03 - Nome Empresarial.Direito Societário

@direito-empresarial UCBR

Pré-visualização

�LFG – EMPRESARIAL – Aula 03 – Prof. Alexandre Gialluca – Intensivo II – 07/08/2009
Nome Empresarial, Direito Societário




5.	NOME EMPRESARIAL

É um assunto que, por muito tempo ficou sem ser invocado nos concursos. Porém, de uns dois anos para cá, encontramos muitas questões. 

O que você tem que saber sobre isso? Muita coisa, mas muita coisa mesmo!



	5.1	CONCEITO


O meu nome me identifica. No caso do empresário, mesma coisa. Ele precisa de uma identificação no mundo empresarial.

“O nome empresarial é o elemento de identificação do empresário ou da sociedade empresária.”


O que vai identificar o empresário ou a sociedade empresária é o seu nome empresarial.



	5.2	MODALIDADES



No art. 1.155, do Código Civil, você vai perceber que temos duas modalidades de nome empresarial:

Firma

Firma Individual

Firma Social = Razão Social


Denominação


Razão social é a mesma coisa que firma social. Denominação é diferente de razão social. Na prática, para facilitar o dia a dia, tudo (firma e denominação) é chamado de razão social, mas tecnicamente, não é assim. Para a prova, razão social é só a firma social.

Quem é que pode ter firma individual e quem é que pode ter denominação?

Firma individual – Só o empresário individual tem firma individual.

Firma social – Só as sociedades podem ter.
Denominação – Só podem ter as sociedades.


Firma social e denominação, para as sociedades.


	5.3.	COMPOSIÇÃO



a)	Firma Individual

	Como é que se dá a composição de uma firma individual? Para esta regra, temos o art. 1.156, do Código Civil, dizendo que na composição da firma individual a gente coloca o seguinte:


Nome do empresário individual


E diz o art. 1.156 que este nome pode estar completo ou abreviado. Vamos dar exemplos:

Rogério Sanches ou R. Sanches


Saber isso todo mundo sabe. O que o examinador tem perguntado? Se é obrigatório ou não acrescentar mais alguma coisa. Basta ter o nome ou precisa acrescentar mais alguma coisa? A gente está falando de firma individual. Só isso é suficiente. Coloca se quiser, então é facultativo. Acrescenta se quiser. Mas acrescenta o quê?


Designação mais precisa de sua pessoa ou de sua atividade. 

Ele pega o nome do empresário e acrescenta, se quiser, uma designação mais precisa de sua pessoa ou de sua atividade. Se o Rogério quiser acrescentar alguma designação mais precisa de sua pessoa, o que ele coloca?

Rogério Sanches, o Galetinho.


Ou então, podemos acrescentar uma designação mais precisa de sua atividade:


Rogério Sanches, Comércio de Laquês.


Acrescenta se quiser. É facultativo! É isso que vai cair na prova.



b)	Firma Social


“É o nome ou nomes do sócio ou dos sócios.” 


Pode ser completo ou abreviado, igualzinho, firma individual. Eu posso também abreviar o nome do Pedro e quanto aos demais, uso o nome e a expressão “e companhia” (significando que há outros sócios na sociedade). 


Pedro Taques e André Barros ou P. Taques e A. Barros.

Pedro Taques e Companhia.


Cuidado porque quando a expressão Companhia está no início do nome ou no meio do nome já não tem nada a ver com outros sócios. Significa que aquela é uma sociedade anônima. Exemplo: Companhia Vale do Rio Doce (companhia está no início do nome. É, portanto, uma S.A.), Companhia Brasileira de Distribuição. Mas no exemplo supra está no fim, significando que, além do Pedro há outro (s) sócio (s).


E aí vem a questão que cai na prova: é obrigatório acrescentar mais alguma coisa? A gente está falando de firma social. Na mesma proporção que acontece com a firma social, acontece aqui. O acréscimo não é obrigatório. É facultativo. E o que vai acrescentar? A mesma coisa: uma designação mais precisa do objeto social, vai designar qual é o tipo de sociedade explorada por aquela sociedade. Se quiser é possível colocar o ramo explorado:


Pedro Taques e André Barros, comércio de miniaturas.


