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1 
 
 
 
CENTROUNIVERSITÁRIO UNIASSELVI DE BLUMENAU 
 CURSO DE ENFERMAGEM 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
ELIZANDRA SPANCHINSKI DA CRUZ 
LETÍCIA VIEIRA 
VANUSA GABRIELE LEITE 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
BLUMENAU 
2025 
 
2 
 
 
ELIZANDRA SPANCHINSKI DA CRUZ 
LETÍCIA VIEIRA 
VANUSA GABRIELE LEITE 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
 
Relatório apresentado como conclusão 
do Estágio Supervisionado Obrigatório 
(Atenção Primária e Hospitalar), do 
Curso de Enfermagem da 
UNIASSELVI Blumenau. 
 
 
 
 
 
BLUMENAU 
2025 
 
3 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
• 1. INTRODUÇÃO ............................................................................. 04 
• 2. METODOLOGIA ......................................................................... 05 
• 2.1 CRONOGRAMA E PRECEPTORIA...........................................05 
• 3. DESENVOLVIMENTO ................................................................. 06 
• 3.1. ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE .............................................. 06 
• 3.2. ATENÇÃO HOSPITALAR ......................................................... 08 
• 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................... 14 
REFERÊNCIAS .................................................................................. 14 
ANEXOS............................................................................................. 16 
APENDICES........................................................................................ 24 
 
 
 
4 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A formação dos (as) profissionais de enfermagem está em constante processo 
de construção e vai além do domínio de conhecimentos biológicos e técnicos. O 
mercado de trabalho atual exige um profissional com perfil crítico, capaz de atuar de 
forma reflexiva e contribuir ativamente para a transformação social. Nesse contexto, 
é fundamental a adoção de estratégias que integrem teoria e prática, promovendo um 
currículo que favoreça o desenvolvimento pleno dos estudantes e amplie seu 
aproveitamento acadêmico e profissional (KAISER & SERBIM, 2009). 
O Estágio Supervisionado no curso de Bacharelado em Enfermagem 
representa uma etapa essencial da formação acadêmica, permitindo a vivência prática 
dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do percurso do curso. Além de ser 
uma exigência legal, conforme a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, e a 
Resolução CNE/CES nº 3, de 7 de novembro de 2001, que estabelecem as Diretrizes 
Curriculares Nacionais (DCNs) para a graduação em Enfermagem, o estágio constitui 
um valioso instrumento para o aprimoramento técnico e profissional do futuro 
enfermeiro. 
O estágio representa a porta de entrada para que o acadêmico possa vivenciar, 
na prática, os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação. Nesse contexto, 
torna-se essencial a sustentação em uma base teórica sólida, aliada a uma postura 
ética e profissional, a fim de atender adequadamente às demandas da prática. Para 
que a aprendizagem seja significativa, o estágio se mostra indispensável (BENITO et 
al. 2012). 
A vivência no estágio supervisionado proporcionou um importante período de 
observação e reflexão acerca da prática profissional do enfermeiro, com ênfase em 
aspectos como a infraestrutura dos serviços de saúde, a gestão institucional, a 
atuação das equipes multiprofissionais e o cuidado aos pacientes. As experiências e 
aprendizados adquiridos ao longo dessa trajetória serão apresentados neste relatório, 
evidenciando elementos que contribuíram significativamente para o desenvolvimento 
de habilidades e construção da identidade profissional. 
 
 
5 
 
 
 2. METODOLOGIA 
 
O método empregado nesse relatório consiste em um relato de experiência que 
permite descrever vivências reais, geralmente em contextos profissionais, acadêmicos 
ou pessoais, com o objetivo de compartilhar aprendizados, reflexões e resultados 
obtidos a partir de uma situação concreta (MUSSI; FLORES; ALMEIDA 2021). 
Este relatório apresenta uma análise das áreas contempladas durante o estágio 
supervisionado, reunindo a síntese das práticas assistenciais e gerenciais 
desenvolvidas, bem como reflexões sobre os conhecimentos e competências 
adquiridas ao longo do processo. O estágio foi realizado no primeiro semestre de 
2025, com carga horária total de 400 horas, sendo destinado aos acadêmicos do 
décimo semestre do curso. A partir das experiências esse relato foi desenvolvido a 
partir de anotações, registros fotográficos, reflexões e estudos de três acadêmicas do 
curso de enfermagem do Centro Universitário UNIASSELVI de Blumenau. 
 
