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BIOESTATÍSTICA E EPIDEMIOLOGIA MAPA 52 2025 GLAUBER

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Questões resolvidas

Nas últimas décadas, a morbimortalidade por doença diarreica infantil diminuiu significativamente no Brasil, refletindo melhorias em indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde. Entre os fatores associados a essa redução estão o acesso ao saneamento básico, nutrição infantil, vacinação, aleitamento materno, escolaridade materna, acesso a serviços de saúde, uso da terapia de reidratação oral e disseminação de informações sobre prevenção e tratamento. No entanto, esses indicadores variam entre regiões.

Um estudo publicado, em 2009, por Melli e Waldman no Jornal de Pediatria analisou a tendência da mortalidade por diarreia entre menores de 5 anos, no município de Osasco (SP), entre os anos de 1980 e 2000. A tabela a seguir apresenta a taxa de mortalidade por diarreia em crianças menores de 5 anos, os valores dos riscos relativos e intervalos e confiança segundo distritos do município e período.

Tabela - Taxa de mortalidade por diarreia em menores de 5 anos*, riscos relativos e intervalos de confiança segundo distritos e período.

| | 1991-1995** | | | 1996-2000*** | | |
| :--: | :--: | :--: | :--: | :--: | :--: | :--: |
| Distrito | Taxa de mortalidade* | RR | IC95% | Taxa de mortalidade* | RR | IC95% |
| Norte | 130,6 | 3,1 | 1,0-9,9 | 0,0 | - | - |
| Noroeste | 42,6 | 0,3 | 0,8-1,9 | 16,2 | 1,4 | 0,7-2,6 |
| Nordeste | 29,5 | 0,9 | 0,5-1,5 | 6,4 | 0,5 | 0,2-1,8 |
| Centro | 23,3 | 0,7 | 0,3-0,9 | 0,0 | - | - |
| Sudoeste | 25,1 | 0,8 | 0,4-1,4 | 8,2 | 0,7 | 0,2-2,3 |
| Sudeste | 24,9 | 0,7 | 0,4-1,3 | 14,1 | 1,2 | 0,5-2,8 |
| Sul | 37,6 | 1,1 | 0,7-1,8 | 14,0 | 1,2 | 0,6-2,5 |
| Município | 33,0 | 1,0 (ref) | | 11,8 | 1,0 (ref) | |

IC95% = intervalo de confiança de 95%;
ref = grupo de referência para o cálculo do risco relativo;
RR = Risco Relativo.

* Por 100.000 menores de 5 anos.
** População média estimada para 1º de julho de 1993.
*** População média estimada para 1º de julho de 1998.
Fonte: MELLI, L.C, WALDMAN, E. A.; Temporal trends and inequality in under-5 mortality from diarrhea. J. Pediatr (Rio J). 2009; 85(1):21-27.

Com base nessas informações, responda:
B) Considerando o período 1991-1995, INTERPRETE o que você observou nos resultados do Risco Relativo (RR) apresentados na tabela.

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Questões resolvidas

Nas últimas décadas, a morbimortalidade por doença diarreica infantil diminuiu significativamente no Brasil, refletindo melhorias em indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde. Entre os fatores associados a essa redução estão o acesso ao saneamento básico, nutrição infantil, vacinação, aleitamento materno, escolaridade materna, acesso a serviços de saúde, uso da terapia de reidratação oral e disseminação de informações sobre prevenção e tratamento. No entanto, esses indicadores variam entre regiões.

Um estudo publicado, em 2009, por Melli e Waldman no Jornal de Pediatria analisou a tendência da mortalidade por diarreia entre menores de 5 anos, no município de Osasco (SP), entre os anos de 1980 e 2000. A tabela a seguir apresenta a taxa de mortalidade por diarreia em crianças menores de 5 anos, os valores dos riscos relativos e intervalos e confiança segundo distritos do município e período.

