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Direito Processual Penal II - Prof. Carlos Eduardo Oliveira Conti

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digital ou técnica similar, inclusive audiovisual, destinada a obter maior fidelidade das informações.
§ 2º No caso de registro por meio audiovisual, será encaminhado às partes cópia do registro original, sem necessidade de transcrição.
Art. 531. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, se possível, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no art. 222 deste Código, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado e procedendo-se, finalmente, ao debate.
Art. 532. Na instrução, poderão ser inquiridas até 5 (cinco) testemunhas arroladas pela acusação e 5 (cinco) pela defesa.
Art. 533. Aplica-se ao procedimento sumário o dispostos nos parágrafos do art. 400 deste Código.
§§ 1º a 4º (Revogados).
Art. 534. As alegações finais serão orais, concedendo-se a palavra, respectivamente, à acusação e à defesa, pelo prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez), proferindo o juiz, a seguir, sentença.
§ 1º Havendo mais de um acusado, o tempo previsto para a defesa de cada um será individual.
§ 2º Ao assistente do Ministério Público, após a manifestação deste, serão concedidos 10 (dez) minutos, prorrogando-se por igual período o tempo de manifestação da defesa.
Art. 535. Nenhum ato será adiado, salvo quando imprescindível a prova faltante, determinando o juiz a condução coercitiva de quem deva comparecer.
§§ 1º e 2º (Revogados).
Art. 536. A testemunha que comparecer será inquirida, independentemente da suspensão da audiência, observada em qualquer caso a ordem estabelecida no art. 531 deste Código.
Art. 537. (Revogado).
Art. 538. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo, quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as peças existentes para a adoção de outro procedimento, observar-se-á o procedimento sumário previsto neste Capítulo.
§§ 1º a 4º (Revogados).
PROCEDIMENTO DO JÚRI – 1ª FASE
FONTE
ÁVILA, Thiago André Pierobom de. O novo procedimento dos crimes dolosos contra a vida (Lei nº 11.689/08). Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1873, 17 ago. 2008. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11596>. Acesso em: 20 de agosto de 2008.
OLIVEIRA, Daniel Bernoulli Lucena de. Lei n° 11.689/08: intimação editalícia da pronúncia e ausência do réu no julgamento. Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1850, 25 jul. 2008. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11535>. Acesso em: 04 de agosto de 2008.
TRIBUNAL DO JÚRI – PROCEDIMENTO DO JÚRI
COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL DO JÚRI
O júri é formado por 25 jurados e 1 juiz presidente (juiz togado).
Destes 25 jurados, serão sorteados 7 jurados que formarão o Conselho de Sentença.
CARACTERÍSTICAS DO TRIBUNAL DO JÚRI
Garantia Constitucional
Art. 5º, XXXVIII. É reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a plenitude da defesa;
o sigilo das votações;
a soberania dos veredictos;
a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
Plenitude de defesa;
Sigilo nas votações, sob pena de se anular o júri;
Soberania dos veredictos.
Esta soberania dos veredictos é absoluta ou relativa?
Depende, em princípio é relativa, porque cabe apelação contra a decisão dos jurados, quando esta decisão for manifestamente contrária às provas dos autos. O Tribunal de justiça pode no máximo mandar a novo júri, sendo que:
O Tribunal do Júri absolve o réu novamente, agora sendo a soberania absoluta.
O Tribunal do Júri condena o réu novamente, onde a soberania dos veredictos é relativa. É cabível a revisão criminal.
É uma garantia constitucional.
Número ímpar de jurados.
As decisões são tomadas por maioria de votos.
É órgão da justiça comum estadual ou federal. Nas justiças especiais não tem júri.
COMPETÊNCIA
Regra geral: julga os crimes dolosos contra a vida, tentados ou consumados, omissivos ou comissivos.
