e melhorar a eficiência operacional.
Critérios de Rateio para Alocação de Custos em Hospitais
A alocação eficiente dos custos em um hospital é crucial para garantir a sus-
tentabilidade financeira e a qualidade dos serviços oferecidos. O critério de 
rateio é uma técnica utilizada para distribuir custos indiretos de forma justa 
entre os diferentes departamentos. Entre os critérios mais comuns estão a área 
física, onde os custos são rateados de acordo com a metragem quadrada ocu-
pada por cada setor; o número de funcionários, utilizado para alocar despesas 
de recursos humanos e treinamentos; as horas de trabalho, aplicável a equipa-
mentos e instalações compartilhadas; o volume de produção ou atendimento, 
importante para departamentos assistenciais; e o consumo de recursos, es-
sencial para custos de utilidades como água e energia. A escolha do critério 
adequado facilita a análise precisa dos gastos, promove a equidade na distri-
buição de custos e apoia a tomada de decisões estratégicas para a otimização 
de recursos e melhoria dos processos hospitalares.
A alocação de custos é uma prática fundamental na gestão financeira hospita-
lar, garantindo que os custos indiretos sejam distribuídos de maneira justa e precisa 
entre os diferentes departamentos e serviços. O critério de rateio se destaca como 
uma técnica eficaz para essa distribuição, utilizando bases específicas para atribuir os 
custos de acordo com o consumo ou utilização dos recursos por cada setor. A escolha 
adequada do critério de rateio é essencial para promover a transparência financeira, a 
equidade na distribuição dos custos e a tomada de decisões informadas. 
44
Capítulo 2
A seguir, apresentamos um quadro que exemplifica os principais critérios de ra-
teio utilizados em hospitais.
Métodos de Alocação dos Custos em Hospitais
Critérios Baseados na Área Física e Consumo de Recursos: Os custos 
como aluguel, manutenção e conservação, depreciação, e seguros são 
frequentemente rateados com base na área ocupada por cada departamento 
(m²). Esse critério garante que os setores que ocupam mais espaço arcam 
com uma parcela proporcional dos custos relacionados à infraestrutura. Da 
mesma forma, custos como energia elétrica e água são alocados com base 
no consumo registrado por cada departamento, medido em porcentagem. 
O consumo de recursos específicos, como telefone e materiais de consumo, 
pode ser rateado de acordo com o valor do tarifador e o volume de produção 
ou atendimento, respectivamente.
Critérios Baseados em Número de Funcionários e Horas de Uso: Custos 
indiretos, como salários e benefícios do pessoal administrativo, impostos e 
taxas, e outros custos e despesas gerais, são frequentemente alocados com 
base no número de funcionários em cada departamento. Esse critério reflete a 
distribuição proporcional dos custos de recursos humanos e outras despesas 
operacionais. Equipamentos e tecnologia, por outro lado, são frequentemente 
rateados com base nas horas de uso ou no número de atendimentos 
realizados, garantindo que os custos de depreciação e manutenção sejam 
distribuídos de acordo com a utilização real dos recursos. Serviços de limpeza 
são alocados com base na área ocupada, enquanto os custos de nutrição 
e dietética são rateados de acordo com o número de refeições servidas. A 
farmácia hospitalar e os serviços de fisioterapia e reabilitação alocam seus 
custos baseados no volume de medicamentos dispensados e no número de 
sessões realizadas, respectivamente.
Quadro X - Métodos de Alocação dos Custos em Hospitais
Fonte: Autoria própria.
45
Capítulo 2
INDICAÇÃO DE FILME
“O Médico e o Monstro” é uma adaptação clássica 
do romance de Robert Louis Stevenson, que explo-
ra a dualidade da natureza humana. O filme conta 
a história do Dr. Henry Jekyll, um respeitado mé-
dico que acredita que cada pessoa abriga dentro 
de si tanto o bem quanto o mal. Em uma tentati-
va de provar sua teoria, ele desenvolve uma poção 
que transforma ele próprio em uma personalidade 
maligna, conhecida como Mr. Hyde. À medida que 
Hyde começa a dominar sua vida, Jekyll se vê em 
uma luta desesperada para manter seu lado som-
brio sob controle.
46
NOVOS DESAFIOS
Ao longo deste estudo, exploramos aspectos cruciais da gestão finan-
ceira hospitalar, com foco na classificação e alocação dos custos. Iniciamos 
com a compreensão da classificação dos centros de custos, que divide as 
despesas hospitalares em categorias distintas, como assistenciais, de apoio 
diagnóstico e terapêutico, administrativos e de suporte, e de ensino e pes-
quisa. Esta estrutura facilita o monitoramento e o controle das despesas, 
permitindo uma análise mais detalhada e estratégica dos gastos.
Avançamos para os métodos de alocação de custos, abordando o crité-
rio de rateio como uma técnica fundamental para distribuir custos indiretos 
de forma justa e equitativa entre os diferentes departamentos e serviços. 
Discutimos como diferentes critérios, como área física, número de funcio-
nários e consumo de recursos, são utilizados para garantir uma alocação 
precisa e representativa dos custos.
Além disso, examinamos o impacto da Lei Complementar nº 141, que 
introduziu novas diretrizes para o rateio de recursos de saúde, visando 
reduzir as desigualdades regionais. Embora sua implementação ainda en-
frente desafios, a lei representa um avanço significativo na forma como os 
recursos são alocados para promover a equidade na saúde pública.
Em síntese, a correta classificação e alocação dos custos são vitais para 
a eficiência e sustentabilidade financeira das instituições de saúde. A com-
preensão desses conceitos e práticas é essencial para a gestão eficaz dos 
recursos, permitindo não apenas o controle de despesas, mas também a 
melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados. Encerramos esta 
unidade com a certeza de que uma gestão financeira sólida é fundamental 
para o sucesso e a continuidade dos serviços hospitalares, assegurando 
que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e em benefício dos 
pacientes.
47
ATIVIDADES
1. Considerando a importância da alocação de custos hospitala-
res, explique como a utilização do critério de rateio pode influen-
ciar na gestão financeira dos hospitais.
a. O critério de rateio não considera a utilização dos recursos pelos 
departamentos, levando a uma alocação de custos imprecisa.
b. O critério de rateio utiliza bases específicas, como área física ou 
número de funcionários, para distribuir custos de maneira justa 
e proporcional, melhorando a transparência financeira e a efi-
ciência na gestão dos recursos.
c. O critério de rateio sempre utiliza a mesma

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