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Alessandra F. Morita Página de 1 8
A tuberculose (TB) é uma doença 
infecciosa causada principalmente pela 
bactéria Mycobacterium tuberculosis. 
Doença Inflamatória Granulomatosa. 
Doença PULMONAR e sistêmica crônica. A 
tuberculose é uma doença de notificação 
compulsória em muitos países, refletindo 
sua importância na saúde pública.
ETIOLOGIA
- Mycobacterium tuberculosis 
MICOBATÉRIAS
Bastonetes delgados que crescem em 
cadeias RETAS ou RAMIFICADOS. 
A 
estrutura do Mycobacterium 
tuberculosis, o agente causador da 
tuberculose, possui uma notável e 
complexa parede, contribuindo 
significativamente para suas 
propriedades patogênicas e resistência 
a muitos antibióticos comuns e demais 
medicamentos/drogas. 
CAMADA RICA EM LIPÍDEOS 
Possui aproximadamente 60% de 
lipídeos em sua composição que é 
fundamental para sua patogenicidade e 
resistência da micobactéria. 
ÁCIDO MICÓLICO
Eles conferem à bactéria sua 
característica de resistência à 
descoloração por ácidos e álcool 
(álcool-ácido resistência), uma 
propriedade utilizada no diagnóstico da 
tuberculose.
São ácidos graxos de cadeia longa, 
componente chave da parede celular.
⚐ Resistência à ácidos
⚐ Quando coradas com a coloração Zie 
nielsen, apresentam-se na cor 
vermelha pela resistência aos ácidos.
⚐ FRACAMENTE GRAM-POSITIVA 
(VERMELHA) nitidez na morfologia.
COMPLEXO DE LIPOARABINOMANANO 
(LAM)
- GLICOLIPÍDEOS
Ele desempenha um papel crucial na 
modulação da resposta imune do 
hospedeiro e na patogênese da TB.
TUBERCULOSE - PATOLOGIA 
Alessandra F. Morita Página de 2 8
NÚCLEO E MATERIAL GENÉTICO
❍ GENOMA COMPACTO
 O Mycobacterium tuberculosis possui 
um genoma relativamente compacto, 
com alta densidade gênica. Seu 
genoma codifica uma variedade de 
proteínas e enzimas que contribuem 
para sua sobrevivência e virulência.
❍ PLASMÍDEO 
Ao contrário das demais bacterias 
patogênica, a M. Tuberculosis não 
possuem plasmídeo. 
❍CÁPSULA
Presença de Cápsula Polissacarídica: 
Embora não tão proeminente quanto 
em outras bactérias, o Mycobacterium 
tuberculosis pode ter uma cápsula 
composta principalmente de 
polissacarídeos. Esta cápsula auxilia na 
evasão do sistema imunológico do 
hospedeiro.
❍RIBOSSOMOS E ORGANELAS 
INTERNAS
❍RIBOSSOMO BACTERIANO
Possui ribossomo do tipo 70S, 
essenciais para síntese proteica. 
AUSÊNCIADE ORGANELAS 
MEMBRANOSAS
Como uma bactéria típica, o 
Mycobacterium tuberculosis não possui 
organelas membranosas internas como 
mitocôndrias ou retículo 
endoplasmático.
 ❍RESISTÊNCIA A DESSECAÇÃO
A robusta parede celular do 
M.tuberculosis permite que essa 
sobreviva em ambientes secos por 
períodos prolongados.
❍ METABOLISMO LENTO 
O metabolismo é relativamente o que 
contribui para o longo período de 
tratamento necessário para a 
tuberculose. 
No inicio da infecção por M 
tuberculosis, tem-se uma multiplicação 
exagerada dentro de células do 
sistema imune, como os Macrófagos 
alveolar. O M. tuberculosis infecta 
macrófagos e se multiplica dentro dos 
mesmo. 
Antes da Ativacao da Imunidade 
Celular tem-se a ativação da Imunidade 
INATA, destaca-se o MACRÓFAGO 
ALVEOLAR.
A micobácteria interage com os 