Exceções (não vai a júri):
Latrocínio – Súmula 603 do STF – Justiça Comum;
Competência originária dos Tribunais;
Juiz de Direito e Promotor de Justiça se praticarem crimes dolosos contra a vida serão julgados pelo Órgão Especial do TJ.
PROCEDIMENTO DO JÚRI
Lei nº 11.689/08
Principais inovações
Dentre as principais inovações, destacam-se:
A ordem do procedimento será: recebimento da denúncia, citação, resposta à acusação por escrito em 10 dias, oitiva da acusação sobre preliminares, decisão sobre preliminares (fase implícita no novo procedimento), oitiva de testemunhas de acusação, testemunhas de defesa, interrogatório ao final da instrução, alegações orais pelas partes em 20 minutos (prorrogáveis por mais 10), juiz profere decisão (pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação) – art. 406 a 419;
Revogou-se a proibição de juntar documento novo na fase das alegações finais na instrução preliminar (prova ilegítima), prevista no art. 406, § 2º.
Admite-se absolvição sumária no caso de prova da inexistência do fato, falta de provas da autoria ou atipicidade (pela lei antiga era cabível absolvição sumária apenas nas hipóteses de excludente da ilicitude ou culpabilidade) – art. 415;
Contra a absolvição sumária e impronúncia passa a ser cabível recurso de apelação (e não RESE, como na lei antiga) – art. 416;
Revogação do recurso de ofício na hipótese de absolvição sumária;
Revogação da crise de instância (situação na qual, não sendo encontrado o réu para intimação pessoal da decisão de pronúncia, o processo ficaria paralisado até sua eventual localização), admitindo-se doravante a intimação por edital da decisão de pronúncia, mesmo para crimes inafiançáveis – art. 420;
Abolição do libelo e contrariedade ao libelo, passando a existir apenas intimação das partes para arrolarem as testemunhas que pretendem serem ouvidas em plenário – art. 422;
Criação de um relatório do processo a ser elaborado pelo juiz presidente do Tribunal do Júri, após a pronúncia e o arrolamento de testemunhas pelas partes – art. 423, II;
Elevação do número de jurados da lista geral de jurados – art. 425;
Proibição que o jurado que tenha participado de Conselho de Sentença no ano anterior possa participar novamente da lista geral dos jurados – art. 426, § 4º;
Criação de privilégios aos jurados, como prisão especial, desempate em concurso público ou licitações – arts. 439 e 440;
Elevação do número de jurados sendo 25 para comparecerem à reunião periódica, mantendo-se o número de 15 para início da sessão e 7 para composição do conselho de sentença – arts. 433, 447 e 463;
Introdução do sistema de perguntas diretas das partes às testemunhas em plenário, iniciando-se com o juiz, acusação, defesa e jurados – art. 473, caput e § 1º;
Restrição da possiblidade de leitura de peças em plenário – art. 473, § 3°;
Alteração do tempo para sustentação da acusação e defesa em plenário (de duas horas para uma hora e meia) e da réplica e tréplica (de meia hora para uma hora) – art. 477;
Formulação de um terceiro quesito obrigatório, após quesitação da materialidade e autoria, com dizeres: “O jurado absolve o acusado?” – art. 483, III;
Disposição expressa que compete ao juiz presidente julgar o crime, quando houver desclassificação em plenário, mesmo quando se tratar de infração penal de menor potencial ofensivo – art. 492, § 1º;
Revogação do protesto por novo júri.
O julgamento pelo Tribunal do Júri é bifásico ou escalonado. É composto por duas fases:
Fase de formação da culpa ou judicium accusationis;
Fase de acusação ou judicium causae.
JUDICIUM ACCUSATIONIS
Arts. 406/412.
Denúncia ou queixa;
Juízo de prelibação: juiz recebe ou não a queixa. Se receber ordena a citação do acusado para responder a acusação em 10 dias;
Resposta do acusado onde poderá arguir preliminares e alegar tudo que interessa a sua defesa;
AIJ;
Declaração do ofendido, se possível;