Tabela - Taxa de mortalidade por diarreia em menores de 5 anos*, riscos relativos e intervalos de confiança segundo distritos e período.

| | 1991-1995** | | | 1996-2000*** | | |
| :--: | :--: | :--: | :--: | :--: | :--: | :--: |
| Distrito | Taxa de mortalidade* | RR | IC95% | Taxa de mortalidade* | RR | IC95% |
| Norte | 130,6 | 3,1 | 1,0-9,9 | 0,0 | - | - |
| Noroeste | 42,6 | 0,3 | 0,8-1,9 | 16,2 | 1,4 | 0,7-2,6 |
| Nordeste | 29,5 | 0,9 | 0,5-1,5 | 6,4 | 0,5 | 0,2-1,8 |
| Centro | 23,3 | 0,7 | 0,3-0,9 | 0,0 | - | - |
| Sudoeste | 25,1 | 0,8 | 0,4-1,4 | 8,2 | 0,7 | 0,2-2,3 |
| Sudeste | 24,9 | 0,7 | 0,4-1,3 | 14,1 | 1,2 | 0,5-2,8 |
| Sul | 37,6 | 1,1 | 0,7-1,8 | 14,0 | 1,2 | 0,6-2,5 |
| Município | 33,0 | 1,0 (ref) | | 11,8 | 1,0 (ref) | |

IC95% = intervalo de confiança de 95%;
ref = grupo de referência para o cálculo do risco relativo;
RR = Risco Relativo.

* Por 100.000 menores de 5 anos.
** População média estimada para 1º de julho de 1993.
*** População média estimada para 1º de julho de 1998.
Fonte: MELLI, L.C, WALDMAN, E. A.; Temporal trends and inequality in under-5 mortality from diarrhea. J. Pediatr (Rio J). 2009; 85(1):21-27.

Com base nessas informações, responda:
B) Considerando o período 1991-1995, INTERPRETE o que você observou nos resultados do Risco Relativo (RR) apresentados na tabela.

Prévia do material em texto

M.A.P.A – BIOESTATÍSTICA E EPIDEMIOLOGIA 
	
Nome: GLAUBER CANTÃO NEIVA
	R.A: 25186434-5
	Disciplina: Bioestatística e Epidemiologia
INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE
	1. Todos os campos acima (cabeçalho) deverão ser devidamente preenchidos.
	2. O(A) aluno(a) deverá utilizar este modelo padrão para realizar a atividade.
	3. Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificada cópia indevida de colegas, as atividades de ambos serão zeradas. Também serão zeradas atividades que contiverem partes de cópias da Internet ou livros sem as devidas referências e citações de forma correta.
	4. Para realizar esta atividade, leia atentamente as orientações e atente-se ao comando da questão. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina.
	5. Neste arquivo resposta, coloque apenas as respostas identificadas de acordo com as questões. Na Sala do Café do ambiente virtual da disciplina você encontrará orientações importantes para elaboração desta atividade. Confira!
	6. Após terminar o seu arquivo resposta, salve o documento em PDF ou DOCX (word) e o nomeie identificando a disciplina correspondente (MAPA – BIOESTATÍSTICA E EPIDEMIOLOGIA ), para evitar que envie o MAPA na disciplina errada. Envie o arquivo resposta na página da atividade MAPA, na região inferior no espaço destinado ao envio das atividades.
FORMATAÇÃO EXIGIDA
	1. O documento deverá ser salvo no formato PDF (.pdf) ou DOCX (.docx)
	2. Tamanho da fonte: 12
	3. Cor: Automático/Preto.
	4. Tipo de letra: Arial.
	5. Alinhamento: Justificado.
	6. Espaçamento entre linhas de 1.5.
	7. Arquivo Único.
LINK DO VÍDEO EXPLICATIVO DESSA ATIVIDADE: https://youtu.be/sXXUJ_0lqcw
ATENÇÃO
	VALOR DA ATIVIDADE: 5,0
	Esta atividade deve ser realizada utilizando o formulário abaixo. Apague as informações que estão escritas em vermelho, pois são apenas demonstrações e instruções para te auxiliar, e, posteriormente, preencha todos os campos com suas palavras/imagens.
CARO(A) ALUNO(A), seja bem-vindo(a) à atividade MAPA (Material de Avaliação Prática de Aprendizagem) da disciplina de Bioestatística e Epidemiologia.
 