2.1 CRONOGRAMA DO ESTÁGIO E PRECEPTORIA 
 
QUADRO 1 – DESCRIÇÃO DO CRONOGRAMA E LOCAIS DOS ESTÁGIOS 
PERÍODO CAMPO DE ESTÁGIO 
25/02 a 07/03 HBR – MATERNIDADE 
10/03 a 28/03 HSC – UTI GERAL 
31/03 a 18/04 HBR – UTI GERAL 
22/04 a 09/05 HSA – UTI GERAL 
12/05 a 30/05 AG – ITOUPAVA 
02/06 a 06/06 HSA – CO E MATERNIDADE 
09/06 a 20/06 HSC – UTI GERAL 
23/06 a 04/07 HBR – UTI GERAL 
Fonte: Autores, 2025 
As áreas de atuação foram desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde: 
Realizada no Ambulatório Geral da Família Guilherme Jensen (AG ITOUPAVA), 
Blumenau/SC. A atenção hospitalar foi desenvolvida na cidade de Blumenau-SC na 
 
 
6 
 
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Catarina de Blumenau -HSC, 
UTI e Centro Obstétrico do Hospital Santo Antônio – HSA e também na cidade de 
Indaial-SC na UTI e maternidade do Hospital Beatriz Ramos – HBR. Sendo as 
preceptoras de estágio, a Enfª Carla Maria Melgaço, Carla Cristina Borges, Ana Sibilla 
Dallabona e Nicole Bauer Venturi. 
 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE 
A Atenção Primária à Saúde (APS) representa o primeiro nível de cuidado no 
sistema de saúde, sendo composta por um conjunto de ações voltadas tanto para o 
indivíduo quanto para a coletividade. Suas abordagens incluem a promoção e 
proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico precoce, o tratamento, a 
reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde. Seu principal objetivo é 
oferecer uma atenção integral, capaz de melhorar de forma significativa as condições 
de saúde da população. (PORTELA 2017). 
Para o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS), é indispensável a 
presença de diversos profissionais, entre eles o enfermeiro. Esse profissional 
desempenha um papel fundamental na coordenação, gestão e prestação de cuidados, 
oferecendo assistência integral tanto a indivíduos saudáveis quanto aos que estão 
adoecidos, assim como às suas famílias e à comunidade como um todo (GALAVOTE 
et al. 2016). 
O Ambulatório Geral da Família da Itoupava (como é popularmente conhecido), 
é composto por uma equipe multidisciplinar. Os atendimentos realizados são de baixa 
complexidade, tanto em demandas espontâneas quanto eletivas, sendo direcionados 
aos profissionais de enfermagem e a outras especialidades conforme a necessidade 
do paciente. 
Para Galavote et al. (2016), o enfermeiro atua em diversas áreas do cuidado, 
incluindo a atenção à saúde da criança, da mulher, o acompanhamento de pacientes 
hipertensos e diabéticos, o planejamento familiar, entre outras. Além disso, 
 
