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GRUPO SER EDUCACIONAL CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Luiz Eduardo de Andrade Zanellatto – Matrícula: 01669098 RELATÓRIO DE PRÁTICAS HOSPITALARES SÃO PAULO 2025 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Manobras de Leopold...... .......................................................................... 08 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO .................................................................. 5 3 OBJETIVOS .......................................................................................................................... 6 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ..................................................................................... 7 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 10 REFERÊNCIAS........................................................................................................................ 11 ANEXOS - DOCUMENTOS ................................................................................................. 12 4 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem 1 INTRODUÇÃO A experiência prática na disciplina de Cuidado Integral à Saúde da Mulher permitiu experimentar, na rotina, o quão relevante é o trabalho do enfermeiro na proteção e na atenção à saúde da mulher. Foi muito importante para aprimorar saberes, aptidões e capacidades direcionadas ao amparo da mulher em suas diferentes etapas e necessidades. Durante as tarefas, foi possível expandir a compreensão sobre assuntos cruciais, como exame papanicolau, Cálculo de data provável do parto e idade gestacional, rotinas de consulta, cuidaos de gestantes em postos de saúde. A experiência serviu para refinar as capacidades dos estudantes para entregar uma atenção qualificada, que inclua a todos, amigável e atenta às solicitações singulares das mulheres. Durante as práticas, ficou claro que as iniciativas educativas, junto com um serviço gentil e compreensivo, são fundamentais para motivar as mulheres a fazerem exames preventivos regularmente, incentivando, dessa forma, o autocuidado e a descoberta rápida de problemas. Essa vivência reforçou, ademais, que o enfermeiro tem um papel primordial no seguimento constante das mulheres, especialmente daquelas que têm fatores de perigo ou já vivem com uma doença, consolidando o laço e cooperando de forma notável para sua saúde por completo. 5 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO A prática foi realizada na Universidade de Garrulhos – UNG na clínica de enfermagem, localizada na Praça Tereza Cristina n° 88 – Centro, Guarulhos/SP; CEP: 07023-070, telefone (11) 2464-1700. A Clínica de Enfermagem oferece atendimento à comunidade, com foco na promoção, prevenção e cuidado à saúde da mulher, do adulto e do idoso. São realizados serviços como coleta do exame preventivo (Papanicolau) e consultas de enfermagem, que proporcionam orientações sobre climatério, planejamento familiar, prevenção do câncer de colo do útero, de mama e das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A clínica também disponibiliza acompanhamento de enfermagem para pacientes com hipertensão e diabetes, contribuindo para o controle e a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Os atendimentos podem ser agendados presencialmente ou por telefone. A Clínica de Enfermagem funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e está situada no Prédio H. As Práticas de Cuidado Integral à Saúde da Mulher ocorreram nos dias 24 de maio e 07 de junho de 2025, das 08:00h às 17:00h, totalizando 20 horas de carga horária. A preceptora das práticas foi a enfermeira Juliane Peixoto Sales, responsável pela supervisão das atividades práticas, registrada no Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (COREN/SP) sob o número 699.738 - ENF. 6 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem 3 OBJETIVOS Proporcionar aos estudantes a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos teóricos adquiridos na disciplina de Atenção Integral à Saúde da Mulher, desenvolvendo competências técnicas, educativas e humanizadas que promovam a saúde feminina em suas diversas fases. Buscar fortalecer a atuação do enfermeiro na exame papanicolau, cálculo de data provável do parto e idade gestacional, rotinas de consulta, cuidaos de gestantes em postos de saúde. 7 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 4.1 Exame Papanicolau Na Atenção Primária à Saúde (APS), o exame de Papanicolau figura entre os procedimentos mais importantes realizados pelos enfermeiros, sendo crucial para trabalhos e proteger a saúde feminina. Sua meta primordial é identificar, o quanto antes, lesões que antecedem o câncer do colo do útero, além de considerar anomalias sugestivas de infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou outras disfunções ginecológicas. A coleta do Papanicolau é um componente da consulta de enfermagem, onde, além do próprio exame, são discutidas diretrizes sobre métodos preventivos, o cuidado pessoal e a saúde sexual e reprodutiva do paciente. Além da vantagem óbvia de prevenir o câncer de colo do útero, o exame também atua como uma oportunidade valiosa para estreitar os laços entre o paciente e os profissionais de saúde, abrindo espaço para que outras necessidades de saúde sejam consideradas e tratadas durante a consulta. É importante ressaltar que os enfermeiros se deparam com obstáculos, como a relutância de algumas mulheres em se submeterem ao exame, muitas vezes causada por recebimento, constrangimento, incômodo ou falta de conhecimento. Nesse contexto, o papel educativo da enfermagem se mostra indispensável, tanto para conscientizar quanto para instruir sobre a relevância do exame (Silva et al., 2024). 