Instruções iniciais:
Utilize o modelo de MAPA padrão, que foi disponibilizado em "Material da Disciplina", para realizar esta atividade. Siga todas as instruções constantes neste modelo.
Assista ao vídeo com as instruções para a realização do MAPA que está na "Sala do Café".
 
 
CONTEXTUALIZAÇÃO
            Considere hipoteticamente que você, futuro profissional da área da saúde, decida participar de um processo seletivo para o quadro de funcionários de uma multinacional. Esse processo seletivo será dividido em duas etapas, sendo a primeira com a resolução de uma prova escrita, de questões envolvendo bioestatística e epidemiologia e, a segunda etapa será entrevista com os gestores da multinacional, que foram aprovados na primeira fase.
              
DESENVOLVENDO O TRABALHO
 
Imagine que você está fazendo hoje a primeira etapa do processo seletivo. Com isso, responda às questões abaixo:
 
ETAPA 1
Prova sobre os conhecimentos básicos de bioestatística e epidemiologia 
 
Questão 01
            O tromboembolismo venoso acontece quando um coágulo se forma na circulação sanguínea, prejudicando o fluxo de sangue nas veias pelo organismo. Essa doença é muito comum e, quando não tratada corretamente, pode se agravar e até levar a morte. Ela atinge uma pessoa a cada mil por ano e é uma das principais causas de óbitos no mundo. Quando o paciente já está internado, a prevenção é realizada com medicamentos anticoagulantes. 
Fonte: . Acesso: 13 mar 2025. (com adaptações)
Um estudo hipotético de 2024 com 600 mulheres usuárias de anticoagulante oral avaliou a associação entre tromboembolismo e tipo sanguíneo. Entre as participantes, 165 tiveram tromboembolismo. O tipo A foi o mais comum (249 pacientes), seguido dos tipos O (237) e B (81). Entre as pacientes sem tromboembolismo, 210 eram do tipo O, 153 do tipo A e 57 do tipo B.
            Com base nas informações fornecidas, COMPLETE os números faltantes da tabela abaixo:
Análise dos resultados:
· Total de participantes: 600 mulheres.
· Participantes com TEV: 165.
· Participantes sem TEV: 435 (600 - 165).
· Tipo sanguíneo A com TEV: 249.
· Tipo sanguíneo O com TEV: 237.
· Tipo sanguíneo B com TEV: 81.
· Tipo sanguíneo O sem TEV: 210.
· Tipo sanguíneo A sem TEV: 153.
· Tipo sanguíneo B sem TEV: 57. 
 
Tabela - presença de tromboembolismo e grupo sanguíneo em estudo de 2024.
	Grupo Sanguíneo
	Tromboembolismo
	Total
	
	 Doente Sadia
	
	A
	 96
	153
	249
	B
	24
	57
	81
	AB
	
	
	
	O
	27
	210
	237
	TOTAL
	165
	435
	600
Questão 02
A dieta cetogênica — caracterizada pelo baixo consumo de carboidratos e alto teor de proteínas e gorduras — pode contribuir para a perda de peso. No entanto, pode também elevar os níveis de colesterol ruim e reduzir a quantidade de bactérias intestinais benéficas à saúde. Essas conclusões foram obtidas em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, e publicado na revista Cell Reports Medicine.
Essa dieta é definida pela ingestão reduzida de carboidratos, sendo, portanto, um tipo de dieta low carb. O consumo desse macronutriente — presente em alimentos como batata, arroz, mandioca e massas — é limitado a 20% da alimentação diária. Os outros 80% devem ser compostos por proteínas e gorduras saudáveis, como peixe, frango, ovos, óleo de coco, castanhas, azeite e abacate.
 
               Fonte: disponível em . Acesso: 20 mar. 2025 (com adaptações)
 
Para avaliar os efeitos da dieta cetogênica na saúde, pesquisadores do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo de uma universidade acompanharam 48 adultos saudáveis durante 12 semanas. O quadro abaixo apresenta os resultados da redução de massa corporal (em kg) desses participantes.
 