 
7 
 
desempenha um papel fundamental como educador em saúde, promovendo 
orientações e práticas de prevenção junto à comunidade. 
Durante a vivência na unidade, os acadêmicos obtiveram a oportunidade de 
atuar diretamente na triagem e na execução de procedimentos ambulatoriais de 
enfermagem, desempenhando atividades fundamentais para o acolhimento e o 
cuidado dos usuários do serviço. 
Na etapa de triagem, foi realizadoescuta qualificada dos pacientes, com a 
coleta de informações clínicas relevantes, verificação de sinais vitais e 
encaminhamento para o profissional atendente, conforme protocolo estabelecido pela 
instituição. Esse momento é essencial para direcionar os atendimentos de forma 
segura, priorizando os casos de maior urgência e orientando adequadamente os 
pacientes quanto aos fluxos da unidade. 
Entre os procedimentos realizados, fica destacado a aplicação de testes 
rápidos para HIV, sífilis, hepatite B e C, que exigem não apenas domínio técnico, mas 
também sensibilidade no acolhimento, considerando a carga emocional que esses 
exames podem envolver. Foi realizada a coleta de amostras com os devidos cuidados 
de biossegurança, prestando orientações pré e pós-teste e encaminhamento aos 
serviços para continuidade. 
A administração de medicamentos, tanto por via intramuscular quanto 
endovenosa, respeitando sempre as prescrições e os princípios dos cinco certos da 
medicação. Essa etapa demandou atenção redobrada à identificação correta do 
paciente, à dosagem e aos horários estabelecidos, garantindo a segurança e a 
eficácia do tratamento. 
Outro procedimento que foi executado foi a retirada de pontos em pacientes 
com feridas já cicatrizadas. Antes da remoção, ocorreu a avaliação para verificação 
das condições da pele e da ferida, utilizando técnica asséptica para evitar infecções e 
promovendo orientações sobre os cuidados domiciliares pós-retirada. 
Essa experiência foi extremamente enriquecedora, pois permitiu não apenas o 
desenvolvimento técnico, mas também o fortalecimento do vínculo com os pacientes, 
valorizando a escuta ativa, o acolhimento humanizado e a prática da educação em 
saúde como parte fundamental da assistência de enfermagem. 
 
 
 
8 
 
 
3.2 ATENÇÃO HOSPITALAR 
 
A assistência hospitalar é estruturada com base nas demandas da população, 
visando assegurar um atendimento eficaz aos usuários. Para isso, conta com o 
suporte de uma equipe multiprofissional, que atua de forma integrada no cuidado, na 
regulação do acesso aos serviços, na garantia da qualidade da assistência e na 
promoção da segurança do paciente (SANTOS e PINTO, 2017). 
Para Silva et al (2021), entre as diversas especialidades presentes no ambiente 
hospitalar, destaca-se a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que oferece às discentes 
inúmeras oportunidades de aprendizado, contribuindo significativamente para seu 
desenvolvimento profissional. 
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um ambiente hospitalar especialmente 
estruturado para oferecer suporte vital de alta complexidade. Conta com diversas 
modalidades de monitorização e suporte orgânico avançado, voltadas à manutenção 
da vida em situações clínicas críticas, com risco elevado de morte. O atendimento é 
contínuo, 24 horas por dia, realizado por uma equipe multidisciplinar especializada 
(BRASIL, 2020). 
A UTI do Hospital Beatriz Ramos é composta por 10 leitos. A unidade atende a 
diferentes perfis de pacientes, incluindo casos de politrauma e pós-operatórios. Já o 
Hospital Santo Antônio possui uma estrutura mais ampla, com uma UTI geral 
composta por 20 leitos. Essa unidade atende a uma variedade de especialidades, 
como pacientes no pós-operatório de cirurgias gerais, oncológicas, ortopédicas, entre 
outras. No Hospital Santa Catarina, o Centro de Terapia Intensiva é dividido em duas 
unidades: uma UTI Cardiológica com 10 leitos e uma UTI Geral também com 10 leitos. 
As atividades foram desenvolvidas na UTI Geral deste hospital. 
Inicialmente, o estágio nessas unidades teve caráter predominantemente 
observacional, com foco na familiarização com o ambiente e na compreensão da 
dinâmica do serviço. A partir desse primeiro contato, foram gradualmente 
oportunizadas a participação em diversos procedimentos e práticas assistenciais, 
possibilitando o desenvolvimento prático das habilidades adquiridas. 
 