4.2 Cálculo de Data Provável do Parto (DPP) e Idade Gestacional O cálculo da Data Provável do Parto (DPP) e da Idade Gestacional (IG) é uma prática essencial na assistência de enfermagem no pré-natal, sendo fundamental para acompanhar o desenvolvimento da gestação e planejar os cuidados necessários. A DPP é calculada pela Regra de Näegele, que consiste em somar 7 dias ao primeiro dia da Data da Última Menstruação (DUM), subtrair 3 meses e, se necessário, acrescentar 1 ano, estimando assim o provável dia do parto. Por exemplo, se a DUM foi em 10/09/2024, somando- se 7 dias e subtraindo 3 meses, a DPP será 17/06/2025. Este cálculo permite aos profissionais planejar consultas, exames e monitorar a gestação adequadamente (Silva et al. 2023),. A Idade Gestacional (IG) é calculada pela diferença entre a data atual e a DUM, dividindo- se o total de dias por 7 para obter o resultado em semanas. No exemplo citado, de 10/09/2024 a 17/06/2025 são 40 semanas de gestação, indicando que a gestante está no termo ((CALDEIRA et al., 2024). Ferramentas como o Cartão Gestante Digital facilitam esse acompanhamento, tornando o processo mais seguro e eficiente. Além disso, o cálculo correto da DPP e da IG permite identificar possíveis riscos, contribuindo para um pré-natal qualificado e para a promoção da saúde materno- infantil (Santos et al., 2022). 4.3 Palpação Uterina A palpação uterina é uma técnica indispensável na prática da enfermagem obstétrica durante o pré-natal. Ela tem como principal objetivo avaliar o desenvolvimento uterino, a posição e a apresentação fetal, além de identificar possíveis alterações que possam indicar riscos à gestante e ao feto. As autoras ressaltam que, por meio da palpação, é possível acompanhar o crescimento adequado do útero emrelação à idade gestacional, além de perceber a presença de contrações, sensibilidade uterina e alterações no volume de líquido amniótico (Bortolato-Major et al., 2021). A técnica palpação uterina, associada às manobras de Leopold, é fundamental para determinar a situação fetal (longitudinal, transversa ou oblíqua), a posição (dorso à direita ou à esquerda) e a apresentação (cefálica, pélvica ou córmica). Essa avaliação é indispensável, principalmente no terceiro trimestre, pois permite planejar condutas, identificar precocemente 8 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem intercorrências e orientar a gestante sobre sinais de alerta (Marques et al., 2025). Essa prática não apenas proporciona dados clínicos fundamentais, mas também fortalece o vínculo entre enfermeiro e gestante, promovendo uma assistência mais humanizada, segura e eficaz. Figura 1: Manobras de Leopold 4.4 Rotinas de Consulta A consulta de enfermagem na saúde da mulher e da gestante, realizada na Atenção Primária à Saúde (APS), representa um momento essencial de cuidado, acolhimento e promoção da saúde. Essa consulta segue uma rotina bem estruturada, que envolve a escuta qualificada, levantamento do histórico de saúde, realização de exame físico, solicitação de exames de rotina, orientação e acompanhamento contínuo. No contexto da saúde da mulher, os cuidados são direcionados à prevenção de agravos, rastreamento do câncer de colo do útero e de mama, planejamento reprodutivo e incentivo ao autocuidado (Valença et al., 2022). No consultório de enfermagem, os profissionais desempenham um papel fundamental na avaliação integral da mulher, considerando não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais e sociais. Durante a consulta, são realizados procedimentos como avaliação das mamas, palpação uterina, aferição da pressão arterial, cálculo da idade gestacional, ausculta dos batimentos cardíacos fetais e acompanhamento do crescimento uterino, quando se trata de gestantes. Além disso, são discutidas questões relacionadas à sexualidade, planejamento familiar, nutrição, saúde mental e prevenção de infecções (Fernandes et al., 2025). No acompanhamento da gestante, a enfermeira também orienta sobre os sinais de trabalho de parto, cuidados no puerpério, amamentação, direitos da gestante e as escolhas relacionadas ao parto. Esse processo fortalece a autonomia da mulher, permitindo que ela participe ativamente das decisões sobre seu corpo e sua experiência de parto, contribuindo para uma assistência mais humanizada e centrada na mulher (Trigueiro et al., 2021). Portanto, as rotinas de consulta na enfermagem voltadas à saúde da mulher e da gestante são fundamentadas em práticas de cuidado humanizado, promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento do protagonismo feminino. Esse conjunto de ações contribui significativamente para uma assistência qualificada, segura e acolhedora, tanto no ciclo gravídico- puerperal, quanto nas demais fases da vida da mulher. 