Quadro 1 – Informações de perda de massa (em kg), de pacientes em dieta cetogênica*.
Fonte: elaborado pelo professor, 2025.
*dados fictícios
 
A) Para esse conjunto de dados, DETERMINE a média, a moda, a mediana, o desvio-padrão e o coeficiente de variação para cada sexo. Sabendo que a variância para os homens foi de 43,8244kg2 e para as mulheres de 13,4689 kg2
a) As estatísticas descritivas para os dados são, para os Homens Média: 10.9 kg, Moda: 4 kg, Mediana: 9.0 kg, Desvio-padrão: 6.62 kg, Coeficiente de variação: 60.73% e Mulheres, Média: 7.21 kg, Moda: 7 kg, Mediana: 7.0 kg, Desvio-padrão: 3.67 kg e Coeficiente de variação: 50.91%.
1. Média:
A média é a soma de todos os valores dividida pelo número total de observações.
Fórmula:
Média = (Soma de todos os valores) / (Número total de observações)
Para os homens:
Média = (16 + 18 + 4.7 + 2 + 2 + 3 + 4 + 7 + 8 + 9 + 24 + 10 + 12 + 15 + 15 + 4 + 4 + 15 + 18 + 22 + 9 + 22 + 7) / 22 = 240.7 / 22 = 10.9 kg
Para as mulheres:
Média = (7 + 8 + 8 + 3 + 7 + 3 + 4 + 10 + 7 + 10 + 11 + 8 + 5 + 6 + 8 + 11 + 12 + 18 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7) / 24 = 172 / 24 = 7.21 kg
2. Moda:
A moda é o valor que mais se repete nos dados.
Para os homens:
Observando os valores, podemos ver que 4 aparece 4 vezes, então 4 kg é a moda.
Para as mulheres:
Aqui, o valor 7 kg aparece 3 vezes, mais do que qualquer outro valor, portanto, a moda é 7 kg.
3. Mediana:
A mediana é o valor central quando os dados são organizados em ordem crescente. Se houver um número ímpar de observações, é o valor do meio. Se for par, a mediana será a média dos dois valores centrais.
Para os homens:
Ordenando os dados em ordem crescente: 2, 2, 3, 3, 4, 4, 4, 4, 7, 7, 8, 9, 9, 10, 10, 12, 15, 15, 15, 16, 18, 18, 22, 22, 24. Como há 22 observações (número par), a mediana será a média dos 11º e 12º valores: 7 e 8.
Mediana = (7 + 8) / 2 = 7.5 kg
Para as mulheres:
Ordenando os dados: 2, 3, 3, 4, 4, 5, 5, 6, 6, 7, 7, 8, 8, 8, 10, 10, 11, 11, 12, 18. Como há 24 observações (número par), a mediana será a média dos 12º e 13º valores: 8 e 8.
Mediana= (8 + 8) / 2 = 8 kg
4. Desvio-padrão (DP):
O desvio-padrão é a medida que mostra o quanto os valores dos dados se afastam da média.
A fórmula para o desvio-padrão é:
DP = √(variância)
Para os homens:
A variância fornecida é 43.8244 kg², portanto:
DP = √43.8244 = 6.61 kg
Para as mulheres:
A variância fornecida é 13.4689 kg², portanto:
DP = √13.4689 = 3.67 kg
5. Coeficiente de variação (CV):
O coeficiente de variação é uma medida da dispersão dos dados em relação à média e é calculado pela fórmula:
CV = (DP / Média) × 100
Para os homens:
CV = (6.61 / 10.9) × 100 = 60.7%
Para as mulheres:
CV = (3.67 / 7.21) × 100 = 50.9%
b) A média de redução de massa corporal é maior nos homens (10.9 kg) do que nas mulheres (7.21 kg), a moda é mais alta para as mulheres (7 kg) do que para os homens (4 kg), indicando que as mulheres tiveram maior frequência de redução em 7 kg.
Já a mediana é igual a 9 kg para os homens e 7 kg para as mulheres, refletindo a maior redução central nos homens, o desvio-padrão para os homens (6.62 kg) é significativamente maior que o das mulheres (3.67 kg), indicando maior variabilidade nas reduções de massa corporal entre os homens.
Por fim, o coeficiente de variação também é mais alto para os homens (60.73%), sugerindo que a redução de massa corporal foi mais inconsistente entre os homens.
A pergunta completa é a seguinte:
A dieta cetogênica - caracterizada pelo baixo consumo de carboidratos e alto teor de proteínas e gorduras - pode contribuir para a perda de peso. No entanto, pode também elevar os níveis de colesterol ruim e reduzir a quantidade de bactérias intestinais benéficas à Universidade de Bath, no Reino Unido, e publicado na revista Cell Reports Medicine. Essa dieta é definida pela ingestão reduzida de carboidratos, sendo, portanto, um tipo de dieta low carb. O consumo desse macronutriente - presente em alimentos como batata, arroz, mandioca e massas - é limitado a 20% da alimentação diária. Os outros 80% devem ser compostos por proteínas e gorduras saudáveis, como peixe, frango, ovos, óleo de coco.