 
 
9 
 
A transição de cuidados era realizada a cada troca de plantão, momento em 
que o enfermeiro do turno anterior repassava as informações ao profissional do turno 
seguinte. Nesse processo, eram comunicados o estado geral dos pacientes, os 
tratamentos realizados, eventuais intercorrências, pendências e situações que 
exigiam atenção especial. Durante o estágio, foi possível acompanhar essas trocas e 
compreender sua relevância para a continuidade da assistência e para a avaliação 
efetiva do cuidado de enfermagem. 
Após a troca de plantão, era realizado o gerenciamento da equipe assistencial, 
no qual os pacientes eram distribuídos entre os técnicos de enfermagem, 
assegurando uma organização eficiente do cuidado e a continuidade da assistência. 
A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) era desenvolvida de 
acordo com os protocolos e sistemas adotados por cada instituição. Foi possível 
observar de várias formas diferentes a aplicação do processo de enfermagem, bem 
como realizar a avalição clínica do paciente a partir do exame físico, resultados 
laboratoriais e interpretação dos dados dos monitores multiparâmetros e a partir disso, 
gerar diagnósticos de enfermagem e elaborar planos de cuidados individualizados, 
voltados às necessidades específicas de cada paciente. Essa vivência foi 
enriquecedora, pois proporcionou a aquisição de novos conhecimentos, o 
aprimoramento do raciocínio clínico e a oportunidade de acompanhar de forma mais 
próxima os cuidados prestados pela equipe de enfermagem. 
Também foram realizadas técnicas de enfermagem, como administração de 
medicamentos, cateterismo para inserção de Sonda Vesical de Demora (SVD), tanto 
masculina quanto feminina, e Sonda Vesical de Alívio (SVA); passagem de Sonda 
Nasogástrica (SNG) e Nasoenteral; coleta de sangue por meio do acesso da Pressão 
Arterial Invasiva (PAI); curativos em acessos venosos centrais, cateteres de 
hemodiálise, cateteres de PAI e em feridas complexas. Além disso, houve participação 
na coleta de amostras para exames laboratoriais como a gasometria e aspiração 
traquel. 
Além dessas experiências, também foi possível adquirir conhecimentos por 
meio da observação e do diálogo com outros profissionais, abordando temas como 
acessos vasculares e fundamentos básicos sobre a terapia renal substitutiva, 
comunicação de notícias difíceis como óbito. 
 
 
10 
 
Pode-se observar que a humanização e a empatia são fundamentais no 
ambiente da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde os pacientes se encontram em 
situações de extrema vulnerabilidade física e emocional. Nesse contexto, o cuidado 
vai além da técnica, sendo essencial que os profissionais de saúde estabeleçam uma 
relação acolhedora, respeitosa e sensível às necessidades do paciente e de seus 
familiares. 
FIGURA 1 – AVALIAÇÃO CLÍNICA DO PACIENTE 
FONTE: Autores, 2025 
 