receptores dos macrófagos, como o 
receptor de manose e receptor CR3, o 
qual é o receptor para a proteína/
fragmento do sistema complemento 
C3b.
C3b marca a bactéria - opsonização.
Alessandra F. Morita Página de 3 8
Em geral quando a bactéria entra na 
célula por meio da fagocitose 
formando o fagossomo que se funde 
com o lisossomo formando o 
fagolisossomo que promove a 
destruição da bactéria. 
No entanto a micobactéria do 
M.Tuberculosis consegue manipular a 
formação do fagossomo com parada 
da maturação, falta do pH ácido e 
formação ineficaz do fagolisossomo.
ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA E 
EVASÃO IMUNE
Mycobacterium tuberculosis possui 
estratégias sofisticadas para 
sobreviver dentro do hospedeiro. 
Uma vez fagocitada por macrófagos, a 
bactéria impede a fusão do fagossomo 
com o lisossomo, evitando assim sua 
destruição. Além disso, a bactéria pode 
manipular a resposta imune do 
hospedeiro, modulando a resposta 
inflamatória de maneira que favoreça 
sua sobrevivência e proliferação.
PATOGENICIDADE
Sua patogenicidade também está na 
formação de granulomas, que são 
estruturas imunológicas para conter a 
infecção. 
Embora os granulomas sejam uma 
tentativa do sistema imunológico de 
isolar a infecção, eles também podem 
criar um nicho onde as bactérias 
podem persistir em estado latente.
PATOGÊNESE
O início da patogênese começa com a 
transmissão/inalação de aerossóis 
contendo Mycobacterium tuberculosis. 
Estas partículas infecciosas são 
pequenas o suficiente para alcançar os 
alvéolos pulmonares. Uma vez nos 
pulmões, as bactérias são fagocitadas 
por macrófagos alveolares, mas, ao 
invés de serem destruídas, elas 
conseguem sobreviver e se multiplicar 
dentro destas células imunes.
FORMAÇÃO DE GRANULOMAS
Os granulomas são compostos por 
macrófago, linfócitos T e B, e células 
gigantes multinucleadas. Eles atuam 
como uma resposta imune para conter 
a infecção, mas também fornecem um 
nicho onde as bactérias podem 
persistir em um estado latente. 
Uma característica distintiva da TB é a 
formação de granulomas, que são 
agregados de células imunes formados 
em resposta à presença persistente de 
Mycobacterium tuberculosis.
INDIVÍDUOS IMUNOCOMPETENTES
Mesmo as células imunes estando 
infectadas e tem-se a ativação das 
CÉLULAS T age contra as 
microbactérias para formar uma 
infecção latente por conformação dos 
granulomas. 
Os macrófagos alveolar estando 
infectados eles vão apresentar os 
peptídeos dessa micobatéria as células 
T / LT. 
Alessandra F. Morita Página de 4 8
Por meio do MHC DE CLASSE 2 tem-se 
a ativação do das células T/ LTCD4 
com a presença de IL-12 que é 
necessário para a polarização para o 
tipo TH1 que produz INF-gama 
ajudando o Macrófago a ficar ativado, 
como também: 
☡ Maturação e ativação do 
fagolisossomo
☡ Produção de ácido nítrico
☡ Produção reativas de oxigênio
☡ Autofagia
★A resposta TH1 também é 
responsável pela positividade do 
Teste cutâneo de tuberculina (PPD) 
são usados para detectar infecção 
latente. Quando há um preparado de 
proteínas de M. Tuberculosis que é 
aplicado na pele e gera uma 
estrutura/nódulo. Essas células T só 
se tem ativação quando há presença 
e ativação de células TH1. 