Para avaliar os efeitos da dieta cetogênica na saúde, pesquisadores do Centro de Nutrição, Exercício e Metabolismo de uma universidade acompanharam 48 adultos saudáveis durante 12 semanas.
O quadro abaixo apresenta os resultados da redução de massa corporal (em kg)
Homens 16,18,4.7,2,2,3,4,7,8,9,24,10,12,15,15,4,4,15,18,22,9,22,7
MULHERES 7,8,8,3,7,3,4,10,7,10,11,8,5,6,8,11,12,18,2,3,4,5,6,7
B) COMPARE os resultados das estatísticas descritivas entre os grupos.
A média de redução de massa corporal é maior nos homens (10.9 kg) do que nas mulheres (7.21 kg), a moda é mais alta para as mulheres (7 kg) do que para os homens (4 kg), indicando que as mulheres tiveram maior frequência de redução em 7 kg.
Já a mediana é igual a 9 kg para os homens e 7 kg para as mulheres, refletindo a maior redução central nos homens, o desvio-padrão para os homens (6.62 kg) é significativamente maior que o das mulheres (3.67 kg), indicando maior variabilidade nas reduções de massa corporal entre os homens.
Por fim, o coeficiente de variação também é mais alto para os homens (60.73%), sugerindo que a redução de massa corporal foi mais inconsistente entre os homens.
Questão 03
            Um estudo de coorte prospectivo, realizado por um grupo de pesquisadores, avaliou a ligação entre asma e risco de apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos. Os participantes, formado por indivíduos que preenchem os critérios de inclusão e aceitam participar do estudo, foram recrutados aleatoriamente a partir do quadro de funcionários de uma rede de hospitais e foram acompanhados por quatro anos.
            Ao final desse estudo, em um congresso, um dos pesquisadores fez a seguinte fala: “Em nosso estudo, foi recrutado uma amostra aleatória de funcionários da nossa rede de hospitais (população de origem), e que 20 estavam aptos a participar do estudo e aceitaram fazê-lo (população de estudo). No relatório final relatamos que a asma aumenta o risco de desenvolvimento de AOS na população de estudo, pois a média do Risco Relativo (RR) foi igual a 1,50. Além disso, para que se leve em conta o erro amostral em virtude do recrutamento de apenas um subgrupo da população de interesse, calculamos o intervalo de confiança de 95% (em torno da estimativa) que vocês poderão consultar no trabalho escrito.
             Considerando as informações contidas na fala do pesquisador e assumindo que os dados seguem distribuição normal, construa, com 95% de confiança, o intervalo de confiança que contenha o valor médio de RR populacional. Considere a variância amostral de 0,09 e considere o t crítico para 0,05 igual a 2,0930. Apresente os cálculos.
Para calcular o intervalo de confiança (IC) para o risco relativo (RR) populacional, podemos usar a seguinte fórmula:
IC=x¯±t×sn−−√
Onde:
- x¯
é a média amostral (RR = 1,50)
- t
é o valor crítico da distribuição t (2,0930)
- s
é a raiz quadrada da variância amostral (s = 0,09−−−−√=0,3
)
- n
é o tamanho da amostra (n = 20)
Agora, vamos calcular o erro padrão (EP):
EP=sn−−√=0,320−−√≈0,34,472≈0,067
Agora, podemos calcular o intervalo de confiança:
IC=1,50±2,0930×0,067
Calculando o produto:
2,0930×0,067≈0,1402
Agora, aplicamos isso na fórmula do IC:
IC=1,50±0,1402
Portanto, o intervalo de confiança é:
IC=(1,50−0,1402,1,50+0,1402)
IC≈(1,3598,1,6402)
Assim, o intervalo de confiança de 95% para o risco relativo populacional é aproximadamente (1,36; 1,64).
Questão 04
O secretário de saúde da sua cidade pediu que você avaliasse duas comunidades com epidemia de dengue. No Bairro A, a maioria das ruas não é pavimentada, o saneamento básico é precário, e as moradias são simples, muitas delas de madeira. Além disso, a população apresenta baixo nível de instrução e resiste às recomendações da vigilância epidemiológica. No Bairro B, a maioria vive em casas de alvenaria de médio e alto padrão. Há muitos terrenos vazios e difícil acesso para buscar focos do Aedes aegypti.
             O quadro a seguir apresenta os indicadores da doença nos dois bairros. *
Fonte: elaborado pelo professor, 2025.
*dados fictícios
 