Quando a sociedade tem sócio com responsabilidade ilimitada, ela tem que adotar a firma social. Exemplos: sociedade em nome coletivo e sociedade em comandita simples. São sociedades que só podem ter firma social porque a responsabilidade do sócio é responsabilidade ilimitada. 



c)	Denominação


Qual é a regra geral de uma denominação? Na firma social, é o nome dos sócios. Na denominação, a regra geral é você colocar na composição do nome empresarial, um elemento fantasia. Exemplos: Globex, Pingo de Ouro, Pena Branca, Alta tensão, Primavera, etc.

Quando você se depara com elemento fantasia é porque, com certeza, aquele nome é da modalidade denominação.


É pergunta típica: o examinador dá um nome fantasia e pergunta algo: “A Companhia Secos e Molhados é: a) firma social, b) razão social, c) firma individual ou d) denominação.”


Ora, ‘Secos e Molhados’ é o elemento fantasia e se está presente o elemento fantasia, só pode ser denominação, não pode ser mais nada. Então, a regra geral da denominação é o elemento fantasia.


Nome de sócio é possível, mas como medida excepcional. E quais são as hipóteses que nós podemos citar o nome do sócio? Quando for para homenagear aquele sócio que contribuiu para o sucesso da sociedade, o acionista fundador. Então, como forma de honraria, como forma de homenagem, nós vamos colocar o nome do sócio. É uma medida excepcional. 


E a designação do objeto social? É facultativa ou é obrigatória? É isso que cai na prova. Aqui é obrigatória! Quando se tem uma denominação, a designação do objeto social é obrigatória. Você tem que colocar o ramo de atividade.

Globex, utilidades 

Pingo de Ouro, comércio de alimentos Ltda.


Vamos ao art. 1.158, § 2º:


§ 2º A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios.


Nós vimos a composição da firma social, da firma individual e da denominação. Agora, o que a gente vai fazer para que você não erre a questão na prova? Vamos fazer um quadro comparando firma social e denominação. Por que a firma social é diferente de denominação?


	FIRMA SOCIAL
	DENOMINAÇÃO

	Composição:
Nome (s) do (s) Sócios
	Composição:

Regra geral: Elemento fantasia

Exceção: Nome (s) do (s) sócio (s)

	Só se aplica firma social quando a sociedade tem sócio com responsabilidade ilimitada.


Exemplo: sociedade em nome coletivo e sociedade em comandita simples


Exceção: sociedade limitada
	Só se aplica denominação quando a sociedade tem sócio com responsabilidade limitada.


Sociedade Anônima e Sociedade Limitada.

	Não é obrigatória a designação do objeto social.
	Deve conter a designação do objeto social

	A assinatura será a reprodução do nome empresarial.
	A assinatura será a assinatura pessoal do representante legal.




Aí vem a questão da primeira fase da magistratura de SP. O que o examinador perguntou? Pela regra geral, a impressão que se tem é que a sociedade limitada não poderia ter firma social, só poderia ter denominação porque é um tipo de sociedade que tem sócio com responsabilidade limitada. Indo pela regra geral, só poderia ser denominação. Só que nós temos uma exceção, a do art. 1.158, do CC. É a exceção que o examinador quer saber.


Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.

 
Se abriu uma exceção para a sociedade limitada. Ainda que seja uma sociedade com responsabilidade limitada, ela pode ter também firma social. Então, a limitada, diz a lei, pode ter firma ou denominação integradas pela palavra final, limitada ou a sua abreviatura. Então, significa que temos exceção: comandita simples, sociedade em nome coletivo.

Eu sou o administrador de uma sociedade que tem firma social. Na hora de assinar o contrato de locação em nome da sociedade. Como eu tenho que assinar esse documento? A sociedade se chama “Alexandre Gialluca e Renato Brasileiro Ltda.” E eu vou assinar em nome da sociedade. Como eu tenho que fazer essa assinatura? É minha assinatura pessoal? Quando se tratar de firma social, a assinatura tem que ser a reprodução do nome. Eu terei que escrever lá: “Alexandre Gialluca e Renato Brasileiro Ltda.” Eu