FONTE: Autores, 2025 
 
FIGURA 2 – COLETA DE SANGUE POR MEIO DO CATETER DE PRESSÃO INVASIVA 
 
FONTE: Autores, 2025 
 
11 
 
 
Outro setor importante em contextos hospitalares são os Centros Obstétricos e 
Maternidades. Para Fraga et al. (2018), Um Centro Obstétrico é a unidade hospitalar 
responsável pelo atendimento à mulher durante o trabalho de parto, parto e pós-parto. 
O Centro Obstétrico do hospital Santo Antônio é uma unidade de alta 
complexidade, composta por equipe especializada para atendimento de gestação de 
risco habitual e alto risco, a sua estrutura é composta por salas de pré-parto, pós-
parto, salas cirúrgicas, sala de recuperação pós anestésicos e área de atendimento 
ao recém-nascido, alojamento conjunto e Ciam – Centro de Incentivo ao Aleitamento 
Materno. 
Já a maternidade do hospital Beatriz Ramos, possui estrutura completa, que 
conta com sala de atendimento ao recém-nascido, sala de vacinas, unidade Neonatal, 
sala de parto, sala ante parto e anfiteatro onde são realizadas palestras. 
Para Santos e Ramos (2012) a atuação do enfermeiro no centro obstétrico é 
de fundamentalimportância, pois envolve o cuidado integral à mulher e ao recém-
nascido. Esse profissional exerce um papel essencial ao acompanhar a gestante 
durante o trabalho de parto, realizando avaliações clínicas, monitorando 
continuamente as condições de saúde da mãe e do bebê, e prestando assistência em 
todas as fases do processo parturitivo. Além disso, o enfermeiro promove uma 
abordagem humanizada, oferecendo suporte emocional, orientações e garantindo que 
os cuidados prestados sejam seguros, respeitosos e baseados em boas práticas 
assistenciais. 
Durante os períodos de estágio no centro obstétrico e na maternidade, foram 
desenvolvidas atividades com foco na promoção de uma assistência humanizada e 
de qualidade. Inicialmente, foi realizada a ambientação nas unidades, com 
conhecimento dos protocolos, normas e rotinas institucionais. 
 Ao longo da vivência, foi possível acompanhar e participar de forma integral do 
ciclo de atendimento ao parto, desde o pré parto até os cuidados no pós-parto, 
proporcionando uma visão ampla e prática do processo de assistência obstétrica. 
Durante a assistência à gestante, foram realizados o exame físico e a 
verificação dos sinais vitais, etapas fundamentais para a avaliação do bem-estar 
materno e fetal. Foram aferidos pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura 
corporal, frequência respiratória e saturação de oxigênio, com o objetivo de identificar 
 
12 
 
possíveis alterações que demandassem intervenções precoces. A palpação 
abdominal foi conduzida por meio das manobras de Leopold, permitindo identificar a 
posição, apresentação e situação fetal. Complementando a avaliação, realizou-se a 
ausculta dos batimentos cardiofetais com o auxílio do sonar Doppler, seguida da 
instalação da cardiotocografia, que forneceu dados importantes sobre a vitalidade fetal 
e a atividade uterina. 
Durante a assistência às gestantes em trabalho de parto, observou-se a 
presença de queixas relacionadas à dor, comum nesse processo. Diante disso, foram 
implementadas medidas não farmacológicas para alívio do desconforto, respeitando 
as escolhas e condições de cada paciente. Entre as estratégias utilizadas, 
destacaram-se o uso da bola terapêutica, que favorece a mobilidade pélvica e a 
progressão do trabalho de parto, e o banho morno, que proporcionou relaxamento 
muscular e alívio da dor, promovendo bem-estar e conforto às gestantes. 
Pode-se observar e compreender a magnitude do termo “Parir”, no momento 
expulsivo do trabalho de parto que é a fase em que ocorre a saída do bebê através 
do canal vaginal, marcando o ápice do processo de parto, nota-se a importância da 
enfermagem no apoio físico e emocional da parturiente, orientando e respeitando o 
processo. 
Após o nascimento, o recém-nascido, apresentando boa vitalidade, foi 
imediatamente posicionado sobre o abdômen da mãe, promovendo o contato pele a 
pele, essencial para o fortalecimento do vínculo afetivo, regulação térmica e 
estabilidade cardiorrespiratória do bebê. Nesse momento especial, o pai teve a 
oportunidade de cortar o cordão umbilical, fortalecendo ainda mais sua participação 
ativa no parto. Na primeira hora de vida, foi incentivado e promovido o aleitamento 
materno, proporcionando inúmeros benefícios, como o estímulo à liberação da 
ocitocina, que auxilia na contração uterina e na redução do risco de hemorragia pós-
parto, além de oferecer ao recém-nascido nutrientes essenciais e anticorpos 
fundamentais para sua proteção imunológica. 
Após o nascimento, foram realizadas as medidas antropométricas do recém-
nascido, incluindo peso, comprimento, perímetro cefálico e perímetro torácico, dados 
fundamentais para avaliação do crescimento e desenvolvimento adequados. Essas 
informações são registradas no prontuário e utilizadas para o acompanhamento da 
saúde neonatal. Além disso, foi administrada a vitamina K (Kanakion) por via 
 