4.5 Cuidados de Gestante em Postos de Saúde Os cuidados com a gestante na Atenção Primária à Saúde (APS) são fundamentais para garantir uma assistência integral, qualificada e humanizada durante o pré-natal. Nesse contexto, o cuidado de enfermagem vai muito além da realização de consultas de rotina. Trata-se de um acompanhamento contínuo, pautado na escuta ativa, no acolhimento e na realização de ações 9 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem educativas e preventivas, que visam assegurar uma gestação saudável e segura (AMORIM et al., 2022). Dentro desse cuidado, a educação em saúde se destaca como um dos principais pilares da assistência pré-natal. Por meio de atividades educativas desenvolvidas nas unidades de saúde, os profissionais de enfermagem orientam sobre sinais de risco, esclarecem dúvidas, incentivam práticas saudáveis e fortalecem o protagonismo das gestantes no cuidado consigo mesmas e com o bebê. Essa abordagem contribui significativamente para uma maior adesão ao pré-natal e para a promoção da autonomia das mulheres durante todo o processo gestacional (RIBEIRO et al., 2023). Além disso, é essencial ressaltar a importância das ações de promoção à saúde voltadas para gestantes e puérperas na APS. Essas ações, são desenvolvidas por meio de rodas de conversa, grupos de gestantes e atendimentos individuais, que promovem o empoderamento das mulheres, favorecem a prevenção de agravos e fortalecem os cuidados tanto no período gestacional quanto no puerpério. Os autores também destacam que essa assistência deve ser centrada nas necessidades da mulher, considerando seus aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais, o que contribui para uma experiência de cuidado mais acolhedora, humanizada e resolutiva (Leite et al., 2024),. 10 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A experiência prática na disciplina de Cuidado Integral à Saúde da Mulher revelou-se fundamental para o aprimoramento das habilidades técnicas e do senso humanizado dos estudantes de enfermagem. A vivência na Clínica de Enfermagem da UNG proporcionou uma compreensão aprofundada da importância do papel do enfermeiro no cuidado contínuo e integral à saúde feminina, desde o exame papanicolau, cálculo de data provável do parto e idade gestacional, rotinas de consulta, cuidaos de gestantes em postos de saúde. Além disso, as atividades desenvolvidas reforçaram a necessidade da atuação educativa e do vínculo empático com as mulheres atendidas, promovendo a adesão aos exames preventivos e incentivando o autocuidado. A integração entre teoria e prática possibilitou a consolidação do conhecimento e a preparação para enfrentar os desafios reais da atenção primária à saúde, destacando o enfermeiro como agente essencial na promoção da saúde da mulher e na melhoria da qualidade de vida da comunidade. 11 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem REFERÊNCIAS AMORIM, Tamiris Scoz et al. Gestão do cuidado de Enfermagem para a qualidade da assistência pré-natal na Atenção Primária à Saúde. Escola Anna Nery, v. 26, p. e20210300, 2022. CALDEIRA, Iara da Silva Antunes et al. ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL: REVISÃO INTEGRATIVA PARA SUBSIDIAR A CONSTRUÇÃO DE UM APLICATIVO MÓVEL DE APOIO AO PRÉ-NATAL. Revista Políticas Públicas & Cidades, v. 13, n. 2, p. e1345-e1345, 2024. FERNANDES, Ester Araujo et al. Consultório de Enfermagem na Saúde da Mulher. UniLS Acadêmica, v. 2, p. 15-15, 2025. LEITE, Iolanda Rodrigues et al. PROMOÇÃO DE SAÚDE PARA GESTANTES E PUÉRPERAS. Caderno Impacto em Extensão, v. 5, n. 2, 2024. RIBEIRO, Rebeca Karollyne Rolim et al. EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ASSISTÊNCIA PRÉ- NATAL E PUERPÉRIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Caderno Impacto em Extensão, v. 3, n. 1, 2023. SANTOS, João Pedro Tapara dos et al. Cartão gestante digital. 2022. SILVA, Carlos Alberto Iegli da et al. A importância da datação no primeiro trimestre da gestação. Promoção e proteção da saúde da mulher, ATM 2025/2. Porto Alegre: UFRGS, 2023. p. 69-78, 2023. SILVA, Isabella Nunes da et al. Assistência de enfermagem à saúde da mulher na Atenção Primária à Saúde. Enferm. foco (Brasília), p. 1-7, 2024. TRIGUEIRO, Tatiane Herreira et al. Experiência de gestantes na consulta de Enfermagem com a construção do plano de parto. Escola Anna Nery, v. 26, p. e20210036, 2021. VALENÇA, Cecília Nogueira et al. Atendimento da enfermagem na consulta de saúde da mulher na atenção básica a saúde: revisão integrativa da literatura. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 12 Relatório práticas hospitalares – Enfermagem ANEXO – DOCUMENTOS 13 Relatório práticas hospitalares – EnfermagemRELATÓRIO DE PRÁTICAS HOSPITALARES LISTA DE FIGURAS 1 INTRODUÇÃO 2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO 3 OBJETIVOS 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXO – DOCUMENTOS