PPD positivo indica que teve resposta 
das células T da resposta específica. 

Os macrófagos ativados (mais 
esperto) produz TNF e quimiocina, a 
qual recrutam monócitos que ao 
chegar nos tecidos formam novos 
macrófagos e formam a estrutura do 
GRANULOMA. Essa estrututa é 
conhecida por serem rodeadas por 
macrófagos epitelióides ou com 
formato de células gigantes + 
linfócitos T ao redor e no centro 
bactérias e necrose caseosa. 
★FORMAÇÃO DE GRANULOMAS

Respostaimune ao Mycobacterium 
tuberculosis leva à formação de 
granulomas, que são agregados de 
células imunes destinados a conter a 
infecção. Morfologicamente, um 
granuloma tuberculoso típico 
apresenta algumas características 
distintas:
☞ CENTRO CASEOSO NECRÓTICO
O centro do granuloma muitas vezes 
contém tecido necrótico com 
aparência de queijo (caseoso), que é 
uma característica patognomônica da 
TB.
☞CÉLULAS DE LANGERHANS E 
MACRÓFAGOS EPITELIÓIDES
 Ao redor da necrose caseosa, há uma 
zona de macrófagos epitelioides e 
células gigantes de Langhans (ma- 
crófagos com múltiplos núcleos 
dispostos de forma circular ou em 
ferradura).
☞MANTO DE CÉLULAS LINFÓIDES
 
A periferia do granuloma é 
frequentemente cercada por uma 
camada de linfócitos.
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LÂMINA HISTOLÓGICA DE PULMÃO CONTENDO 
GRANULOMAS COM E SEM NECROSE CASEOSA, ACHADOS 
COMPATÍVEIS COM TUBERCULOSE. 
NOTE A PRESENÇA DE UM INFILTRADO INFLAMATÓRIO 
MONONUCLEAR. COLORAÇÃO: HEMATOXILINA & EOSINA.
Locais de comprometimento ativo são 
marcados por uma REAÇÃO 
GRANULOMATOSA característica, que forma 
os tubérculos caseoso como não caseoso. 
Só não possui a necrose caseosa,mas tem-se 
células gigantes, células epitelióies, linfócito T e 
células inflamatórias.
IMUNOCOMPROMETIDOS - macrófagos com 
grande número de bactérias pela coloração 
álcool-resistente. 
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FATORES DE RISCO
- Locais de pobreza extrema, 
aglomeração e doença debilitante 
crônica (p.ex. Cadeia, abrigo para 
morados em situação de rua e 
instituições de cuidados 
prolongados). 
- Aids, DM, DRC, Linfoma Hodgkin, 
DPOC (principalmente SILICOSE), 
Desnutrição e Alcoolismo. 
TB EM IMUNOCOMPETENTES
Na maioria das pessoas saudáveis com 
Tb Primária a infecção é assintomática, 
podendo apresentar febre e efusão 
pleural (acúmulo anormal de líquido no 
espaço pleural, que é a área entre os 
pulmões e a parede torácica). 
⚑ No local da infecção ocorre um 
pequeno nódulo de calcificação, onde 
os microorganismos podem parecer 
dormente por décadas - latência. 
⚑ Tanto na REATIVAÇÃO quanto 
REEXPOSIÇÃO aos bacilos, tem-se uma 
RÁPIDA mobilização de uma reação de 
defesa, mas com um aumento de 
necrose tecidual.
Inibidores de TNF usado para doença 
como artrite reumatoide atrapalha a 
estrutura dos granulomas.
QUAL A RELAÇÃO DO TESTE 
TUBERCULÍNICO POSITIVO (PPD) COM 
AS LESÕES PULMONARES? 
 O TESTE TUBERCULÍNICO POSITIVO 
INDICA A ATIVAÇÃO DE CÉLULAS T, 
CONTRA MICOBACTERIAS E, NO 
ENTANTO SUGERE UMA ACÃO LEISVA 
DO SISTEMA IMUNE.
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TUBERCULOSE PRIMÁRIA - Ocorre com 
a primeira infecção.
Em indivíduos não exposto ao 
M.tubeculosis e da mesma forma não 
sensibilizado. 
FONTE EXÓGENA - não é de um 
processo latente que reativou ou 
reinfectou, mas sim de uma FONTE 
EXÓGENA.
Pode ser assintomática ou acometer 
um dos ápices pulmonares de um ou 
ambos os pulmões. Além de provocar 
CAVITAÇÕES - cavidade 
TURBERCULOSE - PATOLOGIA

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