            Assumindo que todo planejamento em saúde começa com um levantamento epidemiológico da situação. Responda:
A) CALCULE o valor da taxa de prevalência da doença, em percentual, nos Bairros A e B, no período considerado.
Cálculo da taxa de prevalência: 
A taxa de prevalência é calculada dividindo o número de casos existentes de uma doença pelo número total de pessoas na população, multiplicando o resultado por 100 para expressar em porcentagem.
· Bairro A:
· Casos: 150
· População: 1500
· Taxa de prevalência: (150 / 1500) * 100 = 10%
· Bairro B:
· Casos: 80
· População: 800
· Taxa de prevalência: (80 / 800) * 100 = 10%
B) Considerando os resultados encontrados no item (A), CITE qual dos Bairros teria prioridade na abordagem inicial para possíveis medidas a serem propostas ao Bairro? JUSTIFIQUE sua escolha.
Coloque sua resposta aqui
Questão 05
            Nas últimas décadas, a morbimortalidade por doença diarreica infantil diminuiu significativamente no Brasil, refletindo melhorias em indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde. Entre os fatores associados a essa redução estão o acesso ao saneamento básico, nutrição infantil, vacinação, aleitamento materno, escolaridade materna, acesso a serviços de saúde, uso da terapia de reidratação oral e disseminação de informações sobre prevenção e tratamento. No entanto, esses indicadores variam entre regiões.
             Um estudo publicado, em 2009, por Melli e Waldman no Jornal de Pediatria analisou a tendência da mortalidade por diarreia entre menores de 5 anos, no município de Osasco (SP), entre os anos de 1980 e 2000. A tabela a seguir apresenta a taxa de mortalidade por diarreia em crianças menores de 5 anos, os valores dos riscos relativos e intervalos e confiança segundo distritos do município e período.
 
Tabela – Taxa de mortalidade por diarreia em menores de 5 anos*, riscos relativos e intervalos de confiança segundodistritos e período.
IC95% = intervalo de confiança de 95%;
ref = grupo de referência para o cálculo do risco relativo;
RR = Risco Relativo.
* Por 100.000 menores de 5 anos.
** População média estimada para 1º de julho de 1993.
*** População média estimada para 1º de julho de 1998.
Fonte: MELLI, L.C, WALDMAN, E. A.; Temporal trends and inequality in under-5 mortality from diarrhea. J. Pediatr (Rio J). 2009; 85(1):21-27.
 
            Com base nessas informações, responda:
A) DEFINA o que é Risco Relativo (RR), EXPLIQUE seu cálculo e qual seu significado.
Coloque sua resposta aqui
B) Considerando o período 1991-1995, INTERPRETE o que você observou nos resultados do Risco Relativo (RR) apresentados na tabela.
Coloque sua resposta aqui
REFERÊNCIA
Insira aqui as referências que você utilizou para responder a este trabalho dentro das normas da ABNT. 
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