13 
 
intramuscular, medida preventiva essencial para evitar a Doença Hemorrágica do 
Recém-Nascido, uma condição potencialmente grave causada pela deficiência de 
vitamina K, que pode levar a sangramentos espontâneos nas primeiras semanas de 
vida. 
Como parte do cuidado humanizado prestado à mãe e ao recém-nascido, foram 
realizadas ações que valorizam o momento do nascimento como único e especial. 
Dentre essas práticas, destacou-se o registro das digitais dos pés do bebê e a 
confecção do carimbo da placenta, entregues à família como lembrança simbólica 
desse momento tão significativo. 
Durante as atividades no setor, foi realizada visita às puérperas e aos recém-
nascidos, foram realizadas avaliações clínicas nas mães e nos bebês, observando 
sinais vitais, estado geral, vínculo materno-infantil e condições da amamentação. 
Além disso, foi prestado apoio no primeiro banho do recém-nascido no ofurô, como 
técnica humanizada para o bebê. 
A coordenação da maternidade do HBR promoveu uma palestra educativa 
sobre amamentação, com o objetivo de orientar quanto à importância do aleitamento 
materno para a saúde do bebê e da mãe. Durante a atividade, foram abordados temas 
como os benefícios do leite materno, técnicas de pega e posicionamento adequados, 
manejo das principais dificuldades enfrentadas no início da amamentação e a 
importância do aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses de vida. 
FIGURA 3 – AVALIAÇÃO CLÍNICA GESTANTE E FETO 
 
Fonte: Autores, 2025 
 
 
14 
 
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O Estágio de enfermagem foi uma etapa essencial na formação acadêmica, 
técnica e humana das discentes do curso de Enfermagem, proporcionando uma 
vivência profunda e significativa nos diferentes níveis de atenção à saúde. Através da 
atuação prática na Atenção Primária, nos setores hospitalares como UTI, maternidade 
e no centro obstétrico, foi possível não apenas consolidar os conhecimentos teóricos 
adquiridos ao longo da graduação, mas também desenvolver habilidades 
interpessoais, éticas e profissionais. 
As experiências proporcionadas revelaram a complexidade do cuidado de 
enfermagem e destacaram a importância da Sistematização da Assistência de 
Enfermagem (SAE) como instrumento norteador de uma prática segura, eficaz e 
humanizada. O contato com diferentes realidades institucionais, equipes 
multiprofissionais e contextos clínicos possibilitou o aprimoramento do raciocínio 
clínico. 
O estágio proporcionou o desenvolvimento crítico do "ser enfermeiro", 
permitindo vivenciar a prática profissional, aprimorar habilidades essenciais para a 
prestação de uma assistência qualificada e, sobretudo, reafirmar a escolha der ser 
enfermeiras. 
 
REFERÊNCIAS 
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do Brasil, DF, 14 fev 2020. Disponível em:https://www.in.gov.br/en/web/dou/-
/resolucao-n-2.271-de-14-de-fevereiro-de-2020-253606068. Acesso em: 09 jun. 
2025 
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2021. https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i48.9010. 
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https://www.scielo.br/j/reben/a/5bTMk4WnQF3wY8h3ZPnnJNt/. Acesso em 03 de jun. 
2025 
 
 
16 
 
ANEXOS 
Registros realizados durante os estágios. 
 
 
17 
 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
21 
 
 
 
 
 
22 
 
 
 
23 
 
 
 
 
24 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
APÊNDICES 
Os estudos de caso apresentados nas páginas seguintes foram desenvolvidos 
a partir das experiências práticas vivenciadas nos diversos campos de estágio. Eles 
refletem situações reais do cotidiano profissional da enfermagem, permitindo a 
aplicação dos conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da formação. Cada estudo 
de caso contempla a identificação de problemas, a elaboração de diagnósticos de 
enfermagem, o planejamento de ações e a avaliação dos resultados, demonstrando a 
capacidade crítica, técnica e ética das acadêmicas frente às demandas da prática 
assistencial.