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CamposSulinos

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Ilsi Iob Boldrini. Senecio selloi.
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Capítulo 5
 
O banco de sementes do 
solo nos Campos Sulinos
Élen Nunes Garcia1
Introdução
O banco de sementes do solo é formado por frutos e sementes viáveis, localizados tanto acima como 
abaixo da superfície do solo, em um dado momento (Thompson & Grime 1979). Foi classificado por Bakker 
(1989) e Bakker et al. (2000) em três categorias: 1. banco de sementes transitório: composto por sementes 
que permanecem viáveis no solo, sem germinarem, por menos de um ano após sua dispersão; 2. banco de se-
mentes persistente por curto prazo: formado por sementes que permanecem viáveis no solo por um a menos 
de cinco anos após sua dispersão e 3. banco de sementes persistente por longo prazo: formado por sementes 
que permanecem viáveis no solo, sem germinarem, por pelo menos cinco anos após sua dispersão. 
O enquadramento de cada espécie vegetal nessas categorias deve levar em consideração a dinâ-
mica da chuva de sementes da vegetação estabelecida, a sazonalidade e a distribuição vertical do banco 
de sementes no solo. Bakker et al. (2000) classificam a longevidade das sementes de acordo somente 
com sua distribuição vertical no solo, com a justificativa de que o conhecimento necessário para uma 
classificação mais precisa ainda não está disponível. As sementes encontradas em profundidades maio-
res do solo seriam menos recentes do que aquelas mais superficiais. Espécies presentes na vegetação 
estabelecida e ausentes no banco de sementes do solo ou presentes somente na camada de solo superfi-
cial são classificadas como transitórias. O banco de sementes é considerado persistente por curto prazo, 
quando um número maior de sementes é encontrado na camada superior do solo em relação à camada 
inferior. Quando há igual número de sementes, ou maior, na camada inferior do solo comparativamente 
à camada superficial, as sementes são consideradas persistentes por longo prazo. 
Entretanto, como Bakker et al. (2000) alertam, deve-se considerar o papel da biota no 
transporte vertical das sementes no solo, como também a possibilidade de não se detectarem se-
Foto de abertura: Omara Lange. Panorama da Serra do Caverá, RS. 
1 Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas, Campus Capão do Leão, Caixa Postal 354, CEP 96010-900, Pelotas, 
RS, Brasil. E-mail: engarcia@ufpel.edu.br
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mentes viáveis no solo, pois não são conhecidas as condições necessárias à germinação para mui-
tas espécies. Além disso, uma mesma espécie pode ser classificada em categorias de longevidade 
distintas em comunidades vegetais diferentes, que ocorrem em diferentes localizações geográficas, 
ambientes e tipos de solo (Bakker et al. 2000, Funes et al. 2001, Márquez et al. 2002, Funes et 
al. 2003).
O banco de sementes do solo é importante tanto para a sobrevivência das espécies vegetais 
em uma área, como para a manutenção de uma comunidade. A ocorrência de um banco de semen-
tes persistentes por longo prazo pode recompor grandes áreas perturbadas da formação vegetal, 
mesmo quando as espécies já não são mais encontradas na vegetação estabelecida há muitos anos 
(Thompson 1993), enquanto a porção persistente por curto prazo é capaz de manter as populações 
vegetais que